Comcouro discute ações para melhorar perspectivas do setor

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê da Cadeia Produtiva do Couro, Calçados e Componentes da Fiesp (Comcouro), discutiu na tarde dessa segunda-feira (11/4) o apoio ao Projeto Comprador, elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O tema foi destaque na primeira reunião do ano do Comcouro. “Estávamos esperando o cenário geral melhorar, mas se fossemos esperar mais não nos reuniríamos”, brincou o presidente do comitê, Samir Nakad, referindo-se ao período conturbado pelo qual o país está passando. Ele afirmou querer iniciar a reunião com um projeto positivo, como o do Sebrae, pois, “se só falarmos de coisas ruins, não conseguimos chegar com ânimo ao final da reunião”.

O Projeto Comprador é uma ferramenta de acesso a mercado que consiste na aproximação de compradores do segmento de calçados e componentes de empresários produtores, especialmente micro e pequenos, para realização de negócios com lojistas de várias regiões do país. Na versão apresentada ao comitê, as ações englobariam as cidades de Birigui, Franca, Jaú e Grande ABC. De acordo com o Sebrae, na última ação do projeto, realizada em 2015, participaram 148 lojistas e a média de vendas foi de mais de R$ 75 mil por participante.

Na sequência, representantes de diversos sindicatos deram sugestões de ações que o comitê poderia realizar em favor do setor coureiro, calçadista e artefatos, tais como fomentação de vendas e programas contra a informalidade e falsificação no setor. Um projeto de benefícios para subsistência dos empresários que trabalham na legalidade também foi colocado em pauta pelos participantes.

Primeira reunião do Comcouro em 2016 priorizou ações positivas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Fórum Econômico Brasil-França tem como foco mudança do clima, com a proximidade da COP21, em Paris

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O 3º Fórum Econômico Brasil-França, realizado nesta segunda-feira (15/6), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ocorreu em momento especialmente oportuno, em função da proximidade da COP21 (Conferência das Partes do Clima). Na reunião, programada para 30 de novembro a 11 de dezembro, em Paris, os países devem informar suas contribuições voluntárias para a redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). A preocupação central para a COP21 é que haja um acordo entre todos os países-participantes a fim de garantir que a elevação da temperatura não ultrapasse 2 graus Celsius até o final do século.

Para Thomaz Zanotto, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, “o assunto mudanças do clima está à frente das questões políticas e econômicas, atende aos reclamos da sociedade”, mas também abre oportunidades de negócios. A afirmativa tem base em números robustos: a corrente de comércio bilateral, em 2014, foi de US$ 8,6 bilhões. A França investe por ano quase US$ 3 bilhões no Brasil, e atuam aqui aproximadamente 500 empresas francesas, algumas delas centenárias.

A questão climática entrou na agenda internacional graças à atuação empresarial na condução de seus negócios, enfatizou o vice-presidente da Fiesp, diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) e integrante do Comitê do Clima da casa, Nelson Pereira dos Reis.

Ao tratar da recente manifestação dos Estados Unidos e da China quanto à emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), Reis avaliou como firme o papel exercido pela União Europeia (UE) ao não permitir que as discussões sobre o aumento da temperatura no planeta fiquem reduzidas a um mero tratado de boas intenções.

Nelson Pereira dos Reis, diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

“Espera-se grande esforço no sentido da adaptação e da mitigação de todos os países participantes da COP21, e esse processo necessitará contar com o desenvolvimento de pesquisas e novas tecnologias para a produção sustentável”, avaliou.

Para a COP21, em Paris, são esperadas mais de 40 mil pessoas. A expectativa é que os membros da ONU, com suas representações, alcancem uma proposta concreta. Estão em curso em Bonn, na Alemanha, as reuniões intermediárias relativas ao clima, que contam, inclusive, com representantes do Comitê do Clima da Fiesp, que acompanham a delegação brasileira.

Ainda na abertura do evento, Jean Burelle, presidente do Movimento Empresarial da França (Medef) à frente de uma delegação de 40 pessoas, enfatizou que o tema requer forte trabalho em três frentes: energia, infraestrutura e meio ambiente. Para ele, é preciso colocar o mundo no bom caminho e, com a expectativa de um encontro ambicioso, enfatizou o papel essencial das empresas na busca de soluções inovadoras.

A Fiesp já celebrou convênios com a França, lembrou o diretor secretário e diretor da cátedra Fiesp-Sorbonne Globalização e Mundo Emergente, Mario Frugiuele. O objetivo é a elaboração de projetos de interesses comuns, voltados ao ensino e pesquisa.

Há algumas premissas importantes para o Brasil e a França, como a facilitação do acesso aos mercados e o favorecimento de trocas acadêmicas – como o Ciência sem Fronteiras – que envolvem 10 mil universitários, além de convênios de estágios e a promoção de encontros business to business (B2B). A observação inicial para tratar do papel das empresas na luta contra as mudanças climáticas, de Claude Risac, diretor de relações externas do Grupo Casino e representante da missão especial para o Brasil do Ministério francês das Relações Exteriores, foi acompanhada de outras. Para ele, é preciso identificar setores promissores no cenário B2B, como turismo, infraestrutura, saúde, inteligência e processos alimentares de ponta. Em sua avaliação, França e Brasil têm vocação exemplar quando se trata de hidroeletricidade e energia nuclear e, por isso, há grande expectativa de participação de empresas de ambos os países na COP21.

Os debates sobre o clima, iniciados há 23 anos, na chamada COP zero, no Rio de Janeiro, em 1992, evoluíram de tal forma que agora se espera a participação de mais de 40 mil pessoas, em Paris, segundo observou Christian Stoffäes, presidente do Conselho de Análise Econômica Franco-Brasileira e representante em Paris da Fundação Getúlio Vargas. Em sua avaliação, adotou-se um princípio de cautela e se estabeleceu um paradoxo entre economistas e ecologistas, quando os primeiros não desempenharam o seu papel e os segundos politizaram as questões ambientais, apontando para uma retração da economia. O mesmo teria ocorrido com o Protocolo de Kyoto, em 1997, quando pela primeira vez foram quantificados os Gases de Efeito Estufa (GEE).

