MDIC ouvirá indústria antes de lançar o PDP 2

Elcio Cabral, Agência Indusnet Fiesp

Da esq. p/ dir.: Paulo Skaf (pres. Fiesp), Robson Braga (pres. CNI), Fernando Pimentel (min. MDIC) e Luciano Coutinho (pres. BNDES), durante o XXVII Fórum Nacional da Indústria, em São Paulo

 

 

Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), afirmou no XXVII Fórum Nacional da Indústria que, em até dois meses, deverão sair as definições da segunda etapa da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) do País.

O evento, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), aconteceu na manhã desta segunda-feira (14), em São Paulo.

Segundo o ministro, a presidente Dilma Rousseff pediu prioridade para o assunto. As interlocutoras da indústria com o governo serão a Fiesp e a CNI. Junto ao PDP 2 será formulada uma nova estratégia de comércio exterior.

“Ficou decidido que sociedade e governo trabalharão a quatro mãos”, informou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

“Há um sentimento de urgência por parte do governo no sentido de definirmos a PDP2”, disse o presidente do BDNES, Luciano Coutinho, ao final da reunião do Fórum.

PSI

Segundo Pimentel, a Medida Provisória do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) deverá sair em 48 horas: “Vai ser prorrogado em condições adequadas. Acho que será muito favorável ao acordado com o setor produtivo”.

CNDI

O ministro do Desenvolvimento acrescentou que a presidente Dilma ordenou a reativação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), criado em 2004, no âmbito da primeira política industrial do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Vamos fazer renascer o CDNI como uma entidade de alto nível, voltada para discussão, acompanhamento e implementação da política industrial do governo”, afirmou Pimentel.

Segundo ele, o CNDI será composto por 14 ministros de estado e pelo presidente do BNDES. A sociedade civil terá 14 assentos no conselho.

Competitividade

Durante a reunião, os participantes do Fórum discutiram sobre a perda de competitividade de muitos setores industriais, provocada, entre outros fatores, pela valorização do real, altas taxas de juros, dificuldade de acesso ao crédito e agressiva concorrência externa, especialmente de países asiáticos.

“Mostrou-se grande preocupação a respeito da importação de manufaturados”, contou Skaf aos jornalistas. E completou: “Se continuar com esse ritmo na importação, muitos setores terão problemas num futuro próximo”.