Semana da Infraestrutura da Fiesp discute nó logístico brasileiro e seus prejuízos

Agência Indusnet Fiesp 

Com o objetivo de propor soluções e eliminar esse problema que há anos carece de planejamento, que afeta em cheio a competitividade do Brasil, a Semana de Infraestrutura (LETS), evento promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), discutirá o tema: “Caos Logístico e o Acesso ao Porto de Santos”. O encontro, que unifica os tradicionais eventos anuais da Fiesp sobre infraestrutura, ocorrerá de 19 a 22 de maio, das 8h30 às 18h30, no Hotel Unique, em São Paulo.

“O Porto de Santos tem papel relevante na movimentação de contêineres, granéis sólidos e líquidos, produtos químicos e agropecuários. Responsável por mais de 25% da movimentação total da balança comercial brasileira, é o mais importante do país. Apesar da sua relevância, o crescimento do porto não foi acompanhado pela ampliação das vias de acesso, fato constatado pelos constantes congestionamentos nas rodovias de acesso ao porto no último ano, principalmente no período de escoamento da safra agrícola”, afirma Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Infraestrutura da Fiesp.

O diretor defende uma novo modelo de transportes para o país. “O Brasil precisa modificar sua matriz de transportes. Há décadas estamos estagnados na construção de terminais portuários e berços de atracação de navios. O país não pode mais conviver com a falta de planejamento. Precisamos de portos, ferrovias, rodovias que se integrem, que sejam de fato eficientes e que contribuam para o crescimento do país”, argumenta.

Um estudo realizado pelo Centro de Inovação em Logística e Infraestrutura Portuária da Universidade de São Paulo (USP), sobre o futuro do Porto de Santos, mostra que em 2024 a previsão é que se movimente 195 milhões de toneladas, podendo chegar a 229,7 milhões em uma previsão otimista. Daqui a 11 anos, seria fundamental que a participação das ferrovias no transporte das cargas chegasse a 61%, contra os atuais 15%.  O modal ferroviário, que seria uma alternativa, ainda é insuficiente. “No transporte ferroviário, a ampliação do acesso ao porto de Santos, o Ferroanel, que é um projeto feito na década de 50 e que liga o norte ao sul do País, e o trem bala, não saem do papel”, critica Cavalcanti.

Em fevereiro deste ano, a Secretaria de Portos (SEP), Ministérios dos Transportes e Agricultura e Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) aplicou medidas no Porto de Santos com o objetivo de reduzir filas e evitar problemas durante o escoamento da safra agrícola. A principal delas é o agendamento da chegada de veículos, válida para todos os tipos de cargas. Já para os caminhões que estiverem transportando grãos, além do agendamento, será necessário passar por pátios reguladores, onde os veículos aguardarão a chamada para deslocamento até o terminal portuário para descarga. O descumprimento das regras implica em multas que podem variar de R$ 1 mil a R$ 20 mil.

Após dois meses, um balanço realizado Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que é responsável pela fiscalização, mostrou que cerca de 20% dos motoristas ainda não cumprem as medidas. A principal causa das notificações acontecem porque os motoristas chegam fora do horário, e outro motivo é interrupção das vias públicas que prejudica o porto e a cidade.

Isto retrata que o agendamento dos caminhões apenas transferiu o problema da fila nas estradas para os pátios. “Falta planejamento público estratégico mais efetivo. É impossível que o porto de Santos, o maior da América Latina, tenha sua estrutura dependente da questão rodoviária. É preciso modificar a matriz de transportes no Brasil. A China, por exemplo não tinha infraestrutura portuária há 20 anos. Hoje, dos 20 maiores portos do mundo, 13 são chineses. Isso prova que a China só cresceu na taxa de 12% porque seu planejamento público foi estratégico e focou na logística, principalmente nos portos”, conclui Cavalcanti.

