Balança Comercial do Agronegócio

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Mensalmente, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) divulga boletins com os indicadores do agronegócio e da indústria de alimentos.

Em setembro de 2018, a “Balança Comercial Brasileira do Agronegócio” registrou um superávit de US$ 7,1 bilhões, queda de 4,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O superávit do agronegócio garantiu resultado positivo na balança comercial total do Brasil, já que o comércio dos demais produtos resultou em déficit de US$ 2,2 bilhões em setembro de 2018. Veja os destaques.

Para ter mais informações acesse a última versão.

Os outros informativos periódicos  produzidos pela FIESP são:  Crédito Rural BrasileiroSafra Brasileira de Grãos,  IPCA Alimentação e Bebidas (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), Safra Mundial de Milho, Safra Mundial de Soja e e Preços das Principais Commodities do Agronegócio.


Iniciativas Sustentáveis: Pepsico – Atraindo Experiência

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Foto de: joao pregnolato

Por Karen Pegorari Silveira

O Brasil, que por décadas foi considerado um país extremamente jovem, vem acompanhando uma tendência mundial – a da longevidade, o que afeta diretamente o mercado de trabalho, que hoje conta com 7,8% de trabalhadores idosos. Dessa forma, é cada vez mais oportuno que as empresas se preparem para ter estes profissionais seniores em seus quadros, assim como fez a indústria Pepsico, ao implantar o Programa Golden Years.

O programa, criado em 2016, está alinhado às diretrizes de Performance com Propósito – estratégia global de negócios da empresa com metas estabelecidas a curto, médio e longo prazo para os pilares Pessoas, Planeta e Produto. A iniciativa, do pilar Pessoas, promove a diversidade ao abrir espaço para profissionais com mais de 50 anos e contempla principalmente a área de operações, onde se concentra o grande número de vagas.

O processo seletivo do Golden Years segue o modelo já existente na companhia. As vagas são divulgadas externamente e internamente para que funcionários tragam indicações. Para todas as vagas abertas são avaliados também profissionais com 50 anos ou mais que estejam dentro do perfil exigido.

Segundo o vice-presidente de Recursos Humanos da empresa, Mauricio Pordomingo, desde que instituiu sua visão de negócios de Performance com Propósito, a PepsiCo vem se empenhando cada vez mais em promover a diversidade. “Diversidade é um dos principais valores da PepsiCo. A companhia promove uma série de iniciativas para atrair pessoas de todas as idades, gêneros e raças que contribuam para o negócio com suas ideias e experiências de vida. Um time diverso, com pessoas de todos os gêneros, idade, sexo e experiência nos conecta de uma forma mais profunda com o consumidor. É dessa forma que podemos entender os diferentes comportamentos e saber o que os consumidores desejam”, relata o executivo.

Pordomingo relata ainda que a experiência de vida dos funcionários é algo que valorizam muito na companhia. “Cada indivíduo é único e é essa diversidade que nos torna competitivos. Os profissionais contratados pelo Golden Years trazem na bagagem experiência de vida que podem contribuir com o nosso negócio. Além disso, por estarem fora do mercado, esses profissionais retornam com muita disposição, interesse e vontade de pertencer a uma organização, o que é percebido no desempenho de suas tarefas. Tudo isso impacta positivamente os resultados do negócio”, diz.

“Sabemos que existe uma dificuldade de encontrar emprego depois de uma determinada idade e queríamos ampliar as oportunidades. A experiência e a energia dessas pessoas que desejam trabalhar é importante para nossos negócios. O Golden Years colabora para aumentar a diversidade da companhia, o que acreditamos ser um dos nossos grandes diferenciais competitivos”, explica o vice-presidente.

Sobre a Pepsico

No Brasil desde 1953, a empresa de alimentos e bebidas tem no seu portfólio 35 marcas entre as quais estão: QUAKER, TODDY, ELMA CHIPS, entre outras. A companhia conta com 14 plantas e cerca de 100 filiais de vendas localizadas em todo território brasileiro e mais de 13 mil funcionários. Por meio do programa Golden Years já foram contratados 80 funcionários para diversas regiões do país.

 

Safra Mundial de Milho


Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205389Mensalmente, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulga boletins com os indicadores do agronegócio e da indústria de alimentos.

Entre esses informes está o Safra Mundial de Milho.

O sexto levantamento da safra mundial de milho 2018/2019, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indicou aumento no consumo, exportação e estoques finais globais, com redução para a oferta mundial do cereal, em relação ao quinto levantamento. Veja os destaques.


Para ter mais informações acesse a última versão.

Os outros informativos periódicos produzidos pela Fiesp são: IPCA Alimentação e Bebidas (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), Balança Comercial do Agronegócio, Safra Brasileira de Grãos, Safra Mundial de Soja e Preços das Principais Commodities do Agronegócio.


Safra Mundial de Soja

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205389Mensalmente, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulga boletins com os indicadores do agronegócio e da indústria de alimentos. Entre esses informes está o Safra Mundial de Soja.

Em seu sexto levantamento para a safra mundial de soja 2018/19, o USDA manteve relativamente estável a estimativa para o consumo global do grão e elevou a expectativa para a produção, exportação e estoque final global, em comparação ao relatório anterior, divulgado em setembro. Veja os destaques.

Para ter mais informações acesse a última versão.

Os outros informativos periódicos  produzidos pela Fiesp sãoIPCA Alimentação e Bebidas (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), Balança Comercial do Agronegócio, Safra Brasileira de Grãos, Safra Mundial de Milho e Preços das Principais Commodities do Agronegócio.

Safra Brasileira de Grãos

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Mensalmente, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulga boletins com os indicadores do agronegócio e da indústria de alimentos.

A Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), em seu primeiro levantamento para a safra 2018/19, estima incremento em área, produtividade e produção brasileira de grãos. As informações deste levantamento ainda são incipientes e retratam apenas a intenção de plantio dos produtores rurais e foram coletadas durante o início das operações de preparo do solo e plantio, por isso é divulgada com intervalos (limite inferior e superior). Portanto, reforçamos que a área (bem como a produção) estimada neste levantamento deverá sofrer alterações. Veja os destaques.

Para ter mais informações acesse a última versão.

Os outros informativos periódicos produzidos pela Fiesp são: IPCA Alimentação e Bebidas (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), Balança Comercial do Agronegócio, Safra Mundial de Milho, Safra Mundial de Soja, Crédito Rural Brasileiro e Preços das Principais Commodities do Agronegócio.

Seminário sobre Arbitragem Tributária

No dia 25/09/2018 a FIESP/CIESP, realizou Seminário sobre Arbitragem Tributária com participação de Professores Portugueses que fizeram exposição sobre a experiência de Portugal e outros países. Além disso, foi debatido também a indisponibilidade do crédito tributário.
O evento teve transmissão on line para as Diretorias Regionais do CIESP.

Acessem as apresentações utilizadas:

Apresentação – Phelippe Toledo Pires de Oliveira

Apresentação  – Andréa Mascitto


Indústrias de Minas e São Paulo se reúnem

Agência Indusnet Fiesp

Presidências e diretorias das principais entidades industriais de Minas Gerais (Fiemg e Ciemg) e de São Paulo (Fiesp e Ciesp) se reuniram nesta quarta-feira (19 de setembro) para trocar experiências, buscando verificar as melhores práticas das diversas áreas de atuação das Federações.

O encontro, no prédio da Fiesp e do Ciesp, teve a participação do presidente em exercício das duas entidades, José Ricardo Roriz, de seu 3º vice-presidente, Rafael Cervone Netto, do presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, e do presidente do Ciemg, Cássio Braga. Durante mais de duas horas, eles, mais diretores e gerentes de departamentos das entidades, trocaram informações sobre o papel e a atuação das Federações em seus Estados na defesa da indústria brasileira.

A indústria 4.0, o papel do jovem empresário no novo modelo de negócios e as startups são questões que entraram na agenda das entidades de forma permanente. O papel das diretorias regionais, tanto do Ciesp como da Ciemg, também foi apontado como fundamental para fortalecer o relacionamento dos Centros com as lideranças empresariais de cada Estado.

Reunião de dirigentes da Fiemg, do Ciemg, da Fiesp e do Ciesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Reunião de dirigentes da Fiemg, do Ciemg, da Fiesp e do Ciesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

‘Vamos estimular boas práticas para reduzir pré-conceitos’, afirma diretora titular de Responsabilidade Social da Fiesp e do Ciesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O mundo mudou e agir de modo socialmente responsável não é mais uma escolha por parte das empresas, mas uma questão de sobrevivência. Atenta a essas e outras transformações, a diretora titular do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, do Núcleo de Responsabilidade Social (NRS) do Ciesp e vice-presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial), Grácia Fragalá, é uma voz incansável na busca pelo fim dos pré-conceitos na indústria paulista. Na entrevista abaixo, ela explica como o debate em torno da sustentabilidade vem ganhando força no setor, numa lógica de ganha-ganha na qual são beneficiados empresários, colaboradores e consumidores.

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Grácia: “A indústria ajuda na geração de trabalho digno, na oferta de ambientes que ofereçam segurança e diversidade.” Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Qual a importância da Responsabilidade Social para a competitividade das empresas?

O mundo passa por transformações importantes do ponto de vista econômico, político, social, cultural. Transformações que geram modelos novos de relacionamento entre os mercados, as organizações e a sociedade. Isso promove uma tendência crescente de aproximação dos interesses das empresas e dos consumidores. Assim, quando pensamos a partir do ponto de vista da competitividade, podemos falar de processos internos, de quando as empresas adotam um modelo mais sustentável de atuação. Outro ponto é o fato de que os produtos estão cada vez mais parecidos e o que faz o consumidor optar por um artigo e não por outro são as práticas sustentáveis e o comportamento corporativo. Se pode escolher, ele vai ficar com a empresa que trabalha com valores nos quais ele acredita.

Como a Fiesp e o Ciesp ajudam a indústria no que se refere à Sustentabilidade?

A Fiesp e o Ciesp têm um papel importantíssimo por estar em São Paulo, onde temos a maior concentração do PIB nacional. Ao estimular as indústrias a seguirem um padrão de trabalho mais responsável, de modo a agir segundo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, nós nos unimos a todos aqueles que já firmaram o compromisso de não deixar ninguém para trás. Agora, os ODS têm no setor privado um parceiro importante para atingir suas metas. É isso que a Fiesp e o Ciesp fazem: colocam as empresas nesse debate. A indústria ajuda na geração de trabalho digno, na oferta de ambientes que ofereçam segurança e diversidade, equidade de gênero, promoção da igualdade social e assim por diante. Nós ajudamos as empresas a adotarem práticas nesse sentido, divulgando e estimulando o que já é feito.

Quais práticas o Cores desenvolve para apoiar o segmento nos temas de Responsabilidade Social?

Do início de 2017 para cá, já organizamos 23 eventos em todo o estado para debater o assunto. Temos o nosso Boletim eletrônico de Sustentabilidade, enviado mensalmente para 15 mil contatos.

Além disso, fazemos uma aproximação com sindicatos e associações, queremos apresentar aos empresários o planejamento estratégico que consolidamos no ano passado sobre esses temas. Queremos capacitar a indústria para trabalhar de modo mais sustentável dentro do seu negócio, desenvolvendo ferramentas de gestão.

