Falta de caixa para pagar empréstimos afeta 44% das empresas paulistas

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

A expectativa mais positiva para o planejamento de 2018 não se concretizou, e cerca de 44% das empresas paulistas que recorrem ao financiamento bancário estão com dificuldade de gerar caixa suficiente para pagar as parcelas de suas dívidas junto às instituições. O dado é da pesquisa “Rumos da Industria – Relacionamento com Bancos e Refinanciamento de Dívidas”, realizada pela Fiesp e pelo Ciesp com quase 500 empresas, entre os dias 10 e 20 de julho.

O estudo também aponta que 12,4% das empresas estão com parcelas atrasadas. Cerca de 8,2% atingiram um número tão grande de parcelas em aberto que sofrem bloqueio de movimentações bancárias. Além disso, 70,7% têm alguma dificuldade no relacionamento com seu banco, e 31,5% estão com dificuldades para pagar prestações de seus empréstimos. Um impacto que atinge principalmente as empresas de pequeno e médio portes.

Uma vez que essas empresas são fornecedoras das grandes e representam uma parcela maior do universo empresarial do Brasil, o temor é que elas possam desencadear uma crise na cadeia de fornecimento de insumos e peças, enfatiza José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp.

Grandes empresas multinacionais, explica Roriz, conseguem recursos ao deixar de enviar dividendos, ao pedir crédito à matriz ou buscando crédito do mercado internacional. “Já as grandes nacionais têm financiamento a banco e debêntures, por exemplo, o que faz toda a diferença.”

Outro destaque da pesquisa é o refinanciamento/renegociação de dívidas. O levantamento mostra que 38,0% das empresas com dificuldades para pagar já receberam contato do banco para propor refinanciamento de contratos de crédito. Quando avaliam a renegociação de contratos de crédito, 78,7% das empresas com dificuldades para pagar parcelas do empréstimo têm como prioridade a redução da taxa de juros. Em segundo lugar entre as prioridades aparece o alongamento dos prazos para pagamentos (para 62,0%).

Apenas 15,4% das empresas com dificuldades para pagar consideram viável refinanciamento com juros acima de 14% ao ano. No entanto, a taxa de juros média para capital de giro foi de 17,7% ao ano em maio de 2018, de acordo com o Banco Central.

Segundo Roriz,a elevação da capacidade ociosa de um patamar em torno de 10% para mais de 30% nos últimos anos apertou as margens de lucro. Embora os equipamentos estejam parados, eles geram custo fixo por conta da manutenção.

A segunda prioridade das empresas na renegociação de dívidas, como aponta a pesquisa, é o alongamento dos prazos para pagamento: para 57,4% das empresas com dificuldades para pagar, o prazo de pagamento do refinanciamento deve ser de mais de 24 meses.

Além da redução da taxa de juros e do alongamento dos prazos para pagamentos, as empresas também precisam de carência para começar a pagar e de dinheiro novo, ou seja, de mais crédito para conseguir continuar operando: 74% das empresas com dificuldades para pagar precisam de pelo menos 3 meses de carência para começar a pagar as parcelas do refinanciamento, e 72% precisam de dinheiro novo além do refinanciamento dos créditos bancários.

Ouça o boletim de áudio dessa notícia:

De modo geral, os resultados da pesquisa mostram que a maior parte da indústria paulista utiliza crédito bancários, principalmente para capital de giro, ou seja, é o crédito necessário para que continue realizando suas operações normalmente. “A cadeia de fornecimento está se desorganizando por falta de acesso a crédito para pequenas e médias empresas. Ou elas de refinanciam agora ou vão ficar insustentáveis, sem conseguir pagar despesas financeiras e impostos. Pode comprometer ainda mais a geração de empregos”, conclui Roriz.

Crescimento do PIB confirma acerto das reformas

A revisão da estimativa oficial de crescimento do PIB brasileiro, para 1,1% em 2017 e 3% em 2018, mostra o acerto das reformas estruturais já feitas, como o limite de gastos, a nova lei do petróleo e a modernização trabalhista. “É preciso seguir adiante, aprovando a reforma da Previdência e a tributária, criando condições para o crescimento sustentável da economia brasileira”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“Os números estão alinhados com o que a indústria sente no dia a dia e com o que apontam as previsões da Fiesp. O que ainda provoca muita preocupação é o custo do financiamento no Brasil. Embora a Selic continue em queda, tendo atingido seu menor valor histórico, para o tomador final continuam muito elevados os juros no Brasil.”

O BC e o Ministério da Fazenda precisam agir. Têm que trazer mudanças nos impostos sobre crédito, na regulação e na concorrência bancária, atrair novos operadores no mercado de crédito e estimular as cooperativas de crédito e as empresas que fazem finanças na internet, as chamadas fintechs.

“Uma forte redução dos juros para consumidores e empreendedores poderá ampliar ainda mais o crescimento do PIB no ano que vem e estimular a geração de empregos.”

Cinco maiores bancos da China apresentam oportunidades de financiamento na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Em uma iniciativa inédita de reunir os cinco maiores bancos da China no Brasil, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) realizou nesta terça-feira (7 de novembro) um seminário para apresentar aos empresários brasileiros opções chinesas de financiamento empresarial.

Em parceria com o Ciesp e apoio do Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT), do Consulado Geral da China em São Paulo e da Associação das Empresas Chinesas no Brasil (Abec), os participantes do encontro puderam conhecer oportunidades de financiamento e negócios do Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), do China Construction Bank (CCB), do Agricultural Bank of China (ABC), do Bank of China, do Bank of Communications (Bocom) e da seguradora Sinosure.

Na visão do diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, a presença do setor financeiro chinês na Fiesp tem um significado especial pois representa uma oportunidade de alavancar a competitividade da indústria brasileira por meio de novos investimentos.

Para o diretor do Derex Harry Chiang, o Brasil e a China são parceiros naturais em produtos de diversos segmentos. “O comércio entre os dois países tem crescido muito rápido, pelo tamanho do mercado chinês e pela velocidade da implementação de projetos no país”, disse.

