‘Faroeste Caboclo’ é o melhor filme de ficção no 10° Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Drama inspirado na canção homônima da banda Legião Urbana, o longa “Faroeste Caboclo” é o ganhador na categoria filme de ficção do 10° Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema – iniciativa que tem realização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) em conjunto com o Sindicato da Indústria do Audiovisual do Estado de São Paulo (Siaesp).

>> Conheça os vencedores do 10° Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema

Os coprodutores Bianca de Felippes (centro) e René Sampaio (direita), também diretor do filme, logo após receber o prêmio por "Faroeste Caboclo". Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

A coprodutora Bianca de Felippes disse que o projeto levou sete anos para ser produzido. “Estamos aqui comemorando um sucesso: o filme está no mundo inteiro, sendo lançado nos Estados Unidos, teve 1,5 milhão de espectadores. Foi um trabalho feito a muitas mãos, muitas cabeças, três produtores incansáveis. É uma emoção estar aqui.”

“Estou enormemente feliz e surpreso porque tínhamos outros incríveis filmes nesse ano. É uma honra enorme”, disse o diretor e coprodutor René Sampaio.

Premiada na categoria atriz principal, pela personagem Lota, no filme “Flores Raras”, Glória Pires disse que o filme levou 17 anos para ficar pronto e ser exibido.

“É muito especial receber esse prêmio porque o filme levou 17 anos para acontecer”, disse a atriz após receber o troféu das mãos de Irandhir Santos, eleito ator principal pelo trabalho em “Tatuagem”.

“Há sete anos o cinema me roubou e eu me deixei levar, estou cada vez mais apaixonado, mas o buraco da saudade do teatro aumentou a cada ano. E com esse presente que o Hilton [Lacerda, diretor] me deu tive a oportunidade de viver as duas artes”, disse o ator, também premiado em 2013 pelo filme “Febre do rato”.

Na categoria de melhor diretor, prêmio para uma dupla: Rubens Rewald e Rossana Foglia, pelo filme “Super Nada”. “Queria agradecer à Fiesp por manter essa premiação que já está no calendário. Que continue por muitos anos”, disse Rewald.

Ele só quer ser cantor 

Uma das atrações da cerimônia foi o cantor Jair Rodrigues (“Super Nada”).  “Quero agradecer aqui ao diretor Rubens Rewald, que me ensinou muita coisa”, começou Rodrigues, arrancando risadas da plateia ao contar que o personagem estava muito de acordo com ele. “Não quero mais esse negócio de carreira de artista. Quero seu cantor”, exclamou.

Representando o presidente das entidades, Paulo Skaf, o superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, disse que o Sesi-SP nos últimos dez anos procurou associar-se a todas as manifestações que tenham como principal objetivo o desenvolvimento humano e as manifestações das linguagens das pessoas. “E o cinema é uma dessas linguagens”, arrematou.

A curadoria do 10° Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema é de André Sturm.

Glória Pires no 10º Prêmio Fiesp/Sesi de Cinema: ‘Sensação de dever cumprido’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Estrela entre as estrelas presentes ao Teatro do Sesi-SP na noite desta terça-feira (01/04), Glória Pires era só sorrisos e agradecimentos por ter levado o troféu de melhor atriz pelo filme “Flores Raras” no 10º Prêmio Fiesp/Sesi de Cinema. Ela aproveitou a ocasião para destacar a memória da arquiteta e paisagista Lota de Macedo Soares, seu papel na película.

“Tudo o que vem junto com um filme é especial”, disse Glória. “Interpretar pessoas que realmente existiram é mais especial ainda, a minha sensação é de dever cumprido”.

“Flores Raras” conta a história de amor entre Lota e a poetisa norte-americana Elisabeth Bishop. A obra é ambientada no Brasil, nos anos 1950 e 1960, tendo como principais cenários as paisagens do Rio de Janeiro.

Glória: orgulho por ter interpretado Lota Macedo de Soares no cinema. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Glória: orgulho por ter interpretado Lota Macedo de Soares no cinema. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

A melhor atriz no 10º Prêmio Fiesp/Sesi de Cinema contou ainda que se sente honrada por ter ajudado a levar ao público um pouco da vida da arquiteta, que participou de trabalhos como o projeto de urbanização do Aterro do Flamengo, na capital carioca.

“A Lota não gostava muito de fotos e eu não tive acesso a vídeos, a nada”, afirmou Glória. “Mesmo assim, pessoas que a conheceram e viram o filme disseram que havia muita semelhança entre nós”, disse. “Brinco que deve ter sido obra da principal interessada na história”.

Dezessete anos depois  

A atriz fez questão de elogiar ainda o empenho da produtora Lucy Barreto para levar o filme adiante, já que o fato de abordar o romance entre duas mulheres afastou muitos patrocinadores. O longa foi dirigido por Bruno Barreto. “A espera foi tanta, durou 17 anos, que eu nem esperava mais que esse trabalho saísse”, contou. “E a Lucy sempre dizia que só via a mim interpretando a Lota”.

Para Glória, “Lucy Barreto também é uma flor rara”. “Foi gratificante demais ter feito o filme”, disse. “Assim como é gratificante que existam no Brasil festivais importantes como esse da Fiesp e do Sesi-SP”.

Melhor Ator

Já o prêmio de melhor ator principal ficou com Irandhir Santos, por sua atuação em “Tatuagem”, de Hilton Lacerda.