Trinta e cinco coisas que você não sabia sobre o prédio da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Quem passa pela Paulista e olha, admirado ou curioso, para a construção em forma de pirâmide que ocupa o número 1313 da avenida não imagina que, por trás daquele concreto revestido de alumínio, todos os dias, em média, 3 mil pessoas circulem pela sede da indústria de São Paulo. Funcionários ou visitantes, são pessoas envolvidas com atividades que movimentam a economia do estado mais rico do país, além de levar educação, cidadania, cultura e esporte para industriários ou não.

O prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é um templo de trabalho, mas também de história. De suas varandas, funcionários mais antigos viram  arranha-céus brotarem na paisagem e carros ocuparem cada vez mais espaço na rua. Pelas salas de reuniões, onde são servidos 250 cafezinhos por dia, já passaram chefes de estado daqui e de fora, personalidades como a argentina Cristina Kirchner e o francês François Hollande, para citar apenas dois nomes.

Abaixo, 35 curiosidades sobre o edifício que completa 35 anos de atividades nesta quarta-feira (27/08). Ou 35 motivos para gostar ainda mais da pirâmide erguida em um dos endereços mais famosos do Brasil.

O PRÉDIO

1) Lá do alto –Tendo como referência a Avenida Paulista, o prédio da Fiesp tem altura de 92 metros.  

A sede da indústria paulista: pirâmide de trabalho e história. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A sede da indústria paulista: pirâmide de trabalho e história. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

2) A outra sede – Antes da mudança para a atual sede, a Fiesp funcionava no chamado Palácio Mauá, no local em que hoje está o Fórum Hely Meirelles, no Centro da capital.

3) Tijolo por tijolo – As obras começaram em agosto de 1970.

4) O maior andar – O maior andar do edifício é o térreo superior, com 2.769 metros quadrados. É lá que ficam a entrada corporativa do edifício e o Centro Cultural Fiesp com a Galeria de Arte do Sesi-SP. Já o menor é o 15º, com 969 metros quadrados.

5) Concurso público – O projeto arquitetônico do edifício foi selecionado em um concurso público, vencida pelo escritório Rino Levi Associados. A ideia era criar uma construção que fosse expressiva e que se tornasse numa referência na Avenida Paulista.

6) Burle Marx – No acesso pelo número 1.336 da Alameda Santos, há um mosaico de 515,68 metros quadrados assinado pelo paisagista e arquiteto Roberto Burle Marx (1909-1994). O trabalho foi feito em parceria com o também arquiteto e paisagista Haruyoshi Ono.

Um tesouro na fachada dos fundos do prédio, por Burle Marx e Haruyoshi Ono. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Um tesouro na fachada dos fundos do prédio, por Burle Marx e Haruyoshi Ono. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

7) Sindicatos e associações – Além da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP, Senai-SP e Instituto Roberto Simonsen têm sede no edifício 49 sindicatos e associações da indústria. Essas entidades ocupam o 7º, 8º, 9º e 10º andares.

8 )  Sesi e Senai – Junto com a Fiesp e o Ciesp, o Sesi-SP também se mudou para a Paulista em 1979. Já o Senai-SP veio somente em 2002.

9) Mudança anunciada – Em 26 de agosto de 1979, um dia antes da mudança, as edições dominicais da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo divulgaram a abertura da nova sede da Fiesp.

10) Nobel da arquiteturaEm 1998, o edifício passou por uma reforma, com a construção de um mezanino onde foi instalada a Galeria do Sesi-SP. O autor do projeto foi o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, o único brasileiro a ganhar o Pritzker, considerado o “Nobel da arquitetura”, além de Oscar Niemeyer.

11) Corte na laje – Com a mudança no térreo, foi feita a recuperação da distância original entre o asfalto automotivo e a entrada principal do prédio na Paulista. Para conseguir esse efeito, Paulo Mendes da Rocha fez um “corte” da laje do pavimento superior ao passeio público e recuou a laje inferior onde hoje funciona o Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

Acesso ao prédio a partir da Paulista: integração com a avenida. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Acesso ao prédio a partir da Paulista: total integração com a avenida. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

12) ‘Rotas de fuga’ – De acordo com o gerente de Serviços de Manutenção da federação, Alberto Batista Passos, o prédio da Fiesp possui duas escadas de rota de fuga isoladas do chamado conjunto administrativo, ou seja, de seu centro, onde ficam as salas. “Existem corredores em todo o perímetro do edifício que direcionam para estas saídas”, explica.

13) 11 bustos – Onze empreendedores inspiram quem passa pelo 11º andar. A homenagem consiste em 11 bustos de nomes importantes para a economia de São Paulo e do Brasil. São eles: Horacio Lafer, José Ermirio de Moraes, Raphael de Souza Noschese, Morvan Dias de Figueiredo, Jorge Street, Roberto Simonsen, Francisco Matarazzo, Armando de Arruda Pereira, Antonio Devisate, Theobaldo de Nigris e Nadir Dias de Figueiredo.