E como podemos avançar nesse debate?

Temos tido um apoio incondicional da presidência da Fiesp em relação aos temas de Desenvolvimento Sustentável.

Em paralelo, definimos que, como Sustentabilidade é um tema transversal, buscamos o alinhamento com outras áreas da casa. É o que temos construído agora: visito todos os departamentos e converso com os responsáveis pelas áreas. Inserimos o pilar social nas discussões dos outros departamentos, além da parceria com o Sesi e o Senai.

O que temos em vista daqui por diante?

O Consocial, o Cores e o NRS lançaram recentemente o Guia de Investimento Social Corporativo com o objetivo de orientar e estimular os empresários a fazerem investimentos em projetos sociais, fomentando o desenvolvimento sustentável. Apoiamos operacionalmente a iniciativa do Consocial de unir os empresários em prol da primeira infância e a intenção de criar um Movimento em torno do tema.

A imigração é um tema que também está no radar?

Sim. Como trabalhamos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, estamos focados na igualdade social. Dessa forma, levamos o debate às indústrias e mostramos que inserir economicamente um refugiado no mercado de trabalho é uma oportunidade para todos. Nosso objetivo é estimular as boas práticas para reduzir todas as desigualdades e promover a diversidade no meio empresarial.

Iniciativas Sustentáveis: KS Foods – Oportunidade

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Por Karen Pegorari Silveira

Com o objetivo de oferecer oportunidade para imigrantes e refugiados estes sócios paulistas abriram as portas da sua indústria de pastéis congelados e contrataram 2 profissionais angolanos.

Em entrevista ao Boletim, a responsável de Marketing e Vendas da empresa, Karen Sato, contou que ela e os sócios foram imigrantes no Japão e trabalharam como operários. “Mesmo com estudo em jornalismo e engenharia, o trabalho lá era braçal. Tivemos que deixar amigos, família e a cultura que conhecíamos para nos aventurarmos em um país que pouco falávamos a língua e éramos discriminados; mas que também nos proporcionou oportunidades e um conhecimento com experiências enriquecedoras”, diz.

Após alguns anos dessa vivência no exterior, decidiram então solicitar ajuda ao Programa de Apoio para Recolocação de Refugiados (PARR), desenvolvido pela Consultoria EMDOC, para contratarem os novos profissionais. Uma seleção de pessoas interessadas em trabalhar na indústria alimentícia foi feita e avaliaram todos os candidatos da mesma forma que fazem com candidatos brasileiros. Cerca de 20 pessoas fizeram entrevista pessoal, depois de alguns dias 4 foram selecionados para um teste na produção e em seguida 2 profissionais foram registrados como primeiro emprego em carteira de trabalho aqui no Brasil, com todos os direitos e deveres dos colaboradores brasileiros.

Karen conta que antes dos novos colaboradores entrarem na empresa, a direção conversou com a equipe para que eles fossem tratados com todo respeito e igualdade. “Todos falavam português e a interação foi boa como com qualquer outro funcionário não imigrante”, relata.

Na visão dos sócios, os brasileiros têm um ritmo de produção mais acelerada, estão acostumados com o dia-a-dia de produção de indústria, já os imigrantes, muitas vezes, não têm nenhuma vivência com produção e precisam se acostumar. Em contrapartida, essa diversidade cria um ambiente multicultural e de igualdade muito positivo.

Para os empresários a inclusão social é vista como uma oportunidade de agregar valor à cultura da empresa, a diversidade social. “Contratamos estrangeiros com essa finalidade e há também a reintegração dos colaboradores do sistema penitenciário do regime semiaberto”, conta Karen.

Sobre a KS Foods
A indústria de pastéis congelados iniciou suas atividades em 1995 quando os sócios retornaram ao Brasil e compraram matrículas de feira livre. Com o sucesso nas feiras, expandiram participando de eventos e então ingressaram em uma rede varejista multinacional sendo pioneiro em pastel de feira dentro de hipermercado com 47 quiosques.

SINDICATO RESPONSÁVEL: SINDIENERGIA PELA SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO

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Por Karen Pegorari Silveira

Com o objetivo de qualificar a área de Segurança e Saúde do Trabalho (SST) das empresas de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e do segmento de gás natural, o Sindicato da Indústria da Energia desenvolveu ação em conjunto com gestores de SST das organizações e criou um Comitê.

São realizados encontros mensais, em que os agentes trocam experiências, atualizam-se sobre as regulamentações vigentes, consultas públicas e se organizam para levar contribuições técnicas aos órgãos reguladores, assembleia legislativa e prefeituras.

De acordo com o sindicato, o setor de energia precisa ter representatividade ativa junto às instituições públicas e privadas e do legislativo, de forma a fazer parte da elaboração dos regulamentos e legislação em Segurança e Saúde do Trabalho, por isso os estudos produzidos por esse Comitê é de extrema importância.

O Sindicato incentiva ainda que o grupo promova o intercâmbio de boas práticas, conforme aconteceu na última reunião, em que o gerente de Saúde e Qualidade de Vida da Comgás, Rogério Azevedo, relatou sobre os resultados positivos da gestão do plano de saúde oferecido aos colaboradores da companhia.

Para o diretor-presidente do Sindienergia, Luiz Sergio Assad, “esse tipo iniciativa de Responsabilidade Social é importante para que haja troca de conhecimento entre os profissionais das empresas associadas e para que eles possam se aprimorar e levar para suas empresas o conhecimento e inovações para um trabalho que estejam realizando, sempre com o foco nas pessoas, o ativo mais valioso de qualquer negócio”, diz.

