Bachiana Filarmônica Sesi-SP se apresenta no Theatro Municipal do Rio

O Sistema Firjan, em parceria com a Fiesp, faz uma homenagem ao Rio de Janeiro, cidade sede dos Jogos Olímpicos 2016, e promove no próximo domingo (6/3) uma apresentação única da Bachiana Filarmônica Sesi-SP no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Os ingressos para a apresentação custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada).

Com repertório voltado para a história das Olimpíadas, a Bachiana Filarmônica Sesi-SP idealizou um espetáculo com obras de grandes compositores, inspiradas pela Grécia, berço histórico dos Jogos Olímpicos no século VIII a.C. Fazem parte do repertório composições de Mozart, Glazunov, o tema de “Zorba, o Grego” e três obras de Beethoven: “Ruínas de Atenas”, opus 113; “As Criaturas de Prometeus”, opus 43; e “A Consagração da Casa”.

Com o esporte sob os holofotes, o Sistema Firjan levará para assistir ao concerto 600 crianças e adolescentes do Atleta do Futuro, uma das atividades contempladas pelo Sesi Cidadania. O programa, criado em 2010, promove a cultura, a educação, o esporte e o lazer para moradores das comunidades atendidas pelas UPPs no Rio de Janeiro. Na certeza de que a prática incentiva a formação educativa e sociocultural, o programa também levará 400 alunos da Educação Básica da Escola Sesi, acompanhados de seus professores.

Na ocasião também estarão presentes o presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf e algumas das estrelas olímpicas do Sesi-SP – Murilo, Serginho, Fabiana e Jaqueline, do vôlei, e Verônica Hipólito e Marco Aurelio Lima Borges, do atletismo paralímpico –, que serão homenageados pela orquestra.

O presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, afirma que o evento é uma forma de democratizar o acesso à cultura e incentivar a formação de público para música. “Nós acreditamos na força da cultura e do esporte como instrumento de mudança social. O Sistema Firjan faz um trabalho de referência nesse sentido nas comunidades do Rio com presença de UPPs. Por isso, estamos felizes em trazer para crianças e jovens dos nossos projetos o concerto de uma orquestra alinhada com essa proposta, que traz o Sesi no nome, e é dirigida por um dos maiores expoentes brasileiros da música clássica. É também um presente que estamos oferecendo ao público do Rio de Janeiro, um repertório que homenageia a Cidade Olímpica e, ao mesmo tempo, reforça a importância de uma sólida formação sociocultural de nossa juventude, por meio da democratização do acesso à arte e ao esporte”, diz.

A Bachiana Filarmônica começou em 2004 e seis anos depois foi adotada pelo Sesi-SP. Formado hoje por 60 musicistas, o grupo é considerado a maior orquestra de iniciativa privada do Brasil. “Nós temos um grande time de craques na​ orquestra Bachiana Filarmônica do Sesi-SP, um exemplo ​de que ​o trabalho em equipe pode ser um grande transformador​, mudando a vida das pessoas. Além de mexer com os sentimentos, a música educa, envolve e gera união”, afirma o presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf. “Assim também é com o esporte. ​Nada mais justo que,​ nesse domingo tão especial​, a Bachiana ​faça uma homenagem ​ao ​Rio de Janeiro, cidade sede das Jogos Olímpicos 2016. Vamos poder usufruir de todo o talento e espírito ​de união ​de​ nossos músicos e atletas de ponta. É a cultura entrelaçada com o esporte​, mostrando aos brasileiros que sonhos ​podem ser realizados ​com esforço, disciplina e dedicação”, completa ele.

O público terá a oportunidade de ver o maestro João Carlos Martins assumindo o piano, instrumento que lhe deu fama mundial como intérprete de Bach. Além do repertório com nomes conhecidos da música clássica, o maestro vai solar canções-temas de dois filmes famosos: “Nunca aos Domingos”, de 1960, dirigido por Jules Dassin, e que rendeu o Oscar de melhor canção em 1961 com a trilha de Manos Hadjidakis; e o tema igualmente célebre do filme “Zorba, o Grego”, de 1964, dirigido por Michael Cacoyannis, com o ator Anthony Quinn.

João Carlos Martins rege a orquestra Bachiana Filarmônica Sesi-SP no Theatro Municipal do Rio, uma casa de espetáculo que representa a própria trajetória da cultura brasileira. “É com grande prazer que homenageamos essa cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro, próxima sede Olímpica, com um espetáculo especial e cheio de emoção. Este concerto é inspirado na mitologia e na cultura grega, e vai contar a história da música através do maior evento esportivo do planeta, as Olimpíadas. Me alegra também poder proporcionar uma experiência como essa, em pleno Theatro Municipal, para diversas pessoas que talvez estejam entrando em contato com a música clássica pela primeira vez”, revela o maestro.

 

Serviço:

Evento: Bachiana Filarmônica Sesi-SP faz tributo à Grécia Antiga

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/n – Centro)

Data e hora: 6 de março (domingo), às 16h

Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada) – ou na bilheteria do Theatro Municipal, de segunda a sexta, sábados, domingos e feriados das 10h às 18h. Nos dias de espetáculos, das 10h até a hora do início da apresentação.

Jornal Nacional entrevista Paulo Skaf sobre proposta de união pela governabilidade

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, declarou nesta quinta-feira (6/8) ao Jornal Nacional, da Rede Globo, que “é momento do Congresso votar projetos que sejam bons para o Brasil, é momento do governo cortar suas despesas”.

A reportagem do Jornal Nacional destacou o apoio dado por Fiesp e Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) à proposta do vice-presidente da República, Michel Temer, de união em busca de responsabilidade, diálogo e ação para preservar a estabilidade institucional do Brasil. “Essa busca de entendimento é necessária, para o bem do Brasil”, afirmou Skaf.

Clique aqui para assistir à reportagem do Jornal Nacional. As declarações de Skaf também foram veiculadas nesta sexta-feira (7) no Bom Dia Brasil, jornal matinal da Rede Globo.

Paulo Skaf durante entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo. Imagem: Reprodução

Fiesp e Firjan premiam melhores práticas sindicais de 2014

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A solenidade de entrega da edição 2014 do Prêmio de Melhores Práticas Sindicais, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), reuniu presidentes de sindicatos e representantes de associações na noite desta terça-feira (18/11), na sede da entidade paulista. A premiação busca a valorização do trabalhos e das iniciativas realizadas pelos sindicatos dois dois estados.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse ser importante trabalhar em prol do fortalecimento das empresas e indústrias brasileiras, que geram emprego, criam inovação e desenvolvimento. “Nossa parte nós estamos fazendo”, disse o presidente.

Skaf: "Não permitirmos aquilo que não seja de interesse do Brasil". Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Paulo Skaf: "Não permitirmos aquilo que não seja de interesse do Brasil". Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Na visão de Skaf, a união cada vez maior entre as indústrias paulistas e fluminenses é “muito necessária”.

“É importante esse foco comum”, afirmou Skaf.

Skaf ainda alertou sobre o agravamento do desemprego que, em sua análise, é um risco em 2015. “Teremos uma situação complicada na economia, e também no lado político”, avaliou.

