Empresários brasileiros e bielorrussos firmam contratos em fórum na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Nesta quarta-feira (29), empresas bielorrussas apresentaram seus produtos e fecharam contratos com empresários brasileiros em um fórum de negócios realizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp.

O encontro contou com a participação do vice-primeiro-ministro da República da Bielorrússia, Anatoly Kalinin, como parte de suas atividades em visita oficial ao Brasil. Para Kalinin, o evento promoveu um novo nível de interação empresarial entre as duas economias. “Em 2017, que marca os 25 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Bielorrússia, queremos fortalecer e ampliar nossas ligações”, afirmou.

Na avaliação do vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Bielorrússia, Vyacheslav Bryl, a Bielorrússia vê no Brasil seu principal parceiro na América Latina. “Buscamos relações de longo prazo com empresas brasileiras”, disse.

Durante o evento conduzido pelo diretor titular adjunto do Derex, Antonio Fernando Bessa, o gerente de relacionamento da Investe SP, Renato Barros, traçou um panorama da economia brasileira e apontou que estão se abrindo importantes oportunidades de negócios no Brasil, também puxadas pela proximidade de possíveis mudanças e ampliações no acordo do Mercosul com a União Europeia.

Na ocasião, dez companhias fecharam negócios com empresas brasileiras nas áreas de fabricação e montagem de caminhões e tratores, têxtil e agronegócio.


Este ano marca os 25 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Bielorrússia

Fórum Econômico Brasil-França tem como foco mudança do clima, com a proximidade da COP21, em Paris

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O 3º Fórum Econômico Brasil-França, realizado nesta segunda-feira (15/6), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ocorreu em momento especialmente oportuno, em função da proximidade da COP21 (Conferência das Partes do Clima). Na reunião, programada para 30 de novembro a 11 de dezembro, em Paris, os países devem informar suas contribuições voluntárias para a redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE). A preocupação central para a COP21 é que haja um acordo entre todos os países-participantes a fim de garantir que a elevação da temperatura não ultrapasse 2 graus Celsius até o final do século.

Para Thomaz Zanotto, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, “o assunto mudanças do clima está à frente das questões políticas e econômicas, atende aos reclamos da sociedade”, mas também abre oportunidades de negócios. A afirmativa tem base em números robustos: a corrente de comércio bilateral, em 2014, foi de US$ 8,6 bilhões. A França investe por ano quase US$ 3 bilhões no Brasil, e atuam aqui aproximadamente 500 empresas francesas, algumas delas centenárias.

A questão climática entrou na agenda internacional graças à atuação empresarial na condução de seus negócios, enfatizou o vice-presidente da Fiesp, diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) e integrante do Comitê do Clima da casa, Nelson Pereira dos Reis.

Ao tratar da recente manifestação dos Estados Unidos e da China quanto à emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), Reis avaliou como firme o papel exercido pela União Europeia (UE) ao não permitir que as discussões sobre o aumento da temperatura no planeta fiquem reduzidas a um mero tratado de boas intenções.

Nelson Pereira dos Reis, diretor do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

“Espera-se grande esforço no sentido da adaptação e da mitigação de todos os países participantes da COP21, e esse processo necessitará contar com o desenvolvimento de pesquisas e novas tecnologias para a produção sustentável”, avaliou.

Para a COP21, em Paris, são esperadas mais de 40 mil pessoas. A expectativa é que os membros da ONU, com suas representações, alcancem uma proposta concreta. Estão em curso em Bonn, na Alemanha, as reuniões intermediárias relativas ao clima, que contam, inclusive, com representantes do Comitê do Clima da Fiesp, que acompanham a delegação brasileira.

Ainda na abertura do evento, Jean Burelle, presidente do Movimento Empresarial da França (Medef) à frente de uma delegação de 40 pessoas, enfatizou que o tema requer forte trabalho em três frentes: energia, infraestrutura e meio ambiente. Para ele, é preciso colocar o mundo no bom caminho e, com a expectativa de um encontro ambicioso, enfatizou o papel essencial das empresas na busca de soluções inovadoras.

A Fiesp já celebrou convênios com a França, lembrou o diretor secretário e diretor da cátedra Fiesp-Sorbonne Globalização e Mundo Emergente, Mario Frugiuele. O objetivo é a elaboração de projetos de interesses comuns, voltados ao ensino e pesquisa.

