Faculdade Sesi de Educação: professores preparados para enfrentar os desafios do século 21

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Alguns dos países mais desenvolvidos do mundo se dedicam, hoje, a estudar mudanças e novos caminhos para a educação. Um contexto em que a integração, a interdisciplinaridade, ganham força. Comprometido com o ensino que é, com 167 escolas, 5 mil professores e 100 mil alunos, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) não poderia ficar de fora desse debate. Com direito a criar uma faculdade para a formação de docentes, a Faculdade Sesi de Educação, cujas primeiras turmas de graduação começam a estudar em fevereiro de 2017. Serão oferecidas as formações em Linguagens, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Matemática. Outro detalhe importante está no fato de que todos os formandos serão contratados para trabalhar na rede Sesi-SP de ensino se assim desejarem.

“Um dos grandes problemas da educação é ser fragmentada, ter disciplinas estanques”, explica o diretor da Faculdade Sesi de Educação, Cesar Callegari. “Estudar logaritmos só por estudar logaritmos, por exemplo, não adianta nada. Se não tiver significado, não vira conhecimento”.

É exatamente nesse ponto que o mais novo projeto educacional do Sesi-SP pretende tocar, na formação de professores com essa visão mais ampla, por área do conhecimento. Assim, quem se formar em Ciências Humanas poderá trabalhar com temas de História, Geografia, Sociologia e Filosofia. Quem escolher Ciências da Natureza, poderá desenvolver conteúdos de Ciências, Física, Química e Biologia. E assim por diante.

“Com isso, os professores poderão trabalhar com melhores condições, com mais estabilidade”, afirma Callegari. “Em vez de dar aulas em muitas escolas, os docentes poderão dar mais aulas para uma mesma turma, variando as disciplinas e reforçando o vínculo com os alunos”.

Segundo o diretor da Faculdade Sesi de Educação, é fundamental que conteúdos de história sejam relacionados com temas de geografia e que as aulas de sociologia “sejam impregnadas de filosofia”.

Para que os futuros docentes possam aprender na prática, a nova faculdade oferecerá residência educacional em dois formatos: a básica, com cinco horas de atividades por semana, e a ampliada, com jornada de 20 horas. Os estudantes que optarem pela ampliada ganham isenção de mensalidade do curso, que será de R$ 990.

“Os nossos estudantes serão desafiados o tempo inteiro, sairão daqui prontos para assumir os desafios de uma sala de aula no século 21”, afirma Callegari. “Hoje, os professores não são apenas transmissores de conteúdo, mas orientadores de pesquisa e conhecimento”, diz. “Seremos uma referência na formação de professores no Brasil”.

Conforme estudo citado na reportagem Teaching the teachers (ensinando os professores, em tradução livre), da edição de 11 de junho da revista The Economist, o peso do trabalho do professor na educação de crianças e jovens é maior do que muitos outros fatores valorizados pelos pais, como a quantidade de alunos por sala. A pesquisa, feita na Universidade de Melbourne, na Austrália, analisou 65 mil documentos e considerou um universo de 250 milhões de estudantes para concluir que a experiência do docente é o que realmente faz a diferença na educação. Assim, o levantamento apontou que as 20 formas mais eficientes de melhorar a educação passam por aquilo que o professor faz em sala.

Pós-graduação

As aulas da faculdade, que começam em fevereiro de 2017, serão ministradas no Centro de Atividades do Sesi-SP na Vila Leopoldina, em São Paulo. Atualmente, já são oferecidos três cursos de pós-graduação no local. São eles: especialização em Ciências da Natureza, Matemática para os anos finais do ensino fundamental e Coordenação Pedagógica. As turmas começaram a estudar em março de 2016 e juntas somam 50 estudantes.

Para 2017, estão previstos mais dois cursos de pós: um de especialização em Educação Física Escolar e o outro em parceria com a universidade norte-americana de Stanford sobre uma metodologia própria chamada “step” com ênfase em Matemática. “Stanford é o principal centro de formação de educadores dos Estados Unidos”.

Para a faculdade, serão 40 vagas por curso. As inscrições para o processo seletivo foram abertas nesta quinta-feira (01/09) e seguem até 26 de outubro, sendo feitas pelo site www.faculdadesesi.edu.br.

Serão aplicadas provas de conhecimento, redação e entrevista. “Procuramos aqueles que realmente querem ser professores, que tenham vocação”, diz Callegari. “Por isso a entrevista pode ser eliminatória também”.

Para saber mais sobre a Faculdade Sesi de Educação, só clicar aqui.

Setor ferroviário: Senai-SP apresenta projeto do centro de formação profissional

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Da esquerda para a direita: Mario Seabra R. Bandeira, presidente da CPTM; José Antonio Martins, presidente do Simefre; Paulo Skaf , presidente da Fiesp e do Ciesp; Walter Vicioni Gonçalves, diretor do Senai-SP e superintendente do Sesi-SP; e Julio Diaz, diretor de Infraestrutura do Ciesp

O presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, recebeu na manhã desta quinta-feira (02/08), na sede da federação, as principais lideranças  e representantes do setor ferroviário paulista. Durante a reunião, foi apresentado o projeto de implantação do centro de excelência do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) destinado à formação profissional de técnicos para o setor de construção, manutenção e operação ferroviária do Estado de São Paulo.