Para mais informações sobre a Semana da Infraestrutura (LETS) acesse: www.fiesp.com.br/lets

Serviço

Semana da Infraestrutura (LETS)
9º Encontro de Logística e Transporte
15º Encontro de Energia
6º Encontro de Telecomunicações
4º Encontro de Saneamento Básico
Data e horário: De 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jd Paulista – São Paulo


Fiesp e Firjan agora têm escritório conjunto em Brasília

Agência Indusnet Fiesp

Escritório Fiesp/Firjan em Brasília - Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira e Paulo Skaf. Foto: Junior Ruiz

Os presidentes Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (Firjan) e Paulo Skaf (Fiesp) inauguram escritório conjunto das entidades em Brasília. Foto: Junior Ruiz

As Federações das Indústrias dos Estados de São Paulo (Fiesp) e do Rio de Janeiro (Firjan), a partir de agora, irão dividir o mesmo escritório em Brasília (DF). O espaço conjunto foi inaugurado pelos presidentes das entidades paulista (Paulo Skaf) e fluminense (Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira) na noite de quarta-feira (05/12).

O endereço (Setor Comercial Norte, quadra 02 bloco A – Ed. Corporate Center sala 301)  já era ocupado pela Fiesp desde 2005, para viabilizar relações governamentais e institucionais da entidade na capital federal.

Com a chegada da Firjan, três profissionais da entidade fluminense juntam-se à equipe técnica da Fiesp, composta de 10 pessoas, no mesmo espaço, cujas salas da presidência e de reunião serão compartilhadas pelos dois presidentes. Além disso, as placas das duas entidades agora estarão afixadas lado a lado na porta de entrada principal.

MBA custeado pelas federações para diretores da rede estadual de ensino

Firjan/Agência Indusnet Fiesp

Na área de educação, Firjan e Fiesp criaram em conjunto um programa para qualificar, em até quatro anos, 100% dos diretores de escolas estaduais do Ensino Médio de São Paulo e Rio de Janeiro através do MBA em Gestão Empreendedora. Serão 3.800 escolas contempladas em São Paulo e 1.100 no Rio.

O custo total será de R$ 35 milhões em quatro anos. O objetivo é contribuir para a formação dos gestores no uso dos conhecimentos e ferramentas da gestão educacional, institucional e empresarial, tendo como base o desenvolvimento de conduta empreendedora. “Isso é uma revolução. Podemos mudar a qualidade de ensino nos nossos estados. Juntos, podemos mudar a história da educação brasileira”, declarou Eduardo Eugenio.

O MBA, semipresencial, tem atividades em ambiente virtual e encontros presenciais em todos os meses. Durante as aulas, são abordados estudos de caso, utilizadas linguagens eletrônicas (fórum, chat, quiz, wiki) e material em meio eletrônico e impresso. Os participantes recebem também indicação de bibliografia e links para material de apoio e aprofundamento.

Outra oferta das federações é estender o programa de iniciação à Nanotecnologia para alunos de escolas públicas. Serão 100 mil atendidos em até quatro anos, novamente com o custo – previsto em R$ 5 milhões – totalmente coberto pelas duas federações e realizado em escolas móveis.

Firjan e Fiesp lançam quinta-feira (1º/12) parceria para melhorar competitividade

Agência Indusnet Fiesp

Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) e Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) apresentam nesta quinta-feira (1º/12) um conjunto de propostas que envolvem ações nos segmentos de energia, educação, banda larga e logística. O objetivo é reduzir custos e aumentar a produtividade das empresas brasileiras, avançando, assim, na competitividade.

No encontro, que vai reunir 300 empresários do eixo Rio-São Paulo em um almoço aberto à Imprensa, os presidentes Paulo Skaf (da Fiesp) e Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (da Firjan) darão detalhes sobre a parceria.

Serviço
Evento: Parceria entre Firjan e Fiesp
Data/horário: 1º de dezembro de 2011, quinta-feira, às 12h30
Local: Firjan – Av. Graça Aranha, 1, 4º andar, Centro, Rio de Janeiro, RJ