Seminário na Fiesp tira dúvidas de participantes sobre financiamento à exportação

Agência Indusnet Fiesp

O Brasil está passando por uma instabilidade financeira, com crise econômica, por isso é preciso tentar ajudar as empresas, neste momento, a ter a exportação como um pilar de aquecimento e de retomada da produção para as indústrias, avaliou Vladimir Guilhamat, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp e do Ciesp (Derex), nesta quinta-feira (7/4), durante o seminário sobre financiamento à exportação brasileira.

Guilhamat lembrou que a crise já vem de alguns anos, principalmente a partir da política econômica que manteve o dólar baixo e, segundo ele, desindustrializou o país. “Hoje em dia isso causa um desespero e todos querem retomar a exportação, porque a maioria das indústrias perdeu os seus mercados, o seu espaço”, disse. “Nós precisamos ter apoio do governo e novas oportunidades, como o crédito de exportação e o seguro de crédito”, explicou Guilhamat. De acordo com ele, o objetivo do seminário é facilitar e passar informações sobre o crédito, que ainda é pouco utilizado no Brasil e de difícil acesso.

Neste sentido, Guilherme Laux, subsecretário de Crédito e Garantia Às Exportações do Ministério da Fazenda, sugeriu que o seminário fosse mais interativo, dinâmico e menos expositivo, com a intenção de sanar todas as dúvidas dos participantes sobre o tema. “Vamos lembrar que o governo não tem que ser a primeira opção dos exportadores”, explicou Laux, “a gente está aqui para ajudar e para impulsionar as exportações, mas a primeira opção de vocês tem de ser os bancos e as seguradoras privadas”. Laux assegurou aos participantes que eles têm o papel de pressionar e criticar o governo, apontando erros e acertos. “Uma política pública bem feita deve ser horizontal, deve atender o maior número de pessoas e empresas possível”. O subsecretário afirmou ainda que em termos de política pública, o Governo não visa ganhar dinheiro com isso, mas sim auxiliar a exportação, desde que isso não onere o contribuinte.

Para Rodrigo Dourado, gerente de Projeto de Operações de Fomento às Exportações da Secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda, o seminário é uma oportunidade única para o Tesouro. No caso do Programa de Financiamento às Exportações (PROEX), explicou Dourado, eles gerenciam o programa, mas quem tem o contato direto como os exportadores e instituições financeiras é o Banco do Brasil, que é o agente financeiro exclusivo do programa.

“Esse tipo de evento é importante para termos um contato mais próximo com os exportadores e com as instituições financeiras, que são o principal público alvo do programa, para ter essa sensibilidade de quais são as principais demandas, que podem subsidiar a nossa análise do programa e futuros aprimoramentos que precisam ser feitos”, comentou.

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Seminário na Fiesp sobre financiamento à exportação priorizou respostas para dúvidas do público. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp