Retrospectiva 2012 – Fiesp investe em ações com foco no capital humano

Agência Indusnet Fiesp

Um dos fatores mais significativos para ampliar a competitividade das empresas – o investimento na qualificação e bem-estar dos profissionais – foi alvo de iniciativas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) durante o ano de 2012.

Paulo Skaf e Altamiro dos Reis Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP), durante o Fórum Capital Humano. Foto: Everton Amaro

A entidade promoveu, pela primeira vez, o Fórum Capital Humano Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, um encontro de especialistas e profissionais de Recursos Humanos com o intuito de discutir as questões que afetam o desenvolvimento humano como fator de competitividade nas organizações.

De acordo com o diretor do Departamento de Ação Regional da Fiesp, Sylvio de Barros, o evento teve também o objetivo de aproximar as empresas, por meio de seus profissionais de recursos humanos, às escolas mantidas pelas indústrias, além de apresentar os  produtos e serviços disponibilizados pelo Sesi-SP e Senai-SP.

VII Congresso da Micro e Pequena Indústria. Foto: Everton Amaro

A gestão de recursos humanos como fator estratégico para as empresas também esteve no centro dos debates do VII Congresso da Micro e Pequena Indústria, promovido pela Fiesp.

Durante o evento, os empresários tiveram a oportunidade de conhecer serviços e cursos disponíveis em conceituados centros de ensino, como Universidades São Judas e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Em junho, a sede da Fiesp e do Ciesp recebeu o fórum setorial ‘Sou Capaz’, com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre a Lei de Cotas e as regras para empregar pessoas com deficiência no Brasil, parte do esforço da Fiesp no sentido de buscar equivalência de oportunidades para todos os cidadãos, ampliando cada vez mais sua participação na formação do capital humano no Estado de São Paulo.

Capacitação para diversos setores

Outro foco das entidades da indústria foi atender à demanda de capacitação das indústrias de diversos setores. Já no início do ano foram oferecidas, em 42 escolas Senai-SP de 26 municípios paulistas, mais de 3.500 vagas gratuitas para os 28 cursos técnicos. A entidade também ofereceu vagas em 13 cursos superiores de tecnologia nas Faculdades Senai.

No mês de maio, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, anunciou cursos inéditos do Senai-SP em Santos para atender ao setor portuário e retroportuário. O programa contempla a oferta de 1,2 mil vagas em diferentes programas de iniciação, qualificação, aperfeiçoamento e especialização.

Para atender à procura por projetos para o pré-sal, a Fiesp, em parceria com o

Senai-SP e a Universidade de São Paulo (USP), lançou o Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi P&G). O programa tem a meta de formar, entre 2012 e 2014, 400 empresas que receberão assessoria para elaborar projetos de inovação e para aprender a requisitar verbas em instituições de fomento. A Iniciativa da Fiesp em conjunto com o Ciesp e o Senai-SP foi destaque no caderno de negócios e carreiras do jornal Folha de S.Paulo.

Programa NAGI P&G em Sertãozinho, interior de São Paulo. Foto: Divulgação

A Fiesp ainda promoveu uma série de encontros com sindicatos de indústrias, visando desenvolver um programa voltado a necessidades específicas de capacitação de mão de obra. No mês de março, ocorreram os primeiros encontros privilegiando os sindicatos que representam os fabricantes aparelhos elétricos e eletrônicos, as indústrias de iluminação, de fios elétricos e dos setores de borracha e plástico.

Para suprir a demanda de 40 mil profissionais nas áreas de costura, modelagem e corte, o Programa de Formação de Mão de Obra de Costura Industrial disseminou as diversas opções de capacitação para profissionais das indústrias têxteis e de confecção.

Valorização humana

Com o objetivo de estimular as boas práticas no quesito gestão e valorização de seus colaboradores, as entidades da indústria promoveram o Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho (PSQT). Quatro empresas paulistas estiveram no pódio nacional de premiadas.

Vencedores do Prêmio Sesi Qualidade no Trabalho. Foto: Julia Moraes

 

Em parceria com o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), a Fiesp realizou programas dirigidos ao bem-estar e à qualidade de vida dos trabalhadores, como o Ação Indústria Saudável, na cidade de Birigui, no mês de outubro.

O também ofereceu uma programação especial aos trabalhadores da construção civil. Em pleno canteiro de obras, operários da capital assistiram de forma lúdica à palestra do programa do Administre seu Dinheiro de Forma Consciente.

