Infográfico: os resultados do Fórum Sou Capaz

Agência Indusnet Fiesp,

Plataforma de debate sobre a inclusão social e profissional de pessoas com deficiência, o Fórum Sou Capaz, iniciativa do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), percorreu 13 cidades paulistas desde março deste ano para ampliar a discussão sobre o tema.

Ao menos 1.500 representantes de indústrias, instituições e órgãos públicos participaram do fórum itinerante pelo interior do estado. E mais de 390 profissionais foram capacitados para o cumprimento da Lei de Cotas.

Veja neste infográfico mais informações sobre o Fórum Sou Capaz no interior de São Paulo:

Diretores regionais da Fiesp falam da importância do programa Sou Capaz

Dulce Moraes e Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

São Paulo, Jundiaí, Sorocaba, Marília, Campinas, Bauru, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, Piracicaba, Araçatuba, Matão, São José dos Campos e Tatuí. Ao longo do ano de 2014, essas treze cidades receberam o “Fórum Sou Capaz pela Inclusão”, uma iniciativa do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A iniciativa tem o objetivo de conscientizar empresários sobre o cumprimento das exigências da chamada Lei de Cotas, que estabelece a obrigatoriedade de as empresas com 100 ou mais empregados preencherem uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência.

Mais do que simplesmente informar, as edições regionais do Fórum contribuíram para que as indústrias vencessem os desafios da contratação de Pessoas com Deficiência e Aprendizes, seja pelo curso “Inclusão de Pessoas com Deficiência e Aprendizes no Mercado de Trabalho – Diretrizes Legais, Melhores Práticas e Cases de Inclusão” dirigido aos profissionais de Recursos Humanos, seja pela troca de ideias que inspiraram e promoveram a inclusão eficiente desses profissionais.

A experiência itinerante do Fórum Sou Capaz foi recebida com entusiasmo por diretores regionais da Fiesp e empresários.

Veja a seguir a opinião de três deles e quais os reflexos dessa iniciativa para as indústrias locais.

Piracicaba

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Moacir Beltrame, diretor regional do Depar/Fiesp em Piracicaba. Foto: Divulgação

Para Moacir Beltrame, diretor de Desenvolvimento de Negócios do Grupo Ambipar e proprietário da empresa de biotecnologia Bioland, de Piracicaba, o Sou Capaz tem sido de grande importância pois, segundo ele, nas indústrias há uma carência de informações sobre o processo e a gestão da inclusão das pessoas com deficiência e aprendizes.

Beltrame, que também é  diretor regional titular do Depar/Fiesp em Piracicaba, comentou que, no mês de agosto, o Fórum Sou Capaz reuniu na cidade 290 pessoas para tratar do tema da inclusão, indo além dos aspectos da legislação em si. “Falou-se da qualificação profissional com a atenção às práticas de segurança e saúde dos trabalhadores, com foco na qualidade da inclusão e retenção dos profissionais”, destacou.

Segundo o empresário, um dos diferenciais desse novo modelo itinerante do Fórum Sou Capaz, foi permitir que as indústrias locais conhecessem o processo de inclusão de empresas que possuem expertises na área e que são referências nas boas práticas. “Isso contribuiu muito para desmistificar alguns entraves da inclusão”, afirmou.

A região de Piracicaba já se beneficia das ações do programa Sou Capaz, há 4 anos. Segundo ele, esse trabalho contínuo conseguiu-se criar e manter uma sinergia com as empresas, entidades e órgãos públicos e avançar na inclusão destas pessoas na sociedade e no trabalho.

“O programa Sou Capaz é de grande valia para sociedade, pois transcende os muros das indústrias, trazendo em suas ações o processo de aculturamento das pessoas, das corporações e dos próprios órgãos públicos, para que tenhamos de fato a equivalência de oportunidade de todos os cidadãos na sociedade e no trabalho”, ressaltou.

O empresário também elogiou a sinergia estimulada pelo programa Sou Capaz entre as entidades da indústria e com o próprio Ministério do Trabalho na busca de soluções. “A constante interação com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego vem trazendo alternativas de inclusão e flexibilização de prazos para o cumprimento da Lei”, destacou.


Jundiaí

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Vandermir Francesconi Junior, diretor titular do Depar/Fiesp em Jundiaí. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para o empresário Vandermir Francesconi Junior, da cidade de Jundiaí, o Fórum Sou Capaz vai ao encontro da necessidade das indústrias em um momento em que se intensifica a fiscalização para o cumprimento de cotas de pessoas com deficiência. “As empresas enfrentam dificuldades para fazer contratações por não terem expertise no assunto e não encontrarem esses profissionais na quantidade necessária”, destacou.

O empresário, que também é diretor regional titular do Depar/Fiesp em Jundiaí e diretor secretário do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), acredita que o modelo dos fóruns regionais também ajudou a quebrar paradigmas. “Em Jundiaí, o Fórum Sou Capaz teve um conteúdo programático muito adequado e elucidativo, onde se pode fazer uma reflexão da temática baseado na legislação e de maneira a facilitar o cumprimento de cotas por parte das empresas.”

