Balança Comercial do Agronegócio

Imagem relacionada a matéria - Id: 1558872849Mensalmente, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) divulga boletins com os indicadores do agronegócio e da indústria de alimentos.

Em abril de 2019, a “Balança Comercial Brasileira do Agronegócio” registrou um superávit de US$ 7,36 bilhões, recuo de 1,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O superávit do agronegócio garantiu resultado positivo na balança comercial total do Brasil, já que o comércio dos demais produtos resultou em déficit de US$ 1,29 bilhão em abril de 2019. Veja os destaques.

Para ter mais informações acesse a última versão.

Os outros informativos periódicos  produzidos pela FIESP são:  Crédito Rural BrasileiroSafra Brasileira de Grãos,  IPCA Alimentação e Bebidas (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), Safra Mundial de Milho, Safra Mundial de Soja e e Preços das Principais Commodities do Agronegócio.


Safra Mundial de Milho


Imagem relacionada a matéria - Id: 1558872849Mensalmente, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulga boletins com os indicadores do agronegócio e da indústria de alimentos.

Entre esses informes está o Safra Mundial de Milho.

O primeiro levantamento da safra mundial de milho 2019/2020, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indicou, em relação a safra anterior, aumento para produção, consumo e exportações mundiais do cereal, enquanto o estoque global do cereal deve registrar queda. Veja os destaques.


Para ter mais informações acesse a última versão.

Os outros informativos periódicos produzidos pela Fiesp são: IPCA Alimentação e Bebidas (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), Balança Comercial do Agronegócio, Safra Brasileira de Grãos, Safra Mundial de Soja e Preços das Principais Commodities do Agronegócio.


Safra Mundial de Soja

Imagem relacionada a matéria - Id: 1558872849Mensalmente, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulga boletins com os indicadores do agronegócio e da indústria de alimentos. Entre esses informes está o Safra Mundial de Soja.

Em seu primeiro levantamento para a safra mundial de soja 2019/20, o USDA manteve relativamente estável a estimativa para as exportações e estoques globais do grão e prevê queda na oferta e aumento no consumo mundial da oleaginosa, na comparação com a safra anterior. Veja os destaques.

Para ter mais informações acesse a última versão.

Os outros informativos periódicos  produzidos pela Fiesp sãoIPCA Alimentação e Bebidas (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), Balança Comercial do Agronegócio, Safra Brasileira de Grãos, Safra Mundial de Milho e Preços das Principais Commodities do Agronegócio.

Safra Brasileira de Grãos

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Mensalmente, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulga boletins com os indicadores do agronegócio e da indústria de alimentos.

O oitavo levantamento de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), para a safra 2018/19, prevê produção de 236,7 milhões de toneladas, volume 4,0% ou 9,0 milhões de toneladas acima da safra anterior. A área plantada foi projetada em 62,8 milhões de hectares, aumento previsto de 1,8% sobre a safra 2017/18. Os maiores aumentos de área foram de soja (653 mil hectares), milho segunda safra (741 mil hectares) e algodão (416 mil hectares). Veja os destaques.

Para ter mais informações acesse a última versão.

Os outros informativos periódicos produzidos pela Fiesp são: IPCA Alimentação e Bebidas (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), Balança Comercial do Agronegócio, Safra Mundial de Milho, Safra Mundial de Soja, Crédito Rural Brasileiro e Preços das Principais Commodities do Agronegócio.

Informe Ambiental Fiesp

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Boletim bimestral produzido pela FIESP


O Informe Ambiental fornece de forma rápida e objetiva informações referentes ao acompanhamento de legislações ambientais, além de destaques técnicos, eventos da área, premiações e divulgação da atuação da Fiesp em ações relacionadas ao meio ambiente.

INFORME AMBIENTAL 133 – ABRIL 2019

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Iniciativas Sustentáveis: Aché – Responsabilidade e Saúde

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Por Karen Pegorari Silveira

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), cerca de 45% da população mundial e cerca de 58% da população acima de 10 anos de idade faz parte da força de trabalho. O trabalho desta população sustenta a base econômica e material das sociedades que por outro lado são dependentes da sua capacidade de trabalho. Desta forma, a saúde do trabalhador e a saúde ocupacional são pré-requisitos cruciais para a produtividade e são de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável.

Sendo assim, organizações que investem em saúde organizacional têm probabilidade de ter retorno financeiro até três vezes maior do que aquelas que não adotam as mesmas práticas, segundo estudos da Mckinsey.

Por isso diversas empresas investem na saúde e bem-estar dos seus colaboradores, como o Aché, ganhador da certificação-ouro, na categoria Grandes Empresas, do Prêmio Nacional de Qualidade de Vida (PNQV), promovido pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

Os projetos que levaram a farmacêutica a garantir o prêmio foram: Desafio Boa Forma, Campanha Antitabagismo, Corridas e campeonatos de futebol, além da inclusão de temas relacionados à saúde emocional nos Treinamentos de Gestão e Programas de Sucessão; e de saúde e qualidade de vida como parte da temática das reuniões em ambiente operacional. O projeto Cada Vida Vale Muito, que visa a integração das áreas de segurança, saúde e sustentabilidade nas atividades de conscientização e mudança comportamental também foi abordado.

Segundo Cristiane Arango, enfermeira e analista de benefícios do Aché, a empresa deseja se empenhar ainda mais em 2019, “oferecendo uma gestão de indicadores ainda mais integrada, com projetos direcionados de acordo com as tendências globais e continuando sua contribuição aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, criados pela ONU”, diz.

Além do estímulo à saúde dos colaboradores, a empresa contribui com a saúde da população, por meio da Política de Doação de Medicamentos Aché, destinando mais de 12 mil unidades de medicamentos à Instituição Amigos do Bem, que beneficiou mais de nove mil pessoas de 115 povoados de Pernambuco, Ceará e Alagoas. Outras duas mil unidades de medicamentos foram encaminhadas ao Instituto Floravida, parceiro do Aché, que realiza o projeto Mais Saúde, de prevenção e combate a doenças, no município de Parnaíba, no Piauí.

