Profissionais capacitados, país desenvolvido!

Profissionais capacitados, país desenvolvido! 

Paulo Skaf

O mais importante patrimônio de um país é a formação de profissionais com elevada qualificação. Pessoas com melhores oportunidades de boas carreiras, com grande desempenho produtivo e, portanto, capazes de contribuir para a competitividade e o desenvolvimento do Brasil.

Exatamente por isso, uma de minhas prioridades ao assumir a presidência da Fiesp foi promover a modernização e ampliação do número de escolas do Senai-SP. Como se sabe, trata-se de uma das mais reconhecidas instituições de ensino profissionalizante do mundo. Estamos na fase final da meta de transformar todas as suas unidades em centros de inovação e tecnologia de excelência, com reconhecimento público, aqui e no exterior.

O investimento anual em obras e equipamentos passou de R$ 64,8 milhões, em 2004, para R$ 321 milhões, em 2011. De 2005 a 2011, o total foi de R$ 1 bilhão. O número de escolas saltou de 146 para 164, avançando 12%. Chegamos a 867.013 matrículas em 2011, com aumento, na comparação com 2004, de 46% nos cursos de aprendizagem industrial, 120% nos técnicos e 139% nos superiores.

Também ampliamos de quatro para 15 o número de cursos superiores, enquanto na educação à distância as matrículas passaram de 1.535 para 76 mil. Construímos, ainda, quatro modernos laboratórios, elevando para 35 o número dessas unidades nas escolas da rede.E não para por aí! Em dezembro, recebemos terreno da Prefeitura, ao lado do Estádio Itaquerão e do metrô, onde investiremos R$ 51,2 milhões para construir a oitava escola do Senai-SP na Zona Leste. O novo estabelecimento terá 20 mil matrículas por ano, em cursos nas áreas de metalmecânica, ferramentaria, automobilística, eletroeletrônica, panificação e confeitaria, corte e costura.

Estamos oferecendo boa formação profissional aos nossos jovens, para que tenham oportunidades concretas de transformar o Brasil numa grande potência!

Crescimento gera emprego e renda

Crescimento gera emprego e renda 

Paulo Skaf

É improcedente a avaliação de alguns analistas de que a queda da taxa Selic signifique não respeitar as metas da inflação. A rigor, as autoridades monetárias apenas estão ajustando os juros às projeções do impacto na economia brasileira da crise fiscal no Hemisfério Norte. Os indicadores mostram haver desaceleração, em especial na indústria.

A produção manufatureira diminuiu 2% na passagem de agosto para setembro. Encerrou o terceiro trimestre com recuo de 0,8% ante o segundo, quando registrou redução de 0,6% (a maior desde o primeiro trimestre de 2009). O comércio varejista, que vinha mostrando vigor, apresentou contração de 0,7% no terceiro trimestre em relação ao segundo. O decepcionante desempenho do Dia das Crianças já provocou uma revisão para baixo das expectativas para o fim do ano. Por fim, o mercado de trabalho e o crédito mostram arrefecimento.

A projeção do Copom é de que a atual deterioração do quadro internacional deve causar impacto doméstico equivalente a um quarto do observado na crise de 2008/2009. Além disso, supõe que a presente adversidade seja mais persistente do que a verificada em 2008/2009, porém menos aguda. Também é importante frisar que a redução da taxa de juros implicará economia adicional para os cofres da União. Cada ponto percentual da taxa Selic equivale a R$ 17 bilhões em gastos públicos adicionais. Por outro lado, o governo despenderá este ano mais de R$ 240 bilhões com juros, enquanto a saúde recebe apenas R$ 70 bilhões e a educação, menos de R$ 60 bilhões.

Ao reduzir a Selic, a autoridade monetária tenta diminuir o impacto do quadro internacional. No entanto, isso não significa abdicar da meta inflacionária de 4,5% em 2012. A bem-vinda ideia é estimular o crescimento!