‘A gente precisa ter paixão em tudo o que faz’, diz Sônia Hess no Festemp da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Empreendedores que inspiram existem aos montes. Mas empreendedores que emocionam a plateia ao falarem das suas trajetórias não estão, digamos assim, em todas as esquinas. Sonia Hess faz parte do segundo time. E terminou a sua apresentação, no Festival de Empreendedorismo (Festemp) da Fiesp, na tarde desta segunda-feira (17/09), na sede da federação, deixando muita gente com os olhos marejados. O Festemp foi organizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da casa.

“De braços cruzados, ninguém realiza nada”, disse Sônia, desde a infância envolvida com o negócio da família, a marca Dudalina, de confecção, vendida em 2013 para dois fundos norte-americanos.

Uma história que começou em 1947, na cidade de Luís Alves, Santa Catarina, com o casamento do senhor Duda e da dona Adelina, pais da empresária e de outros 15 filhos. “Eles diziam que queriam ter 20 filhos”, disse. “Tiveram 16, não cumpriram a meta”, brincou.

Nos anos 1950, o casal tinha um comércio de secos e molhados. Um dia, Duda viajou para comprar estoque e exagerou na compra de tecidos, que logo foram transformados em camisas para a venda por Adelina, a empreendedora do casal. Deu certo.

E assim começou a ganhar força o negócio da família. Em 1965, o casal tinha duas lojas em Balneário Camboriú (SC). Em 1969, todos se estabeleceram em Blumenau, no mesmo estado.

Nesse cenário, Sônia era a melhor vendedora da loja da mãe. “Comia marmita lá mesmo, para não perder venda na hora do almoço”, disse.

Em 2008, com o falecimento da fundadora do negócio, a situação ficou um pouco mais complexa. “De uma família, viramos 16”, disse. “Meu pai me deixou como legado ser uma embaixatriz da paz entre os irmãos, não foi uma missão simples”.

Assim, em 2009, ela assumiu a presidência da Dudalina e tiveram início várias mudanças estratégicas e de profissionalização. “A empresa tinha 55 anos e estava acomodada, tinha que mudar”, contou.

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Sônia: mudanças que deram nova vida à empresa de 55 anos e entrada no varejo. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Foi quando ela pensou em criar uma linha de camisaria feminina. “Fizemos um teste de varejo num shopping sazonal em Campos do Jordão, São Paulo”, disse. “Fui para a loja vender e conversar com as clientes”.

Com isso, em 2011, teve início a operação de varejo da marca. Em 2013, eram 95 lojas em funcionamento.

Com a venda do empreendimento, Sônia deixou a presidência do grupo, permanecendo ainda por um período curto no conselho administrativo da Dudalina.

Mas não se esquece até hoje das diretrizes que a guiavam à frente da empresa. “Tinha muito cuidado com as pessoas, não tinha sala própria, ficava perto da equipe”, contou. “Todo ano, 12% do nosso lucro era distribuído entre os funcionários”.

No Natal, ela fazia questão de entregar pessoalmente um presente a cada um dos 2.600 colaboradores. “Quem saía ganhando era eu com esse contato, com esse abraço de cada um”, disse. “Cuidar de pessoas é um presente, nada importa mais do que isso na vida”.

Nesse campo, ela lembra com carinho da história de um ex-motorista. Ele estava para completar 30 anos de empresa e ganhar uma viagem para Paris, na França, mimo concedido a todos os que atingiam esse tempo de casa (20 anos dava direito a um tour em Gramado, no Rio Grande do Sul, e 25 anos um para Buenos Aires, na Argentina).

Muito católico, ele pediu que fosse incluída uma parada no Vaticano, já que “queria ver o papa”. Foi atendido em sua demanda. Pouco tempo depois de ir para o exterior, adoeceu gravemente. Ao visita-lo em sua casa, Sônia ouviu dele que sabia “estar partindo”, mas que, “tudo bem, pois agora já havia estado mais perto de Deus”, numa alegria proporcionada pela patroa. “Quem vocês acham que ganhou o presente nesse caso, esse motorista ou eu? ”, perguntou à plateia.

Hoje, ela se mantém ajudando os outros a partir do seu envolvimento em projetos sociais variados. Um deles é o Duda e Adelina, que tira do lixo 80 toneladas de tecidos todos os anos, sobras de pano que são usadas para a produção de 150 mil sacolas e 30 mil nécessaires.

Ela também é vice-presidente do Grupo Mulheres do Brasil, que reúne mulheres para discutir temas variados, incluindo as relações de gênero. “Queremos defender o protagonismo para construir um Brasil Melhor, não temos partido político e trabalhamos com uma agenda propositiva”.

Segundo ela, tudo em nome de um país mais justo e com mais oportunidades para os seis netos, seus amores. “Não existe palavra mais linda no mundo do que vovó”, se derreteu. “A gente precisa ter paixão em tudo o que faz”.


‘Lutei quando ninguém acreditava nos meus sonhos’, diz surfista Carlos Burle em palestra no Festemp da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Uma história de empreendedorismo construída literalmente nas ondas do mar foi o destaque do Festival de Empreendedorismo (Festemp) da Fiesp na manhã desta segunda-feira (17/09). O evento foi aberto neste domingo (16/09), na sede da federação, em São Paulo, com a participação de quase 800 pessoas. Organizada pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da casa, a maratona empreendedora envolve palestras, workshops, exposição e atendimento aos empresários. Presidente do CJE, Luis Hoffmann deu as boas-vindas aos participantes nesta segunda e convidou o surfista Carlos Burle para fazer a primeira palestra do dia.

Burle começou compartilhando o que ouviu do seu “grande ídolo”, o seu pai, aos 13 anos, quando, “cheio de sonhos”, teve coragem de dizer que queria ser surfista profissional. A resposta: “filho, se você quiser ser surfista, vai terminar a sua vida empurrando carroça e vendendo lixo”.

O baque não o fez desistir, pelo contrário. E Burle, que começou a surfar nos anos 1980, em Pernambuco, escreveu uma carta para o seu primeiro patrocinador onde registrou o seu plano e a sua visão para o esporte que escolheu. Não deixou de ser a sua primeira atitude empreendedora. “Escrevi que queria lutar para estruturar e conscientizar o público surfístico”.

Ao perceber que teria mais oportunidades no Sudeste, saiu do Nordeste ainda nos anos 1980. E chegou ao Havaí em 1986. “O Havaí foi a minha faculdade”, disse ele, que ficou cinco meses no destino em sua primeira temporada no paraíso do surfe mundial. “Era tudo aquilo que eu sonhava, mas não fui bem recebido”, contou.

Incomodado com a fama de que só encarava ondas pequenas, já que não há ondas gigantes no Brasil, ele resolveu se jogar no desafio de encarar apenas mares muito bravios. “Me preparei para isso, treinei muito, condicionei o meu corpo, fiz ioga”, disse. “Sempre digo que a minha mente é o meu músculo mais forte”.

O esforço foi recompensado: em 1998, ele foi campeão mundial de ondas grandes no México. Em 2001, entrou para o Guinness Book após ter encarado uma onda de 23 metros na Califórnia, nos Estados Unidos.

“Fui me desenvolvendo em meu trabalho e produzindo conteúdos diferentes”, explicou. “Sou igual a vocês: presto contas, às vezes até diariamente, quando vou renovar os meus contratos”.

Empreendedor que é, Burle tem um contrato de patrocínio de 18 anos com a fabricante de energético Red Bull. “E isso não é mais pela minha performance, me aposentei das competições, mas porque aprendi a me virar nos 30, a me desenvolver em outras áreas”, disse. “Onde os meus concorrentes viam desafios, eu procurava oportunidades”.

Sempre alerta, ele diz “que tem que estar 365 dias por ano preparado para viajar”. E que trabalha com conceitos como logística e orçamento, investidores e parceiros, execução de projetos, geração de conteúdo, assessoria de imprensa e gerenciamento de mídias sociais. “Precisamos encontrar os parceiros certos”, disse.

Na essência, ele se diz “o mesmo Carlinhos do passado”.  “Só me adaptei ao mundo, lutei quando ninguém acreditava nos meus sonhos”.

Burle ficou conhecido também por ter ajudado a resgatar a surfista brasileira Maya Gabeira no mar de Portugal, quando ela sofreu um acidente ao encarar uma onda gigante. “Adoro quando alguém chega para mim e diz que eu não posso fazer alguma coisa, porque isso me motiva ainda mais, me faz querer dar o meu melhor”.

Empreendedor dos mares e da vida, ele encerrou a sua apresentação querendo saber, dos empresários presentes na plateia, que onda eles iam “querer pegar”. “Se vão querer ficar na superfície ou se aprofundar”, questionou.

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Burle se diz o mesmo Carlinhos do passado: “Só me adaptei ao mundo”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para construir uma nação não há nada melhor do que empreender, afirma Skaf

Agência Indusnet Fiesp

Ao abrir neste domingo (6 de maio) o Festival do Empreendedorismo da Fiesp (FestEmp), o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, destacou a velocidade das transformações no mundo nos próximos 10 anos e defendeu a necessidade de permanente atualização em diversos aspectos – por exemplo, nos negócios e na educação.

“Para construir uma nação não há nada melhor do que empreender”, disse Skaf ao dar as boas-vindas aos participantes do FestEmp, que continua nesta segunda-feira (7 de maio) no prédio da Fiesp.

Clique aqui para saber mais sobre o FestEmp.

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Paulo Skaf durante a abertura do FestEmp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Festival de Empreendedorismo da Fiesp mostra como transformar ideias em negócios

Agência Indusnet Fiesp 

Uma boa ideia pode virar uma empresa. E de forma quase instantânea. Essa é uma das atrações do FestEmp, o Festival de Empreendedorismo da Fiesp. Com a presença esperada de mais de 5.000 pessoas no domingo (06/05) e segunda-feira (07/05), na sede da Fiesp, na avenida Paulista, o FestEmp vai ter múltiplas atrações, todas gratuitas.

O objetivo do FestEmp, organizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE), é dar ao público uma nova perspectiva em relação ao futuro do empreendedorismo no Brasil, com um olhar para mudanças inovadoras. E, claro, fazer com que projetos saiam do papel. Dá até para tirar no mesmo dia o CNPJ.

O encontro inclui consultorias, atividades ligadas a arte e cultura e imersão sobre temas atuais. Grandes empresários e executivos de sucesso contarão para jovens empreendedores e público em geral suas histórias de sucesso, compartilhando os desafios, tropeços e visões de negócio. Uma das mensagens é que vale a pena não desistir, mesmo em momentos de crises.

Durante o domingo, participam dos painéis Alexandre Pellaes, pesquisador e palestrante sobre novos modelos de liderança e práticas de gestão compartilhada; Marc Tawill, diretor do Instituto Capitalismo Consciente Brasil e conselheiro do Gaia; João Pacífico, fundador do Grupo Gaia; Daniel Mendez, presidente e fundador da Sapore, dentre outros.

Já na segunda-feira, entre os palestrantes estão Marcelo Cherto, presidente do Grupo Cherto; Benny Goldenberg, sócio de Paola Carosella no grupo que gere o Mangiare, Arturito e a rede de empanadas La Guapa; Camila Farani, um dos “tubarões” do Shark Tank Brasil; Robinson Shiba: sócio diretor da TrendFoods, considerado o maior grupo especializado em fast-food; João Appolinário: fundador da Polishop; Caito Maia fundador da loja Chilli Beans.

Além dos casos inspiradores de empreendedores renomados, o Festemp terá workshops com temas atuais e cada vez mais vitais aos negócios, como a tomada de decisões e a gestão de tempo. Ao todo são 21 painéis, com mais de 50 palestrantes, com temas que vão desde o impacto das cidades inteligentes no seu negócio até o Investimento Inteligente: Caminhos para empreender com a indústria.

As grandes atrações do Congresso

Abertura de empresa: Os potenciais empreendedores poderão tirar dúvidas na hora e até tirar no mesmo dia seu CNPJ, o registro de empresa. Para isso o Sebrae disponibilizará seis carros de atendimento.

Espaço 360° com realidade Virtual: O público viverá experiências inesquecíveis, com um mundo virtual. Pixel Virtual e Arte Battle são as responsáveis pelas atividades interativas.

Batalha Artística: Serão duas disputas, em que os artistas participantes terão 30 minutos para produzir uma obra de arte, a partir de telas em branco, e ganhar aprovação da plateia.

Food Trucks: Local para relaxar e aproveitar uma deliciosa refeição. Durante o evento consultores também estarão disponíveis para esclarecer dúvidas de quem deseja abrir seu food truck ou apenas conhecer esse mercado.

Música: Os DJs Felguk, Jason Salles e Reezer farão um grande show de encerramento no palco Fiesp, de frente para a avenida Paulista.

Confira toda a programação do evento no site:

http://hotsite.fiesp.com.br/FestEmp

Serviço

Festival de Empreendedorismo da Fiesp – FestEmp

Data: 6 de maio, das 9h às 17h, e 7 de maio, das 9h às 18h

Local: Edifício-sede da Fiesp.

Endereço: Avenida Paulista, 1313. São Paulo

“Saímos com vontade de empreender”, dizem participantes do Ideathon, “intensivão” de criação de startups

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Sabrini Mariani e Thalitta Rodrigues dos Santos entraram na sala do Ideathon, uma das atrações do FestEmp (Festival de Empreendedorismo da Fiesp), com a ideia de criar um programa para ajudar o trabalho dos contadores e dar mais recursos para os administradores das empresas atendidos por eles. Depois de seis horas de um verdadeiro curso intensivo de como desenvolver uma ideia, transformá-la num plano de negócios e atrair investidores, saíram da Fiesp certas de que vão empreender.

“Mudou muito”, afirmou Thalita sobre o que esperava antes do Ideathon e o que planeja fazer agora. “Foi importante encontrar gente que mexe com tecnologia”, disse, referindo-se a Suzy Laplanche e Luiz Batista, ambos da Vallor Digital, que junto com elas desenvolveram no Ideathon o modelo de um sistema em nuvem para contabilidade e gerenciamento. “Pode dar certo, fazendo um plano”, avaliou Sabrini. “Sabemos da situação atual, conhecemos o mercado para contador, e falta tecnologia”, completou Thalita.

“A gente saiu da caixinha”, contou Thalita. “Agora vamos estudar mais as ideias. Precisamos pensar nos questionamentos dos clientes, estar preparadas para responder. A fase de testes é muito importante.” Segundo Sabrini, é preciso considerar que contadores costumam ser “muito focados em coisa operacionais, concretas”.

“Achei fantástico o Design Sprint”, disse Sabrini em relação à primeira parte do Ideathon, realizado neste domingo (12 de novembro), durante o FestEmp. “Vimos que esse start é importante, mas é preciso pensar na parte técnica.” Thalita e Sabrina gostaram tanto do que descobriram no Design Sprint que por WhatsApp convidaram outros alunos do curso que fazem, de ciências contábeis, a participar da parte da tarde do evento.

5 dias em 5 horas

Emerson Bernardino, membro do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE) explicou o processo do Design Sprint do Ideathon. Baseado em metodologia criada pelo Google Ventures (atual GV) que comprime em cinco dias o processo de lançamento de um produto que levaria meses, o Design Sprint do Ideathon reduziu para cerca de 2,5 horas a simulação.

Cada etapa que seria feita em um dia teve em torno de meia hora no Ideathon. A primeira fase, chamada de equalização, permite chegar ao entendimento entre os participantes do grupo de qual problema atacar. Em seguida são discutidas as ideias tidas. A fase seguinte é de tomada de decisão, seguida pela execução do protótipo (que pode ser um produto, ou o desenho das telas de um aplicativo, por exemplo). E por último, há a jornada do usuário, em que pessoas são convidadas a testar o produto e dar suas impressões.

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No Ideathon, Design Sprint acelerado permitiu ir de uma ideia ao teste de um produto. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“Gosto muito de design thinking, e o Design Sprint é derivado dele. Tento usar no dia a dia”, disse Luiz Batista, da Vallor Digital, que há três anos frequenta eventos da Fiesp ligados a empreendedorismo. Batista elogiou no Ideathon a troca de experiências sobre coisas de fora de seu metiê. “E no final desenvolvemos um produto bacana”, disse, a respeito do sistema de contabilidade pensado em conjunto com Thalita e Sabrini.

Suzy Laplanche, também integrante do grupo, afirmou que gostou das “características dinâmicas do Design Sprint” e da interação com as estudantes de ciências contábeis. “Trabalhei 9 anos na área financeira, então houve sinergia muito forte. Agora vamos atrás de investidores”, brincou.

Momentos tensos

Marcus Maida, membro do Comitê Acelera Fiesp e um dos responsáveis pelo Ideathon, mostrou como usar o Canvas, ferramenta para ajudar o empreendedor. É uma espécie de painel configurável no qual o empresário insere seus “bilhetinhos”, abordando os vários aspectos do negócio. Quando os grupos terminaram o trabalho, veio o choque: Maida desafiou todos os participantes a rasgar o Canvas, o resultado de 3 horas de esforço. “Isso é a coragem para empreender, para jogar fora uma ideia ruim. A próxima vai ser boa.”

Maida explicou então como fazer o pitch, uma apresentação ultrarrápida de um negócio a um potencial investidor. “Em 3 minutos vocês têm que contar a ideia, quem são vocês, como isso vai fazer o investidor ganhar dinheiro”, disse. Para complicar, “os 30 primeiros segundos têm que ser arrebatadores”.

