File São Paulo 2018 celebra relação entre corpo e tecnologia

Agência Indusnet Fiesp

Considerado o mais importante evento de arte eletrônica da América Latina, o FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) fica em cartaz no Centro Cultural Fiesp até 12 de agosto, com entrada gratuita. Aberto para o público nesta quarta-feira (4 de julho), ele aborda, em seu 19o ano, o paradoxo entre o físico e o virtual, representados pelo corpo e por realidades e sensações criadas por meio do uso da tecnologia. As possibilidades criadas a partir dessa simbiose formam o fio condutor da mostra, que faz, nesta edição, uma alusão a célebre frase de Marshall McLuhan, “O meio é a mensagem”, e adota como tema central “O corpo é a mensagem”.

Um dos mais reconhecidos méritos do FILE é sua capacidade de reunir obras de artistas que utilizam, com criatividade e pioneirismo, plataformas tecnológicas para construir poéticas que exploram os limites entre os mundos real e virtual e produzem sensações inusitadas.

De acordo com Ricardo Barreto e Paula Perissinotto, idealizadores e organizadores do FILE, “os artistas têm se apropriado, cada vez mais, das tecnologias geralmente usadas por outras disciplinas, como a medicina e a biologia. Por outro lado, do ponto de vista externo, o corpo humano vem enfrentando reações, paradoxos e alteridades no uso das tecnologias em óculos 3D, em que o corpo convive com duas realidades simultaneamente: a física e a virtual. Chamamos esta fusão de realidade mixada”.

Outrospecter” é um exemplo emblemático dessa tendência. A obra dos holandeses Frank Kolkman e Juuke Schoorl permite experimentar a sensação de flutuar fora do próprio corpo, situação que a ciência vem pesquisando em pacientes que se encontram no chamado “estado de quase morte”. Com o uso da realidade virtual, o projeto investiga questões não respondidas sobre a mortalidade e o fim da vida.

Além dela, são diversas as instalações que remetem à frase tema da exposição. “SyncDon II“, dos japoneses Akihito Ito e Issey Takahashi, por exemplo, induz a sincronização do batimento cardíaco de um usuário com o batimento de outro participante por meio de estímulos auditivos, táteis e visuais. A sincronização remete à comunicação humana primitiva, baseada em emoções e no ritmo circadiano.

Segundo Débora Viana, gerente executiva do Centro Cultural Fiesp, o FILE já se tornou um dos eventos mais aguardados do ano. “Cada edição é uma oportunidade única para o público entrar em contato com o que há de mais inovador no campo da tecnologia aliada à produção artística, não só do Brasil, como do mundo todo. É uma exposição para pessoas de todas as idades”, afirma.

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Vicious Circle e Arabesque, instalações coreográficas do FILE. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Ao todo, o FILE 2018 reune mais de 240 trabalhos de artistas de 38 países – incluindo as instalações que ocuparão a Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp –, o FILE LED SHOW, projetado na Galeria de Arte Digital, instalada na fachada do prédio, e o FILE Online, nas categorias Animação, Games, Gif, Soudart, Videoart, Web e VR Quadros (acesso pelo site file.org.br).

Muitas das obras são interativas, já outras convidam à observação e à reflexão. Todos os trabalhos, porém, têm em comum um caráter instigador e inovador. Diferentemente de outras exposições em que o público aprecia as obras, o FILE precisa ser experimentado, sentido, explorado. E incitado pela magia da mistura da realidade física e virtual e da relação entre o corpo e a tecnologia, cada visitante acaba criando a sua própria realidade.

DESTAQUES

Com ineditismo e originalidade, Outrospecter, dos artistas holandeses Frank Kolkman e Juuke Shoori, é uma instalação que funde três realidades simultaneamente: a física, a virtual e a robótica. Na obra, é possível provar da sensação de estar fora do próprio corpo. Há um deslocamento espaço-psicológico da própria existência em um mundo multidimensional.

Do alemão Peter William Holden, as obras Vicious Circle (Círculo Vicioso) e Arabesque são instalações coreográficas inspiradas nos dois possíveis fins da robótica: a guerra e a paz. O visitante poderá ver a dança de fragmentos de corpos robóticos sob a música bélica e marcial inspirada em A Dança dos Cavaleiros, do compositor russo Serguei Prokofiev, ou sob o compasso ternário das valsas de Johann Strauss, em um prazeroso sentido circular.

Unlimited Corridor (Corredor Infinito), do japonês Keigo Matsumoto, permite que os visitantes vivenciem uma situação inédita e paradoxal entre a realidade física e a virtual, em que se caminha em um espaço circular guiado pelo tato, mas se tem a sensação de andar em um corredor reto, estreito e infinito.

Objective Realities (Realidades Objetivas), criada pelo projeto coletivo de design e pesquisa automato.farm, baseado em Xangai e formado por Simone Rebaudengo, Matthieu Cherubini, Asad Datta e Lorenzo Romagnoli, é uma experiência em realidade virtual que muda a perspectiva de um ponto de vista do corpo humano para a do corpo de um objeto. Aqui, pessoas assumem uma vida centrada no objeto e interagem entre si dentro de uma mesma casa virtual. Depois de “vestir-se” um dos objetos, o participante pode varrer o chão como um robô de limpeza, soprar coisas na casa como um ventilador ou passar de uma tomada para outra por fios elétricos. Este trabalho foi inspirado nas obras do escritor de ficção científica, Bruce Sterling.

Outro experimento de realidade virtual (VR) é The New Body (O Corpo Novo), criado pelo Estúdio APVIS, da Holanda, no qual o animador Demian Albers e o artista Jack Timmermans estudam a dança de uma forma disruptiva (que rompe com os padrões e tecnologias já estabelecidos). Nesta obra, ao contrário do que dançarinos de todo o mundo fazem, o público pode modificar um corpo humano virtual para assim construir uma nova coreografia. Dessa forma há uma inversão inédita e radical, já que não se trata de fazer uma coreografia para o corpo dos bailarinos.

FILE LED SHOW 2018

A Galeria de Arte Digital do Centro Cultural Fiesp, plataforma de LED de 3.700 m² instalada na fachada do prédio da Fiesp e do Sesi, recebe uma programação especial, das 19h às 6h. Com curadoria de Fernanda Almeida, o FILE LED Show 2018 apresenta a mostra “Combate e colaboração”, que visa compreender a relação humana com os diversos programas existentes. Serão exibidas seis obras que abordam questões que permeiam sistemas digitais, tais como suas estruturas subjacentes e a capacidade de produzir padrões, variações e restaurações. A autonomia desses sistemas pode ser compreendida como metáfora para a liberdade de ação relativa aos diversos aparelhos e programas técnicos, políticos e culturais. Destaque para as obras brasileiras Lugares do Invisível (Anna’s Hummingbird), de Lucas Morais, e Float (Flutuar), de Frê Vidovix.

A exposição apresenta ainda outras três mostras na Galeria de Arte Digital, frutos de parcerias com centros internacionais de formação de jovens artistas: o Departamento de Artes Digitais do Instituto Pratt, de Nova York, a Universidade Americana de Sharjah e a Universidade de Nova York Abu Dhabi. Ao todo, as quatro mostras reúnem 25 obras de artistas do Brasil e do exterior.

Dentro da Galeria de Arte do Centro Cultural Fiesp, o FILE LED Show 2018 também exibe um apanhado do seu arquivo de videoarte, com obras das três últimas edições, em uma instalação produzida por Felix Beck e Barkin Simsek, da Universidade de Nova York Abu Dhabi.

Para mais informações sobre a programação completa, acesse o site www.centroculturalfiesp.com.br.

SOBRE O FILE

Desde 2000 o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) tem promovido espaços de exposição e discussão das formas de apropriação das tecnologias eletrônicas e digitais no âmbito artístico. Com concepção, organização, pesquisa e curadoria dos artistas Ricardo Barreto e Paula Perissinotto, as exposições convidam o público para experimentar a mescla da arte eletrônica com arte contemporânea. Realizado anualmente em São Paulo desde 2000, e no Rio de Janeiro desde 2006, o Festival já aconteceu nas cidades de Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte, somando 48 exposições realizadas no Brasil. A mostra é realizada no Centro Cultural Fiesp desde 2004.

Serviço:

FILE São Paulo 2018

Local: Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Período: 4 de julho (quarta-feira) a 12 de agosto (domingo) de 2018

Horários: de terça-feira a sábado, das 10h às 22h; domingos, das 10h às 20h

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Entrada grátis. Agendamentos escolares e de grupos pelo e-mail ccfagendamentos@sesisp.org.br

Mais informações: www.centroculturalfiesp.com.br e www.file.org.br.

Skaf inaugura edição 2017 do FILE

Agência Indusnet Fiesp

Bolhas de sabão surgindo de grandes buzinas. Um tapete de sensores que cria música com o toque. Uma nuvem brilhante que respira. Corpos que tentam se encaixar entre retângulos animados e grandes infláveis. Um vaso que só quer mostrar seu lado perfeito aos observadores. Desconhecidos que ganham um momento mágico por meio de chamadas de vídeo. Essas e muitas outras experiências aguardam o público na 18ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), que estreia nesta terça-feira (18 de julho) no Centro Cultural Fiesp. O presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, participou da inauguração para convidados, nesta segunda-feira (17 de julho).

Considerado o mais importante evento de arte eletrônica da América Latina, o FILE traça um panorama do que vem sendo experimentado e descoberto a partir da interação e da conexão entre dois mundos distintos: a arte e a tecnologia. Sob o tema O borbulhar de Universos, a exposição reúne 370 trabalhos – desde instalações interativas, jogos eletrônicos e animações, até gifs, videoartes, sonoridades eletrônicas e projeções –, produzidos por 339 artistas estrangeiros e 18 brasileiros.

A programação gratuita fica em cartaz até 3 de setembro em diversos espaços do Centro Cultural Fiesp, na avenida Paulista.

Para Paulo Skaf, “­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­­na condição de uma das mais importantes fomentadoras de ações culturais no país, o Sesi tem oferecido apoio a iniciativas inovadoras, capazes de atrair novos públicos e renovar o interesse das plateias cativas. Esse é o caso do FILE, que reúne diferentes e inusitadas manifestações culturais do Brasil e do mundo em diversas linguagens, e que o Centro Cultural Fiesp vai oferecer de graça para o público”, completa.

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O presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, observa a obra Physical Mind no FILE. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Como universos borbulhando em cores, sons e texturas, as obras selecionadas pelos fundadores e curadores do FILE, Paula Perissionotto e Ricardo Barreto, convidam os visitantes a experimentar e refletir sobre novos e antigos conceitos, não apenas com os olhos, mas com todos os sentidos. Ao explicar o conceito que está por trás do mote desta edição, Paula e Ricardo assinalam que “a proliferação de mundos e tendências nos arrebata numa pluralidade indeterminada. Tudo e todos estão inflando-se como numa gigante vermelha prestes a explodir. O universo, outrora imenso e sem fim, torna-se pequeno diante do multiverso. Vivemos a época do borbulhar de universos”.

DESTAQUES
Logo na entrada da Galeria de Arte, o visitante se deparará com a obra Black Hole Horizon, do alemão Thom Kubli. Nesse trabalho, enormes bolhas de sabão emergem no ambiente, infladas pelo som de buzinas, e se espalham pela sala. Que tipo de relações existem entre o ar oscilante, buracos negros e bolhas de sabão? Qual é o impacto que a gravidade tem na consciência coletiva? Onde o espetáculo e a contemplação se encontram? Black Hole Horizon é uma meditação em forma de máquina espetacular, que transforma o som em objetos tridimensionais e mantém o espaço em constante transformação.