Chiang falou ainda que a Fiesp espera que empresas brasileiras de médio e pequeno porte também tenham acesso ao mercado chinês, que nos próximos cinco anos deverá importar pelo menos US$ 10 trilhões.

Da Abec e presidente do Bank of China, Zhang Guanghua explicou que mais de 200 empresas chinesas já atuam no mercado brasileiro de forma intensa. “É importante que ocorram mais encontros e trocas de ideias que facilitem o comércio bilateral entre as economias e a operação dessas companhias no Brasil”, sugeriu.

O vice-presidente executivo do CCB Brasil, Paulo Celso Del Ciampo, por sua vez, falou da formação da diretoria do banco no país, formada por três chineses e quatro brasileiros. Em 2016, as operações de crédito da instituição foram de US$ 9 bilhões, US$ 7,3 bilhões em crédito comercial. As linhas de negócio da casa incluem um banco comercial de moeda estrangeira, que atua fortemente em crédito de financiamento para importação e exportação, cartas de crédito, garantias internacionais e empréstimos externos. Em reais, as operações se concentram em leasing, finanças, cobranças e cartão de crédito corporativo. Na área de investimentos, a carteira é formada por operações como hedge, mercados futuros, swap e câmbio. No varejo, o foco são os consignados, financiamento de veículos, crédito pessoal e cartão de crédito.

Ciampo explicou também que o ICBC possui US$ 3 trilhões em ativos, US$ 2,2 trilhões em depósitos, US$ 225 bilhões em patrimônio líquido e US$ 33 bilhões de lucro líquido. Na China, o banco múltiplo tem 15 mil agências, presença em todos os continentes do mundo e produtos como financiamento de crédito corporativo, trade finance, financiamento para infraestrutura e clearing, para a compensação dos serviços financeiros. No varejo, eles também realizam serviços como financiamento imobiliário e de crédito ao consumidor, gestão de fortunas, securitização, operações de câmbio, metais preciosos, derivativos e gestão de grandes investidores.

O diretor executivo do Bank of Communications (BOCOM), Cassio Von Gal, detalhou uma presença global também relevante, principalmente na área corporativa e de alta renda. A carteira de crédito expandida da instituição soma R$ 3,5 bilhões, dividida entre clientes de médio e grande porte. Em setembro deste ano, o patrimônio líquido do banco ficou próximo dos R$ 570 milhões.

O representante do escritório de representação do ABC, Zheng Feng, lembrou ainda que apesar do nome da instituição remeter ao segmento agrícola, o ABC realiza diversos serviços destinados a outros setores. Feng citou operações na área comercial, de investimento, crédito, financiamento e investimento e de crédito imobiliário.

Segundo o representante da Sinosure, Zhang Zhi, a instituição financeira deverá atuar como uma importante porta de entrada e parceira das estratégias de mitigação de risco e cooperação de crédito para os negócios brasileiros, principalmente de exportação.

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Representantes dos maiores bancos da China durante reunião na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Troca da TJLP por TLP nos financiamentos do BNDES inibe investimento, mostra pesquisa da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O jornal Valor Econômico publicou nesta sexta-feira (14 de julho) reportagem sobre pesquisa feita pela Fiesp que mostra o efeito nocivo que seria provocado pela troca da TJLP pela TLP nos financiamentos do BNDES.

No levantamento, 66% dos entrevistados disseram que deixariam de investir usando crédito do banco nos próximos 2 anos. “Não é o momento apropriado para discutir a mudança da taxa de juros do BNDES”, disse ao jornal o vice-presidente da Fiesp José Ricardo Roriz Coelho.

A pesquisa também revela que a reação de reduzir os investimentos previstos com a alteração da taxa de juros do BNDES não se concentra em apenas um porte: 65% das pequenas e médias empresas e 70% das grandes reagiriam reduzindo o investimento. Mais de um terço das empresas de todos os portes reduziriam os investimentos em mais de 40% se a TJLP fosse alterada.

Clique aqui para ter acesso à pesquisa.

BNDES apresenta nova estrutura e programas para a área da saúde

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

O chefe do Departamento do Complexo Industrial e Serviço de Saúde (Deciss) do BNDES, João Paulo Pieroni, apresentou os novos programas de inovação do banco, durante evento promovido pelo Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia da Fiesp (ComSaúde) no dia 7 de fevereiro, na sede da entidade.

Pieroni também mostrou as novas condições de financiamento e recursos, condições e garantias que impactarão os processos na área da saúde. O objetivo do encontro foi proporcionar aos participantes oportunidades de começar o ano entendendo as novidades na área da saúde dentro do BNDES. “Agora a indústria e prestadores de serviço fazem parte da mesma estrutura”, afirmou.

Também participaram da reunião o coordenador titular do ComSaúde, Ruy Baumer; o coordenador titular adjunto do ComSaúde e presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados – Anahp, Francisco Balestrin, do coordenador titular adjunto do ComSaúde e superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos – Abimo; e do Coordenador Titular Adjunto do ComSaúde e Superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), Paulo Henrique Fraccaro.

Clique aqui para ter acesso à apresentação do BNDES.

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Reunião do ComSaúde, da Fiesp, com o BNDES. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

‘Vivemos um processo de retomada das exportações’, afirma diretor da Fiesp em Seminário sobre Financiamento à Exportação

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Hora de voltar os olhos para o mundo. Nesse sentido e com o objetivo de estimular as vendas externas dos produtos brasileiros, foi realizado, na manhã desta quinta-feira (27/10), na Fiesp, o Seminário sobre Financiamento à Exportação Brasileira. O evento foi organizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação,

“Vivemos um processo de retomada das exportações”, disse Thomaz Zanotto, diretor-titular do Derex. “Temos aqui hoje empresas de todos os tamanhos e não só do setor da manufatura”.

