Para viajar no tempo e relaxar entre clássicos, musas e figurinos

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Não é preciso ter interesse especial por moda ou por cinema para gostar de 101 filmes para quem ama moda, escrito pela jornalista Alexandra Farah e publicado pela Senai-SP Editora, do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo. Por reunir tantos bastidores, fotos de encher os olhos e lembranças de bons momentos da sétima arte, a leitura flui e informa de forma leve, divertida.

Dividido em quatro blocos temáticos (Estilistas, Documentários, Cinema Brasileiro e Musicais), o livro faz um passeio por épocas variadas, citando os mais diferentes estilos e propostas de figurinos.

Começando pelos estilistas, estão lá, entre outros, Coco Chanel, Hubert de Givenchy e Yves Saint Laurent.

Na obra, ficamos sabendo que Chanel reclamava que as atrizes eram “enfeitadas demais”. E que a revista The New Yorker escreveu que “Chanel faz uma mulher parecer uma mulher, e Hollywood quer que uma mulher pareça duas”. De todo modo, a francesa assinou os figurinos de Esta noite ou nunca, A Regra do Jogo e Ano passado em Marienbad.

Dono eterno da admiração dos fashionistas por ter vestido Audrey Hepburn em clássicos como Sabrina e Bonequinha de Luxo, Givenchy encheu os olhos do mundo com clássicos como o tubinho preto e a combinação de calça justa com sapatilha. Simples e chique demais.

Já Saint Laurent assinou trabalhos do porte de A Pantera Cor de Rosa e A Bela da Tarde, esse último um clássico com Catherine Deneuve linda e jovem no papel da mulher que, entediada no casamento, se prostituía escondida do marido.

No item documentários, há indicações de filmes que inclusive trazem críticas à indústria da moda, como O Verdadeiro Custo, que denuncia algumas práticas da chamada fast fashion, produção em série de roupas em escala semanal, com peças produzidas em países pobres e em condições desumanas de trabalho.

Made in Brazil

Entre as produções locais destacadas no livro, estão películas como O Cangaceiro, com figurinos de ninguém menos que o artista plástico Carybé. Uma informação luxuosa e desconhecida por muita gente que viu o filme. Para que a equipe de gravação pudesse visualizar a posição das peças em cena, ele fez uma série de desenhos cenográficos que mostravam os cenários, um trabalho apurado de produção.

Vai mais uma referência clássica aí? Em Todas as mulheres do mundo, declaração de amor de Domingos de Oliveira à musa Leila Diniz, algumas das peças saíram do acervo pessoal da atriz, como o biquíni de Maria Alice e o tubinho branco.

Para fechar, dicas de musicais muito fashion, como Entre a Loira e a Morena, estrelado pela diva Carmem Miranda e seus turbantes, e Os homens preferem as loiras, com ninguém menos que Marilyn Monroe brilhando de tomara que caia rosa e cantando que os diamantes são os melhores amigos de uma garota.

Diversão garantida ou o seu ingresso de volta.

O livro da Senai-SP Editora com dicas de filmes para quem ama moda: leitura leve e repleta de bastidores. Reprodução: Everton Amaro/Fiesp

Teatro do Sesi-SP: acervo de 50 anos de figurinos é organizado para ser aberto ao público

Isabela Barros

As luzes do teatro já se apagaram e a plateia está em silêncio. Cortinas abertas, o palco vai sendo iluminado e a primeira impressão que se tem do espetáculo é, além da trilha sonora, o brilho da roupa que os atores surgem em cena usando. Para perpetuar esse encantamento, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) está organizando o seu acervo de figurinos. Assim, a memória dos 50 anos do Teatro do Sesi-SP poderá ser contada a partir de saias, vestidos, bordados, chapéus, um trabalho que tem como objetivo expor esses itens ao público mais adiante.

Além disso, esses materiais também podem ser vistos no livro Figurinos – Memória dos 50 anos do Teatro do Sesi-SP, organizado pelo cenógrafo e figurinista J.C. Serroni e publicado pela Sesi-SP Editora. Na obra, é possível acompanhar fotos dos figurinos de 41 peças e um perfil dos profissionais responsáveis por eles. O espetáculo mais antigo registrado é Caprichos do Amor e do Acaso, de 1964, e o mais recente é O Homem de La Mancha, atualmente em cartaz.

Responsável pela organização do acervo no Sesi-SP, o agente de Atividades Culturais Leonardo Candido da Silva conta que esse trabalho começou nos bastidores, com funcionários do Teatro do Sesi-SP abrindo as caixas de roupas lá guardadas. Em 2010, esse material começou a ser separado e enviado para o Centro de Atividades (CAT) da instituição na rua Catumbi, no Belenzinho, em São Paulo.

Ao centro, peça vermelha da peça "Caprichos do amor e do acaso". À direita, camisola de "A Falecida" e, à equerda, figurino de "Lampião e Lancelote". Ao fundo, vestidos de “Clarão nas estrelas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Em 2014, teve início a identificação e a higienização dos figurinos, agora dispostos em araras e cabides. “Temos um acervo de 5 mil peças entre roupas e acessórios”, diz Silva.

