Mais uma vez, dinheiro do 13º vai para quitação de dívidas

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp 

Pesquisa realizada pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), aponta que 45% dos entrevistados que esperam receber o 13º salário pretendem utilizar o dinheiro para pagar dívidas. E 19% planejam poupar os recursos.

De acordo com o diretor do Depecon, Paulo Francini, a queda real do rendimento, o medo de perder o emprego e o maior endividamento, principalmente com o uso de cartão de crédito, são fatores que fazem com que as pessoas aproveitem a verba extra para quitar dívidas. “Quem entra na ciranda do pagamento do cartão de crédito em atraso, não consegue pagar a taxa absurda de 400% ao ano. Quando entra um dinheiro extra, a prioridade é liquidar a dívida mesmo”, explica.

Para Francini, o brasileiro é um “herói por conviver com a taxa de juros reais mais alta do mundo”.

Dados do levantamento indicam que o espírito natalino não foi o bastante para estimular gastos, e 86% dos entrevistados declararam estar menos dispostos ou sem condições de contrair novas dívidas. Resultado similar ao registrado no mesmo levantamento em 2015, quando o percentual foi de 89%.

A proporção de pessoas que pretendem manter a tradição da compra de presentes de natal (13%) é a menor desde a primeira edição da pesquisa, em 2009.

>> Ouça entrevista com Francini

Para 20% das pessoas que pretendem comprar presentes, seu valor será semelhante ao do ano passado, enquanto 19% garantem que será mais barato. “Qual é o pai ou a mãe que não quer comprar um presente para seu filho?  Mas, mais uma vez, vai comprar lembrancinha, gastar pouco.”

Pesquisa

Esta pesquisa foi encomendada por Fiesp e Ciesp à Ipsos Public Affairs, realizada em âmbito nacional, com amostra de 1.200 pessoas entre os dias 1º e 12 de outubro de 2016.

Clique aqui para ter acesso à íntegra do levantamento.

Para pagar o 13º, indústria paulista recorre menos aos bancos e mais às vendas do último trimestre e ao provisionamento

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Este ano, 44,0% das indústrias de São Paulo provisionaram recursos ao longo do ano para o pagamento do 13º salário, mais do que os 42,3% que fizeram isso no ano passado. Aumentou também, de 17,6% para 21,5%, a proporção das empresas que optaram por utilizar as vendas do último trimestre para o pagamento do abono.

De acordo com o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), que divulgou a pesquisa nesta quinta-feira (10/11), as dificuldades em procurar instituições financeiras para pagar o 13º salário foram maiores que em 2015. Foi o que responderam 73% das empresas que recorreram a essa fonte de recursos.

Em 2016, a proporção das indústrias que procuraram crédito bancário foi menor que em 2015, passando de 34,9% para 29,2%.

“Os créditos bancários estão escassos e muito mais caros. Alguns setores da indústria foram, de certa forma, banidos das instituições financeiras, o que dificulta muito, principalmente para as pequenas empresas”, afirma o diretor do Depecon, Paulo Francini.

>> Ouça boletim sobre o 13º

Movimento de final de ano

Para 53,4% das empresas que responderam a pesquisa, o movimento de final de ano será menor do que em 2015. Nesse grupo, as de pequeno porte estão mais pessimistas (58,1%), seguidas pelas médias indústrias (45,4%) e pelas de grande porte (42,9%).

Segundo Francini, os dois últimos anos foram ruins e ainda não é possível ver uma recuperação. “São dois momentos difíceis para a indústria, com resultados muito semelhantes. É decepcionante para quem esperava uma retomada, mas o final de 2016 não será auspicioso”, conclui o diretor da Fiesp.

O levantamento ouviu 507 indústrias paulistas ente os dias 3 e 26 de outubro, sendo 64,5% de pequeno porte (até 99 empregados), 30% de médio porte (de 100 a 499 empregados) e 5,5% de grande porte (500 ou mais empregados).

Clique aqui para ter acesso à pesquisa na íntegra.

Diminui ritmo de queda do nível de emprego na indústria paulista

Bernadete Aquino, Agência Indusnet Fiesp 

A pesquisa de Nível de Emprego do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), divulgado nesta terça-feira (16/08), registra a perda de 6.000 vagas de trabalho na indústria paulista em julho, recuo de 0,26% em relação a junho. Com ajuste sazonal, a retração foi de 0,15%.

