Frederico Reuter e seu vilão ganancioso em ‘O Homem de La Mancha’

Fernanda Barreira, Agência Indusnet Fiesp

Frederico Reuter interpreta o vilão Dr. Sansão Carrasco. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

De galã a vilão. Essa foi a transição que o ator Frederico Reuter enfrentou entre os musicais “A Madrinha Embriagada” e “O Homem de La Mancha” – espetáculos produzidos pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

No primeiro, ele interpretava o romântico e bom moço Roberto, noivo de Jane Valadão (Sara Sarres). Agora, ele vive o Dr. Sansão Carrasco, um médico que tem como único objetivo ficar com a herança de Alonso Quijana/Miguel de Cervantes/Dom Quixote (Cleto Baccic), tio de sua esposa Antônia (Kiara Sasso).

“Meu personagem é legal. É o oposto do que eu tinha em ‘A Madrinha Embriagada’, em que era o galã, o noivo e beijava a mocinha”, explica Reuter.

“Nesse sou o vilão. Ele é mau, é ganancioso, está pouco se lixando para o Dom Quixote. Ele está preocupado com a reputação da família e em como vai fazer – caso o tio de sua esposa morra – para que eles fiquem com todo o dinheiro. Mas é fascinante fazer um vilão. Eu nunca tinha feito. E estou adorando”, diz o mineiro de Teófilo Otoni.

Apesar do desafio, Reuter ressalta o lado positivo de emendar espetáculos com personagens distintos. Assim, pondera ele, fica mais fácil fugir das comparações.

“Seria mais difícil se meu papel fosse de outro galã. Não é fácil sair de um e criar outra partitura para um personagem quando os dois têm características parecidas. No início foi complicado compor o Dr. Sansão Carrasco. O Miguel [Falabella] queria um vilão, mas ao mesmo tempo um canastrão, aquele cara que se acha. Então, a gente foi tentando vários caminhos até acertar.”

Aos 35 anos, Reuter já compõe o hall dos principais atores de teatro musical no Brasil. Antes das produções no Sesi-SP, ele participou da montagem de “Alô, Dolly!”. Foram três trabalhos seguidos, sem férias, que exigiram muito do corpo, da voz e do tempo dele.

“Comecei a ensaiar para ‘A Madrinha’ enquanto encenava ‘Alô, Dolly!’. E o mesmo aconteceu com ‘O Homem de La Mancha’. Estou em frangalhos. Nas segundas-feiras eu não faço absolutamente nada. Não atendo telefone para poupar minha voz. Só falo por Whatsapp”, revela o ator, que admite precisar de um período de descanso ao final da temporada de “O Homem de La Mancha”.

“Por outro lado, a gente que é viciado em palco se delicia com a primeira semana de férias. Na segunda, já começa a sentir falta.”

Uma grande família

Reuter fala sobre a intimidade criada entre o elenco do musical, muito diferente do ambiente de televisão, onde ficou conhecido em duas novelas da Rede Globo: “Negócios da China” e “Aquele Beijo”.

“Na televisão você não cria essa intimidade, porque grava com o seu núcleo e vai embora. É gostoso, mas é muito impessoal. As pessoas perguntavam: ‘como é trabalhar com o fulano?’ e eu nunca tinha visto a pessoa até o final da novela. No teatro não tem isso. O legal do teatro é que a gente ensaia às vezes 10 horas em um dia, seis vezes por semana. Então, com uma semana, você já tem uma intimidade de amigos de anos. Porque fica 24 horas por dia se expondo, criando personagens, levando esculacho”, compara.

“E o elenco de ‘A Madrinha Embriagada’ foi maravilhoso. A gente se deu super bem, todo mundo se adorava, foi muito bom. E aí mudamos para ‘O Homem de La Mancha’ e não há uma sensação de que mudou de trabalho, parece que é a mesma coisa. E o Miguel é muito bem-humorado. Ele agrega o elenco e não tem aquela postura de diretor que chega, dirige e vai embora. Ele chega, conta caso, zoa todo mundo, coloca apelido na galera. Então, já vira um familhão”,

Dom Quixote brasileiro

Para Reuter, a adaptação da obra de Miguel de Cervantes feita por Miguel Falabella é genial, porque, pela primeira vez, tira a tradicional história passada na Espanha, durante a época da Inquisição, para a realidade brasileira.