Outras iniciativas de Responsabilidade Social também estão na atuação da empresa, como as ações de voluntariado, em que colaboradores reservam algumas horas para ministrar aulas aos atuais aprendizes do Aché sobre atendimento ao cliente, técnicas de venda e como se tornar um consultor em dermocosméticos, entre outros tópicos.

Investimento Social Privado também faz parte do escopo de atuação responsável da empresa, com aportes para projetos de instituições como o Hospital do Amor, de Barretos (SP); Pelo Direito à Vida, do Complexo Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR); e Música nos Hospitais, da Associação Paulista de Medicina. No ano de 2018 foram investidos R$ 12,3 milhões, aumento de 8% em comparação com 2017, quando o volume correspondeu a R$ 11,7 milhões. Ações de filantropia, organizadas pelas equipes de Forças de Geração de Demanda e Vendas, arrecadam alimentos, brinquedos e outros itens para levar às casas de acolhimento de crianças e idosos.

Para a gerente de Comunicação e Responsabilidade Social, Marcia Tedesco Dal Secco, “o Aché se preocupa em promover saúde e bem-estar aos seus colaboradores e à sociedade desde a sua fundação. Temos orgulho em desenvolver projetos de responsabilidade social em diversas frentes como educação, cultura e esporte, levando mais vida às pessoas onde quer que elas estejam”, diz.

Sobre o Aché

Aché é uma empresa 100% brasileira, que emprega 4.700 colaboradores, com 52 anos de atuação no mercado farmacêutico e três complexos industriais: em Guarulhos (SP), São Paulo (SP) e Londrina (PR).


Iniciativas Sustentáveis: Emfils – Pequenos e Responsáveis

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Por Karen Pegorari Silveira

Negócios que desejam atrair novos talentos, parceiros e consumidores precisam estar abertos a investir em projetos de responsabilidade social, assim como faz a pequena indústria de implantes odontológicos Emfils, localizada na cidade de Itu, a pouco mais de 100 quilômetros da capital paulista.

A empresa realiza parcerias com instituições filantrópicas e apoia campanhas de inverno, dia das crianças e natal arrecadando doações de objetos e dinheiro, além de realizar ações com comunidades carentes.

A segurança e a saúde dos colaboradores também ganham atenção com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa), que realiza a Semana Interna de Prevenção de Acidentes (SIPAT) – com palestras sobre saúde e qualidade de vida; além do acompanhamento constante das necessidades e melhoria para um ambiente de trabalho saudável. Convênio médico, odontológico, vale alimentação e seguro de vida também fazem parte dos benefícios oferecidos.

No ano de 2017, a Emfils também implementou um indicador que aumentava a participação nos lucros (PLR) dos colaboradores que fizessem 6 cursos online. Para tanto, a empresa implantou uma plataforma em parceria com uma instituição de cursos online, sendo que o custo para o colaborador era de R$ 10,00 para 5 cursos, o 6º era gratuito. Atualmente, o colaborador conta com um incentivo para capacitação, que oferece um valor financeiro para cursos voltados a sua área ou uma área em que poderá aproveitar o aprendizado.

Ações de conscientização em favor do meio ambiente também foram inseridas na empresa, como a Coleta seletiva e a destinação dos resíduos para cooperativas de recicladoras.

Sobre a Emfils

Indústria de implantes odontológicos, há 20 anos no mercado, com 40 colaboradores, localizada na cidade de Itu, São Paulo.


Sindicato Responsável: Sinaemo

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Conheça as iniciativas de Responsabilidade Social do Sindicato da Indústria de Artigos e Equipamentos Odontológicos, Médicos e Hospitalares do Estado de São Paulo

Por Karen Pegorari Silveira

O setor engloba hoje, em sua maioria, empresas de pequeno e médio porte, onde para as atividades fim há forte regulação, por isso o Sinaemo desenvolve ações nas áreas de Direitos Humanos – informando sobre o DECRETO Nº 9.571, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2018, que estabelece as Diretrizes Nacionais sobre Empresas e Direitos Humanos; Práticas Trabalhistas – oferecendo orientação jurídica gratuita para diversos ramos do direito, entre os quais o Trabalhista e oferecendo curso para que as suas representadas aprimorem o relacionamento com os sindicatos laborais. Comportamento ético – oferecendo um Código de Ética próprio, em versão especial para as empresas associadas. Educação – a entidade premia, semestralmente, alunos da Escola SENAI Mariano Ferraz, formandos da especialidade de Equipamentos Biomédicos.

De acordo com o diretor administrativo da entidade, José Augusto Queiroz, “o Sinaemo entende a pertinência da sua responsabilidade e está atento às oportunidades que a sua participação no ambiente patronal têm proporcionado, no sentido de orientar e fornecer subsídios às suas representadas”, diz.

Sobre o Sinaemo

O SINAEMO atualmente conta com 143 empresas associadas contribuintes, o que garante a sua sustentabilidade. Atua em estreita parceria com a ABIMO, que é a associação co-irmã de alcance nacional e tem relacionamento próximo com outras diversas entidades relevantes no setor, entre as quais a ANVISA-Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o COMSAÚDE- Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia, da FIESP.


Iniciativas Sustentáveis: P&G – Água potável para todos

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Por Karen Pegorari Silveira

Escolher uma causa pela qual lutar tem sido a aposta de companhias pelo mundo todo, são os chamados negócios com propósito – o propósito de uma empresa define quem e o quê a empresa é para si mesma, para seus membros, seus consumidores e sua comunidade. Essa tendência está inserida na 4ª Revolução Industrial, segundos estudiosos, e é uma nova oportunidade para o engajamento de colaboradores, segundo afirma um relatório recente da consultoria norte americana PWC. Empresas com propósito estão sempre buscando uma maneira de se conectar com os consumidores para tornar a vida deles melhor, enquanto também procuram inovações para promover impacto social e ambiental em larga escala.