Segundo o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, é possível afirmar que o ritmo da queda do nível de emprego está menor, e a tendência é a estabilidade.  “Teremos ainda algumas quedas, mas em menor dimensão do que há seis ou oito meses, mas podemos dizer que está se estabilizando.”

Ao reafirmar que a projeção para este ano é a eliminação de 165.000 vagas de trabalho, contra perda de 235.500 vagas no ano passado, Francini cita as demissões ocorridas nos primeiros meses do ano e os cortes esperados para dezembro.

“Tivemos um início de ano muito ruim, e como uma perda grande sempre acontece em dezembro, esta é inexorável; vamos ter mais desemprego ainda. Um quadro ainda ruim, mas com tendência de até o final do ano alcançarmos uma estabilidade”, explica.

>> Ouça comentários de Paulo Francini

Setores

Dos 22 setores que integram a pesquisa do Depecon, 68% (15) registraram queda do nível de emprego, com destaque para Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-1.077 postos); Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos (-883 postos) e Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (-750). Um setor ficou estável, e 6 obtiveram variação positiva.

Regiões

Em julho, das 36 regiões consideradas no levantamento, 25 tiveram variação negativa no nível de emprego em julho, 9 registraram aumento de vagas, e 2 ficaram estáveis.

‘Brasil se comporta como um herdeiro de família rica’, diz professor da FGV em reunião na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A crise econômica muito além dos números esteve no centro do debate da reunião do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Fiesp na manhã desta segunda-feira (08/08). A discussão foi conduzida pelo  conselheiro do Cosec e professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro Fernando Rezende.

“Existe uma indisposição de corrigir a raiz dos problemas, o Brasil escondeu a outra face dos seus desequilíbrios fiscais”, afirmou Rezende.

Citando o clássico de Antônio Maria, a música Ninguém me ama, o professor lembrou que “de fracasso em fracasso, e hoje descrente de tudo me resta o cansaço”. “Mas, como diria o samba Volta por cima, de Paulo Vanzolini: ‘reconhece a queda e não desanima, levanta, sacode a poeira e dá volta por cima’”, destacou.

Rezende (o primeiro a partir da esquerda): hora de encarar os desequilíbrios de frente. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Para Rezende, o estado brasileiro se comporta como um “herdeiro de família rica”. “Existe uma dependência de receitas extraordinárias, como a venda de ativos e o refinanciamento de dívidas, para pagar despesas correntes”, disse.

Segundo ele, medidas pontuais, como a desoneração de tributos e o adiamento de reajustes de salários, repercutem “aumentando as dificuldades para equilibrar as contas”. “Aí temos o incrível abraço do ajuste fiscal com a seguridade social”, o que envolve práticas como a “recentralização das receitas, destruição da qualidade dos tributos e multiplicação dos desequilíbrios federativos”.

Rezende citou ainda o “presidencialismo de coalização”, com “repasses e acordos com os estados por meio de convênios e medidas que não estão na constituição”.

Crise dos estados brasileiros é em parte fruto da decisão de não reconstruir um sistema tributário nacional, mas sim promover “reformas fatiadas”. “Aí temos conflitos federativos, fragilização dos estados e municipalização da política estadual”, disse Rezende. “O abandono de uma política nacional de desenvolvimento regional abre espaço para consequências como a guerra fiscal”.

Que lições tirar desse cenário? “Abandonar remendos e promover uma ampla reforma com ênfase na flexibilidade, equilibrando recursos e responsabilidades”, destacou o professor.

E isso considerando variáveis como a abertura da economia, a globalização e as novas tecnologias. “Que transformações a economia digital provoca na produção e comercialização de bens e serviços?”, questionou.

Para Rezende, a reforma fiscal não pode ser vista como prejudicial ao equilíbrio das políticas sociais. “Pelo contrário, é isso que vai garantir a manutenção e o andamento dessas políticas”, disse. “A urgência é necessária para corrigir os equívocos cometidos. Temos que recuperar o tempo perdido”.

Principalmente porque o atual modelo de execução das despesas “não se sustenta mais”. “Não se discute mais orçamento”, afirmou. Assim, conforme Rezende, para desenrolar o atual “novelo fiscal”, é “preciso puxar o fio da meada”.