14) Mais luz – Outro mérito apontado na elaboração da sede da indústria paulista está no fato de que a inclinação em direção ao topo pudesse garantir mais luz à construção. Uma preocupação pouco comum nos anos 1970.

15) Agora em agosto –Em sua mais recente reforma, concluída em agosto de 2014, em seus andares inferiores, foi aberta a área de recepção com o objetivo de separar a área corporativa do acesso ao Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso.

16) Pelo 99 – No chamado andar intermediário, acessado como 99 pelo elevador e ocupado pelo  Sesi-SP, trabalham 355 pessoas. De acordo com o gerente de Serviços de Manutenção da Fiesp, Alberto Batista Passos, o piso tem área total de 2.143 metros quadrados.

O andar intermediário, no qual trabalham 355 pessoas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O andar intermediário da construção, no qual trabalham 355 pessoas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

17) Ralador de queijo – A cobertura metálica que reveste o prédio é chamada de “brize-soleil”, sendo feita de alumínio. O revestimento rendeu ao prédio um apelido carinhoso: “ralador de queijo”.

18) Estacionamentos – Juntos, os quatro subsolos de estacionamento da casa têm capacidade para 367 veículos, vagas compartilhadas por todas as instituições que funcionam no prédio.

19) Novela e Copa –Marco da arquitetura paulistana, a construção foi destacada na abertura da novela em Amor à Vida”, exibida em 2013 e 2014 no horário das 21h, na Rede Globo, e no vídeo produzido pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) apresentando São Paulo como uma das cidades que sediaram a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.  

O DIA A DIA 

20) Um café, por favor – Todos os dias, são servidos 250 cafezinhos nas reuniões realizadas no prédio.

Café servido nas reuniões do prédio: 250 xícaras por dia. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Café servido nas reuniões realizadas no prédio: 250 xícaras por dia. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

21) De plantão – A cada madrugada, de domingo a domingo, uma equipe fica de plantão trabalhando com a manutenção preventiva e corretiva do prédio, cuidando de pontos como o sistema de ar-condicionado e o quadro elétrico, por exemplo. Ao todo, 190 pessoas trabalham na administração do edifício, como seguranças, bombeiros, recepcionistas e oficiais de manutenção, entre outros profissionais.

22) Funcionários –Trabalham no prédio mais de 1.900 pessoas, considerando a Fiesp, Instituto Roberto Simonsen, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP.

23) Os elevadores – Os sete elevadores da casa fazem 12,6 mil viagens por dia. Os pisos mais solicitados são o térreo, o primeiro subsolo e o quarto andar.

24) 172 câmeras – O trabalho de monitoramento dos andares foi reforçado, em 2014, com a instalação de 172 câmeras que gravam em alta definição.

25) Receita e Junta Comercial – No prédio são oferecidos serviços variados para os empresários. Entre eles, um posto de atendimento da Receita Federal e outro da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp).

26) Reciclar é preciso – Desde janeiro, todo o lixo orgânico gerado pelo restaurante do Espaço Eventos, do 16º andar, está sendo processado para o uso, nos jardins das escolas do Sesi-SP, como adubo. Por enquanto, o material está armazenado no quarto subsolo. Por falar no assunto, 29,5% de todo o lixo produzido no edifício é reciclado. Para se ter uma ideia, a média de reciclagem na cidade de São Paulo é de menos de 10%.

O primeiro subsolo, no qual há postos de atendimento da Receita Federal e da Jucesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O acesso pela Alameda Santos, com postos de atendimento da Receita Federal e da Jucesp. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

AS PESSOAS

27) Pelas catracas –As catracas do prédio registram, em média, 3 mil acessos de pessoas nos chamados dias úteis. Por mês, são 66 mil acessos, mais que a população de cidades do interior paulista como Vinhedo, Penápolis e Andradina, por exemplo.

28) O homem por trás do nome – Empresário que dá nome ao prédio, Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho foi presidente da Fiesp entre 1980 e 1986, sendo hoje presidente emérito da entidade. A escolha de seu nome foi tomada em decisão da diretoria da federação.

29) De Bachelet a Berlusconi – O mundo passou, e ainda passa, por aqui: entre 2004 e agosto de 2014, nada menos que 67 chefes de estado estiveram na Fiesp. Entre eles, nomes como a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, Michelle Bachelet (Chile), Álvaro Uribe (Colômbia), Shimon Peres (Estado de Israel), Silvio Berlusconi (Itália) e François Hollande (França).

Hollande, um dos 67 chefes de estado que visitaram a Fiesp entre 2004 e 2014. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Hollande, um dos 67 chefes de estado que visitaram a Fiesp entre 2004 e 2014. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

30) Sempre haverá uma solução – Em 29 de maio de 2013, o economista Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz em 2006, fez sucesso em palestra realizada durante reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. “Não importa o tamanho do problema, sempre haverá uma solução simples para resolvê-lo”, disse Yunus na ocasião.

Yunus: sucesso na reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

Yunus: sucesso na reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

 

31) Os presidentes – Desde a sua inauguração, em 1979, a sede da indústria paulista recebeu muitos presidentes brasileiros. Entre eles, João Baptista de Oliveira Figueiredo, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

A ARTE

32) Na fachada – Uma das principais atrações do edifício, a Galeria Digital, que consiste em uma plataforma de transmissão de obras interativas em movimento e estáticas na fachada da construção, foi inaugurada em dezembro de 2012. Até agora, foram exibidas 51 obras no espaço como parte integrante de mostras, além de 23 vídeos artísticos e comemorativos independentes. De acordo com a agente de Atividades Culturais do Sesi-SP, Luciana Paulillo, o sistema é acionado por meio de um computador que transmite as imagens para a Galeria formada por lâmpadas de led. De modo geral, os vídeos interativos são exibidos até as 22h. Já aqueles que ficam passando de modo ininterrupto ficam no ar até as 6h.

A Galeria Digital da Fiesp: para deixar a Paulista mais iluminada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A Galeria Digital da Fiesp: para deixar a Paulista mais iluminada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

33) As produções – Um dos principais espaços culturais da Paulista, o Teatro do Sesi-SP já recebeu 45 peças adultas e 32 voltadas para jovens. No Espaço Mezanino, foram 20 peças, num total de 97 produções no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

34) Exposições – Na Galeria de Arte do Sesi-SP, já foram realizadas 76 exposições.

35) O último prêmio – Foi no Teatro do Sesi-SP, no dia 1º de abril de 2014, que o cantor Jair Rodrigues, falecido em 08 de maio deste ano, recebeu o seu último prêmio. Ele foi escolhido o melhor ator coadjuvante no 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, por sua atuação no filme “Super Nada”, de Rubens Rewald e Rossana Foglia.

Jair Rodrigues na cerimônia de entrega do 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, em abril. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Jair Rodrigues na cerimônia de entrega do 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, em abril. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Retrospectiva 2013 – Um ano para ser lembrado

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Foi um ano para não ser esquecido. E que há de ser lembrado com orgulho como um período de muitas conquistas para a indústria paulista. Passos importantes dados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) que você poderá relembrar, por área, nos textos das nossas retrospectivas, na seção Notícias do site.

Estão lá fatos como a vitória que foi a liminar concedida pelo Tribunal da Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), no dia 11 de dezembro, suspendendo o aumento do IPTU na cidade de São Paulo.

E tem mais: o Superior Tribunal de Justiça (STJ) indeferiu, no dia 18 de dezembro, em Brasília (DF), o pedido da Prefeitura de São Paulo para cassar a liminar que suspende o aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) no município. Com a decisão, o aumento do IPTU continua suspenso.

Também vale a pena ler de novo sobre a visita de chefes de estado como os presidentes François Hollande, da França, e Dilma Rousseff, do Brasil, à Fiesp, em 13 de dezembro. Na ocasião, o presidente da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf, destacou a necessidade de estabelecer melhores relações comerciais entre os países.

“Presidente Hollande, para que possamos dar um passo à frente, é fundamental que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia prospere”, afirmou Skaf na ocasião.

Hora de reindustrializar o Brasil

No balanço de 2013, não pode ser esquecida uma das principais realizações do Departamento de Competitividade (Decomtec) da Fiesp foi colocar na pauta do debate político a importância da reindustrialização para o país.

No mês de agosto, foi realizado o seminário “Reindustrialização do Brasil – Chave para um projeto nacional de desenvolvimento”, um evento assistido por mais de 3 mil pessoas no qual especialistas discutiram propostas de políticas para reindustrializar e dinamizar a economia brasileira.

Ainda na seara do Decomtec, foi novamente divulgado um estudo para avaliar a posição de competitividade do Brasil dentro de um conjunto com 43 países (cerca de 90% do PIB mundial), o Índice de Competitividade das Nações (IC-Fiesp). 

Com resultados divulgados em novembro, o trabalho revelou que o Brasil ocupa, atualmente, a 37ª posição, liderada, nesta ordem, pelos EUA, Suíça e Coréia do Sul. Apesar de melhorar 1,1 ponto em sua nota, continuou no grupo de países com baixa produtividade, atrás do México, Tailândia e Filipinas.

Que 2014 seja melhor para a economia

Na área econômica, de acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, “2013 vai ficar no passado como um ano não agradável de ser lembrado”.

Isso porque a atividade industrial de São Paulo, medida pelo INA, deve encerrar o ano com ganho de 2,5%. Embora seja positivo, o crescimento não recupera as perdas registradas em 2012, quando a produção manufatureira paulista, na mesma medida, caiu 4,1%.

Ao longo do ano, o Depecon divulgou 11 índices de atividade industrial de São Paulo.  De janeiro a outubro de 2013, o INA registrou variação positiva de 2,8%.