Veio então o segundo choque, para os participantes escolhidos para fazer um pitch: quase todos os projetos foram implacavelmente rejeitados, o que, destacou Maida, é parte do processo de aprendizado.

Marcus Maida disse no final do evento que sua intenção era que os participantes saíssem pensando que é possível fazer e que é preciso fazer direito. Conseguiu.

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Trabalho encerrado, todos mostram seu Canvas, antes do desafiio para rasgá-lo. Foto: Graciliano Toni/Fiesp

Sebrae tira dúvidas de empreendedores durante o Festemp

Roseli Lopes, Agência Indusnet Fiesp

Como tirar uma ideia da cabeça e fazê-la virar um negócio? A dúvida é muito comum entre aqueles que pensam em ser seu próprio patrão, querem se tornar um empreendedor. São brasileiros que têm um projeto em mente e precisam de ajuda para saber quais passos seguir para torná-lo realidade. Para esses foi oferecida, neste domingo (12 de novembro), uma oportunidade única: consultores de negócios do Sebrae, que normalmente atendem apenas empreendedores com um negócio formado, com CNPJ (quem só tem ainda a ideia tem de passar por analistas primeiro), deram um plantão especial dentro da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) durante o Festemp, o Festival de Empreendedorismo, iniciativa da Fiesp e do Ciesp.

Entre as 9 horas da manhã até às 16 horas, oito consultores ficaram à disposição para dar todo tipo de ajuda. Juliana Berbet, uma das consultoras, conta que muitos foram em busca de informação sobre formalização, de como ser um MEI – Micro Empreendedor Individual. A maioria, disse, já tem um negócio, mas diante das modernizações em todos os segmentos se viram ‘perdidos’ e não querem ficar para trás. Caso de Henrique Lins, de 29 anos, que há oito trabalha com transporte escolar no bairro paulistano do Morumbi, atendendo três escolas, que perguntava à consultora sobre novos modelos de crescimento.

“No dia a dia você acaba esquecendo de olhar ao redor e enxergar os caminhos para crescer. Como o mercado onde atuo está estagnado, vejo que é preciso olhar para esses novos métodos, novos modelos que levem ao crescimento”, disse Henrique, que percebeu falhas em seu plano de expansão justamente no momento em que decidiu… expandir sua empresa. Dúvidas como a dele apareceram em vários dos questionamentos, segundo Juliana. “Boa parte dos ´que já são donos de uma empresa quis saber mais sobre inovação naquele segmento onde está, estratégias diferenciadas que os façam ter uma receita maior, sobre marketing e até mesmo como melhorar a divulgação de seu negócio ou produto para aumentar a clientela”, disse Juliana. O setor de serviços, como os de alimentação, mídia digital ou de transporte, caso de Henrique, estiveram entre os mais citados nas consultas,  falou a consultora.

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Consultores do Sebrae-SP deram plantão durante o Festival de empreendedorismo realizado pela Fiesp e pelo Ciesp. Foto: Hélcio Nagamine/Fiesp

A contadora Lídia dos Santos Bezerra classificou o Festemp como um momento “bem oportuno”. Demitida em outubro de uma empresa onde era celetista, Lídia quer aproveitar o dinheiro da rescisão para abrir um negócio próprio. Contou que foi até o Festemp para participar das palestras e pesquisar tudo o que precisa para investir no escolhido: uma casa de bolos artesanais. “Não quero franquia, quero ter meu próprio negócio, mas preciso saber sobre esse mercado, se tem espaço para crescer, que tipo de curso e valor do investimento que vou precisar e o que é necessário para formar a empresa, a parte burocrática”, disse.

Ouviu da consultora Beatriz Micheletto uma notícia animadora: o negócio escolhido tem muito boa rentabilidade, muita procura pelo consumidor, está em crescimento no mercado brasileiro e a concorrência ainda não é das mais elevadas. Mas isso, por si só, não é garantia de sucesso, alertou a consultora. “Orientamos os candidatos a empreendedor a fazer um plano de negócio, independentemente do segmento escolhido. Muitas vezes as empresas acabam fechando porque faltou uma pesquisa mais apurada por parte do pretendente a empreendedor, faltou se inteirar mais sobre aquilo com o que quer trabalhar, sobre estratégias e mais informações inerentes a esse momento”, afirmou.

Beatriz lembra que o Sebrae tem várias cartilhas sobre Ideias de Negócios, disponíveis no site www.sebrae.com.br, onde todas as informações podem ser consultadas. Já  a formatação da empresa poderá ser orientada nos escritórios do Sebrae. Muitos dos que procuraram ajuda no Festemp estão em situação semelhante à de Lídia; desempregados que querem aproveitar o momento para virar o jogo e alçar voo em uma nova oportunidade. Como Joyce, há dois anos sem emprego, ex-assistente administrativa, que pensa em abrir uma empresa de motoboy. Já Davi Vieira, dono de uma loja de informática no centro da cidade de São Paulo há seis anos, mas mesmo assim quis saber como poderia elevar suas vendas com melhor divulgação de seu trabalho.

Até mesmo os que se imagina não precisarem de informações e ajuda foram atraídos pelo Festemp. A gerente comercial Leide Fiorini, da Central Comum Rádio Táxi, empresa com mais de 35 anos de mercado, cujos clientes são empresas,  que sentiu na pele o aumento da concorrência do Uber e foi em busca de uma solução. “O Uber entrou, os aplicativos entraram, e por mais que a gente tenha qualidade de serviço, descontos, a concorrência está cada vez maior”, disse Leide. Ela conta que não tem mais para onde correr e é preciso descobrir o que hoje consegue fazer no mercado para frear as perdas de 35% até 40% das chamadas no último um ano e meio. Foi em busca de uma resposta. “Não sabemos hoje onde existe a falha e o que fazer, porque não acho que o problema esteja na empresa, uma vez que com 35 anos é uma empresa que já deu certo, que gera emprego”, argumentou.

Ouviu da consultora Esmeralda Queiroz sobre a necessidade de se reinventar. De mudar o modelo do negócio. “Mudar o modelo por vezes é preciso, mantendo o negócio, se perguntar se o modelo atual pode ser repensado”, disse Esmeralda, falando ainda da necessidade de se quebrar paradigmas, ainda que isso possa parecer impossível em um primeiro momento. “A dor da empresa é justa”, admitiu a consultora. Mas lembrou que, em casos como esse, é preciso que a empresa ressalte e trabalhe com seus diferenciais, use isso a seu favor, pois não é apenas o preço o fator de decisão do cliente por um serviço ou produto.

“O mercado está mudando muito depressa para muita gente e quem não se mexer poderá morrer”, ressaltou Esmeralda, alertando que todos devem ficar atentos para não perder as oportunidades. Também citou a importância de uma pesquisa junto aos clientes para entender os motivos das reduções de chamadas, no caso da Central Rádio Taxi, e eventualmente as queixas em relação ao serviço. “Mudar a forma de atendimento muitas vezes é oferecer mais do que serviço, é oferecer informação, fornecer inteligência também”, explicou a consultora do Sebrae à gerente Leide.

Se reiventar foi o que fez Nelson Costa Barbosa, do ABC paulista, dono do Food Truck Parada do Cone, onde vende crepe e pastel no cone, além de hambúrguer e hot-dog. Por dez anos ele e a esposa foram donos de um buffet, mas quando os negócios caíram decidiram enveredar pelo caminho dos food trucks. Isso foi há três anos. “Só ficamos em eventos, mais fora de São Paulo, pelo interior do Estado e para outros estados, como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Curitiba, entre outros”, conta Barbosa. São em média quatro viagens por semana. A ideia do pastel no cone surgiu dentro de casa. Veio da filha, formada em comunicação mercadológica.

Barbosa foi um dos empreendedores que participaram, junto com outros donos de food truck, do Festemp, que teve ainda atrações como o Escape Game, jogo em que os participantes puderam usar, na prática, habilidades necessárias para empreender; a Batalha Artística, disputa de artistas na produção de uma obra de arte com a plateia escolhendo o vencedor; drones passando por obstáculos em uma simulação dos obstáculos enfrentados no dia a dia do empreendedor; o Ideathon, um desafio proposto ao público para encontrar solução para um problema apresentado; e o garagem empreendedora, espaço dedicado à inovação e às empresas disruptivas. O Festemp também ofereceu palestras e workshops sobre o tema, terminando com um show dos DJs do JetLag,

“Temos que ser otimistas, acreditar nas novas ideias, na iniciativa, na inovação”, diz Skaf ao abrir o FestEmp

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

“Temos que ser otimistas, acreditar nas novas ideias, na iniciativa, na inovação”, disse o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, ao abrir neste domingo (12 de novembro) o FestEmp (Festival de Empreendedorismo da Fiesp).