Gouvêa Vieira: em defesa dos interesses das indústrias. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira: em defesa dos interesses das indústrias. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“A palavra é força, para não permitirmos aquilo que não seja de interesse do Brasil”, concluiu o presidente da Fiesp.

Em seguida, o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, afirmou que os governantes deveriam trabalhar para a criação de um ambiente propicio para o crescimento econômico.

“Quando o governo perde tempo fazendo normas e fiscalizações absurdas, como a Norma Regulamentadora-12, deixa de fazer reformas importantes, como a reforma trabalhista”, afirmou.

“Precisamos levantar bandeiras para a defesa das empresas. São empresários e trabalhadores que criam as riquezas da nação”, completou o dirigente.

Na visão de Paulo Henrique Schoueri, diretor titular da Central de Serviços (Cser) da Fiesp, diante do “momento delicado” que a economia brasileira atravessa, é necessário a existência de “associações fortes que lutem pelas bandeiras das indústrias”.

O diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e superintendente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Walter Vicioni, participou da solenidade.

Os vencedores ao lado dos presidentes da Fiesp e da Firjan. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

A LISTA DE PREMIADOS DA FIESP

Categoria: Infraestrutura Administrativa e Financeira de Sistemas e Recursos Humanos

1º – Sindicato da Indústria de Artigos e Equipamentos Odontológicos, Médicos e Hospitalares do Estado de São Paulo (Sinaemo)– Prática: Implantação de Sistemas Integrados de Gestão Financeira

2º – Sindicato das Indústrias de Beneficiamento e Transformação de Vidros e Cristais Planos do Estado de São Paulo (Sinbevidros)

3º – Sindicato da Indústria de Abrasivos (Sinaesp)/ Sindicato da Indústria de Artefatos de Ferro, Metais e Ferramentas em Geral no Estado de São Paulo (Sinafer)

Comunicação Programas de Associativismo e Promoção Comercial

1º – Sindicato das Indústrias do Vestuário – (Sindivestuário) – Prática: Plataforma B2B de Negociação

2º – Sindicato da Indústria do Mobiliário de Mirassol (Simm)

3º – Sindicato da Indústria de Perfumaria e Artigos de Toucador no Estado de São Paulo (Sipatesp)

Categoria – Defesa Setorial

1º – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim)/ Sindicato da Indústria de Produtos de Cimento do Estado de São Paulo (Sinprocim)

2º – Sindicato das Indústrias Gráficas no Estado de São Paulo (Sindigraf)

3º – Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma)

Categoria- Responsabilidade Social

1º – Sindicato Nacional da Indústria de Pneumáticos, Câmaras de Ar e Camelback (Sinpec) – Prática: O Ciclo Sustentável do Pneu

2º – Sindicato da Indústria da Construção do Mobiliário e de Cerâmicas de Santa Gertrudes (Sincer)

3º – Sindicato das Indústrias do Calçado de Birigui (Sinbi)


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Fiesp e Firjan formam 3ª turma do MBA em Gestão Empreendedora para a educação

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O Teatro do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o Teatro do Sesi-SP, recebeu na tarde desta terça-feira (18/11) a cerimônia de formatura de 200 gestores escolares de São Paulo e do Rio de Janeiro no curso de MBA em Gestão Empreendedora.

Walter Vicioni: “Precisamos de uma nova escola pública de qualidade, de referência. Para isso, precisamos atuar em três eixos: reconhecimento do professor, educação integral com qualidade, não apenas segurar as crianças na escola, e a autonomia da gestão da escola”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Oferecido gratuitamente, o MBA é resultado de uma parceria das Federações das Indústrias dos Estados de São Paulo (Fiesp) e do Rio de Janeiro (Firjan), do Sesi-SP, e das secretarias de educação dos dois estados. O objetivo é o de aumentar a qualidade da educação pública. A parceria vai até 2017 e tem a meta de capacitar 3.200 profissionais de educação. O curso tem 18 meses de duração.

O diretor da divisão de Educação e Cultura do Sesi-SP, Fernando Carvalho, deu as boas-vindas aos alunos e entregou a placa de homenagem ao professor Ricardo Drummond. Em seguida, o diretor da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis da Universidade Federal Fluminense (UFF), Fernando Augusto Lagoeiro de Oliveira, também parabenizou os formandos.

Em nome dos alunos, o orador Nivaldo Menegatti agradeceu pela oportunidade. “Estou muito honrado por fazer parte dessa turma e agradeço ao Sesi-SP por tudo que tem nos proporcionado”, afirmou o gestor, que elogiou o conteúdo e os colegas de curso.

O superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni, entregou os prêmios aos alunos que se destacaram por mérito acadêmico: Elisabeth Pecegueiro de Souza, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, e Margareth de Cassia Magalhães, do Sesi-SP.

“Precisamos de uma nova escola pública de qualidade, de referência. Para isso, precisamos atuar em três eixos: reconhecimento do professor, educação integral com qualidade, não apenas segurar as crianças na escola, e a autonomia da gestão da escola”, afirmou Vicioni.

“O desafio é transformar nossas escolas em únicas e eu espero que o MBA posso ajudar nisso.”


Desafios aos diretores

Como parte da comemoração, os formandos tiveram a oportunidade de ver a palestra “Gestão pedagógica da escola ou a qualidade da gestão: desafios e possibilidades”, com o professor Erisevelton Silva Lima, especialista em administração educacional.

Para ele, a esperança é uma das características fundamentais do educador. “Temos o dever de não deixar que nenhuma outra instituição tome a frente da escola no papel de educar”, alertou. “A educação é a área de quem acredita que ainda tem jeito, que é possível transformar, que não se entrega diante das dificuldades, que olha os problemas e entende que são desafios.”

Ele também elogiou os alunos do MBA, reforçando que é essencial estar sempre disposto a aprender. “Quando a gente para de estudar, a gente se torna cruel, porque esquece o quanto é difícil aprender.”

Formandos

O conteúdo e formato do MBA foi aprovado pelos alunos. “O curso foi fantástico! Está acrescentando muito no dia a dia da escola, estamos colocando muita coisa em prática. Além do conteúdo, houve uma troca de experiência com outras escolas e outros profissionais”, disse Zilda Borba Cambiatti, da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo.

Denise Kelly Alves, do Sesi-SP de Mauá, o MBA foi enriquecedor. “Foi possível fazer a ponte entre teoria e prática, dentro das nossas unidades. Foi muito enriquecedor vivenciar a prática com base no que aprendemos.”

Uma das premiadas por mérito acadêmico, Margareth de Cassia Magalhães, do Sesi-SP de Cubatão, ressaltou a aplicabilidade do conteúdo. “Foi uma experiência maravilhosa. O curso dá uma dimensão exata do que a gente enfrenta na escola, como gestor, e mostra as possibilidades para melhorar nosso trabalho”, afirmou. “Faz a gente conhecer o potencial da nossa equipe e evoluir, chegando até o aluno, que é nosso maior objetivo.”