Participaram da reunião ainda o diretor titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e vice-presidente do Cosec, Paulo Francini, e o coordenador das Atividades dos Conselhos Superiores Temáticos da Fiesp, o embaixador Adhemar Bahadian, entre outros nomes.

 

 

 

Indústria demite 12,5 mil em novembro e pode encerrar ano com 20 mil empregos a menos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Francini, diretor do Depecom/Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A indústria de São Paulo demitiu 12,5 mil funcionários em novembro, número expressivo, porém esperado para a época do ano. Na leitura com ajuste sazonal, a Pesquisa de Nível de Emprego apurou estabilidade a 0,06%. Os dados são da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp  e Ciesp). As entidades projetam uma perda de ao menos 20 mil empregos para a indústria paulista até o final de 2013.

“Chegamos a ter previsão de baixo de crescimento algo de 15 mil empregos positivos hoje nossa previsão se alterou para numero negativo e agora nesta divulgação se confirma que teremos numero negativo em 2013 será da ordem de 20 mil empregos sendo perdidos em 2013”, afirmou Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp.

Segundo ele, os meses de novembro e dezembro para a indústria são típicos pela perda no emprego uma vez que as fábricas que fornecem para o mercado de artigos de natal já cumpriram as demandas, enquanto as empresas do setor sucroalcooleiro começam a devolver trabalhadores contratados no início do período de colheita nos campos.

“[O número] 12.500 deste ano é um pouco semelhante ao do ano passado e melhor que 2011, portanto há que se impressionar por causa disso”, disse Francini.  Em 2012, a indústria de São Paulo demitiu oito mil funcionários em novembro. Já em 2011, o setor manufatureiro fechou 47.500 postos de trabalho.

Embora o emprego industrial em São Paulo deva encerrar 2013 com queda de 0,4%, a atividade da indústria paulista deve apresentar crescimento de 2,5% no fechamento deste ano. Francini explicou que a troca de sinais entre emprego e produção se dá por uma frustração do empregador do setor manufatureiro ao manter mão-de-obra excedente à espera de melhores condições econômicas.

“Tínhamos a percepção clara de que as empresas estavam com um excedente de pessoal trabalhando com uma capacidade produtiva maior que a necessária porém diante de duas perspectivas: demissão custa dinheiro, verbas indenizatórias é sempre um esforço pelas empresas, a outra perspectiva era que as empresas temiam reduzir e ter de recontratar com dificuldades em encontrar trabalhadores em um mercado de oferta reduzida”, explicou. “Porém isso cansa e por frustração [das empresas] de não enxergar esse futuro que anteriormente desenhavam, o excedente foi eliminado”, completou.

O diretor do Depecon avaliou ainda que a perda de emprego na indústria se traduz em um ganho de produtividade.

“É um ganho de produtividade obtido de uma maneira um pouco perversa porque não é um aumento de produtividade com grande expansão de produção é um ganho de produtividade porque cresce a produção e cai o emprego”, disse.

Entenda o indicador de emprego

De janeiro a novembro deste ano foi gerado pela indústria paulista 24 mil empregos, com variação positiva de 0,92% na leitura sem ajuste sazonal. Francini explica, no entanto, que as devoluções de trabalhadores por parte do setor de açúcar e álcool no final do ano deve compor de maneira significativa a queda do fechamento do ano.

Em novembro deste ano, a indústria sucroalcooleira fechou 1.569 postos de trabalho, e no acumulado do ano criou 21.705, número que deve ser zerado com o final da temporada de colheita.

A indústria, excluindo-se açúcar e álcool, foi responsável em 10.931 do total de demissões ocorridas em novembro e criou o acumulado do ano 2.295 vagas.

Segundo a pesquisa, a indústria demitiu 44.500 trabalhadores na comparação de novembro de 2013 com novembro de 2012, o equivalente a uma queda de 1,69%.  Comparando a variação média de 12 meses acumulados com a variação média do mesmo período imediatamente anterior,  o emprego industrial caiu 1,36%.

Dos 22 setores avaliados pela pesquisa, 14 anotaram baixa no mercado de trabalho, quatro registraram alta nas contratações e outros quatro ficaram estáveis. A indústria de produtos alimentícios fechou 3.039 postos de trabalho em novembro, enquanto o segmento de Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias fechou 2.764 vagas.