O especialista frisou que as energias renováveis têm um aspecto relevante em termos sociais: geram 8 milhões de empregos mundiais. Esse mercado pode se expandir rapidamente, na ordem de 15 a 20% ao ano, em função de dois fatores: a curva de experiência e a restrição que leva à inovação. Na conclusão de Stoffäes, o processo que se iniciou como um conflito hoje necessita ser colaborativo.

Na sequência, os especialistas do Fórum debateram a economia e o papel das empresas na luta contra as mudanças do clima.

Foto: ministro francês visita a Fiesp para discutir políticas comerciais com o Brasil

Agência Indusnet Fiesp

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Thomaz Zanotto, recebeu na manhã desta sexta-feira (07/11) o ministro conselheiro e chefe do Serviço Econômico da Embaixada da França no Brasil, Jean-Claude Bernard.

O encontro teve como principal objetivo discutir o atual ambiente econômico brasileiro, bem como o desenvolvimento das políticas comerciais do país.

Thomaz Zanotto em reunião com o ministro conselheiro e chefe do Serviço Econômico da Embaixada da França no Brasil, Jean-Claude Bernard. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Bernard participou do VI Fórum de Inovação e Tecnologia, realizado na Fiesp nesta quarta-feira (05/11). Em seu discurso, o ministro conselheiro comentou que a França está presente na lista das 100 empresas mais inovadoras do mundo com multinacionais como L’Oréal e Michelin. Acrescentou ainda que seu país é um dos que mais investe em pesquisa e desenvolvimento.

O ministro conselheiro finalizou o discurso ressaltando que o Brasil tem muita capacidade para incorporação de tecnologias e que parcerias entre os dois países em setores como tecnologia de informação, aeroespacial, energia e biotecnologia trariam benefícios mútuos.

Marcelo Jeneci se apresenta em Franca e Araraquara

Agência Indusnet Fiesp,

O compositor e músico paulistano Marcelo Jeneci faz shows gratuitos em duas unidades do Sesi-SP: quinta-feira (09/10), em Franca e sexta-feira (10/10) em Araraquara. Em um formato intimista, a apresentação mostra a trajetória do artista, já considerado um dos grandes nomes da música popular brasileira.

Parceiro de Arnaldo Antunes, Chico César e Zé Miguel Wisnik, Marcelo Jeneci vem fazendo sucesso por onde passa. Seu primeiro álbum, Feito pra Acabar, foi eleito um dos melhores de 2010 por diversas publicações musicais. Em 2013, lançou o segundo disco, De Graça, produzido por Kassin e com coprodução de Adriano Cintra, mais um trabalho reconhecido pela crítica e pelo público.

Entre seus maiores sucessos estão as músicas “Felicidade”, “Dar-te-ei” e “Pra sonhar”, considerada esta “homenagem ao amor” e uma das mais tocadas em casamentos pelo Brasil.

Serviço
Marcelo Jeneci
Sesi Araraquara – 9 de outubro, quinta-feira, às 20h
Sesi Franca – 10 de outubro, sexta-feira, às 20h
L – Livre para todos os públicos
Duração: 60 minutos
Gênero: música popular

Entrada gratuita

Apresentações do Seminário Internacional “Arbitragem: visão brasileira e contraponto francês” – 29/04/2014

 “Arbitragem: Visão Brasileira e Contraponto Francês” foi tema do seminário internacional organizado pela Cátedra Fiesp-Sorbonne Globalização e Mundo Emergente , dia 29 de abril de 2014, em conjunto com a Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Nesta ocasião diversos especialistas brasileiros em arbitragem debateram a importância, a vantagem e a eficiência do processo de arbitragem com o professor Diego Arroyo da universidade francesa  Sciences Po.

Veja no menu ao lado as apresentações de:

  • A visão francesa da arbitragem depois da reforma de 2011 – Diego P. Fernández Arroyo
  • Árbitro Dever de Revelação – Profa. Dra. Selma Lemes

 

 

Departamento da Construção da Fiesp promove missão na França

Agência Indusnet Fiesp

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza nesta semana, entre segunda-feira (02/06) e sexta (06/06), uma missão estratégica na França.

Contando com o apoio da Embaixada do Brasil em Paris, a missão tem a finalidade de conhecer as estratégias e os mecanismos adotados pelos agentes franceses, bem como os incentivos e as contrapartidas do setor empresarial que levaram alcançar os elevados índices de sustentabilidade, utilizando a metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção), na ocasião estão previstas visitas a empresas e órgãos do governo francês.

A iniciativa é coordenada pelos diretores titulares adjuntos do Deconcic, Mario William e Maria Luiza Salomé, e conta com o apoio do gerente do Departamento, Filemon Lima.

Também participam da missão o diretor das Indústrias Intensivas em Mão de Obra e Recursos Naturais do Ministério do Desenvolvimento, Industria e Comércio Exterior (MDIC), Marcos Otávio Bezerra Prates; o diretor da escola “Orlando Laviero Ferraiuolo”, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Abilio Weber, e um técnico de ensino dessa unidade, Márcio de Oliveira Cruz; além do diretor operacional da empresa Leonardi Construção Industrializada, Carlos Alberto Gennari.

Sesi-SP de Mauá e de Franca recebem Projeto Ocupação Artística

Agência Indusnet Fiesp

Duas unidades do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) recebem, no fim do mês de maio, obras do Projeto Ocupação Artística. A entrada para visitar as duas obras é gratuita.

A partir do dia 28 de maio, o Sesi Franca apresenta a obra Jardim das Carpas. Assinada por Camila Mizutani, a intervenção artística, feita no chão do Teatro de Arena da unidade, apresenta um lago repleto de peixes que parecem flutuar sobre o concreto. A obra ficará em cartaz até maio de 2016.

Jardim das Carpas faz referência à tradição japonesa de cultivo de carpas ornamentais, os chamados nishikigois, cujo valor econômico costuma ser avaliado de acordo com as diferentes e exuberantes manchas coloridas estampadas pelo seu corpo. A beleza desses peixes, no entanto, está no fato de que nenhum é igual ao outro. Na cultura oriental a carpa significa sucesso, perseverança e determinação.

Já no Sesi Mauá, a ocupação artística Tchibum! será inaugurada no dia 30 de maio. Assinada pela dupla Pupillas, formada por Mariana Degani e Verônica Alves, a pintura eterniza o ato do mergulho de crianças na água, transmitindo a vivacidade, o movimento e a alegria desse momento.

O trabalho desenvolvido é um site specific, que consiste em obras idealizadas de acordo com as características do espaço a que se destina, neste caso, a caixa de água. As técnicas utilizadas para a execução da obra partem de aguadas coloridas, artifício utilizado com aquarela e transposto para as paredes, apelidado pelo duo de escorrimentos líricos. Esse efeito sobreposto e preenchido por outras camadas é a chave para a criação de uma textura que se poderia chamar de estampa aquática.

Sobre o projeto

Tchibum! e Jardim das Carpas integram o projeto Ocupação Artística no Sesi-SP, no qual espaços diversos, como muros, arquibancadas, jardins e janelas, se transformam em plataformas expositivas, recebendo interferências produzidas em diferentes técnicas e materiais. Criado em 2013, o projeto promove o contato do público com novas linguagens, oferecendo-as em locais de grande visualização e circulação.

Serviço

Ocupação Artística no Sesi-SP Mauá – Tchibum!
Local: Sesi Mauá – av. Presidente Castelo Branco, 237 – Jd. Zaira
Classificação indicativa: livre
Período expositivo: de 30 de maio de 2014 até 29 de maio de 2016 – de segunda a domingo, das 9h às 18h
Informações: (11) 4542-8977
Entrada gratuita

Ocupação Artística no Sesi-SP Franca – Jardim das Carpas

Local: Sesi Franca  – Av. Santa Cruz, 2.870 – Vila Scarabucci
Classificação indicativa: livre
Período expositivo: de 28 de maio de 2014 a 29 de maio de 2016 – de segunda a sexta, das 9h às 18h
Informações: (16) 3712-1600
Entrada gratuita

 

Presidente da Fiesp inaugura em Franca primeira escola vertical do Sesi-SP

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp, de Franca

Foi uma manhã de festa em Franca, no interior paulista. O presidente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP)  e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, inaugurou na manhã desta quarta-feira (28/05) a nova escola do Sesi-SP no município, um dos mais importantes polos calçadistas do país.

A escola do Sesi-SP em Franca: homenagem. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A escola do Sesi-SP em Franca: homenagem. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

A unidade, ao lado do Centro de Atividades, é  a primeira escola vertical do Sesi-SP, com capacidade para atender 1.600 alunos, 1.266 em ensino fundamental e 334 no médio. São quatro andares distribuídos em um total de 10.500 metros quadrados, com 28 salas de aula e sete laboratórios, entre outros espaços.

Skaf com alunos e autoridades na inauguração da escola do Sesi-SP em Franca. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf com alunos e autoridades na inauguração da escola do Sesi-SP em Franca. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Hoje, nesse encontro que me emocionou muito, foi a minha última inauguração como presidente do Sesi-SP [antes de licenciar-se no dia 30 de maio]”, disse Skaf na cerimônia, cumprimentando alunos, pais, professores e funcionários pela receptividade, que incluiu uma apresentação de dezenas de crianças, distribuídas em três andares do prédio, cantando em coro a canção “Aquarela”, de Toquinho.

Ns cerimônia estivaram presentes pais, alunos, além de jovens do Programa Atleta do Futuro com seus uniformes, alguns com quimonos de judô, outros com bolas de futebol e muitos  com raquetes de tênis.

Uma das presenças ilustres da cerimônia, o ex-técnico e ex-jogador da seleção de basquete, Helio Rubens, um dos orgulhos da cidade que tem tradição no esporte, foi convidado por Skaf para comparecer ao palanque. E ficou emocionado com uma surpresa, o convite para ser patrono das futuras instalações esportivas do Sesi-SP no CAT. “Fico super emocionado. Eu não mereço tanto”, afirmou Helio Rubens. “Parabéns ao Sesi-SP por proporcionar aos jovens um futuro melhor, um país melhor, através do esporte”, disse o técnico, para quem o esporte é importante para incutir nos jovens conceitos de vida e de disciplina.

O presidente da Fiesp e do Sesi-SP, PauloSkaf, convidou ainda para algumas palavras o bispo de Franca, Paulo Roberto Beloto, que rezou uma oração com todos os presentes e enalteceu a iniciativa. “A escola é um espaço sagrado, um lugar onde se passa boa parte da vida”, disse o bispo.

Ao falar dos motivos que levaram o Sesi-SP a investir em educação, Skaf contou que tanto ele como seus cinco filhos tiveram a oportunidade de estudar em uma escola em tempo integral. E que ele queria dar a mesma chance aos alunos do Sesi-SP quando assumiu a presidência da instituição. Para concretizar esse projeto, disse Skaf, o Sesi-SP deu início à substituição de 127 das 175 escolas, construindo unidades inteiramente novas com instalações aptas para receber o ensino integral.

Nova escola

Um exemplo disso é a nova escola de Franca. Além das 28 salas de aula, a unidade conta com biblioteca escolar com acervo atualizado, dois laboratórios de informática, outros dois de ciência e tecnologia, um de ciências físicas, além de laboratórios de ciências químicas e biológicas, e 14 salas: oito de convivência, duas de música, duas de artes cênicas e duas de treinamento. E mais: recreio coberto, área de convivência, refeitório com 452 lugares e salas de coordenação e para receber os pais.

“Franca tem a melhor escola de ensino básico do mundo”, afirmou o presidente do Sesi-SP, ressalvando que para oferecer educação de qualidade não basta escolas novas, mas gente que faça o dia a dia, agradecendo aos cerca de 18.000 funcionários do Sesi-SP. “Se não fosse pelos professores, pelos educadores, pelos diretores, pelos colaboradores mais simples, isso não valeria de nada. Eles que fazem o dia a dia”, disse Skaf, pedindo palmas para os educadores. “Não há profissão mais nobre do que a de um educador.”

Skaf agradeceu ainda à diretoria das entidades que preside, ressaltando que todo o investimento feito em educação contou com aprovação unânime dos conselhos.

 

Formação de professores

O presidente do Sesi-SP aproveitou para anunciar uma novidade. A escola do Sesi-SP em Franca vai solicitar ao Ministério da Educação (MEC) autorização para poder abrir atividades da Faculdade Sesi-SP, formando professores do ciclo básico de educação.

Após a solenidade, o presidente do Sesi-SP descerrou a placa de inauguração, fez uma rápida visita a algumas salas da escola, cumprimentou pais e alunos no CAT e participou de uma reunião com diretores, gerentes e gestores do Sesi-SP.