A obra vivencial Physical Mind é a tentativa do artista Teun Vonk (Holanda) de deixar os participantes e os observadores experimentarem de uma maneira diferente a relação entre o físico e o mental. Uma pessoa será convidada a se deitar entre dois objetos infláveis, sendo erguida e depois suavemente comprimida entre as curvas dos dois objetos. A obra explora a dualidade entre a sensação de estresse gerada pela instabilidade inicial em contraponto com o acolhimento provocado pelo contato com os infláveis.

Trabalhos de realidade virtual, com presença permanente e precursora no FILE, certamente terão seu espaço na mostra deste ano. Um deles, Dear Angelica, do premiado Oculus Story Studio (Estados Unidos), conduz a uma viagem mágica e onírica pelas lembranças de situações e entes queridos. Nesses cenários pintados a mão, as memórias se desenrolam em 360 graus. A história curta e imersiva é estrelada por Feena Davis e Mae Whitman.

O festival também se estende para o Espaço de Exposições, de 18 a 30 de julho de 2017, onde o destaque é um grande tapete musical coletivo. Na instalação The Flooor, dos suecos Håkan Lidbo & Max Björverud, ao ficar de pé ou dançar sobre os 36 sensores que compõe o tapete colorido, os participantes podem produzir até 68 milhões de combinações de sons diferentes e fazer sua própria música, que será transmitida por alto-falantes espalhados pela sala. Se ninguém estiver em alguma das seis zonas do piso, os loops sonoros serão aleatoriamente reorganizados, e a brincadeira recomeça.

No mesmo espaço, também serão apresentadas as mostras de videoarte, mídia arte e hipersônica, e parte da programação de animação e games.

O Espaço de Exposições também abrigará, na primeira semana do evento, de 18 a 21 de julho, várias oficinas gratuitas abertas ao público, que abordarão o uso criativo de diferentes tecnologias no FILE Workshop. As inscrições para os workshops e palestras podem ser feitas pelo site www.file.org.br.

Além disso, a Galeria de Arte Digital (grande plataforma de LED instalada na fachada do prédio), novamente fará parte do Festival e terá uma programação especial para iluminar as noites paulistanas, com obras ao alcance de todos os olhares. O FILE LED SHOW 2017: Diálogos possíveis apresenta 18 obras divididas em três mostras: Cinema Algoritmo, Projeto Faces e uma ação colaborativa com a Universidade de Nova York Abu Dhabi, desenvolvida especialmente para esta edição. O FILE LED SHOW 2017 acontece das 20h às 6h.

Para mais informações sobre a programação, acesse o site www.centroculturalfiesp.com.br.

Serviço:
FILE São Paulo 2017
Local: Centro Cultural Fiesp (avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Classificação indicativa: livre para todos os públicos
Entrada grátis. Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br e www.file.org.br.

GALERIA DE ARTE
Período: de18 de julho a 3 de setembro de 2017
Horários: todos os dias, das 10h às 20h (entrada permitida até 19h40)

ESPAÇO DE EXPOSIÇÕES
Período: de18 a 30 de julho de 2017
Horários: todos os dias, das 10h às 20h (entrada permitida até 19h40)

GALERIA DE ARTE DIGITAL
FILE LED Show: Diálogos possíveis
Período: de18 de julho a 3 de setembro de 2017
Exibições: todos os dias, das 20h às 6h

Eletrônico e inclusivo, File atrai visitantes com obras interativas no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O ambiente escuro é um convite a esquecer o mundo lá fora. E a interagir com o que se apresenta do lado de dentro: arte eletrônica, inclusiva e generosa. Aberto na manhã desta terça-feira (12/07), no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, no prédio da Fiesp e do Sesi-SP na Avenida Paulista, em São Paulo, o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), seguirá até 28 de agosto enchendo os olhos de quem quiser desvendar as suas obras.

Entre elas, um painel de imagens geradas em tempo real a partir de dados numéricos: The Indivisible, do japonês Norimichi Hirakawa. Colorido e em constante movimento, é o ponto preferido dos visitantes na hora de tirar fotos da exposição.

Bem no meio da mostra, a escada em que consiste a instalação Sentido Único, da brasileira Angella Conte, confunde o real e o imaginário. A ponto de o visitante se questionar se a escada com projeções de água deslizando existe mesmo ou se é apenas um efeito de luz.

>> Ouça boletim sobre o File

Outra estrela, a Tape São Paulo é uma escultura que lembra uma teia de aranha, digamos assim. Só que feita com fita adesiva, mais exatamente com 32 quilômetros do material. O resultado é um túnel pelo qual quatro visitantes por vez podem circular. A peça vai além do limite do prédio da Fiesp, atraindo os olhares de quem passa pela Paulista.

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Tape São Paulo: uma espécie de aranha feita de fita adesiva na qual os visitantes podem passear. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Uma das prediletas das crianças, Kalejdoskop, da alemã Karina Smigla-Bobinski, é para ser tocada, o que faz com que o líquido colocado embaixo do painel de plástico se mova e deixe tudo cheio de cor. Como se fosse possível brincar com tinta sem sujar as mãos.

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Kalejdoskop: instalação para brincar com tinta sem se sujar. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


E por falar em crianças, não deixe de ver com atenção Vídeo-Boleba, da brasileira Celina Portella. Na instalação, uma tela mostra dois meninos jogando bolas de gude que saem do quadro pela sua lateral, se espalhando pelo tabuleiro para dar continuidade à cena. Uma farra.

Ao lado do filho Victor, de 11 anos, na manhã desta terça-feira (12/07), no File, a tecnóloga Alexandra Hirota destacou a interatividade da mostra. “Tudo o que é interativo é mais divertido, estimula o público”, disse. “Aqui no prédio da Fiesp só tem exposição boa”.

Com o neto Lucas, de 4 anos, circulando entre as obras, o administrador Everaldo Nascimento, contou que adora tecnologia. “Estou encantado”, afirmou. “Vou voltar amanhã para trazer mais dois netos”.

Atenta a tudo, a arquiteta Varlete Benevente já tinha ouvido falar do File em edições anteriores, mas fez a sua estreia no evento nesta terça-feira (12/07). “O File é divertidíssimo”, disse. “Se sentir dentro da obra de arte é uma experiência única”.

Para ela, a criação de uma obra que se completa com a participação do público é uma atitude generosa. “A arte é inclusiva”.

Serviço

FILE 2016 – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

Data: 12 de julho a 28 de agosto de 2016

Horário: diariamente, das 10h às 20h (entrada até às 19h40)

Local: Galeria de Arte do SESI-SP | Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1.313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Entrada gratuita. Mais informações no site www.file.org.br

Agendamentos de grupos: segunda a sexta, das 10h às 18h30, pelos telefones (11) 3146-7439

FILE LED Show

Local: Galeria de Arte Digital SESI-SP (fachada do edifício)

Datas e horários: 12 de julho a 28 de agosto, das 19h às 6h

Hipersônica no FIESP/SESI Domingo na Paulista

Datas: 17, 24 e 31 de julho e 7 de agosto (domingos)

Horários: das 15h30 às 16h30

#filefestivalnosesi


Hora de ultrapassar limites no File 2016

Agência Indusnet Fiesp 

Que tal desconstruir a estética da arte convencional, unindo tecnologias contemporâneas às mais diversas formas de linguagem artística? Pois a 17ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) está aí para isso. A mostra começa nesta terça-feira, 12 de julho, e vai até 28 de agosto, diariamente, das 10h às 20h, nos espaços do Centro Cultural Fiesp-Ruth Cardoso, na sede da Fiesp e do Sesi-SP, na Avenida Paulista, em São Paulo.

A mostra, que convida o visitante a “passar dos limites”, reunirá 331 trabalhos, divididos entre instalações interativas, obras de realidade virtual com uso de óculos 3D, games, animações, videoarte, net arte, arte sonora e performances. São trabalhos feitos por 339 artistas de 31 países.

“O FILE se tornou um dos eventos culturais mais aguardados do ano”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP. “O festival é o lugar de encontro do público com a cultura e com as últimas novidades da ciência e da tecnologia. O Sesi-SP tem um papel importante nessa história, investindo quase R$ 8.000.000,00 nestes dez anos de parceria com o FILE, porque acredita que investir em cultura é investir nas pessoas”, completa.

Uma das características principais do FILE é exatamente a possibilidade da experimentação e da interação. Diferentemente de outras exposições, o visitante não se limita a observar e apreciar as obras à distância.

Segundo os curadores Paula Perissinotto e Ricardo Barreto, o conceito que permeia os trabalhos e a montagem desta 17ª edição do festival é a transgressão de fronteiras e limites entre as diferentes estéticas artísticas e a própria tecnologia.

 Destaques

Uma das “ultrapassagens” mais inusitadas da edição será protagonizada pelo grupo europeu Numen/For Use, que construirá durante oito dias uma instalação inspirada em uma enorme teia de aranha. A Tape São Paulo convidará o visitante a caminhar por entre seus túneis suspensos, confeccionados com 32 quilômetros de fitas adesivas fabricadas especialmente para a obra, extrapolando o espaço da Galeria de Arte SESI-SP, chegando até a calçada da Avenida Paulista.

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Tape São Paulo: visitantes vão caminhar por túnel suspenso na frente do prédio da Fiesp e do Sesi-SP. Foto: Divulgação


Esta será a primeira vez que o coletivo fará a instalação no Brasil. Outras versões foram apresentadas anteriormente em Tóquio, Paris, Berlim, Florença e Melbourne.

Outra instalação que promete inquietar o público é o experimento multissensorial em 4D Be boy, Be girl, dos holandeses Frederik Duerinck e Marleine van der Werf. Envolvendo visão, audição, tato e olfato, a obra põe em pauta a questão do gênero de um jeito diferente. Por meio de óculos especial, o visitante entrará em um cenário praiano podendo ver e sentir todos os elementos típicos desse ambiente. O inusitado da experiência, é que o visitante poderá escolher viver essas sensações no corpo de uma mulher ou de um homem.

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Be boy, Be girl: um experiência para se colocar no lugar do outro. Foto: Divulgação


Já a história do autômato hiper-realista Robinson, contada com a ajuda de um narrador oculto, faz parte do novo trabalho de Ting-Tong Chang (Taiwan), que investiga a história dessas máquinas e da mecânica de precisão, originários da Suíça, como um meio de explorar utopias e a própria sociedade.

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Robinson: arte com recursos da robótica para provocar reflexão no File 2016. Foto: Divulgação


Esta será a primeira vez que o FILE apresentará uma criação animatrônica (que utiliza os recursos da eletrônica e da robótica para dar vida a bonecos, muito comum no cinema) para o público paulistano.

A palavra “autômato” é usada frequentemente para descrever máquinas com movimentos, a exemplo das antigas caixas de músicas, que inspiraram o boneco animado do filme “A Invenção de Hugo Cabret”. No caso de Robinson, suas expressões faciais interpretam e reagem ao conteúdo sociopolítico do discurso do narrador.

Hipersônica

Outra novidade dessa edição é o retorno da série Hipersônica, que será apresentada durante a programação do Fiesp/Sesi Domingo na Paulista. Ao longo de quatro domingos consecutivos, de 17 de julho e 7 de agosto, sempre das 15h30 às 16h30, performances de obras sonoras e audiovisuais experimentais dos convidados Érica Alves (17/7), Pedro Zopelar (24/7), grupo Cassino Queen (31/7) e coletivo Tigre Dente de Sabre (7/8) serão apresentadas no palco montado em frente do prédio da Fiesp/Sesi-SP.

