Fiesp, Ciesp e Finep promovem capacitação em inovação

Agência Indusnet Fiesp

Para difundir seus instrumentos de apoio à inovação e capacitar competências para estimular empresas a desenvolver seus projetos de inovação, a Superintendência de Inovação da Finep – Financiadora de Estudos e Projetos em São Paulo realizou, em parceria com o Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia da Fiesp e do Ciesp, no dia 01/08, treinamento para os gestores e técnicos da Fiesp, Ciesp e do Senai-SP, na sede das entidades, na avenida Paulista, no evento “Workshop Finep – Capacitando Gestores e Entidades Empresariais”.

O objetivo da Finep ao apresentar suas linhas de apoio à inovação é disseminar conhecimento para que esses gestores e técnicos apoiem as empresas do Estado de São Paulo a elevar seus investimentos em P&D, construindo seus projetos de inovação em busca de maior competitividade no mercado nacional e global.

A Fiesp, o Ciesp e o Senai-SP consideram fundamental o relacionamento com instituições com reconhecida competência técnica para tratar assuntos relevantes para a indústria, como inovação e tecnologia. As entidades acreditam que é fundamental que os gestores e técnicos tenham conhecimento básico para orientar as empresas no acesso a linhas de incentivo e soluções tecnológicas de alto nível em suas regiões.

“É importante que a Fiesp, o Ciesp e o Senai-SP possam atuar no suporte às empresas nas relações dessas com as entidades de financiamento e fomento. E nosso entendimento é que para darmos informações, suporte ou orientações básicas, é necessário conhecer o assunto. Nesse sentido, demos um primeiro passo com o workshop”, destaca José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp, do Ciesp e do Senai-SP.

Segundo a Superintendência de Inovação da Finep em São Paulo, a capacitação é uma importante ação institucional para que gestores de entidades empresariais possam promover a cultura da inovação empresarial, difundindo para suas empresas associadas as normas operacionais da Finep – as novas linhas e suas taxas, os novos prazos e as condições de garantia, de modo a orientá-las e estimulá-las a desenvolver seus projetos de inovação.

O Departamento de Economia, Competitividade e Tecnologia da Fiesp e do Ciesp também tem o objetivo de realizar capacitações semelhantes com outras instituições de fomento como Fapesp, Desenvolve SP, BNDES e EMBRAPII.

Clique aqui e assista os vídeos das palestras.

Confira as apresentações:

01-Institucional –  A Empresa Brasileira de Inovação e Pesquisa

02-Os Instrumentos de apoio à Inovação

03-Cadastrando a Empresa na Plataforma Finep

04-As Premissas para as projeções financeiras

05-Os Requisitos de Garantias para o Financiamento

06-Construindo seu projeto de desenvolvimento de inovação – Guidelines para construir projeto a ser submetido à FINEP 

07-Investimento Direto e Indireto em Empresas

08-Finep Programa Finep Startup

09-Programa FINEP Educação

10-Finep Conecta – Programa de Apoio à Cooperação ICT-Empresa

11-Programa Inovacred e Inovacred Expresso

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Fiesp, Ciesp e Finep promovem capacitação em inovação. Foto: Helcio Nagamine.

Workshop de Inovação Tecnológica: Finep, Desenvolve SP e FAPESP celebram Dia Nacional da Inovação na FIESP

Foi realizado no último dia 19 de outubro na FIESP o Workshop de Inovação Tecnológica na FIESP   A Finep, a Desenvolve SP e a FAPESP trouxeram suas equipes de especialistas à Fiesp que apresentaram as linhas de ação e programas a empresas paulistas interessadas em construir Planos Estratégicos de Inovação.

O objetivo do evento foi celebrar o Dia Nacional da Inovação na Fiesp com o setor industrial e fortalecer ainda mais o Sistema Paulista de Inovação além de impulsionar investimentos privados em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) neste momento em que a economia brasileira começa a dar sinais de retomada do crescimento. A Finep possui recursos de R$ 7 bilhões disponíveis para projetos privados na área.

Neste encontro foi apresentado o recém-lançado programa Finep Conecta vai além: o prazo de retorno do empréstimo chega a 16 anos. Ao todo, esta iniciativa vai disponibilizar R$ 500 milhões para projetos desenvolvidos em parceria entre empresas e Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica (ICTs). Ocorreu também a Assinatura do acordo de cooperação FINEP e FAPESP O presente Acordo destina-se a estabelecer a cooperação técnica entre os partícipes para promover a atuação conjunta destas instituições com vistas ao desenvolvimento tecnológico, científico e socioeconômico do Estado de São Paulo e do país

Além das linhas de financiamento correntes a FINEP ainda apresentou três novas ações, que serão detalhadas durante o evento: o Finep Startup (cuja primeira chamada vai destinar até R$ 50 milhões a 50 empresas em estágio inicial), o novo programa de telecomunicações (linha de financiamento exclusiva para aquisição de equipamentos de 100% nacionais) e o seguro garantia financeira (alternativa menos custosa para operações de crédito: até 60% inferior ao custo da fiança bancária).

Veja as apresentações Abaixo:

caf fiesp leonardo roriz

decomtec roriz

fapesp_19out2017_pacheco

finep – diretor ronaldo

finep – diretoria de inovacao 2

finep – diretoria inovacao 1

finep conecta – marcos cintra

 

No Dia Nacional da Inovação, Fiesp pede mais ação do governo em prol da tecnologia

Roseli Lopes, Agência Indusnet Fiesp

Em 2016, a Totvs labs, laboratório de pesquisa da maior empresa de software empresarial da América Latina, elegeu a robótica como uma das oito tecnologias que mudarão o mundo até 2020. Mas um estudo, também do ano passado, da Delloite apontou que para cada 10 mil trabalhadores da indústria o Brasil tem apenas 11 robôs. A China tem 36, na mesma base comparativa, a Coreia do Sul, 531, o Japão, 305, a Alemanha, 301 e os Estados Unidos, 176. Por trás dos números há uma mensagem negativa: essa densidade robótica revela a distância do Brasil em relação a países que estão na vanguarda da inovação industrial, afirmou José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na abertura do workshop de Inovação Tecnológica realizado, nesta terça-feira (19 de outubro), na sede da Federação, celebrando o Dia Nacional da Inovação.

Vencer essa distância é, hoje, o principal desafio do Brasil para entrar definitivamente na indústria 4.0, ou quarta revolução industrial, disse Roriz. Para isso, no entanto, o país, ressalta o diretor da Fiesp, precisa de políticas públicas, a exemplo de outros países, que promovam o desenvolvimento da tecnologia e inovação. “Neste momento em que a questão fiscal domina as discussões cabe a todos nós alertar sobre a importância que deve ser dada ao tema inovação e chamar a atenção do governo e da equipe econômica para que não faltem recursos voltados à inovação tecnológica”, disse Roriz. “Apesar da crise econômica brasileira, é fundamental criar condições de investimento sob o risco de agravamento do setor industrial”, falou o vice-presidente da Fiesp, lembrando a política forte do governo dos Estados Unidos voltada à industrialização com manufatura avançada, a estratégia da Alemanha, que investiu 250 bilhões de euros nos últimos 15 anos na inovação industrial e o 1,8 trilhão de euros que está sendo aplicado pela China nos próximos anos, de olho nos desdobramentos e avanços da quarta revolução industrial.

Nesse movimento, Roriz diz que o Brasil precisa acelerar o passo para aproveitar essa oportunidade temporal, para que o país embarque no desenvolvimento tecnológico que tem sido feito no mundo. E quanto antes o Brasil entrar nesse movimento mais terá voz nas questões de regulação e na criação de plataformas que serão organizadas dentro dessa nova indústria, a 4.0, ou quarta revolução industrial, avaliou. “Até 2020, o mundo investirá US$ 907 bilhões em inovação e o Brasil não pode ficar para trás”, disse. Álvaro Sedlacek, diretor financeiro e de negócios da agência de fomentos paulista Desenvolve SP, fez coro dizendo que é preciso que aqueles que governam o país percebam que talvez esta seja a última oportunidade de o Brasil se reinserir no contexto mundial  em relação à inovação industrial, porque está perdendo espaço.

“Não consigo imaginar um país competitivo globalmente que não tenha uma base industrial sólida. “Até os Estados Unidos, que foram a primeira nação que se tornou basicamente um país de serviços, estão revendo um pouco esse conceito. No mundo inteiro a indústria lidera os investimentos em P&D e não podemos perder isso. Temos vários exemplos de países dentro da América Latina que se desindustrializaram de tal maneira que hoje estão reduzidos a farrapos e não queremos isso para o Brasil”, ressaltou Sedlacek.

Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo da Fapesp e membro do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Fiesp reforçou a cobrança de mais investimentos lembrando que hoje o mundo assiste a uma transformação gigantesca da indústria, com tecnologias que convergem, que são disruptivas em vários aspectos. Essas rupturas, diz Pacheco, são oportunidades que o Brasil tem de olhar para a frente e ver que rumo tomar, pois as novas tecnologias transformam de forma radical a base técnica da indústria e seus modelos de negócios e nisso o Brasil está muito atrasado, avalia. “Temos um país grande, com um mercado consumidor relevante e portanto pronto para enfrentar esse desafio. O gasto em P&D agregado no estado de São Paulo é de 1,7% do PIB, bem menos do que no Brasil, de menos de 1% em relação a seu PIB. Desse 1,7% do PIB, 60% são gastos privados. diferentemente do resto do Brasil. É o único lugar da América Latina em que o gasto privado é maior do que o público e ainda assim a maior parte desse gasto público é feito com recursos do governo estadual e não federal”, diz o diretor-presidente do Conic.

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Fiesp celebra o Dia da Inovação com debates sobre as oportunidades e os desafios no Brasil e com a assinatura de acordo para o programa de crédito da Finep. Foto: Fiesp

Finep Conecta

Se o índice de utilização de robôs no Brasil é um indicador do atraso brasileiro em relação a outros países, Marcos Cintra, presidente da Financiadora de Estudos e Projetos da Finep chama a atenção para outro fato que considera contraditório e que ajuda a emperrar os programas de inovação no país: “Embora 70% dos investimentos em tecnologia e inovação em São Paulo sejam feitos por empresas, hoje, apenas 26% dos pesquisadores no Brasil estão nas empresas. O restante, 74%, está no setor público. “Apesar de termos quase toda nossa capacidade de trabalho em termos de geração de P&D e inovação concentrada no setor público, essa interação com empresas é muito baixa comparativamente à de outros países, como por exemplo a Finlândia, onde 28% das empresas inovadoras têm profunda interação com universidades ou institutos públicos de pesquisa. No Brasil, são apenas 6%, número que denuncia falta de sintonia entre quem investe e quem gera o conhecimento básico para a sustentação desse investimento.

Pensando em aproximar a empresas e os centros geradores de P&D, que, no Brasil, estão concentrados no setor público ou nas instituições de ensino, a Finep lançou nesta quinta-feira, durante o evento na Fiesp e com a parceria da Federação, o Programa Finep Conecta, para financiar a inovação em empresas paulistas. “Do ponto de vista operacional, o Finep Conecta não tem novidade. É uma operação de crédito, com taxas de juros, carências, um plano estratégico de inovação conhecido. A grande novidade que ele traz é o foco na aproximação das empresas aos centros geradores de P&D, ou seja, as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs)”, conta Cintra. O objetivo, diz o presidente da Finep, é levar o conhecimento gerado nas ICTs e universidades para as empresas e também fazer com que as ICTs e as universidades desenvolvam linhas de atividade e de pesquisa demandadas pelas empresas. “Queremos proporcionar uma via de duas mãos, que as empresas busquem conhecimento nas ITCs, mas também que as instituições sejam motivadas a atender demandas geradas pelo setor privado para resolver seus problemas específicos.

O volume disponível inicialmente será de R$ 500 milhões, reembolsáveis. O prazo de financiamento é de até 16 anos, com correção dos valores pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 1,5% ao ano. Vale lembrar aqui que a medida provisória que mudou a TJLP para TLP não inclui a Finep, que pode manter a TJLP em suas operações. Para incentivar o diálogo entre a empresa e as ITCs, a Finep dará incentivos ao tomador do crédito. A empresa que usar 15% dos recursos do financiamento em ações colaborativas com as ITCs ou as universidades terão vantagens relativas às linhas tradicionais. “Se a empresa usar 50% dos recursos em ações colaborativas, além da carência de 6 anos e prazo de pagamento de até 16 anos, a empresa terá correção dos valores apenas pela TJLP. Outro ponto fundamental é que o Finep Conecta é uma linha de crédito de longo prazo, não encontrado no mercado.

“Estamos oferecendo taxa de juros reduzida, longo prazo de carência, longo prazo de amortização e sobretudo a oportunidade de estimular a maior interação entre o setor produto e os ITCs para atender o modelo brasileiro onde existe a assintonia entre quem investe e quem produz conhecimento”, disse Cintra. O programa começou a funcionar nesta quinta-feira, logo após a assinatura do convênio entre a Fiesp e a Finep. “O problema no setor de inovação no Brasil não é desconhecimento, não é estrutura, não é capacidade de investimento nem de mobilização, não é qualidade da mão de obra, de falta de recurso, é puramente institucional. É um problema que precisa ser resolvido junto ás instituições.”, conclui Cintra.


Finep apoia conceito de São Paulo 4.0 defendido pela Fiesp

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Finep, Marcos Cintra, participou nesta sexta-feira (11 de agosto) de reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp (Conic). Rodrigo Loures, presidente do conselho, conduziu o evento. Explicou na abertura o conceito de Bio Cidade 4.0, pretendido para São Paulo, com o estímulo ao surgimento de um ecossistema de inovação. “O que os atores precisam é de uma transformação do ambiente, para que se aproveitem suas potencialidades.”

Loures defendeu a transformação da cultura nos diversos sistemas ligados ao desenvolvimento para permitir o florescimento do empreendedorismo. A imensa área de oportunidades está na cidade de São Paulo, em que não há falta de empreendedores, mas há falta de qualidade do empreendedorismo, devido às deficiências sistêmicas. Sem haver inovação, o Brasil não vai voltar a crescer, afirmou.

A Finep, segundo seu presidente, Marcos Cintra, tem todo interesse em apoiar a iniciativa São Paulo 4.0 da Fiesp. “São Paulo é uma grande vitrine. O que acontece aqui é visto, acompanhado e repercute no resto do Brasil”, disse. “Às vezes fazer projetos-piloto como o proposto pode ser mais eficiente, pela infraestrutura existente, em vez de diluir e espalhar recursos.

Frisou que São Paulo tem mantido seu potencial de desenvolvimento, apesar dos problemas. Transformar ou lançar programas que sejam inovadores exige agilidade, flexibilidade e pouca burocracia, destacou.

Wilson Nobre, conselheiro do Conic, comentou a existência em São Paulo de muitas questões intensas, mais que na maior parte das cidades concorrentes. A gestão pública, com maior eficiência, pode levar à organização dessas demandas, defendeu. Se conseguirmos que se use a quarta revolução industrial para atacar esses problemas, o conceito validado com 20 milhões de habitantes em São Paulo poderia ser escalado para os 200 milhões do Brasil. E depois essas tecnologias poderiam ser exportadas para aquelas partes do mundo com problemas semelhantes, onde há população de 4 bilhões de habitantes.

Finep

Marcos Cintra fez a apresentação Tendências Mundiais no Apoio à C,T&I e o Papel da Finep. Mencionou a tendência à morosidade nas instituições públicas no Brasil.

Recomendou a leitura dos Innovation Outlooks, da OCDE. Disse que é particularmente interessante a de 2016 sobre tendências mundiais em temas como tecnologia e sociedade. Demografia, por exemplo, é um problema seriíssimo, com o envelhecimento da população e uma série de desafios ao poder público e à sociedade.

Há novas demandas, mas demora para que a prioridade se assente na sociedade, explicou.

Gastos públicos em C&T atingiram um limite e provavelmente tenderão a diminuir ao longo do tempo. Nos EUA a linha já é declinante. Também UE e Japão. A grande exceção é a China, em que o setor é uma das grandes prioridades.

Uma primeira mensagem, disse, é que não se pode esperar muito do setor público. Os gastos privados em C,T&I têm crescido, especialmente a partir de 2011.

O Brasil, diferentemente da tendência ocorrida mais recentemente em outros países, até 2014 mostrava expansão; depois houve queda, por razões conjunturais.

A tendência tem sido de grande expansão de gastos privados financiando investimentos públicos em C&T. Há interesse em instrumentos como crédito, compras governamentais, subsídios e subvenções que não necessariamente representem desembolsos (non spending ways).

A filantropia científica, por meio por exemplo de fundações,  não faz parte da cultura brasileira, mas em países como os EUA têm tido grande expansão.

Também a área de cooperação internacional se mostra tendência forte, com divisão de custos e compartilhamento de estudos.

Estamos, disse Cintra, vivendo situação de extrema escassez de recursos públicos, devido à crise fiscal brasileira. O principal fundo financiador, o FNDCT, por meio do qual a Finep opera suas principais linhas de apoio, que já chegaram a mais de R$ 4 bilhões, teve no projeto de lei orçamentária para 2018 seus recursos limitados a R$ 745 milhões. “É uma queda absolutamente dramática.”

Destacou entre programas recentes afinados com as tendências mundiais da Finep, que completa 50 anos, o Finep Startup, com edital lançado em 27 de junho e que teve 513 empresas inscritas, das quais 25 serão escolhidas agora e outras 25 em janeiro. O aporte será de até R$ 1 milhão para empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. Há R$ 50 milhões disponíveis nesse primeiro edital, de um total de R$ 400 milhões. Isso é feito por meio de contrato de opção de compra das empresas, o que permite usar recursos do Banco Finep.

Uma das grandes dificuldades no apoio a startups, lembrou, Cintra, é a avaliação de seu valor. No caso do Finep Startup, havendo liquidez ao longo dos três anos de apoio, a instituição pode exercer ou não a opção de compra. Se não fizer a opção, é porque o projeto não deu certo, e isso é lançado como prejuízo. Nas que forem bem-sucedidas a Finep espera alto retorno.

Uma característica importante, na avaliação de Cintra, é o coinvestimento privado, que tem remuneração extra, ficando com 10% do retorno que seria da Finep.

Outro programa destacado por Cintra é o de apoio às empresas de telecomunicações, desta vez atuando pelo lado da demanda, com recursos de R$ 630 milhões do Funtel, para financiamento de equipamentos, conforme a portaria MCT 950/2006. Também foi lançado em junho.

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Reunião do Conic, da Fiesp, com a participação dos presidentes da Finep e do CNPq. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Cintra explicou o desenvolvimento pela Finep de um seguro garantia, como alternativa de menor custo à fiança bancária, com redução de 60% para as empresas. Em pouco mais de dois meses, é bem-sucedido, afirmou.

O presidente da Finep revelou também a aprovação, em reunião de diretoria no dia anterior, de um novo programa, o Finep Conecta, de estímulo a investimento no setor público com recursos disponíveis para empresas, por meio de encomendas. Com o mínimo de 15% de cooperação com institutos públicos de pesquisa, o programa oferece até 100% de financiamento do projeto de investimento (contra 70% normalmente). Com 25% de cooperação, há alongamento do prazo e uso de TJLP + 1,5%. Para 50% ou mais de cooperação com ICTs, a taxa passa a ser a TJLP pura. Nesse caso, segundo Cintra, há subsídio implícito de R$ 20 milhões para um investimento de R$ 50 milhões.

A menta do Finep Conecta, explicou Cintra, é aumentar a interação de empresas com pesquisadores, no caso brasileiro muito concentrados no governo e no ensino superior (74%, contra 26% nas empresas). O Finep Conecta também prevê um sistema de matchmaking, que até o fim de agosto permitirá que empresas localizem ICTs e pesquisadores de suas áreas de interesse.

Outra ação, para a qual pediu o apoio do Conic, é a tentativa de transformar o FNDCT de contábil em fundo financeiro. Geraria rendimento anual de R$ 2,5 bilhões, tornando o fundo autossustentável.

CNPq

Também o presidente do CNPq, Mario Neto Borges, defendeu que o FNDCT seja um fundo financeiro não contingenciável. Ele disse que as agências de fomento, federais e estaduais, precisam trabalhar articuladamente para que o Brasil saia da crise e que haja planejamento de longo prazo. Além disso é preciso injetar recursos e promover a desburocratização.

Lembrou que o Brasil concentra em commodities suas exportações e que na área específica do agronegócio isso de deve à pesquisa, feita por Embrapa, Lavras, Esalq e outras instituições. Nas importações há concentração em produtos acabados, de maior valor agregado. Há espaço para produzir no Brasil com mais inovação e competitividade, afirmou.

O grau de complexidade da estrutura produtiva brasileira é baixo, o que só muda com investimentos em C,T&I. “Somos muito montadores, em vez de desenvolvedores.”

Borges descreve o programa Chamamento CNPq para o setor empresarial, com linhas de interesse como o apoio ao desenvolvimento de projetos científicos, tecnológicos e de inovação e capacitação de recursos humanos em pesquisa e inovação, no Brasil ou no exterior.

Os eixos de sustentação da C,T&I são distorcidos no Brasil, explicou, com muito desenvolvimento de ciência e pouco de tecnologia e inovação, o que impede a criação e redistribuição de renda. É preciso, defendeu, ter recursos para corrigir o problema.

No fomento à inovação há um programa chamado Rhae, de pesquisadores na empresa, bolsas de fomento tecnológico, e novidades como o Doutorado Acadêmico Industrial (DAI) e o BJT (bolsa de jovens talentos) e o Start-up BR, relançado em sua terceira fase pelo CNPq na véspera da reunião, com R$ 10 milhões em recursos.

O DAI vai ser lançado também com o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), depois de uma experiência bem-sucedida e renovada com a Universidade Federal do ABC. Prevê orientador acadêmico e supervisor industrial. Borges apresentou o caso da Mercedes-Benz, que aderiu ao programa, tendo como resultado o estudo de um compósito de prolipropileno com pó de pneu, para reduzir o volume de rejeitos e encapsular motores, reduzindo a poluição sonora.

A Bolsa Atração de Jovens Talentos (BJT) procura fazer que os alunos trabalhem em empresas da Embrapii, em atividades tecnológicas, pesquisa aplicada e empreendedorismo. Serão 200 bolsas inicialmente.

Questão cultural

Antonio Carlos Teixeira Álvares, vice-presidente do Conic, descreveu sua experiência com a Finep, como acionista de indústria de embalagens de aço. Apesar de estar em setor maduro, a empresa cresceu 400% nos últimos 20 anos graças à inovação, com o desenvolvimento de tecnologia pela qual obteve patente mundial. Teve para isso o apoio da Finep, da qual conseguiu o primeiro financiamento em 1994.

“Inovação é um negócio horizontal”, afirmou. Está na cultura e precisa ser estendida a toda a organização.

A Fiesp tem mais de 100 mil indústrias filiadas, lembrou. E há espaço nelas para a inovação, pensada como cultura. Inovação é transformar conhecimento em produto e em dinheiro, frisou.

Radicado no Vale do Silício, no Centro de Desenvolvimento da Samsung, Ricardo Bucholtz, diretor de desenvolvimento de negócios para a América Latina da plataforma Artik, frisou que as respostas para a criação de um ecossistema de inovação de classe mundial em São Paulo já foram dadas na própria reunião do Conic, começando pela desburocratização. “É muito difícil para uma empresa pequena trazer inovação para dentro de si. Se aqui não tem, por que dificultar a entrada de tecnologias que podem ajudar?”

Destacou que “Indústria 4.0 a gente não tira da prateleira de uma loja. Não é só tecnologia. Parte está na mudança no modo de pensar das empresas. Uma vez mudado o modus operandi, a tecnologia só vai ajudar.”

União e SP financiam pesquisa no setor de recursos hídricos

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o governo do Estado de São Paulo assinaram no começo do mês um convênio de R$ 60 milhões para financiar pesquisas relacionadas ao tratamento de água e esgoto pela Sabesp. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) esteve presente na cerimônia de assinatura do convênio.

O programa contará com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) com foco em projetos de inovação em tecnologias de reutilização da água e redução do impacto ambiental das estações de tratamento. Outro ponto é a secagem do lodo gerado a partir do tratamento do esgoto e transformação dos resíduos do esgoto em energia, inclusive etanol.

A Fiesp há mais de uma década incentiva o reúso da água por meio de debates e oficinas, além de homenagear as empresas que adotam medidas efetivas na redução do consumo e do desperdício de água. Para isso, o Prêmio Fiesp de Conservação e Reúso de Água encontra-se em sua 10ª edição e, ao longo desses anos, contabilizaram-se 162 projetos por mais de 100 empresas de diversos segmentos e portes. Juntos, esses projetos geraram economia superior a 95 milhões de metros cúbicos de água por ano, com investimentos superiores a R$ 490 milhões. Até 2014, os 43 finalistas pouparam cerca de 43 milhões de metros cúbicos de água por ano.

Clique aqui para saber mais.

Brasil precisa investir R$50 bi ao ano em pesquisa e desenvolvimento

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A economia brasileira ainda é pouco inovadora e o país tem uma necessidade “gigantesca” por investimentos de ao menos R$50 bilhões por ano em pesquisa e desenvolvimento, afirmou nesta sexta-feira (6/2) o presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Glauco Arbix.

“Essa é uma questão chave que entra em atrito com a agenda de ajuste fiscal. Educação, ciência e tecnologia não merecem entrar na linha de corte como normalmente é feito pelos programas de ajuste, estamos defendendo muito para manter pelo menos o ritmo [dos investimentos] para atender a demanda de empresas e universidades”, disse Arbix.

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Glauco Arbix, presidente da Finep: Educação, ciência e tecnologia não merecem entrar na linha de corte. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ele apresentou na tarde desta sexta-feira alguns programas da Finep  durante a reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (BioBrasil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O encontro foi conduzido pelo coordenador do BioBrasil, Ruy Baumer.

Até outubro de 2014, os recursos contratados pela Finep e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), somavam R$29,3 bilhões. Somente a Finep contratou R$14,5 bilhões.

Segundo Arbix, o Brasil precisa dobrar o investimento em inovação até 2018. Ele sugeriu ainda que a Finep deve procurar a Fiesp para a consolidação de fundo de venture capital para diversas empresas startups.

Linhas de investimento público são debatidas no Acelera Startup

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Empreendimentos de bom potencial nem sempre prosperam por um fator importante: o desconhecimento sobre os mecanismos e ferramentas disponíveis existentes para ter acesso a recursos públicos, investimentos e linhas de crédito.