O comportamento do setor manufatureiro em novembro e dezembro será conhecido no começo de 2014, quando a divulgação dos índices retoma a agenda. Mas Francini alerta que o resultado do ano está fadado a ser “medíocre”.

Educação para o desenvolvimento

As ações da indústria paulista na área de educação só ganharam força nos últimos 365 dias.

“Em 2013, as ações educativas realçaram o incentivo ao estudo da ciência e da tecnologia a partir do ensino fundamental e, posteriormente, no ensino médio”, disse o superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves. “Esse aprendizado foi fortalecido nas oficinas e laboratórios. Assim, vamos ampliar a difusão da ciência, da tecnologia e de conceitos de engenharia e matemática também aos jovens do ensino fundamental”.

Segundo Vicioni Gonçalves, o Sesi-SP e o Senai-SP se empenham e seguirão empenhados na oferta de educação de qualidade, o que também é uma forma de “estimular o desenvolvimento econômico”. “Em 2015, teremos 90 mil alunos na educação fundamental em regime integral no Sesi-SP”, disse.

Investimento em cultura

O ano cultural foi marcado pelo lançamento do Projeto Sesi-SP em Teatro Musical – que inclui o espetáculo ‘A Madrinha Embriagada’, dirigido por Miguel Falabella, diversas exposições e peças teatrais, mostras variadas na Galeria de Arte Digital do Sesi-SP, apresentações musicais e debates.

Abaixo, os links de todas as retrospectivas publicadas no site da Fiesp. Boa leitura!

Ação Regional
Agronegócio
Biotecnologia 
Capital Humano
Competitividade
Construção
Couro, Calçados e Acessórios
Cultura
Defesa
Economia
Educação
Empreendedorismo
Esporte
Infraestrutura
Internacional
Jurídico
Meio Ambiente 
Mineração
Papel, Gráfica e Embalagem
Pequena e Média
Pesca
Petróleo e Gás
Qualidade de Vida
Relações Trabalhistas e Sindicais
Responsabilidade Social
Saúde
Segurança
Têxtil, Confecção e Vestuário

 

Retrospectiva 2013 – Fiesp reforça contatos internacionais e apoio aos exportadores

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

“O Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex)  se empenhou para dar encaminhamento à agenda de competitividade e inserção internacional da indústria brasileira. Acredito que cumprimos o nosso papel”, analisou Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do departamento, sobre o desempenho da área em 2013.

Ao longo do ano, o Derex realizou 220 reuniões, dentre elas, 56 seminários, que contaram com a presença de sete chefes de estado, de governo e autoridade real, 15 ministros, sete governadores e 37 embaixadores.

De acordo com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, 2013 trouxe grandes desafios para o Derex que “desempenhou um importante papel na coordenação da ampla agenda internacional e de comércio exterior da Fiesp. Em sintonia com o objetivo de fortalecimento da indústria, o departamento intensificou os contatos internacionais da entidade”.

Além disso, o departamento esteve envolvido em muitas outras iniciativas, que contaram com autoridades de grandes países.

Encontro Econômico Franco-Brasileiro

Em dezembro, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu a visita da presidente Dilma Rousseff e do presidente da França, François Hollande. Os dois participaram do Encontro Econômico Franco-Brasileiro.

Dilma afirmou durante o evento que um futuro acordo entre o Mercosul e a União Europeia vai contribuir para o potencial “ainda inexplorado” de intercâmbio comercial entre o Brasil e a Europa. Ela acrescentou que o Mercosul e os parceiros brasileiros estão prontos para fazer uma “oferta comercial”.

“Esperamos que a troca de ofertas se realize em janeiro”, afirmou. O evento também contou com o presidente da federação, Paulo Skaf.

Skaf, Hollande e Dilma no Encontro Econômico Franco-Brasileiro, realizado na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Skaf, Hollande e Dilma no Encontro Econômico Franco-Brasileiro, na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Já Hollande afirmou que a França espera dobrar o intercâmbio monetário com o Brasil até 2020. “Quero ver maiores investimentos franceses no Brasil, que já são elevados, em torno de dois bilhões de euros”, disse.  “Desejo, também, multiplicar o investimento brasileiro na França”, acrescentou o presidente da nação europeia.

Para Skaf, é fundamental que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia prospere. O pre3sidente da Fiesp destacou a importância da França enquanto “uma das fundadoras da União Europeia” e uma das nações “líderes do grupo” para o fechamento de um acordo comercial entre os dois blocos de países. “Uma posição francesa favorável vai fazer uma grande diferença”.

31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha

Dilma e Paulo Skaf também participaram do 31º Encontro Econômico Brasil-Alemanha, ao lado do presidente da Alemanha, Joachim Gauck.

Na ocasião, Dilma reiterou o interesse em aprofundar parcerias estratégicas com a nação germânica e aumentar a reciprocidade de comércio entre os dois países.

“Esse encontro, com líderes da indústria e da economia dos dois países, é uma grande ponte entre a maior nação econômica da América Latina e a maior nação do ponto de vista econômico da Europa”, enfatizou Gauck.

Para Gauck, o evento reúne pessoas importantes para que a relação entre os dois países se consolide. “São testemunhas e atores da amizade entre Brasil e Alemanha, porque puderam conviver com os bons frutos dos contatos entre os dois países desde o início”, afirmou.

Skaf afirmou que o Brasil deve aprender com modelo alemão que fortalece pequenas e médias empresas. “O modelo alemão das pequenas e médias empresas é muito importante e devemos trazê-lo para o Brasil e aprender com ele”, afirmou Skaf. Segundo ele, as PMEs representam 66% do Produto Interno Bruto (PIB) alemão. “Estudos mostram que uma das razões para a resistência à crise da Alemanha é graças à política de pequena e média empresa”, completou.

Expo 2020

Ao longo de 2013, a Fiesp apoiou a candidatura da cidade de São Paulo para receber a Expo 2020 – terceiro maior evento internacional em termos de impacto cultural e econômico, atrás apenas da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos.

As cidades concorrentes, além de São Paulo, foram: Dubai (Emirados Árabes Unidos); Ecaterimburgo (Rússia) e Izmir (Turquia).

Em novembro, Dubai foi escolhida como a cidade-sede.

Roberto Azevêdo visita Fiesp

Em maio, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), o embaixador Roberto Azevêdo, se reuniu com Paulo Skaf e outros representantes do setor produtivo.

No encontro, representantes do agronegócio e da indústria de transformação falaram sobre negociações internacionais como a Rodada de Doha e incremento da participação da indústria brasileira como competidora no mercado global.

Segundo Azevêdo, o principal desafio levantado durante a reunião foi a inserção da indústria brasileira no mundo.

“Toda conversa foi exatamente em imaginar como melhorar a competitividade da indústria e como fazer que esse seja o caminho que vamos traçar daqui para frente”, afirmou o diretor da OMC.

Necessidade de reformulação da OMC

Para o embaixador Rubens Barbosa, a OMC precisa passar por reformulação. A opinião foi dada durante reunião do Conselho de Comércio Exterior em dezembro.

Segundo Barbosa, o problema atual da OMC não é isolado. “O multilateralismo como um todo vive uma crise geral”, afirmou Barbosa.

A sobrevivência da Organização Mundial do Comércio (OMC) é importante, mas a instituição precisa passar por mudanças, opinou o dirigente.

Acordo entre Mercosul e União Europeia

Acordo entre Mercosul e UE só acontece se houver vantagens para o Brasil, afirmou o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC )Daniel Godinho na Fiesp.

O governo brasileiro decidiu avançar nas negociações da proposta de acordo comercial do Mercosul com a União Europeia (UE), mas ainda falta muito para que o acesso ao mercado europeu seja garantido, disse ele.

Visitas de autoridades e missões empresariais

Japão

Ao menos 80 empresários japoneses visitaram a sede da Fiesp no dia 30 de janeiro, para um encontro com Paulo Skaf. Em pauta, o incremento das relações comerciais entre o Japão e o Brasil.

Representantes de empresas japonesas estiveram na sede da Avenida Paulista para discutir temas como competitividade, tarifas de importação, infraestrutura e processos jurídicos.  O encontro culminou na apresentação de uma ampla proposta de acordo de parceria econômica entre os países, liderada pelas entidades industriais de ambas as partes.

Nova Zelândia

Primeiro-ministro da Nova Zelândia, John Key, encontrou-se com o presidente da entidade, Paulo Skaf, e com o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad.

Na ocasião, Skaf concedeu medalha da Ordem do Mérito Industrial ao premiê da Nova Zelândia.

O comércio entre Brasil e Nova Zelândia tem muito espaço para expansão, afirmou o 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, na ocasião.

“O Brasil, que atualmente é uma das maiores economias do mundo, não está nem um pouco satisfeito em ser o 47º principal parceiro comercial da Nova Zelândia. Queremos avançar e temos certeza que esse é também o objetivo dos senhores”, disse Ometto.

Pensilvânia, Estados Unidos

Em abril, o governador Thomas Corbett, do estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, visitou a entidade para conversar com o empresariado local. No encontro, Corbett apresentou as oportunidades de investimentos existentes na região e as possibilidades de cooperação entre o estado e empresas brasileiras.

Thomas Corbett apresentou as vantagens competitivas da Pensilvânia na Fiesp. Foto: Julia Moraes/Fiesp

 

Novo decreto antidumping

O Derex presta assistência técnica aos sindicatos no combate às práticas desleais no comércio exterior e na interlocução de seus interesses perante o governo.  Também busca contribuir para a formulação de políticas públicas que defendam a indústria brasileira em face de irregularidades nas importações, bem como o acesso a mercados.

Dentre as principais ações promovidas pela área em 2013, destaca-se a publicação do “Guia antidumping”, visando apresentar ao público empresarial os principais aspectos relativos ao mecanismo antidumping.