FILE Anima + Games 

A seleção de trabalhos fará a ponte entre os universos das animações e dos games, buscando salientar aspectos criativos e novos que podem surgir da influência mútua desses dois meios. Dentro da programação, a segunda edição do FILE Anima+Award premiará três trabalhos e três menções honrosas, além de exibir trabalhos de três importantes festivais parceiros de arte digital do mundo: o Japan Media Arts Festival, o Siggraph, e o Athens Digital Arts Festival.

Dentre os vencedores, o destaque fica com o projeto de audiovisual generativo Skyline, de Raven kwok & Karma Fields (EUA), em que o cérebro é estimulado a encontrar rostos e padrões conhecidos nas figuras geradas aleatoriamente pelo software.

FILE Led Show 2016 – Galeria de Arte Digital Sesi-SP

Seis obras de videoarte sensorial serão exibidas na fachada do prédio dentre os dias 11 de julho a 28 de agosto, das 19h às 6h. Dois desses trabalhos também serão exibidos dentro da Galeria de Arte do SESI-SP como instalações. Segundo a curadora, Fernanda Albuquerque Almeida, “ao apresentar as obras nas duas versões buscamos mostrar a interação dos espaços internos e externos para a qual a onipresença das telas nos direciona”.

FILE Videoarte

O FILE Videoarte apresenta um recorte da produção em vídeo a partir de recursos tecnológicos que modificam a forma de perceber o entorno. As 44 obras de mais de 20 países investigam como se dão as relações entre as pessoas e as imagens (com seus dispositivos), e entre as pessoas e os espaços físicos, digitais, internos e externos.

Serviço

FILE 2016 – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

Data: 12 de julho a 28 de agosto de 2016

Horário: diariamente, das 10h às 20h (entrada até às 19h40)

Local: Galeria de Arte do SESI-SP | Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1.313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Entrada gratuita. Mais informações no site www.file.org.br

Agendamentos de grupos: segunda a sexta, das 10h às 18h30, pelos telefones (11) 3146-7439

FILE LED Show

Local: Galeria de Arte Digital SESI-SP (fachada do edifício)

Datas e horários: 11 de julho a 28 de agosto, das 19h às 6h

Hipersônica no FIESP/SESI Domingo na Paulista

Datas: 17, 24 e 31 de julho e 7 de agosto (domingos)

Horários: das 15h30 às 16h30

#filefestivalnosesi

FILE abre 16ª edição com mais de 330 trabalhos

Thatiana Mendes, Agência Indusnet Fiesp

A 16ª edição do FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, o mais importante encontro de arte digital da América Latina, realizado há 11 anos pelo Sesi São Paulo –, foi aberta na Galeria de Arte do Sesi-SP na noite desta segunda-feira (15/6) para um público de 1.220 pessoas no Centro Cultural Fiesp, com a presença de artistas e convidados.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP, destaca a importância do FILE, “o principal encontro da América Latina sobre arte digital”. “São iniciativas como essa que queremos desenvolver cada vez mais”, afirma Skaf, pela capacidade que elas têm de surpreender o público, que é ao mesmo tempo desafiado e estimulado a refletir.

Neste ano, a programação gratuita contará com mais de 330 trabalhos em diferentes categorias que expressam novas poéticas da arte e tecnologia por meio de instalações, obras interativas, animações, jogos, performances e a recente imersão estética que utiliza óculos 3D.

Segundo Ricardo Barreto, organizador do FILE ao lado de Paula Perissinotto, o festival teve mais de 800 trabalhos inscritos. “Fizemos uma seleção das principais tendências para este ano no mundo da arte e tecnologia, que podem ser conferidas agora em São Paulo no Sesi-SP, grande incentivador do festival há mais de dez anos”, destacou Barreto durante a festa de abertura.

O festival ocupa os 1.000 metros quadrados da área expositiva da Galeria de Arte do Sesi-SP e outros espaços abertos, como a Galeria de Arte Digital Sesi-SP (na fachada do edifício-sede Sesi-SP/Fiesp), a calçada do outro lado da avenida Paulista em frente ao prédio e os acessos às estações Trianon-Masp e Consolação do Metrô.

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Obra do FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Artistas brasileiros, como Rejane Cantoni e Raquel Kogan, e de países como Holanda, Espanha, Alemanha, França e Áustria exibem na mostra 19 instalações. Entre os destaques na Galeria de Arte está a obra interativa Swing, das artistas alemãs Christin Marczinzik e Thi Binh Minh Nguyen, que traz uma balança na qual, com a utilização de um óculos 3D, o espectador é transportado para uma realidade virtual com o movimento embalado pelas imagens desenhadas em aquarela.

Outro ponto alto é a instalação Vídeo Pistoletto, do artista norte-americano Oli Sorenson, que impressionou o público com uma performance ao vivo para a criação de sua obra – perfurando três grandes telas de LCD. Com as rachaduras nos vidros das telas, o cristal líquido se dispersa pelos fragmentos, passando a ideia de formas orgânicas presas sob caixas de luz.

FILE LED Show

Outro destaque da noite foi a abertura do FILE LED Show, que apresenta trabalhos selecionados especialmente para projeções na Galeria de Arte Digital Sesi-SP, na fachada do edifício. Na performance multimídia Monomito, dos brasileiros Paloma Oliveira e Mateus Knelsen, o artista cruza o espaço público vestindo um aparato que reconhece padrões visuais de rostos humanos, projetando-os na máscara do performer, assim como em outros lugares do espaço por onde ele passa. Para a apresentação no FILE, o painel de LED da Galeria de Arte Digital exibe em tempo real as faces capturadas.

Segundo Paloma Oliveira, é desafiadora a utilização da fachada do edifício como plataforma expositiva. Mateus Knelsen, seu parceiro na criação de Monomito, completa: “É uma honra participar de uma mostra icônica de arte e tecnologia como o FILE.”

Sobre o FILE

Realizado pelo Sesi-SP desde 2004 com uma série de atividades gratuitas, o FILE reúne trabalhos de artistas de diversos países no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. Com uma parceria de 11 anos, o Sesi-SP e o FILE têm como objetivo oferecer uma plataforma interdisciplinar internacional para o fomento e difusão de projetos inovadores e criativos nas áreas de arte e tecnologia, inserindo o Brasil no contexto mundial dessas novas tendências. No festival, o público tem a oportunidade de conhecer obras que estimulam a reflexão e a participação de todos, indo além da contemplação artística.


Serviço

FILE SP 2015 – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

Data: de 16 de junho a 16 de agosto de 2015

Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (avenida Paulista, 1.313)

Informações: (11) 3528-2000

Classificação indicativa: livre para todos os públicos

Entrada gratuita

Agendamento de grupos: de segunda a sexta, das 10 às 20 horas, pelos telefones (11) 3146-7439/7396


Exposição, na Galeria de Arte do Sesi-SP

Datas e horários: de 16 de junho a 16 de agosto (todos os dias, das 10 às 20 horas, com entrada permitida até as 19h40)


FILE LED Show, na Galeria de Arte Digital Sesi-SP (fachada do edifício Sesi-SP/Fiesp)

Datas e horários: de 16 de junho a 19 de julho (todos os dias, com interação do público das 20 às 22 horas e exibição de obras visuais das 22 às 6 horas)


Obra Futuro do Pretérito (Raquel Kogan & Lea van Steen), na avenida Paulista, próximo à estação Trianon-Masp

Datas e horários: de 16 a 21 de junho (todos os dias, das 10 às 20 horas)


FILE Metrô, nas estações Trianon-Masp e Consolação

Datas e horários: de 16 de junho a 19 de julho (todos os dias, das 10 às 20 horas)


Exibição do filme Shirley – Visions of Reality (Gustav Deutsch), no Teatro do Sesi-SP

Data e horário: 16 de junho, às 20 horas


Mais informações em  www.file.org.br

Últimos dias do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica

Agência Indusnet Fiesp

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Visitantes do FILE podem ouvir os sons da floresta na instalação The Mamori Expedition. Foto: Divulgação


O público tem só até domingo (05/10) para conferir a 15ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) no Centro Cultural Fiesp.

Principal encontro da América Latina sobre arte digital, incluindo instalações interativas, games, animações, video-arte e esculturas, marcou a reabertura da Galeria de Arte do Sesi-SP, que passou por uma reforma para modernização do espaço, melhorias na infraestrutura e inauguração de loja.

Sobre o FILE

O FILE é um festival brasileiro de arte e tecnologia que mostra inovações na interconexão entre arte, ciência e tecnologia. Há 15 anos o FILE realiza mostras anuais em São Paulo e no Rio de Janeiro e já realizou edições em várias cidades do Brasil e do mundo. O FILE trouxe pela primeira vez para o Brasil, Estados Unidos e Japão a tecnologia 4K, projeção de filmes em altíssima definição, e a primeira transmissão em tempo real de um filme 4K. Foi responsável ainda pela visita inédita ao Brasil, em 2005, do pesquisador americano Ted Nelson, criador do nome e da ideia de hipertexto e hipermídia.


Serviço

FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso – Avenida Paulista, 1.313 (Metrô Trianon-Masp)
Informações: (11) 3146-7405/ 7406
Classificação indicativa: L – Livre para todos os públicos
Entrada gratuita Exposição (Galeria de Arte do Sesi-SP)
Datas e horários: De 26 de agosto a 5 de outubro de 2014 (diariamente, das 10h às 20h)


Com presença de presidente da Fiesp, FILE abre 15ª edição com esculturas e tecnologia

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Com artistas e convidados, a 15ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) foi aberta na noite desta segunda-feira (25/08), no Centro Cultural Fiesp. O evento contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Benjamin Steinbruch. A solenidade teve ainda a participação da superintendente do Sesi-SP, Débora Cypriano Botelho, e do diretor titular do Comitê de Ação Cultural (Comcultura) da Fiesp, Fernando Greiber.

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Benjamin Steinbruch (à esquerda) durante visita às instalações do FILE. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Maior do gênero na América Latina, o festival marca a reabertura da Galeria de Arte do Sesi-SP – o local passou por amplas reformas ao longo deste ano e ganhou uma loja.

“A reforma trouxe um olhar diferenciado para esse espaço”, comentou o diretor da Divisão de Educação e Cultura do Sesi-SP, Fernando Carvalho, para quem o FILE apresenta uma leitura à frente da tecnologia. “Estamos todos acostumados com o nosso celular, nosso tablete, mas o FILE sai da caixinha. E de uma forma repentina e arrojada.”

De acordo com a fundadora e organizadora do festival, Paula Perissinoto, o festival conta uma história “que vem se transformando”.

“No ano 2000, quando o festival começou, a proposta era explorar o ambiente da internet, que estava começando a existir no Brasil, ou seja, a gente começou descobrindo um nicho de produção estética para esse novo ambiente. E de lá para cá, a própria tecnologia se transformou. As interfaces mudaram radicalmente e hoje você entra na exposição e praticamente não vê computador, mas vê esculturas”, explicou Paula durante a festa de abertura.

Ela relembrou ainda que a parceria com o Sesi-SP nos últimos 10 anos de FILE trouxe substância ao projeto, principalmente na cena internacional.

“Hoje a gente representa uma plataforma cultural que é muito representativa na área das artes eletrônicas”, acrescentou.

Nesta primeira semana do evento (de 26 a 31 de agosto), a 15ª edição do festival apresenta performances interativas na calçada junto a três estações do Metrô: Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro.

