Secretário do Emprego defende comissões tripartites para apontar demandas locais de mão de obra

Agência Indusnet Fiesp

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Carlos Ortiz destacou importância das comissões municipais. Foto: Everton Amaro.

Em sua breve participação no Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, evento promovido nesta terça-feira (02/10) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o secretário do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo, Carlos Ortiz, disse que a orientação que tem dado à sua equipe desde março deste ano, quando assumiu a pasta, é a de incentivar o tripartismo, por meio de comissões municipais de empregos.

“[Nas comissões] Você tem os empresários, os trabalhadores, o poder público local, para poder discutir com as empresas que tipo de mão de obra nós queremos, para que nossos trabalhadores possam estar empregados e em empregos de qualidade”, disse Ortiz.

O secretário disse ainda que tem dialogado com o governador Geraldo Alckmin no sentido de aliar qualificação e emprego. “Quero qualificar para empregar. Não adianta só qualificar para dizer que a pessoa está qualificada. Você desestimula quando dá qualificação e essas pessoas não conseguem ingressar no mercado de trabalho. E, para isso, só com as comissões tripartites. Os empresários, os trabalhadores, o poder público participando e dizendo que tipo de mão de obra que aquela cidade ou região precisa.”

‘Estamos preparados para atender à demanda de mão de obra da indústria paulista’, afirma Walter Vicioni

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Walter Vicioni, no Fórum Capital Humano

O Senai-SP é uma agência que oferece soluções para indústria e também para os trabalhadores. Esta é a opinião do Superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, que ministrou a palestra Sesi Senai de São Paulo – Compromisso da indústria com a educação básica e profissional, no Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, realizado nesta terça-feira (02/10), no Teatro do Sesi São Paulo, na capital.

“O Senai-SP é uma instituição que conseguiu se moldar às mudanças do tempo. Oferecemos uma formação profissional em sintonia com as necessidades do mercado de trabalho. Os cursos de educação profissional podem ser aplicados na escola, na empresa ou assumir uma forma mista na empresa e escola ”, avaliou.

Durante sua explanação, Vicioni afirmou que os investimentos realizados na área de educação tornaram-se a grande marca da gestão do presidente das entidades Paulo Skaf. Entre os projetos, o superintendente do Sesi-SP destacou a implantação do ensino fundamental em tempo integral e o ensino médio articulado com os cursos de formação profissional do Senai-SP.

“Com a articulação do Sesi e do Senai vamos formar um profissional que de fato faça a diferença no mercado. Para que uma indústria se torne competitiva ela precisa ter na sua base profissionais capacitados e é isso que  Fiesp deseja”, afirmou.

De acordo com Viconi, o Senai-SP e o Sesi-SP são duas instituições de ensino que estão à frente de sua época.  Como exemplo, destacou a metodologia aplicada pela instituição que possibilita a formação completa, por meio de prática esportiva, recursos tecnológicos e alimentação, estimulando o desenvolvimento econômico e social do país.

“Nós implantamos o regime de tempo integral com currículo de 36 horas, educação articulada com base no currículo planejado em articulação com Senai-SP. Com isso, passamos a oferecer 300 mil refeições por dia”, disse Vicioni ao ressaltar as parcerias realizadas entre o Sesi-SP e prefeituras do município de São Paulo: “a melhor escola é aquela que oferece educação para todos e, por isso, a Fiesp decidiu contribuir com a melhoria do ensino oferecido pelas  escolas públicas”, completou.


Sesi e Senai são fundamentais para superar dívida com educação, comenta ministro do Trabalho

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Brizola Neto: Sesi e Senai são parceiros na execução de politicas que oferecem educação para população

Os programas de educação básica e qualificação profissional oferecidos pelo Sesi e pelo Senai são exemplos para todas as instituições do país, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Daudt Brizola Neto.

Brizola Neto participou da edição 2012 do Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade.  O encontro reúne gestores de Recursos Humanos da indústria e especialistas do setor para discutir como aproveitar melhor a formação educacional e qualificação profissional.

“O Sesi e o Senai são parceiros fundamentais nesse desafio que o Estado brasileiro tem de superar essa dívida secular com educação. São parceiros justamente na execução de politicas que oferecerem educação para nossa população”, afirmou Brizola Neto a jornalistas após participar da abertura do evento.

Projeto Capital Humano

O Fórum, que aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta terça-feira (02/10), é fruto do Projeto Capital Humano, elaborado pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da entidade.

“O objetivo principal é aperfeiçoar as diversas ações da Fiesp implementadas a partir do Ciesp, Sesi e Senai, todos envolvidos na formação educacional e na capacitação profissional num esforço único e orquestrado”, afirmou Sylvio Alves de Barros Filho, diretor-titular do Depar.

Fiesp e ABRH-SP estudam elaboração de curso preparatório de gestores de RH

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Almiro dos Reis Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP) e presidente eleito para a próxima gestão.

