Fórum Equidade de Gênero: veja um resumo dos debates

Flávia Dias e Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp 

Ministras Luiza Helena de Bairros e Izabella Teixeira participam do Fórum Equidade de Gênero

A participação das mulheres na gestão de políticas públicas e projetos que garantam a socialização da pessoa com deficiência foram os temas debatidos durante o “Fórum Equidade de Gênero – pressuposto para o desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza”, realizado nesta sexta-feira (15/06), no Forte de Copacabana, como parte da agenda do Humanidade 2012.

Moderado pela diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Eliane Belfort, o debate contou a participação do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, das ministras Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Luiza Helena de Bairros (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) Eliane Calmon (Supremo Tribunal de Justiça), da senadora Marta Suplicy e da deputada federal Mara Cristina Gabrilli, entre outras autoridades.

Veja um resumo do evento:

Izabella Teixeira (ministra do Meio Ambiente) – A ministra comentou pesquisa sobre consumo [da Rede Mulheres Líderes para a Sustentabilidade] e o papel que a mulher desenha neste cenário: “a mulher é responsável pelas famílias, pelas escolhas, pelo consumo sustentável” [em função de sua presença expressiva na população economicamente ativa, com 52%].

Izabella Teixeira fez um apelo às duas federações [Fiesp e Firjan] à frente do Humanidade 2012, para que se engajem no processo de ampliação da participação feminina em seus conselhos administrativos. “As empresas estão tomando decisões. Com as mulheres no conselho, poderá haver nova escala em torno da questão da sustentabilidade e de opções de consumo” avaliou Teixeira.

Luiza Helena de Bairros (ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) – A ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial alertou sobre a discriminação racial no mercado de trabalho, sendo as mulheres negras as principais vítimas. Segundo a ministra, as negras têm uma média salarial inferior comparada às mulheres brancas e, além disso, elas têm um pouco mais de dificuldade de ocupar cargos de chefia. “A visão do desenvolvimento sustentável será possível apenas com a adoção de uma nova mentalidade.

Precisamos todos os nossos pensamentos contra o preconceito em prática”, afirmou.
Eliane Calmon (ministra do Superior Tribunal de Justiça) – Durante sua explanação, a ministra do Superior Tribunal de Justiça, Eliane Calmon, destacou os avanços no poder judiciário para equidade de gênero. “A participação do poder judiciário é muito importe, poder este tão inflexivo, mas que hoje começa a ter uma participação nas políticas pública” avaliou. Na visão da ministra, o fim da desigualdade de gênero estimulará o desenvolvimento econômico e social do País: “Precisamos lutar por igualdade na gestão de políticas públicas, isso garantirá o equilíbrio da nossa sociedade”, avaliou Calmon.

Mara Cristina Gabrilli (deputada federal, São Paulo) – Neste sentido, a deputada federal Mara Cristina Gabrilli (SP) defendeu a criação de projetos de inclusão das pessoas com deficiência em todas as esferas sociais, possibilitando o acesso à educação e a postos no mercado de trabalho.

“Não se pode falar de sustentabilidade sem enxergar a concepção do mundo. A inclusão se faz de dentro para fora. A participação das mulheres e das pessoas com deficiência contribuirá com o desenvolvimento humano, econômico e social deste país, e por consequência teremos uma erradicação da pobreza de uma forma muito mais eficiente”, avaliou Mara Gabrilli.

Isabel Martínez Lozano (governo da Espanha) – Na visão da representante Internacional de Políticas Pró-Equidade de Gênero na Espanha, a participação das mulheres na gestão de políticas públicas poderá ser decisivo para que superar a crise econômica que assola a Espanha. “Não podemos pensar em desenvolvimento sustentável e a criação de políticas econômicas e de igualdade social sem contar com a participação das mulheres”.

