Tributação e produtividade são temas de reunião do Programa Compete Brasil

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Tributação, industrialização, produtividade e incentivos tecnológicos foram tema de reunião do Grupo de Trabalho sobre Construção Industrializada do Programa Compete Brasil, grupo criado pelo Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que se reuniu na tarde desta segunda-feira (16/06) na sede da federação.

A reunião do Grupo de Trabalho sobre Construção Industrializada: mais parcerias. Foto: Everton Amaro/Fiesp

À mesa, da esq. para dir.: Ana Maria Castelo, da FGV; Hélcio Honda, diretor titular do Dejur/Fiesp; Walter Cover, conselheiro do Consic; Laura Marcellini, diretora do Deconcic; e Carlos Alberto Gennari, conselheiro do Consic. Foto: Everton Amaro/Fiesp


A economista da Fundação Getúlio Vargas Projetos, Ana Maria Castelo, foi a convidada para participar do encontro. Para ela, o setor da construção civil foi favorecido com desoneração fiscal nos últimos anos, com repercussão positiva para a redução do custo de investimentos no país.

Ana: entrave burocrático é barreira para o crescimento do setor. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ana: burocracia é barreira para o setor crescer. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Entretanto a carga tributária, notadamente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), continua onerando bastante o setor. “A incidência de ICMS sobre peças produzidas em unidades fabris desestimula a adoção de métodos inovadores”, disse.

Além disso, Ana Maria citou o entrave burocrático como barreira para o crescimento do setor.

A acadêmica apresentou números levantados em um estudo da FGV, chamou ainda atenção para a queda da produtividade da construção para um “patamar baixo”, enquanto os salários médios do setor cresceram gradativamente. “O emprego formal atingiu um patamar próximo de 3,5 milhões de postos de trabalho em dezembro de 2013”.

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Helcio Honda, diretor jurídico da Fiesp. Foto: Everton Amaro/FIESP

Apesar dos bons números, o ritmo de crescimento não é sustentável, na visão de Ana Maria.

O setor não voltará a atingir um fluxo de crescimento sem passar a ter ganhos relevantes em produtividade. “A produtividade é a principal saída para os problemas do setor”, disse a especialista.

Para Hélcio Honda, do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, os conceitos de tributação dos setor são “dessincronizados”. “Dentro da lógica tributária, não há lógica no setor da construção civil”.

Para Honda, para baratear o setor, a melhor saída é trabalhar com convênios.

‘Prática esportiva representa 1,9% do PIB brasileiro’, afirma professor da FGV durante reunião da Comissão da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A reunião do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada no início do mês (03/07), contou com uma palestra do professor da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro (FGV-Rio), Istvan Karoly Kasnar.

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Reunião do Comitê de Desporto da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Na ocasião, Kasnar apresentou pesquisa sobre o crescimento da prática esportiva no Brasil. “Procuramos compreender a evolução do esporte no país e analisamos oito modalidades para compreender seus ciclos de vida e em que estágio se encontram, a fim de chegar a uma série de práticas e políticas de decisões”, explicou.

De acordo com o professor, essa pesquisa mostrou que os principais recursos financeiros do Brasil para o esporte advêm de duas fontes: orçamento público e o próprio indivíduo. Para ele, para entender melhor a participação do cidadão na prática esportiva brasileira, seria necessário estudar a fundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). “Essa seria a melhor maneira de fazer uma projeção do gasto esportivo no Brasil”, explicou.

A pesquisa projetou que, em 2010, a prática esportiva representava 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o que significa R$ 72 bilhões. “Podemos chegar a valores cada vez maiores”, afirmou professor ao acrescentar que o esporte no Brasil é um setor dinâmico: “nos últimos dez anos, teve um crescimento médio de 5,77%”. E completou: “num processo comparativo com os Estados Unidos, onde esse valor chega a 3,2% do PIB, nossos números ainda são baixos”.

Apesar do cenário positivo, Kasnar alerta para o fato de que esses números são uma ‘subestimativa’, pois, segundo ele, o mapeamento do setor esportivo no Brasil é muito complicado. “Esse é um setor que cresce acima da média e evolui com firmeza, mas é preciso tomar cuidado, pois é uma área que possui características muito diferentes internamente”.

Com base nessa pesquisa, o professor afirmou que, no ano 2000, o futebol representava 62% total do movimento financeiro de prática esportiva no Brasil, seguido pelo vôlei, com 17%, e pelo basquete, com 8%.

Na opinião de Kasnar, embora o esporte coletivo seja diferente do individual, eles possuem muitos denominares em comum. “Há uma diferença colossal entre a prática esportiva profissional, amadora e, também, na indústria envolvida.”