O documento foi inserido no site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior (MDIC) para consulta e solicitado pela Receita Federal para disponibilizar aos seus servidores. O trabalho foi precedido de uma consulta pública na qual a Fiesp coordenou uma manifestação com entidades do setor privado para alterar a principal regra relativa às medidas antidumping.

Para aprofundar o conhecimento sobre a questão, a Fiesp promoveu o seminário “Novo Decreto Antidumping: mudanças e impactos”, em setembro.

Para Felipe Hees, diretor do Departamento de Defesa Comercial (Decom) do ministério, o decreto é uma etapa na evolução da defesa comercial no Brasil, afirmou durante o seminário “Novo Decreto Antidumping: mudanças e impactos”.

195 mil certificados de origem

A Área de Certificado de Origem, cujo objetivo é fornecer aos exportadores um dos principais documentos nos processos de vendas externas, beneficiando os empresários com a redução ou isenção do imposto de importação nos países com os quais o Brasil possui acordos de comércio, foi outra área que conquistou ótimos resultados em 2013.

Foram cerca de 195.000 processos de certificação, permanecendo a Fiesp como a maior prestadora de serviço deste produto no Brasil.

‘É fundamental que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia prospere’, diz presidente da Fiesp na abertura do Encontro Econômico Franco-Brasileiro

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“Presidente Hollande, para que possamos dar um passo à frente, é fundamental que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia prospere”. Foi com essas palavras que o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, se  dirigiu ao presidente francês, François Hollande, durante a abertura do Encontro Econômico Franco-Brasileiro, realizado na manhã desta sexta-feira (13/12), na sede da federação, na capital paulista.

Skaf destacou a importância da França enquanto “uma das fundadoras da União Europeia” e uma das nações “líderes do grupo” para o fechamento de um acordo comercial entre os dois blocos de países. “Uma posição francesa favorável vai fazer uma grande diferença”, destacou Skaf.

O estabelecimento de um acordo entre o Mercosul e a União Europeia foi destacado ainda pela presidente Dilma Rousseff, também presente ao evento na sede da Fiesp.

Skaf no Encontro Econômico Franco-Brasileiro: importância da França para fechar acordo comercial. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Skaf no Encontro Econômico Franco-Brasileiro: importância da França para acordo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

De acordo com o presidente da Fiesp, Brasil e França têm “grandes parcerias” em diferentes áreas, como petróleo e gás, serviços, turismo, varejo, indústria e agricultura, entre outros. “Estaremos empenhados de toda as formas para ajudar a aumentar as relações entre os dois países”, disse. “A Fiesp se coloca à inteira disposição”.

Empresários franceses presentes ao evento também foram convidados a estreitar ainda mais os laços com os empreendedores brasileiros. “Essa é uma casa de guerreiros como vocês”, afirmou Skaf. “Faremos todo o esforço para uma melhor aproximação entre nós: as empresas brasileiras e francesas precisam se conhecer melhor. E para que isso aconteça faremos quantas missões comerciais precisarmos fazer”.

Investimento em inovação

A parceria firmada com o Ministério do Ensino Superior francês para um investimento de 50 milhões de euros no Centro de Inovação e Tecnologia em São José dos Campos foi citada por Skaf. Uma iniciativa que envolve a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e prevê a formação de mão de obra para o setor naval e de defesa.

Dessa forma, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) estará focado na formação profissional para o setor aéreo, enquanto a Firjan cuidará mais da mão de obra para trabalhar principalmente com submarinos.

“Além disso, temos uma Cátedra com a Sorbonne sobre globalização do mundo emergente e vamos trazer a Cidade da Criança, que faz parte da Cidade das Ciências e da Indústria no Parque La Villette, em Paris, para São Paulo”, disse Skaf. “Temos muitas parcerias com a França e podemos fazer muito mais”.

O presidente da Fiesp fez questão de destacar ainda que a Fiesp é uma casa que defende “a produção, o emprego, o desenvolvimento, a tecnologia, a inovação e a educação”. “Trabalhamos pela competitividade brasileira, com investimento muito forte tem educação”, disse, afirmando que 1,5 milhão de alunos passaram pelas escolas da indústria paulista nas redes do Senai-SP e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) em 2013.

Paulo Skaf: Fiesp está à disposição dos governos do Brasil e França para intensificar as relações bilaterais

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, disse no final da manhã desta sexta-feira (13/12) que as duas entidades estão à disposição dos governos de Brasil e França para incrementar a corrente de comércio entre os dois países.

“Eu pus à disposição da presidente Dilma [Rousseff] e do presidente [François] Hollande que todas as vezes que for necessário, de forma regular, nós vamos ter encontros aqui e lá para aproximar nossos países e nossas economias”, informou Skaf em entrevista coletiva.