Maria Antonieta de Brito (prefeita de Guarujá-SP) – A primeira prefeita de Guarujá, município do litoral de São Paulo, acredita que a participação das mulheres no gerenciamento de cargos públicos contribuirá com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. “Todos nós, homens e mulheres, temos uma responsabilidade de colocar em prática o sonho de uma sociedade mais justa. E na política nós temos todas as possibilidades fazer isso de uma forma ética, com foco nas pessoas, promovendo a criação de políticas públicas que garantam essas mudanças”.

Tatau Godinho (Secretaria de Política para as Mulheres do governo federal) – No entendimento da representante da Secretaria de Política para as Mulheres, a desigualdade social está profundamente enraizada na sociedade. Segundo Godinho, um exemplo claro é a diferença do piso salarial entre homens e mulheres. “A disputa das mulheres por igualdade no mercado de trabalho é extremamente forte. Além disso, nós também queremos o direito de ter uma vida pessoal e familiar. Isso só será possível com a construção de uma sociedade sustentável que permita a divisão de tarefas e o equilíbrio das funções”, avaliou.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma iniciativa é resultado de uma realização conjunta da Fiesp, Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, até 22 de junho, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O objetivo é realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável.

Para pensar no futuro sustentável temos que inserir a mulher em todas as áreas, diz Skaf

Lucas Dantas e Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A mulher representa uma parte imprescindível nos debates sobre sustentabilidade. “Porém, não está incluída corretamente na sociedade, o que precisa ser corrigido”, defendeu o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, em discurso na cerimônia de abertura do “Fórum Equidade de Gênero”, evento realizado pelo Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp.

Skaf disse que cerca de 52% da população brasileira é composta por mulheres. “Para o bem do Brasil, elas têm que estar na política, nas empresas, no comércio. Se quisermos pensar no futuro sustentável do nosso país, precisamos delas e temos que lutar pela sua participação em todas as áreas”.

O evento foi realizado na manhã desta sexta-feira (15/06), no espaço Humanidade 2012, no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro.

Creches

Paulo Skaf participa do Presidente do Fórum Equidade de Gênero no Humanidade 2012. Foto: Everton Amaro

Skaf: "É uma obrigação municipal fornecer creches para as mães deixarem seus filhos"

Skaf lembrou as dificuldades com que as mulheres brasileiras têm de lidar diariamente para conseguir trabalhar como a falta de creches públicas onde possam deixar as crianças durante o dia.

“A mulher é mãe, trabalhadora, gestora, empresária. Tudo isso. E ainda precisa saber onde vai deixar seu filho durante o dia para poder trabalhar. É uma obrigação municipal fornecer creches para as mães deixarem seus filhos, sem se preocupar. Aquela mãe que investe, que trabalha e produz, precisa desse espaço”, apontou Skaf, que propôs uma mobilização nas esferas pública e empresarial para solucionar o problema.

O presidente da Fiesp reforçou ainda que proteger o planeta é proteger as pessoas. “Privar uma pessoa de um prato de comida ou de um emprego não é apenas desigualdade. Isso não permite a sustentabilidade. É preciso um equilíbrio que dê oportunidades às pessoas, seja no trabalho, na alimentação, nos recursos e, também, o respeito ao meio ambiente. Isso é o que representa a sustentabilidade”.

Contribuição à Rio+20

Skaf aproveitou a ocasião para entregar à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, uma cópia do documento A desigualdade é insustentável contribuição à delegação brasileira para os debates da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Em entrevista coletiva logo após o evento, Skaf defendeu a importância de uma maior participação das mulheres nos conselhos de administração das empresas, pedido feito pela ministra Izabella Teixeira durante pronunciamento no Fórum Equidade de Gênero.