Atenta às novas demandas sociais, a P&G escolheu sua causa – levar água pura para crianças e ajudar a reduzir mortes causadas por diarreia pela ingestão de água contaminada em países em desenvolvimento, onde 800 milhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável.

No Brasil, o programa Água Pura para Crianças foi implantado em 2014 e já atende mais de 36 mil pessoas nas comunidades ribeirinhas do Amazonas, Vale do Jequitinhonha e comunidades no extremo sul da Bahia. Atualmente, a empresa realiza uma campanha em comemoração aos 30 anos chamada “1 clique = 1 dia de água pura”, em que convidam consumidores a doarem gratuitamente um dia de água pura para uma família beneficiada pelo programa.

Este é um dos principais programas de responsabilidade social da P&G e permitiu transformar 15 bilhões de litros de água suja em água pura, em âmbito global, para pessoas sem acesso à água potável, desde 2004. A intenção da companhia é acelerar os esforços para oferecer água pura a um número ainda maior de pessoas no mundo – 25 bilhões de litros – equivalentes a mais de 100 bilhões de copos de água em todo o mundo, até 2025.

A P&G tem como um dos seus pilares de gestão a Cidadania, que engloba a Responsabilidade Social Corporativa, Diversidade, Igualdade de Gênero e a Sustentabilidade Ambiental como um dos seus focos. O principal desafio é pensar em ações que envolvam cada um desses pilares e sigam beneficiando cada vez mais as comunidades que estamos inseridos.

Um dos pilares da cidadania na P&G é o Impacto na Comunidade, em que globalmente a escolha estratégica da empresa é focar no desenvolvimento integrado da infância, através de programas de educação, saúde e bem-estar. No Brasil, a empresa conta com dois parceiros que viabilizam as metas de educação por meio do programa P&G pela Educação: United Way Brasil e Instituto Ayrton Senna. O programa integra todas as ações sociais feitas pelas duas instituições em parceria com a P&G.

Diversidade e inclusão também são outras questões do pilar de cidadania. Para eles, a obrigação e o compromisso de fazer a diferença para tornar o mundo um lugar mais tolerante e igualitário também faz parte do negócio. Toda contratação ou promoção conta uma candidata mulher e um candidato homem, que são avaliados igualmente pelo perfil, experiência e conhecimento. Hoje, 42% do time de liderança é composto por mulheres.

A companhia reconhece que ainda há muito a ser feito, mas trabalha para estimular a diversidade e inclusão, não apenas dentro da empresa, como fora. Algumas das iniciativas da companhia, por exemplo, incluem a parceria com a Faculdade Zumbi dos Palmares, para levar maior capacidade para o recrutamento de pessoas negras, parcerias com os coletivos negros das universidades.

A Sustentabilidade Ambiental é outro foco da Cidadania da P&G, que tem o objetivo de promover mudanças positivas nas áreas de clima, água e resíduos. Para isso, estabeleceram uma série de metas de curto prazo que garantirão a sustentabilidade da companhia a longo prazo. Com um plano intitulado “Ambição 2030”, querem tornar isso possível e inspirar um impacto positivo no meio ambiente e na sociedade, criando valor para a companhia e para os consumidores.

No Brasil, todas as fábricas da companhia já são zero resíduo para o aterro sanitário e tiveram avanços significativos no consumo de energia e gestão sustentável do consumo de água. Hoje, a P&G está em compliance com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, por meio do programa “Dê a mão para o futuro”, criado pela ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) em parceria com outras associações. O programa arrecada recursos e investe em cooperativas de catadores selecionadas através de treinamentos e capacitação, compra de equipamentos e veículos e na estrutura necessária para que elas possam operar. Essas cooperativas recolhem as embalagens pós-consumo.

De acordo com a gerente de Comunicação Corporativa, a Responsabilidade Social é fundamental para o negócio da P&G e na construção de sua cultura. “Todos os dias trabalhamos para ser uma força para o bem e uma força para o crescimento. Nossa aspiração é impactar positivamente todos os nossos stakeholders em cada área do nosso trabalho de cidadania. Em todas as nossas marcas, funcionários, operações e parceiros de negócios, fazemos diferenças significativas na vida das pessoas em todo o mundo”, completa.

 Sobre a P&G Brasil

A P&G emprega 3.300 pessoas no Brasil, incluindo seus escritórios administrativos e 4 fábricas e atua com 14 marcas: Always, Ariel, Aussie, ClearBlue, Downy, Gillette, head&shoulders, Herbal Essences, Metamucil, OldSpice, Oral-B, Pampers, Pantene, Vick.


Artigo: Custo da Saúde dos Trabalhadores: Desafio para atingir a sustentabilidade

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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*Por Flávia Souza e Silva de Almeida

Os Acidentes e Doenças do Trabalho podem ser nossa primeira referência ao pensar em custo da saúde dos trabalhadores. Mas se ampliarmos nossa visão podemos assentir que todas as doenças têm alguma relação com o trabalho, ora ocasionadas ou agravadas por ele e em outras ocasiões gerando alguma repercussão para o mesmo, como o absenteísmo ou até mesmo o presenteísmo. Consequentemente, todas as doenças oneram os custos relacionados à saúde dos trabalhadores.

Primeiramente as Doenças Relacionadas ao Trabalho vem mudando o seu perfil no Brasil, devido a mudança da economia dos setores primários e secundários para o terciário. Desta maneira, das “tradicionais” Doenças Relacionadas ao Trabalho (intoxicação por metais, silicose, perda auditiva) passamos para o aumento da importância dos transtornos mentais relacionados ao trabalho. No ano de 2018 houve um aumento de 12% de benefícios concedidas pelo INSS por transtornos mentais adquiridos no trabalho em relação a 2017. Muitos fatores contribuíram para este perfil de adoecimento, como longos períodos de deslocamento, jornadas extensas, falta de tempo para cuidar da saúde, além da pressão por resultado.