Na opinião de Francesconi, o programa ajudou os empresários diante dos vários desafios que encontram para inclusão de PcD’s e dos esforços que as indústrias precisam fazer. “Há falta de qualificação mínima da mão de obra e o empresário também precisa readequar as instalações da indústria para receber esses profissionais, pois para cada tipo de deficiência exige uma certa adequação. E, além disso, precisa preparar a equipe interna, como os gestores e funcionários, para recebê-los.”

Segundo Francesconi, além de ajudar os empresários nessas etapas, o Fórum Sou Capaz trouxe outro ganho para as indústrias locais: a sinergia. “O Sou Capaz conseguiu agregar esforços nesse processo de inclusão, o que evoluiu para várias outras ações, tanto de articulação como de orientação e formação profissional, contando com os recursos das entidades indústria (Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP), para que as empresas consigam cumprir suas cotas.”

Sorocaba

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Antônio Beldi, diretor titular regional do Depar/Fiesp em Sorocaba. Foto: Divulgação

Para Antônio Beldi, diretor presidente do Grupo Splice e  diretor regional titular do Depar/Fiesp em Sorocaba, o programa Sou Capaz ampliou o alcance ao conhecimento. “O projeto conscientizou toda a população, os empresários e, principalmente, os familiares das pessoas que possuem alguma deficiência. E isso foi muito importante, pois muitas dessas famílias ainda têm certa resistência em permitir que a pessoa com algum tipo de necessidade especial trabalhe e tenha uma independência financeira.”

Segundo ele, empresas de todos os portes (incluindo multinacionais) na região metropolitana de Sorocaba foram beneficiadas pelas edições do Fórum Sou Capaz realizadas nas cidades de Sorocaba e Tatuí.

“As indústrias de nossa região tiveram a oportunidade de conhecer como funciona o trâmite para a contratação de pessoas com deficiências e aprendizes, como se adequar à lei e como receber esses profissionais da melhor forma para que se sintam acolhidos por todos os colaboradores e o corpo técnico da organização”, explicou.

Outro detalhe que destacou dos encontros foi que os empresários puderam se aproximar desse público (PCDs e aprendizes), a fim de entender e conhecer melhor a realidade das pessoas com necessidades especiais e oferecer melhores condições de futuro profissional a eles.

Beldi elogiou os esforços conjuntos das entidades das indústrias (Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP) em torno do tema inclusão, destacando o projeto “Meu Novo Mundo”, que tem o objetivo de viabilizar ações conjuntas para a inclusão profissional para pessoas com deficiência na condição de aprendiz, em indústrias paulistas. “Os projetos educacionais desenvolvidos por essas entidades proporcionam mais qualidade de vida a esse público, para que sejam motivados a buscar qualificação profissional e colocação no mercado de trabalho.”

Se, por um lado, o programa Sou Capaz abriu oportunidade de qualificação profissional a pessoas com necessidades especiais e, consequentemente, sua colocação no mercado de trabalho e a conquista de sua independência pessoal e profissional, por outro lado, trouxe benefícios ás indústrias: “ajudou as empresas a efetivar a contratação desse público e promover a inclusão, a diversidade e a cidadania”.


INFOGRÁFICO:

Conheça os números, resultados e depoimentos sobre o Fórum Sou Capaz:

Leia também:



Liderança das mulheres e atuação socioambiental da indústria são discutidas na Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta quinta-feira (03/04), foi realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) a reunião do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da entidade.

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Reunião do Conselho Superior de Responsabilidade Social da Fiesp. Foto: Tâmna Waqued/FIESP


A reunião contou com a participação especial do sociólogo e professor de relações sindicais da Universidade de São Paulo (USP), José Pastore; do também sociólogo e ex-deputado federal, Paulo Delgado; e da embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues, diretora titular adjunta do Departamento e Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

Na abertura do encontro, o vice-presidente da Fiesp, Nilton Torres de Bastos – que também ocupa a vice-presidência do Consocial e é diretor titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da entidade – explicou que a atuação de todas as áreas da Fiesp sempre está alinhada aos interesses da indústria e às necessidades da sociedade. “O presidente da Fiesp sempre diz que se é bom para o país é bom para indústria, mas primeiro tem que ser bom para o país.”

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Nilton Torres Bastos. Vice-Presidente da Fiesp e do Consocial. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Ele destacou a Jornada da Indústria pela Sustentabilidade, evento promovido pelo Cores que trouxe à tona as boas práticas de sustentabilidade socioambiental da indústria. E anunciou que uma nova edição do evento será realizada neste ano, além de dois workshops, nos meses de julho e agosto, nas cidades de Marília e São José dos Campos.

Nilton Torres citou o papel do Comitê em disseminar informações às indústrias e destacou iniciativas como o manual sobre Fator Acidentário de Prevenção (FAP), o boletim Sustentabilidade e uma pesquisa que vem sendo feita em conjunto com o Departamento de Competitividade (Decomtec) da Fiesp,  sobre Gestão em Responsabilidade Socioambiental e Competitividade.

O vice-presidente também relembrou as dificuldades enfrentadas pelas indústrias para atender as leis de cota para pessoas com deficiência, tema que foi alvo dos debates realizados no último dia 31, durante o Fórum Sou Capaz promovido pela Fiesp. “Em certos setores e operações, até por razões de segurança para o próprio trabalhador, não se pode contratar pessoas com nenhum tipo de deficiência”, afirmou, citando o exemplo de indústrias com equipamentos de alta precisão, como refinarias.