Equidade de gêneros pode ter reflexos positivos sobre o meio ambiente, diz Marta Suplicy

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

A Senadora Marta Suplicy durante o Fórum Equidade de Gênero:

A inclusão da mulher nas discussões sobre o meio ambiente foi o tema do discurso de Marta Suplicy, senadora pelo Estado de São Paulo, durante a abertura do “Fórum Equidade de Gênero”, realizado na manhã desta sexta-feira (15/06), no espaço Humanidade 2012, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Marta Suplicy defendeu que a participação feminina vai qualificar e ampliar o alcance dos debates. “Quem educa, quem consome e compra os produtos é a mulher. Enquanto a mulher não for parte intrínseca na conversa, não caminharemos o movimento como deve ser. Quando tivermos a equidade de gêneros respeitada, o meio ambiente melhorará rapidamente.”

Citando o falecido economista e intelectual Celso Furtado (1920-1984), a senadora destacou que o movimento feminista possibilitou grandes mudanças de comportamento na sociedade. “A mulher ficava fora, não votava e não existia como cidadã. Agora está na sociedade e possui um papel importante. Estamos em diversas áreas e a humanidade melhorou.”

Marta disse ainda estar muito feliz de participar do fórum. “Acredito que [nós, mulheres] estamos entrando na questão de meio ambiente para brilhar, para ser partícipe e fazer o meio ambiente melhor”.

O Fórum Equidade de Gênero tem realização conjunta do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sistema Firjan.

O Humanidade 2012 é uma iniciativa conjunta da Fiesp, Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal.

O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, até 22 de junho, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O objetivo engajar a sociedade no debate sobre como aliar o crescimento econômico ao desenvolvimento social e à conservação ambiental.

Eliane Belfort: ‘Fiesp serve como inspiração para a sociedade, mas há muito a ser feito’

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

Eliane Belfort, diretora-titular do Cores/Fiesp. Foto: Everton Amargo

Eliane Belfort, diretora-titular do Cores/Fiesp: 'O caminho para resolver esse problema da igualdade é longo e largo'

Reconhecer que existe o preconceito é o primeiro passo para almejar a equidade de gênero, ou seja, a igualdade de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres nas empresas, instituições e organizações pública; opina Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Algo que o Brasil ainda não aprendeu a fazer”, completou Eliane durante a abertura do Fórum Equidade de Gênero, realizado na manhã desta sexta-feira (15/06), no espaço Humanidade 2012, no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro.

“O caminho para resolver esse problema da igualdade é longo e largo. Para vencer qualquer preconceito, antes é preciso reconhecer a existência desse preconceito. Nós, brasileiros, nos especializamos em dizer que não temos preconceito”, declarou Eliane, que mostrou esperança com os debates realizados e a abertura conseguida nas empresas para a mulher na atualidade.

A diretora do Cores disse que, há tempos atrás, tal debate seria impossível. “Os meios empresariais são muito tradicionais e fechados. Está mudando, mas é pouco. A Fiesp respeita esse tema e dá muitas oportunidades às mulheres. Temos muitas mulheres em cargos de chefia. Estou há oito anos como diretora, com todas as prerrogativas dos demais colegas. Isso serve como uma inspiração para a sociedade, mas ainda há muito a ser feito”.

Eliane afirmou ainda que não há melhor lugar para falar de equidade de gêneros do que o Brasil e o Humanidade 2012, “concebido pela mente brilhante de uma mulher, a Bia Lessa”.

O Humanidade 2012 é uma iniciativa conjunta da Fiesp, Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal.

O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, até 22 de junho, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O objetivo engajar a sociedade no debate sobre como aliar o crescimento econômico ao desenvolvimento social e à conservação ambiental.

Paulo Skaf entrega cópia de ‘A desigualdade é insustentável’ à ministra Izabella Teixeira

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) com os presidentes da Fiesp, Paulo Skaf (à esq.), e da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (à dir.), na abertura do Fórum no Humanidade 2012

Durante seu pronunciamento no “Fórum Equidade de Gênero – pressuposto para o desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza”, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, entregou à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, uma cópia do documento A desigualdade é insustentável. Skaf foi acompanhado no gesto pelo presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

O evento acontece nesta sexta-feira (15/06) no evento Humanidade 2012, no Forte de Copacabana, com presença de outras autoridades de Estado, como Luiza Helena de Bairros, ministra-chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, e a senadora Marta Suplicy.

