Petrobras explica na Fiesp novas regras de contratação de fornecedores

Agência Indusnet Fiesp

As novas regras de contratação de fornecedores da Petrobras, que entram em vigor para todo o país a partir de 15 de maio, foram explicadas para uma plateia lotada na Fiesp nesta quarta-feira (18 de abril) por Arnaldo Coelho (compliance), Alex Bessa e Gerson Rentes (regulamento de licitações e contratos) e Daniel Salles e Natalia Camargo (Sistemas Petronect, o serviço de comércio eletrônico pelo qual a Petrobras realiza compras e contratações). Também houve uma sessão de atendimento a empresas, para esclarecimento de dúvidas.

A abertura do evento foi feita por José Ricardo Roriz Coelho, segundo vice-presidente da Fiesp e diretor titular de seu Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia. A Cadeia Nacional de Fornecimento de Bens do Setor de Petróleo e Gás tem grande importância na economia do Brasil, respondendo por 3,7% do PIB do país e empregando mais de 700.000 pessoas.

O Plano de Negócios e Gestão 2018-2022 da Petrobras prevê investimento total de US$ 74,5 bilhões na exploração e produção. O efeito sobre a economia paulista é grande, porque o Estado concentra a maioria do parque fabril nacional dos fornecedores de bens para o setor de petróleo e gás, com 51% do valor da produção, 57% dos postos de trabalho e 51% do faturamento do setor. A cadeia de fornecimento é espalhada por todo o território estadual.

Resultado da Lei 13.303/16, que determina, basicamente, a realização de licitações públicas para todas as contratações, impedindo que estatais, sociedades de economia mista e suas subsidiárias realizem compras por meio de convite direto a fornecedores. A aplicação da lei é obrigatória a partir de 1º de julho de 2018, e na Petrobras começa em 15 de maio a aplicação do Regulamento de Licitações e Contratos Petrobras (RLCP).

Todas as oportunidades de negócios serão publicadas no Portal de Compras, que foi adaptado para atender à lei e passa a integrar páginas para cadastro nas fases de habilitação e de pré-qualificação. Os fornecedores que já possuam cadastro ativo serão considerados habilitados automaticamente em uma licitação cujos requisitos do edital sejam idênticos. Outro destaque refere-se à disponibilização do Catálogo Eletrônico Padronizado (CEP) de bens ou serviços a serem adquiridos.

Para ter acesso ao Regulamento de Licitações e Contratos da Petrobras (RLCP), clique aqui.

Para ter acesso às apresentações feitas no seminário, clique aqui.

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Seminário realizado por Fiesp e Ciesp abordou as novas regras de contratação de fornecedores da Petrobras. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Artigo: O valor da promoção da sustentabilidade na cadeia de valor

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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Por Cristina Fedato*

As mudanças que vem ocorrendo no mundo nas últimas décadas – entre elas a globalização, a revolução da informação, o crescente poder das corporações, o uso indiscriminado dos recursos naturais e o agravamento dos problemas sociais – tem colocado a sociedade em um caminho de reflexão sobre seu futuro. A mudança rumo a uma sociedade sustentável é uma tarefa complexa e de responsabilidade de todos os atores da sociedade: governos, empresas, organizações sociais, cidadãos.

Neste contexto, as empresas são importantes protagonistas. Por um lado, são geradoras de empregos, formadoras de opinião e possuem as competências necessárias para a inovação em sustentabilidade, enquanto são também responsáveis por grandes impactos negativos do ponto de vista econômico, social e ambiental. Os caminhos que as empresas percorrem na incorporação de atributos de sustentabilidade em seus negócios podem ser bem variados. No entanto, um aspecto que certamente surgirá na agenda de sustentabilidade da maioria das empresas é a importância de avaliar e gerir sua corresponsabilidade por determinadas questões e ocorrências em suas cadeias de valor.

A cadeia de valor inclui todos os parceiros de negócio que compõem os elos a montante e a jusante da empresa. A montante encontram-se fornecedores, subfornecedores, produtores, prestadores de serviços, e a esta parte se aplica o termo cadeia de suprimentos. A jusante encontra-se distribuidores, clientes, consumidores finais e etapas pós-consumo.

A preocupação com seu desempenho frente à cadeia de clientes e consumidores é algo já familiar para as empresas, mesmo para aquelas que atuam em um modelo convencional de gestão. Já a crescente pressão exercida pela sociedade para que as empresas e outras organizações compradoras, como governos ou organizações sociais, estendam seu olhar de sustentabilidade para a cadeia de fornecimento levou ao surgimento da norma ISO 20400 de Compras Sustentáveis (Sustainable Procurement). Esta norma, em elaboração desde meados de 2013 e com previsão de lançamento em 2017, está sendo escrita por especialistas de mais de 30 países em um processo multistakeholder, nos moldes em que foi criada a ISO26000 de responsabilidade Social. Na liderança deste processo estão França e Brasil.