Skaf, que também preside o Sesi-SP e o Senai-SP,  falou sobre a importância do projeto: “Temos que nos antecipar aos fatos no sentido de ter aquilo que seja o melhor do mundo”, recomendando aos diretores das entidades a realização de visitas técnicas para conhecer a expertise de países líderes em tecnologia ferroviária, como China e Estados Unidos.

O diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Terra, detalhou a proposta do Senai-SP em resgatar a cultura ferroviária no Estado. Entre as premissas da instituição estão a criação da escola ferroviária, a reestruturação e modernização da oferta já disponível e a busca de parcerias para estruturar ambientes com as mais modernas tecnologias do setor.

Terra antecipou que a futura escola ferroviária abrangerá cursos em todos os níveis: cursos de aprendizagem industrial, curso técnico, curso superior e de formação inicial e continuada. Além disso, contemplará também a parte teórica da fabricação, manutenção e operação no transporte de cargas e passageiros.

Ainda de acordo com o diretor técnico do Senai-SP, o investimento previsto para o Centro Senai de atendimento ao setor ferroviário será da ordem de R$ 60 milhões. Esse valor abrange o custo com equipamentos e obras em área construída projetada de 20 mil metros quadrados e uma área total de terreno de 30 mil metros quadrados, incluindo um pátio para manobras e testes. O nome da cidade na qual será construído o Centro Senai  será revelado em setembro.

“Rodoviarização”

José Antonio Fernandes Martins, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), afirmou que o Brasil é um país feito “fora dos trilhos”, em alusão à “rodoviarização” dos transportes.

“Segundo o Ministério das Cidades, a frota brasileira – que abrange ônibus, automóveis, caminhões e implementos rodoviários – cerca de 70 milhões de veículos”, revelou Martins, que comparou os dados aos parcos números de trens no Brasil: 100 mil de carga e 4 mil de passageiros. O presidente do Simefre finalizou comentando que a decisão da Fiesp, de liderar a formação profissional nas escolas do Senai-SP, será “um fato histórico na área ferroviária”.

Possibilidades do esporte como ferramenta na formação dos cidadãos

Agência Indusnet Fiesp

A mesa-redonda Um novo olhar para o esporte, integrante da Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, foi mediada pelo diretor de Esporte e Lazer do Sesi-SP, Alexandre Pflug.

Entre os convidados para debater a relevância do esporte como ferramenta na formação do cidadão estavam Giovane Gávio, técnico do time de vôlei do Sesi-SP, Felipe Fagundes, representante do Sesi nacional e Berivaldo Araújo, diretor-executivo do Instituto Alpargatas.

Araújo ressaltou a necessidade do envolvimento das empresas em atividades sociais, entre elas o esporte, apontado como um forte motivador no crescimento do indivíduo. Segundo ele, o Instituto Alpargatas desenvolve projeto de educação por meio das atividades esportivas nas comunidades onde existem fábricas da entidade. A ação atende crianças de 7 a 17 anos das escolas públicas da região.

“Quando chegamos, 52% dos alunos tinham notas abaixo da média. Um ano depois, erradicamos a reprovação entre os estudantes e hoje a média das notas é de 8,6”, exemplificou Araújo, acrescentando que o projeto abrange também a capacitação dos profissionais, a premiação de incentivo aos alunos e a prática esportiva aliada ao ensino interdisciplinar.

Programa Sesi Esporte

O representante do Sesi nacional apresentou outras possibilidades benéficas formadas através do investimento no esporte. Para a instituição, o Programa Sesi Esporte tem como objetivo promover em caráter socioeducativo, fundamentado na participação, formação e no rendimento, tendo em vista a valorização humana, a promoção social e qualidade de vida.

Sendo assim, a entidade, há dez anos aposta no Programa Atleta do Futuro – uma proposta de desenvolvimento integral e ampliação da cultura esportiva com a meta de formar cidadãos.

“Queremos atingir 500 mil crianças até 2015. Crianças não só para se transformarem em atletas olímpicos, mas especialmente cidadãos que possam fazer diferença no país”, confirmou Fagundes.

Outra iniciativa de sucesso apresentada na mesa-redonda foi a criação dos Jogos do Sesi. Instituído em 1947, o torneio hoje reúne, nas etapas estaduais, dois milhões de trabalhadores, representando 25% do universo das 7.500 indústrias do país.

Exemplo de sucesso

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Giovane Gávio, bicampeão mundial de voleibol e técnico da equipe masculina do Sesi-SP

Giovane Gávio contou um pouco de toda a sua trajetória como atleta. E foi através do esporte que o bicampeão olímpico aprendeu importantes valores de vida.

“Quando me mudei pra São Paulo para jogar, aos 16 anos, morava em uma casa com 23 atletas. Dois deles alcançaram a seleção brasileira: eu e Marcelo Negrão. Imaginem se pudéssemos atingir 23 mil garotos”, exclamou o treinador de vôlei do Sesi-SP.

Giovane também reforçou que o investimento no esporte de alto rendimento pode fomentar o interesse das crianças para fortalecer a base da modalidade. “Nós somos exemplo e, através disso, podemos fazer um grande bem para a sociedade”, concluiu.