Foto: Prédio da Fiesp é um dos destaques de vídeo da Fifa sobre São Paulo

Agência Indusnet Fiesp 

Um dos símbolos da capital paulista, o prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), é destaque no vídeo preparado pela Fifa TV, da Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa), sobre a maior metrópole brasileira, uma das sedes do mundial em 2014.

Para conferir o material na íntegra, só clicar aqui.

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O prédio da Fiesp destacado na apresentação de São Paulo feita pela Fifa TV. Foto: Reprodução

‘Se trata de colocar os estádios a serviço das pessoas’, diz diretor da Fiesp em seminário

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Aconteceu na tarde desta terça-feira (25/02) o encerramento do 2º Seminário Geral de Segurança para a Copa do Mundo Fifa 2014, no Teatro do Sesi São Paulo. O evento contou com a participação do diretor do Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das  Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Ricardo Franco Coelho.

“Foram estabelecidas as políticas operacionais, funcionais e institucionais, com um grande desafio de governança, que exige forte integração entre todos os participantes”, disse. “Isso de modo tal que as competências sejam preservadas, mas que o público e os convidados enxerguem um único processo”, avaliou.

Para ele, a análise conjunta dos planos desenvolvidos para as diferentes cidades-sede é uma importante ação de integração. “Os princípios, práticas e conceitos aplicados no planejamento da segurança desse grande evento representam uma consolidação, pela entidade organizadora, das melhores práticas internacionais”.

Coelho: “Foram estabelecidas as políticas operacionais, funcionais e institucionais”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Coelho: “Foram estabelecidas as políticas operacionais, funcionais e institucionais”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Coelho acredita que essas práticas estão em uso em inúmeras instituições públicas e privadas no Brasil, mas sua aplicação nem sempre é cotidiana. “A Copa coloca tudo isso na mesa, diante dos tomadores de decisão, como condição para a estruturação inteligente de grandes ações”, destacou.

Na visão do diretor do Deseg há um paralelo entre a Copa de 2014 e as escolas do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). “Nas ações educacionais do Sesi-SP, o que está em jogo não é colocar as crianças na escola, mas sim colocar a escola a serviço da criança”, explicou. “Com relação à Copa, não se trata de colocar pessoas nos estádios, mas sim de colocar os estádios a serviço das pessoas, mantendo como política as ações de planejamento, organização, mobilidade e segurança desenvolvidas nessa grande jornada”, ponderou.

Ao finalizar, Coelho aconselhou: “A vida é um grande evento. Como estratégia sem ação não é nada, mãos à obra”.

O seminário na Fiesp: debate sobre a necessidade de integração das ações de segurança para a Copa. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O seminário na Fiesp: debate sobre a necessidade de integração das ações de segurança para a Copa. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Também presente na cerimônia, o gerente geral de Segurança do Comitê Organizador Local (COL), Hilário Medeiros, agradeceu à Fiesp pela oportunidade de realização do evento. E falou sobre os próximos passos, fazendo um balanço positivo sobre o encontro. “O chamado padrão Fifa de Copa, no Brasil, vai ser um modelo de integração, profissionalismo e alegria”, encerrou.

Fiesp recebe 2º Seminário Geral de Segurança para a Copa do Mundo da Fifa

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebe, nesta segunda e terça-feira (24 e 25/02), em sua sede, na capital paulista, o 2º Seminário Geral de Segurança para a Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014. O evento é um fórum de debates sobre a preparação do país para o Mundial de futebol no que se refere à segurança, com a presença de autoridades e representantes da organização do torneio.

Na abertura do seminário, na manhã desta segunda-feira, o diretor-titular do Departamento de Segurança  (Deseg) da Fiesp, Ricardo Lerner, representou o presidente da entidade, Paulo Skaf. “A Fiesp já vem desenvolvendo ações, eventos e seminários sobre segurança com o objetivo de ampliar conhecimentos e promover a troca de experiências na área”, afirmou.

Segundo Lerner, segurança e mobilidade são dois fatores importantes para a realização de qualquer evento. “Vejo aqui o planejamento e a gestão prevalecendo”, disse. “Os jogos da Copa serão um grande acontecimento para o país”.