Segundo Paula, as atrações do FILE são para todo tipo de público.

“A gente consegue atingir faixas etárias, classes sociais e formações diferentes. A pessoa, para aproveitar a exposição, não precisa ser um conhecedor das artes. Ela precisa estar disposta a vir porque uma vez que ela entrar ela vai curtir.”

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Debora Cypriano Botelho, Fernando Carvalho e Fernando Greiber, diretor do Comcultura, na solenidade de abertura oficial. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Marco

A fundadora do FILE também afirmou que, ao longo de 15 anos, a mostra tem conseguido se projetar cada vez mais para fora de seu espaço de exposição.

“Ano passado a gente teve o marco da fachada, por exemplo, que foi uma novidade. Pra gente, marco também são as conquistas que escapam da galeria. Ir para a rua é um marco importante. A parceria com o Metrô, com o Sesi-SP, tudo isso são marcos que fazem a gente se desenvolver”, observou.

Este ano, o Centro Cultural Fiesp apresenta 28 instalações do FILE de 12 países. Os visitantes podem manipular os sons da floresta Amazônica por meio da réplica de um rio ou caminhar numa esteira de ginástica para movimentar figuras que representam a sociedade. Também podem ver os sons transformados em luz em outra obra interativa.

>> Saiba mais sobre as atrações da 15a edição do FILE 

Confira os destaques da 15ª edição do FILE

Agência Indusnet Fiesp

Aberto para o público a partir desta terça-feira (26/08), o FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica é principal encontro da América Latina sobre arte digital. Com entrada gratuita, a mostra reúne diversas formas de expressão artística: instalações, animações, games, vídeos e performances.

A programação vai ocupar a Galeria de Arte do Sesi-SP, reaberta depois de uma reforma de cinco meses, e mais quatro áreas: o Espaço Fiesp, a Galeria de Arte Digital Sesi-SP (fachada do prédio), o Espaço Mezanino e a calçada das estações Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro, que recebe performances interativas.

Veja quais são os destaques desta edição do FILE:

Galeria de arte do Sesi-SP
Espaço principal de exposições do Centro Cultural Fiesp 

Rio Amazonas interativo (clique aqui para ver mais)
The Mamori Expedition, da belga Els Viaene, é uma instalação de madeira que replica o caminho que a artista seguiu durante uma expedição pela floresta Amazônica brasileira, em 2009. Ela levou consigo um dispositivo para gravar sons e um GPS para registrar sua jornada. Uma vez que o visitante interage com a obra por meio da vareta chamada “hidrofone”, ele escutará os sons da floresta na mesma posição que a artista se encontrava no rio.

Esteira de ginástica que dá vida a figuras que representam a nossa sociedade (clique aqui para ver mais)
Esta instalação Down with Wrestlers with Systems and Mental Nonadapters!, dos russos Dmitry & Elena Kawarga, traz à tona a noção da fascinação pela máquina e pela tecnologia que tinha a sociedade antes da Primeira Guerra Mundial. Segundo os artistas, ao caminhar em uma esteira, o visitante sente-se como um Deus, pois o movimento do “mecanismo social” depende de seus passos, no entanto, a proposta é que ao final de experiência ele perceba que é apenas mais uma figura entre tantas outras.

Sons que se transformam em luz (clique aqui para ver mais)
Murmur é uma obra dos franceses Chevalvert, 2Roqs, Polygraphik & Splank, que permite a comunicação entre os visitantes e a parede na qual está ligada por uma fita de LED. A instalação simula o movimento de ondas sonoras, criando uma ponte luminosa entre os mundos físico e virtual. Há um efeito visual mágico no modo como as ondas sonoras se movem e se transformam em imagens projetadas.

Japan Media Arts (clique aqui para ver mais)
Uma das instalações do festival Japan Media Arts é a Falling Records, do artista Ei Wada – Toki Ori Ori Nasu. Nesta obra, a fita magnética se desenrola amontoando-se no recipiente enquanto a música toca e o tempo passa. Quando a fita para, ela é rebobinada em alta velocidade ao som de uma trilha sinfônica.
Performances interativas FILE Metrô
Calçada das estações Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro

Ver a partir do toque (clique aqui para ver mais)
Touchy, performance do artista de Hong Kong, Eric Siu, é uma câmera humana – um dispositivo que é vestido e que transforma um ser humano em uma câmera operante. O indivíduo que está usando o dispositivo é constantemente “cegado”, a menos que alguém toque sua pele. O toque faz com que os obturadores na frente das lentes se abram e restaurem a visão do usuário. Quando o contato físico é mantido por 10 segundos, a câmera tira uma “Touch-Snap” (uma foto é tirada pelo Touchy), que é exibida no LCD do dispositivo.

Rosto do público no corpo do artista japonês (clique aqui para ver mais)
O artista japonês Katsuki Nogami usa os rostos de pessoas nas ruas no lugar de sua própria face com um tablet na performance YamadaTaroProject. Você pode reconhecê-lo por um rosto exibido no tablet, como um nome ou ícone da internet. As pessoas nas redes sociais escolhem um rosto para si mesmas, um rosto de uma celebridade ou de um personagem de animação. Essa performance expressa a temporalidade e o anonimato da internet. O nome desse projeto, YamadaTaro, é um nome extremamente comum no Japão, como “João da Silva”.

Ver o mundo sob novos pontos de vista (clique aqui para ver mais)
A performance dos alemães The Constitute: Sebastian Piatza & Christian Zoellner, Eyesect, permite que os usuários vivenciem seu ambiente sob novos pontos de vista. Duas câmeras portáteis captam o entorno e transmitem os dados das imagens direto para os olhos. As percepções espaciais se formam dentro do sistema sensorial humano. Braços e dedos se tornam músculos oculares e criam perspectivas humano-biológicas.
FILE Anima+ (Espaço Fiesp)
Área reservada para as animações

Javier Polo / Turanga Films – Europe in 8 bits – Espanha
Europe in 8 bits é um documentário de 76 minutos que explora o mundo da chip music, um estilo musical que reaproveita aparelhos antigos de videogames e os transforma em instrumentos para criar novas sonoridades.

Rosana Urbes – Guida – Brasil
Na história, Guida, uma doce senhora que há 30 anos trabalha como arquivista em um fórum da cidade, tem sua rotina entediante modificada ao se deparar com um anúncio para aulas de modelo vivo em um centro cultural.

Wesley Rodrigues – Viagem na Chuva – Brasil
A ideia central deste curta-metragem é utilizar a simbologia da chuva como representação metafórica de passagem e trajetória da vida.


FILE Games (Espaço Fiesp)
Para os fãs dos jogos

Minority Media Inc. – Papo & Yo – Canadá (jogo de PS3)
Papo & Yo é a história do menino Quico e de seu melhor amigo, o Monstro. O Monstro é uma fera enorme com dentes afiados, mas isso não o impede de querer brincar com ele. O Monstro, porém, tem um problema muito perigoso: o vício em rãs venenosas. Basta ver uma rã pulando que ele se transforma em um ser violento, que põe todos em risco, inclusive Quico. Mesmo assim, Quico ama seu Monstro e quer salvá-lo.

Through Games – FRU – Holanda (mostra Interplay)
FRU é um jogo eletrônico de enigma inspirado em Kinect, que apresenta um uso inovador do aspecto periférico: o jogo usa a silhueta do jogador como uma “máscara” entre dois mundos diferentes. Os enigmas no jogo são desvendados quando uma pose é feita ou de acordo com a velocidade do movimento. O jogador dita o ritmo da experiência.

Jason Roberts – Gorogoa – Estados Unidos (mostra Game Comics)
Gorogoa é um mundo encantador ilustrado à mão e inserido em um enigma singular. Para desvendar o enigma, o jogador reorganiza alguns azulejos em uma grade simples e os coloca lado a lado ou empilhados. Mas cada azulejo também é uma janela para uma parte distinta do mundo nesse jogo, ou talvez para um mundo diferente – e cada janela tem seu próprio jogo. Todavia, a chave para avançar nunca está em um só azulejo, mas nas conexões entre todos os azulejos.


Serviço
FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso – Av. Paulista, 1.313 (Metrô Trianon-Masp)
Informações: (11) 3146-7405/ 7406
Classificação indicativa: L – Livre para todos os públicos

Entrada gratuita

Exposição (Galeria de Arte do Sesi-SP)
Datas e horários: De 26 de agosto a 5 de outubro de 2014 (diariamente, das 10h às 20h)

FILE Anima+, FILE Games e Vídeo Arte (Espaço Fiesp) L – Livre para todos os públicos
Datas e horários: de 26 de agosto a 7 de setembro de 2014 (diariamente, das 10h às 20h)

FILE LED SHOW (Galeria de Arte Digital Sesi-SP) L – Livre para todos os públicos
Datas e horários: de 26 de agosto a 7 de setembro de 2014 (todos os dias, das 20h às 22h – obras interativas, e das 22h às 6h – obras visuais)

FILE Metrô – Performances (calçada das estações de Metrô Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro) L – Livre para todos os públicos
Datas e horários: de 26 a 31 de agosto de 2014 (das 12h às 21h)

FILE Workshop (Espaço Mezanino) 16 – Não recomendado para menores de 16 anos
Datas e horários: de 26 a 29 de agosto de 2014, das 10h30 às 21h

Programação completa e inscrições gratuitas para workshops: www.file.org.br

Na Bienal, Sesi Editora lança o Highlike book, livro conectado à nuvem

Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de divulgar possibilidades ilimitadas de manifestações artísticas do nosso tempo, a Sesi-SP Editora e o Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) lançarão, no dia 25 de agosto, o Highlike book, às 19h30, na Galeria de Arte do Sesi-SP, na mesma data de abertura da exposição.

Além de ser um material inédito, o ponto de maior destaque da publicação é que todo o conteúdo está na nuvem. O livro físico é apenas a porta de entrada para o resultado artístico das mais diversas técnicas utilizadas. Todas as imagens das obras publicadas terão QR (Quick Response) Code, que pode ser lido pelo celular ou tablet. O código direcionará o leitor a outras informações da obra, como vídeos ou textos.

O livro, com 584 páginas e 577 artistas de 35 países, é um anuário sobre arte e cultura contemporânea global. O Highlike book abrange uma diversidade de aspectos da cultura contemporânea e oferece ao usuário uma nova forma de apreciar o livro de arte. É um livro híbrido, que mantém seus aspectos físicos e a simultaneidade virtual da informação multimídia.

“Quando surgiram as mídias, como os tablets e smartphones, muitos acharam que os livros iam acabar e tudo se transformaria em leitura digital. Isso não ocorre, ao contrário. Mas uma das propostas do Highlike é a inversão: um livro que está conectado na rede. Cada página, cada imagem, cada elemento do livro tem uma conexão”, explica Ricardo Barreto, um dos fundadores e organizadores do FILE.

“Um complementa o outro: tem o lado digital e ao mesmo tempo o lado perceptivo do livro em papel. É um livro de arte, que pode ser apreciado simplesmente olhando as imagens, no livro físico, mas todas as outras informações estão on-line e podem ser compartilhadas”, completa.

Para Barreto, a iniciativa também é uma forma de lutar contra o “lixo digital”. “Com a internet, a gente achava que contribuiria com a humanidade, que teria mais acesso ao conhecimento. Mas o lixo contaminou tudo. Por isso, são importantes as várias iniciativas que estão sendo feitas para se contrapor a essa desqualificação quantitativa generalizada do lixo.”


