Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp mostra oportunidades no Parapan de Jovens

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Durante reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto da Fiesp (Code), nesta segunda-feira (30/5), o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) apresentou oportunidades de patrocínio e de incentivo ao esporte para os Jogos Parapan-Americanos de Jovens 2017, que serão realizados em São Paulo de 15 a 27 de março do ano que vem, com cerca de 1.000 atletas em 12 modalidades. A Federação Paulista de Futebol (FPF) mostrou projetos de iniciação esportiva e de incentivo à capacitação de árbitros para o futebol amador e de treinadores para as categorias de base.

Mario Eugenio Frugiuele, coordenador do Code, conduziu a reunião e explicou que a Fiesp procura divulgar projetos de grande relevância. “Temos que fazer um maravilhoso Parapan”, disse, por seu potencial de motivação. O mesmo vale, afirmou, para os projetos da FPF de capacitação.

Luiz Garcia, do Comitê Paralímpico Brasileiro, explicou a quarta edição do Parapan de jovens, evento que revela atletas paraolímpicos. O mascote é o bugio vermelho, nativo da mata atlântica, e o slogan, Youth Energy. Todos os dias mudamos o impossível, frase de Verônica Hipólito, faz parte da mensagem dos jogos. A sede será o Centro de Treinamento da Imigrantes.

Garcia disse que a Lei de Incentivo ao Esporte permite a captação de R$ 1,5 milhão. E há outras cotas de patrocínio (2 Master, de R$ 1,5 milhão cada, 4 Ouro, de R$ 1 milhão e 2 de Apoio, R$ 500.000).

Jaime Franco, diretor de marketing da FPF, falou sobre oportunidades que a entidade cria e afirmou que leis de incentivo, pelo momento do Brasil, permitem o desenvolvimento do esporte sem o desembolso de novos recursos.

Franco revelou que a FPF resolveu aceitar a contribuição externa para três projetos. O primeiro, chamado Nosso Sonho, já tirou mais de 2.000 crianças das ruas. A intenção da entidade é dobrar a capacidade de atendimento, até agora feito somente com recursos próprios. O segundo tem o futebol amador como foco, com a ideia de capacitar árbitros em 8 cidades, para depois incorporar os melhores ao quadro oficial. O terceiro é de Capacitação de Treinadores da Base. Origem foi o desastre contra a Alemanha em 2014, cuja causa foi identificada como falhas na base. Quer que os 60 clubes de A1, A2 e A3 identifiquem treinadores para ser capacitados gratuitamente. Cada projeto custa cerca de R$ 450.000.

A reunião do Code teve também o relato do trabalho da Fiesp junto à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Foi instalado o segundo comitê relacionado ao esporte, sobre equipamento de ginástica e condicionamento físico (indoor e outdoor), para criar normas, em trabalho previsto para 12 meses.

O primeiro comitê juntou normas norte-americanas e europeias para pisos esportivos para criar a norma brasileira. Material deve ser entregue à ABNT nesta terça-feira, para adequação, e a expectativa é que a norma seja publicada em cerca de 90 dias.

Victor Hajjar, José Montanaro Jr., Cesar Roberto Leão Graniere, Americo Calandriello Junior, Paulo Sergio Silvestre do Nascimento, Maurício Fernandez, também compuseram a mesa da reunião.

O debate na reunião plenária do Code: patrocínio e incentivo ao esporte no Parapan. Foto: Everton Amaro/Fiesp