Em contratações, se destacaram as indústrias de Máquinas e Equipamentos, com a criação de 513 vagas e de Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos, com a geração de 277 empregos.

De 36 regiões analisadas, 26 apresentaram quadro negativo, seis ficaram positivas e quatro regiões encerraram o mês estáveis. Santos foi região que apresentou a maior alta com taxa positiva de 1,16% em novembro, impulsionada por Confecção de Artigos de Vestuário (13,83%) e Produtos Minerais não Metálicos (0,54%). A região de Rio Claro registrou ganho de 0,75% sob influência positiva dos setores de Móveis (4,59%) e Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (1,67%).

O índice de emprego em Jacareí subiu 0,37%, influenciado por Máquinas e Equipamentos (1,07%) e Produtos de Metal Exceto Máquinas e Equipamentos (0,94%).

Entre as regiões com desempenho negativo, São Caetano do Sul computou a queda mais expressiva do mês com 3,05%, abatida pelas perdas em Produtos de Minerais não Metálicos (-74,51%), já que uma unidade do setor encerrou atividade e demitiu 38 funcionários, e Produtos de Borracha e Plástico (-1,80%).

Jaú fechou o mês com baixa de 1,90%, pressionada pelo desempenho ruim dos setores de Artefatos de Couro e Calçados (-5,35%), e de Celulose, Papel e Produtos de Papel (-1,86%). O emprego em São Carlos caiu 1,82%, com perdas em Bebidas (-10,34%) e Produtos Alimentícios (-4,52%).

 

Em mês ‘morno’, indústria paulista cria 13 mil empregos em março

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O quadro de funcionários da indústria paulista aumentou em 13 mil vagas em março na comparação com fevereiro, revela a pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgada nesta terça-feira (16/04) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp). Apesar das contratações, o levantamento indicou um mês “morno” para o setor manufatureiro, enquanto as perspectivas da Fiesp e do Ciesp para 2013 ainda são de uma recuperação modesta.

“Não chega a ser uma apresentação empolgante quanto aos números porque não representa nem uma melhoria sensível nem uma perda sensível”, afirma Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) das entidades. “Eu diria que o mês foi bastante morno quanto à questão de geração de emprego.”

A pesquisa da Fiesp e do Ciesp aponta uma variação negativa para o emprego na indústria se considerado o período dos últimos 12 meses. No período foram fechados 24,5 mil postos de trabalho, ou seja, um recuo de 0,93%.  No acumulado do ano foram gerados pela indústria paulista 33,5 mil empregos, com uma variação positiva de 1,29%.

Na leitura com ajuste sazonal, o nível de emprego na indústria caiu 0,11% em março versus fevereiro. “O que faz o dado dessazonalizado virar negativo é o setor de açúcar e álcool”, avalia Francini.

De acordo com Francini, o excesso de chuvas no final do segundo semestre de 2012, que atrasou o início da colheita da safra 2012/2013 de cana-de-açúcar, afetou as contratações de trabalhadores em 2013.  No ano passado, as usinas moeram cana até dezembro, quando o normal é a colheita terminar entre outubro e novembro.

“O que as empresas geralmente fazem num término normal de colheita é demitir todo o pessoal do campo para recontratar em fevereiro e março. Como prolongou, as usinas acharam que não havia necessidade de demitir para contratar, então permaneceram com seus funcionários no campo e diminuíram as contratações esse ano”, afirma o diretor do Depecon.

Do total de vagas criadas em março, 10.196 foram geradas pelo setor de açúcar e álcool, o equivalente a uma taxa positiva de 0,39% para o mês na comparação com fevereiro, já 2.804 foram criadas pela indústria de transformação.

No acumulado do ano, a indústria sucroalcooleira criou 14.618 vagas enquanto os outros segmentos da produção brasileira abriram 18.882 novos postos de trabalho.

Recuperação
Na análise do diretor da Fiesp e do Ciesp, a indústria deve se recuperar este ano, mas de forma moderada e em pequena dimensão.  “Uma ligeira melhora, porém não entusiasmante, e que, talvez, ao final do ano, remova pelo menos parte das perdas.”

A Federação e o Centro mantêm a projeção de crescimento de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, expansão de 2,9% do PIB da Indústria este ano e aumento de 1,6% do emprego industrial em São Paulo.

