Federação das Indústrias do Estado da Bahia participa de reunião do Consic

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) realizou, na manhã desta terça-feira (9/8), reunião mensal para debater o desenvolvimento do setor e colher sugestões dos membros do conselho. Participou como convidado Carlos Henrique Jorge Gantois, 1º vice-presidente da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb). Gantois falou sobre o momento atual do Brasil.

“Vivemos uma crise econômica grave aliada a uma crise política que gera desconforto social. Isso atingiu fortemente a indústria da construção, com perda de 530 mil empregos em todo o Brasil, de 2014 para 2016. Na Bahia, houve redução de 45 mil postos de trabalho no setor”, disse. O vice-presidente também alertou que o quadro atual pode tornar-se mais gravoso, caso o governo federal busque fazer ajuste fiscal à custa do setor produtivo.

No entanto, Gantois afirmou não perder as esperanças. “Temos que lutar sempre em prol da indústria, que é estratégica para o desenvolvimento do Brasil, principalmente no Nordeste, que é responsável por 13% do PIB do país. Espero que o novo governo, assim que efetivado, possa ser firme e promover as reformas que se fazem necessárias, como a trabalhista, previdenciária e tributária, e não podemos permitir que isso recaia no aumento de tributos, ele tem que cortar primeiro na carne”, ressaltou. Gantois endossou que a importância de todas as federações fazerem um trabalho interativo e harmônico “para o governo perceber a força que o setor produtivo tem”.

Para José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic, o trabalho junto ao governo é de extrema importância. “O Brasil tem que renascer, chegamos no fundo do poço e estamos andando nele, depende de nós ajudar o governo para termos a retomada de crescimento”, afirmou.

Grupos de trabalho
Manuel Rossitto, diretor titular adjunto do Deconcic, falou sobre o projeto Cadeia Produtiva do Asfalto.  “Nossa ideia é propor que a Petrobras produza só asfalto não especificado. Com isso, há competição de preço e produto.” Além disso, Rossitto também citou necessidade de fiscalizar com balanças as rodovias. “Não existe pavimento sem controle de peso”, afirmou.

Sérgio Cançado, coordenador do grupo de trabalho ambiente de negócios, deu um panorama das ações do grupo e reafirmou que a principal preocupação é com relação ao distrato. “É prioridade número zero”, afirmou. Além disso, Cançado também informou sobre emenda feita no PLS 774/2015. “Antes a multa básica era de 25% para rescisão de contrato de compra de imóvel na planta, e agora limitou novamente para 10% – e tem que ser pago à vista”, disse. Roberto Petrini, diretor titular adjunto do Deconcic, sugeriu a intervenção da Fiesp para fazer o projeto caminhar.

João Crestana, presidente do Secovi, propôs a discussão sobre o fato de a nova geração não se preocupar em ter uma propriedade. “Hoje em dia, essa molecada que alugar imóvel, e isso é um negócio que precisa ser pensado”. Segundo ele, o mundo aluga, e o Brasil está entrando nessa “onda”. “A locação é um tema que precisamos trazer para o nosso fórum”, afirmou.

Participaram também da reunião Carlos Eduardo Auricchio, diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), que apresentou alguns números de produção de materiais de construção, comércio, emprego, financiamento e perspectivas do setor; Sérgio Vieira, empresário do setor, e Paulo Guimarães, diretor presidente da Mutua – Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea.

Reunião plenária do Consic, que teve a participação da Fieb. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp