É urgente uma maior integração comercial entre Tunísia e Brasil, afirma ministro

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A Tunísia vive uma nova fase, governada por profissionais com experiência industrial e em gestão, e com foco em crescimento econômico, disse o ministro da Indústria, Energia e Minas do país norte-africano, Kamel Ben Naceur, nesta terça-feira (06/05), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O dirigente participou da abertura do Fórum Econômico Brasil-Tunísia, que reuniu autoridades e empresários dos dois países.

Kamel Ben Naceur destacou as oportunidades nos setores de eletroeletrônicos e nas indústrias automobilística e aeronáutica. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Para Naceur são urgentes os esforços para uma maior integração econômica e comercial com o Brasil. “A Tunísia é um país aberto para o capital estrangeiro e deve ser considerado como um portão de entrada para o mercado europeu.”

O ministro destacou as áreas que considera estratégicas para o fortalecimento dos laços comerciais bilaterais. “Vejo oportunidades crescentes nos setores de eletroeletrônicos e nas indústrias automobilística e aeronáutica”, afirmou. “Além disso, outras áreas que devem receber atenções são a indústria têxtil e o agronegócio”, completou.

Elias Miguel Haddad: “Há muito campo para a melhoria das relações, tanto em importações, como em exportações”,. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Pela Fiesp, o vice-presidente Elias Miguel Haddad ressaltou a necessidade de um novo marco no relacionamento comercial com a Tunísia. “Faremos tudo o que for necessário para superar desafios e aumentar as relações comerciais e culturais entre as duas nações”, disse Haddad.

“Há muito campo para a melhoria das relações, tanto em importações, como em exportações”, completou Haddad, que também é o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário da Fiesp (Comtextil).

O embaixador da Tunísia no Brasil, Sabri Bachtobji, frisou que a Tunísia superou os problemas políticos e sociais enfrentados durante a chamada Primavera Árabe e pediu maior cooperação entre as economias. “O Brasil é somente o 17º parceiro comercial da Tunísia. Ainda é uma relação tímida que precisa e pode evoluir”, opinou Bachtobji.

De acordo com o embaixador, um acordo econômico bilateral é uma possibilidade para fazer prosperar o fluxo econômico entre as duas nações.

Sabri Bachtobji: Brasil é somente o 17º parceiro comercial da Tunísia. Relação precisa evoluir. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Outro participante do evento, o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileiro, Marcelo Nabih Sallum detalhou a situação econômica entre os países. “Em 2013, o volume total comercial entre Brasil e Tunísia foi de 426 milhões de dólares. Um volume pequeno”, analisou.

Segundo Sallum, os principais produtos exportados do Brasil para a Tunísia são açúcar, café e carnes. “Já o país africano exporta para o Brasil apenas adubos e tecidos”, disse.