“Dessa vez eu achei que o Miguel se superou. Foi incrível adaptar ‘O Homem de La Mancha’ para um manicômio do Rio de Janeiro na década de 30, e ter esses elementos estéticos do Bispo do Rosário, que era um esquizofrênico, mas um artista genial. Esteticamente ficou lindo e não deixa de trazer uma brasilidade. Ele criou uma coisa única, criou o nosso ‘O Homem de La Mancha’, que é diferente do da Broadway, que é diferente de todos, disse.

Ao ser questionado pela reportagem sobre o que mais o encanta no espetáculo, Reuter destaca as características da personalidade do personagem principal.

“Eu acho que o que mais comove é a forma idealizada como Dom Quixote vê o mundo. Hoje em dia a gente não consegue mais enxergar o mundo assim. A gente tem senso de realidade. E ele consegue ver o que está por trás da máscara. A Aldonza, por exemplo, que no espetáculo é uma prostituta e uma mulher que ninguém respeita, ele consegue visualizar como ela é por trás daquela imagem –
apenas uma moça. A vida a transformou, mas sua essência não é essa. Dom Quixote vê um mundo que não existe, mas que todo mundo gostaria que existisse.”

Cultura para todos

Ao falar sobre a iniciativa do Sesi-SP, que oferece gratuitamente espetáculos de teatro musical de qualidade, Reuter não poupa elogios.

“A iniciativa do Sesi-SP é maravilhosa. O público de teatro vem diminuindo e o que sobrevive são os musicais. A música toca muito melhor do que o texto. Tem número de balé, tem os cantores com solos e números difíceis e isso emociona. Trazer e manter um espetáculo desse tipo é muito caro e isso acaba sendo repassado para o público. Então, é fenomenal um musical de graça para a população com essa qualidade, com essa produção, com os atores, com direção e adaptação de Miguel Falabella. Você vê pessoas que nunca tinham ido ao teatro e elas ficam encantadas. Isso vai formando novas plateias.”

Serviço

“O Homem De La Mancha”

Local: Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista

Estreia: 13 de setembro
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45
Informações: (11) 3146-7405/7406
Entrada gratuita
Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.
Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.
Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.
Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

‘A Madrinha Embriagada’: musical em cartaz no Centro Cultural Fiesp é elogiado em crítica da Folha de S. Paulo

Agência Indusnet Fiesp

O jornal Folha de S. Paulo, publicou, nesta quinta-feira (05/12), no caderno Ilustrada, crítica elogiosa ao musical “A Madrinha Embriagada”, em cartaz no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista, e financiado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). A peça foi adaptada e dirigida por Miguel Falabella a partir do espetáculo canadense “The Drowsy Chaperone”.

Em seu texto, o crítico Marcio Aquiles destaca o tom de paródia da trama e afirma que “Falabella se sai bem ao transpor a história para São Paulo. Adapta nomes e lugares, brinca com sotaques paulistas e regionaliza o enredo sem fazê-lo perder o charme”.

Os figurinos, assinados pelo estilista Fause Haten, também mereceram elogios: “O belo figurino de Fause Haten tem trajes femininos com silhuetas tubulares e cós baixo, fidedignos ao vestuário do final da década de 1920”.

Cena de “A Madrinha Embriagada”: peças leves e femininas, que lembram lingerie. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Cena de “A Madrinha Embriagada”: peças leves e femininas, típicas dos anos 1920. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

E isso não foi tudo: o elenco também foi destacado. “Além de técnica vocal, o elenco tem versatilidade. Frederico Reuter canta, dança, sapateia e anda de patins. Cleto Baccic destaca-se com uma interpretação hilária para Aldolpho, conquistador argentino cheio de trejeitos.”

Para ler a crítica completa, só clicar aqui.

“A Madrinha Embriagada” é um musical sobre o amor aos musicais, sendo conduzido pelo “Homem da Poltrona”, o narrador da história. A trama se passa os anos 1920, com todo o charme da época.

Ficou com vontade de ver? Pois saiba que o espetáculo é gratuito. A reserva on-line deve ser feita no site do Sesi-SP pelo link http://www.sesisp.org.br/meu-sesi

Os ingressos para o mês seguinte são sempre disponibilizados a partir do dia 20 do mês anterior. O sistema será utilizado ao longo das 325 apresentações agendadas para a temporada. A última apresentação está programada para 29 de junho de 2014.

Além disso, há sempre 50 ingressos disponíveis para quem quiser retirar na hora. Entradas não retiradas até 15 minutos antes do espetáculo também são liberadas para quem estiver na fila.