Mulheres e liderança

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José Pastore e embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues apresentou dados sobre a participação mundial da liderança da mulher. O tema que será amplamente discutido no Woman in Latin America Leadership – W.I.L.L, que será realizado dia 10 de abril na Fiesp. 

Segundo ela, o ingresso do número de mulheres na universidades na América Latina cresceu 51% desde 1980. “Na América do Norte, para cada 100 homens há 140 mulheres que ingressam na universidade; no mundo, essa participação é de 108 mulheres e na América Latina e Caribe 127.”

Este dado é bastante positivo pois “quem educa uma menina, educa uma nação”, afirmou a embaixadora, citando o slogan da campanha da Unicef para o Dia Internacional das Meninas, celebrado pelas Nações Unidas.

Contudo, ela destacou um dado alarmante: 11% das mulheres graduadas em universidade no mundo não entram no mercado de trabalho. “Nos países nórdicos, esse percentual é de apenas 2%, enquanto que na América Latina é de 19%.”

Segundo Maria Celina esse é um grande desperdício, cujas causas precisam ser investigadas bem como medidas para reverter essa situação.

Por outro lado, ela destacou que o percentual de mulheres em cargo de liderança nas empresas vem se mantendo na média dos 24%, desde 2004. Os dados são de um estudo que avaliou apenas mulheres que ocupam cargo de liderança e que possuem nível universitário. Se avaliarem o número de empreendedoras, sem graduação universitária, esse percentual será maior.

Maria Celina destacou que o Woman in Latin America Leadership – W.I.L.L será uma grande oportunidade de debater o tema que é de relevância tanto para mulheres como mulheres, contando com a participação de grandes empresárias, como Luiza Helena Trajano (presidente do Magazine Luiza), Andrea Alvares (presidente da Divisão de Bebidas da Pepsico), Elizabeth Farina (presidente da Unica), Chieko Aoki (presidente do Blue Tree Towers Hotels), entre outras.

Foto: Fórum Sou Capaz conta com áudio descrição e interpretação em Libra

Agência Indusnet Fiesp 

O Fórum Sou Capaz, evento que aconteceu na manhã desta segunda-feira (31/03) na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), contou com áudio descrição e o recurso de interpretação em Língua Brasileira de Sinais (Libra).

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O Fórum Sou Capaz contou com áudio descrição e interpretação em Libra. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Durante a abertura do Fórum Sou Capaz, a Fiesp e a Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo assinaram uma carta de intenções para a criação do programa “Meu Novo Mundo”.

O objetivo do projeto, conforme explicou o diretor titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp, Sylvio de Barros, é o de inserir pessoas com deficiência no Programa Atleta do Futuro (PAF), do Serviço Social d Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

abertura do evento contou com a participação da secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, e do Tribunal Regional do Trabalho e do ministério do Trabalho.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

‘Manter o ambiente de trabalho seguro e saudável não é mais uma opção, é um valor’

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Segurança e saúde do trabalhador foi um dos temas do Fórum Sou Capaz, realizado na manhã desta segunda-feira (31/03), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), sendo organizado pela federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Grácia Fragalá, executiva da área de Segurança e Saúde do Trabalho do Grupo Telefônica, e Eduardo Arantes, gerente de qualidade de vida do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) participaram do painel sobre o tema.

Grácia falou sobre os problemas das áreas de segurança e saúde da empresas e também sobre as contribuições que podem dar na questão da inclusão e reabilitação.  Entre as principais dificuldades dessas áreas, segundo a executiva, estão a centralização no cumprimento da legislação, a falta de integração com as outras áreas, o foco excessivo no controle e não na gestão, a realização de ações pontuais e fragmentadas, a falta de avaliação sistemática e de divulgação do resultado do trabalho e a atuação desintegrada do contexto do negócio.

“Há várias formas de romper com isso”, afirmou Grácia, que apresentou o modelo da Organização Mundial de Saúde para ambiente de trabalho saudável, que é o que tem utilizado na Telefônica. “Gosto desse modelo porque trata quatro pilares interessantes e essenciais para o dia a dia: ambiente físico, ambiente psicossocial, recursos para saúde, envolvimento da empresa para a comunidade. Ou seja, todos os elementos para que a gente consiga evoluir.”

Grácia: ambiente físico, ambiente psicossocial, recursos para saúde, envolvimento da empresa para a comunidade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Grácia: ambiente físico, ambiente psicossocial, recursos para saúde, envolvimento da empresa para a comunidade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para a executiva, os departamentos de segurança e saúde do trabalho precisam focar no ser humano para contribuir com a empresa e com a sociedade. “Manter ambientes de trabalho seguros e saudáveis não é mais uma opção, é um valor”, disse. “E isso precisa estar integrado aos processos de gestão para que a empresa seja mais competitiva e saudável e, assim, construir uma sociedade mais justa e solidária, expressão de um Brasil moderno e igualitário.”

