Freak Show mostra no palco a espetacularização da vida e do consumo na TV

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Segue em cartaz no Teatro do Sesi São Paulo, o espetáculo Freak Show, de autoria de Luise Cohen com direção de William Pereira. Parte da Temporada de Teatro Contemporâneo Sesi-British Council, a peça pode ser vista diariamente até o dia 10 de julho, na Avenida Paulista, 1313.

Durante solenidade de abertura, na quinta-feira (30), o diretor-titular do Comitê de Ação Cultural da Fiesp, Fernando Greiber, ressaltou a importância do intercâmbio teatral entre o Sesi-SP e o British Council.

“Essa parceria tem contribuído decisivamente para a descoberta de novos talentos nas artes cênicas. Londres é a capital mundial do teatro, um dos maiores focos de desenvolvimento desta arte existentes no mundo, e isso para o Sesi-SP é de suma importância”, considerou Greiber.

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Em cena, Cristine, a personagem frustrada que funde sua vida com o "show de horrores" na TV



Eric Klug, diretor do British Council de São Paulo, destacou os quatro anos de parceria de sucesso com a entidade da indústria paulista. “Agradeço às pessoas que acolhem nossos projetos com tanta ousadia e generosidade, principalmente ao presidente do Sesi-SP, Paulo Skaf”, declarou Klug.

Agonia na TV

Freak Show mostra a vida de Cristine, uma mulher solitária e malograda que, ao se realizar assistindo à TV, canaliza ao aparelho o sofrimento e a angústia com sua vida na tentativa de esquecer seus problemas. De tanto assistir ao programa Freak Show, que de forma imperativa induz o espectador ao consumismo sensacionalista, Cristine acaba fazendo parte dele e passa a descobrir a realidade de quem está nos bastidores.

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Luise Cohen, autora de Freak Show

Luise Cohen, a jovem autora de Freak Show, quer mostrar na peça a sua inquietação com a forma agressiva de exploração capitalista na TV. O espetáculo, popular e crítico, demonstra sua intenção de levar o público a uma densa reflexão.

“A espetacularização do ser humano aliado ao consumo desenfreado me deu ideias, e resolvi retratar essa realidade no palco”, afirmou Luise, que revelou ter como referência o livro A Sociedade do Espetáculo, de Guy Debord.

Após participar do Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council em 2008-2009, a dramaturga de 31 anos já emplacou sucessos como A Casa dos BonecosSapato Apertado (peça criada exclusivamente para a internet) e De Versão em Versão (baseada em manchetes em evidência na mídia).