Há algumas premissas importantes para o Brasil e a França, como a facilitação do acesso aos mercados e o favorecimento de trocas acadêmicas – como o Ciência sem Fronteiras – que envolvem 10 mil universitários, além de convênios de estágios e a promoção de encontros business to business (B2B). A observação inicial para tratar do papel das empresas na luta contra as mudanças climáticas, de Claude Risac, diretor de relações externas do Grupo Casino e representante da missão especial para o Brasil do Ministério francês das Relações Exteriores, foi acompanhada de outras. Para ele, é preciso identificar setores promissores no cenário B2B, como turismo, infraestrutura, saúde, inteligência e processos alimentares de ponta. Em sua avaliação, França e Brasil têm vocação exemplar quando se trata de hidroeletricidade e energia nuclear e, por isso, há grande expectativa de participação de empresas de ambos os países na COP21.

Os debates sobre o clima, iniciados há 23 anos, na chamada COP zero, no Rio de Janeiro, em 1992, evoluíram de tal forma que agora se espera a participação de mais de 40 mil pessoas, em Paris, segundo observou Christian Stoffäes, presidente do Conselho de Análise Econômica Franco-Brasileira e representante em Paris da Fundação Getúlio Vargas. Em sua avaliação, adotou-se um princípio de cautela e se estabeleceu um paradoxo entre economistas e ecologistas, quando os primeiros não desempenharam o seu papel e os segundos politizaram as questões ambientais, apontando para uma retração da economia. O mesmo teria ocorrido com o Protocolo de Kyoto, em 1997, quando pela primeira vez foram quantificados os Gases de Efeito Estufa (GEE).

O especialista frisou que as energias renováveis têm um aspecto relevante em termos sociais: geram 8 milhões de empregos mundiais. Esse mercado pode se expandir rapidamente, na ordem de 15 a 20% ao ano, em função de dois fatores: a curva de experiência e a restrição que leva à inovação. Na conclusão de Stoffäes, o processo que se iniciou como um conflito hoje necessita ser colaborativo.

Na sequência, os especialistas do Fórum debateram a economia e o papel das empresas na luta contra as mudanças do clima.

Fiesp debate liberação de tratamentos, medicamentos e próteses com ações judiciais

Agência Indusnet Fiesp 

A lei brasileira garante o acesso do cidadão aos serviços de saúde, ofertados a partir de critérios clínicos e financeiros. Ao sentir-se desassistido, por não receber o medicamento, tratamento ou prótese pretendidos, o cidadão aciona a justiça para obrigar o prestador – público ou privado – a entregá-lo, estabelecendo-se assim, a “judicialização da saúde”. Disputas cujos desfechos ideais dependem de informações especializadas disponíveis para todos os envolvidos, magistrados e prestadores de serviços.

Com o objetivo de contribuir para a redução dos conflitos entre consumidores e prestadores de serviços, o Comitê da Saúde da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Comsaúde/Fiesp) realizará o Fórum Judicialização da Saúde, em parceria com a Associação Paulista de Medicina (APM), em 15 de outubro, na sede da entidade, das 14h às 18h.

O encontro analisará as propostas de melhoria para a saúde no Brasil feitas durante o primeiro seminário realizado pela entidade, em 2012. “Nossa intenção não é julgar quem está certo ou errado. Vamos discutir o melhor caminho para avaliar corretamente uma ação judicial. Por exemplo, se o juiz tiver mais informações no processo, como os reais motivos por que um paciente precisa de uma prótese urgente, bem como mais sugestões de valores e médicos, certamente seu olhar será mais preciso e seu julgamento mais correto. Já há casos com esse foco, que contam com a ajuda de núcleos de entidades da saúde e que trabalham para melhorar as informações de cada causa”, afirma o coordenador-titular do Comsaúde, Ruy Baumer.

O evento contará com a participação de autoridades e de especialistas dos segmentos jurídico e da saúde.

Clique aqui e confira a programação do Fórum.