Skaf pediu ao presidente da França para ajudar na conclusão das negociações Mercosul-União Europeia. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

De acordo com o presidente da Fiesp e do Ciesp, a França tem uma corrente de comércio em torno de 1,2 trilhão de dólares e o Brasil tem uma corrente em torno de 500 bilhões de dólares. “São, juntas, uma corrente de 1,7 trilhão de dólares. E, no entanto, a nossa corrente de comércio com a França é de 10 bilhões de dólares, ou seja, praticamente insignificante.”

“Todo intercâmbio que você fizer é sempre um ‘ganha-ganha’ para os países e setores industriais. A França tem muita inovação, muita tecnologia, tem muitas coisas que podem contribuir. Temos oportunidade  que podem interessar na França”, disse Skaf, citando como exemplo o setor de infraestrutura.

Em sua opinião, o Encontro Econômico Franco-Brasileiro foi positivo. “Hoje estavam aqui as mais importantes empresas e grupos empresariais franceses, sendo representados pelos seus CEOs. Foi um encontro de altíssima representatividade. São encontros como esses que provocam as oportunidades e repercutem em concretos investimentos recíprocos – lá e cá.”

O presidente da Fiesp e do Ciesp disse ainda que é fundamental um acordo Mercosul-União Europeia (UE), lembrando da importância política da França no contexto da UE e que esse país costuma impor obstáculos na compra de produtos brasileiros.

“Um pedido que ficou ao presidente [Hollande]: que passe a ajudar na conclusão das negociações Mercosul-União Europeia, que isso fará bem aos negócios, à nossa relação comercial, à nossa corrente de comércio e aos investimentos recíprocos.”

Sobre a economia brasileira, Skaf observou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, estimado em 2,2%, é equilibrado com o crescimento mundial e que houve uma melhora em relação ao ano passado. Mas disse que ainda há problemas que impedem a economia de deslanchar. “Temos muita burocracia, custos da infraestrutura, a nossa competitividade está afetada, e não é culpa das empresas. O que acontece é que temos um custo elevado no Brasil”, assinalou.

François Hollande: Brasil e França precisam de políticas econômicas mais eficazes para fortalecer a competitividade e a inovação

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A França espera dobrar o intercâmbio monetário com o Brasil até 2020, afirmou o presidente da nação europeia, François Hollande, durante o Encontro Econômico Franco-Brasileiro, realizado nesta sexta-feira (13/12), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Durante seu discurso, ao lado de Dilma Rouseff e de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, Hollande ressaltou a importância do crescimento de investimentos entre os dois países.

“Quero ver maiores investimentos franceses no Brasil, que já são elevados, em torno de dois bilhões de euros”, disse.  “Desejo, também, multiplicar o investimento brasileiro na França”, acrescentou.

Hollande destacou que Brasil e França precisam de políticas econômicas ainda mais eficazes para fortalecer a competitividade e a inovação das duas nações, apontando a necessidade de investimentos cada vez maiores em educação e a importância da criação de parcerias no campo da educação técnica.

Hollande: necessidade de mais investimentos entre os dois países. Foto: Helcio Nagamine

 

“Os países ricos são aqueles que investem pesado em capital humano, especialmente na educação dos jovens. É um prazer ver o número crescente de estudantes brasileiros sendo recebidos na França pelo programa ‘Ciência Sem Fronteira’.”

Para o presidente francês, devem ser criados cada vez mais centros de educação técnica nas duas nações, para maior beneficio de intercâmbios culturais.

União Europeia e Mercosul

Importante também, na visão do dirigente, é a aproximação da União Europeia e do Mercosul.

“A Europa não precisa ter medo das economias emergentes. Precisamos, sim, criar novos canais para crescimento mútuo. A proximidade entre a União Europeia e Mercosul é uma boa opção para atingirmos nossos objetivos comuns”, concluiu.

Crescimento brasileiro

Segundo Hollande, o Brasil superou a fase de desenvolvimento econômico e social e já pode ser considerado uma potência global.

“O Brasil é um dos principais atores econômicos do mundo, e é capaz de crescer ainda mais no futuro, representando um grande aliado e concorrente aos países europeus”, analisou.

Hollande afirmou que o crescimento brasileiro foi possível graças ao apoio à inovação como alavanca para a competitividade.

Segundo ele, a economia brasileira tornou-se dinâmica também graças aos altos investimentos sociais. O mandatário destacou ainda a importância do enriquecimento do capital humano como alicerce para o crescimento da nação brasileira.

“Vemos que o crescimento brasileiro deu-se com a melhoria das condições da classe média e com a ascensão social de milhões de brasileiros”, analisou.

Para Hollande, é necessária também a identificação de áreas para novas parcerias comerciais, como a de energia para exploração petrolífera. De acordo com o presidente, a França tem muita a aprender com o Brasil sobre energia renovável.

Outra área de possíveis trocas de conhecimento é em mobilidade urbana, segundo ele.

“Transporte interurbano e cidades-verdes – temos muito a aprender conjuntamente sobre esses temas. Precisamos reinventar a cidade e o modo como vivemos nela. Podemos trabalhar juntos para isso”, opinou.