Sobre a Senai-SP Editora e a Sesi-SP Editora

Criadas em sintonia com a missão do Senai-SP e do Sesi-SP de difundir o conhecimento e a cultura, as editoras têm a proposta de preencher uma lacuna editorial existente nas diversas áreas de educação, inovação e ensino, e busca difundir, de forma planejada e sistematizada, o conhecimento produzido pelo Sesi-SP nas áreas de Cultura, Educação, Esporte e Nutrição, e pelo Senai-SP nas diversas áreas tecnológicas e de inovação em que atua, assim como identificar oportunidades que possam contribuir para o enriquecimento dessas áreas. Desde sua criação, em 2011, as duas editoras já publicaram mais de 200 títulos.


Sobre o File

O FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, é o principal encontro da América Latina sobre arte digital. A programação, com entrada gratuita, marca a reabertura da Galeria de Arte do SESI-SP após reforma de cinco meses – além da modernização do espaço e melhorias na infraestrutura, a galeria também inaugurará sua loja.

O festival ocupará ainda mais três espaços do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, o Espaço Fiesp, a Galeria de Arte Digital Sesi-SP (fachada do prédio) e o Espaço Mezanino. Haverá performances interativas do FILE Metrô na calçada das estações Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro na primeira semana do evento (de 26 a 31 de agosto).


Serviço

Lançamento Highlike book
Editora: Sesi-SP Editora
Organizador: FILE – Festival de Linguagem Eletrônica
Preço: R$ 159,90
Páginas: 584
Formato: 19,5 cm x 25 cm
Data: 25 de agosto, às 19h30
Local: Galeria de Arte do Sesi-SP (Avenida Paulista, 1313).

São Paulo celebra 15 anos de FILE em agosto

Agência Indusnet Fiesp

O Sesi-SP realiza, de 26 de agosto a 5 de outubro, a 15ª edição do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica), principal encontro da América Latina sobre arte digital, incluindo instalações interativas, games, animações, video-arte, esculturas. A programação, com entrada gratuita, marca a reabertura da Galeria de Arte do Sesi-SP após reforma de cinco meses – além da modernização do espaço e melhorias na infraestrutura, a galeria também inaugurará sua loja.

O festival ocupará ainda mais três espaços do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, o Espaço Fiesp, a Galeria de Arte Digital Sesi-SP (fachada do prédio) e o Espaço Mezanino. Haverá performances interativas do FILE Metrô na calçada das estações Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro na primeira semana do evento (de 26 a 31 de agosto).

Os visitantes vão encontrar no FILE:

  • 28 instalações, de 12 países, na Galeria de Arte do Sesi-SP. Os visitantes poderão manipular os sons da floresta Amazônica por meio da réplica de um rio ou caminhar numa esteira de ginástica para movimentar figuras que representam a sociedade. Também poderão ver os sons transformados em luz em outra obra interativa.
  • Obras do famoso festival de arte eletrônica japonês, Japan Media Arts: serão apresentadas várias instalações, vídeos e obras cinéticas.
  • O FILE Metrô contará com performances interativas na calçada das estações do Metrô Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro.
  • O FILE LED SHOW traz, entre outras animações interativas, um vulcão gigante que entrará em erupção em plena avenida Paulista na Galeria de Arte Digital Sesi-SP (fachada do edifício).
  • No Espaço Fiesp estarão os festivais FILE Anima+, FILE Games e FILE Videoarte.
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Visitantes do FILE vão poder ouvir os sons da floresta na instalação The Mamori Expedition. Foto: Divulgação

Para a fundadora e organizadora do FILE, Paula Perissinoto, o objetivo do festival é estimular e promover a produção artística que faz uso da linguagem computacional. “É um evento internacional, temos uma média de 30 a 32 países participantes por ano, selecionados por meio de edital, observando especialmente o uso criativo ou inédito da ferramenta digital”, explica ela, que recebeu mais de 900 projetos no edital deste ano.

Produzir uma exposição como essa na Avenida Paulista é um ponto positivo para público e artistas, na opinião de Paula, que destacou o apoio do Sesi-SP, que recebe o FILE pelo 11º ano.

“A iniciativa do Sesi-SP é muito importante não só para o festival mas para a transformação da linguagem digital no mundo estético cultural”, elogia. “E estar na Paulista é um privilégio para todos: público, artistas e organização. Além de ser de fácil acesso, é gratuito. Um programa onde as pessoas podem chegar, passar duas horas, aprendendo e se divertindo, sem gastar dinheiro.”

Sobre o FILE O FILE é um festival brasileiro de arte e tecnologia que mostra inovações na interconexão entre arte, ciência e tecnologia. Há 15 anos o FILE realiza mostras anuais em São Paulo e no Rio de Janeiro e já realizou edições em várias cidades do Brasil e do mundo. O FILE trouxe pela primeira vez para o Brasil, Estados Unidos e Japão a tecnologia 4K, projeção de filmes em altíssima definição, e a primeira transmissão em tempo real de um filme 4K. Foi responsável ainda pela visita inédita ao Brasil, em 2005, do pesquisador americano Ted Nelson, criador do nome e da ideia de hipertexto e hipermídia.

Serviço

FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso – Avenida Paulista, 1.313 (Metrô Trianon-Masp)
Informações: (11) 3146-7405/ 7406
Classificação indicativa: L – Livre para todos os públicos
Entrada gratuita Exposição (Galeria de Arte do SESI-SP)
Datas e horários: De 26 de agosto a 5 de outubro de 2014 (diariamente, das 10h às 20h)

FILE Anima+, FILE Games e Vídeo Arte (Espaço FIESP) L – Livre para todos os públicos Datas e horários: de 26 de agosto a 7 de setembro de 2014 (diariamente, das 10h às 20h)

FILE LED SHOW (Galeria de Arte Digital Sesi-SP) L – Livre para todos os públicos Datas e horários: de 26 de agosto a 7 de setembro de 2014 (todos os dias, das 20h às 22h – obras interativas, e das 22h às 6h – obras visuais)

FILE Metrô – Performances (calçada das estações de Metrô Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro) L – Livre para todos os públicos Datas e horários: de 26 a 31 de agosto de 2014 (das 12h às 21h)

FILE Workshop (Espaço Mezanino) 16 – Não recomendado para menores de 16 anos Datas e horários: de 26 a 29 de agosto de 2014, das 10h30 às 21h 

Agendamento de grupos: de segunda a sexta-feira, das 10h às 13h e das 14h às 17h pelo telefone 3146-7439.

Programação completa e inscrições gratuitas para workshops: www.file.org.br

Retrospectiva 2013 – Um ano para entrar na história das produções culturais e artísticas

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

Uma agenda cultural agitada e variada. Na área cultural, o ano de 2013 foi intenso, com diversas exposições, espetáculos teatrais, apresentações musicais e bate-papo com personalidades da cena cultural no Inteligência PontoCom.

O ano também foi marcado pelo lançamento do Projeto Sesi-SP em Teatro Musical – que incluiu o espetáculo ‘A Madrinha Embriagada’, dirigido por Miguel Falabella.

Segundo o superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves, as ações culturais das entidades da indústria visam abarcar o maior número de pessoas. “O incentivo, fomento e difusão das diversas linguagens artísticas, democratizou o acesso de milhares de pessoas às manifestações culturais, destacando o Sesi-SP como uma das mais proeminentes entidades apoiadoras da arte e cultura no país”, ressalta.

Veja os destaques da área cultural ao longo do ano.


Agenda cultural em um clique

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540213828Uma das novidades para o público que acompanha as atrações do Centro Cultural Fiesp Ruth Cardosos e nos espaços culturais do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), espalhados por todo os estado, foi o lançamento do aplicativo mobile do Sesi-SP Cultura.

Gratuitamente o dispositivo disponibiliza, na tela do celular ou tablete, toda a programação cultural nas categorias Cinema, Dança, Exposições, Música e Teatro, em cartaz nas 54 unidades do Sesi-SP.

Teatro Musical e ‘A Madrinha Embriagada’

Uma iniciativa pioneira nas áreas cultural e de educação foi o lançamento, no mês de maio, foi lançando o projeto Teatro Musical.

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Atriz Stella Miranda e integrantes do elenco de 'A Madrinha Embriagada' cumprimentam Paulo Skaf. Ao fundo, nas poltronas, Walter Vicioni e maestro João Carlos Martins. Foto: Everton Amaro.

Na ocasião do lançamento, o presidente das entidades, Paulo Skaf, ressaltou que os investimentos que a indústria faz em cultura busca beneficiar o maior número de pessoas. “Educação é única forma de dar oportunidade a todos,” afirmou.

A iniciativa foi elogiada por representantes da classe artística – como as cantoras Fafá de Belém e sua filha Mariana Belém, os atores Tiago Abravanel, Rosi Campos e Odilon Wagner, entre outros que estiveram no lançamento. A novidade despertou também o interesse de estudantes e profissionais da área artística.

Com investimentos de R$ 12 milhões, bancados pelas entidades da indústria paulista sem utilização de leis de incentivo.

O projeto Teatro Musical contemplou oficinas de vivência em Teatro Musical, curso de formação de atores e a montagem do musical A Madrinha Embriagada”, que estreou em agosto e ficará 11 meses em temporada no Teatro do Sesi-SP.

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Oficinas de vivências no Centro Cultural Sesi Vila Leopoldina

As oficinas de vivências foram realizadas no mês de agosto, no Centro Cultural Sesi Vila Leopoldina, e deverão ser realizadas em outras unidades.  O curso de formação de atores terá início no mês de março de 2014, com duração prevista de três anos.

O ator Miguel Falabella, que dirigiu o musical “A Madrinha Embriagada” é fez a adaptação do premiadíssimo musical “The Drowsy Chaperone” é um grande entusiasta do projeto e considerou a iniciativa da Fiesp e do Sesi-SP sem precedentes na história dos musicais. “É a realização máxima de poder abrir a porta do sonho e da possibilidade para meninos como eu fui um dia. Tenho certeza que vários meninos vão sentar aqui na temporada de ‘A Madrinha Embriagada’ e sair transformados”, afirmou.

O musical “A Madrinha Embriagada”, desde sua pré-estreia, foi marcado pela emoção.

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Figuro impecável assinado por Fause Haten e elenco de grandes estrelas do musical brasileiro

Com figurinos de Fause Hauten, o espetáculo reúniu no palco uma orquestra com 15 músicos e um elenco composto por uma constelação de grandes nomes do teatro musical brasileiro, como Stella Miranda, Saulo Vasconcelos, Frederico Reuter, Sara Sarres, Paula Capovilla, Ivan Parente e Kiara Sasso.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540213828No dia 08 de novembro, o espetáculo comemorou a sua 100ª apresentação, com direito a bolo no palco e muita festa! Após um breve recesso de fim de ano, as apresentações retomam ao ritmo normal no dia 08 de janeiro e fica em cartaz até julho de 2014.

Com sistema de reserva on-line de ingressos, o espetáculo tem tido sucesso de público e crítica.

O projeto Teatro Musical  foi destaque na mídia nacional, como nos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo; e internacional, como o site Broadway World. E o espetáculo “A Madrinha Embriagada foi indicado Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) como um dos melhores espetáculos teatrais de 2013.


Sucessos nos Teatros do Sesi-SP

No início do ano, o palco do Teatro do Sesi-SP teve uma estreia pra lá de especial: a peça teatral “A Viagem do Capitão Tornado”, dirigida por Leonardo Cortez e encenada por atores com Síndrome de Down do Grupo ADID de Teatro. Após a sessão gratuita, que emocionou a plateia, Leonardo Cortez e o elenco participaram de um bate-papo com o público.