A cerimônia contou com a participação do prefeito de Franca, Alexandre Augusto Ferreira, que agradeceu a Skaf pela “escola maravilhosa”.

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Diretores da Fiesp destacam cenário positivo para investimentos em São Paulo

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Empresários e lideranças da França e do Brasil se reuniram na tarde desta quarta-feira (14/05), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para conhecer estratégias e projetos visando a possibilidade de estabelecer parcerias entre as nações em países africanos e sul-americanos.

Durante a reunião, que contou com a presença de Antônio Fernando Guimarães Bessa, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação, e Eduardo Antonio Moreno, diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra), detalhes sobre a infraestrutura e o cenário positivo para investimentos estrangeiros em São Paulo foram ressaltados.

A reunião do Derex: mais parcerias entre países. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A reunião do Derex: mais parcerias internacionais. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Entre os representantes da França, estiveram presentes Philippe Tiel, diretor da Degremont, empresa especializada em tratamento de água; Emmanuel Bouloy, gerente em Angola e Moçambique da Europ Assistance – Global Corporate Solutions, empresa de suprimento de serviços médicos para companhias que atuam em áreas onshore e offshore e Jacques Testud, presidente da Novimet, empresa fornecedora de soluções matérias e softwares dedicados à hidrometereologia, agropecuária, hidrologia urbana e rural.

Durante a reunião, Bessa ainda explicou o trabalho educacional desenvolvido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).  Além disso, o diretor abordou as áreas de atuação do Derex.

Já Moreno destacou aos visitantes projetos de eficiência energética no Brasil.

A visão brasileira da arbitragem e o contraponto francês são tema de seminário

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) realizaram, nesta terça-feira (29/04), o Seminário Internacional de Arbitragem da Cátedra Fiesp/Sorbonne e Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem. O objetivo foi debater a importância, a vantagem e a eficiência do processo de arbitragem.

O evento contou com a participação do 2º diretor secretário da Fiesp e coordenador da cátedra no Brasil, Mario Eugenio Frugiuele, e a abertura foi conduzida pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) da Fiesp, Sydney Sanches, que falou sobre a parceria da Fiesp com a Sorbonne, a primeira iniciativa da universidade com a iniciativa privada fora da França.

“Em 2011, uma delegação da Fiesp visitou a sede de Paris e propôs a celebração de uma parceria de médio e longo prazo. Em agosto de 2012, uma missão de lá visitou a Fiesp e discutiu o formato do protocolo de cooperação”, contou. “Entre os objetivos desse protocolo estão: treinamento, cooperação científica e técnica, atividades de grande visibilidade institucional de temas de interesse das partícipes.”

Segundo Sanches, a arbitragem é um dos temas que serão discutidos para 2014, primeiro ano de atividade da Cátedra, que também tem como assuntos de interesse as relações de trabalho na França e no Brasil, o fenômeno de desindustrialização e os desafios da reindustrialização, meio ambiente, agronegócio, saneamento, transporte e logística, entre outros.

O seminário na Fiesp: arbitragem será tema de destaque em 2014. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O seminário na Fiesp: arbitragem será tema de destaque em 2014. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Buscando ampliar a ação da câmara de arbitragem Fiesp/Ciesp e também internacionalizá-la, há o projeto de realizar, no segundo semestre, um curso de arbitragem.

Intervenção do juiz estatal

O primeiro painel, presidido pela ministra aposentada e ex-presidente do STF, Ellen Gracie, discutiu a intervenção do juiz estatal na arbitragem. “A atividade arbitral não pode prescindir de uma boa relação com o poder judiciário, porque é indispensável que o árbitro recorra ao judiciário, por exemplo, se precisa a condução forçada de uma testemunha e tantos outros exemplos.”

O professor da escola de direito “Sciences Po” em Paris, Diego Fernandez, da Universidade Paris 1 – Pantheon-Sorbonne traçou um histórico da arbitragem na França, mostrando as linhas mestras da reforma do direito francês. Fernandez também destacou dois pontos específicos da arbitragem na França: a questão do juiz de apoio e a jurisdição universal.

“O juiz de apoio intervém somente em caso de problema na nomeação dos árbitros, se uma das partes se opõe à nomeação de um dos árbitros e na prorrogação do prazo para proferir a sentença pela comissão arbitral. Está é a única maneira do juiz intervir na arbitragem”, explicou.

De acordo com professor, a importância da arbitragem francesa no mundo resultou na jurisdição universal. “Por exemplo, se temos duas partes, uma de Cingapura e outra de São Paulo, que estão com problemas e não confiam nos judiciários de seus países,eles podem ir até o juiz francês, que pode ajudar a encontrar outro árbitro ou intervir de alguma outra forma. As partes também podem escolher o direito francês como direito processual subsidiário para resolver as questões de arbitragem.”

Após a exposição do professor de Paris, Carlos Alberto Carmona, professor doutor da Universidade de São Paulo e sócio do escritório Marques Rosado Toledo César & Carmona Advogados, afirmou que faria uma “contra-palestra”.

“Quando estávamos imaginando uma lei de arbitragem no Brasil, surgiu a dúvida se iríamos estabelecer um sistema dualista ou monista. Contra todas as recomendações, estabelecemos no sistema monista, diferente da França, e acredito que a arbitragem no Brasil progrediu exatamente por causa disso”, defende.

“A arbitragem monista é a mola propulsora. Não há arbitragem doméstica, no mundo inteiro, melhor do que a nossa. Porque utilizamos na arbitragem doméstica princípios que os outros países utilizam apenas na internacional, uma blindagem importante contra o sistema judiciário.”

Carmona se mostrou contrário à jurisdição universal. “Os franceses têm uma visão romântica de que a arbitragem flutua pela Europa e sobrevoa a França e fica circulando a Torre Eiffel. Mas isso não existe. Toda e qualquer arbitragem tem que ter uma ancoragem geográfica.”

“Sugiro que, se estiverem diante em uma situação em que seja possível escolher ao acesso à jurisdição francesa, que neguem isso até a morte”, declarou o professor. “Porque é um desfavor à arbitragem, porque cria intranquilidade para o tribunal arbitral.”

O papel do judiciário

O painel foi finalizado pelo sócio fundador do escritório Ferro, Castro Neves, Daltro e Gomide Advogados, Marcelo Ferro. Ele comentou o papel do judiciário na arbitragem.