Setores e regiões
Das atividades analisadas no levantamento de março, 11 apresentaram efeitos positivos, oito fecharam o mês em queda e três ficaram estáveis. O emprego no setor de Fabricação de Coque de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis registrou a maior alta com 5,7% em relação a fevereiro, seguido pelo desempenho positivo na indústria de Produtos Alimentícios, que encerrou o mês com ganhos de 2,5%.

Já os segmentos de Produtos de Madeira e Metalurgia apuraram perdas no mês de 0,8%. A pesquisa da Fiesp mostra ainda que das 36 regiões analisadas, 23 apresentaram quadro positivo, onze ficaram negativas e duas regiões encerraram o mês estáveis.

Araçatuba é a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 3,80% em março, impulsionada por Produtos Alimentícios (10,01%) e Confecção de Artigos do Vestuário (5,73%). A região de Sertãozinho registrou ganho de 3,68% sob influência positiva dos setores de Coque, Petróleo e Biocombustível (13,75%) e Produtos Alimentícios (10,13%). Enquanto São João da Boa Vista subiu 2%, influenciado por Produtos Alimentícios (6,03%) e Máquinas e Equipamentos (2,16%).

Entre as cidades com desempenho negativo, São José doso Campos liderou as perdas com -2%, abatida pelo desempenho ruim no setor de Veículos Automotores e Autopeças (-6,66%) e Máquinas e Equipamentos (-1,80%). Matão fechou o mês com baixa de 1,36%, pressionado por quedas em Produtos Alimentícios (-4,25%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-2,45%). O emprego em São Bernardo do Campo caiu 0,52%, com perdas mais expressivas em Produtos de Borracha e Material Plástico (-1,71%) e Máquinas e Equipamentos (-1,05%).

Foto: Conselho de Economia da Fiesp discute potencial econômico do país

Agência Indusnet Fiesp

Os membros do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), liderados pelo  diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da entidade, avaliaram, na manhã desta segunda-feira (15/04), os empecilhos e estímulos para o crescimento econômico do Brasil no longo prazo.

Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, durante reunião do Cosec. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Fiesp e Ciesp divulgam Índice de Nível de Emprego referente a março

Agência Indusnet Fiesp

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini, divulgará nesta terça-feira (16/04) o  Índice de Nível de Emprego da Indústria Paulista de Transformação – Estado e Regiões, referente ao mês de março.

O resultado do estudo será anunciado à imprensa em entrevista coletiva partir das 11h, na sede das entidades, à avenida Paulista, 1313,  10º andar.

Índice de Nível de Atividade: Fiesp e Ciesp divulgam na quarta-feira dados do mês de fevereiro

Agência Indusnet Fiesp 

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Francini, divulgará à imprensa os resultados do Indicador de Nível de Atividade (INA), referentes ao comportamento da indústria no mês de fevereiro. A coletiva será nesta quarta-feira (27/03), às 11h.

Na ocasião serão apresentados também os resultados do Sensor deste mês, que aponta a percepção dos empresários a respeito das perspectivas econômicas do período.

Serviço
Divulgação do Indicador do Nível de Atividade Industrial e Levantamento de Conjuntura (INA)
Local: Av. Paulista, 1313 – auditório do 10º andar
Data e Hora: 27/03/2013 – 11h

Fiesp e Ciesp divulgam resultados da indústria nesta quarta-feira

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, divulgará nesta quarta-feira (31) os resultados do Indicador de Nível de Atividade (INA), referentes ao mês de setembro.

A divulgação dos números será às 11h.

Durante a coletiva de imprensa será apresentada também a pesquisa Sensor, com resultados de outubro, que aponta a percepção dos empresários a respeito das perspectivas econômicas do período.

Indústria paulista deve fechar 2012 com 80 mil empregos a menos, mas “o pior já passou”, diz diretor da Fiesp

Alice Assunção e Marília Carrera, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Francini, diretor-titular do Depecon Fiesp, divulga resultados da Pesquisa de Nível de Emprego

A indústria paulista não criou vagas de trabalho em setembro, uma vez que demissões no setor sucroalcooleiro anularam a geração de empregos no mês, informou a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) nesta terça-feira (16). E a esperada recuperação da atividade no setor manufatureiro está acontecendo com intensidade abaixo do esperado. A avaliação é do diretor de Economia das entidades, Paulo Francini, que espera um cenário mais otimista em 2013.