O sucesso de público foi tanto, que a peça retornou ao palco do Teatro do Sesi-SP em abril. O espetáculo, que havia sido encenado em três cidades do interior paulista do Estado no ano passado, ganhou apresentação extra na capital paulista.


Inspirados na campanha do ator Ariel Goldberg para trazer o astro norte-americano Sean Penn à estreia do longa Colegas no Brasil, o elenco do grupo ADID de Teatro também criou sua própria mobilização (#VemAriel) para levar o próprio Ariel à estreia da peça  A Viagem do Capitão Tornado.

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O ator Cassio Scapin (em primeiro plano) é o narrador que faz o fio condutor da história

Em março, o musical ‘Lampião e Lancelote’  abriu temporada teateal no Teatro do Sesi-SP. A montagem, que teve direção musical de Zeca Baleiro, contou com a participação dos atores Cássio Scapin, Leonardo Miggiorin, Daniel Infantini e Vanessa Prieto.

Sucesso de público e de crítica, o espetáculo recebeu três prêmios Bibi Ferreira, ganhou Prêmio Arte Qualidade Brasil e, também, foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).

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Cena da peça 'Crônicas de Cavaleiros e Dragões – O Tesouro dos Nibelungos'. Foto: Vivian Fernandez P

Para o público infanto-juvenil, o destaque da programação foi a montagem ‘Crônicas de Cavaleiros e Dragões – O Tesouro dos Nibelungos’, baseado na obra de Tatiana Belinky (1919-2013), que ficou em cartaz no Teatro do Sesi-SP da avenida Paulista de março a junho.

No mês de maio,  o espetáculo “Poema Bar” voltou ao palco do Teatro do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, com o ator Alexandre Borges declamando versos dos poetas Vinícius de Moraes e Fernando Pessoa.

Encerrando a temporada de peças teatrais no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, “Fogo Azul de um minuto”, de Daniel Graziane, autor do Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council, ficou em cartaz no Espaço Mezanino, de agosto a dezembro, com entrada gratuita.  A direção foi de Zé Henrique de Paula e o elenco formado por atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP Cultura.

Exposições

Os  espaços expositivos do Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso — a Galeria de Arte do Sesi, Espaço Fiesp e Galeria de Arte Digital — receberam, ao longo do ano, exposições nacionais e internacionais e de temáticas diversas.

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Exposição Fundição Artística no Brasil. Foto: Julia Moraes/FIESP

Como um presente à cidade de São Paulo, que comemorou os seus 459 anos no dia 25 de janeiro, a exposição Fundição Artística no Brasil, no mês de fevereiro, propôs uma visita pela história de quinze esculturas em bronze presentes no dia a dia do paulistano.

A mostra “Evita: paixão e ação” foi o destaque de maio no Centro Cultural Fiesp –Ruth Cardoso. Seis vestidos usados por Eva Perón,  além de acessórios e fotografias em situações diversas que expressam seu carisma,  estavam disponíveis durante a exposição.

A mostra ‘A Arte da Tapeçaria – Tradição e Modernidade’ reuniu, pela primeira vez no Brasil, 48 tapeçarias de Portalegre, do Alentejo. A região é conhecida por suas tapeçarias murais decorativas que reproduzem obras de pintores famosos, por meio de uma técnica manual. A mostra ficou em cartaz até março.

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Paulo Skaf e ministro Aldo Rebello. Exposição tem 1.330 obras de arte. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

A exposição “Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana”, na Galeria de Arte do Sesi-SP, que estreou em outubro, foi uma parceria entre o Sesi-SP e o Fomento Cultural Banamex, do México. A exposição trouxe 1.330 obras de arte. No total, foram mais de 2.300 peças de cerca de 600 artistas da América Latina, Espanha e Portugal.

Em novembro, foi inaugurada com a presença do Rei da Suécia, Carl XVI Gustaf, a exposição ‘O Prêmio Nobel – Ideias Mudando o Mundo’, mostra que celebrou os benefícios que as criações dos laureados com o Prêmio Nobel proporcionaram à humanidade. “Tais esforços ecoam e continuaram a ecoar para sempre”.

De cunho social, exposição fotográfica do projeto #Adotei, no mês de dezembro, reuniu 17 imagens de personalidades, artistas e anônimos com seus animais adotados. A iniciativa teve a participação ativista e protetora dos animais Luisa Mell e homenageou o Dia dos Direitos Animais;

No mês de abril, no Espaço Fiesp deu lugar à duas exposições alusivas ao mundo do esporte: a mostra interativa “Jogos Olímpicos: Esporte, Cultura e Arte” e exibição de 48 fotos denominada “Olhar a toda prova”.

Arte digital 

A capital paulista sediou mais uma edição do principal evento de arte e tecnologia do Brasil, o 14º Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), que aconteceu durante o mês de julho. Os organizadores destacaram o estímulo à arte digital promovido pelo evento.


A programação ocupou quatro espaços no prédio da Fiesp, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso:  a Galeria de Arte, Galeria de Arte Digital Sesi-SP (que participou pela primeira vez do File, com a mostra File Led Show); o Espaço Fiesp I e o Espaço Mezanino,  além da estação Trianon-Masp do metrô, localizada em frente ao prédio. Com programação inteiramente, o principal evento de arte e tecnologia do Brasil promoveu também encontros com artistas, mesas redondas e workshops.

Um dos destaques da Galeria de Arte Digital do Sesi-SP do ano foi a  “Mostra Play!”, dedicada ao mundo dos games, exibida em março.  A edição reunindo trabalhos de consagrados criadores de videogames e abrindo espaço para a interação com o público, que pôde jogar clássicos na fachada do edifício-sede da Fiesp, ícone da arquitetura paulistana.

No mês de maio, por  celebração pelo ano Alemanha + Brasil 2013-2014, a Galeria de Arte Digital inaugurou a mostra “Brasil-Alemanha: Culturas Conectadas“.

“Vivacidades: Poéticas Socioambientais”, foi a atração do mês de setembro. De forma inédita, a mostra reuniu obras visuais e interativas, a fim de se comunicar quem passou pela Avenida Paulista sobre as ações do homem no meio ambiente.

Em novembro, foi inaugurada a segunda edição do SP_Urban Digital Festival, composta por animações, obras de arte interativas, vídeos e performances integradas a dispositivos visuais.

Para encerrar o ano, em exibição desde o dia 9 de dezembro, a Galeria de Arte Digital do Sesi-SP, apresenta uma programação especial de Natal e Ano Novo. As imagens ficam em exibição até o dia 2 de janeiro de 2014, na fachada do edifício-sede da Fiesp.

Além das mostras, o Sesi-SP também realizou, em junho, workshop sobre criação digital em telas urbanas multimídias. E, em outubro, oficinas gratuitas de arte multimídia.


Música e dança
 

A temporada 2013 do Sesi Música começou com uma atração internacional: a banda Budapest Bár, uma das mais expressivas da atualidade na Hungria. O repertório mesclou a música tradicional húngara ao pop, rock, jazz e tango – incluindo composições autorais e releituras de sucessos como “Milonga del Angel”, do compositor argentino Astor Piazzolla, e “Carinhoso”, do mestre Pixinguinha.


Em abril, o Grupo Patérnope, de música erudita, apresentou-se no Centro Cultural Fiesp. A Banda Sinfônica do Estado de São Paulo apresentou-se, em junho, no palco do Teatro do Sesi-SP, que também recebeu o ‘Quarteto Nó na Madeira’, em agosto.

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Mais de 500 alunos participaram do coral de alunos dos Novos Núcleos de Música do Sesi-SP


Para encerrar o ano, ao menos 3.500 pessoas assistiram na noite de 14 de dezembro a uma apresentação da orquestra Bachiana Sesi-SP, sob regência do maestro João Carlos Martins, interpretando peças de compositores como Beethoven, Mozart e Villa-Lobos no Ginásio Municipal de Esportes Castelo Branco, em Araraquara. O evento contou com a presença de Paulo Skaf.

Na ocasião, o coral de alunos dos Novos Núcleos de Música do Sesi-SP, projeto que deve formar ao menos 22 orquestras de cordas até o final de 2014, apresentou-se pela primeira vez. O projeto inova pelo método Alla Corda, desenvolvido pelo violinista e educador Ênio Antunes. É o primeiro método nacional de ensino de instrumentos de cordas.

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Paulo Skaf retribui homenagem recevida do maestro João Carlos Martins

Além disso, 2013 foi um ano de homenagens da Bachiana Sesi-SP, regida pelo maestro João Carlos Martins, ao presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf.

Em fevereiro, Skaf recebeu uma placa de homenagem pelo incentivo das entidades da indústria paulista à cultura musical. Em março, recebeu uma placa de ouro durante apresentação na Sala São Paulo. Em novembro, nova homenagem durante a última apresentação da Bachiana na capital paulista, no Masp.

O fim de ano também contou com o projeto Concertos Natalinos – somam dez no total -, do Sesi-SP, na esplanada do edifício-sede da Fiesp.

A segunda edição do Encontro de Dança do Sesi-SP, realizado em São José do Rio Preto, em outubro, reuniu cerca de 630 alunos de 31 unidades do Sesi-SP.

Outubro foi marcado pelo Festival Sesi Música 2013 – Edição São Paulo, concurso estadual direcionado aos trabalhadores da indústria paulista. O evento contou com show de Chico Cesar, no Teatro do Sesi-SP, em Campinas.


Videoarte e Cinema

O Sesi-SP e a Fundação Bienal de São Paulo anunciaram, em abril, o lançamento da 1ª Bienal no Sesi-SP: Mostra Itinerante de Videoarte.

De maneira inédita, a 1ª Bienal no Sesi-SP: Mostra Itinerante de Videoarte foi exibida simultaneamente em 55 unidades do Sesi-SP pelo estado, permitindo que mais pessoas tivessem acesso a essa seleção de obras contemporâneas. E, no segundo semestre, foram realizadas atividades nas unidades móvel de arte e cultura do Sesi-SP.

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Cao Hamburguer: prêmios de melhor diretor e melhor filme por 'Xingu' no IX Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Ao longo de todo ano, o Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso recebeu diversas mostras de cinema. Em maio, exibiu filmes do cinema francês; em junho, realizou um festival de curtas; e em dezembro, exibiu a mostra inédita de cinema alemão.

De agosto a outubro, realizou-se uma mostra gratuita e itinerante de cinema, com sessões semanais e entrada gratuita, em 53 unidades do Sesi-SP, com exibição de oito filmes finalistas da edição 2013 do Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema. Além disso, de junho a agosto ofereceu a mostra “Cinema e Trabalho”, um projeto que envolveu 52 unidades na capital e no interior do Estado.

Os grandes vencedores do IX Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, anunciados em junho, foram os filmes “Xingu”, que recebeu prêmios em três categorias: longa-metragem de ficção, direção (Cao Hamburguer) e trilha sonora, e “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”, também com tripla premiação: atriz (Camila Pitanga), ator coadjuvante (Zé Carlos Machado) e fotografia (Lula Araújo).

A cerimônia de premiação contou com a presença de personalidades do cinema nacional.

Debates sobre cultura e arte  

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Uma expedição ao lado de Amyr Klink no InteligênciaPontoCom. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A programação “Inteligência PontoCom” trouxe bate-papos mensais entre o público e principais criadores e pensadores das artes, cultura, sociedade e mundo. Nomes expressivos da literatura, artes visuais, cinema, filosofia, sociologia, esporte, teatro e música participam dos fóruns.