Além de repensar esta cultura de controle das empresas, estendendo a concepção do gasto com a saúde, as empresas deverão também considerar mudanças nas práticas de qualidade de vida, que poderão prevenir, por exemplo, diabetes, uma Doença Crônica Não Transmissível (DCNT). O foco deverá ser tanto o comportamento do indivíduo, como a organização do trabalho, esta, visando uma melhor comunicação, maior transparência nas ações, além da percepção de estabilidade no trabalho. Ou seja, esta abordagem mais global deverá abordar indicadores que foquem não só em sinistros e afastamentos, mas também em aspectos relacionados a hábitos de vida, lazer e estabilidade financeira.

Os gastos com saúde estão crescendo num ritmo mais acelerado que o restante da economia global, representando 10% do produto interno bruto (PIB) mundial. No Brasil, atualmente, o gasto total em Saúde é de cerca de 8% do PIB; 4,4% do PIB é de gastos privados (55% do total) e 3,8% PIB de gastos públicos (45% do total).

A assistência à saúde no Brasil envolve o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema de Saúde Suplementar, como citado anteriormente ambos os casos tiveram aumento do custo, estimado, em média, 10,9% ao ano entre 2016-2018. O aumento do custo com a saúde envolve o envelhecimento da população, custo com internações e impacto do uso de novas tecnologias, não podendo deixar de citar a dedução de gastos de saúde no Imposto de Renda. As novas tecnologias podem abranger desde exames genéticos, aperfeiçoamento das órteses e próteses, e até mesmo os quimioterápicos ministrados por via oral, a imunoterapia, as cirurgias com auxílio de robôs, implante de stents.

Considerando que aproximadamente 67% dos beneficiários de planos de saúde privados no Brasil têm planos coletivos empresarias, resulta na elevação dos gastos com a saúde dos trabalhadores das empresas. Desta maneira é essencial que haja investimento na melhoria da saúde, caso esta gestão sustentável e populacional de saúde não seja incentivada poderá repercutir nas empresas não conseguindo mais ofertar este benefício aos trabalhadores.

Além de implementar alterações nas configurações dos planos, as empresas devem se esforçar para que consigam identificar e encaminhar de forma proativa doenças complexas e onerosas.

A oportunidade de analisar os dados de forma agregada, considerando dados de prontuários eletrônicos, sociodemográficos e laboratoriais, além dos dados das contas médicas pode gerar uma melhor qualidade e eficiência dos cuidados com a saúde.

Estas necessidades estão em concordância com as definições da Organização Mundial de Saúde (OMS) na qual, dentre suas 10 prioridades, inclui, Doenças Crônicas Não Transmissíveis (diabetes, câncer e doenças cardiovasculares), Pandemia de Gripe, Atenção Primaria à Saúde e Relutância em Vacinar. Todas estas ações podem estar integradas com o planejamento da Saúde do Trabalhador promovido pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) gerenciado pelo Médico do Trabalho, exercendo desta maneira o papel de Gestor da Saúde, uma das competências desta Especialidade Médica.

A atenção primária à saúde é o atendimento inicial, cujo principal objetivo é a prevenção de doenças, diagnóstico precoce, tratamento de agravos simples e o direcionamento de casos graves para outros níveis de complexidade. Esta Atenção pode ser incluída nos próprios Serviços Médicos das Empresas, existem diversos Modelos para esta implantação. Um deles, é realizá-lo juntamente com o exame médico periódico, ou mesmo implantar um Serviço específico de Assistência à Saúde.  Por meio de ações integradas e estratégicas, este Modelo é considerado mais eficiente que o de livre escolha adotado majoritariamente pelas operadoras, o qual é mais caro e ineficiente. Segundo as empresas do setor privado, o foco no atendimento primário reduz entre 20% e 30% as despesas.

A solução é investir em programas de Gestão de Saúde, em vez de, somente, custear tratamentos. Nesse campo, a Atenção Primária à Saúde é uma importante aliada para diminuir custos com planos de saúde. Uma vez que são estimulados hábitos saudáveis com consequente redução da incidência de doenças, além de promover tratamento precoce e menos invasivo.

Concluindo, um programa moderno de gestão deve ter foco na Saúde em vez da doença!

* Flávia Souza e Silva de Almeida é presidente da Associação Paulista de Medicina do Trabalho (APMT), professora Faculdade de Ciências Médicas de São Paulo e médica do Trabalho do SESI/Vila Leopoldina.


REFERÊNCIAS

CORDILHA, Ana Carolina; LAVINAS, Lena. Transformações dos sistemas de saúde na era da financeirização. Lições da França e do Brasil. Ciênc. saúde coletiva,  Rio de Janeiro ,  v. 23, n. 7, p. 2147-2158,  Julho  2018 .

SALDIVA, Paulo Hilário Nascimento; VERAS, Mariana. Gastos públicos com saúde: breve histórico, situação atual e perspectivas futuras. Estud. av.,  São Paulo ,  v. 32, n. 92, p. 47-61,  Abr.  2018 .

Secretaria do Tesouro Nacional. Aspectos Fiscais da Saúde no Brasil. Out. 2018.

ANAMT. Competências essenciais requeridas para o exercício da medicina do trabalho: revisão 2018 / [equipe de trabalho] Elizabeth Costa Dias [coordenadora]…[et al.]. – 3. ed. – São Paulo, SP: ANAMT – Associação Nacional de Medicina do Trabalho, 2018.