“Largar a possibilidade de praticar esporte ou relaxar neste domingo mostra que todos nós queremos é oportunidade, todos nós queremos mudar esta agenda de crise. As pessoas querem um novo horizonte, querem entrar no século 21”, afirmou ao dar as boas-vindas aos empreendedores no Teatro do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp. “O Brasil está num momento de grandes mudanças” e é preciso empreender, apesar das dificuldades. “Não há nada que caia do céu, mas vale a pena.”

Skaf lembrou que a economia está em processo de recuperação, e mesmo o desemprego começa a ceder. O presidente da Fiesp e do Ciesp mencionou também a importância da modernização da legislação trabalhista. Antes, exemplificou, não era permitido o trabalho em casa. “Não estamos mais em 1943”, afirmou. “As pessoas querem buscar caminhos, vencer, ter auto-estima. Querem oportunidade. Tenho muita confiança no Brasil, que é um pais maravilhoso. Espero que o país encontre esse caminho da inovação.”

“Este dia que vamos passar é o Brasil verdadeiro, do trabalho, do desenvolvimento. É o Brasil dos nossos sonhos.”

Skaf relatou viagem recente à Califórnia, numa missão empresarial. “Sentimos no Vale do Silício o clima do empreendedorismo, da inovação”, disse. A cultura é diferente nos EUA, afirmou Skaf. Empresas são criadas, quebram, o empreendedor tenta de novo, até ter sucesso. E a vida da empresa não contamina a vida da pessoa física, estimulando o investimento.

Tesla, Intel, Apple, empresas visitadas por Skaf, foram exemplos citados por ele ao falar aos empreendedores.

“Estamos na era da inteligência artificial”, lembrou Skaf. Carros autônomos, até motos autônomas, são possíveis graças a ela. “As transformações estão por todo lado, na educação, nos costumes, no processo industrial”, afirmou o presidente da Fiesp e do Ciesp. “Há uma revolução na vida de todos nós”, como aconteceu no surgimento do avião, inventado por Santos Dumont, e do carro, há mais de 100 anos. “Nossa agenda tem que ser a do olhar para o futuro”, que é o que a indústria paulista faz. Skaf destacou a escola de mecânica avançada do Senai-SP, inaugurada este ano e citou inovações como a escola sem paredes do Sesi-SP visitada por ele na véspera, em Limeira.

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Luiz Hoffman, diretor titular do CJE, disse ao dar as boas-vindas aos participantes do FestEmp, que o Brasil impõe muitas dificuldades ao empreendedor. O desafio, ressaltou, move os empreendedores, que tentam vencer todos os obstáculos. Lembrou que o FestEmp tinha em sua programação mais de 15 eventos simultâneos – atividades lúdicas mostrando na prática como empreender entre eles.

Hoffmann destacou a utilidade do aplicativo do FestEmp, que continuará depois do dia do festival a ser uma ferramenta de networking.

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Paulo Skaf na abertura do FestEmp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Retrospectiva 2013 – Depois do sucesso deste ano, Festemp será ampliado em 2014

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Um festival voltado exclusivamente para a educação empreendedora, com programas de capacitação, rodadas de negócios e debates, e que contou com a presença de mais 6 mil pessoas foi a grande realização Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em 2013. Mas não foi apenas o Festemp que se destacou entre as realizações do comitê. Reuniões mensais com a presença de empresários e personalidades de diferentes perfis também agitaram o ano.

Festemp

A edição 2013 do Festival do Empreendedorismo (Festemp) no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em setembro, presenteou o público com palestras e atividades diversas voltadas para a educação empreendedora, com programas de capacitação, rodadas de negócios e debates.

Para o diretor titular do comitê, Sylvio Gomide, o Festemp foi um “divisor de águas”.

Gomide no Festemp: um divisor de águas para os jovens empreendedores. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Gomide no Festemp: um divisor de águas para os jovens empreendedores. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Durante a abertura do evento, Gomide ressaltou a importância do empreendedorismo para a economia nacional. “É o empreendedorismo que gera mais empregos, mais renda, mais arrecadação de impostos”, disse.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, fez questão de elogiar a iniciativa. “O que está acontecendo aqui no Anhembi é algo muito positivo para o país”, afirmou Skaf.  “Empreendedorismo é pensar o futuro”, completou, na ocasião.

Reunindo empreendedores, executivos, universitários, free lancers e pesquisadores, o foco da feira foi a formação de novos líderes, além de refletir sobre a cultura empreendedora, que cada vez ganha mais espaço e relevância na economia nacional.

Entre os palestrantes do evento estiveram o presidente do Grupo Boticário, Artur Grymbaum; o fundador do site Netshoes, Marcio Kumruian; o presidente do Linux Internacional, Jon Maddog Hall; o fundador da rede de lojas de chocolate Cacau Show, Alexandre Tadeu da Costa e a jornalista Renata Fan, primeira mulher a apresentar uma mesa redonda diária na TV aberta no Brasil.

Skaf e Renata, ao centro: estímulo à força de vontade e ao empreendedorismo. Foto: Talita Camargo/Fiesp

Skaf e Renata, ao centro: estímulo à força de vontade e ao empreendedorismo. Foto: Talita Camargo/Fiesp


Maratona

Além das palestras, o Festival realizou uma maratona de 15 horas a fim de criar um aplicativo gratuito de apoio aos empreendedores, o Hackathon.  Foram 150 inscritos, entre programadores, designers e demais profissionais ligados à tecnologia da informação.

O vencedor foi o aplicativo “Ponto Certo”, projeto que tem a finalidade de auxiliar pesquisas de mercado, buscando os preços mais acessíveis com o objetivo de facilitar a tomada de decisão do empreendedor.

Outra atração foi o Jovem Executivo, que deu a oportunidade para 30 jovens talentos serem entrevistados por alguns dos cem maiores departamentos de recursos humanos de empresas brasileiras.

Já o Acelera Startup, uma arena de aceleração, teve 950 inscritos. A atividade deu a chance de jovens inovadores apresentarem seu negócio a uma banca de investidores.

Para Gomide, o Festemp ultrapassou o modelo “ultrapassado” de palestras. “Conseguimos realizar dinâmicas voltadas para os desafios do dia a dia. Foram dois dias de muita troca de experiências”, analisou ele, que já prepara as surpresas da edição 2014 do festival.

Segundo Gomide, devido ao sucesso do Festemp, a edição do próximo ano terá que ser ampliada. “Devido à procura, o Acelera, o Hackaton e o Jovem Executivo serão eventos separados do Festemp. O Acelera acontecerá na primeira quinzena de março. O Hackaton na segunda quinzena de março. O Jovem Executivo na primeira quinzena de abril”, revelou.

Alguns números do Festemp: 10 mil inscritos, 300 empresas aceleradas, 30 jovens no Programa Jovem Executivo, 30 programadores no Hackaton e 53 palestras realizadas.

Não faltaram histórias inspiradoras

O CJE realizou, ao longo de todo este ano, reuniões, palestras e encontros. Não faltaram histórias inspiradoras, contadas por personalidades de diferentes perfis.

Nesse sentido, o mês de maio reservou ao público um momento especial. Foi realização de um ‘sonho’ para o CJE, conforme Sylvio Gomide classificou a palestra do prêmio Nobel Muhammad Yunus.  O bengalês emocionou o publico ao relembrar sua luta contra a pobreza extrema.

Yunus também detalhou como foi a fase inicial do Grameen Bank, banco que fundou para oferecer microcrédito para milhões de famílias pobres de Bangladesh. “Tudo o que fiz foi encarar de maneira simples os problemas que se apresentavam”, disse, diante de cerca de 900 pessoas, no Teatro do Sesi-SP.

Presente ao encontro, Paulo Skaf enalteceu o trabalho inspirador do bengalês. “A importância de dar oportunidade para as pessoas e valorizar as boas ideias foi exaltada”, afirmou.

Em março, José Seripieri Filho, fundador de uma das pioneiras no mercado de planos coletivos por adesão, a Qualicorp, considerada a maior administradora de benefícios do Brasil, realizou palestra na Fiesp, a convite do CJE. Na ocasião, afirmou que o Brasil é um país ‘milagroso’ para o empreendedorismo.

No mês de abril, foi a vez de mulheres bem sucedidas compartilharem suas experiências no mundo dos negócios.  Carolina Sandler, Cristiana Arcangeli, Lala Rudge e Sônia Hess contaram como transformaram suas ideias e vontade de empreender um cases de sucesso.

“Apesar de terem perfis diferentes, essas quatro bem sucedidas empresárias compartilham de uma característica em comum: todas são guerreiras”, opinou Skaf após as apresentações.

Em junho, as palestrantes foram a jornalista Ana Paula Padrão e a fundadora e presidente do Lide Futuro e idealizadora do Like the Future, Patrícia Meirelles.

Patrícia Meirelles e Ana Paula Padrão na reunião ordinária do CJE/NJE. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Patrícia Meirelles e Ana Paula Padrão na reunião ordinária do CJE/NJE. Foto: Julia Moraes/Fiesp


O criador do site Duolingo foi o convidado do CJE de agosto. “Queria fazer algo ligado à educação e que realmente ajudasse a mudar o mundo”, explicou Luis von Ahn, que ainda afirmou ser possível ir longe a partir do trabalho baseado na capacidade de aprendizado e superação.

Em outubro, foi a vez de Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, relembrar sua trajetória de sucesso e trabalho. O empresário aproveitou o encontro para criticar questões que, a seu ver, afetam a competitividade nacional.  “Pelo menos 60% dos problemas do Brasil podem ser resolvidos se o país tivesse qualidade da educação, enfrentasse os gargalos logísticos e revisse o sistema tributário”, opinou.

Para fechar o ano, o empresário e criador do UFC, Rorion Gracie, foi o astro da reunião mais disputada do CJE, em novembro. Por mais de uma hora, Gracie brindou os participantes com lições de força de vontade, astúcia e, claro, empreendedorismo.

Gracie: lições de criatividade e espírito de luta para superar adversidades. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Gracie: lições de criatividade e espírito de luta para superar adversidades. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Campus Party 2013

O Comitê de Jovens Empreendedores marcou presença também na Campus Party 2013, realizada em janeiro.

No evento, Sylvio Gomide mediou o Talk Show Empreendedor, que teve como convidados o sócio fundador da Dry Wash, Lito Rodriguez e o sócio fundador da Soap (State of the Art Presentations), Joni Galvão.

10º Congresso Estadual de Empreendedorismo do Ciesp

No inicio de setembro, o Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Ciesp de Santos, realizou o 10º Congresso Estadual de Empreendedorismo do Ciesp, em Santos.

O coordenador do Núcleo, Erik Sanches, abriu o evento falando dos objetivos da iniciativa. “Identificar lideranças locais para melhorar a economia do Estado de São Paulo, mas principalmente daqui de Santos. É o principal objetivo desse Congresso”, disse.

Vencedores do Acelera Startup são recebidos pelo presidente da Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Os vencedores do Acelera Startup, uma das atividades mais disputadas do Festival de Empreendedorismo (Festemp), realizado nos dias 25 e 26 de setembro, no Anhembi, na capital paulista, foram convidados de honra do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, para reunião e almoço nesta segunda-feira (04/11), na sede da entidade, em São Paulo. Além dos campeões, estiveram presentes ainda o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores  (CJE), responsável pela organização do Acelera e do Festemp, Sylvio Gomide, e investidores interessados nos projetos das empresas selecionadas.

O Acelera Startup teve 300 projetos selecionados pelos membros do CJE da Fiesp. Desses, os dez melhores tiveram a chance de vender seu negócio a uma banca de investidores por meio do formato “elevator pitch”, ou seja, de forma rápida, no tempo de uma conversa de elevador.

Primeiros colocados da disputa, os empreendedores Sérgio de Andrade Coutinho Filho e Satoru Narita, sócios da Sayyou Brasil, de São Paulo, comemoravam a conquista de um quarto investidor interessado no projeto de sua empresa: a capina elétrica. Trata-se de uma peça que, acoplada ao trator, capina o campo sem o uso de outro tipo de energia além da própria energia mecânica vinda do movimento do veículo. “O encontro na Fiesp foi muito bom, trabalhamos com um produto inovador”, disse Narita. “Só temos a agradecer à Fiesp por esse trabalho fantástico, que incluiu ainda dicas e orientações do próprio Paulo Skaf”, explicou Coutinho Filho.

Skaf (ao centro) em encontro com os vencedores do Acelera Starup e investidores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Skaf (ao centro) em encontro com os vencedores do Acelera Starup e investidores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


De acordo com o sócio da Sayyou Brasil, o presidente da Fiesp ajudou na definição do modelo de negócios da empresa. “O Skaf deu dicas ótimas de como levar adiante um trabalho contínuo dentro do nosso projeto”, afirmou Coutinho Filho.

Inteligência e diferenciais

Co-fundador da Contatix, do Rio de Janeiro, empresa idealizadora do software de mesmo nome,  desenvolvido para aumentar a produtividade das companhias que trabalham com vendas diretas, Erwin Getzel era outro a destacar a maior visibilidade do seu negócio com a conquista do terceiro lugar no Acelera. “Foi muito importante ter participado, estamos sendo bem assediados”, disse. “Trabalhamos com o objetivo de melhorar as técnicas de vendas e dar suporte de inteligência para o setor de venda direta”, explicou.

O Contatix também ajuda na comunicação com os clientes, identificando oportunidades nas redes sociais, por exemplo. Entre outros diferenciais. Nesse ponto, segundo Getzel, o encontro com o presidente da Fiesp foi esclarecedor. “O Skaf tem uma técnica muito boa de pinçar os diferenciais de cada empresa”, contou.

Volta ao mundo

Sócio da Kidu, de São Paulo, José Luiz Aliperti Jr explicou que o quarto lugar no Acelera Startup já abriu muitas portas para o projeto da empresa, um sistema educacional que oferece aos professores temas e propostas de estratégias para trabalhar esses conteúdos em sala de aula. “A partir da temática da volta ao mundo, por exemplo, sugerimos que os professores desenvolvam atividades como textos sobre para qual lugar os alunos querem ir ou como calcular a distância de um lugar para o outro”, afirmou.

Aliperti Jr disse ainda que a empresa vai apresentar a sua ideia para a rede de ensino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). “É difícil encontrar empreendedores preparados e investidores que não estejam receosos”, disse. “Por isso é tão importante que existam iniciativas como o Acelera”.

Esse trabalho de aproximação de empreendedores e investidores também foi destacado pelo o diretor titular do CJE. “A terceira edição do Acelera foi excelente, só tivemos projetos bons”, disse Sylvio Gomide. “Os resultados já aconteceram in loco, no Anhembi, quando muitos contatos foram feitos e muitos investidores se identificaram com os projetos das empresas”.

De acordo com Gomide, é motivo de “orgulho” trazer o tema do investimento-anjo para a Fiesp. Ou seja, aquele feito diretamente, de forma mais prática. Um trabalho que, segundo ele, só vai ganhar força na próxima edição do Acelera, prevista para março de 2014.

Investidores

Atento às oportunidades e projetos das empresas vencedoras da disputa, o sócio-gestor da Performa Investimentos, Humberto Matsuda, disse que “todas as ideias apresentadas eram interessantes”. “Foi muito bom ter tido acesso a esse grupo de empreendedores tão qualificados”, afirmou. “Isso sem falar que, antes das ideias e das empresas, estão as pessoas por trás delas”.

Segundo Matsuda, o evento da Fiesp confirma a “fé no empreendedor brasileiro”. “Existe um gargalo de cultura empreendedora no Brasil”, explicou.

Outro investidor que não economizou contatos foi Adalberto Brandão, da Health Interactive, de desenvolvimento de negócios na área de saúde. Ele também foi um dos jurados do Acelera no Festemp. “O encontro desta segunda-feira (04/11) muito produtivo”, disse. “Mas desde a seleção já tinha percebido que os projetos apresentados eram muito qualificados”.

Na mira de Brandão, há um “entendimento” com a Can Game, do Recife, Pernambuco, segunda colocada na disputa. A empresa criou um software para ajudar no desenvolvimento de crianças com autismo. “Trabalhar junto com os empreendedores é a nossa vocação”.

Vencedores do Acelera Startup comemoram disputa e começam a ser procurados por investidores

Giovanna Maradei e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Uma capina elétrica, um software para ajudar na inclusão social de crianças autistas e um programa para estimular as vendas diretas foram os vencedores do Acelera Startup, uma das atividades mais disputadas do Festival de Empreendedorismo (Festemp), realizado nos dias 25 e 26 de setembro, no Anhembi, na capital paulista.

A iniciativa teve 300 projetos selecionados pelos membros do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Desses, os dez melhores tiveram a chance de vender seu negócio a uma banca de investidores por meio do formato “elevator pitch”, ou seja, de forma rápida, no tempo de uma conversa de elevador. Vencido o desafio, os campeões já colhem os frutos de seu trabalho. E começam a conversar com investidores.

Primeira colocada na disputa, a Sayyou Brasil está começando as suas operações agora e atualmente tem quatro sócios e quatro funcionários, com sede na capital paulista. A empresa desenvolveu um equipamento chamado capina elétrica. Do que se trata? De uma peça que, acoplada ao trator, capina o campo sem o uso de outro tipo de energia além da própria energia mecânica vinda do movimento do veículo. “É uma alternativa ao uso de produtos químicos para a capina”, explica Sérgio de Andrade Coutinho Filho, um dos sócios-diretores da Sayyou. “Uma alternativa limpa e com custo reduzido”, diz ele.

