Paulo Skaf afirma que o governo deve tornar a jornada dos empreendedores menos árdua

Agência Indusnet Fiesp

Nsta segunda-feira (30/09), em artigo no jornal Diário de S.Paulo e nos jornais da Rede Bom Bia, o presidente da Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, ressaltou a importância de simplificar a vida dos empreendedores no Brasil para ajudar o país crescer.

Skaf citou algumas das inúmeras dificuldades que os empresários enfrentam no dia a dia —  excesso de burocracia, altas taxas de juros, dificuldade de conseguir crédito, inexistência de apoio e orientação dos órgãos públicos — e destacou que, no Brasil, “para ser empreendedor bem-sucedido requer grande dose de paciência e determinação”.

Segundo o líder empresarial, no Festival do Empreendedorismo realizado pela Fiesp e Senai-SP pode se perceber que há um grande número de pessoas interessadas em empreender, inovar, produzir e transformar. Contudo, há um passo importante a ser dado para que esses sonhos se tornem realidade: “Precisamos simplificar as coisas no Brasil, desburocratizar, fazer com que as pessoas consigam investir seus talentos a favor do desenvolvimento do país”, afirma Skaf.

Leia o artigo na íntegra abaixo ou acesse o site do Jornal Diário de S.Paulo.

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No encerramento do Festemp, presidente da Fiesp anuncia os vencedores do ‘Acelera Startup’

Adriana Santos, Agência Indusnet Fiesp

A maratona foi longa, assim como costuma ser o caminho dos empreendedores brasileiros. Trezentos projetos selecionados via internet por membros do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) passaram por  fases de educação e capacitação nos últimos dois dias, dentro do Festival de Empreendedorismo (Festemp), encerrado nesta quinta-feira (26/09) no Anhembi.

Após essa imersão com treinamentos, apoio, dicas e mentoring, os 10 melhores projetos tiveram a chance de vender seu negócio a uma banca de investidores por meio do formato elevator pitch, ou seja, na duração de uma conversa de elevador.


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Paulo Skaf com os vencedores do Acelera Startup. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


E entre as 10 empresas selecionadas, três start-ups foram as escolhidas como as melhores do concurso: Sayyou (1º lugar), Can Game (2ºlugar), Contatix (3ºlugar).

A vencedora Sayyou, comandada por Sergio Coutinho Filho, pretende revolucionar o mercado agrícola por meio da tecnologia de capina elétrica. A ideia atraiu um dos investidores que participou do evento e agora a empresa vencedora espera um aporte de até R$ 6 milhões. “O Brasil ainda não tem a cultura de investidores anjos. Isso está apenas começando no país e, por isso mesmo, é um privilégio divulgar nosso trabalho aqui”, declarou Coutinho Filho após o anúncio.

Em segundo lugar ficou o projeto Can Game, encabeçado por Eraldo Guerra Filho, que visa a inclusão social de crianças autistas. E a terceira vencedora foi a Contatix, dos sócios Erwin Julius e Daniel Rodrigues, que nasce com a proposta de aumentar a produtividade das vendas diretas.

Além da oportunidade de se aproximar de potenciais investidores, as três start-ups finalistas ganharam uma consultoria de três meses da ferramenta social Facebook.

Em painel no Festemp, convidados debatem como desenvolver as start-ups no Brasil

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta quinta-feira (26/09), o Festival de Empreendedorismo (Festemp) realizou um painel para debater o desenvolvimento das start-ups brasileiras, chamadas também de empresas nascentes.

Para falar sobre o tema, foram convidados Rodrigo Rocha Loures, fundador da Nutrimental e presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); Ken O’Donnel, consultor e vice-presidente da Oxford Leadership Academy; e Wilson Nobre Filho, conselheiro do Conselho de Inovação e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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Rodrigo Rocha Loures. Foto: Beto Moussalem/Fiesp


O objetivo do painel foi buscar um modelo para um ecossistema de start-ups no país. “Nossos jovens querem mais do que nunca empreender, mas para isso precisam de um ecossistema propício”, comentou Loures, que dividiu com a plateia sua experiência na fundação da Nutrimental.

“Iniciamos a nossa trajetória se valendo de uma metodologia de gestão participativa. Quando começamos, tínhamos 15 colaboradores e todos participavam dos processos de decisão estratégica da empresa”, contou. “Em 1976, oito anos depois da sua fundação, a Nutrimental já era a maior empresa brasileira de fabricação de alimentos de preparo rápido e de alto valor nutritivo. Isso foi possível graças à soma da contribuição individual de todos.”

