Paulo Skaf aponta medidas para incentivar empreendedorismo paulista

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, discursa em evento na Assembleia Legislativa de São Paulo

Durante o lançamento da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, em solenidade realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo nesta terça-feira (21), Paulo Skaf, presidente da Fiesp, destacou medidas urgentes para impulsionar a atividade empreendedora.

A frente tem como finalidade específica defender e debater propostas temáticas de interesse público e reúne deputados, secretarias estaduais e uma lista de entidades. Skaf enfatizou que principalmente os jovens devem se sentir estimulados a montarem suas microempresas, mas para que os incentivos surtam efeito é necessário que a FPE atue em três temas.

Combate à guerra fiscal

Os produtos fabricados em outros estados brasileiros que vêm para São Paulo estão prejudicando a produção local, que gera empregos. “Transferir mercadorias com 12% de ICMS na nota, com incentivo na origem, e recolher apenas 3% prejudica o setor produtivo paulista”, afirmou Skaf.

O presidente da Fiesp revelou ser ainda pior o fato de estes estados enviarem, sob as mesmas condições, itens importados para São Paulo. “A guerra fiscal na produção brasileira já prejudica o estado. De produtos importados, então, é um absurdo. Desta maneira incentivamos a geração de empregos na Ásia, não aqui”, alertou. Para acabar com a guerra fiscal, Skaf sugere a alíquota de 4% na origem e o restante no destino.

Real sobrevalorizado

De acordo com Skaf, a competitividade do setor produtivo paulista está sendo desfalcada devido ao dólar barato. A avalanche de importados em 2011 vai provocar na balança comercial brasileira de manufaturas um déficit de US$ 100 bilhões.

“Isso é ruim para o País. Significa ‘exportarmos’ mais de dois milhões de empregos para o mundo, e não há inovação que progrida com esta diferença”, ressaltou. O líder empresarial destacou que são necessárias medidas de defesa comercial contra importações desleais e predatórias.

Desoneração da folha de pagamento

Skaf defende também a retirada de 20% do INSS, descontados na folha de pagamento: metade neste ano, e o restante em 2012. Ele propõe que esta compensação comece pela indústria, pois cada desemprego no setor produtivo acarreta em outros quatro, em diferentes segmentos.