Paulo Skaf com os vencedores do Acelera Startup, no Anhembi, em setembro. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Paulo Skaf com os vencedores do Acelera Startup, no Anhembi, em setembro. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Para o empreendedor, fez toda a diferença ter participado do Acelera. “Não esperávamos ganhar, vimos muitos projetos bons na seleção”, diz. “Já fomos procurados por investidores interessados na nossa ideia e estamos conversando com alguns fundos de investimento”.

Lá do Recife

O projeto que ficou em segundo lugar no Acelera do Festemp surgiu durante pesquisa para uma dissertação de mestrado no Centro de Estudos Avançados do Recife (Cesar), na capital pernambucana. Foi quando o responsável pela iniciativa, Eraldo Guerra, começou a pensar no desenvolvimento de um software que ajudasse crianças autistas a se desenvolverem, o Can Game. “Acho que não escolhi o tema, mas o tema me escolheu, não foi nada premeditado”, diz. “Entre tantos temas, foi o autismo que me conquistou”.

Guerra explica que o programa foi desenvolvido por meio de uma proposta interdisciplinar voltada para alunos do ensino médio. “É muito bom empreender algo que possa beneficiar a sociedade”, explica.

Sobre a participação no Acelera, o empreendedor diz que essa foi uma experiência “única”. “Fiz excelentes contatos, aprendi bastante e espero ter projetos todos os anos para participar do evento”, afirma. “Valeu a pena cada momento, mesmo que o ar condicionado estivesse tão forte”, brinca.

Depois da vitória, Guerra explica que já existem interessados “colaborando de alguma forma”. “Acredito que em um espaço curto de tempo iremos atingir os nossos objetivos”.

Para vender mais

Terceiro colocado no Acelera, o Contatix consiste num software desenvolvido para aumentar a produtividade das empresas que trabalham com vendas diretas, por sinal um setor de atuação muito forte no Brasil. A iniciativa ajuda na comunicação com os clientes, identificando oportunidades nas redes sociais, por exemplo.

A ideia é oferecer um sistema simples, que possa ser usado pelo maior número possível de usuários. Segundo informações da empresa, o objetivo principal é ser simples o suficiente para que qualquer pessoa possa usar e poderoso o suficiente para que grandes usuários possam extrair o melhor da solução.

No último dia do Festemp (26/09), as três empresas vencedoras receberam os cumprimentos do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, no Anhembi.

Vídeo: confira o INDestaque, resumo do que aconteceu na Fiesp entre 23/09/2013 a 11/10/2013

Agência Indusnet Fiesp 

Entre outros assuntos, o boletim da última quinzena destaca a realização do São Paulo Skills, maior competição de ensino profissionalizante da indústria. Durante o evento, mais 700 alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) competiram em 55 modalidades. Os vencedores estão classificados para a etapa nacional da competição, que acontece em Belo Horizonte (MG), em 2014.

Outro destaque foi o Festival de Empreendedorismo, o Festemp, que reuniu jovens empreendedores e inovadores brasileiros. O evento aconteceu no Anhembi, em São Paulo.

Na quinzena passada, a Fiesp recebeu ainda a visita da Liliana Ayale, nova embaixadora dos Estados Unidos no Brasil, e também o ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão, Erlan Idrissov.

Outro destaque do período foi a realização do 8º Congresso da Micro e Pequena Indústria, realizado no Hotel Renaissance, em São Paulo, que reuniu diversos especialistas da área.

Confira abaixo todos os acontecimentos de 23/09 a 11/10/2013:

No encerramento do Festemp, presidente da Fiesp anuncia os vencedores do ‘Acelera Startup’

Adriana Santos, Agência Indusnet Fiesp

A maratona foi longa, assim como costuma ser o caminho dos empreendedores brasileiros. Trezentos projetos selecionados via internet por membros do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) passaram por  fases de educação e capacitação nos últimos dois dias, dentro do Festival de Empreendedorismo (Festemp), encerrado nesta quinta-feira (26/09) no Anhembi.

Após essa imersão com treinamentos, apoio, dicas e mentoring, os 10 melhores projetos tiveram a chance de vender seu negócio a uma banca de investidores por meio do formato elevator pitch, ou seja, na duração de uma conversa de elevador.


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Paulo Skaf com os vencedores do Acelera Startup. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


E entre as 10 empresas selecionadas, três start-ups foram as escolhidas como as melhores do concurso: Sayyou (1º lugar), Can Game (2ºlugar), Contatix (3ºlugar).

A vencedora Sayyou, comandada por Sergio Coutinho Filho, pretende revolucionar o mercado agrícola por meio da tecnologia de capina elétrica. A ideia atraiu um dos investidores que participou do evento e agora a empresa vencedora espera um aporte de até R$ 6 milhões. “O Brasil ainda não tem a cultura de investidores anjos. Isso está apenas começando no país e, por isso mesmo, é um privilégio divulgar nosso trabalho aqui”, declarou Coutinho Filho após o anúncio.

Em segundo lugar ficou o projeto Can Game, encabeçado por Eraldo Guerra Filho, que visa a inclusão social de crianças autistas. E a terceira vencedora foi a Contatix, dos sócios Erwin Julius e Daniel Rodrigues, que nasce com a proposta de aumentar a produtividade das vendas diretas.

Além da oportunidade de se aproximar de potenciais investidores, as três start-ups finalistas ganharam uma consultoria de três meses da ferramenta social Facebook.

‘Se você quer salvar o mundo, antes precisa salvar a si mesmo’, diz o vietnamita Thai Nghia, no Festemp

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O vietnamita Thai Nghia encantou a plateia com sua história de vida no auditório do Festival de Empreendedorismo (Festemp) durante toda a tarde desta quinta-feira (26/09). O evento reuniu empreendedores que apresentaram seus cases, ocasião em que o criador da Goóc mostrou como suas experiências pessoais resultaram no sucesso da sua empresa.

O Festemp é realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria de São Paulo (Senai-SP) no Anhembi, na capital paulista.

Filho caçula de uma família de boas condições no Vietnã, Nghia nunca se conformou com o regime imposto em seu país, o que motivou sua necessidade de fugir.

E o destino trouxe Thai para o Brasil. Ele e outros fugitivos do Vietnã foram resgatados por um navio petroleiro brasileiro e acabaram no Rio de Janeiro “em pleno Carnaval”. “Cheguei em 1979 na Cidade Maravilhosa, mas o Brasil não tinha preparação nenhuma para receber os estrangeiros, integrá-los na sociedade”, contou. “Ficamos na favela e meses depois fomos para São Paulo, para morar em um albergue.”

Segundo o empreendedor, “só depois que começou a cair a ficha”. “Eu tinha 21 anos, era filhinho de papai, nunca tinha trabalhado, não tinha uma profissão. O que fazer da minha vida? Não conhecia ninguém, não sabia para onde ir, não encontrava ninguém que falava minha língua”, lembrou. “Mas foi quando eu pensei: estou na Praça da Sé, em terra firme, não vou afundar como no alto-mar”, contou. “Procurei livros para aprender português e só encontrei um dicionário francês-português. Foi o primeiro caminho.”

Thai Nghia: chegada ao Brasil em pleno Carnaval carioca, em 1979. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Thai Nghia: chegada ao Brasil no Rio de Janeiro, em pleno Carnaval, em 1979. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Aos poucos, ele foi colocando em prática seus objetivos: se comunicar, se sustentar, estudar – consegui até realizar o sonho de estudar na Universidade de  de São Paulo (USP )– e ter seu primeiro emprego. Trabalhando em um banco, seu primeiro plano foi tornar-se um executivo. Mas, quando percebeu que era um objetivo que não se realizaria tão rápido, o espírito empreendedor começou a aparecer.

Bolsas da 25 de Março

Começou vendendo bolsas da 25 de Março em bairros próximos da USP, onde estudava. Em duas semanas, vendeu tudo. “Mas as coisas não são foram tão simples assim. Quando trabalhava no banco, tinha carro, podia ir para a praia, ir para a balada”, disse. “Quando comecei meu próprio negócio, não tem mais balada, nem praia, nem nada. Meu apartamento passou a ser estoque de tecido. Com a inflação alta, precisava comprar e estocar ”, contou o empresário.

Thai aproveitou para aconselhar o público a não “dormir com o inimigo”, ou seja, não deixar que outras pessoas o tirem do caminho. “A gente tem que ser determinado. Se não, a pessoa vai demarcar nosso território e você deixa sua vida pela decisão do outro.”