Para Zanotto, exportar é como “entrar na academia”. “Você começa e acha que fez uma loucura, mas, depois, percebe como a sua empresa fica melhor”, explicou. “É realmente como entrar em forma”.

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Zanotto, ao centro: "Exportar é como entrar na academia". Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“O objetivo agora é colocar o comércio exterior na centralidade das políticas de governo”, explicou Tatiana Rosito, secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex). “Estamos focados na produtividade das empresas”.

>> Ouça boletim sobre o seminário

Nessa linha, além da produtividade, segundo Tatiana existe uma preocupação com o aprofundamento da inserção internacional, com mais promoção comercial e assinaturas de acordos de cooperação. “Outro ponto importante é o apoio às micro, pequenas e médias empresas que querem exportar, existe um esforço para ampliar o acesso desses grupos à informação”.

Para a secretária, é preciso “quebrar barreiras”. “O maior acesso ao financiamento é fundamental nesse sentido”, afirmou.

Ao longo do seminário, foram debatidos pontos como a visão dos bancos e dos exportadores sobre as principais demandas do setor exportador; o chamado Sistema de Moeda Local (SML); o seguro de crédito à exportação; programas de financiamento e o trabalho do Sebrae  junto às micro e pequenas empresas, entre outros assuntos.


Propostas prioritárias para o BNDES

As empresas de todos os setores estão enfrentando graves problemas financeiros. Nos cinco primeiros meses de 2016 ante mesmo período de 2015, os pedidos de falência e de recuperação judicial cresceram 5,5% e 95,1%, respectivamente. Além disso, metade das empresas não têm gerado caixa suficiente para as despesas financeiras.

Afim de resolver esse problema, foi apresentada um conjunto de propostas ao BNDES sobre essa questão.

Os recursos do BNDES devem ser aplicados em:

  1. Plano de Recuperação Econômico-Financeiro das Empresas (capital de giro, debêntures, restruturação de empresas)
  2. Refinanciamento de Dívidas Vencidas com o BNDES
  3. Financiamento às MPMEs (Cartão BNDES, desburocratização, desconcentração dos repasses dos bancos)

Em seminário na Fiesp, BNDES explica novas diretrizes e tira dúvidas sobre financiamento

Agência Indusnet Fiesp

Técnicos do BNDES participaram nesta terça-feira de seminário na Fiesp para explicar as novas diretrizes do banco, que tem como meta priorizar micro, pequenas e médias empresas, e explicar suas linhas de financiamento. Avalia-se também a ampliação do uso do Cartão BNDES para outras finalidades, como o financiamento à exportação, à agropecuária e ao microcrédito. José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente da Fiesp e diretor titular de seu Departamento de Competitividade e Tecnologia, abriu o seminário relembrando discussão promovida pela Fiesp sobre formas de baixar a taxa de juros no Brasil. As explicações usuais para as razões para o elevado nível dos juros não se sustentam, disse.

“Hoje é claro para todo mundo que o principal problema para as empresas é capital de giro”, afirmou Roriz. “As empresas estão sem dinheiro para pagar impostos e até para demitir.” O acesso ao crédito é a maior dificuldade. Fora o risco, há outros problemas que devem ser discutidos, lembrou.

É preciso, afirmou, voltar a investir e a crescer – e que esse crescimento resulte na criação de empregos. “Para fazer voltar o investimento precisamos fazer alguma coisa muito forte, contundente, talvez até diferente. Fazer o feijão com arroz não adianta mais.”

A participação do BNDES no PIB é similar à da China e da Alemanha, perto de 12%, explicou Roriz, mas o banco brasileiro concentra maior share do crédito privado. Acesso da pequena e média empresa aos financiamentos do BNDES é difícil, disse. A intenção do seminário, afirmou Roriz, era mostrar o que fazer para a frente. A ideia é saber a agenda do possível, disse, mas isso tem que ser rápido. “É hora, no seminário, de fazer críticas construtivas.” No encerramento, Roriz sugeriu novo seminário, talvez três meses depois, para acompanhar a evolução dos pontos discutidos, proposta aceita pelo BNDES.

Milton Antonio Bogus, diretor titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp (Dempi), lembrou da dificuldade, devido ao Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal), de obtenção de crédito. Há um pedido, explicou, feito junto ao BNDES, para suspender por dois anos a exigência, algo que já foi feito no passado.

Carlos Alberto Vianna, Chefe do Departamento de Relacionamento Institucional e Gestão do Crédito Rural do BNDES, disse que está em construção no banco uma agenda positiva. Há disse, uma série de medidas em análise para melhorar as condições de renegociação de dívidas, especialmente para as micro, pequenas e médias empresas. Estuda-se inclusive a renegociação de parcelas vencidas do Refin-PSI. Tenta-se com o governo uma solução para a dispensa de CND (Certidão Negativa de Débitos) para dívidas de INSS. Há um engajamento do BNDES nesse sentido, disse.

Tiago Peroba, Gerente no Departamento de Relacionamento Institucional e Gestão do Crédito Rural do BNDES, apresentou as linhas disponíveis para o setor industrial. BNDES Automático, Cartão e BNDES Finame. Explicou a diferença entre os produtos de prateleira, que são perenes e não têm dotação pré-definida, e os programas, com duração e dotação pré-definidas, em condições que podem ser melhores.

Roberto Trindade, gerente no Departamento Jurídico da Área de Crédito do BNDES, explicou o Programa de Incentivo à Revitalização de Ativos Produtivos. Com R$ 5 bilhões, é emergencial e tem vigência até 31 de agosto de 2017. Demonstra de forma bastante clara o esforço feito pelo banco para auxiliar os empresários neste momento de crise, disse.

Depois da apresentação houve uma série de perguntas e sugestões feitas pelo público. Uma delas foi a respeito do programa MPE Aprendiz, que gerou dúvidas a respeito de ser necessário ter aprendizes contratados no momento do pedido da linha. O esclarecimento do BNDES foi que não – a contratação pode ser posterior.

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Seminário na Fiesp apresentou novas diretrizes do BNDES e tirou dúvidas sobre suas linhas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Seminário Finanças e Financiamento

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O Seminário Finanças e Financiamento – Como financiar hoje o futuro das pequenas e médias empresas” realizado no dia 22/07/2016 no Edifício Sede da Fiesp apresentou  modelos de financiamento e formas alternativas para viabilização dos negócios nas pequenas e médias empresas, bem como agentes financiadores.


PALESTRAS:

1.  A relação das empresas com os agentes financiadores – Flávio Vital (Dempi – Fiesp)
1.1. Portabilidade de  cadastro – Resolução Banco Central do Brasil

2.  Descubra como financiar hoje o futuro das Pequenas e Médias empresas – José Claudio Securato (Saint Paul Institute)
3.  Estratégias para concessão do crédito – (Serasa Experian)
4.  A importância da transparência e prestação de contas no processo de crédito – Eduardo Pozzi (Saint Paul Institute)

Soluções: Formas de Financiamento 
O que é relevante? / Como financiar hoje o seu negócio? / Pensando no futuro, como financiar?

5.  DESENVOLVE SP – Ana Paula Shuay, Superintendente de Negócios
6.  BNDES – Ana Paula Bernardino Paschoini, Gerente do Departamento Regional Sul
7.  BANCO DO BRASIL – Thiago J D Montero, Gerente de Mercado Pessoa Jurídica
8.  CAIXA Econômica Federal – Thiago Gomes de Souza, Gerente Regional de Pessoa Jurídica
9.  BRADESCO – Rinaldo de Martini, Gerente Departamental do Departamento de Empréstimos e Financiamento

Para visualizar ou baixar as apresentações realizadas no dia, acesse o menu ao lado


Bancos mais próximos das empresas para facilitar financiamento

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

As variadas possibilidades de financiamento foram debatidas em painel no Seminário Finanças e Financiamento, realizado na manhã desta sexta-feira (22/07), na sede da Fiesp, em São Paulo. Uma iniciativa do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp (Dempi).

Convidado a participar da discussão, o gerente de Mercado Pessoa Jurídica do Banco do Brasil Thiago Montero destacou que as instituições financeiras precisam trabalhar afinadas com seus clientes. “Se o gerente não está visitando vocês, cobrem isso”, disse Montero. “Esses profissionais precisam estar nas empresas, junto com vocês”.

O Banco do Brasil tem 1.420 agências de varejo no estado de São Paulo. Quatro delas são de atendimento exclusivo a pessoas jurídicas, com dois escritórios de negócios para as micro e pequenas empresas, 1.127 gerentes de relacionamento para pessoas jurídicas e um volume de crédito total R$ 16,8 bilhões para empreendedores de pequeno e médio porte.

Nessa linha, o gerente regional de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Thiago Gomes de Souza, explicou que os gerentes do banco “procuram atuar como consultores financeiros”. “Temos 2,5 mil gerentes de pessoa jurídica em todo o Brasil”, disse. “A Caixa tem buscado desburocratizar o acesso ao crédito”.

Essa desburocratização tem sido feita a partir de cuidados como “conhecer o plano de negócios da empresa que busca o crédito”. “Só assim podemos oferecer o crédito certo no momento certo”, afirmou.

Outro foco do banco está no suporte a operações de comércio exterior. “As nossas agências estão habilitadas a trabalhar com esse foco”.

O chamado “crédito com pausa” também foi destacado, permitindo aos clientes em dificuldades financeiras um tempo no pagamento de seus empréstimos.

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O debate com a participação de representantes dos bancos no seminário: crédito que cabe no bolso. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


De acordo com o gerente do Departamento de Empréstimos e Financiamento do Bradesco, Rinaldo de Martini, o banco possui uma área de inovação voltada para o desenvolvimento de novos produtos e serviços para as empresas, como linhas para quem vende a prazo e opções para franquias, por exemplo.

“Temos um portal voltado para pessoas jurídicas com dicas, orientações, depoimentos de empreendedores, análises econômicas e agenda de eventos em todo o Brasil”, afirmou Martini.

Acesso ao BNDES

Também participante do debate, a gerente do Departamento Regional Sul do BNDES, Ana Paula Paschoini, destacou o fato de que o banco governamental também possui operações para as micro, pequenas e médias empresas por meio de agentes financeiros credenciados. “O BNDES não exige tempo mínimo de faturamento da empresa para fornecer crédito”.

Assim, segundo Ana Paula, é possível financiar móveis, reformas e equipamentos, taxas de franquias (no caso de empresas franqueadoras nacionais) e treinamento de funcionários, entre outras opções. “Só não financiamos a compra de imóveis e a transferência de pontos comerciais, por exemplo”.

Para acessar os recursos do BNDES, a orientação é procurar o agente financeiro com quem o empreendedor já tenha um relacionamento para saber mais sobre as linhas disponíveis e critérios para chegar até elas. “É o agente financeiro que assume o risco da operação”, disse Ana Paula.

Crédito sustentável

Superintendente de Negócios da Desenvolve SP, Ana Paula Shuay destacou a importância de despertar nos empresários a consciência do chamado “crédito sustentável”, ou seja, aquele que é possível pagar, com taxas de juros compatíveis com as finanças das empresas.

De acordo com Ana Paula, a Desenvolve SP financia a implantação, ampliação e modernização da capacidade produtiva, atendendo todos os tipos de negócios.

Há ainda opções de linhas com foco em atividades de inovação, como equipes participantes do projeto, equipamentos, matérias-primas, compra de tecnologia, assistência técnica e serviços de consultoria, por exemplo.

Outro foco são as linhas para projetos voltados para a sustentabilidade, que de alguma forma ajudem a reduzir a emissão de gases que provocam o efeito estufa. “Pode ser até a troca das luzes na empresa por lâmpadas de maior durabilidade”, afirmou Ana Paula.