Serviço
Fórum Judicialização da Saúde
Data e horário: 15 de outubro, terça-feira, às 13h30
Local: Edifício-sede da Fiesp (Avenida Paulista, 1313, Cerqueira César – São Paulo – SP)

Mercosul é entrave para competitividade do Brasil, afirma diretora da Universidade de Miami

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Susan Kaufman: deixar o Mercosul seria uma solução para o Brasil conquistar novos acordos comerciais. Foto: Julia Moraes/Fiesp

“Infelizmente, o Brasil tem vizinhos conflituosos no que diz respeito ao comércio”, afirmou nesta quinta-feira (06/06) a diretora do Center for Hemispheric Policy da Universidade de Miami, Susan Kaufman Purcell, ao participar do “Fórum Brasil- Estados Unidos” – evento organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Empresários e especialistas em comércio exterior presentes ao evento se reuniram para debater soluções para impulsionar as parcerias entre Brasil e Estados Unidos da América (EUA).

Na avaliação de Susan, uma solução para o Brasil alcançar novos acordos de comércio com os países desenvolvidos seria deixar o Mercosul. “Eu não entendo o que o Brasil na verdade ganha com isso comparado ao que ele poderia ganhar se fizesse outros tipos de acordos de comércio”, questionou a diretora da Universidade de Miami.

“Não digo que não há oportunidades comerciais e econômicas com o Mercosul. Só acho que o acordo regional é um entrave aos esforços do país em se tornar mais competitivo”, concluiu Susan.

O Mercosul é formado pelo Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai – país suspenso do bloco em 29 de junho do ano passado. A medida foi justificada como uma resposta à forma como o então presidente paraguaio Fernando Lugo foi destituído, após processo de impeachment repudiado pelos presidentes José Mujica (Uruguai), Cristina Kirchner (Argentina) e Dilma Rousseff (Brasil).

Gestores de RH discutem melhor utilização de produtos e serviços na formação educacional e qualificação profissional

Agência Indusnet Fiesp

No próximo dia 2 de outubro, gestores de RHs estarão lado a lado na discussão dos melhores métodos de gestão nesta área das empresas. Durante todo o dia, os participantes vão acompanhar, no Teatro do Sesi São Paulo, o Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade.

O evento, gratuito, será realizado pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), com apoio da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP).

O objetivo dos organizadores é promover a aproximação entre os gestores de recursos humanos da indústria, do Sesi e do Senai, visando à melhor utilização dos produtos e serviços referentes à formação educacional e qualificação profissional.

Organizado pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, o Fórum reunirá empresários e RHs das empresas filiadas aos 131 sindicatos da entidade da indústria paulista.

Confira a programação.

Brasil tem avanços e estagnação simultâneos, avalia professor da Universidade de Miami

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Amaury de Souza, professor visitante do Center for Hemispheric Policy da Universidade de Miami

O Brasil mudou muito, e nós não acompanhamos essa mudança. Continuamos a ver o país muito menor do que ele é e a subestimar os problemas que ele enfrenta, ainda desnorteados a respeito dos rumos de nossa política doméstica e internacional.

A análise é de Amaury de Souza, professor visitante do Center for Hemispheric Policy da Universidade de Miami, durante o Fórum Brasil – Estados Unidos realizado nesta terça-feira (26/06) na Fiesp.

Entretanto, o professor reconhece que em determinadas áreas o crescimento do agronegócio brasileiro é evidente, ainda que não seja devidamente reconhecido. “O fato de o Brasil ter se tornado praticamente a fazenda do mundo é visto como algo normal e até deletério, porque um país depender da exploração de commodities e não da indústria ainda é visto na América Latina, na velha ideologia de esquerda, um país colonial”.

Amaury de Souza explicou que a explosão da importação de commodities para a China tornou possível o avanço na redução da desigualdade social, com a redução da pobreza e a ascensão de uma nova classe média. “Nos últimos 24 meses caímos de 25% para 23% na população de pobres, portanto, um avanço extraordinário”. Ele ainda frisou que o Brasil é o único país onde há queda na desigualdade e melhora na distribuição de renda.

Falta educação

No entendimento do professor Amaury de Souza, a posição do Brasil na escala do poder econômico mundial é invejável, porém, ainda é pouco. “O país persiste na situação de baixíssimo poder de atividade e crescimento do parque industrial, com níveis educacionais absolutamente horrendos, com boa parte de nossas crianças saindo da escola primária sem saber ler e escrever ou fazer operações básicas de aritmética”, criticou.