Palestra da Dra. Albertina Pizzamiglio, durante a Campanha Pense Rosa. Foto: Helcio Nagamine

A preocupação com a mão de obra feminina foi destacada pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf.  Durante o Humanidade 2012, ele propôs campanha para garantir creches a todas as mães que trabalham.

No mês de outubro, a entidade participou da campanha Pense Rosa, promovendo uma palestra de conscientização sobre prevenção e combate ao câncer de mama às funcionárias das entidades da indústria.

Empresas devem intensificar comunicação interna e capacitar colaboradores, segundo presidente eleito da ABRH-SP

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Almiro dos Reis Neto, presidente eleito da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH)

A área de Recursos Humanos é multidisciplinar e com múltiplas maturidades. Emprega psicólogos, administradores, pedagogos, publicitários e jornalistas. E para falar sobre  o cenário atual do setor e como tornar o RH estratégico, Almiro dos Reis Neto, presidente eleito da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP), participou do Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, realizado ao longo de terça-feira (02/10) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O panorama brasileiro, segundo o presidente eleito da ABRH-SP, aponta dificuldades na contratação de mão de obra e registra até “importação” de trabalhadores capacitados vindos, por exemplo, da Europa e Estados Unidos. “Para se ter ideia, no nordeste do país não se acha pedreiros ou garçons. Eles são disputados a tapa pelo setor hoteleiro e de serviços.”

Entre os desafios que o setor de RH enfrenta, Almiro dos Reis Neto destacou a necessidade de uma comunicação mais intensa nas empresas, além de empregar times de alto desempenho com metas estabelecidas. “Quando a empresa começa a falar com o colaborador, surgem planos de cargos e salários, integração e treinamentos.”

Para o presidente eleito da ABRH-SP, isso é possível desde que os empresários sejam estimulados a ter um RH estratégico. “É mais barato promover gente ‘dentro de casa’, com capacitação interna, do que buscar no mercado. Com essas características, o RH apresenta um custo menor e se encaixa na empresa de forma estratégica”, explicou.

Ao final, Almiro dos Reis Neto afirmou ser possível a mudança das empresas nesta direção. “Não existe ‘chegar lá’; o desafio é sempre ir para algum lugar melhor que o de antes. O mundo está em permanente transformação”, considerou.

Secretário do Emprego defende comissões tripartites para apontar demandas locais de mão de obra

Agência Indusnet Fiesp

Carlos Ortiz destacou importância das comissões municipais. Foto: Everton Amaro.

Em sua breve participação no Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, evento promovido nesta terça-feira (02/10) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Carlos Ortiz, disse que a orientação que tem dado à sua equipe desde março deste ano, quando assumiu a pasta, é a de incentivar o tripartismo, por meio de comissões municipais de empregos.

“[Nas comissões] Você tem os empresários, os trabalhadores, o poder público local, para poder discutir com as empresas que tipo de mão de obra nós queremos, para que nossos trabalhadores possam estar empregados e em empregos de qualidade”, disse Ortiz.

O secretário disse ainda que tem dialogado com o governador Geraldo Alckmin no sentido de aliar qualificação e emprego. “Quero qualificar para empregar. Não adianta só qualificar para dizer que a pessoa está qualificada. Você desestimula quando dá qualificação e essas pessoas não conseguem ingressar no mercado de trabalho. E, para isso, só com as comissões tripartites. Os empresários, os trabalhadores, o poder público participando e dizendo que tipo de mão de obra que aquela cidade ou região precisa.”

Mundo globalizado exige das empresas mais tecnologia e iniciativa, afirma diretor da ABRH

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Wolnei Tadeu Ferreira, diretor jurídico da ABRH. Foto: Julia Moraes

Ao discorrer sobre os impactos do RH no desenvolvimento de pessoas e competitividade das empresas, Wolnei Tadeu Ferreira, diretor jurídico da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), considerou que o choque de qualificação se faz necessário a cada dia.

“Temos um problema sério em relação à classificação do Brasil em termos mundiais. O mundo globalizou e os mercados estão cada vez mais próximos”, afirmou Ferreira durante sua participação no Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, realizado nesta terça-feira (02/10) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Para ele, a competitividade está em todos os lugares a todo o momento, fator que exige preocupação permanente com custos e adaptabilidade urgente das companhias e dos consumidores. “As empresas buscam saídas para suprir suas necessidades investindo em tecnologias e administrando exigências legais (cotas, novas leis, insegurança jurídica), movendo-se para ambientes mais amistosos ao capital”, comentou o diretor.