Serviço

‘A Madrinha Embriagada’
Dias e Horários: Quartas, quintas e sextas, às 21h. Sábados às 16h e 21h. Domingos às 21h.
Local: Teatro do Sesi-SP – Avenida Paulista 1313, São Paulo.
Telefone: (11) 3146-7405
Reservas pelo site: http://www.sesisp.org.br/meu-sesi
Grátis

Emoção e magia no primeiro ensaio aberto de ‘A Madrinha Embriagada’

Juan Saavedra e Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Depois de dois meses de trabalho intenso, o elenco de “A Madrinha Embriagada” finalmente fez na noite de segunda-feira (12/08), para convidados, seu primeiro ensaio aberto no Teatro do Sesi-SP.

A apresentação serviu como um apronto para a estreia oficial, marcada para sábado (17/08), ponto de partida em uma temporada de aproximadamente 11 meses com entrada gratuita, resultado de uma realização conjunta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Miguel Falabella: espetáculo investe na magia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Minutos antes da exibição, o diretor Miguel Falabella, responsável pela adaptação do texto original “The Drowsy Chaperone”, falou brevemente sobre a produção.

“É um espetáculo encantador, que investe na magia e nos personagens para que a gente esqueça a dura realidade que nos espera lá fora. Espero que vocês sonhem conosco, que vocês se divirtam conosco”, disse Falabella.

O convite é a senha para a entrada no palco de Ivan Parente, ator que interpreta o Homem da Poltrona, um dos principais personagens de “A Madrinha Embriagada”.

Menos de duas horas depois, Parente admitiu a emoção desse primeiro contato com o público. “É inexplicável porque a gente fez o espetáculo tantas e tantas vezes sem público e sem ninguém, só com o Miguel [Falabella], que dava risada. Ele é muito nosso amigo. Então, eu não sei se ele dava risada porque gosta da gente, mas quando a gente viu esse público, ficamos muito extasiados, emocionados. A gente viveu um sonho, tanto quanto eles devem ter vivido com a gente”, revelou o ator.

Ivan Parente: 'ficamos muito extasiados, emocionados.' Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

“Foi especial. A gente não tinha menor ideia em que trecho eles [público] responderiam, quando dariam risada. Mas eles responderam e, agora, a gente está feliz. Foi lindo.”

De acordo com Fred Reuter, que vive o personagem Roberto Marcos, os bastidores tiveram muita comemoração ao final do primeiro ensaio aberto.

“É uma confraternização. Todo mundo abraçado, dando parabéns. São dois meses de trabalho, dez horas por dia, seis vezes por semana. E, quando finalmente nasce a criança, é uma comemoração do elenco, da equipe técnica, com Miguel [Falabella], com todo mundo.”

Reuter não escondeu ter as melhores expectativas para a temporada. “Acho que vai ser um sucesso. O musical é lindo, é encantador, não cansa porque não tem 3 horas e meia de duração, e o elenco está muito afinado.”

Fred Reuter (à esquerda): temporada vai ser um sucesso. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Par romântico do personagem de Reuter, a atriz Sara Sarres, a Jane Valadão, ficou satisfeita com o ensaio aberto. “É muito legal ver onde o público dá risada, ver onde [originalmente] não tinha piada e as pessoas riem. É uma preparação final para a estreia.”

Segundo Kiara Sasso, a Eva, faltam poucos ajustes para o começo oficial da temporada. “É só um aperta aqui, aperta ali. E também o fato de fazer para o público vai ajudar a gente. Tem muita troca, tem muita comédia”, avaliou.

“É uma peça que quebra muito os moldes do teatro musical. As pessoas vão se surpreender para o lado bom. Vão sair satisfeitas apesar de ser uma linguagem diferente”.

Ainda sem poder interpretar o Aldolpho, em função de um período convalescente que lhe custou perder parte da preparação, o ator e diretor geral de produção Cleto Baccic disse ter ficado comovido ao ver, nos palcos, o resultado de um projeto de dois anos.

“É uma emoção muito grande ver o esforço de todo mundo, ver a genialidade do Miguel [Falabella] impressa nessa adaptação, na contextualização para o nosso país. Isso enriquece muito o espetáculo. A produção está riquíssima. Claro, ainda faltam alguns ajustes; é nosso primeiro [ensaio] aberto, mas estamos num caminho muito bom. Em paralelo a isso, o projeto educacional já está acontecendo na Vila Leopoldina, com as oficinas; logo mais tem o curso profissionalizante. Está tudo nascendo. É um filho de três cabeças.”