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Representantes do Sebrae, Fines e Desenvolve SP falaram sobre acesso a capital. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Para aumentar a compreensão dos participantes da 5ª edição do concurso Acelera Startup, a organização do evento – realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) – promoveu um painel na manhã desta quarta-feira (12/11) com representantes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da Desenvolve SP e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae).

Renato Fonseca de Andrade, responsável por gestão estratégica do Sebrae, falou sobre as linhas existentes. Segundo ele, as empresas e a produtividade no Brasil ainda precisam crescer no país.  “Buscamos contribuir com planejamento, inovação e identificação de oportunidades, além de contribuir para o conhecimento do empreendedor”, disse.

Andrade listou as diversas áreas de atuações do serviço, que atende cerca de dez mil empresas em dois anos, com previsão de 17 mil empresas atendidas nos próximos três anos.

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Claudio Boris Pires, da Finep, falou sobre fomentar projetos que contemplam pesquisa e desenvolvimento para a cadeia produtiva da indústria de petróleo e gás natural. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em seguida, Claudio Boris Pires, da Finep, destacou uma linha de investimento, a Finep 30 dias, “que reduz em até 30 dias o tempo de análise de mérito e abarca setores como educação, óleo e gás”.

Outra iniciativa mantida pela Finep, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com apoio técnico da Petrobras, é o Inova Petro. O objetivo, segundo Pires, é fomentar projetos que contemplem pesquisa e desenvolvimento para a cadeia produtiva da indústria de petróleo e gás natural.

Eduardo Saggiorato, gerente de Negócios e Operações do Desenvolve SP, encerrou o painel, falando sobre o São Paulo Inova. A iniciativa visa apoiar empresas paulistas de base tecnológica e de perfil inovador em estágio inicial ou em processo.

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Eduardo Saggiorato: Desenvolve SP tem fundo para startups e empresas inovadoras com faturamento entre R$ 3,6 milhões e R$ 18 milhões. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Segundo Saggiorato, o programa conta com duas linhas de financiamento operadas. Uma delas com juros subsidiados pelo Fundo Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcet). Outra é um Fundo de Investimento voltado para startups e empresas inovadoras com faturamento entre R$ 3,6 milhões e R$ 18 milhões. “Tecnologia da informação, nanotecnologia e tecnologia da saúde são os focos principais”, concluiu.

De acordo com Paulo Uebel, CEO do Lide – Grupo de Líderes Empresariais, que mediou o encontro, são os empreendedores que podem transformar o país. “Apesar do ambiente hostil, é possível prosperar.”

Acelera Startup: corporate venture é um bom mecanismos de investimento em inovação

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Os fundos de investimento em startups, os chamados Corporate Ventures, representam uma das ferramentas mais eficazes para fomentar a inovação, asseguram especialistas como Karine Alves, da Tovts, e Guilherme Montovan, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Ambos participaram da quinta edição do Acelera Startup, na manhã desta quarta-feira (12/11), realização do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Para especialistas, corporate venture é uma boa alternativa para trazer inovação para empresas líderes de mercado

Para especialistas, corporate venture é uma boa alternativa para trazer inovação para empresas líderes de mercado. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para eles, os corporate ventures trazem expertise e rede de relacionamentos às empresas líderes de seus mercados.

Segundo Karine Alves, corporate venture é todo investimento de venture capital realizado por uma empresa líder em startups que atuam em seu próprio nicho mercadológico. “É um mecanismo maduro de investimento em inovação. O desenvolvimento do ambiente de inovação é saudável para os mercados e para as empresas atuantes”, explicou.

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Karine Alves, da Totvs: startups ampliam mercado potencial e são vetor de investimento e inovação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para ela, faz sentido investir em startups. “Elas ampliam muito o mercado potencial, e têm posição importante como vetor de investimento e inovação. Acreditamos nas ideias e nas pessoas, damos muita liberdade e autonomia aos criadores e empreendedores. Queremos respirar esse ar de inovação e possibilitar sinergia.”

Karine aponta educação e saúde como setores que devem continuar a ser impactados positivamente por investimentos.

Na visão de Guilherme Montovan, da Finep, o corporate venture cria um ambiente em que empresas investem em startups do próprio setor. “Facilita e faz com que a empresa esteja próxima da inovação e atenta a possíveis ameaças de concorrentes.”

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Guilherme Montovan, da Finep: “Empresas que decidem realizar esse tipo de investimento tendem a ter mais sucesso em seus negócios”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para Montovan, que listou as linhas de investimento e fundos que a Finep disponibiliza para empresas e startups, é necessário aumentar a parcela de investimento privado em inovação e tecnologia. Para isso, o corporate venture é uma das melhores ferramentas.

“Empresas que decidem realizar esse tipo de investimento tendem a ter mais sucesso em seus negócios”, explicou o representante da Finep.

“A Finep procura fomentar esse tipo de relacionamento.”

Roriz: Brasil vem tendo avanços no apoio às startups, mas é importante minimizar riscos

Agência Indusnet Fiesp

Impossibilitado de participar do seminário “Estratégias para a Inovação e Empreendedorismo”, realizado nesta terça-feira (07/10), o diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho, enviou uma mensagem para a ocasião. O texto foi lido pelo diretor secretário da entidade, Mario Frugiuele.

Na mensagem, Roriz destaca que para Fiesp é gratificante realizar essa discussão sobre as startups. “Pois elas simbolizam o que existe de mais moderno na economia mundial.”

Roriz Coelho fez a abertura do evento na Fiesp nesta quinta-feira (05/12). Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Roriz Coelho: projeto de lei do Senado, que prevê isenção por quatro anos dos impostos federais das startups, pode ser um divisor de águas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O discurso foi centrado na falta de capital para a inovação. “No Brasil, o acesso ao mercado de capitais ainda é muito restrito para a maioria das empresas”, observou, citando cálculos do Centro de Estudos do Mercado de Capitais do IBMEC [Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais], em que 43% dos investimentos privados no Brasil são financiados com recursos próprios dos empresários – poupanças e lucros retidos.

“Nos Estados Unidos, impossível não citá-lo quando o assunto é capital de risco, os investimentos de Private Equity e Venture Capital se tornaram um dos principais responsáveis por alavancar negócios que atualmente representam as empresas de maior valor no mercado mundial. Google, Apple, Microsoft, eBay, e Amazon são exemplos desses investimentos.”

De acordo com Roriz, não por acaso, 48% das novas empresas fecham suas portas em três anos por falta de recursos de natureza financeira e gerencial, segundo dados de pesquisa divulgada em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ele ressalta que números mostram que existe uma grande oportunidade para que os investimentos na modalidade de capital de risco desenvolvam seu potencial de geração de emprego e renda na economia brasileira.