“O Brasil tem na sua jurisprudência essa formação mais pró-arbitral. E a tendência de algumas pessoas de achar que o juiz é pró-arbitragem quando ele julga a favor da arbitragem, me parece uma visão equivocada”, afirmou. “Muitas vezes ele tem que julgar contra a arbitragem quando houver situação que justifique a arbitragem.”

Ainda no Seminário, foram realizados painéis sobre táticas dilatórias no procedimento arbitral, a evolução da apreciação da imparcialidade e independência dos árbitros e riscos de rejeição da sentença arbitral.

 

Novo Centro de Atividades do Sesi-SP de Franca tem aporte de R$ 45,1 milhões

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Com capacidade para 28 salas em um espaço de 10,7 mil metros quadrados, a unidade vai oferecer ensino em tempo integral, ensino médio e, ainda, ensino médio articulado com o curso de capacitação profissional do Senai-SP. Será  segunda maior da rede estadual em espaço e número de matrículas .

Novas instalações Sesi-SP em Franca. Foto: Ayrton Vignola/FIESP

O investimento chega a R$ 45,1 milhões, dos quais R$ 34,3 milhões destinados à construção do novo prédio para alunos do Sesi-SP e outros R$ 10,8 milhões para a compra de equipamentos para alunos do ensino médio articulado com o Senai-SP.

Ao visitar o canteiro de obras na manhã desta quarta-feira (02/04), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf, disse que o andamento do projeto está dentro do prazo previsto.

Paulo Skaf, presidente do Sesi-SP, visita novas instalações da instiuição em Franca.Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Estive aqui há alguns meses e está dentro do cronograma. Já vai terminar e vamos inaugurar em breve”, disse ele. “Franca é um polo importante da indústria e o Senai-SP daqui tem um centro de tecnologia de couro calçadista que é referência internacional “, completou.

De acordo com Skaf, 40% dos alunos são da comunidade e 60% filhos de industriários. “Trabalhamos para o setor produtivo. Esse é o foco e a prioridade, mas acabamos fazendo muito pela comunidade.”

Em 2013, o Senai-SP de Franca matriculou ao todo 6.012 alunos. Já o Sesi-SP, em 2014, tem um total de 1.574 matrículas, sendo 1.232 do ensino fundamental (548 em período integral), 342 do ensino médio (41 no ensino médio articulado com o Senai-SP).

Retrospectiva 2013 – Um ano para ser lembrado

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Foi um ano para não ser esquecido. E que há de ser lembrado com orgulho como um período de muitas conquistas para a indústria paulista. Passos importantes dados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) que você poderá relembrar, por área, nos textos das nossas retrospectivas, na seção Notícias do site.

Estão lá fatos como a vitória que foi a liminar concedida pelo Tribunal da Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), no dia 11 de dezembro, suspendendo o aumento do IPTU na cidade de São Paulo.

E tem mais: o Superior Tribunal de Justiça (STJ) indeferiu, no dia 18 de dezembro, em Brasília (DF), o pedido da Prefeitura de São Paulo para cassar a liminar que suspende o aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) no município. Com a decisão, o aumento do IPTU continua suspenso.

Também vale a pena ler de novo sobre a visita de chefes de estado como os presidentes François Hollande, da França, e Dilma Rousseff, do Brasil, à Fiesp, em 13 de dezembro. Na ocasião, o presidente da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf, destacou a necessidade de estabelecer melhores relações comerciais entre os países.

“Presidente Hollande, para que possamos dar um passo à frente, é fundamental que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia prospere”, afirmou Skaf na ocasião.

Hora de reindustrializar o Brasil

No balanço de 2013, não pode ser esquecida uma das principais realizações do Departamento de Competitividade (Decomtec) da Fiesp foi colocar na pauta do debate político a importância da reindustrialização para o país.

No mês de agosto, foi realizado o seminário “Reindustrialização do Brasil – Chave para um projeto nacional de desenvolvimento”, um evento assistido por mais de 3 mil pessoas no qual especialistas discutiram propostas de políticas para reindustrializar e dinamizar a economia brasileira.

Ainda na seara do Decomtec, foi novamente divulgado um estudo para avaliar a posição de competitividade do Brasil dentro de um conjunto com 43 países (cerca de 90% do PIB mundial), o Índice de Competitividade das Nações (IC-Fiesp). 

Com resultados divulgados em novembro, o trabalho revelou que o Brasil ocupa, atualmente, a 37ª posição, liderada, nesta ordem, pelos EUA, Suíça e Coréia do Sul. Apesar de melhorar 1,1 ponto em sua nota, continuou no grupo de países com baixa produtividade, atrás do México, Tailândia e Filipinas.

Que 2014 seja melhor para a economia

Na área econômica, de acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, “2013 vai ficar no passado como um ano não agradável de ser lembrado”.

Isso porque a atividade industrial de São Paulo, medida pelo INA, deve encerrar o ano com ganho de 2,5%. Embora seja positivo, o crescimento não recupera as perdas registradas em 2012, quando a produção manufatureira paulista, na mesma medida, caiu 4,1%.

Ao longo do ano, o Depecon divulgou 11 índices de atividade industrial de São Paulo.  De janeiro a outubro de 2013, o INA registrou variação positiva de 2,8%.

O comportamento do setor manufatureiro em novembro e dezembro será conhecido no começo de 2014, quando a divulgação dos índices retoma a agenda. Mas Francini alerta que o resultado do ano está fadado a ser “medíocre”.

Educação para o desenvolvimento

As ações da indústria paulista na área de educação só ganharam força nos últimos 365 dias.

“Em 2013, as ações educativas realçaram o incentivo ao estudo da ciência e da tecnologia a partir do ensino fundamental e, posteriormente, no ensino médio”, disse o superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves. “Esse aprendizado foi fortalecido nas oficinas e laboratórios. Assim, vamos ampliar a difusão da ciência, da tecnologia e de conceitos de engenharia e matemática também aos jovens do ensino fundamental”.

Segundo Vicioni Gonçalves, o Sesi-SP e o Senai-SP se empenham e seguirão empenhados na oferta de educação de qualidade, o que também é uma forma de “estimular o desenvolvimento econômico”. “Em 2015, teremos 90 mil alunos na educação fundamental em regime integral no Sesi-SP”, disse.