A inspiração para criar a Goóc surgiu em uma visita que ele fez ao Vietnã. “Vi uma sandália usada no Vietnã feita com câmara de caminhão. As pessoas montam essa sandálias e vão para luta”, disse. “Para mim, ela  é símbolo da resistência”, comentou. “O meu país passou por muitos ataques e problemas, mas continua resistindo.”

Para ele, no caso da  Goóc, a mensagem é mais importante do que o produto. “O produto acaba, é volátil, o que importa é levar o conceito”, explicou o empresário, que concluiu apresentando as mensagens principais de seus produtos.

“Ecologia, preservação das raízes e superação. Uma tem tudo a ver com a outra. Se você quer salvar o mundo, antes precisa salvar a si mesmo”, explicou. “Aguente os problemas da vida. Reclame cinco minutos e depois volte a trabalhar, a fazer as coisas”, alertou.

E isso não é tudo. “Depois, proteja as pessoas ao seu redor, a sua família, as pessoas que você ama, a sua cultura, as suas raízes. Goóc significa raízes. Isso é sustentabilidade.”


Internacionalização e inovação

Outros empreendedores trouxeram seus cases para o Festemp nesta quinta-feira. De forma descontraída, Flavio Pripas, da Fashion.me – Fashion Social Discovery Platform, contou como surgiu a rede social de moda, criada no final de 2008.

“Meu sócio e eu trabalhávamos no mercado financeiro e as nossas esposas se conheciam e queriam abrir uma loja de roupas. Pensamos em fazer algo na internet”, disse. “Entre o final de 2008 e o começo de 2009, começaram a falar de rede social e percebemos que o site que tínhamos criado para as nossas esposas em agosto de 2008, onde as pessoas podiam interagir, era uma rede social de moda.”

Pripas: “Muitas coisas deram certo, outras não, de modo que precisamos voltar para casa e fazer a lição”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Pripas e suas lições de empreendedor: “Muitas coisas deram certo, outras não”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


No fim de março de 2009, o Fashion.me – que na época ainda chamava ByMK – alcançou 20 mil visitas por dia com zero de investimento. Foi quando as mulheres deram lugar aos maridos no comando da start up.

Hoje, a empresa está iniciando seu processo de internacionalização. “Para nós, foi um aprendizado”, contou. “Muitas coisas deram certo, outras não, de modo que precisamos voltar para casa e fazer a nossa lição.”


O melhor atendimento

Considerado um dos melhores sites de comércio on-line no Brasil, o Netshoes também teve sua história contada no Festemp pelo seu fundador, Marcio Kumruiam.

O sucesso da empresa veio de atitudes corajosas, como a decisão de se dedicar exclusivamente a artigos esportivos – a Netshoes era uma loja de calçados em geral – e o encerramento das lojas físicas para realizar vendas somente on-line. “O Brasil é um país desenvolvido, mas o interior é fraco em comércio, não tem grandes lojas. Pela internet, podíamos colocar uma loja de esporte com todos os lançamentos disponíveis para todos.”

Os três pilares defendidos pela Netshoes também foram fundamentais para garantir o reconhecimento que a empresa tem hoje. “Um dos pilares da companhia, desde o princípio, foi oferecer o melhor atendimento ao cliente. O segundo é a inovação. E, por fim, o investimento na equipe”, disse Kumruiam.

Kumruiam: foco no cliente e na qualidade do atendimento na Netshoes. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Kumruiam: foco no cliente e na qualidade do atendimento à frente da Netshoes. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Hoje a Netshoes já está no México e na Argentina, para onde a empresa despacha cerca de 2 mil pedidos/dia. No Brasil, são entre 25 e 30 mil pedidos/diariamente.


Oportunidades escondidas

Encerrando a apresentação dos cases, Flavio Rocha, presidente da Riachuelo, falou sobre história da empresa, “que começou a ser escrita há 67 anos”. “A missão da Riachuelo é dar acesso à moda, que sempre foi algo excludente.”

Rocha, da Riachuelo: fim da exclusão na moda e foco no varejo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Rocha, da Riachuelo: fim da exclusão na moda e foco no crescimento do varejo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Rocha também analisou a atual situação do varejo no Brasil. “Não existe economia de primeiro mundo sem varejo e estou certo que esse será o setor mais promissor da próxima década”, afirmou. “Quero incentivar os jovens que querem empreender a ter um olhar mais amplo sobre o varejo e aos investidores a ver as oportunidades escondidas no setor.”

Empreendedores disputam divulgação de projeto na revista PEGN em atividade do Festemp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Café servido como sachê de chá, aplicativo que denuncia lixões clandestinos, um programa com informações sobre a arcada dentária. Essas e outras ideias foram apresentadas durante o Festival de Empreendedorismo (Festemp), no Anhembi, em São Paulo. Isso porque inventores participantes do encontro estão à procura de investidores que comprem suas ideias. Assim, num período de três minutos eles batalharam para convencer uma banca de jornalistas da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN) a divulgar seu produto nesta quinta-feira (26/09).

O Festemp é realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai-SP).

Integrante desse time de inventores, Patrick Marlon Palhano é um dentista de Itajaí, Santa Catarina, que participa pela primeira vez de um congresso em busca de parceiros para a sua ideia: o “Sorrisometro”, um aplicativo para smartphone que armazena informações sobre a arcada dentária. Ele acredita que a sua invenção vai ajudar em tratamentos odontológicos de longo prazo.

“Se você fez um tratamento há uns dois anos, por exemplo, é super comum não lembrar o que fez depois de tanto tempo. Assim, com o “Sorrisometro” você pode consultar essas informações”, explicou Palhano.

Segundo o dentista, as informações são armazenadas pelo próprio paciente em um aplicativo que pode ter como interface a foto do próprio sorriso. O investimento total do projeto deve chegar a R$ 600 mil.

“Tem um instituto de Santa de Catarina com 400 dentistas dispostos a usar esse aplicativo em seus pacientes”, disse Palhano. “Também tem uma empresa de transporte que já está colocando isso para os seus funcionários”, acrescentou.

Em nome da sustentabilidade

Enquanto isso, a empresa WiseWaste, de desenvolvimento de produtos com resíduos como matéria prima, também apresentou a sua ideia para contribuir com o  desenvolvimento sustentável da cidade.

Os representantes da organização apresentaram o aplicativo “Lixarada”, que permite que seus usuários divulguem lixos clandestinos, com as informações repassadas para as autoridades.

Minoria em uma competição praticamente de aplicativos, os criadores do Cafezinho Fresco também disputaram a divulgação na PEGN. A empresa foi criada em 2004 e desenvolve um pó de café que pode ser consumido como um sachê de chá.

Segundo informações da empresa, a versão orgânica do produto sai em outubro.

Em painel no Festemp, convidados debatem como desenvolver as start-ups no Brasil

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta quinta-feira (26/09), o Festival de Empreendedorismo (Festemp) realizou um painel para debater o desenvolvimento das start-ups brasileiras, chamadas também de empresas nascentes.

Para falar sobre o tema, foram convidados Rodrigo Rocha Loures, fundador da Nutrimental e presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp); Ken O’Donnel, consultor e vice-presidente da Oxford Leadership Academy; e Wilson Nobre Filho, conselheiro do Conselho de Inovação e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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Rodrigo Rocha Loures. Foto: Beto Moussalem/Fiesp


O objetivo do painel foi buscar um modelo para um ecossistema de start-ups no país. “Nossos jovens querem mais do que nunca empreender, mas para isso precisam de um ecossistema propício”, comentou Loures, que dividiu com a plateia sua experiência na fundação da Nutrimental.

“Iniciamos a nossa trajetória se valendo de uma metodologia de gestão participativa. Quando começamos, tínhamos 15 colaboradores e todos participavam dos processos de decisão estratégica da empresa”, contou. “Em 1976, oito anos depois da sua fundação, a Nutrimental já era a maior empresa brasileira de fabricação de alimentos de preparo rápido e de alto valor nutritivo. Isso foi possível graças à soma da contribuição individual de todos.”

O’Donnel também destacou a importância da disposição das pessoas. “Temos dificuldades e complicações, mas não podemos deixar de ter confiança e o propósito. Se eu tenho um propósito interessante, inspirador, diferente, criativo, gera um campo de interesse.”

Mas o consultor também ressaltou que é preciso haver um ambiente propício interno e externo. “A motivação vem de dentro das pessoas, mas o incentivo é o que vem de fora. E se elas não se encontram, se um deles falta, nada acontece.”

Para encerrar a apresentação, o professor Wilson Nobre coordenou uma atividade com o público presente. Divididos em grupos de interesse, entre investidores, empreendedores e inquietos, ele elaborou perguntas para serem discutidas, buscando descobrir o que motiva a criação de novas empresas, o investimento em novos negócios e quais as principais barreiras e dificuldades para realizá-los.