Para conhecer todas as ações do Sindienergia acesse www.sindienergia.org.br

Informe Ambiental Fiesp

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Boletim mensal produzido pela FIESP


O Informe Ambiental fornece de forma rápida e objetiva informações referentes ao acompanhamento de legislações ambientais, além de destaques técnicos, eventos da área, premiações e divulgação da atuação da Fiesp em ações relacionadas ao meio ambiente.

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Ministro da Produção da Argentina, Dante Sica, apresenta oportunidades em serviços de conhecimento na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Para falar de oportunidades de negócios no chamado setor de Serviços Intensivos em Conhecimento (SIC), o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp recebeu nesta sexta-feria (17/8) a visita do ministro da Produção da Argentina, Dante Sica, acompanhado de delegação empresarial, em São Paulo.

Durante a abertura do encontro, o presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz, frisou a importância da integração entre Brasil e Argentina, principalmente em setores que envolvem tecnologia, cada vez mais presente no dia a dia e nos projetos dos empresários. Também participaram da mesa, o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, o embaixador e presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, Rubens Barbosa, e o cônsul-geral da Argentina em São Paulo, Luis Castillo.

Na avaliação do ministro argentino, que deu um panorama econômico e empresarial de seu país aos empresários brasileiros, o desenvolvimento de setores com foco em novos softwares, fintechs, games e audiovisual, conhecidos como SIC, tem tido cada vez mais participação na economia daquele país.

“Há um forte trabalho na Argentina na formação de políticas públicas de integração com o setor privado, nos temas de capacitação profissional e incentivos significativos para novas empresas, muitas delas com forte potencial exportador”, detalhou Sica. Segundo ele, ainda há muito potencial entre companhias e importações entre as duas economias.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205389Zanotto, Sica, Roriz, Barbosa e Castillo Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Ainda discutiram oferta produtiva no setor de SIC, o presidente da Câmara da Indústria Argentina do Software (Cessi), Anibal Carmona, o presidente da Argencon, Luis Galeazzi, e o coordenador do polo audiovisual de Córdoba, Jorge Álvarez, com moderação do secretário do Ministério da Micro e Pequena Indústria da Argentina, Mariano Mayer.

Para detalhar atores, interesses e particularidades deste setor falaram com os empresários especialistas como o analista da secretaria de Comércio e Serviços do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Gabriel Marques, o diretor de Novos Negócios da Associação Brasileira de Empresas de Software (Abes), Carlos Sacco, e a gerente-executiva da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames). O presidente da Câmara Argentino-Brasileira de São Paulo e sócio da PWC, Frederico Servideo, moderou o debate.

Crédito Rural Brasileiro

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O informativo elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, traz o acompanhamento mensal do Crédito Rural Contratado no Brasil, com as informações disponibilizadas pelo Banco Central do Brasil.

Esse boletim apresenta uma síntese das informações oficiais disponibilizadas sobre o volume financeiro contratado do crédito rural para o período e acumulado na safra.

Para ter mais informações acesse a última versão.

Os outros informativos periódicos  produzidos pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo sãoIPCA Alimentação e Bebidas (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), Balança Comercial do Agronegócio, Safra Brasileira de Grãos, Safra Mundial de Milho e Preços das Principais Commodities do Agronegócio.

INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: GERDAU – PARCERIAS RESPONSÁVEIS 

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Por Karen Pegorari Silveira

O conceito de valor compartilhado visa aplicar políticas de impacto social nas estratégias de negócio com o objetivo de maximizar os lucros de uma empresa.

Em linha com este pensamento, a Gerdau busca as melhores práticas do mercado e sua aplicação em todo o negócio da empresa, pois para eles o crescimento e a sustentabilidade estão diretamente ligados ao estabelecimento de relações éticas e transparentes com todos os seus públicos.

Essa atuação, além dos programas de responsabilidade social realizados junto às comunidades e à sociedade no Brasil e o engajamento dos líderes e de toda a equipe, reforçam a produtividade e a competitividade dos clientes, fornecedores e profissionais que utilizam os produtos de aço da companhia.

De acordo com Renato Gasparetto, diretor corporativo de Comunicação, Assuntos Institucionais e Responsabilidade Social da Gerdau, “a estratégia de gerar valor compartilhado é desenvolvida por meio de iniciativas que busquem a melhoria da competitividade da empresa e ao mesmo tempo desenvolver a cadeia produtiva, aprimorando aspectos sociais, ambientais e econômicos”, diz o executivo.

O Instituto Gerdau, é quem coordena e realiza os programas de responsabilidade social nas comunidades, cadeia de negócio e parceiros estratégicos da sociedade nos diversos locais de atuação, é também o responsável pelas políticas e diretrizes de responsabilidade social da empresa, assim como pelo desenvolvimento de iniciativas ligadas a esse tema em todas as suas áreas de atuação.

Desde 2010, a empresa também realiza projetos de reciclagem inclusiva, contribuindo para a formalização e o aumento da renda de catadores e cooperativas de catadores de resíduos recicláveis nas regiões onde possui unidades industriais. Aspectos de segurança de trabalho, layout produtivo e melhorias de gestão também são desenvolvidos. Como consequência o volume e a qualidade do material comercializado também são ampliados. Reciclando mais de 12 milhões de toneladas de sucata ferrosa por ano, o recebimento desse insumo é fator crítico em seu processo produtivo, e esta forma de atuação tem forte impacto social e ambiental nas comunidades, a medida em que promove a inclusão econômica e incentiva a atividade da reciclagem.

Todo este trabalho, que envolveu mais de 200 comunidades beneficiadas, mais de 6 mil voluntários, R$ 19 milhões em investimentos sociais em 2017 e 400 projetos sociais garantiram à empresa o prêmio Steelie Awards, da World Steel Association, na categoria Excelência em Sustentabilidade. E o projeto também foi reconhecido pelo programa Benchmarking Brasil como uma das melhores práticas socioambientais no país.