Passaram pelo InteligênciaPontCom, em 2013, a diretora Beth Lopes e do autor e dramaturgo Paulo Rogério Lopes. o poeta Sergio Vaz, criador do Sarau da Cooperifa, os cineastas Gregorio Bacic e Ugo Giorgetti  Maria Thereza Vargas, especialista na obra de Cacilda Becker, foi a convidada de setembro.

Chacal convidou o público a experimentar a diferença entre a poesia escrita e a poesia falada, em outubro; e o rapper Emicida e o jornalista Paulo Terron, e o navegador Amyr Klink. 

Literatura

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Obras das editoras Sesi-SP e Senai-SP indicadas ao Prêmio Jabuti

A Sesi-SP Editora e Senai-SP Editora realizaram diversos lançamentos ao longo do ano, com destaque para o livro “Programa Sesi-SP Trilha dos Saberes”, de Walter Vicioni Gonçalves, superintendente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP),  em dezembro, na Livraria Cultura no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.

O grande feito das editoras, foram os cinco títulos indicados ao Prêmio Jabuti, o mais tradicional e conhecido na área de literatura no Brasil. Além disso, as editoras promoveram duas feiras do livro. A primeira, em maio; e a segunda, em novembro.

Interatividade atrai o público no primeiro dia de File

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Começou nesta terça-feira (23/07), no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, a 14ª edição do Festival Internacional de Arte Digital, o File, principal exposição de arte e tecnologia do Brasil. Com instalações interativas, animações, games e outras obras, o File estará aberto ao público até o dia 1º de setembro, com entrada gratuita.

No local, depois de ver uma reportagem sobre a exposição na TV, as amigas Elisangela dos Santos Nunes, 37 anos, e Ana Fonseca, 42 anos, ficaram encantadas com as obras. “Gostei muito do sofá porque ele transpõe para a nossa vida a questão do que mantém o nosso equilíbrio”, comentou Ana sobre a obra “Balance from within”.

Para Elisangela, o destaque foi “Cloud Pink”. “Gostei muito do céu, em que a gente pode interagir e tirar as nuvens. Seria bom se a gente pudesse mexer assim nas nuvens de São Paulo.”

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A obra "Cloud Pink", dos artistas Hyunwoo Bang e Yunsil Heo, da Coreia do Sul. Foto: Mauren Ercolani/Fiesp

A designer Andreia Pereira também destacou sua obra preferida. “Achei genial a instalação dos carrinhos. A interação vai desde a montagem do percurso até a movimentação dos carrinhos. Também gostei da parte de mídia e som”, afirmou ela, citando a obra “Interactive Chalk Cars. “Vou voltar com o meu sobrinho, que veio o ano passado e adorou. Vale muito a pena visitar o File!”

Graciete Carneiro foi pela primeira vez ao File, por convite do filho, Caio, de 10 anos. Por morar perto da Avenida Paulista, a mãe conta que, todos os anos, Caio espera, ansioso, pela abertura da exposição. “Depois que abre o File, ele vem quase todos os dias”, contou.

“Eu gosto da exposição e também dos jogos”, disse Caio, que também destacou a obra “Interactive Chalk Cars”. “Quero voltar outras vezes esse ano.”

O animador Theodoro Condeixa chegou tarde para visitar a exposição, que já estava fechada, mas aproveitou para interagir com o File Led Show, obra interativa exposta na Galeria Digital, a partir das 20h. “Achei o painel muito interessante, com possibilidades de interação bem inovadoras”.

Junto com Theodoro, a argentina Julieta Regazzoni também usou o microfone colocado na Paulista, em frente ao edifício da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para interagir com os grafismos da Galeria Digital Sesi-SP. “A Paulista é meu lugar favorito de São Paulo. Amanhã, voltarei para visitar a exposição toda.”

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Na fachada do prédio da Fiesp, mais uma obra interativa: o File Led Show. Foto: Mauren Ercolani

Serviço

Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File 2013)
Período: De 23 de julho a 1º de setembro
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1313)
Programação: http://www.sesisp.org.br/cultura/exposicao/file-14-edicao.html

Robótica, tecnologia e interatividade são os destaques da 14ª edição do File

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Incentivar a inovação e a criatividade na arte e tecnologia é a proposta do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, o File, aberto nesta segunda-feira (22/07) para convidados, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. É a 14ª edição do evento, o maior da arte digital do Brasil e um dos mais importantes do mundo. A abertura oficial para o público acontece nesta terça-feira (23/07).

O File reúne projetos de instalações, animações, games, aplicativos e música eletrônica, vindos de diversos países. Na abertura do evento, o grupo francês 1024 Arquitetura, apresentou a performance “Crise”, em que os dois integrantes usaram instrumentos musicais, luzes, música eletrônica e um cenário de papelão.

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O grupo francês 1024 Arquitetura apresentou a performance "Crise" na abertura do File. Foto: Mauren Ercolani

Obras e artistas

Cerca de 400 obras estão expostas nos vários espaços do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, além da Galeria Digital e a estação do metrô Trianon-Masp. Como já aconteceu em outras edições, a interatividade é a característica mais marcante do File, que também traz, a cada ano, tecnologias de ponta como ferramenta para a expressão artística.

A obra “Heart Pillow”, de Bernardo Schorr, é um sensor que capta e reproduz os batimentos cardíacos por meio da leitura do dedo de uma pessoa e transmite para um travesseiro. “A obra surgiu da busca de formas de fazer interações afetivas e comunicar coisas que não podem ser ditas, tem que ser sentidas, como amor e amizade”, explicou o artista. “O sensor e o travesseiro estão na mesma sala, mas poderia estar um no Brasil e outro na China, ou qualquer outra distância.”

Como artista,  Schorr participa pela primeira vez do File, mas há 10 anos acompanha o evento como visitante. “Tinha 16 anos quando conheci o File. A exposição, os artistas, a curadoria, tudo é de altíssima qualidade. É muita sorte termos uma exposição como essa no Brasil e de graça”, diz o designer que atualmente mora em Nova York.

“Fala” é a instalação de Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti. Formada por 40 aparelhos celular que falam 20 idiomas diferentes, a obra tem um microfone que faz a interface entre o público e as máquinas, que criam uma conversa. “Nosso trabalho veio de uma pergunta: quando as máquinas começarem a falar, qual será a língua delas? Como trazer a linguagem das máquinas para a escala humana?”, contou Rejane.

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"Martela", uma das obras do File 2013. Foto: Mauren Ercolani


Outra obra que chamou muita atenção dos visitantes é “Martela”, de Ricardo Barreto e Maria Hsu. Em formato de cama, é formada por 27 motores. Cada um deles é uma unidade tátil, que tocam o corpo de quem deita de várias formas e intensidades. “Queremos que a pessoa tenha uma fruição estética por meio do tato, na contra-mão da hegemonia da visão e da audição na arte”, disse Maria.

Essas e outras obras estarão em exposição até o dia 1º de setembro. Para ver a programação completa do File em todos os espaços, consulte o site do Sesi-SP Cultura.

Serviço
Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File 2013)

Período: De 23 de julho a 1º de setembro
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1313)
Programação: http://www.sesisp.org.br/cultura/exposicao/file-14-edicao.html

File 2013 começa no dia 23/07, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso

Agência Indusnet Fiesp

Falta pouco para a capital paulista sediar o principal evento de arte e tecnologia do Brasil. Entre os dias 23 de julho e 1º de setembro, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), realiza a 14ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File). A programação vai ocupar quatro espaços no prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na Avenida Paulista. Todos dentro do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso:  a Galeria de Arte, Galeria de Arte Digital Sesi-SP (que consiste na fachada do edifício), o Espaço Fiesp I e o Espaço Mezanino. Isso além da estação Trianon-Masp do metrô, localizada em frente ao prédio. E o que é melhor: toda a mostra terá entrada gratuita.

Uma das principais novidades desta edição do evento é o chamado File Led Show. Do que se trata? De uma obra interativa do grupo francês 1024 architecture a ser exibida na Galeria de Arte Digital Sesi-SP, ou seja, na fachada do prédio na Paulista. A ideia é que os visitantes usem a voz para alterar as imagens exibidas. E promete ser uma das atrações mais comentadas da mostra.

Haverá ainda instalações e obras diversas reunindo arte e mídias eletrônicas. Os trabalhos serão organizados em divisões como File Instalações Interativas, File Games, File Maquinema, File Anima+, File Tablet, File Media Art, File Metrô, File Hipersônica e o File Led Show. Haverá ainda simpósios e workshops sobre temas variados, como, por exemplo, dinâmicas de conservação da arte contemporânea e computação não convencional nas artes.

Instalação Cloud Pink: visitantes poderão tocar em nuvens num painel. Foto: Divulgação

Instalação Cloud Pink, do File 2013: visitantes poderão tocar em imagens de nuvens num tecido. Foto: Divulgação

Entre os destaques das obras interativas, têm tudo para fazer sucesso instalações como a Cloud Pink (nuvem rosa, numa tradução livre), dos artistas Hyunwoo Bang e Yunsil Heo, da Coreia do Sul, na qual os participantes podem tocar em nuvens cor de rosa projetadas num tecido suspenso no ar. Vale a pena prestar atenção também no Monkey Business (negócio/assunto de macaco, numa tradução livre), de Ralph Kistler e Jan M. Sieber, da Espanha, na qual um macaco de brinquedo reage aos movimentos dos visitantes.

No File Anima será exibido o Attraction (Atração), o primeiro anime interativo do mundo, uma produção da França, Japão e Brasil. Entre muitas outras opções.

Quem gosta de jogos não pode perder games como o 140, de Jeppe Carlsen, e Machinarium, do estúdio Amanita Design.

Caso venha para a Paulista de metrô, o visitante poderá ver ainda a instalação interativa Corpo Digitalizado, da brasileira Juliana Cerqueira. Com a obra, será possível digitalizar o próprio corpo em diferentes posições, podendo ver o resultado em monitores de TV.

Detalhe do anime Attraction, destaque do File Anima+, dentro do File. Foto: Divulgação

Detalhe do anime Attraction, destaque do File Anima+, produção do Brasil, França e Japão. Foto: Divulgação


Para saber mais sobre o File 2013, só conferir a programação no site do Sesi – SP. Ou na própria página do evento. Confira também imagens das principais atrações no nosso Flickr:

Serviço

Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File 2013)
Período: De 23 de julho a 1º de setembro
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1313)
Programação: http://www.sesisp.org.br/cultura/exposicao/file-14-edicao.html

File abre inscrições gratuitas para simpósios e workshops

Agência Indusnet Fiesp

De 23 a 26 de julho, artistas e pensadores apresentarão panoramas sobre produção estética da arte eletrônica em simpósios e workshops organizado pelo Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File) no Centro Cultural Fiesp-Ruth Cardoso. Também participam dos debates artistas, teóricos e pesquisadores brasileiros e estrangeiros do tema cultura digital.

Principal evento de arte e tecnologia do Brasil, a 14ª edição do File, realizado entre 23 de julho e 1º de setembro pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), vai ocupar  quatro espaços no prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Todos dentro do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso:  a Galeria de Arte, Galeria de Arte Digital Sesi-SP (que consiste na fachada do edifício), o Espaço Fiesp I e o Espaço Mezanino. Isso além da estação Trianon-Masp do metrô, localizada em frente ao prédio. E o que é melhor: toda a mostra terá entrada gratuita.