‘Portos podem funcionar 24 horas virtualmente’, diz diretor do Porto de Santos

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Dos temas principais, a maior agilidade e o uso da inteligência nos serviços portuários e aeroportuários, foram debatidos em painel sobre os portos e aeroportos 24 horas no Brasil, na tarde desta quarta-feira (21/05), na Semana da Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Diretor de Planejamento Estratégico e Controle do Porto de Santos, Luis Claudio Montenegro, destacou ações como o chamado Porto sem Papel, com informações disponíveis e que possam “ser compartilhadas por todo mundo”.

“Portos podem funcionar 24 horas virtualmente”, explicou. “De qualquer lugar, posso fazer a liberação de cargas e navios.”

Segundo Montenegro, os navios podem mandar as informações para serem analisadas pelo sistema antes mesmo de chegarem ao seu destino. Todos esses dados são armazenados e organizados pelo sistema. “O Porto de Santos foi o primeiro a adotar o Porto sem Papel”, disse.

Montenegro: “De qualquer lugar, posso fazer a liberação de cargas e navios”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Montenegro: “De qualquer lugar, posso fazer a liberação de cargas e navios”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Outra medida sugerida foi a adoção de etiquetas eletrônicas, inteligentes, protegidas por lacres também eletrônicos, com informações sobre as mercadorias, sempre com o foco na agilidade dos processos. “A informação eletrônica deve estar disponível”, destacou o diretor de Planejamento Estratégico e Controle do Porto de Santos.

Navio parado

Advogado da Portonave S/A – Terminais Portuários de Navegantes, Diego de Paula destacou que a Nova Lei dos Portos  veio para aumentar a eficiência nos terminais portuários. “Hoje não se aceita mais navio parado”, disse.

Conforme De Paula, no país, hoje, são necessários 17 dias para embarcar um produto. “Na Europa, são três dias, em média”. Nessa linha, o delegado-chefe da Receita Federal na delegacia de Foz do Iguaçu, Gilberto Tragancin, afirmou que o tempo médio da atracação do navio até o registro de presença da carga no porto, no Brasil, é de 2,55 dias.

Entre os pontos apontados por Tragancin como entrave para o melhor funcionamento dos portos estão a baixa demanda pelos serviços no horário noturno e o baixo aproveitamento da mão de obra. “Precisamos que exportadores e importadores se envolvam mais nas etapas que lhes competem”, disse.

Funcionamento integral

Especialista pleno em competitividade industrial e investimentos no Sistema Firjan, que inclui a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Riley de Oliveira, lembrou que o Brasil tem “alguns dos melhores portos do mundo”, mas que é preciso pensar no funcionamento integral desses locais, não na operação parcial dos serviços.

Para isso, diz ele, o funcionamento 24 horas deve ser regra em todos os terminais. Nesse ponto, é fundamental a integração do Portal Único do Comércio Exterior com os órgãos estaduais. “A conclusão total do Portal está prevista para 2017, quando precisamos disso há duas décadas”, disse.

Oliveira: funcionamento integral dos portos e aeroportos.  Foto: Everton Amaro/Fiesp

Oliveira: funcionamento integral dos portos e aeroportos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A ampliação do programa Aeroporto 24 Horas para os oito principais aeroportos de carga do país é, na opinião de Oliveira, outra medida essencial.

Rumo ao futuro

Consultor técnico da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) e também participante do debate, Adalberto Febeliano destacou a integração proporcionada ao comércio pela internet, com transações cada vez mais individualizadas, levando em conta os comportamentos dos consumidores. Isso seguindo a lógica das “informações sobrepostas”.

O que tudo isso tem a ver com os portos e aeroportos 24 horas? “É preciso ser competitivo nesse ambiente, estar no ar 24 horas por dia, sete dias por semana”, explicou. “Boa parte das ações pode ser automatizada com o apoio da rede”.

Segundo Febeliano, o preenchimento de fichas com mil itens de informação pelos importadores no Brasil é uma forma de tratar esses agentes como “contrabandistas”.

“Será que precisamos de tudo isso?”, questionou.

L.E.T.S

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico.

O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

Para vice-presidente da Firjan, investimento em PPPs é o futuro da infraestrutura

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Sistema Firjan), Carlos Mariani Bittencourt, destacou a importância da parceria entre a entidade e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na abertura da Semana da Infraestrutura – L.E.T.S., na manhã desta segunda-feira (19/05), no Hotel Unique, em São Paulo.

Carlos Mariani Bittencourt, vice-presidente da Firjan: "o investimento em PPPs é o caminho para o investimento da infraestrutura do país". Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“A Firjan abraçou este evento, o mais importante da América Latina sobre o tema, dando continuidade a já bem sucedida parceria entre Fiesp e Firjan, que começou no Humanidade 2012”, disse Mariani Bittencourt, representando o presidente Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira.

Na opinião de Bittencourt, o L.E.T.S. tem conteúdo suficiente para proporcionar debates que tragam resultado. “São Paulo dará o exemplo para levarmos adiante um projeto dessa magnitude.”

O vice-presidente da Firjan lembrou algumas das parcerias já bem sucedidas entre as duas entidades, como o “Programa Portos e Aeroportos 24 horas”, proposto pela Firjan e apoiado pela Fiesp, e que resultou na  melhoria da capacidade extra de movimentação em todos os portos e aeroportos em que a ação foi implementada.

“O prazo médio de movimentação de carga diminuiu em quatro dias, enquanto nos portos e aeroportos em que não foi implementado houve um leve aumento desse prazo”, afirmou.

“Com o programa, subimos para 69º posição no ranking de portos com maior eficiência, o que é bom, mas longe ainda do que desejamos atingir”, explicou.

Bittencourt citou outras parcerias, como o “Setor Único”, que gerou menos burocracia, mais agilidade, menor custo e mais competitividade; e a campanha “Energia a Preço Justo” que reduziu o custo de energia elétrica em ate 20% o custo para as indústrias.

Ao concluir, o vice-presidente destacou a importância dos investimentos nas parcerias público-privadas (PPPs). “É preciso abrir espaço de forma convicta para o potencial da empresa privada, pois o investimento em PPPs é o caminho para o investimento da infraestrutura do país. E a Parceria Firjan-Fiesp está trabalhando para isso.”

L.E.T.S

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico. O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

Fiesp discute ineficiência no combate de perdas na distribuição de água

Agência Indusnet Fiesp 

Com o objetivo de discutir projetos de combate às perdas e uma gestão mais eficiente na área de saneamento básico, a Semana de Infraestrutura (LETS) realiza o painel “Redução de Perdas no Abastecimento de Água”. O encontro,  que acontece de 19 a 22 de maio, no Hotel Unique, em São Paulo, é promovido da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e unifica os tradicionais eventos anuais da entidade paulista sobre infraestrutura.

“A gestão eficiente e o incremento de recursos para viabilização de projetos são alguns dos fatores chave para reduzir as perdas no País.  Este painel, dedicado para a área de saneamento básico, discutirá as principais soluções e os caminhos para viabilizar os projetos de combate às perdas, com foco na gestão de recursos, na viabilidade técnica e financeira e na alternativa por meio dos contratos de performance para redução de vazamentos e operação eficiente na distribuição de água”, afirma Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp.

