Frente Parlamentar da Indústria da Construção surge com o desafio de movimentar cadeia produtiva do setor

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

No lançamento, nesta segunda-feira (30/11), da Frente Parlamentar da Indústria da Construção (Fpic), o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, afirmou que espera que a iniciativa seja “algo muito forte, que transforme, que faça a cadeia se movimentar e ajudar o país”. Destacou a união, muito importante, entre a sociedade organizada, o Parlamento e o Governo, que possibilitou a formação da frente. Skaf frisou a presença de entidades nacionais no evento e o papel fundamental da Câmara dos Deputados.

Lembrando a importância que o setor de construção tem para a economia do país, Skaf disse que o Brasil vai superar a crise e que a recuperação virá muito rápido quando houver a retomada da confiança. O momento para o Brasil, disse, é de acreditar que o futuro do país é feito pela sociedade. “Tínhamos tudo para estar bem”, afirmou, “mas o peso, a ineficiência do Governo atrapalha”. Citou como exemplo da reação das pessoas a boa acolhida, neste domingo, ao lançamento em Salvador da campanha “Não Vou Pagar o Pato”, contra o aumento de impostos.

Lançamento, na Fiesp, da Frente Parlamentar da Indústria da Construção. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

A Fpic

A frente é integrada por 62 parlamentares e tem a adesão de mais de 70 sindicatos e entidades do setor. Seu lançamento foi feito na sede da Fiesp, com a presença de deputados estaduais, incluindo Itamar Borges (PMDB), seu coordenador, do deputado federal Samuel Moreira (PSDB-SP) e dos secretários estaduais de São Paulo de Meio Ambiente (Patrícia Iglecias), Energia e Mineração (João Carlos Meirelles) e Logística e Transportes (Duarte Nogueira).

Segundo Carlos Eduardo Auricchio, diretor titular do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic), a Fpic trará novo momento para o setor. A meta é ter um ciclo produtivo de obras, com planejamento e gestão, previsibilidade e segurança jurídica e controle de gastos e tempo. Tudo isso gerará atratividade, disse.

Auricchio disse que na pauta prioritária da Fpic está a prorrogação da pesquisa de substituição tributária, pleito enviado ao governador de São Paulo pela Fiesp. Também é prioridade o sistema integrado de licenciamento de obras (Silo), para dar agilidade e transparência aos processos nas prefeituras. Outro ponto importante é o sistema BIM, de modelagem da informação da construção, capaz de eliminar os aditamentos resultantes da falta de planejamento no Brasil. Também se destaca a colaboração no levantamento de informações para a ferramenta de acompanhamento de obras, projeto da Fiesp em fase de finalização, que vai acompanhar a evolução de 20 grandes obras, ajudando a corrigir o modelo atual, que “certamente não interessa a ninguém. Não interessa ao setor, não interessa aos governos e não interessa à sociedade”.

José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) disse ter certeza de que dará muitos frutos a Fpic. Traçou o histórico do ConstruBusiness, começando em 1997 com a criação do conceito de cadeia produtiva da construção. Frisou a adoção do conceito internacional da sustentabilidade na construção, tendo como pilares a qualidade ambiental, o desenvolvimento social, que inclui treinamento e qualificação do trabalhador, e a prosperidade econômica, possível graças a planejamento e gestão.

Citou o grande avanço em competitividade e segurança jurídica no setor e disse que, com o apoio dos deputados, os empresários continuarão unidos para desenvolver um Brasil melhor, a partir do Estado de São Paulo. “Não vamos medir esforços e juntos superaremos todas as dificuldades”, afirmou.

O deputado estadual Itamar Borges (PMDB), coordenador da Fpic, destacou que ela foi criada com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do setor, por meio da sustentação dos investimentos em infraestrutura e desenvolvimento urbano. “É instrumento importantíssimo para a interlocução e para a busca de avanços”, afirmou.

Duarte Nogueira, deputado federal (PSDB-SP) e secretário de Logística e Transportes do Estado de São Paulo, disse que é preciso encontrar soluções criativas e ousadas, com previsibilidade, respeitando o meio ambiente. Citou a evolução, em São Paulo dos investimentos privados em relação ao total. “Precisamos fomentar o mercado interno”, disse Nogueira, para quem Itamar Borges pediu no lançamento da Fpic “a criação de uma agenda para permitir o avanço do setor”.

João Carlos de Souza Meirelles, secretário estadual de Energia e Mineração, disse que o lançamento na Fiesp é emblemático. “Governo moderno não tem recursos para fazer tudo como fazia antigamente”, salientou, elogiando o modelo que a Fiesp representa. “Esta é a moderna visão do Estado, que ouve o setor privado, que ouve os trabalhadores, que ouve o setor financeiro. É a união de uma grande fronteira, onde começamos a discutir o futuro.”

Patrícia Iglecias, secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, lembrou que o setor da construção é fundamental para o Estado e que a Fpic pode contribuir para o avanço da legislação e das políticas. Apesar de ser atribuição da Cetesb, o licenciamento é um dos focos principais de sua secretaria. Ela considera que falta a ele eficiência, para que atenda ao empreendedor e ao mesmo tempo proteja o ambiente. “Precisamos eliminar o que não faz sentido e gera atrasos.”

Marcos Rodrigues Penido, diretor presidente da CDHU, ex-secretário da Habitação de São Paulo, lembrou que a pasta que ocupou “será sempre parceira no desenvolvimento da construção civil”.

Rubens Rizek, secretário ajunto de Agricultura, elogiou a lucidez do diálogo por parte da Fiesp para promover avanços.

O deputado federal Samuel Moreira (PSDB-SP) destacou o papel agregador da Fpic e disse que o setor, intimamente ligado aos investimentos, é afetado pelos cortes feitos.

Também compareceram ao lançamento os deputados estaduais Ricardo Madalena (PR), vice-coordenador da Fpic, Ramalho da Construção (PSDB) e Roberto Morais (PPS), membros. Entre os presentes estiveram Ricardo Moraes, superintendente do Departamento Nacional de Produção Mineral e Roberto Menezes Ravagnani, superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Estado de São Paulo, além de dezenas de representantes de entidades do setor de construção.

Veja o vídeo do lançamento:

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