O Programa Voluntário Gerdau, também realizado pelo Instituto Gerdau, procura apoiar o trabalho voluntário dos colaboradores. Eles atuam nas mais diversas organizações de interesse público, compartilhando seus conhecimentos ao abordar temas como gestão e empreendedorismo, e incentivando a educação, a solidariedade. Essas ações beneficiam não só as comunidades, mas também os próprios voluntários, na medida em que despertam para novas habilidades e competências como, por exemplo, o comprometimento com a transformação social.

As práticas de responsabilidade social da Gerdau tiveram início no final do século XIX. Na década de 60, a empresa criou a Fundação Gerdau, oferecendo benefícios aos colaboradores e familiares e dando continuidade ao apoio a projetos sociais comunitários. Atualmente, por meio de um novo organismo – o Instituto Gerdau –, são desenvolvidas mais de 400 iniciativas de responsabilidade social, em mais de 200 comunidades de 10 países.

Para Renato Gasparetto, diretor corporativo de Comunicação, Assuntos Institucionais e Responsabilidade Social, “o Instituto Gerdau busca exercer um papel de agente transformador na sociedade. Por isso, atuamos para a melhoria da educação e da qualidade de gestão de instituições públicas, além de incentivarmos o trabalho voluntário de nossos colaboradores, com o intuito de contribuir para o desenvolvimento sustentável das comunidades onde estamos inseridos e da cadeia de negócio”, completa.

Além de todas estas atividades, a Gerdau tem projetos de educação que visam melhor a gestão pública e privada, em especial de micro e pequenas empresas.

Sobre a Gerdau

A Gerdau é líder no segmento de aços longos nas Américas e uma das principais fornecedoras de aços especiais do mundo. No Brasil, também produz aços planos e minério de ferro. Além disso, é a maior recicladora da América Latina e, no mundo, transforma, anualmente, milhões de toneladas de sucata em aço.


INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: GRUPO FERRERO – FASES DE VALOR 

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Por Karen Pegorari Silveira

A essência da Cadeia de Valor Sustentável está no cuidado com o ser humano e é justamente este cuidado com o próximo e com o amanhã que proporciona o diferencial competitivo para as organizações.

Alinhados com este pensamento, o Grupo Ferrero reafirmou sua filosofia de “compartilhar valor para criar valor”, ao cuidar de todas as fases da sua cadeia, passando da atenção às pessoas, apoio às comunidades locais, a promoção de estilos de vida saudáveis e chegando a compromissos com práticas agrícolas sustentáveis e respeito ao meio ambiente.

Em seu 8º Relatório de Responsabilidade Social Corporativa, lançado recentemente, o grupo reforçou o compromisso com o uso do óleo de palma 100% sustentável e a adesão de 4,4 milhões de crianças no projeto Kinder+Sport de estimulo à pratica de atividade físicas.

Para a realização desses compromissos, o Grupo adota a estratégia de definição clara de objetivos, metas e mensuração regular de resultados, baseados em seus principais pilares de reponsabilidade social: as Pessoas e o Planeta.

Segundo declara a empresa em seu relatório, um dos seus mais importantes compromissos é com seus funcionários, consumidores, empregados aposentados e comunidades locais onde opera – o pilar Pessoas. Com o Projeto Kinder+Sport, lançado em 2008, o objetivo é promover a prática de atividades físicas, difundindo a alegria e prazer pelo movimento entre crianças no mundo todo e inspirando-as a adotar hábitos ativos desde a idade precoce. Entre as atividades do Kinder+Sport que merecem destaque está o método inovador Joy of Moving que promove o desenvolvimento motor, cognitivo e de cidadania das crianças por meio de jogos criados por especialistas. Desenvolvido na Itália e com resultados comprovados por estudos acadêmicos da Universidade de Roma, a filosofia Joy of Moving até hoje só foi aplicada de forma completa naquele país. O Brasil será o segundo país a implementar o método, por meio de treinamento de professores em escolas públicas, inserindo as atividades físicas de forma natural, no espaço disponível e como parte regular de suas atividades. O programa terá início já neste ano, em Poços de Caldas (MG), cidade em que está situada a fábrica da Ferrero no Brasil.

Com um investimento de 11,5 milhões de euros no mundo, o Kinder+Sport alcançou 4,4 milhões de crianças, que praticam 23 diferentes tipos de esportes. A iniciativa conta com a parceria de 125 federações e associações esportivas. Até o final de 2018, a meta é levar o programa para 30 países ao redor do mundo e envolver até 5 milhões de crianças.

Por meio da Fundação, a Ferrero pretende melhorar a qualidade de vida dos empregados aposentados, encorajando o desenvolvimento de relações sociais e conhecimento nas áreas social, filantrópica, cultural e artística. Criada em 1983, a fundação promove projetos sociais e culturais, assistência médica e social, e colaborações com universidades. Baseadas no modelo da Fundação Ferrero, implantado na Itália e inspiradas pelo seu lema “Trabalhar, Criar, Doar”, duas obras sociais foram criadas na Alemanha e França.

Com o Projeto Empresarial Michele Ferrero, a missão é a criação de empresas comerciais, com realização de lucros e que se reverte em benefícios para a comunidade. Cria postos de trabalho em áreas menos favorecidas, e realiza projetos humanitários de proteção à saúde e de crescimento educativo e social de crianças e jovens. Atualmente existem três fábricas criadas com este objetivo, a primeira delas foi construída em 2005 em Camarões, a segunda em 2006 na África do Sul e a última em 2007 na Índia. Em 2015/2016 contou com o apoio e o trabalho de 2.700 funcionários.