Segundo o Instituto Trata Brasil, o Brasil perde cerca de 40% de água tratada, entre a saída da estação de tratamento e a entrada nas casas, mais da metade da população não tem coleta de esgoto, apenas 38% do esgoto é tratado e aproximadamente 36 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água tratada. Pesquisas realizadas pela Agência Nacional da Água (ANA) mostram que o Brasil necessita de um investimento de R$ 70 bilhões para proteger os recursos de água do país, evitando escassez e outros problemas graves.

Para Cavalcanti, é preciso avançar muito para evitarmos esse tipo de gargalo. “Saneamento é primordial para o desenvolvimento sustentável. Em São Paulo, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) teve perdas de 30% em 2011. Foi um total de 1 trilhão de litros. A Represa de Guarapiranga, por exemplo, tem 171 bilhões de litros. Ou seja, as perdas da Sabesp equivalem esvaziar seis represas por ano. Precisamos de melhoria de gestão, planejamento, regulação e fiscalização”, completa o diretor.

Para mais informações, acesse: www.fiesp.com.br/lets

Serviço

Semana da Infraestrutura (LETS)
9º Encontro de Logística e Transporte
15º Encontro de Energia
6º Encontro de Telecomunicações
4º Encontro de Saneamento Básico
Datas e horários: Dias 19,20,21 e 22 de maio, das 8h30 às 18h30

Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jd Paulista – São Paulo

Iniciativa da Fiesp e do Sesi-SP forma primeira turma de MBA em gestão empreendedora

Ariett Gouveia e Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

Nesta segunda-feira (25/11), foi realizada, no Teatro do Sesi-SP, a formatura da primeira turma do curso de MBA em gestão empreendedora promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Desenvolvido em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e pelos governos dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, o MBA formou 120 alunos, dos quais 65 trabalham em unidades escolares do Sesi-SP ou em escolas parceiras e 55 fazem parte da rede estadual de ensino. Com duração de 18 meses, o curso de 360 horas é desenvolvido em três módulos: Empreendedorismo, Gestão e Educação, com 15 disciplinas ao todo. O certificado é expedido pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e as aulas presenciais ocorrem uma vez ao mês, em unidades do Sesi-SP e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Na ocasião, o superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves, falou sobre a importância da melhoria da escola pública. “Acredito fortemente na educação brasileira e de São Paulo”, disse. “Se cada um de nós tiver esse desejo de fazer bem feito, de fazer com diligência o que precisa ser feito, vamos poder fazer uma escola de qualidade para todos”, afirmou. “Se o interesse for a melhoria da escola pública, o Sesi-SP estará sempre junto nesse processo.”

“Aproveitem essa oportunidade que lhes foi dada e realizem ações inovadoras, capazes de possibilitar avanços na educação brasileira”, recomendou o professor e diretor de Cultura e Educação do Sesi-SP, Fernando de Carvalho, que fez o primeiro discurso do dia em homenagem aos formandos do MBA.

Carvalho na formatura do MBA nesta segunda-feira (25/11): “Aproveitem essa oportunidade”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Carvalho na formatura do MBA: “Aproveitem essa oportunidade”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

“Sem vocês não adiantaria ter escolas, salas de aula ou laboratórios, vocês são realmente pessoas especiais e fazem a diferença” afirmou Paulo Skaf, presidente da  Fiesp e do Sesi-SP, no vídeo  em que parabenizou e agradeceu a primeira turma a concluir o curso de MBA em gestão empreendedora.

Em nome de todos os alunos, o formando e orador da turma Ricardo Antonio de Barros homenageou o professor Robson Moreira Cunha e agradeceu não só aos seus tutores, mas também ao Sesi-SP e à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, que proporcionaram a realização  do curso. “Foi muito bom aprender a teoria daquilo que já era uma prática em nossas unidades escolares, afinal, teoria e prática deveriam caminhar juntas, sempre”, disse Barros.

Depois da entrega dos 120 diplomas, três alunos do curso foram homenageados com uma placa por mérito acadêmico: Assunta Terezinha Perizollo Donadel, Heliana Battaglia Beltrame e Fátima Aparecida Laranjeira de Oliveira.

Para encerrar a cerimônia, o maestro e músico João Carlos Martins, acompanhando pelo tenor Jean William, apresentou duas músicas no piano: “Melodia”, de Villa-Lobos, e “My Way”, de Frank Sinatra.

Jean William e o maestro João Carlos Martins ao piano: música para os formandos do MBA. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Jean William e o maestro João Carlos Martins ao piano: música para os formandos. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Os formandos

Entre os formandos, a diretora de escola Andrea Aparecida Tomazia terminou o curso muito satisfeita com o que aprendeu. “Eu adorei porque tive acesso a mais informações e professores muito competentes. Encontrei o que eu buscava para a minha escola”. Ela está colocando seus novos conhecimentos em prática e conta que o projeto desenvolvido a partir do curso de MBA já foi aprovado pelo Ministério da Educação para ser aplicado em sala de aula.

O diretor da escola estadual Casimiro de Abreu, de São Paulo, Jorge Luiz Muniz Santos, também contou que já colocou em prática o que aprendeu durante o MBA. “O curso permitiu uma reformulação na forma de pensar e na organização da escola, já que eu passei a olhar a escola como uma empresa, que tem que demandar processos. Passei a repensar toda a estrutura, desde a questão de espaços até a potencialidade das pessoas”, contou. “Desde a primeira aula, já comecei a tentar trazer as experiências em aulas para o cotidiano da escola. A escola que eu recebi como diretor já é totalmente diferente da escola que eu tenho hoje.”

Santos também ressaltou a gratuidade do curso. “É uma grande oportunidade que o Sesi-SP nos oferece, porque eu não conseguiria fazer um curso como esse por conta própria”.

Andrea Bertolani, diretora do Sesi-SP em Brotas, também elogiou a estrutura do curso. “Foi um aprendizado muito grande, foram 18 meses de intenso estudo e crescimento. A gente pode aplicar muita coisa na escola, de forma prática”, disse. “Foi um privilégio poder fazer esse curso, sem custo e com muitos resultados.”

 

MBA de Gestão Empreendedora promovido pela Fiesp e Sesi-SP forma primeira turma

Agência Indusnet Fiesp

Aula inaugural aconteceu em junho de 2012. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

O curso de especialização latu sensu MBA em Gestão Empreendedora promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) terá seus primeiros 118 formandos em evento que será realizado na segunda-feira (25/11), no Teatro do Sesi-SP.

As atividades serão iniciadas às 9h, com a palestra do Prof. Dr. Saulo Rocha, coordenador do curso, e a cerimônia de entrega dos certificados está marcada para as 14h.

Resultado de parceira entre a Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado Rio de Janeiro (Firjan) e os governos dos respectivos estados, o curso tem como objetivo a qualificação de profissionais da educação da rede pública.

“O curso contribui para melhorar os processos escolares e capacitar os profissionais, a fim de dar aos alunos educação de qualidade, além de preparar os profissionais para enfrentar os desafios do dia a dia”, afirma o presidente da Fiesp, do Sesi-SP e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP), Paulo Skaf.

A proposta da parceria é formar até 3.200 gestores da rede escolar estadual, da rede escolar Sesi-SP e das escolas públicas municipais conveniadas ao Sistema Sesi-SP de Ensino, entre 2012 e 2017.

Oferecido gratuitamente na modalidade semipresencial (EAD), o curso tem carga horária de 360 horas e o certificado será expedido pela Universidade Federal Fluminense (UFF). As aulas presenciais ocorrem uma vez ao mês, em unidades do Sesi-SP e do Senai-SP.

O programa do curso é desenvolvido em três módulos: Empreendedorismo, Gestão e Educação, com 15 disciplinas ao todo. Os alunos se aprimoram conhecimentos e aprendem a utilizar ferramentas de gestão educacional e institucional, tendo como base o desenvolvimento de uma conduta empreendedora na educação.

Serviço

Evento: Formatura da 1ª turma do MBA em Gestão Empreendedora – Educação
Data: 25/11/2013, às 9h, com entrega dos certificados às 14h
Local: Teatro do Sesi – Avenida Paulista, 1313. São Paulo-SP

Sesi-SP abre novas turmas do MBA em ‘Gestão Empreendedora’ para profissionais do ensino da rede pública

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Sequência de projeto lançado no primeiro semestre de 2012, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) promove ao longo desta segunda-feira (19/08), no Teatro do Sesi-SP, a aula inaugural das novas turmas do curso de pós-graduação de MBA em “Gestão Empreendedora”.

A iniciativa é resultado de uma parceria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Federação das Indústrias do Estado Rio de Janeiro (Firjan) com os respectivos governos dos estados,  visando o aprimoramento de profissionais da educação da rede pública em ambos estados.

Paulo Skaf: curso de MBA está em um bom ritmo na rede estadual. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Estas são a quarta e quinta turma com 400 novos alunos/gestores de Campinas e São Paulo. A primeira turma, com 219 inscritos, deve se formar em novembro de 2013. A segunda e a terceira turma, ambas com 400 alunos, devem se formar em setembro e novembro de 2014, respectivamente.

O presidente Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, participou da aula inaugural para os novos alunos.

“Na rede estadual, esse curso de MBA está em um bom ritmo. Estamos chegando a 1.000 alunos, mas a nossa meta é chegar a 3.200 alunos”, afirmou Skaf.

A iniciativa contabiliza investimentos totais de R$ 41,6 milhões, sendo R$ 32 milhões aportados pela indústria de São Paulo, representada pela Fiesp, e R$ 9,6 milhões pela indústria do Rio de Janeiro, representada pela Firjan.

Walter Vicioni: 'objetivo do programa é que cada gestor possa transformar sua escola em única'. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“Esse acordo é para ajudar e apoiar a rede pública. O objetivo do programa é que cada gestor possa transformar sua escola em única. Porque se ela for única em seu método de ensino vamos ter no Estado um nível de ensino de qualidade”, disse Walter Vicioni, superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).


Novidades

Na abertura, pela manhã, a coordenadora do projeto, professora doutora Sandra Mariano, da Universidade Federal Fluminense (UFF), instituição certificadora do MBA, apresentou as disciplinas e novidades do curso para os cerca de 400 alunos ingressantes.

“Vocês serão a primeira turma a ter uma disciplina especifica sobre avaliação e qualidade na educação”, informou Sandra. “A ideia é a conseguir olhar para a qualidade da escola a partir dos indicadores. E fazer uma reflexão de como podemos melhorar a nossa escola, conhecendo o desempenho de cada turma”, acrescentou.

Sandra Mariano, da UFF: curso permite reflexão sobre como 'podemos melhorar a nossa escola'. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A professora doutora Cristine Barreto fez a apresentação da disciplina “Ambientação de Novas Tecnologias”. Em sua aula, ela destacou no uso das plataformas de mobile learning, flipped classroom e games, aplicados para o ensino. E deixou um conselho aos alunos: “O importante é focar nas pessoas e usar a tecnologia para criar com elas.”

Também participaram da aula inaugural desta segunda-feira, o reitor da UFF, Roberto de Souza Sales, e a coordenadora da Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Professores Paulo Renato Costa Souza (EFAP), Silvia Andrade da Cunha Galletta.

Alunos

É a primeira vez que a vice-diretora Gislaine Zanini, 54 anos, faz um curso à distância. Com o MBA, ela pretende conquistar uma posição melhor dentro da rede pública.

“Apesar de estar quase finalizando, eu pretendo alcançar uma promoção. É o primeiro curso que vou fazer a distancia, talvez minha maior dificuldade seja tempo porque para quem trabalha numa escola não fácil retirar horas do seu dia a dia, mas eu vou dar conta”, afirmou.

Para Rosermi Bellotto Baratella, 55 anos, também vice-diretora de escola pública, a qualidade do ensino tanto em colégios estaduais quanto municipais também depende da disposição dos próprios professores.

“Ultimamente tem tido mais curso, muita preparação, mas infelizmente não são todos que propõe a fazer”, reconheceu.

O MBA é oferecido gratuitamente em parceria com a UFF na modalidade semipresencial (EAD), com carga horária de 360 horas distribuídas em 18 meses de duração.

>> No Teatro do Sesi-SP, britânico diz que ‘senso de mudança’ não é opcional para gestor de ensino 

Foto: Fiesp recebe ministro da Defesa, Celso Amorim

Agência Indusnet Fiesp

Celso Amorim e Paulo Skaf. Foto: Junior Ruiz/Fiesp

 

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu na tarde desta terça-feira (18/06) o ministro da Defesa, Celso Amorim. O encontro teve a presença do presidente da entidade, Paulo Skaf, e de diversos diretores da entidade. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, também participou.

Energia: ‘Competitividade da indústria está ameaçada’, afirma Skaf ao jornal Valor

Agência Indusnet Fiesp

Em suplemento especial sobre Energia publicado no jornal Valor Econômico desta segunda-feira (13/08), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, afirmou que, com o vencimento das concessões a partir de 2015, o governo tem uma “oportunidade de ouro” para solucionar o entrave do elevado custo da energia elétrica no Brasil.

Ao alertar que “a competitividade da indústria está ameaçada”, Skaf aponta que a licitação das concessões, cuja idade média é de 56 anos, é essencial. “Quem não amortizou uma usina dessas em mais de meio século vai precisar de quanto mais tempo?”, questionou o presidente da Fiesp/Ciesp, durante o 13º Encontro Internacional de Energia, promovido pela entidade paulista em parceria com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

No suplemento, o jornal aborda outros temas como a defesa de um mercado livre para o gás natural – nos mesmos moldes existentes para a eletricidade –, e destaca que as prorrogações podem parar na Justiça.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.
Resumo
Caderno especial do jornal destaca o presidente da Fiesp/Ciesp, que exige a licitação das concessões de energia elétrica vigentes há mais de 50 anos

Preço ‘artificial’ da gasolina é entrave para crescimento do setor de etanol

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A produção brasileira do etanol vive um momento crítico de desaceleração, afirmou Antonio de Padua Rodrigues, presidente da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) no painel “Setor Sucroalcooleiro e a Regulação do Etanol”, realizado nesta terça-feira (07/08), durante o 13º Encontro Internacional de Energia da Fiesp.

E o principal motivo, segundo ele, é a política de preços do governo para a gasolina e o óleo diesel. Com a desoneração da Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (Cide) – adotada pelo governo para evitar que o aumento dos preços pela Petrobras chegue aos consumidores –, caiu a demanda pelo etanol.