Investimento em cultura

O ano cultural foi marcado pelo lançamento do Projeto Sesi-SP em Teatro Musical – que inclui o espetáculo ‘A Madrinha Embriagada’, dirigido por Miguel Falabella, diversas exposições e peças teatrais, mostras variadas na Galeria de Arte Digital do Sesi-SP, apresentações musicais e debates.

Abaixo, os links de todas as retrospectivas publicadas no site da Fiesp. Boa leitura!

Ação Regional
Agronegócio
Biotecnologia 
Capital Humano
Competitividade
Construção
Couro, Calçados e Acessórios
Cultura
Defesa
Economia
Educação
Empreendedorismo
Esporte
Infraestrutura
Internacional
Jurídico
Meio Ambiente 
Mineração
Papel, Gráfica e Embalagem
Pequena e Média
Pesca
Petróleo e Gás
Qualidade de Vida
Relações Trabalhistas e Sindicais
Responsabilidade Social
Saúde
Segurança
Têxtil, Confecção e Vestuário

 

França homenageia superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP

Agência Indusnet Fiesp

Damien Loras, cônsul geral do Consulado Geral da França, entrega condecoração a Walter Vicioni. Foto: Divulgação

O professor Walter Vicioni Gonçalves, superintendente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), foi nomeado como Chevalier dans L’Ordre des Palmes Académiques (Cavaleiro da Ordem das Palmas Acadêmicas). O evento aconteceu no dia 5 de dezembro, no Consulado Geral da França, em São Paulo.

A condecoração é concedida aos parceiros do mundo acadêmico e reconhece méritos das pessoas do mundo da educação, da pesquisa e da tecnologia que se distinguiram e prestaram serviços importantes na cooperação científica, técnica e tecnológica com a França.

“Fiquei muito honrado ao receber a homenagem e compartilhá-la junto aos meus familiares, amigos e companheiros de trabalho”, afirmou Vicioni, ao receber o título das mãos do cônsul geral da França em São Paulo, Damien Loras, em nome do presidente francês, François Hollande.

Durante discurso, o cônsul da França reconheceu os esforços de Walter Vicioni na área educacional. “A França não lhe faz uma honraria. Ela paga uma dívida e lhe testemunha seu maior reconhecimento pelos inestimáveis serviços prestados à nossa cooperação”.

Condecoração é concedida aos parceiros do mundo acadêmico e reconhece méritos das pessoas do mundo da educação, da pesquisa e da tecnologia. Foto: Divulgação

‘É fundamental que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia prospere’, diz presidente da Fiesp na abertura do Encontro Econômico Franco-Brasileiro

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“Presidente Hollande, para que possamos dar um passo à frente, é fundamental que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia prospere”. Foi com essas palavras que o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, se  dirigiu ao presidente francês, François Hollande, durante a abertura do Encontro Econômico Franco-Brasileiro, realizado na manhã desta sexta-feira (13/12), na sede da federação, na capital paulista.

Skaf destacou a importância da França enquanto “uma das fundadoras da União Europeia” e uma das nações “líderes do grupo” para o fechamento de um acordo comercial entre os dois blocos de países. “Uma posição francesa favorável vai fazer uma grande diferença”, destacou Skaf.

O estabelecimento de um acordo entre o Mercosul e a União Europeia foi destacado ainda pela presidente Dilma Rousseff, também presente ao evento na sede da Fiesp.

Skaf no Encontro Econômico Franco-Brasileiro: importância da França para fechar acordo comercial. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Skaf no Encontro Econômico Franco-Brasileiro: importância da França para acordo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

De acordo com o presidente da Fiesp, Brasil e França têm “grandes parcerias” em diferentes áreas, como petróleo e gás, serviços, turismo, varejo, indústria e agricultura, entre outros. “Estaremos empenhados de toda as formas para ajudar a aumentar as relações entre os dois países”, disse. “A Fiesp se coloca à inteira disposição”.

Empresários franceses presentes ao evento também foram convidados a estreitar ainda mais os laços com os empreendedores brasileiros. “Essa é uma casa de guerreiros como vocês”, afirmou Skaf. “Faremos todo o esforço para uma melhor aproximação entre nós: as empresas brasileiras e francesas precisam se conhecer melhor. E para que isso aconteça faremos quantas missões comerciais precisarmos fazer”.

Investimento em inovação

A parceria firmada com o Ministério do Ensino Superior francês para um investimento de 50 milhões de euros no Centro de Inovação e Tecnologia em São José dos Campos foi citada por Skaf. Uma iniciativa que envolve a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e prevê a formação de mão de obra para o setor naval e de defesa.

Dessa forma, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) estará focado na formação profissional para o setor aéreo, enquanto a Firjan cuidará mais da mão de obra para trabalhar principalmente com submarinos.

“Além disso, temos uma Cátedra com a Sorbonne sobre globalização do mundo emergente e vamos trazer a Cidade da Criança, que faz parte da Cidade das Ciências e da Indústria no Parque La Villette, em Paris, para São Paulo”, disse Skaf. “Temos muitas parcerias com a França e podemos fazer muito mais”.

O presidente da Fiesp fez questão de destacar ainda que a Fiesp é uma casa que defende “a produção, o emprego, o desenvolvimento, a tecnologia, a inovação e a educação”. “Trabalhamos pela competitividade brasileira, com investimento muito forte tem educação”, disse, afirmando que 1,5 milhão de alunos passaram pelas escolas da indústria paulista nas redes do Senai-SP e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) em 2013.

Paulo Skaf: Fiesp está à disposição dos governos do Brasil e França para intensificar as relações bilaterais

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, disse no final da manhã desta sexta-feira (13/12) que as duas entidades estão à disposição dos governos de Brasil e França para incrementar a corrente de comércio entre os dois países.

“Eu pus à disposição da presidente Dilma [Rousseff] e do presidente [François] Hollande que todas as vezes que for necessário, de forma regular, nós vamos ter encontros aqui e lá para aproximar nossos países e nossas economias”, informou Skaf em entrevista coletiva.

Skaf pediu ao presidente da França para ajudar na conclusão das negociações Mercosul-União Europeia. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

De acordo com o presidente da Fiesp e do Ciesp, a França tem uma corrente de comércio em torno de 1,2 trilhão de dólares e o Brasil tem uma corrente em torno de 500 bilhões de dólares. “São, juntas, uma corrente de 1,7 trilhão de dólares. E, no entanto, a nossa corrente de comércio com a França é de 10 bilhões de dólares, ou seja, praticamente insignificante.”