Em sua apresentação, o professor detalhou que, além das modalidades profissionais e amadoras, o universo econômico da prática esportiva engloba a produção de artigos esportivos, como uniformes, sapatos, redes, entre outros, além de diversos serviços especializados, como mídia e jornalismo, agências de jogadores para o exterior, administração de clubes, eventos, arenas, gestão e manutenção de quadras e  academias de ginástica, entre muitos outros. “O mundo esportivo é muito amplo e requer cuidado para entender como funcionam suas práticas.”

Grandes eventos

Na opinião de Kasnar, boa parte das atividades esportivas está associada aos megaeventos da área que têm o Brasil como sede, desde os Jogos Pan-Americanos (2007), passando pela recente Copa das Confederações (2013), incluindo a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro (2016). “Há uma maior conscientização em relação à necessidade da prática esportiva, pois se criou a relação forte entre qualidade de vida, bem-estar e esporte. É normal que num processo de crescimento de megalópoles, a população passe a praticar algum tipo de esporte, seja pela saúde, seja pela sociabilidade, ou outros motivos”, explicou.

Segundo a apresentação do professor, em 2008, 61% da chamada classe alta – com renda familiar acima de R$ 4.500,00 – praticava exercícios por afirmarem saber que lhes fazia bem à saúde. “Isso significa que ainda há 39% deste nicho a ser conquistado”, afirmou. Já na classe baixa – com renda familiar inferior a R$ 980,00 –, esse índice era de 42%. No quesito da prática de esporte por diversão e lazer, a classe baixa representou 63%, contra 54% da classe alta. “Existe um potencial de expansão bastante significativo”, acrescentou.

Futebol

Na opinião do professor da FGV, o futebol é um esporte de massa, para as massas e com as massas. “E o único esporte que mobiliza o brasileiro a ser pautado a uma ascensão social. É um caso excepcional no setor esportivo do país, com poderes monopolistas de resultados”, afirmou, acrescentando que o futebol, no Brasil, já saiu do status de esporte para ser considerado oficialmente um patrimônio publico. “É um patamar que os outros ainda não alcançaram”, disse.

Kasnar explicou que a separação do futebol nas análises do setor já é um assunto em pauta, mas que a situação ainda é complexa, pois envolve diversos setores, como regulamentação e legislação. “Ainda há muito que fazer”, concluiu.

Esporte, indústria e educação

O professor da FGV destacou a importância da reunião para dar uma visão empresarial ao mundo do esporte, com a ajuda da indústria. “Esse é um passo importante para uma melhor conscientização dessa relação. Percebemos muitas conexões desse mercado esportivo com a indústria brasileira”, afirmou, mencionando, em seguida, cadeias produtivas relacionados à beleza e à cultura no Brasil. “Isso nos ajuda a compreender como o brasileiro enxerga a atividade esportiva”, completou.

O coordenador-adjunto do Code e presidente da Associação Brasileira da Indústria do Esporte (Abriesp), Mauricio Fernandez, concorda. “O setor esportivo envolve diversas cadeias produtivas como saúde, turismo, projetos sociais, terceiro setor, direito esportivo, etc.”, afirmou, ressaltando a oportunidade de marcado para as pequenas e médias empresas. “Existe uma demanda das pequenas e médias empresas que querem diferenciar seus investimentos. É preciso de uma melhor análise setorial para que elas sejam mais efetivas no viés de produção”,

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Mario Eugenio Frugiuele: vincular o esporte à educação é caminho para mudança de panorama.Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para o coordenador-adjunto do Code e 2º diretor-secretário da Fiesp, Mario Eugenio Frugiuele, ainda existe um mercado muito grande nesse setor a ser explorado no Brasil. “A mudança de comportamento dos jovens, com o sedentarismo infantil, por exemplo, pode afetar o setor. Na cultura brasileira, o esporte não é fundamental, não faz parte da vida, pela própria situação de desenvolvimento. Essas são variantes fundamentais para analisar a mudança de comportamento”, afirmou.

Na opinião de Frugiuele, uma solução seria vincular o esporte à educação, a fim de criar um legado de cultura do esporte. Mas ressaltou: “Para isso, será preciso uma mudança estrutural nas escolas”, finalizou.


País precisa de mais opções de matrizes energéticas, diz secretário de Minas e Energia

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A prioridade da política energética brasileira está baseada em hidroeletricidade, biomassa e eólica, fontes que representam 75% da expansão do sistema elétrico nos próximos anos, afirmou o secretário Altino Ventura Filho, do Ministério de Minas e Energia.  No entanto, as operações hidrelétricas, base dessa expansão, têm um horizonte de 12 a 15 anos, alertou ele, indicando que será necessário um substituto para o “carro-chefe” da matriz energética brasileira.

