Skaf obtém apoio de senadores para votar proposta que acaba com incentivos a importados

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, esteve nesta terça-feira (28) no Congresso Nacional onde convenceu os parlamentares a acelerar a votação da Resolução 72, em tramitação na casa.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544760040

O presidente Paulo Skaf (ao centro), com parlamentares em Brasília

De acordo com o presidente do Senado, José Sarney, a proposta deve tramitar em regime de urgência urgentíssima. Se aprovado, o projeto pode acabar com a chamada Guerra dos Portos, mecanismo de incentivo fiscal oferecido por alguns estados brasileiros no desembaraço de mercadorias importadas em seus territórios.

Skaf participou de reuniões com o presidente do Senado, José Sarney, com o líder do governo, Romero Jucá, e com lideranças partidárias como Renan Calheiros (PMDB) e Gim Argello (PTB). Após os encontros, nos quais esteve acompanhado de representantes de sindicatos de trabalhadores, Skaf explicou que a unificação das alíquotas de ICMS, contemplada na Resolução 72, vai ajudar a indústria brasileira a produzir mais e gerar mais empregos.

“Defendemos a cobrança unificada de 4% na origem e o restante no destino. Com essa alíquota, a margem para a concessão de benefícios fiscais fica reduzida e o Brasil inteiro sai ganhando. Não podemos aceitar que o produto importado entre em nosso país levando vantagem sobre o que é produzido aqui”, afirmou.

“Estamos atravessando um momento gravíssimo para a indústria. Hoje, de cada quatro produtos consumidos no Brasil, um é importado. Isso está nos levando a um processo de desindustrialização que ameaça o nosso desenvolvimento e os nossos empregos”, concluiu.

Para Skaf, as reuniões com os senadores foram muito positivas, pois serviram para esclarecer os parlamentares a respeito da urgência na aprovação da proposta que pode acabar com a Guerra dos Portos.

CBVE apresenta perfil do voluntariado empresarial

Agência Indusnet Fiesp,

Imagem relacionada a matéria - Id: 1544760040

Heloísa Coelho, secretária-exec. do CBVE

O debate Universidades, Responsabilidade Social Empresarial e Voluntariado, realizado nesta quinta-feira (25), foi um dos mais concorridos de toda a 4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp . A reunião, que aconteceu na sede da Federação das Indústrias, fechou o terceiro e último dia do evento.

O painel foi mediado por Simone Nascimento, diretora do Comitê de Responsabilidade Social (Cores), núcleo responsável pelo evento. Wanda Engel, presidente do Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial (CBVE), apresentaria o estudo inédito Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil II , mas não pode comparecer, e pediu à Heloísa Coelho, secretária-executiva do CBVE que a representasse.

Segundo Coelho, a pesquisa será realizada a cada dois anos, para monitorar a evolução do voluntariado nas empresas comprometidas e dar norte às ações. “As empresas estão percebendo que com o voluntariado empresarial a imagem delas melhora muito com o público interno e externo”, ressaltou.

De acordo com o estudo, empresas nas quais os diretores participam de projetos voluntários o número de funcionários que também colaboram nas atividades sobe, o que comprova a importância de se dar o exemplo. Além disso, afirmou a secretária, “atualmente as empresas valorizam mais a experiência em trabalho voluntário na hora de contratar novos colaboradores”.

A principal área de atuação do voluntariado empresarial no Brasil é a educação. Em 2007, 72% das empresas atuaram nessa área e, em 2010, a porcentagem saltou para 78,1. Esse dado mostra que as empresas estão em consonância com o que pensa a sociedade.

Recentemente, o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão consultivo da Presidência da República, apresentou na Fiesp os pontos prioritários para o crescimento do País, e um deles é exatamente a educação.

Para saber mais sobre o assunto, 
clique aqui .

Outro dado positivo é o valor do investimento em voluntariado. Em 2007, quando se realizou o primeiro “Painel”, 19% das empresas afirmaram investir acima de R$ 200 mil. Em 2010, esse número subiu para 35%. “As empresas estão dispostas a aumentar os investimentos”, disse Coelho.