“Todo intercâmbio que você fizer é sempre um ‘ganha-ganha’ para os países e setores industriais. A França tem muita inovação, muita tecnologia, tem muitas coisas que podem contribuir. Temos oportunidade  que podem interessar na França”, disse Skaf, citando como exemplo o setor de infraestrutura.

Em sua opinião, o Encontro Econômico Franco-Brasileiro foi positivo. “Hoje estavam aqui as mais importantes empresas e grupos empresariais franceses, sendo representados pelos seus CEOs. Foi um encontro de altíssima representatividade. São encontros como esses que provocam as oportunidades e repercutem em concretos investimentos recíprocos – lá e cá.”

O presidente da Fiesp e do Ciesp disse ainda que é fundamental um acordo Mercosul-União Europeia (UE), lembrando da importância política da França no contexto da UE e que esse país costuma impor obstáculos na compra de produtos brasileiros.

“Um pedido que ficou ao presidente [Hollande]: que passe a ajudar na conclusão das negociações Mercosul-União Europeia, que isso fará bem aos negócios, à nossa relação comercial, à nossa corrente de comércio e aos investimentos recíprocos.”

Sobre a economia brasileira, Skaf observou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013, estimado em 2,2%, é equilibrado com o crescimento mundial e que houve uma melhora em relação ao ano passado. Mas disse que ainda há problemas que impedem a economia de deslanchar. “Temos muita burocracia, custos da infraestrutura, a nossa competitividade está afetada, e não é culpa das empresas. O que acontece é que temos um custo elevado no Brasil”, assinalou.

Brasil e Mercosul estão prontos para fazer oferta comercial à União Europeia, afirma Dilma em encontro na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A presidente Dilma Rousseff afirmou, na manhã desta sexta-feira (13/12), que um futuro acordo entre o Mercosul e a União Europeia vai contribuir para o potencial “ainda inexplorado”  de intercâmbio comercial entre o Brasil e a Europa. Ela acrescentou que o Mercosul e os parceiros brasileiros estão prontos para fazer uma “oferta comercial”.

“Esperamos que a troca de ofertas se realize em janeiro”, afirmou a presidente ao participar do Encontro Econômico Franco-Brasileiro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, na manhã desta sexta-feira (13/12).  O evento também contou com o presidente da federação, Paulo Skaf, e o presidente da França, François Hollande.

Segundo Dilma, há um desequilíbrio no intercâmbio comercial entre a França e o país, “em detrimento do Brasil”. Assim, o comércio com os franceses precisa ser elevado a um nível de qualidade e equilíbrio.  De acordo com a presidente, o volume de trocas comerciais entre Brasil e França soma cerca de US$ 10 bilhões “mas é necessário dizer que poderia ser muito maior porque temos em nossas economias potencial para tanto”.

Dilma na Fiesp: troca de ofertas comerciais prevista para janeiro de 2014. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Dilma na Fiesp: troca de ofertas comerciais prevista para janeiro de 2014. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Dilma acrescentou que “outro passo importante” seria dar continuidade às negociações no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC). A presidente mais uma vez comemorou o acordo firmado no início de dezembro em reunião ministerial da OMC, em Bali, na Indonésia, que desbloqueou a Rodada de Doha, cujas negociações estavam paralisadas desde 2008.

O acordo global foi o primeiro na história do órgão. “Realizamos progressos expressivos, sobretudo no que se refere ao acordo sobre facilitação de comércio e a declaração sobre eliminação de subsídios agrícolas”, afirmou Dilma.

Conhecido como Doha Light, o acordo determina o compromisso de reduzir os subsídios às exportações agrícolas, com a ajuda ao desenvolvimento, prevendo isenção crescente das tarifas alfandegárias para os produtos provenientes de países menos desenvolvidos, e a facilitação de intercâmbios, que pretende reduzir a burocracia nas fronteiras.

Investimento

Dilma afirmou que quer estimular “especialmente” empresas francesas a aumentarem seus investimentos no Brasil.

“A presença de empresas francesas é muito importante para o Brasil e muitas delas são parcerias do governo brasileiro em projetos de desenvolvimento”, afirmou. Ela citou o recente contrato 1,25 bilhão de euros assinado com a companhia francesa de energia Areva para a conclusão da construção de um reator de Angra 3, no Rio de Janeiro.

Segundo ela, a França possui um estoque de US$ 35 bilhões investidos no país.

“O Brasil é e continuará sendo uma opção segura e atraente para investidores de quaisquer países. Os fundamentos macroeconômicos brasileiros são sólidos, nosso endividamento líquido permanece baixo, em torno de 35% do Produto Interno Bruto (PIB), nossas reservas internacionais correspondem a US$ 376 bilhões e mantemos nosso compromisso com a estabilidade e o controle de inflação que, aliás, fechará em 2013 dentro da meta pelo decimo ano consecutivo”, afirmou.

Senai-SP e Firjan assinam memorando de entendimento com a ministra do Ensino Superior e da Pesquisa da França

Agência Indusnet Fiesp 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Paulo Skaf; e o diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves, assinaram memorando de entendimento com a ministra do Ensino Superior e da Pesquisa da França, Geneviève Fioraso,  na manhã desta sexta-feira (13/12), na abertura do Encontro Econômico Franco-Brasileiro, na sede da entidade.

São dois convênios: um com o Senai-SP e outro com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

“Haverá um investimento de 50 milhões de euros no Centro de Inovação e Tecnologia, em São José dos Campos. Essa parceria também inclui o Sitema Firjan, com a formação de mão de obra para o setor naval, mais especificamente em submarinos, enquanto o Senai-SP focará na formação profissional para o setor aéreo”, explicou Skaf, durante a abertura do evento.

Da esquerda para a direita: o diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves; a ministra do Ensino Superior e da Pesquisa da França, Geneviève Fioraso; e o presidente da Fiesp e do Senai-SP, Paulo Skaf. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Foto: Paulo Skaf visita obras de ampliação da escola do Sesi-SP em Franca

Agência Indusnet Fiesp

Presidente da Fiesp e do Sesi-SP atendeu a imprensa após a visita. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

 

Em sua passagem na manhã deste sábado (09/11) por Franca, município a aproximadamente 400km da capital, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Paulo Skaf, vistoriou o andamento das obras de ampliação e reforma da escola do Sesi-SP na Avenida Santa Cruz.