Alinhada com as iniciativas em âmbito mundial de valorização nutricional dos alimentos, a Ferrero também se concentra na qualidade dos ingredientes que utiliza. Além de focar em manter um portfólio de produtos em pequenas porções, as receitas desses produtos pretendem ajudar os consumidores a ingerirem variados nutrientes durante todo o dia. O Grupo também contribui na promoção de bons hábitos alimentares, por meio de um sólido compromisso com a pesquisa científica. Aproximadamente 95% de volumes de produtos têm porção de até 150 calorias.

No pilar Planeta, a empresa se dedica a crescer combinada com a sustentabilidade, o Grupo tem o compromisso de fazer escolhas responsáveis, voltadas para a obtenção sustentável de matérias-primas, bem como para a redução do impacto ambiental das atividades de produção. Para implementar sua estratégia relativa a cadeias de suprimentos agrícolas sustentáveis, o Grupo lançou o programa Valores Agrícolas Ferrero, direcionados aos seus principais ingredientes brutos: óleo de palma 100% sustentável. Desde 2015, a Ferrero vem utilizando somente óleo de palma 100% sustentável, certificado pela RSPO (Certificação Mesa Redonda de Óleo de Palma Sustentável – https://www.rspo.org/about ) e totalmente segregado. E o compromisso do Grupo continua por meio da melhoria da rastreabilidade e da garantia de respeito pelo planeta, pelos funcionários e pelas comunidades locais seguindo o Estatuto de Óleo de Palma em  parceria com a TFT (The Forest Trust – http://www.tft-earth.org/). Seguindo seu compromisso de desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos agrícolas sustentáveis, a Ferrero tem como meta até 2020 o uso de 100% de sementes de cacau certificadas. No período 2015/2016, a empresa consumiu mais de 120 mil toneladas, 50% delas são certificadas. Desde setembro de 2014, o Grupo atingiu a meta de uso de 100% de ovos de galinhas de galpão, ou seja, não produzidos ou confinadas em gaiolas, para todas as plantas da União Europeia, bem como, para o México e Turquia, onde o fornecimento deste tipo de ovos não é uma prática usual.

Atualmente, a Ferrero opera ao longo de toda a cadeia de suprimentos de avelã, desde o cultivo nas fazendas, a pesquisa e o desenvolvimento agronômico, até a obtenção, transformação industrial e venda às empresas que trabalham com produtos semiacabados. Tendo alcançado, na prática, um modelo de cadeia inteiramente integrada, criou a Ferrero Hazelnut Company (HCo) que conta com 4 mil funcionários, distribuídos entre seis fazendas Ferrero (Chile, Argentina, Geórgia, África do Sul, Austrália e Sérvia).

Por meio de seu projeto de responsabilidade ambiental, FER-Way, a Ferrero apoia e promove o desenvolvimento de uma economia circular, apoiada no conceito de uma economia planejada para se autorregenerar, que substitui o modelo de consumo linear tradicional. Para tal finalidade, o Grupo começou a repensar a gestão de alguns dos seus muitos recursos – em especial ingredientes alimentícios, energia e materiais de embalagem – como ciclos, em vez de cadeias de suprimentos lineares e utilizam 95% de resíduo recuperado, 39% de materiais renováveis em embalagens e 18% de autoprodução de energia de fontes renováveis.

Sobre a Ferrero

O Grupo Ferrero nasceu na cidade de Alba, na região do Piemonte, norte da Itália, em 1946. Atualmente o Grupo transformou-se no terceiro maior produtor global de doces e chocolates. Com mais de 35 marcas, o Grupo Ferrero está presente em 55 países. No Brasil, a Ferrero está presente desde 1994 com fábrica em Poços de Caldas (MG). Entre suas marcas presentes no Brasil destacam-se Kinder, Nutella, TicTac, Ferrero Rocher e Raffaello, entre outras


Exposição sobre a nova Lei complementar nº 1.320/18 – “Nos Conformes”

No dia 18/06/2018 a FIESP/CIESP, realizou exposição sobre a nova Lei Complementar nº 1.320/18 – “NOS CONFORMES”, para esclarecer os princípios e as regras de conformidade tributária.

O evento teve transmissão on line para as Diretorias Regionais do CIESP e, após exposição do Secretário de Fazenda do Estado de São Paulo, Dr. Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho e do Coordenador da CAT, Dr. Gustavo de Magalhães Gaudie Ley foi dada a oportunidade para que os convidados dirimissem suas dúvidas.

 Acessem a apresentação utilizada.

24º PRÊMIO FIESP DE MÉRITO AMBIENTAL – VENCEDORAS 2018

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A edição 2018 do prêmio promovido pelo Departamento de Desenvolvimento Sustentável da Fiesp recebeu 65 cases. Os finalistas foram contemplados com troféu e o selo do Mérito Ambiental.

Saiba mais sobre os cases vencedores da 24ª edição nos links abaixo:

Vencedora grande porte:

Ford Motor Company Brasil

Manual para indústria alcançar o resíduo zero para aterro


Vencedora pequeno porte:

Habitar Construções Inteligentes

Entulho Zero na Construção Civil

Entrevista: Sara Watson fala sobre a Primeira Infância

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Por Isabela Barros (com colaboração de Karen Pegorari Silveira)

Não há um período mais crítico para o desenvolvimento de uma criança do que os primeiros mil dias de vida. Ainda assim, apenas 15 países – incluindo Cuba, França, Portugal, Rússia e Suécia – adotam as três políticas fundamentais para apoiar o desenvolvimento saudável do cérebro das crianças, segundo o relatório Early Moments Matter for Every Child, publicado pelas Nações Unidas.

Nossa entrevistada Sara Watson, diretora da organização americana ReadyNation, comenta sobre este e outros dados, e alerta que apoiar a primeira infância tem implicações em toda a sociedade, por isso, se queremos que as crianças se tornem profissionais de sucesso ou consumidores, tudo começa nos primeiros cinco anos de vida.

Leia mais na integra da entrevista:

O fácil acesso aos cuidados infantis essenciais é primordial para a estabilidade da força de trabalho hoje e para moldar a qualidade da força de trabalho do futuro. Um relatório da ReadyNation demonstra a importância de assegurar que bons programas para a primeira infância estejam disponíveis para ajudar as crianças no estágio mais fundamental de seu desenvolvimento cerebral – do nascimento até os 5 anos – para estabelecer uma base para o sucesso na escola, nas carreiras e além. Sendo assim, quais seriam os cuidados essenciais que formam um adulto forte e produtivo?

Sara Watson – Crianças precisam de uma série de cuidados em seus primeiros anos para que o seu cérebro e o seu corpo possam se desenvolver. Precisamos pensar em três categorias: uma boa família, educação e cuidados de saúde e nutrição. Crianças podem aprender a partir do minuto em que nascem. Pais podem ler desde o primeiro dia, oferecer bons cuidados de saúde, nutrição, atenção.

Segundo outro relatório da ReadyNation Illinois um em cada sete entrevistados relatou que problemas de cuidados com a criança levaram alguém de sua família a deixar ou mudar de emprego. Outro estudo constatou que os pais que têm problemas de cuidado infantil acabam tirando uma média de cinco a nove dias de folga do trabalho, anualmente, para lidar com esses desafios. Esse estudo colocou um preço de US $ 3 bilhões em perda de produtividade dos empregadores americanos. Em sua opinião, quais ações o empresariado poderia tomar para evitar uma perda tão significativa como esta?

Sara Watson – Empresas podem adotar uma série de ações para ajudar os seus empregados, assim como outras pessoas da comunidade.

Assim, podem permitir que os pais se ausentem para cuidar dos filhos, apoiar a amamentação para ajudar as novas mães, oferecer jornadas de trabalho flexíveis para mães e pais, suporte para os cuidados com os filhos. E também ajudar oferecendo informações aos seus empregados sobre cuidados na infância, suporte financeiro para ajudar a pagar pelos cuidados necessários. É preciso destacar mensagens da importância da infância entre os empregados. Nos Estados Unidos, são usados recursos como newsletters e canais para dar informação sobre os primeiros anos. É preciso falar da importância das consultas médicas, de ler, cantar, tocar e interagir com os pequenos.

Pode citar alguns exemplos?

Sara Watson – A Home Depot, de varejo, nos Estados Unidos, disponibiliza informações em sua intranet sobre a importância de ler para as crianças.  Quinze minutos de leitura por dia já faz diferença nas habilidades de leitura no futuro.

Temos nos Estados Unidos empresas que disponibilizam informação sobre a primeira infância em seus produtos, em pacotes de macarrão, nas lojas, nas redes sociais. Tudo para dizer aos pais quão importantes os primeiros anos são.

A senhora conhece algum bom exemplo no Brasil para citar?

Sara Watson – Não conheço o Brasil tão bem para isso, mas uma companhia global com escritório aqui, que é a consultoria KPMG, tem nos Estados Unidos em muitos escritórios, o programa Família pela leitura, que promove o hábito entre as crianças, distribui livros.

Segundo pesquisa da Ready Nation, mais de 60% dos executivos dizem ser mais fácil encontrar profissionais com habilidades técnicas do que emocionais. Como é possível mudar isso?

Sara Watson – As pessoas agora entendem que existe uma relação entre a primeira infância e o desenvolvimento das habilidades emocionais na vida adulta. As empresas precisam de empregados que saibam ler mapas, mas que também tenham condições de resolver problemas, relacionar-se com outras pessoas, seguir adiante apesar das dificuldades.

Dar as crianças boa nutrição e educação, pais atenciosos, que acolhem quando ela chora, é uma forma de formar adultos confiantes no futuro.

Você costuma dizer que para ter uma economia em expansão, basta investir em crianças. Este conceito também se aplicaria para um negócio em expansão? Neste caso, por que uma empresa deveria investir no bem-estar infantil como estratégia de negócio?

Sara Watson – Apoiar a primeira infância tem implicações em toda a sociedade. Se queremos que as crianças se tornem profissionais de sucesso, que possam fazer suas empresas bem-sucedidas, se tornem empreendedores, consumidores que possam comprar seus produtos, tudo começa nos primeiros cinco anos. O cérebro se desenvolve até os 20 anos, mas 90% do desenvolvimento cerebral ocorre até os cinco anos. Ou seja, é mais do que em qualquer outra etapa da vida.

Artigo: O desenvolvimento da primeira infância como alicerce do desenvolvimento sustentável

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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*Por Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil

A primeira infância, a etapa que começa no pré-natal e se prolonga até o sexto ano de vida, é um período crucial para o crescimento e o desenvolvimento do ser humano.

É exatamente nesses primeiros anos que o cérebro humano se desenvolve em um ritmo sem precedentes se comparado a qualquer outro momento da vida: nos primeiros 1.000 dias de vida, quase 1.000 células cerebrais se conectam por segundo. São essas conexões as responsáveis pela saúde mental e física, assim como pelos resultados da aprendizagem, pela aquisição de competências sociais e pela capacidade do ser humano de se adaptar e de ser produtivo. Por esse motivo, meninas e meninos precisam crescer em um ambiente estável, que os permita ter boa saúde e boa nutrição, que os proteja e os ofereça a possibilidade de aprender na idade certa; o que depende em grande medida do cuidado e da interação afetiva com os pais, as mães, os familiares e demais cuidadores.