“Estudo realizado pela Associação Nacional de Venture Capital dos Estados Unidos (2009) observou que no período de 1970 a 2008, em média, para cada US$ 1 investido em Venture Capital, US$ 6,3 em receita foram gerados nas empresas investidas. Nossa expectativa é de que resultados semelhantes passem a acontecer no Brasil.”

Em seguida, a mensagem de Roriz menciona os programas de apoio pelo governo federal às empresas inovadoras como o Startup Brasil, sob a gestão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em que a meta é investir R$ 40 milhões para acelerar 150 startups de software e serviços de Tecnologia da Informação até o fim de 2014.

A mensagem assinala ainda que a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também têm contribuído para o fortalecimento das pequenas empresas inovadoras. “Até novembro de 2012, a incubadora de Fundos Inovar da Finep realizou 13 chamadas públicas, aprovou investimentos em 27 fundos e consolidou uma carteira composta por 100 companhias. Por sua vez, o BNDES está operando os fundos de capital semente Criatec II, que tem disponível R$ 186 milhões, quase o dobro da primeira versão, e o Criatec III, que terá no mínimo R$ 200 milhões.”

Segundo Roriz, o Projeto de Lei do Senado número 321 de 2012, do senador José Agripino, pode ser um divisor de águas. “Prevê isenção por quatro anos dos impostos federais das startups, período de maior fragilidade dessas empresas, e também considera um incentivo adicional de mais um ano de desconto de 50% em todos os impostos componentes do Simples.”

Na opinião do diretor da Fiesp, é notório que estão acontecendo avanços no apoio às startups. “Mas é importante não esquecer o problema das garantias. Se a empresa tem um nível de risco maior, vai precisar ter garantias que minimizem este risco, o que na maioria das vezes não acontece”, pondera Roriz.

Uma solução, sugere ele, é estudar a possibilidade de ampliar o uso dos fundos garantidores do BNDES, do Banco do Brasil e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

“O Brasil tem feito a sua parte ao fortalecer o financiamento a essas empresas, semelhante ao que vem sendo feito em outros países, e, com isso, esperamos que resultados promissores sejam alcançados no longo prazo, como por exemplo maior nível de agregação de valor a nossa economia”, conclui o diretor titular do Decomtec/Fiesp.

Acesso a crédito depende mais da organização da empresa que do alto faturamento

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Para que a empresa consiga acessar a uma linha de crédito ou financiamento, ela deve apresentar uma estrutura organizada, com informações de qualidade e demonstrar capacidade de pagamento, orientou, na tarde desta sexta-feira (15/08), a gerente de parcerias da Desenvolve SP, agência de desenvolvimento do governo de São Paulo, Magali Tacla Michelutti.

Ela participou da segunda rodada do seminário “Meios de Financiamento para a Pesca e Aquicultura”, organizado pelo Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca (Compesca) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Eu acredito que tudo está centralizado na qualidade da empresa. A análise de crédito é feita em cima da capacidade de pagamento, da liquidez da organização”, disse Magali. “Isso é projeção, na verdade, da organização da empresa. Quanto mais organizada, mais ela vai ter capacidade de pagamento, mais ela vai ser sustentável do ponto de vista empresarial”, completou.

Os debates da tarde desta sexta-feira (15/08) no seminário: inovação nos processos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Os debates da tarde desta sexta-feira no seminário: inovação nos processos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Segundo ela, segmentos da indústria receberam 52,4% dos desembolsos por setor das empresas clientes da Desenvolve SP. “Também financiamos projetos de inovação. E temos financiado a inovação em processos, uma vez que só de mudar a forma de fazer já é inovação. Essa questão está bem ampla”, afirmou a gerente da agência.

Inovar é preciso

Para o coordenador-titular do Compesca e condutor do seminário do comitê, Roberto Imai, inovação é a “a palavra de ordem” para a indústria da pesca.

“O setor, na verdade, carece de inovação. Por que a China produz um peixe tão mais barato do que o Brasil? É importante a gente entender o porquê e trabalhar a inovação nos processos”, alertou Imai.

No mesmo sentido, o gerente do Departamento de Agronegócios e Alimentos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Luis Felipe Maciel, também apresentou aos empresários da cadeia as potenciais linhas de apoio à área.

De acordo com Maciel, os fabricantes de ração, suplementação, indústria veterinária, de embalagens e desenvolvedores de melhoramentos genéticos são alguns segmentos da cadeia da pesca que podem ser atendidos pela Finep.

Fiesp e FIP

Ainda durante a rodada de consultas sobre linhas de financiamento, o analista de projetos do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp, Valdair José Tonon, apresentou a parceria da entidade com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para divulgar linhas de financiamento durante as salas de crédito organizadas pela federação.

“Fazemos essas salas de crédito com as empresas para melhorar o acesso aos financiamentos”, disse Tonon ao mencionar o programa BNDES Proaquicultura, lançado há menos de dois anos pelo banco com dotação orçamentária de R$ 500 milhões e prazo de vigência até 31 de dezembro de 2017.

“É uma linha relativamente nova, isso foi um pleito do setor porque não existiam linhas especificas pra aquicultura”, afirmou Imai.

O sócio da Riviera Investimentos, André Barbieri, também participou do seminário de licenciamento do Compesca. Segundo ele, a gestora de fundos não foi criada em 2008 para concorrer com o BNDES.

“Não somos concorrente do BNDES, somos mais uma opção de financiamento. Nós temos o objetivo de identificar oportunidades e a aquicultura é uma delas”, disse Barbieri.

A Riviera Investimentos gere o Fundo de Investimento em Participações (FIP) criado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura há mais de um ano com a intenção de captar mais de R$100 milhões.

Finep, BNDES e Petrobras apresentam detalhes do edital Inova Petro

Juan Saavedra e Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Empresas que precisem de investimentos em inovação para atuar como fornecedores no setor de petróleo e gás natural podem contar com os recursos do Programa Inova Petro, uma iniciativa conjunta da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com o apoio técnico da Petrobras.

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Detalhes do edital de fomento a inovação da Finep e BNDES são apresentados na Fiesp durante o Workshop Técnológico Inova Petro. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O principal objetivo do programa, lançado em 2012, é contribuir para a política de aumento de conteúdo local e para a competitividade e sustentabilidade da cadeia de fornecedores nacional.

Em janeiro, as instituições publicaram uma chamada pública para receber projetos – os interessados em participar do processo seletivo têm até o dia 24 de abril.

Para esclarecer dúvidas de empresários sobre o edital, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), por meio do Comitê da Cadeia Produtiva de Petróleo e Gás da Fiesp (Competro), promoveu, na manhã desta quinta-feira (10/04), o “Workshop Tecnológico Inova Petro – São Paulo”.