Os participantes do seminário na Fiesp: diversificação para evitar problemas futuros. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Os participantes do seminário na Fiesp: diversificação para evitar problemas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


A abertura oficial do seminário da FGV na Fiesp foi feita pelo gerente do Departamento de Energia (Deinfra-Energia) da Fiesp, Roberto Moussalem.

Ventura Filho: hidrelétricas esgotadas em 15 anos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ventura Filho: soluções para o setor de energia já estão atrasadas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“As soluções já estão atrasadas”, afirmou Ventura durante o seminário O Futuro Energético e Geração Nuclear, realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na tarde desta quarta-feira (13/07), na sede da entidade.

Segundo Ventura, a solução para substituir as hidrelétricas, esgotadas em no máximo 15 anos, partirá de uma mistura de fontes como a nuclear, térmica e o uso de gás natural.  O secretário destacou a geração de energia nuclear como um dos alvos de uma política mais efetiva e de curto prazo. “A política nuclear no Brasil neste momento consta da decisão do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) de construir Angra 3,  dos nossos estudos de planejamento de longo prazo que preveem essas necessidades nucleares e no plano de 2030. Essa é a politica atual, mas nós precisamos avançar em relação a ela”, afirmou.

Enquanto as soluções e o substituto das hidrelétricas não chegam, a capacidade instalada para geração de energia elétrica precisa duplicar nos próximos 15 anos, afirmou o secretário.  Segundo Ventura, o setor precisa crescer pelo menos 4% ao ano para suprir a demanda.

Segundo levantamento da FGV divulgado durante o seminário, o crescimento estimado da demanda de energia elétrica entre 2012-2021 deve ser de 4,9% ao ano, o equivalente a um aumento total de 55% durante o período.

Novo modelo de negócio

Moussalem: apoio da iniciativa privada. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Moussalem: iniciativa privada pode dar a sua contribuição. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O chefe de gabinete da presidência da Eletrobras Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, afirmou que impulsionar a geração de energia nuclear no Brasil é como “quase construir um novo negócio” já que o modelo com o qual setor conta para negociar é da década de 1970. “O grande ineditismo é explorar as possibilidades de negócios que possam se adaptar as características do setor energético nuclear considerando o cenário econômico atual”, avaliou Guimarães.

O gerente do Departamento de Energia (Deinfra-Energia) da Fiesp, Roberto Moussalem, defendeu a atuação da indústria no setor de energia nuclear. “A Fiesp entende também que há na energia nuclear um espaço muito importante para participação do setor privado. Na planta de energia nuclear o setor privado pode dar sim sua contribuição, aportando recursos e operando essas unidades”, afirmou.

FGV usa ‘observatório de câmbio’ para calcular desalinhamentos cambiais

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Vera Thorstensen, professora e pesquisadora da EESP/FGV

Ao contrário de Suíça e Brasil, os Estados Unidos sempre passam a imagem de país com moeda estável, e isso não é verdade, segundo Vera Thorstensen, professora e pesquisadora da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP/FGV).

Durante o semimário “Impactos do câmbio sobre o comércio internacional”, realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta terça-feira (24), Vera informou que a FGV acaba de lançar o Observatório da Taxa de Câmbio. A ferramenta tem como objetivo estimar uma taxa de câmbio de equilíbrio para diversos países, a partir de metodologias alternativas existentes na literatura, para avaliar a robustez dos resultados.

“Agora podemos mostrar o que o FMI [Fundo Monetário Internacional] esconde – e não apenas os dados dos países que permitem”, afirmou a pesquisadora da FGV, ao explicar que o sistema é extremamente sofisticado na verificação de moedas, valorizadas ou não.

“Esta é uma das metodologias. E o que queremos mostrar é que quem estava desvalorizado, valorizou, e vice-versa; o jogo do comércio varia conforme o passar do tempo”. De acordo com Vera, nesta avaliação, os Estados Unidos atualmente estão com o câmbio mais desvalorizado que o da China.

Durante sete anos em que o Brasil esteve com a moeda valorizada, segundo a professora, o país anulou completamente a defesa que tinha na área de tarifa e os direitos que negociou na Organização Mundial do Comércio (OMC). “Isso é o que foi feito nos últimos oito anos, quando valorizou sua tarifa”, apontou.

Os países com câmbio valorizado, como o Brasil, apontou a pesquisadora, reduzem ou mesmo anulam os direitos tarifários negociados na OMC. Já os países com câmbio desvalorizado (EUA, Índia, China) subsidiam exportações.

