Para especialistas, fibra ótica representa o futuro das telecomunicações

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A fibra ótica é o futuro. Foi esta a conclusão à qual especialistas em telecomunicação chegaram durante o painel ‘Robustez nas Redes Convergentes Fixa e Móvel e a Revolução dos Sistemas Ópticos Avançados’, no 5º Encontro de Telecomunicações, realizado nesta quarta-feira (07/08), pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).  A mesa foi coordenada por Gilson Rondinelli, diretor da divisão de Telecomunicações do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da instituição.

Prince: expansão da banda larga favorece o desenvolvimento de mais tecnologia. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Prince: expansão da banda larga favorece o desenvolvimento de mais tecnologia. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Francisco Carlos de Prince, representante da AsGa, iniciou sua exposição abordando os principais motivadores das evoluções tecnológicas nas redes de comunicação. Para ele, o rápido crescimento da telefonia celular e o avanço da banda larga móvel, com smartphones e tablets, além da redução do número de assinantes de telefonia fixa e da concorrência na TV a cabo capitaneiam as transformações que estamos vendo ocorrer.  “A necessidade de banda larga gera muita oferta de tecnologia”, disse Prince.

Nesse cenário, o uso da fibra ótica e suas variações é um destaque. “A telefônica já está atendendo cerca de 110 mil usuários com um novo tipo de fibra ótica. No Rio de Janeiro, a Oi já está trabalhando na instalação”, disse.

Segundo Prince, o Dwdn (wavelength-division multiplexing) dá mais capacidade de transmissão e de processamento das informações. “A grande revolução dessa tecnologia é o aumento da capacidade. Podemos transmitir seis gigabytes no mesmo espaço de dez gigabytes. Isso foi possível devido ao domínio da transmissão coerente. A fibra ótica é o futuro”, encerrou

Julio César de Oliveira, da CPqD, concordou com Prince. “A fibra ótica é a melhor tecnologia e a evolução do tráfego em sistemas de comunicação ótica”.

Oliveira: o desafio de trabalhar com mais velocidade. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Oliveira: o desafio de trabalhar com mais velocidade. Foto: Julia Moraes/Fiesp

De acordo com Oliveira, o meio ótico está preparado para suprir as necessidades de demanda. “Ano passado, foram 3 mil quilômetros de fibra ótica instalados. Até 2020, deverão ser mais de 6 mil quilômetros de cabos ópticos”, disse.

Diante disso, o desafio é trabalhar para oferecer mais velocidade. “Nossa trabalho atualmente é aumentar a velocidade dos transmissores, que serão monitorados e podem ser trocados, podendo ter o espectro de modulação alterado durante a operação. A tecnologia vai possibilitar essa adaptabilidade e deverá funcionar como as redes Wi-Fi de hoje”, afirmou.

Os desafios da banda larga

Marco Antonio Folegatti, gerente geral de América do Sul da TE Connectivity, falou sobre os desafios dos sistemas de banda larga. “Banda larga não é privilegio, é pra todos”, iniciou.

Folegatti: "Banda larga é para todos". Foto: Julia Moraes/Fiesp

Folegatti, da TE Connectivity: "Banda larga não é privilégio, é para todos". Foto: Julia Moraes/Fiesp


“O volume de 6 bilhões de DVDs por mês em breve será veiculado pela rede. Um volume muito significativo de banda. O celular hoje é usado para transmissão e manipulação de dados”, disse. “São 7 bilhões de dispositivos conectados à rede, podendo chegar a 15 bilhões em 2015”, ressaltou.

Para Folegatti, a largura de banda é extremamente vital para suprir essa demanda crescente. ”Para atender tudo isso, fibra ótica é a solução. Mas precisamos de uma rede robusta de fibra ótica. O mundo todo caminha para a fibra”, encerrou.