O’Donnel também destacou a importância da disposição das pessoas. “Temos dificuldades e complicações, mas não podemos deixar de ter confiança e o propósito. Se eu tenho um propósito interessante, inspirador, diferente, criativo, gera um campo de interesse.”

Mas o consultor também ressaltou que é preciso haver um ambiente propício interno e externo. “A motivação vem de dentro das pessoas, mas o incentivo é o que vem de fora. E se elas não se encontram, se um deles falta, nada acontece.”

Para encerrar a apresentação, o professor Wilson Nobre coordenou uma atividade com o público presente. Divididos em grupos de interesse, entre investidores, empreendedores e inquietos, ele elaborou perguntas para serem discutidas, buscando descobrir o que motiva a criação de novas empresas, o investimento em novos negócios e quais as principais barreiras e dificuldades para realizá-los.

De acordo com os palestrantes, as conclusões produzidas pelos grupos fará parte de um estudo que será encaminhado aos cuidados da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

O Festemp prossegue com atividades no Anhembi até a noite desta quinta-feira (26/09).

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Todo mundo pode dar show, desde que treine antes, diz especialista em apresentações corporativas no Festemp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

As duas primeiras frases ditas em uma apresentação são responsáveis por atrair o interesse da audiência. Começar com uma pergunta vai fazer o público parar de pensar em uma série de coisas para dedicar atenção ao apresentador da ideia ou projeto. As dicas são do Rogerio Chequer, sócio da Soap, uma consultoria de comunicação especializada em apresentações corporativas.

Na manhã desta quinta-feira (26/09), Chequer falou para cerca de 200 pessoas durante o Festival do Empreendedorismo (Festemp), evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai-SP) no Anhembi, na capital paulista. Na plateia, empreendedores que vão apresentar logo mais o seu projeto para investidores e em cinco minutos tentar convencer pelo menos um deles de que sua ideia é inovadora e merece investimento.

“Comece com um pergunta”, sugeriu Chequer. “Ao fazer uma pergunta você está fazendo aquela pessoa responder e quando ela precisa responder a algo ela tem de deixar de pensar no que estava pensando para dedicar atenção a você”, explicou.

Segundo Chequer, uma boa apresentação corporativa não deve ocupar mais de 50% do tempo do encontro. Ele sugere que o conteúdo seja estruturado em três atos.

Chequer: “Comece com um pergunta” para atrair a atenção do público nas apresentações. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Chequer: “Comece com um pergunta” para atrair a atenção do público nas palestras. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


O primeiro ato é para criar interesse. “A sua audiência está pensando em uma série de coisas, menos no que você vai apresentar porque ela ainda não sabe o que é. O que você falar nas duas primeiras frases do primeiro ato precisa atrair o interesse”, indicou.

O segundo ato é manter a atenção. Uma vez atraído o interesse, o interlocutor pode manter a audiência consigo conduzindo o tema com perguntas retóricas.  E, para concluir a apresentação, Chequer sugere o terceiro ato: fechar em direção ao objetivo.

“É lógico que o seu objetivo hoje é ganhar esse concurso, mas será o que a sua meta ao falar com o investidor não é mostrar o que você precisa para ter esse investimento?”, questionou. “É importante ele saber que você sabe qual é a jornada a ser seguida”, afirmou.

Segundo o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, organizador do Festemp, 300 projetos de empreendedorismo vão disputar 10 oportunidades de investimento na maratona Acelera Startup, uma estrutura montada no Anhembi na qual os empreendedores terão cinco minutos para apresentar o seu negócio.

Esse modelo de apresentação é conhecido como “Elevador”, segundo o especialista. E, se for conduzido como se fosse “uma conversa entre amigos”, o resultado pode ser mais positivo para o empreendedor. “Essa conversa mais direta é mais crível”, aconselha Chequer.

Dê um show, mas treine

Qualquer palestrante ou apresentador de algum projeto pode dar um show, desde que ele ensaie antes de se expor ao público. No entanto, treinar uma apresentação não dispensa o interlocutor de improvisos que são típicos de qualquer interação pública, alertou o especialista.

“Todo mundo pode dar um show, desde que treine antes”, disse. “O brasileiro não só adora como se orgulha de improvisar, mas o contraponto da improvisação é a preparação. Vá preparado e não se preocupe, você não vai acabar sua apresentação sem improvisar de alguma forma”, disse o especialista.