 Veja programação do File Symposium 

Workshops

Sala de Ensaios – 23  a 25/07 – 10h30 às 14h30
Botaniq – Conservação de Arte através da Experiência do Interator – Brasil
A oficina “Conservação de Arte através da Experiência do Interator” é aberta a pessoas de diversas disciplinas e não requer conhecimento prévio sobre arte, ilustração nem habilidades com artes visuais.Os participantes da oficina irão explorar a melhor maneira de documentar obras de arte/performances baseados em suas próprias experiências.

Espaço Mezanino – 23 e 24/07 – 10h30 às 14h30
Isabel Paiva – PaperBots Workshop – Portugal
O PaperBot é um pequeno dispositivo construído com LEGO Mindstorms, que reage ao movimento ou à presença, movimentando dobraduras de papel. Sua construção combina um cálculo digital e físico, isto é, as propriedades cinéticas de um material de baixa tecnologia – a memória das dobras do papel – com alta tecnologia e ativadores mecânicos – como os encontrados nos LEGO Mindstorms e na plasticidade do código. Em meu workshop de dois dias no FILE vou ensinar como construir PaperBots.

Espaços Mezanino – 25 e 26/07 – 10h30 às 14h30
Víctor Mateo Carabajal – Oficina de Percussão Atari Punk – Brasil | Brazil
Construção de um instrumento de percussão eletrônica com base no APC (Atari Punk Console).Exploração de controle de tensão em um APC. Exemplos: Sequencer, outros sinais de controle, sensor de batimento cardíaco como LFO. Geração de escalas pitagóricas com o APC.

Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File 2013)
Período: De 23 de julho a 1º de setembro
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1313)
Programação: http://www.sesisp.org.br/cultura/exposicao/file-14-edicao.html

Estação do metrô também terá obra do File

Agência Indusnet Fiesp

Quem passar pela estação do metrô Trianon-Masp, de 23 de julho a 11 de agosto, poderá ver uma das obras do File, a mais importante exposição de arte digital do Brasil. A mostra é promovida pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e vai ocupar quatro espaços do prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista.

Na estação do metrô que fica em frente ao prédio da Fiesp, estará a instalação interativa “Corpo Digitalizado”, da artista brasileira Juliana Cerqueira. Por meio dela, o público poderá digitalizar seu corpo nas mais diferentes posições e depois vê-lo pelos monitores de TV.

A instalação "Corpo Digitalizado" ficará exposta na estação Trianon-Masp. Foto: Divulgação

A instalação "Corpo Digitalizado" ficará exposta na estação Trianon-Masp. Foto: Divulgação

Todas as exposições, workshops e outros eventos do File serão gratuitos. Para ver a programação completa, consulte o site do Sesi-SP Cultura.


FILE Metrô L
Local: Estação Trianon-Masp
Data e horário: de 23 de julho a 11 de agosto de 2013 (segundas, das 11h às 20h; de terça a sábado, das 10h às 20h; e domingos, das 10h às 19h)
Livre para todos os públicos

Animação e games terão espaço exclusivo no File 2013

Agência Indusnet Fiesp

Curtas e longas metragens de animação e os games mais inovadores estarão em exposição em mais uma edição do File, maior evento de arte e tecnologia do Brasil, que começa no dia 23/07. Entre as diversas atrações da mostra, no Espaço Fiesp, estarão o File Anima+, com exibição de diferentes gêneros de animação, e o File Games, com jogos de estúdios independentes, produções de grandes desenvolvedores e instalações de vários países.

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Cena da animação interativa "Attraction", um dos destaques da programação do File 2013 . Foto: Divulgação


O destaque do File Anima+ é a animação interativa Attraction, uma produção do estúdio japonês 4º C, criado como parte de uma campanha antitabagismo. O filme, com duração de 10 minutos, conta a história de Hiro, Koichi e Ren, três adolescentes que vivem em Tóquio, no ano de 2050. Depois de algumas experiências, eles descobrem que crescer não é tão divertido quanto parece.

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Um dos cenários do game "Machinarium". Foto: Divulgação

No File Games, as atrações são o minimalista “140” e o jogo de aventura “Machinarium”. Desenvolvido pelo game designer de Limbo, “140” é um jogo desafiador, composto por plataformas com gráficos coloridos abstratos. Para superar os obstáculos controlados por uma trilha sonora eletrônica energética e melancólica, é necessário ter consciência rítmica.

Já “Machinarium” conta a história de um pequeno robô que foi expulso para um ferro-velho atrás de sua cidade e precisa voltar para enfrentar a Irmandade Black Cap e salvar sua namorada-robô. Com belos gráficos, diversos puzzles e mini-games, o jogador é levado a explorar a lendária cidade enferrujada.

A programação completa do File está disponível no site do Sesi-SP Cultura.


Serviço

FILE Anima+ e FILE Games
Local: Espaço Fiesp (Av. Paulista, 1313)
Data e horário: de 23 de julho a 4 de agosto, (segundas, das 11h às 20h; de terça a sábado, das 10h às 20h; e  domingos, das 10h às 19h)
Livre para todos os públicos

Última semana do File no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso

Agência Indusnet Fiesp

O Sesi-SP realiza, até 19 de agosto, a 13ª edição do File – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, maior encontro do país sobre arte digital. Com entrada gratuita, a exposição pode ser conferida na Galeria de Arte do Sesi, localizada no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, na avenida Paulista, 1313.


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Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti - Túnel (Brasi)

Iniciada no dia 17 de julho,  a extensa programação do File 2012 ocupou, além da Galeria de Arte, o Teatro do Sesi-SP, o Espaço Fiesp, o Espaço Mezanino, por onde já passaram mais de 47.400 pessoas.

As atrações também se espalharam por outros pontos da cidade, como o Museu da Imagem e do Som (MIS) e as estações Consolação e Trianon-Masp do metrô. E o público teve a oportunidade de conferir diferentes mídias eletrônicas, entre as quais animações, instalações interativas, aplicativos para tablets, games, performances, workshops, mesas-redondas, encontros com artistas internacionais e maquinemas (games produzidos com estética cinematográfica).

Saiba mais sobre a 13ª edição do File.

Serviço
File – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso
Endereço: Av. Paulista, 1313 (Metrô Trianon-Masp)
Informações: tels. (11) 3146-7405 / 7406
Classificação indicativa: livre
Entrada franca

Exposição (Galeria de Arte do Sesi-SP)
Data/horário: De 17 de julho a 19 de agosto de 2012 (de terça a sábado, das 10h às 20h; às segundas-feiras, das 11h às 20h; e aos domingos, das 10h às 19h)


Leia mais

Mais de 1.500 pessoas já visitaram o FILE no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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13ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica atrai gente de todas as idades.

O segundo dia do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), que acontece desde 17 de julho e vai até 19 de agosto, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso, foi muito movimentado.

Desde terça-feira (17/07), mais de 1.500 pessoas de todas as idades passaram pela Galeria de Arte do Sesi, para conhecer e interagir com trabalhos de artistas de diversas partes do mundo.

Por motivos de segurança, a Galeria comporta simultaneamente no máximo 140 pessoas, de forma rotativa. E mesmo com uma grande fila, as pessoas aguardaram pacientemente a vez de entrar. Entre o público estavam estudantes em férias escolares, pessoas que trabalham na região da avenida Paulista e aposentados acompanhando seus netos – fato que evidencia o File como uma atração para todas as idades.

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Segundo dia do File atraiu mais de 1.500 pessoas ao Centro Cultural Fiesp - Ruth Cardoso

A estudante de Farmácia Diana Reis, de 26 anos, ficou sabendo do File pelos telejornais. E gostou do que viu. “Achei o evento inovador e gostei bastante dos quadros com retratos clássicos”, afirmou Diana, em referência à instalação Videomatón, dos espanhóis Mar Canet e Carles Gutierrez. Na obra, os rostos pintados originais são substituídos pelos rostos do público, explorando os movimentos faciais.

Arte em família

Outra estudante, Maria Julia, de apenas 13 anos, encontrou diversão durante a visita ao File. Ao lado dos pais e da irmã, a mineira de Uberlândia aproveitou as férias em São Paulo para conhecer com atrações interativas até então inéditas para ela. “É uma maneira descontraída de ver a arte porque nos museus é um pouco chato, e aqui é ao contrário”, avaliou a jovem.

A mãe de Maria Julia, a professora de artes Valdilena Silva Campos, fez coro com a filha e elogiou a interação coletiva. “Acho que o File quebra a distância que se tem da arte ‘intocável’, e a intervenção digital na arte clássica atrai os mais jovens. É o mundo deles hoje”, completou.

Para todas as idades

Para Beth Sachs, o File é uma manifestação artística diferente. “Aqui não ficamos só olhando para o ‘quadro’, podemos participar dele”, comentou a visitante de 82 anos.

Embora não ofereça espaço exclusivo para crianças, o File também atrai os pequenos. É o caso do Buildasound. A instalação da espanhola Monika Rikic traz um jogo de blocos que produzem sons quando montados. Já em outro espaço, uma mesa com 10 iPads contendo jogos lúdicos e de aventura fazem a alegria do público mirim.

Serviço

File – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso
Endereço: Av. Paulista, 1313 (Metrô Trianon-Masp)
Informações: tels. (11) 3146-7405 / 7406
Classificação indicativa: livre
Entrada franca

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Interatividade e diversidade tecnológica marcam a 13ª edição do File

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Interatividade e muita diversão. Esta é a proposta da 13º edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), aberta gratuitamente ao público a partir desta terça-feira (17/07), no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Av. Paulista, 1313, capital), além do Museu da Imagem e do Som (MIS) e das estações do metrô Trianon-Masp e Consolação, também na Av. Paulista. E que tem tudo para superar o sucesso das edições precedentes, a julgar pela presença do público já na abertura oficial da exposição.

Pouco mais de duas horas depois, a organização do File registrou a passagem de mais de 300 pessoas pelo Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. Entre elas crianças, empresários e estudantes, como o universitário Diego Marchetti, que visitou a feira pela primeira vez e ficou impressionado: “Achei tudo muito interessante. A distribuição das atrações e a forma como feira foi montada facilita a interatividade”.

Diferente das tradicionais exposições de arte, em que o visitante não pode tocar nas peças, o File estimula a participação do público por meio de instalações interativas, games, animação, maquinemas e músicas eletrônicas, repleto de cores, luzes e sons que despertam as mais diversas sensações.

Entre as inúmeras atrações, destaca-se o “Túnel” – Rejane Catoni e Leonardo Crescenti (Brasil), uma escultura cinética e interativa, composta por 92 pórticos que se desalinham em função da posição da massa corporal. Outra obra que chama a atenção o público é o “Efecto Mariposa” – Patrício Gonzales Vivo (Argentina), que proporciona aos visitantes a simulação de um ecossistema na superfície de um cenário de cinzas vulcânicas em tempo real.

A obra interativa despertou o interesse da filha da fonoaudióloga, Elisa Sakata, para quem o File é uma excelente opção de lazer e entretenimento durante o período de férias escolares: “Os projetos aguçam a curiosidade das crianças, fazendo com que elas entendam os avanços na área de tecnologia e possam ter esta vivência”.

A artesã Maria Paula também se impressionou com as atrações deste ano: “Visitei a exposição do ano passado e confesso que esta edição superou as minhas expectativas. É maravilhosa! Meu filho de oito anos ficou sabendo da abertura e pediu para vir. Ele também quer interagir com as obras e vivenciar as novas tecnologias que possibilitam várias formas de arte”, contou.

A exposição do File ficará em cartaz no Centro Cultura Fiesp –Ruth Cardoso até o dia 19 de agosto.

Acompanhe a programação completa do Festival no site