Promover a sustentabilidade na cadeia de fornecimento envolve um conjunto de iniciativas, combinando ações internas na empresa, relacionadas à estratégia e políticas de gestão de fornecedores, e também ações de intervenção e melhorias na cadeia. As ações internas envolvem, por exemplo, revisões de processos de qualificação, seleção, contratação e avaliação de fornecedores para inclusão de critérios e indicadores de sustentabilidade, ações como capacitação de compradores em sustentabilidade ou elaboração de um código de conduta para fornecedores. As ações de intervenção na cadeia podem incluir, por exemplo, iniciativas de capacitação de fornecedores em gestão ou uma revisão da configuração da cadeia. Este conjunto de ações coordenadas, integradas e relacionadas, passa a compor um programa amplo que algumas empresas chamam de Responsible Sourcing.

As empresas que se beneficiam da visão integrada da sustentabilidade na cadeia de valor desenvolvem melhores vínculos comerciais, constroem relações mais justas e duradouras, desenvolvendo uma importante vantagem competitiva para a sustentabilidade. Além das oportunidades de inovação, de acesso a novos mercados, da busca de soluções em conjunto com parceiros e ao mesmo tempo minimizam os riscos para seu negócio.

As organizações que procuram incorporar a sustentabilidade na gestão de suas cadeias de fornecimento precisarão romper paradigmas da relação convencional cliente-fornecedor. Aquela que conseguir olhar para o relacionamento com fornecedores além das atividades transacionais com foco exclusivo em qualidade, preço e prazo, enxergará um enorme campo de oportunidades para inovação e desenvolvimento de soluções mais competitivas e sustentáveis.

*Cristina Fedato Consultora do CSCP – Collaborating Centre for Sustainable Consumption and Production.


Gestão sustentável em debate na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp 

É sempre tempo de falar de sustentabilidade. Nesse sentido, foi realizada, nesta quarta-feira (19/10), a palestra “Gestão Sustentável da Cadeia de Fornecedores” . O tema foi desenvolvido por Vitor Seravalli, profissional especializado em implementação e suporte de estratégias de sustentabilidade empresarial.

Foi mais uma edição da série “Encontros Fiesp Sustentabilidade”. Organizado pelo Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, o evento mostrou a importância da gestão sustentável para o aumento da competitividade das empresas.

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A palestra com Vitor Seravalli na Fiesp nesta quarta-feira (19/10): foco nos fornecedores

Rodada de Negócios movimenta sede da Fiesp/Ciesp

Odair Souza, Agência Indusnet Fiesp

O modelo de rodadas de negócios do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) pode ser considerado de referência para fornecedores e compradores de produtos e serviços. Esta avaliação foi feita pelo diretor de Produtos e Serviços da entidade industrial, José Henrique Toledo Corrêa, logo após abrir o evento que está sendo realizado nesta terça-feira (30) na sede da Fiesp/Ciesp.

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Rodada desta 3ª feira deve movimentar até R$ 4 mi em oportunidades às companhias participantes. Neste ano, as rodadas de negócios Ciesp já atraíram cerca de 3 mil empresas em 18 cidades paulistas. Foto: Helcio Nagamine

“Temos a melhor ferramenta, a melhor técnica e experiência na cultura de negócios. O Ciesp, além de representatividade e prestação de serviços, agora está ficando forte como indutor de negócios”, considerou Toledo.

Em 2011 foram 16 edições, com 2.391 participantes, 22 mil reuniões comerciais e contratos futuros da ordem de R$ 42 milhões.

Neste ano, a Área de Produtos, Serviços e Negócios do Ciesp reuniu cerca de 3 mil empresas em rodadas de negócios realizadas em 18 cidades paulistas. Foram mais quase 25 mil reuniões no período, com volume esperado de R$ 53 milhões em negócios futuros.

Entre 2009 e 2012, as rodadas de negócios – sempre com patrocínio da Caixa Econômica Federal – atraíram mais de 7 mil empresas, que juntas realizaram cerca de 70 mil reuniões, com um volume de negócios que ultrapassa R$ 160 milhões.

A Rodada de desta terça deve movimentar até R$ 4 milhões em oportunidades às companhias participantes.

Opinião

No modelo desenvolvido pelo Ciesp, empresas de pequeno e médio porte podem agendar reuniões com grandes compradoras. Os contatos com reais possibilidades de fechar negócio passam dos 90%, segundo pesquisas de satisfação da entidade.

As grandes empresas compradoras – denominadas âncoras – participam das rodadas dispostas a divulgar sua lista de compras e conseguir novos fornecedores. Entre as 45 âncoras que participam da rodada de hoje estão: Armco do Brasil, Dimep, Granvale Logística, Itautec, Lorenzetti, Saint-Gobain, Solvay, Suzano Papel e Celulose, Votarantim Metais e até o Exército Brasileiro.

Na rodada, cada empresa poderá agendar mais de 20 reuniões de 10 minutos em um período de quatro horas.

As Rodadas de Negócios do Ciesp ganham força a cada ano. Criado em 2009, com objetivo de apoiar pequenas empresas diante da crise mundial, o modelo diferente de fazer negócios faz parte da cultura de um grande número de empresas paulistas.

“As rodadas estão caindo no gosto do empresário, que encontrou um espaço organizado com um bom custo benefício. As grandes compradoras também descobriram que o momento é bom para identificar novos fornecedores”, avalia José Henrique Toledo Corrêa, diretor de Produtos e Serviços do Ciesp.

Mais informações: www.ciesp.com.br/rodadas

Serviço:
Rodada de Negócios – Ciesp
Data e horário: 30 de outubro, das 13 h às 18 h
Local: Avenida Paulista, 1313

Empresários brasileiros têm pouco conhecimento de fornecedores argentinos, aponta Fiesp

 Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Antes da Rodada de Negócios Brasil/Argentina, realizada nesta terça-feira (08/05), em São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo promoveu uma pesquisa com empresas brasileiras importadoras dos 38 produtos identificados pelo governo argentino como prioritários para aumento das vendas ao Brasil.

O estudo, detalhado em mais de 90 páginas, foi desenvolvido pelo Departamento de Relações Internacional e Comércio Exterior (Derex) da entidade com dois objetivos: avaliar a viabilidade de substituir importações de países de outras origens por produtos da Argentina e, ainda, dimensionar o potencial de substituição conforme o segmento em setores como alimentos, bebidas, autopeças, farmacêuticos, químicos e máquinas. Antes da Rodada de Negócios Brasil/Argentina, realizada nesta terça-feira (08/05), em São Paulo, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo promoveu uma pesquisa com empresas brasileiras importadoras dos 38 produtos identificados pelo governo argentino como prioritários para aumento das vendas ao Brasil.

Foram entrevistadas 221 empresas, por telefone ou por e-mail. A pesquisa explorou, de forma detalhada, os motivos que levam as empresas a buscar insumos em outros países que não a Argentina, incluindo aspectos de preço, tecnologia e condições de mercado. Das empresas ouvidas, 29% já fazem importações da Argentina, 15% possuem unidade produtiva em território argentino e 7% têm plano de investimento no país vizinho.

O principal motivo apontado, em 24% das respostas, é o desconhecimento de fornecedores. Em segundo lugar, pesam as importações intercompany (18%). Em seguida, fatores como preço (17%), qualidade (15%), tecnologia (6%) e baixa capacidade produtiva (6%).

Resultados

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545148881Do volume de US$ 12.155.918.715 de importações brasileiras, apenas 16,90% é proveniente da Argentina (US$ 2.054.389.786).

Quatro por cento dos entrevistados justificaram não importar da Argentina por trabalharem somente com fornecedores homologados. Outros 4% afirmaram ter bom relacionamento com fornecedores atuais, enquanto 3% dizem trabalhar com fornecedores exclusivos.

Apenas 2% dos empresários responderam que os produtos argentinos têm pouca aceitação no mercado brasileiro. Outros 2% informaram que o tema está vinculado a uma decisão global da empresa.

No contexto atual, 21% dos empresários consideram viável a substituição da importação por fornecedores argentinos e 4%, “muito viável”. No médio prazo, de três a cinco anos, esse percentual de viabilidade sobe para 45% (35% viável e 10%, muito viável).

Pesquisa com Importadores Brasileiros

A pesquisa classificou ainda o potencial de substituição em três níveis: alto, médio e baixo. Entre os produtos com possibilidade elevada de vir a ser importada estão alimentos, como filés congelados de peixes, alhos frescos ou refrigerados, diversos tipos de arroz e azeite de oliva.

Produtos com melhor potencial

Entre os produtos de médio potencial estão itens automotivos, como pneus para veículos de passageiros e caixas de marchas; insumos como tereftalato de polietileno em forma primária e pasta química madeira de conífera, além de alimentos como leite integral em pó e diversos tipos de batata.