Questão de escolha

Já o gerente de qualidade de vida do Sesi-SP falou sobre a sua mudança de foco ao assumir o cargo. “Para estar aqui hoje, tive que fazer escolhas. Sou médico de formação e tive que trocar o estetoscópio pela gravata, o bisturi pela caneta, a farmácia pela feira”, explicou. “Mas a troca mais difícil foi trocar a doença pela saúde. O médico que trata a doença se sente mais poderoso do que aquele que promove a saúde. E promoção da saúde é o que o Sesi-SP faz.”

Depois de apresentar um caso clínico hipotético e tentar encaminhá-lo com a ajuda da plateia, Arantes falou sobre o trabalho do Sesi-SP na reabilitação profissional. “É difícil falar em reabilitação porque ela quer dizer que falhamos em alguma coisa, como instituição como empresa ou como pessoa”, afirmou.

“Se nós não fizermos atividade física, não nos alimentarmos bem, não pararmos de fumar, nem reduzir o estresse, isso vai causar prejuízos”, disse. “Da mesma forma, se não tivermos uma condição de trabalho boa, pode ser que isso resulte em alguma alteração na saúde. E se nada for feito para corrigir isso, causa a necessidade de reabilitação e o afastamento do trabalho.”

Arantes: "Se não tivermos uma condição de trabalho boa, pode ser que isso resulte em alguma alteração na saúde". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Arantes: "Se não tivermos uma condição de trabalho boa, pode ser que isso resulte em alguma alteração na saúde". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Arantes apresentou o trabalho realizado nos centros de reabilitação do Sesi-SP (Vila Leopoldina, Ipiranga e Santo André) e explicou o fluxo de atendimento. “O trabalho não é feito apenas com o reabilitado. O objetivo principal dos nossos centros é desenvolver uma cultura de promoção de segurança, saúde e qualidade de vida.”

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Senai-SP deve superar 8.500 matrículas para pessoas com deficiência em 2014

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

O número de matrículas para cursos de capacitação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) para pessoas com deficiência saltou de 255 em 2005 para 8.080 em 2013 e deve superar a marca de 8.500 em 2014, informou nesta segunda-feira (31/03) o diretor técnico da entidade, Ricardo Terra.

Segundo ele, toda a rede Senai do estado de São Paulo está preparada, em articulação com a escola de Itu, para receber alunos com deficiência física.

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Ricardo Terra: Senai-SP está preparado, em articulação com a escola de Itu, para receber alunos com deficiência física. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A unidade do Senai-SP em Itu funciona como um “centro de inteligência especializado nesse aprendizado”, disse Terra no Fórum Sou Capaz – Promovendo a Inclusão Profissional, organizado pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Em sua apresentação, o diretor técnico explicou o modelo de ensino elaborado pelo Senai-SP para atender à formação de pessoas com deficiência. Para atender às necessidades desse aluno, a escola inicia um diálogo com ele, um diálogo com a empresa e a partir dessa aproximação, propõe a solução para a inclusão.

“Só existe educação plena quando você combina uma boa educação geral com uma boa educação profissional. E no diálogo com o sujeito você consegue compreender melhor quais são os gaps que existem naquela pessoa do ponto de vista de habilidades básicas da educação e a partir daí combina, através de um programa, uma orientação de escolarização junto com a formação profissional”, explicou.

“Então você tem uma solução efetiva de inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho”, completou Terra.

Inclusão no Esporte

Durante a abertura do Fórum Sou Capaz, a Fiesp e a Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo assinaram uma carta de intenções para a criação do programa “Meu Novo Mundo”.

O objetivo do projeto, conforme explicou o diretor titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp, Sylvio de Barros, é o de inserir pessoas com deficiência no Programa Atleta do Futuro (PAF), do Serviço Social d Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

A abertura do evento contou com a participação da secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, e do Tribunal Regional do Trabalho e do ministério do Trabalho.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Instituições firmam carta em prol da inserção de pessoas com deficiência

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

Criar o programa “Meu Novo Mundo”. Este é o objetivo da carta de intenções assinada na manhã desta segunda-feira (31/03) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo. O acordo foi firmado durante a abertura do Fórum Sou Capaz, que acontece na sede da Fiesp.

O programa “Meu Novo Mundo” consiste na inserção de pessoas com deficiência no Programa Atleta do Futuro (PAF), do Serviço Social d Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

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Da esquerda para a direita: Sylvio de Barros (Fiesp), e os auditores Alice Grant Marzano e José Carlos do Carmo (Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo). Carta de intenções tem o objetivo de criar o programa "Meu Novo Mundo". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“O PAF conta hoje com mais de 100 mil crianças.  Entendemos que o esporte leva às crianças ao contato com outras oportunidades e que, portanto, o PAF poderia ser adaptado às crianças com deficiência, por meio dos esportes paralímpicos praticados no Sesi-SP”, explicou o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros.

Além disso, o programa envolve atividades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Entre essas ações, inclusão digital, programas de cidadania e um projeto vocacional. “O objetivo é apresentar vários cursos de aprendizado e quando o aluno descobrir sua melhor aptidão, o Senai-SP irá inseri-lo na capacitação dentro dessa aptidão”, informou Barros.

A carta de intenções foi assinada por Sylvio de Barros, pela Fiesp, e pelos auditores da Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo, Alice Grant Marzano e José Carlos do Carmo.