Além deste diagnóstico, apontou outros entraves como a carga tributária concentrada no consumo – que penaliza as famílias mais pobres com mais impostos – e a infraestrutura deficiente em portos e rodovias, que prejudica o escoamento da produção agrícola.

Federalismo gigante

O docente da Universidade de Miami destacou ainda que a estrutura do governo federal deveria ser reduzida pela metade, bem como a divisão da arrecadação tributária entre estados e municípios.

“Hoje 65% de toda a arrecadação tributária fica com a união, porque contribuição não se divide. Portanto, esse é o primeiro ponto a ser feito, precisamos de um novo federalismo”, afirmou Souza, que também teceu críticas sobre a existência de ministérios do trabalho e da pesca, que compõem a inflada estrutura do governo federal.

“É preciso reduzir drasticamente o tamanho do governo federal e aumentar a força dos estados e municípios, e há uma razão boa para isso, pois eles têm um nível de administração pública e de eficiência dos seus programas muito superior a tudo que o governo federal faz”, completou Amaury de Souza.

II Fórum da Internet no Brasil acontece em julho no Recife

Fonte: Comitê Gestor de Internet no Brasil

O II Fórum da Internet no Brasil está com inscrições abertas e será realizado entre os dias 3 e 5 de julho em Recife (PE). Promovido novamente pelo Comitê Gestor da Internet (CGI.br), o evento manterá a estrutura adotada em 2011 com grupos temáticos de discussão (chamados de “trilhas”). A novidade para esta edição será a realização de “desconferências” e das palestras técnicas.

Os organizadores esperam novamente reunir protagonistas do debate sobre o momento atual e os avanços necessários para a Internet no Brasil em cinco trilhas: “Conteúdos e Plataformas”, “Governança Global”, “Inclusão Digital”, “Marco Civil” e “Propriedade Intelectual”. Além disso, o Fórum busca democratizar as discussões relativas à Internet, envolvendo diferentes setores e aproximando mais pessoas do tema.

A primeira edição do Fórum da Internet no Brasil, realizada em São Paulo no ano passado, reuniu 784 participantes vindos de todas as regiões do País. O evento contribuiu para o debate em torno de alguns dos desafios atuais e futuros da Internet, sobretudo pelo momento de decisões e mudanças que a rede atravessa, tanto no exterior, como no Brasil.

O CGI.br entende que o I Fórum  da Internet no Brasil atingiu os objetivos propostos ao debater questões fundamentais envolvendo, desde legislação e regulamentação, até aspectos técnicos vitais para a cidadania da rede. Além disso, para a entidade, o grande consenso alcançado foi que nenhum regulamento ou nenhuma lei deve alterar a liberdade de expressão e criação tecnológica que caracteriza a Internet desde a sua concepção.

Mais informações em http://forumdainternet.cgi.br/.

Déficit comercial pode levar o País a um processo de desindustrialização

Benjamin Steinbruch, no exercício da presidência da Fiesp

No exercício da presidência da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o empresário Benjamin Steinbruch voltou a chamar atenção para o aumento desenfreado das importações e o crescente déficit das exportações de manufaturados que, neste ano, deverá amargar um saldo negativo de US$ 60 bilhões.

De acordo com Steinbruch, embora a situação econômica brasileira apresente o melhor desempenho dos últimos 25 anos, alguns problemas já crônicos podem levar o País a sofrer um vertiginoso processo de desindustrialização. Ele explicou que este processo poderá ser iniciado caso o Brasil não contenha a valorização do real frente ao dólar, não reduza os juros reais e não segure o crescimento das importações.

“O Brasil está em uma curva positiva e crescente com o aumento da renda, do consumo e do emprego, porém, se uma dessas variáveis for quebrada, aliada a entrada descontrolada de produtos importados, corremos sérios riscos de enfrentar um forte processo de desindustrialização […] Só neste ano, vamos registrar um déficit de US$ 60 bilhões nas transações correntes”, projetou Steinbruch, nesta segunda-feira (30), durante o 7º Fórum de Economia , da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Ele explicou que com a crise de 2008 houve uma redução das exportações de manufaturados, mas que isso não poderia ser caracterizado como desindustrialização. “A produção industrial deverá fechar o ano com crescimento expressivo ante 2009″, avaliou.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tentou acalmar o mercado, dizendo que este saldo negativo será revertido em um ou dois anos e que o Brasil não está na iminência de uma desindustrialização.