Wolnei Ferreira considera que as regras legais mínimas, incluindo as elaboradas e defendidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), tornam o ambiente hostil ao investimento e trazem insegurança jurídica crescente. “Essas regras exigem derrubar dogmas e avaliar constantemente as condições e imposições para suas iniciativas”, adicionou.

Relações sindicais

A organização sindical tenderá a reconhecer as dificuldades das empresas e a participar das soluções nas questões trabalhistas. Segundo Wolnei Ferreira, as negociações devem desviar-se diretamente para o local de trabalho, dispensando o modelo tradicional. “Como reflexo, as relações de trabalho se darão por meio do fortalecimento sindical, das negociações coletivas e afastamento do judiciário”, sublinhou.

Ferreira analisou ainda os impactos no desenvolvimento de pessoas e na competitividade, que acabam levando a uma inversão de valores: a produtividade no Brasil ainda é praticamente a mesma dos anos 70. “Pesquisas recentes mostram que o trabalhador brasileiro rende em média 22 mil dólares/ano para uma empresa que investe. Nos Estados Unidos esse valor chega a 100 mil dólares/ano, apesar de termos jornadas de trabalho até mais elevada do que em alguns países europeus”.

O diretor considerou que é preciso avançar neste sentido e promover uma inversão de valores, isto é, atentar-se menos aos números e muito mais com o desenvolvimento de carreira e promoção, o que seria muito mais valioso.

“O desenvolvimento das empresas está acontecendo de forma precipitada. As pessoas estão sendo elevadas muitas vezes na posição de chefia por falta de mão de obra qualificada, o que resulta em uma má gestão e acarreta em conflito dentro das empresas”, avaliou.

‘Estamos preparados para atender à demanda de mão de obra da indústria paulista’, afirma Walter Vicioni

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Walter Vicioni, no Fórum Capital Humano

O Senai-SP é uma agência que oferece soluções para indústria e também para os trabalhadores. Esta é a opinião do Superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, que ministrou a palestra Sesi Senai de São Paulo – Compromisso da indústria com a educação básica e profissional, no Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, realizado nesta terça-feira (02/10), no Teatro do Sesi São Paulo, na capital.

“O Senai-SP é uma instituição que conseguiu se moldar às mudanças do tempo. Oferecemos uma formação profissional em sintonia com as necessidades do mercado de trabalho. Os cursos de educação profissional podem ser aplicados na escola, na empresa ou assumir uma forma mista na empresa e escola ”, avaliou.

Durante sua explanação, Vicioni afirmou que os investimentos realizados na área de educação tornaram-se a grande marca da gestão do presidente das entidades Paulo Skaf. Entre os projetos, o superintendente do Sesi-SP destacou a implantação do ensino fundamental em tempo integral e o ensino médio articulado com os cursos de formação profissional do Senai-SP.

“Com a articulação do Sesi e do Senai vamos formar um profissional que de fato faça a diferença no mercado. Para que uma indústria se torne competitiva ela precisa ter na sua base profissionais capacitados e é isso que  Fiesp deseja”, afirmou.

De acordo com Viconi, o Senai-SP e o Sesi-SP são duas instituições de ensino que estão à frente de sua época.  Como exemplo, destacou a metodologia aplicada pela instituição que possibilita a formação completa, por meio de prática esportiva, recursos tecnológicos e alimentação, estimulando o desenvolvimento econômico e social do país.

“Nós implantamos o regime de tempo integral com currículo de 36 horas, educação articulada com base no currículo planejado em articulação com Senai-SP. Com isso, passamos a oferecer 300 mil refeições por dia”, disse Vicioni ao ressaltar as parcerias realizadas entre o Sesi-SP e prefeituras do município de São Paulo: “a melhor escola é aquela que oferece educação para todos e, por isso, a Fiesp decidiu contribuir com a melhoria do ensino oferecido pelas  escolas públicas”, completou.

 

Expectativa é de aquecimento dos empregos, afirma ministro do Trabalho em evento na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Brizola Neto: 'Agosto foi um pouco decepcionante. Agora, a tendência é de um reaquecimento da economia'

Ao sair de um evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Daudt Brizola Neto, afirmou nesta terça-feira (2/10)  que a tendência é de um reaquecimento da economia e dos empregos.

Brizola Neto, no entanto, preferiu não traçar estimativas.