“Se hoje ainda temos muito a avançar no processo de inclusão e resgate dos direitos das pessoas com deficiência de modo geral, maior ainda é a nossa tarefa com aqueles que moram nas periferias dos grandes centros e nas áreas rurais mais isoladas”, afirmou Carmo, que também é coordenador do Projeto de Fiscalização e Inclusão de Pessoas Com Deficiência da Superintendência Regional do Trabalho.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Fórum Sou Capaz debate oportunidades de inclusão social de pessoas com deficiência

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) promoveram, na manhã desta segunda-feira (31/03), na sede da entidade, o Fórum Sou Capaz, iniciativa que tem finalidade de oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos, através da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

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Sylvio de Barros, diretor-titular do Depar da Fiesp, na abertura do Fórum Sou Capaz. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Na abertura do evento, o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, afirmou que este é um momento de conversar sobre a capacitação e empregabilidade das pessoas com deficiência.

“O ‘Sou Capaz’ busca oportunidades das pessoas com deficiência por meio do aprendizado”, disse.

O diretor informou que, além do evento realizado hoje, o projeto inclui um programa itinerante em dez cidades do Estado de São Paulo, onde, além de fóruns, serão realizados cursos.

“O foco são os profissionais de recursos humanos para que eles tenham ferramentas de cumprir a Lei de Cotas da melhor maneira possível”, explicou.

Barros destacou que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) é um exemplo nesse sentido. “Hoje, 80% dos aprendizes do Senai-SP estão empregados”, disse.

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Marianne Pinotti: "O emprego dignifica todas as pessoas." Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, elogiou a iniciativa da Fiesp em criar um evento para discutir as questões do emprego da pessoa com deficiência. “No ano passado, a Secretaria criou um plano de ações articuladas das pessoas com deficiência, a fim de promover maior acessibilidade”, disse.

Marianne explicou que esse plano atinge cinco frentes: saúde; educação; trabalho; inclusão e cidadania; e cultura, esporte e lazer.

“Trabalhamos com 20 secretarias para desenvolver esse plano, com mais de 70 ações articuladas. São essas secretarias que executam essas ações”, explicou.

A secretária destacou que são duas as áreas mais sensíveis: educação e trabalho. “É muito complexo e um desafio diário inserir as pessoas com deficiência no ensino regular, embora já tenhamos atingido a marca de 70% no ensino regular na cidade de São Paulo”, disse.

“O emprego dignifica todas as pessoas e o grande avanço para que as pessoas com deficiência sejam protagonistas de suas próprias histórias é que elas estejam inseridas no mercado de trabalho”, completou.

Na opinião da secretária, a importância deste evento é a união do poder público com o setor privado para o debate. “A Fiesp, o Sesi-SP [Serviço Social da Indústria de São Paulo] e o Senai-SP têm feito um ótimo trabalho nessa direção, em prol de um futuro melhor para inserir as pessoas na sociedade”, concluiu.

Justiça e cidadania

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O desembargador Álvaro Alves Nôga, presidente da Comissão de Acessibilidade o Tribunal Regional do Trabalho. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O presidente da Comissão de Acessibilidade o Tribunal Regional do Trabalho, desembargador Álvaro Alves Nôga, afirmou que seu papel neste evento é aprender o máximo possível.

Seu objetivo, destacou, é o de levar ao Tribunal as principais questões debatidas.

“A justiça é inerte, mas nós aguardamos ser acionados pelas entidades. Os juízes não vão sair fiscalizando, mas a sociedade organizada pode acionar a justiça”, disse.

A coordenadora de preparação e mão de obra juvenil, representando o ministério do Trabalho, Ana Lúcia de Alencastro Gonçalves, afirmou ser “uma satisfação ver se concretizar o início de um projeto que, em nível nacional, há muito tempo se quer fazer: a inserção da pessoa com deficiência por meio do aprendizado. A missão é fazer com que isso aconteça em todos os estados.”

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Ana Lúcia de Alencastro Gonçalves. Foto: Tâmna Waques/Fiesp

Ao finalizar, Ana Lúcia destacou que, em 2005, quando se instaurou a Lei de Cotas, havia 50 mil aprendizes no mercado de trabalho; e, em 2013, esse número já atingiu 340 mil aprendizes.

“A inserção com qualidade, através dos programas de capacitação profissional, é a resposta. Temos que aprofundar a articulação, mas é uma satisfação saber que o programa da Fiesp já está avançando com os fóruns itinerantes”, afirmou a representante do ministério do Trabalho.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Retrospectiva 2012 – Ações em prol da melhoria de qualidade de vida

Agência Indusnet Fiesp

Em 2012, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Sesi-SP e o Senai-SP tiveram atuação marcante em iniciativas voltadas à qualidade de vida da população e ações com foco de responsabilidade social.

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Com apoio da Fiesp, World Bike Tour contou com 8 mil participantes pedalando por São Paulo. Foto: Divulgação

No mês de maio, o Ação Global Nacional ofereceu à população da cidade de Taboão da Serra serviços gratuitos nas áreas de educação, saúde, sustentabilidade, cultura, alimentação, esporte e lazer, cidadania e inclusão social.