O diretor estimou que até o final deste ano a indústria paulista terá demitido entre 75 e 80 mil empregados, o equivalente a uma queda de 3%. Segundo levantamento da Fiesp e do Ciesp, a variação do emprego ficou negativa em 0,28% no mês passado em relação a agosto, na leitura com ajuste sazonal.

“Nota-se uma melhoria, porém, de intensidade menor do que gostaríamos”, afirmou. Ele ponderou, no entanto, que a tendência para o próximo ano é de uma recuperação mais forte na geração de emprego.

“Devemos assistir certa estabilização e um pequeno aumento do nível de emprego no ano que vem. Eu diria que o pior já passou; o que é uma mensagem otimista. O futuro há de ser melhor”, afirmou o diretor.

Ganhos ao longo do tempo

Francini  avaliou que  o conjunto de medidas de incentivo à produção industrial,   incorporado pelo governo, entre elas a redução contínua da taxa básica de juros Selic e o Programa de Investimentos em Logística, deve abrir portas para mudanças positivas na atividade da indústria brasileira, mas que esses esperados ganhos serão contabilizados ao longo do tempo.

Ao anunciar a redução na última quarta-feira (10), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deu continuidade a um ciclo de mais de um ano de cortes consecutivos da taxa.

“A redução da Selic veio pra ficar. Acredito não há risco de a taxa voltar a crescer”, ponderou Francini sobre o corte da Selic para 7,25% ao ano.

Sobre o Programa de Investimentos em Logística, lançado pelo governo em agosto deste ano, Francini acredita que o plano de aplicar R$133 bilhões na reforma e construção de rodovias federais e ferrovias é importante “mas para isso gerar atividade econômica de fato tem um tempo a decorrer, 12 meses no mínimo, talvez 18 meses para ocorrer as primeiras licitações.”

A pesquisa

No acumulado do ano a indústria paulista gerou 25 mil empregos, com uma variação positiva de 0,95% para o período, com ajuste sazonal. Apesar de positiva esta é a menor taxa de criação de vagas desde 2006, início da pesquisa, com exceção da crise de 2009, quando índice computou perdas de 1,51% no acumulado daquele ano.

Na leitura dos 12 meses, houve o fechamento de 76,5 mil postos de trabalho, um recuo de 2,85% em relação ao mesmo período imediatamente anterior.

A demissão de 1.278 empregados por parte do setor de açúcar e álcool em setembro anulou a criação dos 1.278 postos de trabalho pela indústria restante.

Setores e regiões

Das atividades analisadas no levantamento, 11 apresentaram efeitos negativos, nove fecharam o mês em alta e duas ficaram estáveis. Os setores de Confecção de Vestuários e Acessórios e de Fabricação de Coque, Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis apresentaram as maiores quedas em setembro, com -1% e -0,5% respectivamente.

Já os segmentos de Bebidas e Móveis apuraram ganhos no mês de 1,5% e 0,9% respectivamente. A pesquisa mostra ainda que das 36 regiões analisadas, 17 apresentaram quadro negativo, 12 ficaram positivas e sete regiões encerraram o mês estáveis.

Matão foi a cidade que apresentou a maior alta com taxa de 2,36% em setembro, impulsionada por Produtos Alimentícios (11%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (0,30%). A região de Santo André registrou ganho de 0,92% também sob influência positiva dos setores de Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (2,57%) e Produtos de Minerais Não Metálicos (2,16%). Enquanto São Caetano do Sul subiu 0,62%, influenciado por Máquinas e Equipamentos (0,69%) e Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (2,4%).

Entre as cidades com desempenho negativo, destaque para Cubatão que computou a queda mais expressiva do mês com 1,96%, abatida pelas perdas em Celulose, Papel e Produtos de Papel (-7,32%) e Metalurgia (-3,01%). Santos fechou o mês com baixa de 1,14%, pressionado pelo desempenho ruim dos setores de Confecção de Artigos do Vestuário (-8,03%) e Produtos Químicos (-5,04%). São José dos Campos encerrou setembro também com queda de 0,85%, com perdas em Produtos de Borracha e Material de Plástico (-2,44) e Produtos Alimentícios (-2,10%).