Indústria de transformação pode perder 290 mil empregos com o fim da desoneração, aponta pesquisa da Fiesp

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Os dados são do estudo “Mudanças na desoneração da folha de pagamentos: impactos no emprego da indústria de transformação”, do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Decomtec-Fiesp).

No total, 54% das indústrias de transformação que participam da desoneração da folha irão demitir se essa política for retirada ou se houver elevação da atual alíquota de 1% para 2,5% do faturamento, conforme a proposta do governo. O estudo ainda apontou que a demissão de 290 mil trabalhadores industriais afetará a arrecadação de tributos sobre a renda e consumo e elevará as despesas do governo com seguro-desemprego. Além disso, 57 mil demissões adicionais devem ocorrer na economia, devido à redução de consumo das famílias dos desempregados pela indústria.

“O fim da desoneração vai deteriorar ainda mais a competitividade e a economia brasileira. Teremos um impacto nas demissões que deve chegar a R$ 2,6 bilhões ao ano na arrecadação tributária líquida da União. Além disso, o efeito líquido da redução da renúncia fiscal com a desoneração da folha será menor do que o esperado pelo governo”, afirma o diretor-titular do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho.

“A indústria não vai aceitar mudanças na lei de desoneração. Já estamos pagando um preço muito alto. E todas estas demissões só agravarão o quadro de crise pelo qual estamos passando”, conclui.

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Sociedade não aceitará aumento de impostos, afirma Skaf em nota

O governo publicou nesta sexta-feira (27/2) a Medida Provisória 669, que eleva as alíquotas de contribuição para a Previdência das empresas sobre a receita bruta, instituída no processo chamado de desoneração da folha de pagamento, a partir de 2011.

As empresas que recolhiam 1% sobre a receita bruta, passam a recolher 2,5%, e as que tinham alíquota de 2%, pagarão 4,5%.  Segundo a MP, as empresas poderão optar por pagar as novas alíquotas ou voltar ao sistema anterior.

Na prática, o governo acaba com o programa de desoneração da folha de pagamento.

Seria mais coerente se tivesse assumido de uma vez que o seu objetivo é extinguir o programa – aliás criado por esse mesmo governo com o objetivo de incentivar a criação de empregos e sob o argumento de que era necessário dar instrumentos para melhorar a competitividade das empresas.

É, portanto, um absurdo que o governo tenha que recorrer novamente ao aumento da carga tributária para socorrer suas finanças, num momento de queda da produção da indústria e de forte redução do emprego no país. Só em 2014, a indústria fechou 216 mil postos de trabalho e há grande chance de o PIB registrar crescimento negativo, tanto no ano passado quanto neste ano.

O ajuste fiscal que as contas públicas necessitam tem que ser baseado no controle do gasto, e não no aumento da tributação e no corte do investimento. O Brasil já paga uma das mais elevadas cargas tributárias do mundo, de 37% do PIB, quando os países com nível de desenvolvimento semelhante praticam entre 20% e 25% do PIB.

O governo promete corte de gastos, quando na prática o que se vê é que a estrutura continua inabalável. Nada aconteceu ainda.

As pessoas já estão sufocadas por tantos impostos e não podem arcar com mais nenhum aumento. A sociedade brasileira não aceitará aumento de impostos.

Paulo Skaf, presidente do Federação e do Centro das Indústrias das Indústrias do Estado de São Paulo  

Skaf: Medida Provisória que eleva teto para lucro presumido é mais uma vitória da indústria

Nota oficial

“Esta é mais uma vitória da indústria e irá favorecer a atividade econômica. É uma oportunidade de criar novos postos de trabalho no país”, afirmou Paulo Skaf, presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), sobre a Medida Provisória (MP) 612 editada nesta sexta-feira (05/04), que faz a revisão do teto do faturamento para as empresas que pagam impostos pelo lucro presumido, e também inclui novos setores na desoneração da folha de pagamento.

A revisão era uma reivindicação da indústria. “Já conquistamos a redução do preço da energia, a desoneração da cesta básica, a desoneração da folha de pagamento para vários setores da indústria. Agora, o governo atendeu nosso pleito pela elevação do teto do lucro presumido, o que reduz a carga tributária das empresas de menor porte, deixando nas mãos do setor privado R$ 1 bilhão por ano, e certamente contribuirá para o aumento da competitividade da economia brasileira”, concluiu Skaf.