“Desalinhamentos cambiais significativos e persistentes afetam a eficiência dos instrumentos de política comercial negociados na OMC. Portanto, devem ser por ela regulados”, sublinhou Vera Thorstensen.

Fiesp e TCU realizam seminário sobre gestão das entidades do Sistema ‘S’

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Tribunal de Contas da União  (TCU) promovem nesta segunda-feira (23/07), às 9h, na sede da entidade, o seminário “O papel do TCU junto das Entidades do Sistema S”. O painel será ministrado pelo secretário-geral de Controle Externo do TCU, Guilherme Henrique de La Rocque Almeida, e pelo professor Carlos Nivan.

Durante o evento será lançado o livro Manual do Gestor do Sistema S. A publicação apresenta de forma objetiva, orientações e recomendações para a boa e regular gestão dos recursos das entidades de Formação Profissional e de Assistência Social, vinculadas ao sistema sindical – órgãos integrantes do Sistema “S”, tendo como base a consulta de aproximadamente 1.000 acórdãos do TCU sobre questões como licitações, contratos e convênios.

Além de professor do Instituto Serzedello Corrêa (TCU) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Carlos Nivan, autor do Manual, integra o Conselho de Dirigentes de Controle Interno dos Poderes da União.

A programação do encontro é destinada a  membros de órgãos e entidades públicas federais, estaduais e municipais, além de gestores das entidades do Sistema “S”.

Estarão presentes no evento, o presidente da Fiesp, do Ciesp, do Sesi e do Senai-SP, Paulo Skaf; o presidente do Tribunal de Contas da União, ministro Benjamin Zymler; o superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves; e o presidente do Conselho Sebrae-SP, Alencar Burti.

Serviço
Seminário “O papel do TCU junto as Entidades do Sistema S” e lançamento do livro “Manual do Gestor do Sistema S”
Data/horário: Segunda-feira (23/07), às 9h
Local: Fiesp – Espaço Nobre, 15º andar – Av. Paulista, 1313

Aliar crescimento social e distribuição de renda é desafio para o País

Agência Indusnet Fiesp

O Brasil tem uma dívida social histórica muito alta. A reflexão foi feita pelo ministro Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, durante reunião do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Fiesp, na última terça-feira (24/11), que avaliou as ações governamentais na área social.

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Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

“Estamos entre os três ou quatro países com a pior distribuição de renda do mundo”, enfatizou o ministro, que por outro lado reconheceu já se ter feito muito.

Os dados da mobilidade social, por exemplo, são visíveis, na opinião de Ananias, ao afirmar que a renda dos 10% mais pobres cresceu seis vezes mais do que os 10% mais ricos, nos últimos anos. Desde 2003, segundo a Fundação Getúlio Vargas, 19,4 milhões de pessoas saíram da faixa de extrema pobreza, levando-se em consideração uma renda mensal de R$ 145.

Só o Bolsa Família, programa social com maior visibilidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva, alcança 12,4 milhões de pessoas em todos os municípios brasileiros, com um orçamento, em 2009, da ordem de R$ 11,4 bilhões. No Estado de São Paulo, 1,2 milhão de famílias são atendidas pelo Bolsa, envolvendo um montante de R$ 97,8 milhões/mês.

Para Ananias, um dos grandes benefícios do Bolsa é seu impacto na economia local. “O retorno dos programas sociais é muito maior do que o valor que o Estado gasta”, avaliou. Além da dinamização apontada, gera-se ainda a inclusão e se promove a dignidade do cidadão.

Mesmo assim, suspendeu-se quase um milhão de benefícios cujos dados cadastrais não foram atualizados e que se somarão a outros 500 mil pagamentos por conta de divergências das condicionalidades.

Para o ministro, no passivo social ainda se contabiliza um contingente de 10% de analfabetos no País, acima dos 14 anos, significando 20 milhões de pessoas que não exercem sua plena cidadania.

“O maior desafio hoje é romper o dualismo do crescimento social versus a distribuição de renda”, disparou o ministro. Os recursos da área social saíram do patamar de R$ 11 bilhões, em 2003, e alcançaram R$ 33 bilhões este ano. São investimentos que ajudam a integrar três áreas: assistência social, segurança alimentar e nutricional e transferência de renda condicionada, o Bolsa Família.

“Estamos dando ênfase às políticas de promoção da inclusão produtiva, de capacitação profissional, geração de trabalho e renda, a fim de emancipar gradativamente as famílias que atendemos, para que elas ganhem autonomia”, finalizou.