>> Empreendedores do petróleo destacam a importância de eventos específicos para o setor

O evento contou palestras de especialistas da Finep e da Petrobras que detalharam o edital e falaram sobre quatro linhas temáticas do edital: Processamento de Superfície, Instalações Submarinas, Poço e Reservatórios.

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André Zenícola de Menezes, chefe em exercício do Departamento de Petróleo, Gás e Indústria Naval da Finep. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em sua apresentação, o chefe em exercício do Departamento de Petróleo, Gás e Indústria Naval da Finep, André Zenícola de Menezes, destacou que o mercado no setor vai além da Petrobras.

“O mercado é mundial. A partir do momento em que as empresas se capacitam para fazer qualquer inovação, qualquer desenvolvimento, lançar qualquer produto no mercado, esse mercado não está restrito ao Brasil”, citando, como exemplos, a Costa da África e alguns locais dos Estados Unidos.

“O principal nesse programa é a integração de instrumentos. Nós juntamos tudo que a Finep e o BNDES podem oferecer”, disse Menezes, informando que os recursos envolvidos para financiamento chegam a R$ 3 bilhões – com aportes iguais de 1,5 bilhões de cada uma das instituições.

No primeiro edital, a Finep recebeu 38 cartas de manifestações de interesse, com demandas que chegavam a R$ 2,8 bilhões. Vinte e três foram aprovadas inicialmente, envolvendo a possibilidade de aporte de R$ 848,6 milhões. Na sequência, 16 projetos evoluíram e conseguiram apresentar planos de negócios, requisitando R$ 548,7 milhões. Desses planos, 11 foram aprovados, o que levaria a um financiamento da monta de R$ 353,6 milhões. No funil, seis planos estão em contratação, com aporte de R$ 204,9 milhões.

“Essa redução vai acontecendo porque algumas empresas desistem, entram em outra oportunidade, saem do programa, mas ainda assim, nós consideramos um resultado bom”, comentou Menezes.

Na sequência, outro representante da Finep, Igor Villa Nova de Andrade, explicou como preencher cada um dos formulários das cartas de manifestação de interesse – para as empresas líderes, parcerias ou para os Institutos de Ciência e Tecnologia.

>> Conheça o Inova Petro

Acompanhamento técnico

Alexandre Novaes, da Petrobras, disse que as empresas devem apresentar suas propostas da melhor maneira possível porque a empresa vai dar apoio técnico durante o edital.

“Num primeiro momento, após a carta de manifestação de interesse, a Petrobras vai disponibilizar as especificações técnicas. Haverá um workshop para as empresas tirarem as dúvidas no Centro de Pesquisa da Petrobras. Lá na frente existe uma interação técnica bem forte antes de as empresas finalizarem o plano de negócios, para que esses planos possam ser bem direcionados”, explicou.

“O primeiro edital foi um sucesso e a gente espera que ele possa ser um sucesso para as próprias indústrias.”

Carlos Camerini, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip),ressaltou a qualidade técnica dos palestrantes Gustavo Adolfo C. Freitas, Jose Fernando Nicodemos, Paulo Roberto Souza e Airton Hiroshi Okada, que em seguida falariam sobre as linhas temáticas que integram o edital.

De acordo com André Pompeo do Amaral Mendes, gerente do Departamento Gás e Petróleo e Cadeia Produtiva do BNDES, o mercado offshore está em ascensão. “Se as empresas conseguirem fazer as inovações de seus produtos em um segmento estratégico, certamente terão um mercado de longo prazo.”

O coordenador adjunto do Competro, Eduardo Berkovitz, falou brevemente sobre o Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás Paulista (Nagi PG), parceria da Fiesp e do Ciesp, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e da Universidade de São Paulo (USP), que tem como objetivo capacitar e auxiliar empresas a tornar-se fornecedoras da Petrobras e demais empresas do setor.

>> Saiba mais sobre as atividades de Petróleo e Gás na Fiesp 

Manual FINEP 30 dias

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A Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP disponibiliza aos empresários o MANUAL FINEP 30 DIAS para orientações quanto ao formulário de preenchimento do Novo Modelo de Análise das Operações de Crédito – FINEP 30 dias.

Visualize ou faça o download do manual no menu ao lado.

Competro Fiesp divulga detalhes do Edital do BNDES para projetos de inovação do setor

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540274353Empresas brasileiras que tenham Planos de Negócios voltados à projetos de inovação para o setor de Petróleo e Gás podem contar com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e da agência Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Foi aberto, na última quarta-feira (15/01), o edital para seleção dos Planos de Negócios de empresas do setor que podem ser contempladas pelo programa Inova Petro, uma iniciativa do BNDES e da Finep, com apoio da Petrobras.

O Comitê da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás (Competro) da Fiesp, informa abaixo as principais informações sobre esse edital. 

  • O objetivo da chamada:

Selecionar Planos de Negócios de empresas brasileiras que contemplem projetos de inovação para o setor de Petróleo e Gás dentro do escopo das linhas temáticas: Processamento de Superfície, Instalações Submarinas, Poço e Reservatórios.

  • Volume total de recursos disponibilizados:

chega a R$ 3 bilhões.

  • Valor mínimo para cada projeto apresentado: 

R$ 5 milhões.

  • Prazo e como participar:

Até o dia 20 de março de 2014, deve ser entrega da Carta de Manifestação de Interesse e Cadastro das Parceiras e Institutos de Ciência e Tecnologias (ICTs).

  • Prazo para apresentação de Planos de Negócios: 

até 22/07/14

  • Quem pode participar desta chamada:

Empresas âncoras que possuam receita operacional bruta (ROB) igual ou superior a R$ 16 milhões ou patrimônio líquido igual ou superior a R$ 4 milhões no último exercício, podendo fazê-lo de forma individual ou em parceria com empresas de qualquer porte ou ICT’s.

  • Que tipo de projetos serão selecionados:

Os projetos devem contemplar pesquisa, desenvolvimento, engenharia e/ou absorção tecnológica, produção e comercialização de produtos, processos e/ou serviços inovadores para a cadeia produtiva da indústria de petróleo e gás natural.

O edital na íntegra, com o detalhe de todos os procedimentos necessários, estará disponível amanhã (21/01) no site da Finep: www.finep.gov.br/inovapetro.

Pedidos de informação e esclarecimento de dúvidas poderão ser encaminhadas a qualquer tempo, por meio virtual, através do endereço eletrônico inova_petro@finep.gov.br.

Palestra Cenários Econômicos e Competitivos Globais e o Desafio da Inovação nas Empresas (Reunião do CONIC | 06.12.2013)

Os membros do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se reuniram, na manhã desta sexta-feira (06/12), para avaliar os desafios da indústria com relação à competitividade no mercado internacional. Durante o encontro, o gerente do Departamento de Competitividade (Decomtec) da Fiesp, Renato Corona, apresentou os números do Índice de Competitividade elaborado pelo departamento e divulgado em novembro deste ano.