No discurso, Skaf aproveitou para ler um trecho do documento, assinado conjuntamente pela Fiesp e Firjan como contribuição à delegação brasileira para os debates da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20). O documento foi entregue na segunda-feira (11/06) ao vice-presidente da República, Michel Temer – uma cópia foi encaminhada à presidente Dilma Rousseff.

Veja o trecho lido pelo presidente da Fiesp:

A Humanidade precisa criar condições dignas de trabalho a todos, combater o trabalho escravo, forçado e infantil; assegurar salários iguais para funções iguais e garantir o justo acesso das mulheres ao mercado de trabalho, à educação e ao sistema político; valorizar a riqueza cultural dos povos; assegurar ampla liberdade religiosa, política e de opinião; garantir direitos aos portadores de necessidades especiais; respeitar e garantir direitos às minorias também quanto à sua orientação sexual; combater e criminalizar a discriminação racial.

O Brasil tem progredido na implantação de políticas sociais e na garantia dos direitos. Leis foram aprovadas para assegurar plena igualdade de direitos às mulheres e criminalizar a agressão doméstica e social. Povos indígenas têm sua riqueza cultural preservada por meio da demarcação das suas áreas de reservas territoriais. Leis criminalizaram o racismo. Códigos e regulamentações garantem a acessibilidade aos portadores de necessidades especiais. Nossa mais alta Corte reconheceu o direito constitucional às uniões estáveis entre parceiros do mesmo sexo. Nossa Constituição garante ampla liberdade religiosa e de culto.

A Fiesp e a Firjan entendem que a Rio+20 deve indicar a valorização do mais amplo respeito à diversidade humana, para que as nações assegurem plenos direitos a todos os agrupamentos sociais como forma de garantir a convivência democrática em todas as sociedades.” 

Paulo Skaf propõe campanha para garantir creches a todas as mães que trabalham

Paulo Skaf propõe campanha para garantir creches a todas as mães que trabalham. Foto: Junior Ruiz

Paulo Skaf, presidente da Fiesp: 'Vamos alavancar recursos e resolver essa questão das creches para que as mães possam sair tranquilas para trabalhar

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp  

Uma grande mobilização, envolvendo setor público e privado, com o objetivo de assegurar creches a cerca de 400 mil mães que trabalham e não têm onde deixar seus filhos. Esta é a proposta do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

A ideia surgiu durante pronunciamento no “Fórum Equidade de Gênero – pressuposto para o desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza”, um dos destaques da programação desta sexta-feira (15/06) no Humanidade 2012.

Skaf defendeu uma nova parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), envolvendo o setor público, a exemplo do curso de MBA em Gestão Empreendedora para diretores de escola, iniciativa em conjunto com a própria Firjan e com participação dos governos dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

“Quero propor, Eduardo [Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan], uma nova campanha juntos. Defenderia creche para mulheres que trabalham. São aproximadamente 100 mil mães no Estado do Rio e 300 mil do Estado de São Paulo que trabalham e não têm com quem deixar seus filhos”, disse o presidente da Fiesp.

Além do esforço da indústria, Skaf mencionou a possibilidade de uso de recursos públicos já existentes, como os do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).

“Vamos alavancar recursos e resolver essa questão das creches para que as mães possam sair tranquilas para trabalhar. Isso deve ser encarado como uma questão social. Criança que sai de uma creche já sai com preparo para a escola”, completou Skaf.

O presidente da Fiesp ressaltou que o modelo de ensino em período integral adotado pelo Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) é uma contribuição à educação e às famílias, já que possibilita mais tempo para as mulheres trabalharem enquanto seus filhos têm acesso à educação, esporte, saúde e alimentação.