Como em qualquer show, o visual é essencial e Chequer defende o uso de imagens como apoio, mas que elas sirvam para sugestionar a audiência e não separar o interlocutor de seu público.

“Dependendo da imagem, a sua história pode criar emoção e isso pode ajudar a reter audiência, ou seja, quando a pessoa estiver tomando banho no fim do dia ela pode se lembrar daquela imagem que você mostrou”, disse. “Mas o apoio visual é para a audiência, não para você. Olho no olho, não use esses recursos visuais como muleta”, alertou.

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‘Nosso objetivo é deixar todo o conhecimento universalmente conhecido para qualquer pessoa’, diz gerente de projetos do Google

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Gerente de projetos do Google na América Latina, Rodrigo Vale apresentou os princípios de inovação que norteiam as ações da empresa na agenda da manhã desta quarta-feira (25/09) do Festival do Empreendedorismo (Festemp), realização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

“O Google hoje não é somente uma caixinha de busca, mas uma empresa com uma gama muito grande de produtos. Para manter o rumo, um dos caminhos é a inovação”, afirmou. “Não olhar para o concorrente, nem para o passado, mas olhar para a frente, para o que ainda não foi criado.”

Vale: “O Google hoje não é somente uma caixinha de busca. Para manter o rumo, um dos caminhos é a inovação”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Vale em palestra no Festemp: “O Google hoje não é somente uma caixinha de busca”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Valorizar ideias é um dos princípios da inovação apresentados pelo executivo do Google. “O primeiro passo para a inovação é a ideia, que vem de qualquer lugar. Não só dos gerentes de produto ou da engenharia. Às vezes, vem do vendedor júnior, o cara que acabou de entrar na empresa”, disse o gerente, que mencionou que o Google mantém uma página pela qual os funcionários podem aplicar suas ideias e também votar nas que consideram boas ou ruins.

Compartilhamento de informações

Não ter medo de errar e não eliminar ideias, mas adaptá-las são outros dos princípios da empresa. Como exemplo, Vale citou o Google Wave, que foi substituído pelo Google Buzz, até chegar ao Google Plus. “A ideia era fazer uma rede social e ela foi mantida. Apenas adaptamos o formato.”

Informação é outra base essencial para a inovação na filosofia do Google. Eles defendem o compartilhamento de tudo entre os funcionários da empresa – há até uma rede social interna em que cada pessoa diz seus interesses e projetos em que está trabalhando. Informação e dados que coletam diretamente com os usuários são utilizados para gerenciar todas as decisões.

Vale falou ainda sobre os princípios que se relacionam com as pessoas, como o cuidado com a contratação da equipe e o conceito de que a criatividade melhora quando há restrições ou limites. “O escritório do Google Brasil é muito mais criativo que o Google dos Estados Unidos porque estamos acostumados a ser criativos com baixos recursos.”

O Google também tem como princípio a licença para que as pessoas sigam suas paixões. “Todo funcionário do Google tem a liberdade de usar 20% do seu tempo para fazer coisas que eles gostam dentro da empresa, em coisas que estejam relacionadas com o objetivo do Google”, contou Vale, que afirmou que muitos projetos saíram do programa de 20%, como o Google Tradutor. “Tenho na minha equipe, hoje, cerca de cinco pessoas que não são da minha área, mas que pediram para dedicar seus 20% nos projetos em que eu trabalho.”

Isso se conecta com outro princípio da empresa, que é tornar tudo divertido. “Dos recursos do Google, 70% têm que ser usados em produtos que fazem a empresa sobreviver e 20% são alocados em produtos com potencial extremamente grande de dar certo. E 10% são aplicados em coisas selvagens e malucas”, conta. “Foi assim que surgiu o Google Glass, por exemplo.”

“Outra coisa maluca foi o mapeamento de Marte. Agora estamos mapeando os oceanos, usando a tecnologia do Street View e um mergulhador contratado pelo Google. Isso é conteúdo, conhecimento. Nosso objetivo na empresa é deixar todo o conhecimento universalmente acessível para qualquer pessoa.”

O gerente de projetos do Google finalizou a palestra destacando a importância do foco no usuário. “O mais importante para nós é atender à necessidade do usuário. Na internet, a distância que o usuário tem de sua empresa para o seu concorrente é um clique.”

O Festemp prossegue com atividades no Anhembi até quinta-feira (26/09).

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