Antonio de Pádua Rodrigues, presidente da Unica

“O mercado pede competitividade e uma política de preço de gasolina parametrizado no mercado internacional, que é o risco conhecido dos investidores”, disse Rodrigues, pedindo definição clara da participação do etanol na matriz de combustíveis brasileira e políticas de longo prazo para a retomada dos investimentos no setor.

De acordo com dados da Unica, 41 unidades produtoras encerraram suas operações no país desde o início de 2008 – 14 somente no ano de 2012 (entre janeiro e junho). Para sobreviver, a indústria de bens de capitais do setor tem recorrido à diversificação de negócios, à cogeração de energia e à compra de usinas de açúcar.

Rodrigues sugeriu melhorias na regulação, especialmente na definição prévia do nível de mistura de etanol anidro à gasolina. “Que em setembro de cada ano se defina claramente qual é o nível de mistura em cada safra. Não dá para mudar a regra do jogo no meio do caminho. Uma safra que começa com 25 [% de nível de mistura] deve terminar com 25 [%]; uma safra que começa com 20 [% de nível de mistura] deve terminar com 20 [%], não trazendo incerteza para o mercado.”

Especialistas

Luiz Augusto Horta, professor da Unifei

O professor Luiz Augusto Horta, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), reiterou o quadro. Segundo ele, a perda da competitividade do etanol é determinada pela intervenção governamental na formação dos preços da gasolina. “Não há como defender isso”, declarou Horta.

O professor da Unifei alertou que a retomada da produção não se dá de imediato e que existe um prazo para a implantação de canaviais.

Depois de elogiar a “regulação de qualidade” da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Horta propôs um conjunto de medidas para desenvolver o setor: a revisão do marco tributário; uma possível lei para os biocombustíveis (“há uma cadeia produtiva que tem que ser levada em conta”); e a criação de mecanismos de previsibilidade (“para reduzir as incertezas”).

“O etanol é competitivo e sustentável”, finalizou, reforçando a importância de transparência nas regras.

Plínio Nastari, da Datagro

Plinio Nastari, da consultoria Datagro, reforçou o coro, afirmando que o Brasil está indo na contramão ao privilegiar o uso de combustíveis fósseis. “Infelizmente, o Brasil está retrocedendo e o grande elemento é a política de preços – a gasolina, em particular”.

De acordo com o consultor, a economia histórica do país com a adoção do etanol, e o corte de combustíveis importados, chegou a US$ 266,2 bilhões, o que configura, segundo ele, como fator que deveria ser reconhecido para a formação da reserva de divisas anunciadas pelo governo – de US$ 373 bilhões.

Entre as propostas de melhorias, Nastari sugeriu o fim da tributação sobre operações no mercado futuro de etanol e a criação de mecanismos que induzam compradores e vendedores de firmar contratos com preço definido com base no mercado futuro. “Isso deve diminuir a sazonalidade entre safra e entressafra”, comentou. “Falta pouco para arrumar a casa. A ANP está indo na direção certa”, finalizou o presidente da consultoria Datagro.

ANP

Tatiana Petricorena, da ANP

O painel teve a participação de Tatiana Petricorena, representando a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, que não pôde comparecer por preparar-se para sabatina no Senado Federal.

De acordo com Tatiana Petricorena, a ANP trabalha com diversos cenários para 2020. E os que apresentam curva mais significativa de crescimento do setor são as que vislumbram um crescimento do nível de mistura, começando em 20% no ano de 2012 e chegando a 50% em 2020. Os estudos consideram o crescimento de veículos flex, o que, segundo ela, permitem uma ampliação sustentável do mercado.

O debate teve a coordenação de Geraldo Coutinho, da Firjan.

Principais jornais de SP destacam Encontro Internacional de Energia da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Sob o tema “Energia no Brasil: Tão limpa, tão cara”, o 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é notícia nos principais jornais de São Paulo nesta terça-feira (07/08).

O evento que teve início ontem (06) e prossegue até o final da tarde de hoje, no Hotel Unique, na capital paulista, reúne empresários, governos, prestadores de serviços, investidores e fornecedores de energia para discutir as transformações e desafios do setor no Brasil.

Somente na segunda-feira, pelo menos 1.600 pessoas acompanharam no local os debates que também estão sendo transmitidos on-line pelo site da Fiesp (acesse aqui), superando o público registrado nos dois dias de palestras da edição de 2011.

Veja abaixo o que os jornais publicaram sobre o Encontro.

O Estado de S. Paulo afirma que, às vésperas de o Governo Federal anunciar a prorrogação dos contratos de concessão do setor elétrico, a indústria mirou sua artilharia contra a medida, e prometeu fazer barulho para reduzir “drasticamente” as tarifas de eletricidade. Jornal destaca pronunciamento do ex-ministro Nelson Jobim – “é inconstitucional, não há respaldo legal para a prorrogação” – e acentua que, para a ex-ministra Ellen Gracie, os contratos atuais, em vigência há mais de 50 anos, constituem “quase uma de capitania hereditária”, e não podem ser renovados por MP. Estadão também traz declaração do presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, em que ele diz que, com o vencimento das concessões e o fim de alguns encargos setoriais anunciados pelo Governo, no mínimo o preço teria de cair 35%.

Valor Econômico afirma que a decisão de Brasília, de adiar para o dia 14 a reunião da presidenta Dilma com empresários, que estava marcada para hoje (07/08), foi interpretada pela Fiesp como sinal de que o pacote para o setor de energia ainda não está pronto: “Isso não é uma negociação, é uma guerra. Está sendo mais difícil do que o Governo previa”, afirmou o diretor Carlos Cavalcanti na abertura do 13º Encontro Internacional de Energia.

Folha de S. Paulo destaca que representantes das Federações das Indústrias de São Paulo e do Rio de Janeiro criticaram o corte de 10% nas tarifas de energia sinalizado pelo Governo Federal. Jornal ressalta que Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (Firjan) afirmou que a redução de 10% é “ridícula” e que Paulo Skaf (Fiesp) defendeu que a redução seja de, no mínimo, 30%. Skaf afirmou: “Esse é o desconto ideal para recuperar a competitividade da nossa energia”. Folha acentua, ainda, que o Governo de São Paulo diz que está fora de questão retirar o ICMS incidente sobre a energia elétrica.

Brasil Econômico afirma que a indústria resiste à decisão do Governo sobre leilão de energia – e acentua que Fiesp e Firjan insistem na necessidade de realizar leilões para contratos que vencem a partir de 2015, o que pode gerar uma redução de 35% na tarifa. Jornal destaca os presidentes Paulo Skaf e Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira e também acentua que Ellen Gracie e Nelson Jobim, ex-presidentes do STF, são contra a prorrogação das concessões e respaldam a tese da necessidade de realizar leilões para o setor.

DCI informa que a Fiesp ameaça recorrer ao STF se o Governo renovar as concessões. Jornal destaca que, segundo três ex-presidentes do Supremo, a renovação só pode ser alterada com a mudança da lei, não por meio de Medida Provisória. Reportagem traz pronunciamento de Paulo Skaf: “Os contratos que vencem em 2015 passaram 56 anos sob concessão das empresas atuais, estão totalmente amortizados, por duas vezes (uma em 1995, e outra agora, que vence em 2015), portanto está na hora do Governo reverter isso em benefício do consumidor, com a redução da energia, que só será efetivamente mais competitiva com a licitação desses ativos no mercado de leilões públicos”.