Ivan Parente, Kiara Sasso e Saulo Vasconcelos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Frederico Reuter: Falabella foi genial ao adaptar ‘A Madrinha Embriagada’ para a realidade de São Paulo

Dulce Moraes e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Conhecido pela atuação na novela “Aquele Beijo”, na Rede Globo, Frederico Reuter está ansioso para interpretar Roberto, o noivo de Jane (Sara Sarres), em “A Madrinha Embriagada”. Mas garante não ter tensão pré-estreia. Afinal, o ator acumula experiência em musicais como “Os Produtores”, “Hairspray” e o recente “Alô Dolly”.

Em entrevista durante a primeira fase de ensaios, ainda em um estúdio no bairro da Vila Madalena, Reuter revela que um dos pontos altos do espetáculo, que entra em cartaz no dia 17 de agosto, no Teatro do Sesi-SP,  é a adaptação feita pelo diretor Miguel Falabella de “The Drowsy Chaperone”, obra de Bob Martin e Don McKellar.

“O Miguel [Falabella] foi genial na adaptação do texto porque trouxe a peça para São Paulo, o que foi uma forma de homenagear a cidade, onde a peça ficará em cartaz. Há muitas referências daqui”, diz Reuter.

Reuter: experiência em musicais e nada de tensão pré-estreia. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Reuter: experiência e nada de tensão pré-estreia para 'A Madrinha Embrigada' . Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

O ator conta ainda a sensação de trabalhar simultaneamente para dois musicais – em meio aos ensaios, estava em cartaz com “Alô, Dolly”

A seguir, leia trechos da entrevista de Frederico Reuter.

Ansiedade

“A gente sempre fica um pouquinho ansioso para a estreia, mas acho que todo mundo aqui já fez muitos musicais. É claro que tem a expectativa, mas não tem o pânico e o nervosismo porque já passamos por isso várias vezes.”

Fôlego de dois espetáculos

“Eu estava em cartaz com o ‘Alô Dolly’ e nunca tinha feito isso antes, de ensaiar um musical estando em cartaz com outro. Essa é uma rotina muito puxada. Mas agora que o ‘Dolly’ acabou, já dá para dar uma descansada, até vocalmente. Era esforço demais. Por exemplo, no sábado eu acordava às 8h, ensaiava das 9h às 16h, saía daqui direto para o teatro e fazia duas sessões seguidas de ‘Dolly’. Então, eu chegava em casa quase morto.”

O cuidado com a voz

“Quando você estuda canto, aprende a usar sua voz mesmo nos agudos, aos gritos, ou nos graves. Você usa de uma maneira que não se machuca. Então, eu não fico rouco e nem tenho nenhum problema grave em função da técnica. Mas que você fica cansado, isso fica. É um esforço maior cantar algo simples. Mas agora que acabou ‘Dolly’, está mais tranquilo.”

Temporada no Sesi-SP

“A carga horária de ‘A Madrinha Embriagada’ é mais pesada, com oito apresentações semanais. Isso é novo para mim. Por mais que o espetáculo seja mais curto que os outros musicais, que têm em média três horas de duração, ainda assim vai ser puxado. Mas para quem gosta de palco e de musical… A gente reclama, mas adora! (risos).”

Sonho de consumo para qualquer ator

“A proposta do Sesi-SP em trazer esse novo público para o musical é maravilhoso. Eu moro no Rio e o primeiro musical que eu fiz foi o “Império”, com a Stella Miranda, inclusive. Era no Teatro Municipal e, na época, havia uma lei no Rio – não sei se ainda tem – que, todo primeiro domingo de cada mês, era entrada franca. E é outro público. É maravilhoso porque eles vão para gostar, eles vibram, são mais espontâneos, eles aplaudem cena aberta o tempo inteiro. Então, ter uma temporada de um ano com um público assim é o sonho de consumo de qualquer ator. ”

Miguel Falabella

 “O Miguel [Falabella] instaura um clima de muita amizade, de cordialidade. Ele brinca bastante e esculacha com humor. Então, você não se sente mal. Ele também cria essa coisa da união, todo mundo junto e não separa quem é protagonista e bailarino: é todo mundo junto e muito divertido. E mais da metade desse elenco já tinha trabalhado em outros musicais. É meio um ‘familhão’, né? ”

Musical com a cara de São Paulo

O Miguel [Falabella] foi genial na adaptação do texto, porque ele trouxe a peça para São Paulo, o que foi uma forma de homenagear a cidade, onde a peça ficará em cartaz. Há muitas referências daqui, como o encanador, que na versão original é chinês, mas aqui será do bairro da Mooca, com um sotaque bem forte. E o público vai se identificar de cara com isso. O Miguel foi genial nessa adaptação, porque aproximou o público da realidade, sem perder as características do original.”