Também há opções de financiamento para ajudar a exportar. “Temos um prazo de carência longo nas nossas linhas”, disse.

Seminário debate dificuldades de acesso ao crédito na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Nada menos que 61% dos entraves de acesso ao crédito são passíveis de melhorias por processos de gestão. O percentual foi um dos pontos de debate no Seminário Finanças e Financiamento, realizado na manhã desta sexta-feira (22/07), na sede da Fiesp, em São Paulo. Uma iniciativa do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp (Dempi) que destacou temas como linhas e programas de financiamento, entre outros.

De acordo com o assessor de Projetos do Dempi, Flávio Vital, a dificuldade no relacionamento com a gerência do banco é apontada por 32% dos empreendedores como o fator que mais prejudica o acesso ao crédito. As taxas de juros altas são o segundo motivo mais citado, sendo destacadas por 22% dos empresários. “Na soma das causas mais apontadas, 61% dos entraves de acesso ao crédito são passíveis de melhorias por processos de gestão”, explicou.

Vital enfatizou ainda pontos como a importância de trabalhar em sintonia com o contador da empresa. “Muitas vezes a Receita sabe mais sobre a nossa empresa do que nós mesmos”, afirmou.

A preparação de orçamentos financeiros é outra questão de sobrevivência. “É preciso fazer orçamentos de no mínimo 24 meses, ter objetivos claros, fazer as coisas com antecedência”, disse.

Nessa linha, foi feito um lembrete importante aos empreendedores: “O que paga o financiamento é o fluxo de caixa, é a sua atividade”, destacou Vital. Daí a necessidade de estar com a operação bem estruturada quando for tomada a decisão de recorrer a um financiamento.

Outra regra de ouro: “Não vão só atrás da taxa de juros, mas do custo efetivo total do empréstimo. Analisem a operação pelo custo total”, recomendou.

Resumindo as suas orientações em três dicas práticas, Vital sugeriu aos empresários que “melhorem a sua comunicação com os gerentes bancários, prestem conta a alguém (seja a um sócio, conselheiro ou investidor), e peçam a chamada portabilidade de cadastro ao banco”. “A portabilidade é o seu cadastro, uma forma de saber como o banco te vê. É uma informação desconhecida até pelos bancos, mas que vai ajudar vocês a negociarem com os bancos de modo geral”, disse.

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O segundo a partir da esquerda, Vital destacou a importância de se comunicar bem com os bancos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Além dos debates realizados durante a manhã no seminário, será oferecida, ao longo do dia, também na sede da Fiesp, uma sala de crédito com a participação de diferentes instituições financeiras. “Numa tarde você consegue falar com cinco bancos, o que é impossível fazer lá fora”.

Para Vital, acima de tudo, é preciso que cada um faça a sua parte. “E realize o que está ao seu alcance”.

Embrapii apresenta na Fiesp seu modelo de apoio à inovação

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

As empresas Angelus, do setor de produtos odontológicos, e Braskem, uma petroquímica, deram testemunho nesta terça-feira (27) da efetividade do modelo de financiamento a projetos de inovação da Embrapii, durante encontro promovido na sede da Fiesp. José Ricardo Roriz Coelho, vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Competitividade (Decomtec) da entidade, participou do evento, junto com Jorge Almeida Guimarães, diretor-presidente da Embrapii.

César Bellinati, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Angelus, destacou a agilidade para liberação de recursos. Ao lado disso, Luis Fernando Cassineli, diretor de Inovação e Tecnologia da Braskem, citou o processo simplificado em relação ao de outros órgãos de financiamento no Brasil e a segurança dada por saber com exatidão quando vai ser feito o desembolso.

Cassineli falou também do “carimbo Embrapii”, que explicou como sendo a análise criteriosa que a instituição faz dos centros de pesquisa homologados para participar como terceira parte nos projetos de inovação. “Isso dá segurança. Há uma grande chance de [o projeto] dar certo”, disse.

A Embrapii não analisa projetos, disse o diretor-presidente Guimarães. Ela faz chamadas para credenciar os centros de pesquisa que farão parcerias com as empresas interessadas. Isso explica a simplicidade no processo, que tem como reflexo a rapidez para aprovação dos projetos. Entre os centros, chamados de Unidades Embrappi, estão o Instituto Tecnológico de Engenharia (ITA), em manufatura aeronáutica, e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), em tecnologias de materiais de alto desempenho.

Para cada projeto, a Embrapii fornece ao centro de pesquisa até 1/3 do custo total, como financiamento não reembolsável. A empresa interessada aporta mais 1/3, e o terço restante, na forma de recursos não financeiros, fica a cargo da unidade de pesquisa.

Financiada pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, a Embrapii tem em seu orçamento R$ 1,5 bilhão para investir em 6 anos. “Precisamos que as empresas acreditem que o modelo é bom”, afirmou Guimarães.

Clique aqui para saber mais sobre a Embrapii.

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Evento de apresentação do modelo da Embrapii na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Seminário Finanças e Financiamento – Viabilizando o investimento na PME_17.11.14

Confira as apresentações

SEMINÁRIO FINANÇAS E FINANCIAMENTO:
Viabilizando o Investimento na Pequena e Média Empresa

realizado no dia 17/11/2014 na sede da Fiesp.