Também participou do encontro o superintendente da Área de Fomento e Novos Negócios da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Paulo Resende. Ele apresentou os resultados do modelo de financiamento 30 Dias, lançado em setembro de 2013.

Apresentações;

  • Cenários Econômicos e Competitivos Globais e o Desafio da Inovação nas Empresas – Renato Corona – parte 1 e parte 2
  • Agência de Inovação Brasileira (Finep) – Paulo Resende

Para visualizar ou salvar apresentações da Palestra, acesse o menu ao lado.

Para esclarecer detalhes do Inova Agro, Fiesp reúne empresários e representantes do BNDES e Finep

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de trinta empresários se reuniram na tarde desta terça-feira (18/06), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para obter mais informações sobre o Inova Agro, programa do governo federal que visa fomentar o desenvolvimento de tecnologias para o setor do agronegócio – em especial as indústrias de insumos agropecuários, máquinas agrícolas e de alimentos.

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Representantes do BNDES e da Finep apresentam linhas de financiamento e critérios para arpovação de projetos dentro do âmbito do programa Inova Agro. Foto: Everton Amaro/Fiesp

No encontro, uma iniciativa do Departamento do Agronegócio (Deagro) da Fiesp, representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) explicaram as linhas de financiamentos disponíveis e a forma como as empresas interessadas podem acessar os recursos do programa.

O Inova Agro dispõe de um orçamento total de R$ 3 bilhões para financiar projetos de inovação nos setores mencionados. As empresas interessadas devem cumprir os critérios e prazos estabelecidos no edital do programa, que tem como etapa inicial a apresentação de uma carta de manifestação de interesse, a ser entregue até o dia 15 de julho de 2013.

Interessados em mais informações podem acionar o Deagro/Fiesp por meio do telefone (11) 3549-4434.


Editais Finep apresentados no Ciesp são os primeiros da era pré-sal

Agência Indusnet Fiesp,

Com transmissão da TV Interativa para as 42 diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp, foi realizado nesta segunda-feira (26) o evento de apresentação dos editais da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que destinam R$ 130 milhões a projetos entre indústrias e Instituições de Pesquisa Científica e Tecnológica (ICTs) para o setor de petróleo e gás, especialmente para os desafios do pré-sal.

A iniciativa é do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, em parceria com o Ciesp. O evento foi aberto pelo diretor-titular do Decomtec, José Ricardo Roriz Coelho.

A definição das linhas de financiamento pela Finep tomou por base o diagnóstico do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo e Gás) sobre os gargalos na cadeia de fornecedores do setor de petróleo. E também é o passo seguinte da parceria entre Ciesp, Petrobras e Prominp que até 1º de julho realizou 11 eventos em macrorregiões paulistas, para apresentar às indústrias os benefícios e oportunidades de negócios no setor.

O objetivo da Finep é atender toda a cadeia produtiva de petróleo e gás natural, visando o fornecimento de bens e serviços para o setor e infraestrutura de laboratórios. Os projetos podem ser tanto de desenvolvimento incremental de tecnologias maduras quanto de desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

Os projetos devem contemplar soluções tecnológicas nos segmentos de Válvulas, Conexões/Flanges, Umbilicais Submarinos, Caldeiraria, Construção Naval e Instrumentação/Automação, seguindo indicação do estudo que o Prominp elaborou com a participação da Petrobras.


Primeira fase
Na fase inicial, as empresas interessadas devem enviar carta de manifestação de interesse, em formulário específico, até o dia 8 de agosto. O resultado será divulgado no dia 9 de setembro. Após esta etapa, será a vez de as ICTs detalharem o projeto em formulário próprio, que ficará disponível no site da Finep.

O primeiro edital prevê R$ 100 milhões no desenvolvimento de projetos em sistema de cooperação entre empresas ligadas ao setor de petróleo e instituições científicas e tecnológicas que ofereçam soluções para os desafios gerados ou ampliados pelas descobertas do pré-sal.

Já a segunda chamada prevê investimentos de R$ 30 milhões e vai apoiar a criação, adequação e capacitação de laboratórios de Instituições de Ciência e Tecnologia, para atender às demandas dos fornecedores da cadeia de P&G. Os recursos são do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), de natureza não reembolsável.


Nova mentalidade
Claudia Maria Pessaro, analista do Departamento de Instituições de Pesquisa da Finep, observa que os editais lançados são os primeiros da era pré-sal e acredita que a financiadora tem uma grande expectativa por bons projetos.

Para a analista, a medida foi simplificada tanto para o empresário como para as ICTs e investe em empresas com poucos recursos financeiros: “Tudo que ele precisa fazer é preencher o formulário. Além disso, estamos criando condições para que as empresas com poucos recursos financeiros e que desejam entrar no processo, utilizem suas despesas pagas no dia a dia e comprovem como contrapartida. Isso é um grande avanço, pois conseguiremos atrair um maior número de empresas”, explicou.

Para Cassio Vecchiatti, diretor do Decomtec/Fiesp, os projetos tentarão viabilizar o setor de petróleo e gás, especialmente nos desafios do pré-sal: “As maiores descobertas de petróleo, no Brasil, foram feitas recentemente pela Petrobras na camada pré-sal localizada entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo, onde foram encontrados grandes volumes de óleo leve, daí essa importância estratégica para novas empresas fornecedoras”.

Vecchiatti pontua que a Fiesp deverá aproveitar o momento para acelerar um processo que visa aumentar efetivamente a cultura inovativa no setor: “Se não melhorarmos a mentalidade de inovação no país, seremos cada vez menos competitivos.”

Finep lança editais para financiamento de projetos do pré-sal

Agência Indusnet Fiesp,

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vai destinar R$ 130 milhões a projetos da cadeia produtiva de petróleo e gás que ofereçam soluções aos desafios tecnológicos gerados pela descoberta da camada de pré-sal.

O lançamento do programa acontece a partir das 15h desta segunda-feira (26) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A proposta é atender toda a cadeia produtiva do setor de petróleo e gás natural, visando ao fornecimento de bens e serviços e infraestrutura de laboratórios. Os projetos podem ser tanto de desenvolvimento incremental de tecnologias maduras quanto de desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

Além disso, a Finep vai apoiar a criação, adequação e capacitação de laboratórios de institutos de pesquisas científicas que atendam às demandas dos fornecedores da cadeia.

O evento é gratuito. Para mais informações e inscrições,clique aqui.

Serviço:
Lançamento dos editais da Finep para projetos do pré-sal
Dia: 26 de julho, das 15h às 18h
Local: Avenida Paulista, 1313, São Paulo/SP