Resultados – 3ª Concorrência de Certificados de Reciclagem (nº 002/2019)

Esta publicação tem como objetivo apresentar de forma sintética os principais resultados da terceira Concorrência (nº 002/2019) de Certificados de Reciclagem do Estado de São Paulo, que aconteceu no dia 25 de março de 2019, no Edifício-sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A Concorrência é parte integrante do Sistema montado pelas entidades signatárias e intervenientes anuentes em atendimento ao Termo de Compromisso para a Logística Reversa (TCLR) firmado com a Secretaria de Meio Ambiente e Cetesb em 23 de maio de 2018.

Dentre os operadores aderentes ao TCLR participantes da Concorrência, estiveram presentes operadores privados – Cavo, Ecological, Essencis, Estre, Flacipel, Kaper, Magrin, Massfix, RCR Ambiental, RFR, Recicla BR, Recitotal e Salmeron – e cooperativas de catadores de material reciclável – Chico Mendes, Cooperlínea, Mega Carolina, Rede Paulistana, Rede Sul, Vira Lata Matriz, Vira Lata Mega e VivaBem Jundiaí – contabilizando, no total, 21 operadores.

A demanda por Certificados de Reciclagem foi originada por 115 empresas aderentes ao TCLR provenientes de diversos setores.

RESULTADOS 

14º PRÊMIO DE CONSERVAÇÃO E REÚSO DE ÁGUA – CASES VENCEDORES

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O Prêmio FIESP de Conservação e Reúso de Água objetiva conhecer, difundir e homenagear, anualmente, empresas que utilizam boas práticas na promoção do uso eficiente de água, com medidas efetivas na redução do consumo e do desperdício de água, gerando benefícios ambientais, econômicos e sociais e aumentando a competitividade do setor, bem como dar ampla publicidade às ações realizadas pela indústria paulista na construção do desenvolvimento sustentável.

Em 2019 foram 29 projetos inscritos para concorrerem ao Prêmio, nos links abaixo é possível conferir os projetos das empresas vencedoras.

Médio/Grande Porte

  • Toyota do Brasil

Projeto: Desafio de minimizar e otimizar o uso de água na produção de veículos  


Micro/Pequeno Porte

  • Metalúrgica Inca

Projeto: Captação de água pluvial na ampliação da área fabril 

Conheça as ganhadoras das menções honrosas!

Acesse aqui

Nota sobre a comprovação da Logística Reversa por meio de certificados de reciclagem

Dentre as formas de comprovação de atendimento às metas quantitativas, previstas no item 4.3 da Decisão de Diretoria CETESB n° 076/2018/C, estão as notas fiscais ou documento equivalente como o caso dos Certificados de Reciclagem.

A CETESB comunica que está acompanhando a estruturação de um sistema de Logística Reversa de Embalagens em Geral que realiza a comprovação da reinserção dos materiais recicláveis nos ciclos produtivos por meio de Certificados de Reciclagem, atreladas às Notas Fiscais de venda da quantidade equivalente do material.

O referido sistema foi objeto de um Termo de Compromisso entre a CETESB, Secretaria do Meio Ambiente, FIESP, CIESP e ABRELPE, firmado com o objetivo de acompanhar o estabelecimento desta forma alternativa de comprovação da reciclagem dos materiais, visando a avaliar sua viabilidade e eficácia, bem como fornecer subsídios para uma regulamentação que defina em que condições os Certificados de Reciclagem serão aceitos para demonstrar o atendimento à Decisão de Diretoria CETESB n° 076/2018/C.

Considerando os Certificados de Reciclagem como forma de comprovação de resultados da Logística Reversa para atendimento à Decisão de Diretoria CETESB n° 076/2018/C, no Relatório de resultados de 2018, serão aceitos pela CETESB, SOMENTE os Certificados de Reciclagem adquiridos pelas empresas aderentes, emitidos pelo Sistema de Logística Reversa do Termo de Compromisso para a Logística Reversa de Embalagens, firmado com a Secretaria do Meio Ambiente, CETESB, FIESP, CIESP e ABRELPE.

Conheça o Termo de Compromisso de Logística Reversa firmado, ACESSE AQUI

SAIBA MAIS SOBRE O SISTEMA DE LOGÍSTICA REVERSA DE EMBALAGENS

Mais informações, acesse a página da CETESB


Novo embaixador da China encontra Paulo Skaf durante primeira visita a São Paulo

Mayara Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Em sua primeira visita a São Paulo, o novo embaixador da China, Yang Wanming, fez uma visita a Fiesp, no dia 27/2, e se reuniu com o presidente Paulo Skaf para discutir possibilidades de estender a parceria com o Brasil no âmbito econômico e comercial.

“Nos últimos quarenta anos, tivemos um desenvolvimento estável e fluido, e o Brasil se tornou o nosso principal parceiro na América do Sul”, ressaltou Wanming. “Em 2018, a Fiesp desempenhou um papel importante em promover as relações econômicas e comerciais entre Brasil e China e temos grande interesse que vocês continuem sendo o principal promotor da nossa parceria com o empresariado e a indústria dos dois países”, acrescentou.

Em novembro de 2018, 120 empresários brasileiros de 70 empresas participaram da missão empresarial organizada pela Fiesp, pelo Ciesp e pela Apex Brasil.

“Temos muito interesse em estabelecer uma parceria econômica pragmática e promover investimentos mútuos”, indicou Skaf. “Há muitas empresas não apenas em São Paulo, mas também em todo o Brasil que têm interesse em incrementar os negócios com a China, e nós poderemos ajudar nesse sentido”, observou.

O presidente da Fiesp e o embaixador chinês analisaram formas de promover o intercâmbio entre empresas brasileiras e chinesas, realizar novas missões empresariais, incentivar a facilitação do comércio entre os dois países, e até mesmo realizar projetos culturais em comum. Uma das primeiras ações, um encontro entre entidades e grandes empreendedores que já investem no mercado chinês, deve acontecer, em breve, nos próximos meses.