A medida provisória também traz a desoneração da folha de pagamento de setores como jornalismo e radiodifusão, prestação de serviços aeroportuários, empresas de transporte aéreo de passageiros, transporte metroviário, engenharia e arquitetura e construtoras de obras de infraestrutura. Foram desonerados ainda transportes de cargas por navegação de travessia, marítimo e rodoviário e o setor de defesa.

Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp)

‘Governo precisa fazer muito mais – e mais rápido’, diz Skaf ao programa Jogo de Poder

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp, em entrevista ao programa Jogo de Poder SP, da Rede CNT

A velocidade do governo federal não é a mesma de que o Brasil precisa, de acordo com o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, ao participar do programa Jogo de Poder São Paulo, exibido na noite de domingo (24/02) na Rede CNT.

“O governo está no caminho de tentar fazer. Precisa fazer muito mais – e mais rápido. Caso contrário, põe em risco a indústria da transformação, que é o maior patrimônio [do Brasil]”, assinalou Skaf no quarto bloco do programa, destacando que o setor emprega mais de 10 milhões de pessoas, paga os melhores salários e desenvolve as regiões.

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Skaf reconheceu que o governo adotou medidas positivas, citando a desoneração da folha de pagamento de alguns setores, a queda na taxa básica de juros e a redução nas tarifas de energia. Mas ressaltou que o Brasil ainda sofre com a falta de competitividade.

“Nós ainda não temos isonomia. Nosso custo é muito mais alto que nos outros países que tem o melhor. O brasileiro é criativo, eficiente, talentoso. Temos que ter as mesmas condições para realmente gerar as riquezas aqui e não ficar importando. Nos últimos 10 anos, enquanto a indústria cresceu 19%, o comércio cresceu 102% – essa diferença foi de produtos importados”, explicou.

Juros

De acordo com Paulo Skaf, o Brasil não pode ser um país que vive exclusivamente de commodities. “É interessante (…) que você tenha as matérias-primas e (…) transforme dentro do Brasil, empregando intensivamente, dando bom emprego para o povo brasileiro, desenvolvendo o Brasil e criando condições para o desenvolvimento da economia.”

O presidente da Fiesp e Ciesp disse que ainda há muitos desafios. “Os juros baixaram. O suficiente? Ainda não. Os juros reais, acima da inflação, ainda são muito elevados. Espero que não venha essa história de subir os juros de novo. Isso é ruim para o Brasil”, alertou.

“A energia vai baixar, mas não significa que não possa continuar baixando. O gás no Brasil é muito caro. O custo de logística é caro, por deficiência nas estradas, portos, aeroportos, ferrovias. Precisamos investir na infraestrutura. A carga tributária no Brasil é muito alta”, completou.

Para Paulo Skaf, Dilma acerta em desonerar folha de pagamento, mas erra em manter impostos sobre os itens da cesta básica

Nota oficial

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) lamentam o veto da Presidente, publicado nesta terça-feira (18/09), à desoneração do Pis/Cofins e IPI incidentes sobre os alimentos que compõem a cesta básica, contida na Medida Provisória 563/2012. Os benefícios dessa desoneração atingiriam diretamente toda a sociedade brasileira, em especial 70% das famílias que utilizam mais de 30% da sua renda para a compra de alimentos, como mostram, há anos, estudos da Fiesp.

A desoneração seria o primeiro passo para corrigir uma grande distorção que contraria as próprias políticas sociais do governo federal: as famílias menos abastadas pagam proporcionalmente três vezes mais tributos do que aquelas com maior renda.

“Reconhecemos que o governo está no rumo certo quando anuncia desonerações na folha de pagamento de vários setores e veta as modificações no conceito de receita bruta que reduziriam o efeito dessas desonerações, mas erra ao não aliviar os alimentos da cesta básica”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

A justificativa dada pela Presidente ao veto foi a criação de um grupo de trabalho que irá discutir a composição da cesta básica e também a desoneração do imposto estadual (ICMS), que representa praticamente 50% do total dos tributos sobre alimentos no Brasil.

“O governo deixa de dar o exemplo aos Estados ao não desonerar os tributos que dependem exclusivamente do ato do Executivo Federal. A Fiesp continuará trabalhando para que essa importante conquista para a sociedade brasileira seja alcançada.”

Skaf: “Toda desoneração é sempre bem-vinda”

Nota Oficial

A desoneração da folha de pagamento para mais 25 setores da economia demonstra, mais uma vez, que o governo está preocupado em remover os entraves ao crescimento da produção e promover o aumento da competividade brasileira. A Indústria de transformação brasileira arca com 34% da carga tributária total, apesar de responder por menos de 15% do Produto Interno Bruto (PIB).