Programa realizado:

Abertura do Seminário
Carlos Bittencourt, Diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria

Contextualização: “A Relação do Crédito com as Pequenas e Médias Empresas”

  • Flavio Vital, Assessor de Projetos do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria
  • Profa. Dariane Castanheira, Fundação Instituto de Administração – FIA

Palestra: Soluções do BNDES para Pequenas e Médias

  • Ricardo Garcia, Gerente do BNDES
  • Rafael Petrocelli, Economista do BNDES

A Estratégia dos Bancos para Atender às PMEs
Moderador: Claudio Luis Miquelin, Diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria

Palestrantes:

  • Paula Figueiredo Pulcinelli, Superintendente de Repasses do Banco Santander
  • Carlos Eduardo Ferron Rossi, Superintendente de Produtos do Banco Santander
  • Eduardo Tadeu Saggiorato, Superintendente de Negócios da Desenvolve SP
  • José Ramos Rocha Neto, Diretor Departamental de Empréstimos e Financiamentos do Bradesco

Finanças: Organizando as Informações Empresariais
Moderador: Paulo Carvalho, Diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria

  • Flavio Vital, Assessor de Projetos do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria
  • Profa. Dariane Castanheira, Fundação Instituto de Administração – FIA

Acesse ao lado a apresentação de seu interesse e faça o download.

Sala de Crédito ajuda empresários a estabelecerem melhor estratégia de financiamento

Fernanda Barreira, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou nesta quarta-feira (24/09) mais uma edição da sua Sala de Crédito.

O objetivo do encontro, uma iniciativa do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp, é de informar e orientar os empresários sobre linhas de financiamento de longo prazo e facilitar o acesso ao crédito para as micro, pequenas e médias indústrias.

Tudo isso com uma orientação estratégica em demandas de financiamento para a aquisição de máquinas e equipamentos, construção ou reforma de instalações, bem como em projetos de pesquisas e desenvolvimento, exportação, projetos de sustentabilidade e também para obter capital de giro e compra de matéria-prima.

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Empresários recebem atendimento na Sala de Crédito. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Segundo Flávio Vital, assessor de Projetos de Pequena e Média Indústria do Dempi, a Sala de Crédito foi criada para facilitar a comunicação entre empresários e bancos. “No começo a gente atuava como uma espécie de tecla SAP do processo. Traduzindo o que o empresário pedia para o banco e o que o banco falava para o empresário.”

Hoje, além de atuar nessa interlocução, a Sala de Crédito mostra como melhorar esse relacionamento. “É um evento para as empresas estabeleceram uma estratégia de financiamento do próprio negócio. Nossa equipe explica como os bancos funcionam, que tipo de financiamento que eles podem fazer, entendemos como a empresa trabalha, o que ela precisa e alinhamos o discurso da empresa com o banco. Cada banco tem uma vantagem competitiva que atende necessidades diferentes”, garante Vital.

Para ele, a principal vantagem para o empresário é a possibilidade de ter essa percepção de vários agentes financeiros em um curto espaço de tempo, algo que não seria possível fora desse ambiente.

Durante o encontro foi oferecido atendimento empresarial exclusivo pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander e Agência de Fomento Desenvolve SP.

Seminário da Fiesp discute meios de financiamento para a indústria de pescado

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Roberto Imai: investir em projetos por parte da indústria extrativa e esportiva da pesca podem ser alternativa para obter investimentos e financiamentos de instituições de fomento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A falta de comunicação e de projetos da indústria da pesca pode ser o principal entrave ao financiamento do setor por parte dos investidores, de acordo com Roberto Imai, coordenador titular do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca (Compesca) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Estou há 22 anos trabalhando na indústria de pesca e em todos os fóruns fala-se muito que faltam linhas de financiamento. Mas a gente tem de olhar para o nosso lado. O quê estamos fazendo para que as instituições que têm o dinheiro se interessem por quem precisa de dinheiro”, observou Imai nesta sexta-feira (15/08) na abertura do seminário “Meios de Financiamento para a Pesca e Aquicultura” .

O evento, destacou o coordenador do Compesca, tem como um de seus objetivos justamente chegar a uma conclusão do quê a indústria pode fazer para atrair investimentos para esse segmento.

Uma das possibilidades, segundo Imai, é a criação de projetos por parte da indústria extrativa e e do segmento da pesca esportiva.

“O próprio BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] solicitou uma reunião dentro da Fiesp porque ele tinha uma linha de financiamento, mas não havia projetos [inscritos]. Temos que nos preparar para isso”, completou.

Políticas

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Helcio Honda: Brasil precisa investir mais na pesca esportiva. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Presente na abertura do encontro, o coordenador adjunto do Compesca, Helcio Honda, chamou a atenção para a falta de políticas de incentivo à produção de pescado no país.

“Vemos a pesca extrativa, por falta de políticas adequadas, praticamente se extinguindo e o objetivo do Compesca é discutir e levar aos agentes públicos as demandas para que o Brasil possa crescer neste segmento”, afirmou Honda.

Pescador esportivo, Honda também defendeu a o crescimento da indústria de pesca esportiva, segmento que, de acordo com ele, ainda carece de atenção do país.

“Eu represento o outro elo da cadeia e sou consumidor da pesca esportiva. Há um grande mercado para isso. Nós temos a indústria de hotéis, pousadas e de material de pesca. E infelizmente o país dá pouca atenção para esse mercado que é bilionário em outros países”, disse.

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Marcos Pereira, superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura, sugeriu novo encontro com presença do Ibama e da Marinha do Brasil para discutir entraves ambientais à produção de pescado. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura, Marcos Alves Pereira, também participou da abertura do seminário e ouviu as primeiras reinvindicações e sugestões dos coordenadores do Compesca.

Pereira sugeriu a realização de um novo encontro com a presença de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) e da Marinha para discutir os entraves ambientais à produção de pescado.

“Um evento como esse é importante para enxergar a dificuldade que o setor enfrenta e que precisa da ajuda e união dessas forças”, disse.

Caso de Rondônia

Outro objetivo do seminário do Compesca é apresentar casos de empresas bem sucedidas no segmento de pescado. Segundo o coordenador Roberto Imai, a intenção é procurar adotar e adequar práticas de empresas que deram certo em outros estados na produção de São Paulo.

“Estamos trazendo uma experiência de Rondônia para avaliar se podemos ou não ir por esse caminho”, disse.