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Novo embaixador da China visita presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Resultados – 2ª Concorrência de Certificados de Reciclagem

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Esta publicação tem como objetivo apresentar de forma sintética e didática os principais resultados da segunda Concorrência (nº 002/2019) de Certificados de Reciclagem do estado de São Paulo, que aconteceu no dia 30 de janeiro de 2019, no edifício da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). O evento reuniu o conselho gestor responsável pela elaboração do edital da Concorrência, assim como os operadores (centrais de triagem de resíduos para reciclagem) e as empresas aderentes ao Sistema.


Resultados 2ª Concorrência de Certificados de Reciclagem

Iniciativas Sustentáveis: MRV Engenharia – Investimento Social

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Por Karen Pegorari Silveira

Para acompanhar a evolução do conceito de filantropia para o investimento social privado estratégico, a MRV Engenharia criou o Instituto MRV e atualmente investe 1% do total do seu lucro líquido em iniciativas de desenvolvimento educacional nas comunidades onde atua. Além disso, a companhia conta com o apoio de mais de 2.600 colaboradores voluntários.

Somente no ano de 2018 foram investidos R$ 6 milhões de reais em programas internos e de apoio a importantes instituições, como o Programa Educar para Transformar – Chamada Pública de Projetos, que busca propostas que associam educação aos três pilares do desenvolvimento sustentável: social, ambiental e econômico. Os projetos selecionados recebem aporte financeiro e suporte da equipe do Instituto para o desenvolvimento das ações, o acompanhamento da aplicação dos recursos e a realização de capacitação. 20 projetos já foram apoiados dentro do programa, impactando 27 mil pessoas diretamente.

No MRV Voluntários, o primeiro desenvolvido pelo Instituto, mais de 24 mil pessoas foram impactadas diretamente pelas ações dos colaboradores da empresa. Em 2018 mais de 2.600 voluntários foram cadastrados.

O Programa Seu filho, Nosso futuro apoia os colaboradores com o fornecimento de material escolar para as crianças e os adolescentes com idade entre 6 e 14 anos e incentivo ao hábito da leitura para crianças de 0 a 5 anos. Mais de 11 mil crianças e adolescentes, filhos dos nossos colaboradores, foram impactados com o programa.

Já o Escola Nota 10 foca na capacitação profissional no local e horário de trabalho do operário. Desde 2011, a empresa desenvolve o programa em todas as suas regionais.  Com o apoio do Instituto MRV, atualmente são mais de 5.800 trabalhadores beneficiados de diversas áreas.

Além destas, há outras ações como a parceria com a ONG Mulher em Construção, que ofereceu gratuitamente curso de cerâmica exclusivo para o público feminino, em canteiro de obras de Canoas (RS). As mulheres selecionas para a primeira turma tinham mais de 18 anos e antes de iniciarem o treinamento elas tiveram as carteiras assinadas pela construtora. O curso teve duração aproximada de um mês (168 horas, oito horas por dia), com aulas teóricas pela manhã e práticas à tarde, no próprio canteiro. O processo contou com participações em atividades culturais, apoio psicológico durante todo o período e por fim, a formatura, que marcou o término do treinamento e a entrega da certificação. Esse foi um projeto piloto que iniciou no Rio Grande do Sul e pode alcançar o território nacional, nos 22 Estados onde a construtora atua.

As iniciativas sustentáveis da MRV levaram a empresa até a 73º Assembleia Geral da ONU, onde a construtora apresentou seu case no “SDG’s in Brazil” de propostas e ações para atingir os ODS no país. Além disso, a MRV Engenharia integra a carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, onde as empresas listadas são reconhecidas por sua governança corporativa, boas práticas ambientais e sociais, sustentabilidade do negócio e produtos.

De acordo com Eduardo Fischer, presidente da MRV Engenharia, há um consenso de que empresas bem-sucedidas precisam assumir responsabilidades diante da sociedade. “Na MRV, por estarmos plenamente conscientes do nosso papel social, temos contribuído por meio do Instituto MRV, de forma efetiva para a melhoria da qualidade de vida das comunidades em que atuamos de norte a sul do Brasil. Se são as pessoas que fazem da MRV a maior construtora residencial do Brasil, é para as pessoas que investimos em projetos que envolvem educação, visando sempre o bem-estar de todos os públicos com os quais interagimos”, declara.

Raphael Lafeta, diretor do Instituto MRV, declara ainda que “Garantir um país mais solidário e sustentável é o nosso compromisso. Para isso, o Instituto vem atuando em parceria com empresas, entidades e órgãos públicos para promover acesso a oportunidades de crescimento social. Acreditamos que isso só é possível por meio da educação. Por essa razão, desenvolvemos e apoiamos projetos com esse viés”, diz.

Sobre a MRV Engenharia

Fundada em outubro de 1979 a MRV Engenharia é a primeira construtora da América Latina a oferecer energia fotovoltaica para seu segmento de atuação e está presente em mais de 150 cidades de 22 Estados e no Distrito Federal. Em seus 38 anos de atividade já vendeu mais de 300 mil unidades e foi eleita, pelo segundo ano consecutivo, a maior e a melhor empresa do ano no setor de Construção pelo ranking Melhores e Maiores 2018, publicado pela revista Exame.

Iniciativas Sustentáveis: Grupo A. Yoshii – Engajamento

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Por Karen Pegorari Silveira

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Globoforce WorkHuman, que contou com a consulta de 23 mil funcionários em 45 países e diferentes indústrias, o maior motivador encontrado na força de trabalho é o sentimento de pertencer: sentir-se parte de um time, grupo ou organização é o que mais gera felicidade entre os profissionais. Mais do que isso, os profissionais que sentem um forte senso de pertencimento têm uma performance superior, contribuem além das expectativas, e também estão menos propensos a pedir demissão.

Atentos a estes benefícios, o Grupo A. Yoshii Engenharia desenvolveu diversos projetos, por meio do seu Instituto, para engajar e favorecer o desenvolvimento dos seus colaboradores, além de ações ligadas a comunidade.