Nesse cenário, o conjunto de medidas adotadas recentemente é positivo e vai na correta direção da redução do custo Brasil: proposta de redução das tarifas de energia elétrica; série de queda da taxa básica de juros, manutenção da taxa de câmbio acima de R$ 2,00 e as desonerações sobre a folha.

Entretanto, o desafio de superar a falta de competitividade é amplo e exige empenho por parte do governo na adoção de medidas abrangentes e eficientes, com agilidade e constância. A desoneração da folha deve ser, portanto, generalizada, estendida para todo o setor produtivo, sem compensação com aumento de alíquota sobre o faturamento.

Melhor seria se essas medidas anunciadas aos poucos fossem concluídas de uma única vez, e novas medidas pudessem ser planejadas e implementadas ao longo do tempo.

“O governo acerta na ideia, mas erra na velocidade de implementação”, afirma o presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. “Se já tivesse adotado a redução do imposto sobre folha para todos os setores no ano passado, quando foi feita a desoneração para os primeiros quatro setores, poderia agora estar anunciando novas medidas tão necessárias e urgentes, como a ampliação do prazo de recolhimento de impostos das empresas, por exemplo”, conclui Skaf.

Setor da construção precisa de mais incentivos governamentais, afirma vice-presidente da Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Representando o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, na abertura da Concrete Show 2012, na capital, o vice-presidente da entidade e presidente do Conselho Superior da Indústria de Construção (Consic) da Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima, parabenizou nesta quarta-feira (29/08) as organizações do setor reunidas no evento e fez algumas considerações sobre a situação atual da construção civil no Brasil.

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José Carlos de Oliveira Lima discursa na abertura do Concrete Show South America 2012


“Este setor é importante, pois representa a base de toda a construção. E hoje a indústria de cimento merece nossos elogios porque se organizou, melhorou tecnologicamente e conseguiu reunir toda a cadeia do cimento”, analisou.

Oliveira Lima citou um dado da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), que aponta crescimento de 5% nas vendas na construção civil de janeiro a julho deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior. “Enquanto alguns falam de crise, nós falamos de crescimento e de investimento neste campo crescente no país”, afirmou.

Apesar deste aumento, o vice-presidente da Fiesp ressaltou que são necessários mais incentivos governamentais no setor da construção, como a desoneração da folha de pagamento dos trabalhadores, entre outros. “Assim como os automóveis, que devem ser contemplados com a prorrogação do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], temos que ter a prorrogação deste tributo em materiais de construção e a desoneração da folha de pagamento dos trabalhadores, para que o setor continue crescendo e investindo”, defendeu.

Competitividade

O vice-presidente da Fiesp disse, ainda, que o déficit habitacional no Brasil é de seis milhões de moradia: “Isso é resultante da falta de competitividade do país”, alertou, ao completar que o Brasil é o principal país dos BRICS (Brasil, Rússia, China e África do Sul). “Temos uma Copa do Mundo em 2014 e uma Olimpíada em 2016, e o país ainda tem problemas de mobilidade urbana, infraestrutura, aeroportos, estradas”, apontou, acrescentando que o setor da construção “é preponderante, e é fundamental que se melhore a tecnologia como um todo, porque não é apenas com tijolo sobre tijolo que vamos ter essa rapidez no atendimento dessa necessidade do mercado imobiliário, que está despontando e é uma realidade no Brasil”.

Ao final, Oliveira Lima convidou a todos os visitantes da Concrete Show 2012 a participarem do 10º Construbusiness, no dia 3 de dezembro próximo, na sede da Fiesp. “Vamos tratar de produtividade, qualidade e tratamento tributário diferenciado e sustentabilidade”, antecipou.

Cursos e serviços

O Concrete Show South America 2012 prossegue até o dia 31 de agosto, no Centro de Exposição Imigrantes (Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5, São Paulo, SP). O Serviço Nacional de Aprendizado Industrial de São Paulo (Senai-SP) está presente no evento, por meio de sua escola Orlando Laviero Ferraiuolo (Tatuapé), com um estande na Rua H, nº 760, onde o visitante tem a oportunidade de conhecer ensaios técnicos voltados à área do concreto (esclerometria, ruptura de corpos de prova, pasta de consistência normal, granulometria e speedy test). Além disso, a entidade da indústria divulgará seus cursos e serviços relacionados ao setor.