A diretora de marketing e comércio exterior da Biofish Aquicultura, uma empresa de Rondônia, Janine Bezerra de Menezes, apresentou os ganhos da companhia com projetos de áreas de cultivo de peixe na região amazônica.

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Janine Bezerra de Menezes: caso de sucesso de empresa que utilizou linha de financiamento no Norte do país. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Um dos projetos apresentados por Janine é uma área de 110 hectares, considerada de médio porte pela companhia, com lâminas de água para produção primordial da espécie de tambaqui.

“Na Amazônia utilizamos a linha de crédito do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte). Foi um investimento de R$ 8,6 milhões para os 110 hectares entre construção e primeiro ano de custeio da produção”, explicou Janine.

De acordo com a diretora da Biofish, a produção de tambaqui na área pode chegar a 800 mil quilos por ano.

>> Veja a programação do evento


VII Congresso da MPI: burocracia dificulta o acesso ao crédito para as micro e pequenas indústrias

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Linhas de crédito e financiamentos acessíveis são fundamentais para que as micro e pequenas empresas (MPEs) possam ampliar investimentos em inovação, acesso a novos mercados e tecnologia. Porém, a burocratização adotada por instituições financeiras dificultam o acesso ao crédito dos pequenos empreendedores.

O tema foi discutido durante o painel Financiamento para o Crescimento, durante o VII Congresso da Micro e Pequena Indústria – Da sobrevivência a excelência, evento realizado nesta quarta-feira (10/10) no hotel Renaissance, em São Paulo, pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

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José Antonio Cipolla, diretor do Dempi/Fiesp

José Antonio Cipolla, diretor do Dempi, ressaltou que as linhas de crédito disponíveis no mercado não atendem às reais necessidades dos empreendedores das MPEs.

Excesso de burocracia e elevadas taxas de juros são gargalos. “Os bancos não podem ter um lucro excessivo enquanto os empresários não têm acesso ao crédito com taxas de pagamento que nossas empresas comportam pagar”.  E completou: “Você joga o cara para a inadimplência, cobrando juros extorsivos. E aí chega a um ponto que ele não consegue cumprir”, enfatizou.

De acordo com Denis Forte, professor adjunto na programa stricto sensu pós-graduação do Mackenzie, o marco regulatório proporcionou um avanço no sistema financeiro brasileiro. A medida, segundo ele, permitiu a portabilidade de crédito e de cadastro, e a transparência das taxas de juros. É preciso, porém, segundo ele, a criação de linhas de crédito que atendam às necessidades dos empreendedores.

“Grandes empresas são procuradas todos os dias por 50 bancos com oferta de linhas de créditos. Diferente do que acontece com as pequenas e médias empresas”, avaliou Forte.

Novos caminhos

O superintendente regional de micro e pequena empresa da Caixa Econômica Federal, Paulo José Galli, enfocou a redução das taxas de juros aplicadas pelos bancos públicos, medida que segundo ele estimulou a criação de novas linhas de crédito com juros acessíveis dedicadas aos micro e pequenos empresários.

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Paulo José Galli, superintendente de MPI da Caixa Econômica Federal

“A partir deste movimento que os bancos públicos fizeram, o Brasil começa a entrar na rota dos juros internacionais. Nós não chegamos ainda, mas estamos próximos. Isso permitirá que os empresários brasileiros tenham condições de competir no mundo naquilo que o serviço financeiro possa oferecer”, afirmou.

Opinião compartilhada pelo diretor de micro e pequena empresa do Banco do Brasil, Adilson do Nascimento Anísio. Ele ressaltou o processo de desburocratização que, conforme explicou, foi adotado pela instituição financeira para facilitar o relacionamento do cliente com o banco.

“Os bancos precisam se reinventar. Precisamos repensar o relacionamento com estes segmentos. As micro, pequenas e médias empresas às vezes acabam pagando um custo maior pelo financiamento devido à complexidade deste relacionamento”, afirmou.

De acordo com o presidente da agência estadual Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos, as linhas de crédito e  longo prazo – restritas no mercado – contribuem com o crescimento estruturado das MPEs. Segundo Santos, o Banco Central precisa adotar medidas que proporcionem o aumento destas linhas de créditos.

“É preciso que haja uma reflexão sobre as normas do Banco Central. Elas precisam ser revistas para que as instituições financeiras tenham condições de avançar um pouco mais com relação aos riscos de financiamento de médio e longo prazo para as micro e pequenas empresas.”

O painel foi moderado pelo assessor do Departamento da Micro e Pequena Indústria (Dempi), Flávio Luís Jardim Vital, e contou ainda com a participação do diretor executivo da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/SP), Paulo Arthur Lencioni Goes, e do diretor do Dempi, Claudio Luís Miquelin.

Na Fiesp, ministro da Pesca defende financiamento de pesquisas para o setor

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

O ministro de Estado da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella, afirmou nesta quarta-feira (21), na Fiesp, que o governo Dilma Rousseff espera que todas as modalidades de pesca se desenvolvam no Brasil e que haja articulação política com os empresários do setor. A declaração foi feita durante o seminário “Pesca Esportiva e Aquicultura: Participação no Crescimento Social, Econômico e Turístico do Brasil”, realizado pelo Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e Aquicultura (Compesca), na sede da federação.

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Da esq. p/a dir.: Deputado Sebastião Santos, ministro Marcelo Crivella, Roberto Imai e Helcio Honda durante abertura do seminário do Compesca

“Minha preocupação é de ouvir estes setores, porque me chamam a atenção os números da pesca no Brasil, que estão muito aquém das nossas riquezas naturais”, justificou Crivella, ao revelar a intenção do Ministério de financiar pesquisas que possam dar licenças ambientais aos aquicultores e facilitar as demais modalidades da pesca.

O ministro sinalizou ainda que é preciso entender a inquietação dos ambientalistas, pois há centenas de licenças de aquicultura com os processos parados. “Eles precisam de dados para o monitoramento das águas, e precisamos direcionar recursos para os pesquisadores. Estou convencido de que nosso setor é sustentável, desde que haja bons parâmetros”.