Na manhã desta terça (07/08), o presidente Paulo Skaf também concedeu entrevista à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre. Ele afirmou que a sociedade brasileira já pagou duas vezes pelos investimentos nas hidrelétricas e que a ideia era prorrogar as concessões por mais 20 ou 30 anos mantendo a amortização. Skaf lembrou que os brasileiros pagam pela terceira energia mais cara do mundo, ressaltou que o TCU acolheu todos os argumentos da Fiesp por novas licitações, afirmou que é possível chegar a um desconto de 30% na energia para todos os brasileiros e acentuou que a federação tomou todas as medidas para alertar a sociedade de que é possível ter energia a preço justo.

CENTRO DE DEBATES

Ao todo, serão realizados pelo menos 12 painéis de apresentações e debates sobre temas como energia no contexto da economia sustentável, oferta, demanda e segurança do abastecimento de derivados, novas tecnologias de energia, oportunidades da energia solar e eólica, a regulação do etanol, entre outros.

O combate ao alto custo da energia no Brasil, que afeta a competitividade do país perante os demais mercados do mundo, uma das bandeiras da Fiesp e principal foco dos debates do encontro, foi abordado pelo presidente da entidade, Paulo Skaf, em seu discurso de abertura, no qual reiterou que a Fiesp/Ciesp e o Sistema Firjan não abrem mão do compromisso com a campanha que visa a redução do preço da energia para todos os brasileiros.

O 13º Encontro Internacional de Energia é uma realização da Fiesp, com patrocínio da Tractebel Energia, CLPF Brasil, Ecom Energia, Bolt Energias, Comerc Energia, Light Energia e MPX. A correalização é do Sistema Firjan.

Alto custo da energia mina competitividade e atrasa crescimento do país, afirmam especialistas

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

O alto custo da energia no Brasil pode ser explicado de diversas formas, mas no final o que se conclui de forma inconteste é que esse valor elevado trava o crescimento e ataca consideravelmente a competitividade do Brasil perante os demais países e mercados do mundo.

O assunto, que é bandeira da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) no movimento Energia a Preço Justo, foi discutido e acordado de forma unânime pelos palestrantes do painel “Evolução do Preço de Energia e dos Custos de Serviços”, realizado nesta segunda-feira (06/08) no 13º Encontro Internacional de Energia da Fiesp.

Cristiano Prado, gerente de Infraestrutura da Firjan: 'cenário vai bem além da uma mera redução de impostos'

O gerente de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Cristiano Prado, apresentou um estudo comprovando o alto preço da energia brasileira e como isso deixa o país no cenário mundial, mas também apontou que o problema não é apenas a alta carga tributária, conforme muitas pessoas acreditam.

‘Verdade inconveniente’

“A energia é muito cara, mas há o que chamamos de ‘verdade inconveniente’. Todo mundo diz, ou acha, que a energia é cara por causa dos encargos ou tributos. Isso é parcialmente verdade. A outra parte é que o nosso custo é muito no que diz respeito à geração. Tem a questão da renovação das concessões e as escolhas que temos feito na questão de segurança energética, o quanto utilizamos de água nos reservatórios e isso pode estar afetando o nosso custo de geração e elevando para patamares muito acima do que permitiria a competitividade”, salientou Prado.

Segundo o gerente da Firjan, o cenário precisa ser discutido mais amplamente e vai bem além da uma mera redução de impostos. “Se pegar só o custo de geração, transmissão e distribuição, tirando as perdas, encargos e impostos, ela ainda é mais cara do que todos os países a seguir – estes com seus impostos, taxas e tudo mais: China, EUA, Canadá, Argentina, Equador, Rússia e Paraguai”, apontou o painelista.

Para a coordenadora do Pro Teste, Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci, o valor elevado não faz sentido se considerarmos a renda do brasileiro. “No final do ano passado, a BBC de Londres informou que 44 países possuem renda per capita superior à nossa. Agora, quase a metade da nossa conta de luz, a do consumidor, se deve a tributos diversos. Só de ICMS em São Paulo, temos a cobrança de 33% e dificilmente esses valores cairão substancialmente, embora haja acenos do governo brasileiro.”

‘Lipoaspiração’

Com a apresentação focada no lado do consumidor, Maria Inês lamentou a cobrança e a criação de novos impostos pelos governantes e não mostrou muito otimismo na redução. “Para termos resultado e que os impostos que oneram a energia elétrica reduzissem de verdade, seria necessária uma lipoaspiração. Que os Estados retomassem reformas que foram abandonadas nos últimos 10, por diversos motivos, e que a União fosse mais ágil na prestação dos serviços, na melhoria da infraestrutura e gastando menos e menor o dinheiro público.”

Segundo a coordenadora, o consumidor acaba pagando pelo serviço muito mais do que deveria. “Estudo da Fipe demonstrou que para cada R$ 100 pagos na conta de luz, o consumidor paga outros R$ 200 que são cobrados nos preços dos serviços e nos bens que são consumidos. Por que um país que tem a matriz energética tão barata e abundante, que é a hidrelétrica, tem a quarta tarifa industrial mais cara do mundo?”, questionou Maria Inês.

Ela acrescentou: “Em 2001, a tarifa era em torno de R$ 82. Em três anos, pulou para R$ 159. Quase dobrou! Até 2011, o acumulado da tarifa industrial decolou 194%. Aqueles R$ 82 se transformaram em R$ 243, sem os impostos, só inflação”.

Na avaliação da coordenadora do Pro Teste, mesmo sem a pesada carga tributária, a energia é muito cara. “Em 1998, foram arrecadados R$ 2.11 bilhões com encargos setoriais. Em 2011 pulou pra R$ 18 bilhões”, apontou, encerrando sua apresentação com uma frase que simboliza bem o estado atual da energia brasileira, no ponto de vista do consumidor: “Ao invés de exportar serviços e produtos, estamos vendendo tributos.”

Também participaram do evento o especialista em regulação na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Rodrigo Santana; o chefe do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), , Roland Veras Saldanha Júnior; e o professor Nivaldi de Castro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Todos corroboram com os palestrantes anteriores sobre a questão dos custos elevados da energia no Brasil.

Tarifa elevada de energia é tema do 13º Encontro Internacional de Energia da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A matriz elétrica brasileira é predominantemente hidráulica, chegando a 77% da energia gerada, com custos de produção muito baixos, mas as tarifas estão entre as mais elevadas do mundo – o preço é superior a de países como Estados Unidos, China, Índia e Alemanha. Este é um dos pontos da agenda de debates do 13º Encontro Internacional de Energia da Fiesp, que acontece nos dias 6 e 7 de agosto, no hotel Unique, em São Paulo.

Sob o tema “Energia no Brasil: Tão limpa, tão cara”, empresários, governos, prestadores de serviços, investidores e fornecedores de energia estão convidados para discutir as transformações e desafios do setor no Brasil.