Sapato para lá de versátil ganha dois prêmios no Inova Senai

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Entre os vencedores do prêmio Inova Senai de 2013, com prêmios em duas categorias, Produto Inovador e Inova Design, chamou a atenção o calçado customizável. O produto, aparentemente simples, revoluciona no design e promete deixar o dia-dia de muitas mulheres mais prático. Afinal, está se falando de um sapato com solado removível e que, por isso mesmo, é capaz de se transformar em nove modelos diferentes.

A premiação do Inova Senai 2013 foi feita durante a última edição do São Paulo Skills, maior campeonato do ensino profissionalizante do estado, em setembro, no Anhembi, na capital paulista.

Segundo Alberto Eurípedes, criador do calçado customizável e professor da Escola Senai Márcio Bagueira Leal, de Franca, “o projeto é pensado para a mulher que tem diversos compromissos durante o dia e muitos outros à noite, aquela que não tem tempo de ficar escolhendo e mudando de sapato de acordo com a ocasião.”

Do scarpin à anabela

Com o solado removível e opções que vão do scarpin preto de salto baixo à anabela com salto alto e estampado, o projeto permite que, ao adquirir apenas um par, o consumidor ganhe nove pares diferentes. E a um preço que está “na média dos calçados femininos de boa qualidade”, garante Eurípedes.

 

Opção de modelo do calçado customizável com solado estampado: um par que vira nove. Foto: Divulgação

Opção de modelo do calçado customizável com solado estampado: um par que vira nove. Foto: Divulgação

 

Segundo ele, o design também fez parte do processo de criação. A inspiração veio de outro grande evento promovido pelo Senai-SP: o Senai Mix Design. “Utilizamos o Senai Mix Design, projeto que antecipa as tendências de moda. Ali identificamos o verão de 2013 e tiramos a nossa inspiração.”

Correndo contra o relógio

O professor, que contou com a ajuda de outras sete pessoas, entre docentes e designers, afirma que o projeto nasceu e foi manufaturado em três meses. Um período curto, que o deixou várias noites sem dormir, mas que se tornou uma experiência “enriquecedora” e mostrou “a força de uma grande ideia”. “Dizem que quando uma ideia é boa ela já nasce pronta”.

 

Modelo de produção do calçado customizável, desenvolvido em escola do Senai-SP em Franca. Foto: Divulgação

Modelo de produção do calçado customizável, desenvolvido em escola do Senai-SP em Franca. Foto: Divulgação

 

Por conta do tempo apertado, Eurípedes afirma que quase ninguém viu o projeto antes da exposição. Com poucas opiniões, embora sempre positivas, e sem conhecer os concorrentes, o professor lembra que não tinha como contar com a vitória no Inova Senai. “As pessoas que viram o projeto falaram que era uma excelente proposta, mas a gente não sabia quais eram os concorrentes. É sempre uma incógnita”.

O futuro

Eurípedes lembra que o calçado customizável não é só uma proposta inovadora para o consumidor, mas também para a indústria. Segundo ele, a padronização de suas peças facilita muito o processo de produção. “Uma vez que você só troca as cores e estampas, a produção em massa é facilitada”.

Com tantas vantagens, e dois prêmios no currículo, o que não falta são investidores interessados em levar o projeto adiante. Segundo o professor, três reuniões já foram marcadas para discutir parcerias. Isso além da torcida forte para que o sapato customizável seja tendência no próximo verão.

4ª Semana Senai Mix Design começa nesta terça-feira (30/07) em Franca

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Começa nesta terça-feira (30/04), na cidade de Franca, no interior paulista, a 4ª Semana Senai Mix Design – Outono/Inverno 2014. O evento é promovido pelo Núcleo de Tecnologia e Design do Couro e do Calçado do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Muitas atrações aguardam o visitante que estiver presente no Auditório da Escola Senai Márcio Bagueira Leal, localizado na Avenida Presidente Vargas, 2500, no Jardim Petraglia, em Franca.

Durante a realização do evento, haverá o lançamento da edição Inverno 2014 do book de inspirações Senai Mix Design, além de palestras gratuitas, exposição de couros e workshop. O objetivo é incentivar o uso do design como diferencial competitivo para as indústrias do setor coureiro-calçadista.

Débora Sendão, designer de calçados do Núcleo de Tecnologia e Design do Couro e do Calçado do Senai-SP, explica a importância da iniciativa para o mercado. “É um evento de grande importância para o setor coureiro-calçadista, pois fomenta o processo criativo e auxilia o direcionamento e planejamento de coleções com olhar estratégico”.

Durante o evento, assuntos como macrotendências de comportamento e consumo, inspirações, tendências de moda, design estratégico e novas tecnologias serão abordados. São informações valiosas para a cadeia produtiva, cumprindo o objetivo de “preparar as indústrias do setor para atuarem em um mercado cada vez mais segmentado e competitivo”.

Rumo ao inverno de 2014

Segundo Sendão, o book de inspirações para criação de calçados, bolsas e artefatos apresenta macrotendências de comportamento e consumo, visando a aplicação direcionada ao mercado brasileiro, bem como a disseminação do conceito de brasilidade pelo mundo.

“A importância do Senai Mix Design está relacionada à disseminação do design como diferencial competitivo dentro das empresas do setor”, explica a designer.

A nova edição do book de inspirações Senai Mix Design será lançada em formato de fichário, pensando na liberdade de manuseio do conteúdo.

Além disso, o projeto conta com um banco exclusivo de dados e imagens que abrange diversas cidades brasileiras, além de pesquisas internacionais nas principais feiras do setor e cidades relacionadas à cultura do design. Nesta edição, os destinos escolhidos para as pesquisas nacionais foram Foz do Iguaçu, no Paraná, e o circuito Barroco Mineiro, que envolve cidades como Ouro Preto, Mariana e Congonhas.

Serviço

4ª Semana Senai Mix Design – Outono/Inverno 2014

Dias: 30 e 31/07 das 19h30 às 22h

Local: Auditório da Escola Senai Márcio Bagueira Leal. Av. Presidente Vargas, 2500 – Jardim Petraglia – Franca/SP