No entendimento de Roberto Imai, coordenador-titular do Compesca/Fiesp, falta integração entre os elos da cadeia produtiva da pesca. “Cada um age no seu setor, mas falta organização e sinergia. E o Compesca, que neste mês completa um ano de existência, foi criado para dar uma visão ampla e promover a inter-relação entre eles”, elucidou Imai.


Meio ambiente

A aquicultura no Estado de São Paulo, maior consumidor de pescado do Brasil, é maior que a pesca. E segundo Monika Bergamaschi, secretária paulista da Agricultura e Abastecimento, está sendo realizado um levantamento de dados técnicos e científicos, em conjunto com a Cetesb, a fim de estabelecer protocolo para o licenciamento ambiental da aquicultura em São Paulo. “Sabemos que o grande gargalo é a complexidade burocrática e o custo das taxas, sem desconsiderar os potenciais riscos ambientais”, pontuou.


Pesca amadora

Helcio Honda, coordenador-titular-adjunto do Compesca e presidente da Associação Nacional de Ecologia e Pesca Esportiva (Anepe), esclareceu que a pesca amadora gera emprego e renda nas regiões mais carentes no Brasil. “As extensas bacias hidrográficas e costa litorânea, que contam com grande diversidade de espécies naturais, revelam grande potencial para um desenvolvimento arrojado da pesca amadora esportiva”, considerou.

Honda salientou que falta legislação específica para o desenvolvimento da modalidade no País e que, na província de Corrientes, na Argentina, alterações no conjunto de leis pesqueiras proporcionaram o recebimento de mais de 70 mil turistas brasileiros, que gastam em média US$ 2.000 por viagem.

O seminário prossegue até o final desta tarde com a participação de representantes do setor da pesca e aquicultura, parlamentares, empresários, técnicos e dirigentes de entidades relacionadas ao segmento.

Reforma da Lei de Recuperação Judicial será tratada em audiência pública no Senado

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

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Incentivo ao financiamento de empresas, falência transnacional, recuperação extrajudicial, sistematização e uniformização dos procedimentos foram pontos discutidos pelo Conjur. Foto: Alberto Greiber Rocha



Após o debate da reforma da Lei de Recuperação Judicial, realizado pelo Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) da Fiesp, nesta segunda-feira (6), foi sugerida a reunião de inúmeras sugestões em torno do tema.

O objetivo é somar as propostas feitas ao longo do encontro devido à proximidade da realização de audiência pública, provavelmente em fevereiro de 2011, com o apoio de Eduardo Suplicy (PT-SP). As discussões concentram-se na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado.

A Lei 11.101/2005 regula a recuperação judicial, extrajudicial e falência do empresário e da sociedade empresária.

Ao considerar que grande parte das empresas se enquadra na categoria de pequenas e médias, torna-se difícil o acesso à recuperação sem os devidos incentivos. O fato poderia levar à consolidação das maiores no mercado. Em São Paulo, o tema tem outras proporções, pois no estado se concentra a maioria dos processos de recuperação em curso.

Há pontos que precisam ser aprimorados na Lei, bem como as perspectivas em torno dessa nova instituição, como concordaram os debatedores. Entre eles, o incentivo ao financiamento de empresas, falência transnacional, recuperação extrajudicial, sistematização e uniformização dos procedimentos. Uma questão sensível é a manutenção dos fornecedores para garantir a sobrevivência da empresa ao longo de seu plano de recuperação.

O tema foi debatido pelos especialistas Luis Cláudio Montoro Mendes e o desembargador Paulo Fernando Campos Salles de Toledo, conselheiro do Conjur, ambos participantes da audiência pública. E, ainda, pelo conselheiro Alexandre Uriel Ortega Duarte e Alexandre Alves Lazzarini, do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Fiesp esclarece dúvidas e apresenta as linhas de financiamento para indústrias paulistas

Agência Indusnet Fiesp,

O Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, em parceria com o Ciesp, promovem nesta quarta-feira (1º/9), das 9h às 11h, a reunião-palestra “Linhas de Financiamento e Editais Destinados a Inovação das Indústrias Paulistas”.

No período da tarde, das 14h às 18h, serão realizados balcões de atendimento personalizados para as empresas. Este atendimento se repetirá no dia 2 de setembro, na sede da Fiesp.

As empresas participantes terão a oportunidade de mostrar seus projetos de financiamento para inovação e esclarecer dúvidas específicas, além de conhecer as condições necessárias para a utilização destes recursos.

Também serão apresentados os programas de bolsas e editais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) voltados à indústria.

Perfil esperado das empresas participantes do balcão:

Tenham projetos de inovação e que demandem financiamento para executá-los;

Exerçam alguma atividade de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D);

Tenham potencial exportador;

Não tenham débitos com o governo (possuam todas as negativas)

Para mais informações e inscrições clique aqui.

Finep lança editais para financiamento de projetos do pré-sal

Agência Indusnet Fiesp,

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) vai destinar R$ 130 milhões a projetos da cadeia produtiva de petróleo e gás que ofereçam soluções aos desafios tecnológicos gerados pela descoberta da camada de pré-sal.

O lançamento do programa acontece a partir das 15h desta segunda-feira (26) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A proposta é atender toda a cadeia produtiva do setor de petróleo e gás natural, visando ao fornecimento de bens e serviços e infraestrutura de laboratórios. Os projetos podem ser tanto de desenvolvimento incremental de tecnologias maduras quanto de desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

Além disso, a Finep vai apoiar a criação, adequação e capacitação de laboratórios de institutos de pesquisas científicas que atendam às demandas dos fornecedores da cadeia.

O evento é gratuito. Para mais informações e inscrições,clique aqui.

Serviço:
Lançamento dos editais da Finep para projetos do pré-sal
Dia: 26 de julho, das 15h às 18h
Local: Avenida Paulista, 1313, São Paulo/SP