Dentre os vários projetos realizados pela empresa está o Programas de Melhoria Contínua, onde os colaboradores têm a oportunidade de trazer ideias e sugestões que podem ser premiadas, remuneradas e implantadas, mitigando o impacto causado no meio ambiente. Uma das ideias premiadas foi para o tratamento e reutilização da água da limpeza dos pinceis de pintura. Em 2017, a empresa recebeu 35 sugestões, aprovou 22 delas e premiou oito funcionários cujas propostas resultaram em redução de custos. Eles foram convidados a participar da execução dos projetos e tiveram os nomes divulgados nos murais.

Outra ação teve grande investimento por parte da construtora, mais de 1 milhão de reais em capacitação e formação de lideranças. O suporte à formação inclui ainda bolsas de estudo de 50% a 100% em cursos de pós-graduação e parceria com o Serviço Social da Indústria (Sesi) em programas de alfabetização, ensino fundamental e inserção digital.

Para a comunidade do entorno foi desenvolvido o projeto Criando, idealizado para minimizar o impacto ambiental e reaproveitar os resíduos da construção civil que seriam descartados, transformando-os em objetos de arte e artesanato. A iniciativa é aberta a toda comunidade, promove a capacitação profissional, gera renda e melhora a autoestima das mulheres. Em 2017, cerca de 150 pessoas participaram das 27 oficinas que ensinaram sobre produção de cachepô e mosaico. Atualmente são ofertadas três oficinas por mês, entre os meses de fevereiro e novembro. Estima-se que desde que começou o Criando Arte já beneficiou mais de 1.200 pessoas através da realização de aproximadamente 280 oficinas. Este projeto foi reconhecido nacionalmente com a conquista do 1º lugar na categoria Organização da Sociedade Civil, na 3ª edição do Prêmio Sesi ODS.

De acordo com o presidente do grupo, Leonardo Yoshii, a Construção Civil é um dos setores mais relevantes da Economia. “Somos o segmento que mais emprega mão de obra, por isso, os projetos de Responsabilidade Social têm uma importância. Faz parte do nosso papel contribuir para a educação e para a cidadania das pessoas. É um esforço conjunto de transformação. Quando falamos que queremos um mundo melhor, isso depende de cada um e das empresas em desenvolverem trabalhos e boas práticas nesse sentido”, acrescenta.

O Grupo A.Yoshii realiza todas as ações de responsabilidade social por meio do Instituto Atsushi e Kimiko Yoshii, organização criada em 2006 que atua de maneira a favorecer o desenvolvimento dos próprios colaboradores, população e da região onde o Grupo está inserido. Dentre seus vários projetos estão ainda o programa de voluntariado, bazares, eventos com palestras de conscientização sobre temas importantes, campanhas de doação e de prevenção de doenças, plantio de árvores e apoio a instituições filantrópicas.

Todas as atividades do grupo têm como foco o fomento à Cidadania, à Educação e o respeito ao meio ambiente, dentro das premissas do Pacto Global e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Sobre o Grupo A. Yoshii

Fundado em 1965, a A.Yoshii Engenharia atua na construção e incorporação de empreendimentos imobiliários em Londrina, Maringá e Curitiba, no estado do Paraná. Em 2009 fundou a Yticon Construção e Incorporação, focada em criar empreendimentos econômicos, localizados em regiões de potencial valorização. Entre os prêmios e reconhecimentos conquistados recentemente estão o 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar – da Revista Você S/A; Melhores Empresas do País em Gestão de Pessoas – da Revista Valor Carreira; e Maior Construtora da Região Sul – do Jornal Valor Econômico e As Melhores Empresas para Trabalhar – ranking regional Paraná 2018, do Great Place to Work.

Em 2018, indústria paulista fechou 38,5 mil postos de trabalho, aponta Fiesp

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

A indústria paulista encerrou 38,5 mil postos de trabalho em 2018, variação de -1,80% sobre o ano anterior, dados sem ajuste sazonal, período em que foram perdidas 34 mil vagas. O resultado negativo para o ano já era esperado pelos industriais do Estado.

Em dezembro, o saldo também foi de baixa (-1,62% sem ajuste sazonal) em relação a novembro, com o fechamento 34,5 mil vagas. Já com o ajuste sazonal, a variável de dezembro ficou negativa em -0,18%. Os dados de Nível de Emprego do Estado de São Paulo foram divulgados nesta sexta-feira (18/1) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

De acordo com o 2º vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz, o desempenho da economia no segundo semestre ficou abaixo da expectativa, confirmando um ano de baixa na indústria paulista. “Fechamos dentro do previsto, nada diferente do que havíamos analisado ao longo do ano. Mas agora temos otimismo. A confiança do empresário aumentou muito. Possivelmente, em 2019 vamos ampliar em 10 mil os postos de trabalho na indústria paulista. Nas nossas previsões, o crescimento do PIB deve ser de 2,5%. A perspectiva do empresário é de confiança, de um ano melhor”, disse.

Para que se concretize o cenário positivo, um dos fatores necessário é a redução da ociosidade na indústria. “A ociosidade hoje é muito grande na indústria paulista, algo em torno de 30% a 35%. Assim que ela começar a ser reduzida, vai trazer junto a alta na geração do emprego. Em um primeiro momento voltará ao funcionamento máquinas e equipamentos parados. Em seguida, as empresas vão desengavetar seus projetos e investimentos. O investimento virá bem forte, já que este é o motor do emprego”, avaliou.

Roriz lembra ainda que o setor automobilístico foi um dos que teve melhor desempenho em 2018, o que deve continuar este ano, ajudando na redução da capacidade ociosa. “Esse é um setor importante, porque traz junto outros setores, como o de metal mecânico, borracha, plástico, que fazem parte da cadeia de suprimentos”, explicou.

Ouça o boletim de áudio dessa notícia:

Desempenho por setores

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa para o ano de 2018, 15 ficaram negativos e 7 positivos.

Entre os positivos, os destaques ficaram por conta de produtos de minerais não-metálicos, com geração de 4.880 postos de trabalho, seguidos por veículos automotores, reboques e carrocerias (4.513) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (1.891).

No campo negativo ficaram, principalmente, produtos alimentícios (-14.625), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-10.684) e couro e calçados (-6.460).

A pesquisa apura também a situação de emprego para as grandes regiões do Estado de São Paulo e em 36 Diretorias Regionais do Ciesp. Por grande região, a variação no ano recuou -1,80% no Estado de São Paulo, cedeu -3,13% na Grande São Paulo e reduziu -1,03% no Interior paulista.

Entre as 36 diretorias regionais, houve variação nos resultados. Nas 11 que apontaram altas, destaque por conta de Mogi das Cruzes (5,02%), influenciada por produtos têxteis (10,80%) e produtos minerais não-metálicos (8,28%); Taubaté (2,67%), por veículos automotores e autopeças (8,54%) e produtos de borracha e plástico (13,32%); Araraquara (2,27%), por produtos de borracha e plástico (9,89%) e outros equipamentos de transportes (7,06%).

Já das 25 negativas, destaque para Jaú (-25,34%), por artefatos de couro e calçados (-70,66%) e produtos alimentícios (-5,50%); Santa Bárbara D’Oeste (-17,93%), por produtos de metal (-55,67%) e produtos têxteis (-12,56%); Americana (-13,86%), por produtos têxteis (-25,48%) e máquinas e equipamentos (-8,10%).

Para conferir a pesquisa completa, é só clicar aqui.

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Iniciativas Sustentáveis: Papel Semente – Germinando Inovação

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Por Karen Pegorari Silveira

Criada em maio de 2009, a empresa Papel Semente produz papel artesanal, ecológico e reciclado que recebe sementes de flores, hortaliças e temperos durante seu processo de fabricação. A proposta é que, depois de usado, o papel seja picado em pedacinhos e plantado na terra — em 20 dias, as primeiras mudas começam a aparecer.

A grande sacada foi desenvolvida por Andrea Carvalho e os sócios Paulo Candian e Luis Felipe Di Mare Salles e hoje já produz 50 mil folhas por mês, com capacidade para multiplicar esse volume por cinco na fábrica de 1,2 mil m².

As folhas germináveis podem ser utilizadas para vários tipos de comunicação – convites, crachás, cartões de visita, envelopes, embalagens, flyers e folders; e após sua utilização podem ser plantadas, no lugar de enviá-las ao lixo. Do papel que se planta nascem flores, verduras e até mesmo ervas medicinais.

Na fabricação artesanal são utilizadas aparas coletadas por cooperativas certificadas de catadores de papel, que viram uma massa de celulose e recebem sementes rastreadas e certificadas, que se tornam os papéis, que podem ser plantados em até seis meses. Mas nem toda semente pode ser misturada ao papel, afirma Andrea Carvalho. Só as mais resistentes e as pequenas – as grandes deixam a folha muito granulada e dificultam a impressão.

No Brasil, as sementes mais utilizadas são as de cravinho francês, margarida, clarquia, agrião, rúcula, manjericão, almeirão, mostarda, cenoura, tomate e pimenta. E até de angico-vermelho, árvore da mata atlântica que pode chegar a 20 metros de altura!

O negócio social da Papel Semente já comemora alguns números – 90% dos colaboradores da empresa são residentes da comunidade próxima a sede, em Guaxindiba, São Gonçalo (RJ); nestes anos, mais de 46 toneladas de papel foram recicladas; 1012 árvores deixaram de ser derrubadas; 460 mil litros de água deixaram de ser utilizados e 173 megawatts hora de energia elétrica foram economizados.

Aos poucos, a empresa foi conquistando clientes grandes como Coca-Cola, Grendene, Braskem, Ogilvy, Renner, Nextel e Bradesco. A participação em eventos como o Rock in Rio, em 2015, e os Jogos Olímpicos, em 2016, ajudou a consolidar a reputação da Papel Semente em território nacional. A primeira exportação aconteceu para um banco de Angola, em 2012. Dois anos depois, o dono de uma agência de marketing de Lisboa conheceu a marca pela internet e fez as primeiras encomendas de papel plantável.

Hoje, a Papel Semente exporta para Angola, Portugal, Alemanha e Suíça. Do total, 10% do faturamento vem das vendas para o exterior. No futuro, a empreendedora deseja exportar para mais países como Uruguai, Argentina, Equador, México, França e Inglaterra. Ainda no primeiro semestre de 2019 lançarão o e-commerce na Europa, tendo como base Paris.

A sócia Andrea foi uma das mulheres selecionadas do Programa de Empreendedorismo Feminino da Fundação Banco Goldman Sachs, que capacitou 10 mil mulheres ao redor do mundo para gestão de suas empresas, participou do Projeto Visão de Sucesso da Endeavor, é Embaixadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) no Rio, é colíder do Grupo Mulheres do Brasil e trabalha a questão de gênero e empoderamento feminino.

Segundo Andrea Carvalho, eles medem o sucesso do negócio pelo bem-estar das pessoas, da sociedade e da natureza. “Quero que meu filho e netos vivam em um mundo mais justo e sustentável. O caminho para isso é a inovação social. É criar negócios de impacto. Aqui na Papel Semente empregamos a comunidade local e incluímos os catadores da cooperativa da região em nossa cadeia de valor: são nossos fornecedores”, completa.

Sobre a Papel Semente

A fábrica foi implantada no Estado do Rio de Janeiro, para onde Andréa e o marido se mudaram com a família. O empreendimento vai completar 10 anos de mercado, em maio próximo, e conta atualmente com 14 funcionários.  A área de produção fica em São Gonçalo e o escritório em Niterói.