Na outra ponta, Steinbruch refutou a declaração do ministro e salientou que o Brasil não pode esperar dois anos para diminuir esse déficit econômico. “Não podemos aguardar esse tempo todo; é preciso fazer algo, agora, para conter a avanço do déficit em conta corrente. Poderíamos investir muito mais se não fossem as condições que favorecem as importações”, argumentou. “Trata-se de uma luta constate que ainda não conseguimos vencer”, completou.


Crescimento econômico

Guido Mantega, ministro da Fazenda

Questionado sobre as perspectivas do anúncio do crescimento da economia no segundo trimestre, que será anunciado na próxima sexta-feira (3/9), Guido Mantega afirmou que o resultado será marcado por uma desaceleração, mas que acredita em uma alta de 0,5% a 1% do Produto Interno Bruto (PIB). No primeiro trimestre, o País cresceu 2,7% em relação aos três meses anteriores, impulsionado pelo desempenho da indústria e investimentos.

Para 2010, o ministro prevê um avanço na economia de 7%, o que, segundo ele, será o maior crescimento do Brasil desde 1986. “O Brasil está junto com os países que mais crescem, e não se trata de um crescimento pontual, mas sim do resultado de um processo”, explicou.

O ministro ainda estimou que os investimentos medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo cheguem a 22% do PIB, e previu a criação de dois milhões de empregos formais. Sobre os desafios que o próximo governo enfrentará, Mantega destacou a modernização do sistema financeiro, como a ampliação do mercado de debêntures como fonte de financiamento; maior participação dos bancos privados no financiamento de longo prazo; e a aprovação da reforma tributária.

“Essas medidas obrigatoriamente precisam ser feitas, porque a população exige isso”, sentenciou o ministro da Fazenda.

Secovi-SP promove convenção e fórum urbanístico em sua sede

Agência Indusnet Fiesp,

Com o tema central “Desenvolvimento Urbano e Inteligência Imobiliária”, a Convenção Secovi 2010 vai reunir, de 18 a 26 de setembro, especialistas do Brasil e do exterior para discutir questões relativas a todos os segmentos da cadeia imobiliária produtiva.

Haverá também o primeiro grande Fórum Urbanístico, que aborda como a Inteligência Imobiliária pode melhorar a qualidade de vida dos habitantes das cidades.

Visitas técnicas e cursos complementam a programação do maior e mais especializado evento do setor, que ainda conta com o show de Danilo Gentili, humorista do CQC.

Convenção Secovi 2010 abre a tradicional Semana Imobiliária, integrada por importantes iniciativas no setor. São nove dias e infinitas possibilidades de informações, negócios e conexões.

Mais informações no site http://www.convencaosecovi.com.br/.

Fórum Capital Humano discute Capacitação e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado

Agência Indusnet Fiesp,

I Fórum Capital Humano em Presidente Prudente, que acontece na próxima quinta-feira (29), em Presidente Prudente (SP), pretende discutir e informar os empresários da região sobre a Capacitação e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho na busca de facilitadores para o cumprimento da ”Lei de Cotas” pela indústria.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio de seu Departamento de Ação Regional (Depar), identificou a importância de caracterizar e compreender o Capital Humano nas indústrias paulistas, criando o programa Capital Humano, com o objetivo de torná-las mais competitivas no mercado nacional e internacional.

O projeto “Sou Capaz” foi elaborado para auxiliar a indústria paulista no cumprimento da legislação de inclusão de pessoas com deficiência no trabalho. De acordo com a “Lei de Cotas” (nº 8213/91), 2% a 5% do quadro de funcionários das empresas devem ser reservados a pessoas com deficiência. Para cumprir a lei, no entanto, algumas organizações vêm encontrando entraves que têm gerado passivos jurídicos.