“Mesmo menores, o Brasil tem conseguido produzir saldos positivos na geração de emprego mês a mês. O mês passado realmente saiu um pouco da curva de trajetória que nós esperávamos”, afirmou Brizola Neto, ao comentar dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com levantamentos do órgão do Ministério do Trabalho, a economia brasileira gerou 100.938 vagas formais de emprego em agosto, resultado 46,99% inferior em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram criados 190.446 empregos na série sem ajuste sazonal.

“Agosto foi um pouco decepcionante. Agora, a tendência é de um reaquecimento da economia. Os indicadores mostram principalmente os setores que foram desonerados estão respondendo bem e a expectativa é de um aquecimento dos empregos”, concluiu o ministro após participar da abertura do “Fórum Capital Humano”.

Emprego na indústria

Se a geração de empregos formais totais no país mostra números positivos, a indústria, por outro lado, amarga queda na criação de postos de trabalho em meio a uma recuperação moderada da atividade econômica.

Segundo apuração da Fiesp,  a indústria paulista fechou o mês de agosto com 8,5 mil vagas a menos em relação a julho e deve encerrar 2012 com ao menos 80 mil demissões.

De janeiro a agosto de 2012, indústria gerou 23,5 mil empregos, com uma variação praticamente estável, positiva em 0,9% com relação ao mesmo período de 2011. Esta é a variação percentual mais baixa, com exceção de 2009, ano da crise, quando o indicador registrou queda de 2,9% no acumulado daquele ano.

Sesi e Senai são fundamentais para superar dívida com educação, comenta ministro do Trabalho

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Brizola Neto: Sesi e Senai são parceiros na execução de politicas que oferecem educação para população

Os programas de educação básica e qualificação profissional oferecidos pelo Sesi e pelo Senai são exemplos para todas as instituições do país, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Daudt Brizola Neto.

Brizola Neto participou da edição 2012 do Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade.  O encontro reúne gestores de Recursos Humanos da indústria e especialistas do setor para discutir como aproveitar melhor a formação educacional e qualificação profissional.

“O Sesi e o Senai são parceiros fundamentais nesse desafio que o Estado brasileiro tem de superar essa dívida secular com educação. São parceiros justamente na execução de politicas que oferecerem educação para nossa população”, afirmou Brizola Neto a jornalistas após participar da abertura do evento.

Projeto Capital Humano

O Fórum, que aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta terça-feira (02/10), é fruto do Projeto Capital Humano, elaborado pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da entidade.

“O objetivo principal é aperfeiçoar as diversas ações da Fiesp implementadas a partir do Ciesp, Sesi e Senai, todos envolvidos na formação educacional e na capacitação profissional num esforço único e orquestrado”, afirmou Sylvio Alves de Barros Filho, diretor-titular do Depar.

Fiesp e ABRH-SP estudam elaboração de curso preparatório de gestores de RH

Almiro dos Reis Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP) e presidente eleito para a próxima gestão.

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP) estudam uma parceria para a organização de um curso preparatório de gestores na área de atuação. A iniciativa foi mencionada pelo presidente da federação, Paulo Skaf, durante a abertura do Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, que aconteceu na manhã desta terça-feira (02/10).

“A gente tem de dar oportunidade de aprimoramento para os gestores de capital humano. Assim como estamos fazendo MBAs para gestores de escolas públicas, nós pretendemos oferecer cursos para o gestor de RH”, afirmou Skaf a jornalistas após abertura do encontro que discute este ano as ferramentas para o desenvolvimento e competitividade.

“No século XXI o gestor de capital humano não é mais o chefe do departamento pessoal. Tem de ser alguém que identifique talentos,  estimule as pessoas, que gere oportunidade a essas pessoas, alguém que tenha coragem de levar reivindicações para a diretoria”, acrescentou o presidente da Fiesp.

De acordo com Almiro dos Reis Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP) e presidente eleito para a próxima gestão, o curso está em formatação. A previsão é de lançamento em 2013 com abrangência em cinco regionais.

Educação

Skaf avalia que o processo de competitividade de um país tem início na educação básica. “A gente faz a nossa parte, temos um milhão de alunos por ano, mas não adianta isso não resolve o problema do Brasil. Eu espero que um dia aquilo que a gente faz em São Paulo por meio do Sesi e do Senai não seja um privilégio apenas dos nossos alunos.”

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Daudt Brizola Neto, também participou da abertura do Fórum Capital Humano e afirmou que se houver falha na educação fundamental “fica mais difícil de superar os gargalos da educação profissional.”

Brizola Neto acredita que há no momento convergência entre os interesses do setor privado, do trabalho e do Estado no que diz respeito a qualificação de mão de obra para resgatar a competitividade.

Fórum Capital Humano: ‘Mais que falar em educação, indústria faz e busca resultados’, diz Skaf

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Na cerimônia de abertura do Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, evento que acontece ao longo desta terça-feira (02/10) no Teatro do Sesi-SP, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf,  valorizou as realizações do sistema Sesi-SP/Senai-SP de ensino, que atende a cerca de um milhão de alunos.

“A gente prega, mas muito mais que pregar e falar [sobre educação], a indústria realmente faz e busca resultados concretos”, afirmou Skaf, também presidente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

 

Paulo Skaf em seu pronunciamento. Sentados, Sylvio de Barros (diretor-titular do Depar), Brizola Neto (ministro do Trabalho), Walter Vicioni (superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP) e Carlos Ortiz (secretário estadual do Emprego). Paulo Skaf. Foto: Everton Amaro.

Em seu pronunciamento, Skaf enumerou iniciativas do Sistema Fiesp para melhorar a qualidade da educação do país. Entre elas, o novo telecurso em conjunto com Fundação Roberto Marinho, o convênio com o governo do Estado de São Paulo para proporcionar MBA em gestão a 3.200 diretores de escolas públicas e as parcerias com prefeituras para adoção do Sistema Sesi de ensino.

Destacou ainda o investimento da indústria paulista na formação de base em tempo integral por meio do Sesi-SP. “Tem que começar na base, com as crianças, desde cedo, com alimentação, esporte, atividades culturais.”

Citando a recente visita do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, o presidente da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP disse ainda que o Brasil ultrapassou os britânicos como potência econômica, mas ainda tem muito a avançar para atingir o mesmo status como país. “Enquanto não tivermos educação de qualidade, enquanto não dermos a verdadeira independência, a verdadeira emancipação, não adianta. Porque o que importa mesmo são as pessoas.”

Skaf: Quem é gestor de capital humano tem que ter coragem de defender políticas que respeitem e valorizem as pessoas. Foto: Junior Ruiz

Conversando com a plateia, formada principalmente por gestores de recursos humanos, Skaf disse que a missão desses profissionais ultrapassa o limite das empresas. “Vocês são responsáveis pelos talentos. Quem é gestor de capital humano não pode ter receios. Nessa área tem que ter coragem de defender aquilo que seja correto: uma política que respeite e valorize as pessoas para que alcancem o potencial máximo. O que é muito bom para as empresas e para a competitividade do país.”

O presidente da Fiesp convidou Altamiro dos Reis Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP), para subir ao palco e adiantar alguns pontos da parceria entre as duas entidades, visando a formação de gestores no segmento.

Por fim, fez um elogio ao ministro do Trabalho,  Carlos Daudt Brizola Neto, que discursara momentos antes. “O senhor é um homem de bem, que quer fazer as coisas corretas. Tudo isso significa Brasil. E nós estamos aqui como brasileiros acima de tudo. Eventuais divergências há entre todo mundo. Temos que estar realmente juntos para a construção do Brasil”, disse Skaf, sugerindo em seguida ao ministro a solução de obstáculos que, de acordo com o presidente da Fiesp, prejudicam o emprego e sobre os quais todo mundo é contrário, inclusive centrais sindicais.

Fórum na Fiesp aprofunda debate sobre lei de cotas

Agência Indusnet Fiesp 

José Roberto Ramos Novaes, diretor do Depar da Fiesp. Foto: Vitor Salgado

A chamada Lei de Cotas (nº 8213/1991), que obriga empresas a contratar pessoas com deficiência (PCDs), foi tema de debates na manhã desta segunda-feira (12) durante o Fórum Capital Humano – Projeto Sou Capaz, promovido pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp. Além de profissionais de RH e da área de Saúde, evento reuniu mais de 200 participantes.

“Por este projeto, o Sistema de Informações do Capital Humano é capaz de identificar onde estão e quantas são as pessoas com deficiência, bem como o tipo de limitação”, explicou José Roberto Ramos Novaes, diretor do Depar, na abertura do fórum.

Segundo Novaes, a proposta de dar oportunidades iguais às pessoas, filosofia que tem norteado a gestão de Paulo Skaf à frente da Fiesp, aplica-se com mais razão no caso dos deficientes físicos. “Este fórum é um passo nessa direção”, afirmou o diretor do Depar I.