Perder essa janela de oportunidade no desenvolvimento das crianças pode ter implicações sérias por toda a vida e para o desenvolvimento sustentável dos países[1], o que torna a tarefa de investir na primeira infância uma prioridade absoluta para todos. O setor privado precisa responder a esse chamado para a ação e assumi-lo perante os seus funcionários e colaboradores, clientes, fornecedores, investidores, entre outras esferas de sua influência.

As crianças são stakeholders fundamentais para as corporações – seja como consumidores, familiares de funcionários, jovens trabalhadores, ou como futuros funcionários e lideranças empresariais. Ao mesmo tempo, as crianças são membros importantes das comunidades e locais onde as empresas operam. Por conta disso, 10 Princípios Empresariais e os Direitos da Criança (CRBPs) foram desenvolvidos mundialmente pelo UNICEF e seus parceiros, em 2012, para orientar as empresas em suas estratégias de responsabilidade social. Até essa data, o reconhecimento da responsabilidade das empresas para com as crianças estava limitado à prevenção ou eliminação do trabalho infantil. Com os CRBPs, outras maneiras pelas quais os negócios afetam as crianças ficaram mais evidentes. Isso inclui o impacto de todas as suas operações comerciais – tais como seus produtos e serviços, seus métodos de marketing e suas práticas de distribuição – e de suas relações com os governos no âmbito local e nacional, além dos investimentos nas comunidades locais. E quanto mais jovens elas são, mais vulneráveis estão aos efeitos que os negócios têm sobre elas. Tais efeitos podem ser duradouros e até mesmo irreversíveis.

É urgente ao setor privado, portanto, investir na primeira infância, nos diferentes campos em que atua: a) no ambiente de trabalho, assegurando espaços adequados para as trabalhadoras amamentarem suas crianças; proporcionando horários flexíveis para que a amamentação não seja interrompida; provendo centros de desenvolvimento infantil adequados e de qualidade para filhas e filhos pequenos de seus funcionários, próximos ao local de trabalho ou de suas residências, ajudando a criar entornos seguros e com profissionais bem capacitados; estabelecendo horários flexíveis para que pais e mães com crianças pequenas na empresa e na cadeia de valor participem plenamente do desenvolvimento de seus filhos[2], assim como em momentos difíceis como quando estão doentes ou requerem consulta médica; assegurando licenças maternidade e paternidade remuneradas[3], indo além do que as legislações de seus países preveem em razão da necessidade de se propiciar um vínculo mais antecipado das famílias com suas crianças; b) no mercado, conscientizando consumidores e clientes sobre a importância da primeira infância por meio de seus canais de comunicação corporativos, contribuindo para os esforços públicos em prol da amamentação nos primeiros dois anos de vida, da alimentação saudável a partir do estímulo ao consumo de alimentos naturais e livres de açúcar, sódio e gordura e de práticas responsáveis de marketing não direcionado à criança; e c) nas comunidades onde os negócios operam e geram impacto, contribuindo de forma complementar com os esforços de geração de evidências e informações que permitam dar às famílias o acesso às políticas e aos serviços básicos, desenvolvendo localmente programas de capacitação e conscientização sobre a primeira infância e eliminando todas as formas de violência contra meninas e meninos.

A Agenda 2030 reflete um reconhecimento crescente em torno da importância do desenvolvimento da primeira infância; ele integra especificamente a meta 4.2 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4, mas está presente de forma transversal nos demais Objetivos. Conseguir que os ODS sejam uma realidade requer um grande esforço e o engajamento de todos os setores da sociedade. O setor privado, por sua vez, tem um papel específico de apoiar o cumprimento desses Objetivos. A melhor forma de fazê-lo, portanto, é comprometendo-se com o desenvolvimento da primeira infância.

*Florence Bauer é representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Brasil. Anteriormente, trabalhou junto à organização no País de 1999 até 2006. É mestre em Administração de Empresas, com especialização em Assuntos Internacionais na “Ecole des Hautes Etudes Commerciales du Nord” (EDHEC Business School), em Lille, na França, e tem pós-graduação em Estudos Políticos na Universidade de Londres.

[1] Há diversos estudos científicos que explicam como a primeira infância é também um excelente investimento. Estudo feito para High Scope Educational Research Foundation, em 1993, indica que cada dólar investido em políticas públicas destinadas a crianças de até 6 anos representa sete dólares economizados em políticas públicas de compensação e de assistência social. Análise semelhante foi feita pelo professor de Economia James Heckman, ganhador do Prêmio Nobel em 2000, em que cada dólar gasto com uma criança pequena trará um retorno anual de mais 14 centavos durante toda a sua vida.
[2] De acordo com dados do UNICEF, na América Latina, somente 6% a 36% dos pais participam de atividades de aprendizagem de suas crianças (3 a 5 anos de idade). A participação das mães é maior, variando de 31% a 82%. Da mesma forma, nos domicílios mais pobres, somente 4% a 22% dos pais e mães participam, enquanto, em domicílios mais ricos, 39% dos pais participam.
[3] No Brasil, dois indicadores relacionados às licenças remuneradas se mostram preocupantes: o curto período da licença-paternidade remunerada, de cinco dias corridos, em geral, e de 20 dias para as empresas que participam do Programa Empresa Cidadã (e que se beneficiam de isenção fiscal), e a alta taxa de demissões de mães brasileiras após o encerramento do período da licença-maternidade – pelo menos metade das brasileiras é demitida no período de até dois anos depois da licença-maternidade, segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas em 2017.