Ao longo do ano, as entidades da indústria ofereceram à população, nas unidades do Sesi-SP, diversos serviços voltados para a manutenção da saúde, bem-estar e qualidade de vida da população. Em alguns meses os serviços foram oferecidos em caráter mutirão para toda a população.

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Em 2012, o Sesi Cidadania esteve presente no bairro de Ermelino Matarazzo. Foto: Divulgação

No mês de setembro, com o programa  Sesi Cidadania, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, o Sesi-SP levou serviços de qualidade de vida à periferia.

No bairro de Ermelino Matarazzo, na zona leste da cidade, foram oferecidas atividades de qualidade de vida, recreação e cultura, como diversas atividades e oficinas de teatro, moda sustentável, esportes e educação nutricional, entre outra.


Preocupada com a saúde das mulheres, a Fiesp participou, no mês de outubro, da campanha Pense Rosa, promovendo um encontro educativo sobre prevenção do câncer de mama para suas funcionárias.

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Hino nacional cantado por Gilmelandia, embaixadora da Campanha "Pense Rosa". Foto: Helcio Nagamine

Em dezembro, a entidade oficializou o lançamento, no Estado de São Paulo, do programa ViraVida, que prevê a inserção de jovens e crianças carentes, vítimas de abuso sexual, no mercado de trabalho, por meio de cursos profissionalizantes e acompanhamento psicossocial é um compromisso de todos.


Saúde do trabalhador e inclusão 

A Fiesp e o Sesi-SP, ao longo do ano, realizaram diversas iniciativas visando o bem-estar, a saúde e a segurança do trabalhador. Alguns serviços como a Ginástica Laboral do Sesi-SP e programas de apoio à Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho (Sipat) foram merecedores do Prêmio Marca Brasil. Na área de Ginástica Laboral, o Sesi-SP consagrou-se como vencedor do prêmio pelo sétimo ano consecutivo.

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Ação Indústria Saudável: saúde e qualidade de vida para os trabalhadores. Foto: Divulgação

Outras ações tiveram destaque, como o Ação Indústria Saudável, realizado no mês de outubro na cidade de Birigui, que teve como principal foco promover qualidade de vida, além de mapear a saúde dos trabalhadores e seus familiares e motivar a prática de hábitos saudáveis.

Um número expressivo de indústrias paulistas inscreveram seus projetos no  Prêmio Sesi de Qualidade do Trabalho, edição 2012. Ao todo foram  116 cases enviados por 88 empresas, divididas em três categorias: micro/pequena, média empresa e grande empresa.

Concorrendo com empresas de todo o Brasil, quatro empresas paulistas conquistaram o primeiro e segundo lugar em suas categorias. As premiadas paulistas foram em Eternit S/A (1º lugar em Gestão de Pessoas), Thyssenkrupp Bilstein (1º lugar em Inoavção),  Whirlpool S/A (2º lugar em Ambiente de Trabalho Seguro e Saúdável) e Coala Essências Aromáticas (2º lugar em Gestão de Pessoas).

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Fórum Setorial 'Sou Capaz' debate mercado de trabalho para pessoas com deficiência. Foto: Helcio Nagamine

No mês de junho, na sede da Fiesp, foi realizado o Fórum Sou Capaz, com o intuito de esclarecer aos empresários sobre inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Ao longo do ano, outros eventos do programa Sou Capaz foram realizadas em várias cidades do Estado de São Paulo.

Durante a Reabilitação 2012 – Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Reabilitação, prevenção e Inclusão – o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ratificou todo o trabalho e programas empreendidos pelo Sesi-SP e o Senai-SP com o objetivo de reabilitar, integrar e cuidar da saúde de pessoas com deficiências.

Um dos programas inovadores nesse sentido foi Projeto Cão-Guia do Sesi-SP que, neste ano de 2012, conta com a ajuda de famílias acolhedoras voluntárias para realizar a etapa de socialização desses cães que, no futuro, serão doados para trabalhadores com deficiências visuais.

Debate sobre Saúde

O Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaude) realizou eventos para  debater melhores práticas e soluções  de velhos problemas. O Seminário A Qualidade do Ambiente Interior, realizado em novembro, em parceria com o Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, teve essa finalidade.

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Em reunião do Comsaude, especialista debatem Judicialização da Saúde no Brasil. Foto: Ayrton Vignola

Em abril, o Comsaude promoveu encontro de especialistas e empresários para discutir as Parcerias Público-Privadas (PPP) no setor. No mês de junho, foi a vez de avaliar quanto o baixo investimento feito pelo governo na área ocasiona brigas jurídicas da população contra o Estado e os planos de saúde, durante o Congresso Judicialização da Saúde no Brasil.

Avanços científicos capazes de garantir maior longevidade do homem, bem como a erradicação de graves doenças do cérebro, foram apresentados na Fiesp pelo PhD José Cordeiro, conselheiro da Singularity University, durante reunião do Conselho Superior de Inovação (Conic).

Lei de Cotas: Fórum da Fiesp esclarece dúvidas para sindicatos

Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp

Apresentar conceitos sobre a obrigatoriedade imposta pela “Lei de Cotas” (nº 8.213/91) e esclarecer as regras e aplicações legais para a contratação de profissionais com deficiência nas empresas brasileiras. Esta é proposta do Fórum Setorial “Sou Capaz”, que acontece na Fiesp, na próxima quarta-feira (27/06), das 8h às 12h30.