Estão previstos pelo menos 12 painéis em dois dias apresentações e debates. A pauta de discussão inclui temas como energia no contexto da economia sustentável, oferta, demanda e segurança do abastecimento de derivados, novas tecnologias de energia, oportunidades da energia solar e eólica, a regulação do etanol, entre outros.

Um dos atrativos do evento é o ambiente propício para negócios entre provedores e clientes industriais. São esperados ao menos 1.300 participantes – público registrado na edição de 2011.

O 13º Encontro Internacional de Energia é uma realização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, com patrocínio da Tractebel Energia, CLPF Brasil, Ecom Energia, Bolt Energias, Comerc Energia, Light Energia e MPX. A correalização é do Sistema Firjan.

Serviço
13º Encontro Internacional de Energia da Fiesp
Data/horário: 6 e 7 de agosto de 2012, das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique
Endereço: Av. Brigadeiro Luis Antonio, 4.700 , Jardim Paulista, capital
Para mais informações sobre programação e inscrição no evento acesse: http://www.fiesp.com.br/agenda/encontro-energia/

Eduardo Eugenio Gouvêa homenageia Paulo Skaf pela parceria no Humanidade 2012

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Durante a coletiva de encerramento do Humanidade 2012, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Rio de Janeiro (Sistema Firjan), comemorou o sucesso do evento que em 11 dias atraiu mais de 210 mil pessoas ao Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro.

Gouvêa Vieira homenageia Skaf em agradecimento à parceria entre Fiesp e Firjan

O presidente do Sistema Firjan entregou a Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), uma placa em agradecimento pelo esforço na realização do Humanidade 2012.

“Agradeço à Fiesp por ter construído conosco esta parceria inusitada. E o legado que fica é o exemplo das indústrias reunidas ajudando o planeta. Fizemos o Humanidade 2012 com muito esforço, nos abrindo à sociedade de forma democrática e mostrando que estamos envolvidos na ânsia de manter o planeta de uma forma sustentável”, discursou Gouvêa Vieira.

O presidente da Firjan afirmou que, em conjunto com a Fiesp, a federação fluminense quer procurar as lideranças industriais internacionais para replicar o pensamento do Humanidade 2012 em países como Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Portugal, Índia e Argentina.

Frisou também que os movimentos sociais e as indústrias estão buscando entendimento para produzir de forma mais limpa. “É possível alcançar o equilíbrio, e assim vamos mudando o mundo.”

O líder industrial fluminense informou ainda que, durante os 11 dias de atividades do Humanidade 2012, passaram mais de 210 mil pessoas, sem nenhuma ocorrência negativa. “Por exemplo, o posto médico atendeu apenas casos leves como hipertensão arterial.”

Veja a cobertura da Rio+20 no site da Fiesp: http://www.fiesp.com.br/rio20

Energia renovável: veja o resumo dos debates no Humanidade 2012

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Políticas públicas que estimulem a produção de energia sustentável e a diversificação das matrizes energéticas foram os temas abordados durante o painel “Energias para um Novo Mundo”, do seminário “Lideranças Empresariais”, promovido as Federações  das Indústrias do Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro (Fiesp e Firjan), nesta quarta-feira (20/06), no  Humanidade 2012 – iniciativa das duas entidades com a Fundação Roberto Marinho, em paralelo à Rio+20.

Moderado por Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Mariani Bittencourt, vice-presidente do Sistema Firjan, o evento teve a participação de Adriano Pires (diretor geral do Centro Brasileiro de Infraestrutura-CBIE), Luís Pescarmona (presidente da IMPSA), Paulo Stark (CEO Brasil da Siemens), Eduardo Leão (diretor-executivo da União da Indústria de Cana de Açúcar-Unica) e Marcelo Soares (presidente e CEO da GE Energy América Latina).

Diretor-titular do Deinfra da Fiesp, Carlos Cavalcanti: 'Brasil precisa investir na produção de energias complementares'

 

Veja o resumo do evento:

 Carlos Cavalcanti (Fiesp/Deinfra) – O diretor-titular do Deinfra lembrou que 66% das emissão mundiais dos gases do efeito estufa (GEE) são resultantes da produção de energia. Na avaliação de Cavalcanti, o Brasil em breve se tornará uma das grandes matrizes energéticas, mas, para isso, o país precisa investir na produção de fontes de energias complementares, como a eólica e bioletricidade. “A América do Sul, a África e a Ásia possuem vastos potenciais hídricos não utilizados, que devem ser a base da expansão de seus sistemas elétricos. Temos que encarar este desafio”, afirmou.

Adriano Pires (CBIE) – O diretor geral da CBIE criticou as construções de hidroelétricas na Amazônia e disse que o país precisa investir na diversificação das matrizes energéticas. “O Brasil tem tudo para se tornar uma liderança mundial no setor de energia limpa. Para isso, precisamos de políticas públicas adequadas”, analisou.

Pires também reprovou o valor da tarifa energética brasileira, considerada uma das mais caras do mundo. “O governo precisa criar política pública que façam com que a população usufrua desse recurso. Não é possível que um país com reservas de energia limpa abundante tenha uma das tarifações mais caras do mundo”, argumentou.

Paulo Stark (Siemens) – O CEO da Siemens Brasil destacou os investimentos da empresa na produção de energia elétrica por meio da biomassa. “Precisamos aproveitar uma situação absolutamente singular que está acontecendo no mundo. O Brasil é um país de vanguarda na produção de energia limpa e precisamos tirar um bom proveito disto”, afirmou.

Marcelo Soares (GE) – O presidente e CEO da Energy América Latina destacou os investimentos da indústria na produção de energia eólica e solar. De acordo com o executivo, o país precisa desenvolver ações efetivas para atrair investimentos do setor industrial. “A busca por eficiência na fabricação dos equipamentos vai tornar o mercado um pouco mais competitivo e mais atrativo para o setor industrial. O governo já adotou algumas medidas, mas não foram suficientes. Precisamos baixar os custos”.

Luís Pescarmona (IMPSA) – Durante sua explanação, o presidente da IMPSA defendeu a abertura do mercado de energia limpa brasileiro. “Com a crise internacional, o Brasil tem uma oportunidade única de atrair investimentos para o setor de energia limpa. O maior mercado está aqui e capacidade técnica e financeira para custear estes projetos também”, disse.

Eduardo Leão (Unica): Segundo o diretor-executivo da Unica, o setor sucroenergético brasileiro gera uma receita de US$ 50 bilhões/ano e oferece mais de um milhão de empregos aos trabalhadores de 20% dos municípios brasileiros. “A cana-de-açúcar tem capacidade de trazer o desenvolvimento regional, econômico e social para o interior do país”, afirmou o executivo, que criticou a criação de políticas de incentivo, adotadas pelo governo, para uso da gasolina. “O preço administrado pelo governo não foi alterado nos últimos seis anos. Além disso, o preço do imposto da gasolina é reduzido. O governo precisa criar medidas para oferecer mais competitividade para os combustíveis limpos e renováveis”, apontou Leão.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma iniciativa é resultado de uma realização conjunta da Fiesp, Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, até 22 de junho, paralelamente à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O objetivo é realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável.

 

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Acompanhe a cobertura da Rio+20 no site da Fiesp