A solenidade de abertura do seminário sobre segurança na Copa do Mundo no Brasil. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A solenidade de abertura do seminário sobre segurança na Copa do Mundo no Brasil. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014, José Maria Marin destacou a importância da integração para garantir a tranquilidade de brasileiros e turistas durante o evento. “Há um total entrosamento entre os setores para a segurança na Copa”, explicou. “Não precisamos apenas de uma grande equipe de futebol e de arenas modernas para organizar um grande evento, mas de segurança para oferecer a paz necessária a todos”.

Prioridade nas Forças Armadas

Para o coordenador das Forças Armadas para Grandes Eventos no Ministério da Defesa, general Jamil Megid Junior, a organização da Copa do Mundo é uma “prioridade” hoje nas Forças Armadas. “Nosso cronograma está em dia”, explicou. “Os novos equipamentos já foram testados na Copa das Confederações e teremos treinamentos em março e abril para estarmos prontos em maio”.

Autoridades de segurança discutem ações para a Copa na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Será realizado, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista,  nos dias 24 e 25 de fevereiro, o 2º Seminário Geral de Segurança para a Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014.

O evento contará com a presença do presidente do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo da Fifa, José Maria Marin, do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, de representantes dos ministérios da Justiça, Defesa e Esporte e do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (Abin).

Serão apresentados os planos de segurança para a competição desenvolvidos pelo comitê e órgãos de  segurança pública e  de defesa, tanto em nível nacional como nas sedes, além das ações de inteligência. Algumas áreas funcionais do Comitê Organizador Local também apresentarão seus planos operacionais.

“O evento servirá para mostrar aos envolvidos na segurança da Copa do Mundo da Fifa, como o COL e as instituições envolvidas planejam suas operações. Será uma grande oportunidade para que as áreas operacionais se conheçam e integrem suas ações”, afirma Hilário Medeiros, gerente geral de segurança do comitê.

Fifa não pode impor restrições ao plano de segurança do País para Copa, diz Ben Groenewald

Alice Assunção, Agência Fiesp Indusnet 

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Major-general Ben Groenewald, da Polícia da África do Sul

Para um evento seguro é necessário que o país anfitrião mantenha sua própria legislação, mesmo que exigências de alterações no modelo partam da Fifa, afirmou o major-general Ben Groenewald, da Polícia da África do Sul, que foi alto membro da Comissão de Segurança da Copa do Mundo 2010.

“A Fifa é um comitê muito exigente. Os regulamentos da Fifa não podem obrigar mudanças porque são, na verdade, diretrizes”, disse Groenewald ao participar como palestrante do Congresso de Segurança Brasil São Paulo 2011, nesta segunda-feira (12), na Fiesp.

Ele alertou que o governo e outros setores envolvidos na estratégia de segurança da Copa do Mundo 2014 devem agir contra a imposição de regras por parte da Fifa. “Ouvi dizer que a Fifa está alterando suas normas. É importante que o governo e outros segmentos se aliem para evitar regulamentos que restrinjam ações de segurança.”

Segurança Privada

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General Luiz Guilherme Paul Cruz, 5º subchefe do Estado-Maior do Exército

O general Luiz Guilherme Paul Cruz, 5º subchefe do Estado-Maior do Exército e Force Commander da Missão de Estabilização da ONU na Haiti (Minustah), que também participa do Congresso de Segurança da Fiesp, acrescentou que, para a Copa 2014, é necessária a criação de regras que definam um padrão de treinamento por parte de empresas particulares de segurança.

Em sua experiência com a Copa 2010 na África do Sul, o major-general Ben Groenewald notou despreparo dos agentes de segurança privada.

“Há regras definidas pela instituição que vai liderar o processo de segurança que podem facilitar o treinamento dessas organizações privadas. Pode ser criado o mecanismo que facilita, mas não cabe a eles [instituição] executar esse treinamento, pelo simples fato de que seria algo fora da sua missão final”, disse Paul Cruz.

Planejamento estratégico

O planejamento estratégico de segurança da Copa 2014 deve ser baseado no marco legal do país, no cenário previsto pelas instituições envolvidas no processo e nas ações táticas previstas, afirmou o general Paul Cruz.

Ele usou como exemplo a missão que comandou no Haiti entre abril de 2010 e abril 2011, e conclui: “É impossível resolver questões de paz e estabilidade em um país sem um fortalecimento das estruturas politicas, sociais e econômicas”.