No Brasil, é grande a dificuldade enfrentada pelas empresas para a contratação de pessoas com deficiência para o cumprimento da Lei. Durante o Fórum, especialistas de diversas áreas ministrarão palestras tendo como tema central “O Mercado de Trabalho e Pessoas com Deficiência”.

Organizado pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da entidade, o evento destina-se a dirigentes dos 131 sindicatos filiados a Fiesp, seus associados, diretores regionais do Depar e do Ciesp, além de empresas associadas às duas entidades.

Confira aqui a programação.

Programa Sou Capaz

O “Sou Capaz” é parte do esforço da Fiesp no sentido de buscar equivalência de oportunidades para todos os cidadãos, ampliando cada vez mais sua participação na formação do capital humano no Estado de São Paulo. Foi criado, por meio do seu Departamento de Ação Regional (Depar), para atender uma real necessidade da Indústria relativa ao cumprimento da Lei nº 8213/91. Sua missão é buscar facilitadores para o cumprimento da Lei pela indústria e a efetiva e eficiente inclusão das pessoas com deficiência (PcD) no mercado de trabalho.

O programa contempla a consolidação de dados e informações socioeconômicos, legais e jurídicos, visando à integração entre a indústria, o poder público, as instituições de ensino e a sociedade, para que todos passem a participar do processo de “gestão do Capital Humano” de maneira estratégica, planejada e conjunta, bem como articular políticas públicas para a sua melhoria.

Personalidades da arte e do esporte dão exemplos de superação

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

Superar paradigmas é um dos desejos de muitas de pessoas que se depararam com situações que mudaram suas vidas como, por exemplo, sofrer um acidente ou ser portador de alguma deficiência física.

Uma história emocionante de superação é a do locutor esportivo Osmar Santos, que por causa de um grave acidente de automóvel ocorrido em dezembro de 1994, perdeu a mobilidade do lado direito do corpo e teve sua fala afetada. Ele é considerado um dos ícones do rádio e ficou conhecido por uma de suas expressões ao narrar jogos de futebol: “Ripa na chulipa e pimba na gorduchinha”.

“E que gol. Boa tarde, tudo bem”, foram algumas das palavras pronunciadas pelo ex-radialista, muito aplaudido na tarde de terça-feira (22), ao participar do II Fórum Sou Capaz, realizado na 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental. Há seis meses, Osmar idealizou uma campanha para que a bola da Copa do Mundo de 2014 seja chamada de Gorduchinha. O vídeo cruzou fronteiras e alguns estrangeiros já começaram a pronunciar o slogan.

Marinalva de Almeida, recordista brasileira em salto a distância para amputados, mostrou que o esporte pode ser um dos caminhos para quebrar paradigmas. “Sofri um acidente aos 15 anos e perdi a perna. Recebi um convite de um amigo para praticar corrida de rua quando fazia um curso de ginástica laboral no Senai. Fui competir nos Estados Unidos, em uma prova para pessoas amputadas que corriam de muletas e completei os 10 quilômetros”, ela contou durante o Fórum.

Entre outros relatos de superação apresentados no evento teve o da atriz Tábata Contri, que se tornou cadeirante há 10 anos. Hoje, ela é consultora de inclusão de profissionais com deficiência no trabalho. Já a arquiteta Silvana Serafino Cambiaghi falou sobre acessibilidade. Vítima de paralisia infantil aos seis anos, Silvana atualmente trabalha como secretaria-executiva da comissão permanente de acessibilidade da cidade de São Paulo.

Indústria paulista é 2ª maior empregadora de pessoas com deficiência, diz estudo da Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Marcos Belizário, José Roberto Ramos Novaes e José Roberto de Melo

No terceiro e último dia da 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho foi discutida durante o II Fórum Sou Capaz. Durante a exposição foi apresentado o relatório O Cenário do Trabalho da Pessoa com Deficiência no Estado de São Paulo, produzido pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp.

“Como muitas indústrias estavam com problemas com a fiscalização e sentiam dificuldades em cumprir a Lei nº 8.213/91, a Lei de Cotas, o Depar passou a trabalhar não só esta questão, mas também a valorização deste grupo do capital humano”, sublinhou Cristiane Gouveia, coordenadora do Programa Sou Capaz.

Realizado com base nos dados levantados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Organização Mundial da Saúde (OMS), o relatório tem como objetivo viabilizar uma inclusão eficiente e eficaz com a contratação das pessoas com deficiência, além de realizar um trabalho de retenção deste contingente pelas empresas.

Também faz parte da proposta identificar em quais áreas e que ocupações estas pessoas desempenham na indústria. “Alguns setores não têm essa possibilidade em razão da insalubridade e periculosidade, e o relatório permite a compreensão do cenário e sinaliza a existência de outras categorias de deficiências que são adaptáveis”, explicou Cristiane. Segundo ela, o relatório será realizado e aprofundado em sua totalidade a cada dois anos, com abordagem de um único setor a cada semestre.

Mercado de trabalho

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544610968O estado de São Paulo, conforme dados da Rais, em 2010, possui 12.873.605 empregos formais, dos quais 100.305 são de pessoas com deficiência, habilitadas, ou reabilitados.

Deste número, a indústria contratou 37,36%. De acordo com o estudo do Depar/Fiesp, a indústria ocupa a segunda colocação no ranking de contratações, atrás apenas do setor de serviços e administração pública (veja gráfico abaixo).

Com os impactos da crise financeira mundial de 2008 a 2009, o setor industrial adequou seu quadro de funcionários para atender a normas jurídicas que interferiram na inclusão das pessoas com deficiência, o que ocasionou uma pequena queda nas contratações.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544610968Porém, mesmo com o panorama econômico atribulado, entre 2009 e 2010 houve um aumento significativo de crescimento de admissões e retenção de profissionais.

O gráfico aponta que pessoas com deficiência física e auditiva foram as mais absorvidas pelo mercado, devido à facilidade destas pessoas em se adaptarem às acessibilidades estrutural, comportamental e atitudinal.

Qualificação profissional

O relatório indica que a falta de capacitação tem sido um dos principais entraves para a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Algumas ocupações exigem qualificação específica, o que não se limita ao setor industrial.

O emprego formal de analfabetos e formados até o 5º ano do ensino fundamental é inferior aos formados nos ensinos médio e superior, resultando na defasagem da educação fornecida pelas escolas públicas e privadas no Brasil.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544610968A exigência do mercado de trabalho em relação à educação vem, desde 2008, alterando este cenário, no qual apresentou ascensão na contratação de pessoas com formação nos ensinos médio e superior, colaborando assim, para o aprimoramento da mão de obra qualificada.

Ainda com base nos dados da Rais entre 2008 a 2010, os profissionais da indústria com deficiências auditiva e física possuem as maiores remunerações médias em relação aos demais.

Eficiência

Para Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp, o Programa Sou Capaz dá subsídios à discussão do tema. “As pessoas capazes são as que buscamos para a indústria, e estamos trabalhando as diversidades”, afirmou.

Ela frisou ainda a importância das políticas estruturantes, pois as políticas compensatórias, embora significativas para o debate, não são permanentes. “As políticas estruturantes diminuem a vulnerabilidade social e aumentam a capacidade de geração de renda ao longo do tempo”, analisou a diretora.

PROJETO DO SESI-SP VISA A INCLUSÃO SOCIAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

No Brasil, de acordo com o Censo de 2000, existem cerca de 150 mil pessoas cegas e 2,4 milhões com grande dificuldade de enxergar.
Contudo, há menos de 100 cães-guias treinados no País.

Com o objetivo de ampliar o acesso a esse importante recurso de inclusão social, o Serviço Social da Indústria de São Paulo desenvolveu o Projeto Cão-Guia Sesi-SP que beneficiará trabalhadores da indústrias com deficiência visual.

Fórum Sou Capaz traz mapeamento inédito de emprego para pessoas com deficiência

Solange Borges, Agência Indusnet Fiesp

O II Fórum Sou Capaz será realizado este ano em conjunto com a 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental com o tema “Mercado de trabalho e tecnologias assistivas para pessoas com deficiências”. Este debate fará parte da programação de sustentabilidade que encerra o Congresso, no dia 23/11, pois as duas atividades se complementam.

No Fórum, o Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp apresentará mapeamento regional inédito, a fim de verificar a evolução da contratação de pessoas com deficiência e reabilitados em atendimento à Lei de Cotas (nº 8213/91) no Estado de São Paulo.

Hoje, os setores de serviços e a administração pública são os maiores contratantes, seguido pela indústria. Porém, um dos problemas apontados pelo estudo é a falta de capacitação.

O estudo se baseia em dados do Ministério do Trabalho, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Organização Mundial da Saúde (OMS) e na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), compreendendo o período de 2008 a 2010.

De acordo com a OMS, cerca de 10% da população mundial possuem algum tipo de deficiência, cenário divergente do apontado pelo IBGE, que aponta 14% para o Brasil (a partir do censo de 2000). Resultado: 24,6 milhões habitantes, no país, sendo que mais de 5,8 milhões residem no Estado. A RAIS apontou, em 2010, em São Paulo, quase 13 milhões de empregos formais, dos quais 100 mil são de pessoas com deficiência, habilitadas ou reabilitadas.

Talk show

Um dos momentos esperados do Sou Capaz é o “Gente que quebra paradigma”, talk show com presença confirmada do jornalista Osmar Santos e do radialista Paulo Soldate (Rádio Globo). A atriz Tábata Contri, o maratonista internacional Edmar Wilson Teixeira de Souza e a atleta Marinalva de Almeida, recordista brasileira em salto a distância para amputados, também participarão desta atividade comprovando que limites podem ser superados.

Haverá ainda apresentação de cases dos setores produtivos, como Duratex, Telefonica, TRW Automotive e Projeta – Ação Urbana Consultoria em Responsabilidade Social e Arquitetura Sustentável. E o lançamento de edital Sesi/Senai para indústrias que querem desenvolver programas de políticas de inclusão.

Serviço
II Fórum Sou Capaz e 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental

Data/horário: 23/11, das 8h30 às 17h30
Local: Sede da Fiesp – Av. Paulista, 1313, 15º andar, Salão Nobre