Europa saindo da crise

Hollande destacou a força da econômica europeia, a qual, em sua opinião, começa a sair da crise e dar sinais de recuperação.

“Precisamos saber que lições tiramos desse momento difícil da história econômica mundial. A Europa, como maior potência econômica do mundo, mostra que está pronta para voltar a crescer, dominando custos energéticos e apostando alto no crescimento da competitividade industrial”, disse.

Brasil e Mercosul estão prontos para fazer oferta comercial à União Europeia, afirma Dilma em encontro na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A presidente Dilma Rousseff afirmou, na manhã desta sexta-feira (13/12), que um futuro acordo entre o Mercosul e a União Europeia vai contribuir para o potencial “ainda inexplorado”  de intercâmbio comercial entre o Brasil e a Europa. Ela acrescentou que o Mercosul e os parceiros brasileiros estão prontos para fazer uma “oferta comercial”.

“Esperamos que a troca de ofertas se realize em janeiro”, afirmou a presidente ao participar do Encontro Econômico Franco-Brasileiro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, na manhã desta sexta-feira (13/12).  O evento também contou com o presidente da federação, Paulo Skaf, e o presidente da França, François Hollande.

Segundo Dilma, há um desequilíbrio no intercâmbio comercial entre a França e o país, “em detrimento do Brasil”. Assim, o comércio com os franceses precisa ser elevado a um nível de qualidade e equilíbrio.  De acordo com a presidente, o volume de trocas comerciais entre Brasil e França soma cerca de US$ 10 bilhões “mas é necessário dizer que poderia ser muito maior porque temos em nossas economias potencial para tanto”.

Dilma na Fiesp: troca de ofertas comerciais prevista para janeiro de 2014. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Dilma na Fiesp: troca de ofertas comerciais prevista para janeiro de 2014. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Dilma acrescentou que “outro passo importante” seria dar continuidade às negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). A presidente mais uma vez comemorou o acordo firmado no início de dezembro em reunião ministerial da OMC, em Bali, na Indonésia, que desbloqueou a Rodada de Doha, cujas negociações estavam paralisadas desde 2008.

O acordo global foi o primeiro na história do órgão. “Realizamos progressos expressivos, sobretudo no que se refere ao acordo sobre facilitação de comércio e a declaração sobre eliminação de subsídios agrícolas”, afirmou Dilma.

Conhecido como Doha Light, o acordo determina o compromisso de reduzir os subsídios às exportações agrícolas, com a ajuda ao desenvolvimento, prevendo isenção crescente das tarifas alfandegárias para os produtos provenientes de países menos desenvolvidos, e a facilitação de intercâmbios, que pretende reduzir a burocracia nas fronteiras.

Investimento

Dilma afirmou que quer estimular “especialmente” empresas francesas a aumentarem seus investimentos no Brasil.

“A presença de empresas francesas é muito importante para o Brasil e muitas delas são parcerias do governo brasileiro em projetos de desenvolvimento”, afirmou. Ela citou o recente contrato 1,25 bilhão de euros assinado com a companhia francesa de energia Areva para a conclusão da construção de um reator de Angra 3, no Rio de Janeiro.

Segundo ela, a França possui um estoque de US$ 35 bilhões investidos no país.

“O Brasil é e continuará sendo uma opção segura e atraente para investidores de quaisquer países. Os fundamentos macroeconômicos brasileiros são sólidos, nosso endividamento líquido permanece baixo, em torno de 35% do Produto Interno Bruto (PIB), nossas reservas internacionais correspondem a US$ 376 bilhões e mantemos nosso compromisso com a estabilidade e o controle de inflação que, aliás, fechará em 2013 dentro da meta pelo decimo ano consecutivo”, afirmou.

Na Fiesp, presidentes do Brasil e da França recebem medalha Ordem do Mérito Industrial

Agência Indusnet Fiesp 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, entregou a Ordem do Mérito Industrial São Paulo, mais relevante comenda da entidade, à presidente da República Dilma Rousseff e ao presidente da França, François Hollande, durante a abertura do Encontro Econômico Franco-Brasileiro, na manhã desta sexta-feira (13/12), na sede da entidade. O evento contou com a presença de ministros franceses, embaixadores e empresários.

“Eu felicito à Fiesp e ao Paulo Skaf pela organização desse encontro e aproveito para dizer que muito me honrou ganhar esta homenagem, porque é uma grande medalha representando a indústria brasileira”, afirmou Dilma.

 

François Hollande, presidente da França, recebe a Ordem do Mérito Industrial das mãos de Paulo Skaf. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A Ordem do Mérito Industrial foi criada em abril de 2007 e já condecorou autoridades como o presidente e o vice-presidente da República nos mandatos de 2003 a 2010, Luiz Inácio Lula da Silva e José de Alencar, respectivamente; a atual presidente da Argentina, Cristina Kirchner; e Michelle Bachelet, presidente do Chile no mandato de 2006/2010, entre outras personalidades brasileiras e mundiais.