Ele explica que foram consultados os programas dos espetáculos para saber a quais deles os figurinos pertenciam. Uma garimpagem que exigiu e exige ainda toda a atenção. “Alguns vestidos apareciam volumosos nas fotos devido às saias colocadas por baixo”, afirma Silva. “Mas, no nosso acervo, sem essas saias, deram trabalho para serem identificados”.

A ideia é, no futuro, disponibilizar esses materiais para consulta pública. “Podemos ser uma referência para figurinistas e profissionais de moda, por exemplo”.

Para isso, está sendo reformada uma sala onde essas peças ficarão expostas. E isso a partir de uma série de cuidados, como o controle da entrada de luz e ventilação especial, com ar condicionado.

Vestidos de diferentes montagens de "A Falecida", de Nelson Rodrigues. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Há mais de um ano vivendo entre vestidos, saias e itens de época, Silva conta que tem um carinho especial pelas peças usadas em O Avarento, de 1966. “Foram as primeiras roupas que eu consegui identificar”, diz.

Os figurinos de O Mambembe também foram destacados. “São muitas peças coloridas, brilhantes, bem feitas”, explica Silva.

Referência nacional

O capricho nas produções a que o agente de Atividades Culturais se refere também é citado pelos figurinistas que já trabalharam em produções exibidas no Teatro do Sesi-SP. “O Sesi-SP talvez seja a instituição, no Brasil, onde há mais incentivo à qualidade das peças, o acabamento é sempre de primeira linha”, afirma o produtor geral da peça Menor que o mundoe diretor da Companhia Cênica Nau de Ícaros, Marco Vettore.

O livro com o registro dos figurinos do Teatro do Sesi-SP: memória. Foto: Reprodução

Produtor de Lampião e Lancelote, Edinho Rodrigues conta que o espetáculo venceu vários prêmios na categoria figurino, entre os quais o Bibi Ferreira em 2013 e o Femsa  de Teatro em 2014. Algumas das roupas inclusive estão registradas no livro publicado pela Sesi-SP Editora.

“As vestimentas do núcleo do cangaço foram muito elogiadas pela fidelidade ao visual dos cangaceiros”, explica Rodrigues. “Além disso, os tons de cobre e prata, com muitos bordados, fizeram a diferença no palco”.

Segundo ele, detalhes assim, pensados com toda a atenção, são uma marca das produções do Teatro do Sesi-SP. “O cuidado é grande com tudo: figurino, cenário, som e assim por diante. Quem trabalha no Sesi-SP tem qualificação, sabe exigir dos artistas”, conta. “Tenho muito orgulho de fazer parte dessa memória”.

 

‘A Madrinha Embriagada’: musical em cartaz no Centro Cultural Fiesp é elogiado em crítica da Folha de S. Paulo

Agência Indusnet Fiesp

O jornal Folha de S. Paulo, publicou, nesta quinta-feira (05/12), no caderno Ilustrada, crítica elogiosa ao musical “A Madrinha Embriagada”, em cartaz no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista, e financiado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). A peça foi adaptada e dirigida por Miguel Falabella a partir do espetáculo canadense “The Drowsy Chaperone”.

Em seu texto, o crítico Marcio Aquiles destaca o tom de paródia da trama e afirma que “Falabella se sai bem ao transpor a história para São Paulo. Adapta nomes e lugares, brinca com sotaques paulistas e regionaliza o enredo sem fazê-lo perder o charme”.

Os figurinos, assinados pelo estilista Fause Haten, também mereceram elogios: “O belo figurino de Fause Haten tem trajes femininos com silhuetas tubulares e cós baixo, fidedignos ao vestuário do final da década de 1920”.

Cena de “A Madrinha Embriagada”: peças leves e femininas, que lembram lingerie. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Cena de “A Madrinha Embriagada”: peças leves e femininas, típicas dos anos 1920. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

E isso não foi tudo: o elenco também foi destacado. “Além de técnica vocal, o elenco tem versatilidade. Frederico Reuter canta, dança, sapateia e anda de patins. Cleto Baccic destaca-se com uma interpretação hilária para Aldolpho, conquistador argentino cheio de trejeitos.”

Para ler a crítica completa, só clicar aqui.

“A Madrinha Embriagada” é um musical sobre o amor aos musicais, sendo conduzido pelo “Homem da Poltrona”, o narrador da história. A trama se passa os anos 1920, com todo o charme da época.

Ficou com vontade de ver? Pois saiba que o espetáculo é gratuito. A reserva on-line deve ser feita no site do Sesi-SP pelo link http://www.sesisp.org.br/meu-sesi

Os ingressos para o mês seguinte são sempre disponibilizados a partir do dia 20 do mês anterior. O sistema será utilizado ao longo das 325 apresentações agendadas para a temporada. A última apresentação está programada para 29 de junho de 2014.

Além disso, há sempre 50 ingressos disponíveis para quem quiser retirar na hora. Entradas não retiradas até 15 minutos antes do espetáculo também são liberadas para quem estiver na fila.

Serviço

‘A Madrinha Embriagada’
Dias e Horários: Quartas, quintas e sextas, às 21h. Sábados às 16h e 21h. Domingos às 21h.
Local: Teatro do Sesi-SP – Avenida Paulista 1313, São Paulo.
Telefone: (11) 3146-7405
Reservas pelo site: http://www.sesisp.org.br/meu-sesi
Grátis