As palestras dos três painéis tiveram tradução simultânea para a linguagem de sinais (Libras). No espaço anexo ao evento, as entidades da indústria mostraram no sistema Braile programas como o Alimente-se Bem, do Sesi-SP, além de um balcão de orientação às empresas sobre a Lei de Cotas.

Não basta cumprir a lei

José Roberto de Mello, superintendente regional do Trabalho e Emprego de SP. Foto: Vitor Salgado

Desde 1991, quando foi criada, a legislação tem sido o principal instrumento para inclusão de PCDs no mercado de trabalho, cujo número de empregados saltou dos 600 naquele ano para os atuais 110 mil.

“A conscientização do empresário ainda depende desse instrumento fiscalizador, até que a inclusão seja uma atitude natural”, observou José Roberto de Mello, superintendente regional do Trabalho e Emprego de São Paulo, que comparou a aplicação da Lei de Cotas à lei que obriga os motoristas a usarem o cinto de segurança.

Apesar dos avanços com a legislação, a empregabilidade de PCDs poderia ser maior. “A falta de educação básica ainda é o principal entrave para a inclusão profissional”, ressaltou Helvécio Siqueira, diretor da Escola Senai Ítalo Bologna, de Itu, referência nacional na capacitação de pessoas com deficiência para o mercado de trabalho. “Existem ainda 220 mil vagas, garantidas pela lei, a serem preenchidas”, informou Helvécio.

Eficiência

Danieli Haloten, atriz. Foto: Vitor Salgado

A atriz e jornalista Danieli Haloten, deficiente visual que ficou conhecida por sua participação em telenovela da Rede Globo, contou sua trajetória de lutas até participar do papel.

“Agradeço muito ao autor Walcyr Carrasco, que preferiu dar o papel para uma deficiente de verdade”, assinalou a atriz curitibana, que participou do encontro, acompanhada do Higgan’s, seu cão-guia.

“Em vez de olharmos para as deficiências das pessoas, por que não procurar nelas as suas eficiências?”, questionou Danieli.

Governo, indústria e sociedade civil debatem inclusão de pessoas com deficiência

Agência Indusnet Fiesp

Representantes dos governos estadual e municipal estarão na sede da Fiesp, nesta segunda-feira (12), para participar do Fórum Capital Humano – Capacitação e Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho. José Roberto de Melo, Superintendente Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo, e a vereadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) integram a mesa de debates.

A iniciativa faz parte do projeto “Sou Capaz”, um dos braços do programa de identificação do Capital Humano na Indústria, capitaneado pelo Departamento de Ação Regional (Depar). Além da Fiesp, participam do projeto o Ciesp, o Senai-SP, o Centro Paula Souza e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).

Existem cerca de 257 mil vagas de emprego a serem preenchidas por pessoas com deficiência no estado de São Paulo. A indústria é responsável por 31% dessa cota (80.800 postos), mas emprega cerca de 35 mil profissionais nesta condição, e quer ampliar sua participação. Mas para a Fiesp, a despeito da demanda de mercado, há um desafio a superar: a falta de qualificação.

O “Sou Capaz” é uma tentativa de mudar esse quadro. Entre outras ações, o programa vai criar um banco de dados para cadastrar pessoas com deficiência, e oferecerá, durante o Fórum, um balcão de atendimento para orientar empresas sobre a Lei de Cotas.

Também participam do evento:

  • José Carlos do Carmo, coordenador do Projeto Estadual de Inclusão da Pessoa com Deficiência da Superintendência Estadual – MTE;
  • Dejair Gonçalves de Andrade, vice-presidente do Conselho Estadual para Assuntos da Pessoa com Deficiência;
  • Enilson de Moraes, presidente nacional da Associação Brasileira das Pessoas com Deficiência – ABPcD;
  • Rafael Publio, coordenador do Projeto Sem Barreiras – Inclusão Profissional de Pessoas com Deficiência da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida-SMPED;
  • Maria Aparecida Soler, coordenadora do Serviço de Capacitação e Orientação para o Trabalho da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo (APAE);
  • Danieli Haloten, Atriz e Jornalista;

 

Para consultar a programação completa e fazer sua inscrição,clique aqui.


Serviço:
Fórum Capital Humano – Capacitação e Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho

Data e horário: 12 de abril, das 9h às 14h
Local: Espaço Fiesp – Av. Paulista, 1313