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP) estudam uma parceria para a organização de um curso preparatório de gestores na área de atuação. A iniciativa foi mencionada pelo presidente da federação, Paulo Skaf, durante a abertura do Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, que aconteceu na manhã desta terça-feira (02/10).

“A gente tem de dar oportunidade de aprimoramento para os gestores de capital humano. Assim como estamos fazendo MBAs para gestores de escolas públicas, nós pretendemos oferecer cursos para o gestor de RH”, afirmou Skaf a jornalistas após abertura do encontro que discute este ano as ferramentas para o desenvolvimento e competitividade.

“No século XXI o gestor de capital humano não é mais o chefe do departamento pessoal. Tem de ser alguém que identifique talentos,  estimule as pessoas, que gere oportunidade a essas pessoas, alguém que tenha coragem de levar reivindicações para a diretoria”, acrescentou o presidente da Fiesp.

De acordo com Almiro dos Reis Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP) e presidente eleito para a próxima gestão, o curso está em formatação. A previsão é de lançamento em 2013 com abrangência em cinco regionais.

Educação

Skaf avalia que o processo de competitividade de um país tem início na educação básica. “A gente faz a nossa parte, temos um milhão de alunos por ano, mas não adianta isso não resolve o problema do Brasil. Eu espero que um dia aquilo que a gente faz em São Paulo por meio do Sesi e do Senai não seja um privilégio apenas dos nossos alunos.”

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Daudt Brizola Neto, também participou da abertura do Fórum Capital Humano e afirmou que se houver falha na educação fundamental “fica mais difícil de superar os gargalos da educação profissional.”

Brizola Neto acredita que há no momento convergência entre os interesses do setor privado, do trabalho e do Estado no que diz respeito a qualificação de mão de obra para resgatar a competitividade.

Fórum Capital Humano: ‘Mais que falar em educação, indústria faz e busca resultados’, diz Skaf

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Na cerimônia de abertura do Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade, evento que acontece ao longo desta terça-feira (02/10) no Teatro do Sesi-SP, o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf,  valorizou as realizações do sistema Sesi-SP/Senai-SP de ensino, que atende a cerca de um milhão de alunos.

“A gente prega, mas muito mais que pregar e falar [sobre educação], a indústria realmente faz e busca resultados concretos”, afirmou Skaf, também presidente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).


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Paulo Skaf em seu pronunciamento. Sentados, Sylvio de Barros (diretor-titular do Depar), Brizola Neto (ministro do Trabalho), Walter Vicioni (superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP) e Carlos Ortiz (secretário estadual do Emprego). Paulo Skaf. Foto: Everton Amaro.

Em seu pronunciamento, Skaf enumerou iniciativas do Sistema Fiesp para melhorar a qualidade da educação do país. Entre elas, o novo telecurso em conjunto com Fundação Roberto Marinho, o convênio com o governo do Estado de São Paulo para proporcionar MBA em gestão a 3.200 diretores de escolas públicas e as parcerias com prefeituras para adoção do Sistema Sesi de ensino.

Destacou ainda o investimento da indústria paulista na formação de base em tempo integral por meio do Sesi-SP. “Tem que começar na base, com as crianças, desde cedo, com alimentação, esporte, atividades culturais.”

Citando a recente visita do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, o presidente da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP disse ainda que o Brasil ultrapassou os britânicos como potência econômica, mas ainda tem muito a avançar para atingir o mesmo status como país. “Enquanto não tivermos educação de qualidade, enquanto não dermos a verdadeira independência, a verdadeira emancipação, não adianta. Porque o que importa mesmo são as pessoas.”

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Skaf: Quem é gestor de capital humano tem que ter coragem de defender políticas que respeitem e valorizem as pessoas. Foto: Junior Ruiz

Conversando com a plateia, formada principalmente por gestores de recursos humanos, Skaf disse que a missão desses profissionais ultrapassa o limite das empresas. “Vocês são responsáveis pelos talentos. Quem é gestor de capital humano não pode ter receios. Nessa área tem que ter coragem de defender aquilo que seja correto: uma política que respeite e valorize as pessoas para que alcancem o potencial máximo. O que é muito bom para as empresas e para a competitividade do país.”

O presidente da Fiesp convidou Altamiro dos Reis Neto, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP), para subir ao palco e adiantar alguns pontos da parceria entre as duas entidades, visando a formação de gestores no segmento.

Por fim, fez um elogio ao ministro do Trabalho,  Carlos Daudt Brizola Neto, que discursara momentos antes. “O senhor é um homem de bem, que quer fazer as coisas corretas. Tudo isso significa Brasil. E nós estamos aqui como brasileiros acima de tudo. Eventuais divergências há entre todo mundo. Temos que estar realmente juntos para a construção do Brasil”, disse Skaf, sugerindo em seguida ao ministro a solução de obstáculos que, de acordo com o presidente da Fiesp, prejudicam o emprego e sobre os quais todo mundo é contrário, inclusive centrais sindicais.