O projeto da Fiesp visa, principalmente, à criação de facilitadores para o cumprimento da “Lei de Cotas” pelas indústrias e a efetiva e eficiente inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Por meio do “Sou Capaz”, as empresas têm acesso a:

  • Orientação sobre assuntos legais, jurídicos e institucionais relacionados às pessoas com deficiência;
  • Otimização da capacitação profissional com observância de tendências e vocação dos setores industriais preponderantes nas regiões do estado de São Paulo,

Criação de sinergia entre empresas, órgãos públicos e entidades, a fim de iniciar uma inclusão efetiva e eficiente deste capital humano no mercado de trabalho.


Serviço:
Evento: I Fórum Capital Humano em Presidente Prudente – Capacitação e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho
Data: 29 de julho de 2010, às 9h
Local: Tênis Clube de Presidente Prudente
Endereço: Av. Washington Luiz, 1841, Presidente Prudente, SP
Informações: (18) 3221-7511/3226-4211

Democracia se consolida no País com a ajuda da Imprensa

Agência Indusnet Fiesp,

Ricardo Viveiros, jornalista-chefe da Comunicação Corporativa da Fiesp

“A liberdade de imprensa só se pode discutir quando a temos. Por isso, liberdade e democracia andam juntas.” A afirmação do jornalista Sinval Itacarambi Leão traduz o espírito do evento patrocinado pela Revista e o

Portal Imprensa , além de outros parceiros neste processo.

A função da imprensa é contar aos representados (população) o que os seus representantes (políticos eleitos) estão fazendo, refletiu Fernão Lara Mesquita, conselheiro e acionista do jornal

O Estado de S. Paulo
, atualmente sob censura, impedido de publicar matérias sobre a operação Boi Barrica, da Polícia Federal, envolvendo o filho do presidente do Senado, José Sarney. “O jornalismo é uma ferramenta da democracia”, concluiu.

Se por um lado a revogação no ano passado da Lei de Imprensa, surgida no período de exceção, foi um avanço, por outro houve um retrocesso, agora, com a tentativa de se criar um Conselho Federal de Jornalismo, por parte do governo federal, e que não chegou a ser apreciada no Congresso Nacional.

O mediador Ricardo Viveiros, jornalista-chefe da Comunicação Corporativa da Fiesp, lembrou que a propaganda é um dos pilares da cultura, pois integra os hábitos de um povo ao tratar da comunicação comercial.

Eleno Mendonça, da DPZ Propaganda, concordou e analisou o convívio da propaganda com a notícia. Como jornalista, criticou a prática control c + control v (recurso de copiar e colar textos) no exercício de alguns profissionais, enfatizando a necessidade da boa formação.

Argentina, Bolívia, EUA e Irã

Ariel Palácios, jornalista

Na conferência de abertura, o jornalista Ariel Palácios, correspondente de O Estado de S. Paulo, em Buenos Aires, traçou um panorama da complexa política argentina e da relação entre a Imprensa e o casal Kirchner (Nestor, o ex-presidente da República, e Cristina, a atual), que silenciou e não deu sequer uma coletiva. A frase “estamos indo bem, agora não precisamos da imprensa”, dá o tom do tenso relacionamento.

Clarín, que havia apoiado inicialmente o casal e acabou no campo oposto, é o exemplo mais claro da interferência governamental. Outras tentativas de cerceamento dizem respeito à Lei de Mídia enviada ao Congresso, bem como a restrição de área demográfica de atuação das emissoras de TV de sinal aberto e a cabo e, ainda, os piquetes organizados nas portas das fábricas a fim de impedir a saída de impressos da oposição.

“No governo [Carlos] Menem houve muitos processos contra a Imprensa. A novidade é a intensificação dessa censura por qualquer pequeno comentário”, avaliou Palácios.

Já para Sérgio Dávila, editor-executivo da Folha de S. Paulo, de volta ao País há dois meses após uma década no exterior, traçou um panorama dos governos Bush [pai e filho], a eleição de Barack Obama à presidência, além do “ufanismo” que tomou conta da imprensa norte-americana após o 11 de Setembro que desembocou no ataque ao Iraque, aposentando temporariamente o desejado exercício crítico da profissão, em sua avaliação.

Para o ex-presidente da Bolívia [2003-2005], Carlos Mesa Gisbert, hoje à frente da Fundación Comunidad, o atual mandatário Evo Morales promove a neutralidade dos meios de comunicação. “A democracia é um valor universal”, sintetizou.