De acordo com os palestrantes, as conclusões produzidas pelos grupos fará parte de um estudo que será encaminhado aos cuidados da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.

O Festemp prossegue com atividades no Anhembi até a noite desta quinta-feira (26/09).

 >> Conheça a programação do Festemp

Jogos Olímpicos transformarão o Rio de Janeiro, afirma gerente do Comitê Organizador Internacional

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

João Saraiva, gerente de suprimentos do Comitê Organizador Internacional dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro de 2016, falou sobre os intensos preparativos para os eventos, durante painel do segundo dia do Festival de Empreendedorismo (Festemp). O evento é realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai-SP) no Anhembi, na capital paulista.

Saraiva, responsável por contratar servidores e fornecedores para atuaram diretamente durante o “maior evento da humanidade”, contou que jamais pensou em trabalhar com administração esportiva. “Os jogos sempre pareceram longe da nossa realidade. Nunca havia trabalhado com administração esportiva. Era apenas um fanático por esportes”, lembrou.

Saraiva em sua palestra no Festemp: preparação para as competições de 2016 no Rio a todo o vapor. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Saraiva em sua palestra no Festemp: preparação para as competições de 2016 no Rio. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


De acordo com ele, trata-se de uma organização complexa, afinal, “são dois grandes eventos, a Olimpíada e a Paralimpíada”.

De acordo com o dirigente, as duas atrações não são uma conquista do Rio de Janeiro. “É uma conquista do Brasil. Muita gente vem trabalhando há três anos para realizar uma competição de alto nível”, disse.

Números olímpicos

“Realizaremos, em 15 dias, 41 campeonatos mundiais”, disse Saraiva.

Os números dos jogos comprovam a complexidade para a organização. “São 10.500 atletas de 204 países, 25.100 profissionais de mídia credenciados e 70 mil voluntários”, explicou. “E isso com uma estimativa de 8,8 milhões de ingressos vendidos”.

Os Jogos Paralímpicos, que acontecem duas semanas após o encerramento das Olimpíadas, também são de encher os olhos. “São 22 categorias em 12 dias, 4.200 atletas de 164 países e 30 mil voluntários”, detalhou.

A vez do Rio

Segundo Saraiva, as Olimpíadas de 2016 serão diferentes de todas as anteriores. “Terão a nossa cara”.

Saraiva listou os “pilares estratégicos da competição”.  “Precisamos de excelência técnica, trabalhamos ao lado de grandes empresas para entregar celebrações memoráveis. Trabalhamos, também, com a imagem que o mundo terá do Brasil”.

Para o dirigente, a capital carioca precisa se servir dos Jogos.  “Usaremos o evento para desenvolver a cidade, com investimentos pesados em infraestrutura”.

Segundo ele, a rede hoteleira dobrará até 2016. “Para isso, trabalhamos com empresas estrangeiras para que se estabeleçam por lá e desenvolvam a capacidade local”, afirmou.

“Os jogos transformarão completamente a cidade maravilhosa”, prometeu.

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Festemp: aplicativo para facilitar pesquisa de mercado é grande vencedor da ‘Maratona Hackaton’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Depois de 17 horas ininterruptas de competição, iniciada às 17h da quarta-feira (25/09), a “Maratona Hackaton” divulgou na manhã desta quinta-feira (26/09) seu resultado do evento, parte da agenda do Festival de Empreendedorismo (Festemp) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP).

O vencedor foi o aplicativo “Ponto Certo”, projeto que tem a finalidade de auxiliar pesquisas de mercado, buscando os preços mais acessíveis, com o objetivo de facilitar a tomada de decisão do empreendedor. Três grupos participaram da iniciativa.

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Equipe vencedora do Hackaton. Foto: Everton Amaro/Fiesp


A equipe desenvolvedora explicou o funcionamento da ferramenta gratuita e ficou bastante satisfeita com o resultado. “Foi uma experiência muito puxada, mas bem importante. Vamos levar frutos daqui, pois todos temos ideias de start-ups e vamos conversar para levar nossos projetos adiante”, afirmou a porta-voz do grupo, Glenda Alcântara, de 28 anos.

Para ela, que não tem conhecimento em programação, a Maratona Hackaton foi uma oportunidade de agregar conteúdo. “A gente se complementou durante todo esse período e foi uma experiência inesquecível”, ressaltou ao destacar que sua grande motivação para participar do evento foi o networking. “Recomendo que as pessoas participem de eventos como esse porque aqui os profissionais se complementam. Vale muito a pena”, concluiu.

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Sylvio Gomide: manter relacionamento com participantes. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Na avaliação do diretor-titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, a adoção desse formato representa uma mudança para a Fiesp. “Queremos manter esse relacionamento de parceria com vocês, que assim como a gente, acreditam na bandeira do empreendedorismo”, afirmou.

De acordo com o diretor do CJE, Cristiano Miano, os participantes são heróis. “Fiquei muito orgulhoso da garra de cada um dos participantes. Eles foram mais longe do que imaginei”, elogiou.

O método de avaliação foi baseado em três critérios: o quanto o aplicativo ajuda o empreendedor na sua jornada, se  a ideia pode dar retorno e tem potencial para ter sucesso; e a capacidade de implementação técnica, ou seja, se a equipe é capaz de produzir o aplicativo.

Segundo Miano, com base em alguns dados pré-fornecidos, as equipes refinaram as ideias, a fim de auxiliar o empreendedor. “Essa é uma oportunidade de avaliar quem foi mais longe e quem foi mais criativo.”

Passe livre para a educação

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Clayton de Oliveira. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Além da equipe vencedora, a Maratona Hackaton premiou um participante com um passe livre vitalício para os cursos oferecidos pela Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap): oito graduações e 18 MBAs.  O vencedor foi, 21 anos, aluno de engenharia aeroespacial da Universidade Federal do ABC.

“Ganhar esse prêmio é muito bom, principalmente porque tecnologia é o que eu quero fazer minha vida inteira. E participar do Hackaton foi uma experiência muito válida por causa do networking. Eu cresci muito”, afirmou o premiado.

Todo mundo pode dar show, desde que treine antes, diz especialista em apresentações corporativas no Festemp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

As duas primeiras frases ditas em uma apresentação são responsáveis por atrair o interesse da audiência. Começar com uma pergunta vai fazer o público parar de pensar em uma série de coisas para dedicar atenção ao apresentador da ideia ou projeto. As dicas são do Rogerio Chequer, sócio da Soap, uma consultoria de comunicação especializada em apresentações corporativas.

Na manhã desta quinta-feira (26/09), Chequer falou para cerca de 200 pessoas durante o Festival do Empreendedorismo (Festemp), evento realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem da Indústria (Senai-SP) no Anhembi, na capital paulista. Na plateia, empreendedores que vão apresentar logo mais o seu projeto para investidores e em cinco minutos tentar convencer pelo menos um deles de que sua ideia é inovadora e merece investimento.

“Comece com um pergunta”, sugeriu Chequer. “Ao fazer uma pergunta você está fazendo aquela pessoa responder e quando ela precisa responder a algo ela tem de deixar de pensar no que estava pensando para dedicar atenção a você”, explicou.

Segundo Chequer, uma boa apresentação corporativa não deve ocupar mais de 50% do tempo do encontro. Ele sugere que o conteúdo seja estruturado em três atos.

Chequer: “Comece com um pergunta” para atrair a atenção do público nas apresentações. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Chequer: “Comece com um pergunta” para atrair a atenção do público nas palestras. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


O primeiro ato é para criar interesse. “A sua audiência está pensando em uma série de coisas, menos no que você vai apresentar porque ela ainda não sabe o que é. O que você falar nas duas primeiras frases do primeiro ato precisa atrair o interesse”, indicou.

O segundo ato é manter a atenção. Uma vez atraído o interesse, o interlocutor pode manter a audiência consigo conduzindo o tema com perguntas retóricas.  E, para concluir a apresentação, Chequer sugere o terceiro ato: fechar em direção ao objetivo.

“É lógico que o seu objetivo hoje é ganhar esse concurso, mas será o que a sua meta ao falar com o investidor não é mostrar o que você precisa para ter esse investimento?”, questionou. “É importante ele saber que você sabe qual é a jornada a ser seguida”, afirmou.

Segundo o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, organizador do Festemp, 300 projetos de empreendedorismo vão disputar 10 oportunidades de investimento na maratona Acelera Startup, uma estrutura montada no Anhembi na qual os empreendedores terão cinco minutos para apresentar o seu negócio.

Esse modelo de apresentação é conhecido como “Elevador”, segundo o especialista. E, se for conduzido como se fosse “uma conversa entre amigos”, o resultado pode ser mais positivo para o empreendedor. “Essa conversa mais direta é mais crível”, aconselha Chequer.

Dê um show, mas treine

Qualquer palestrante ou apresentador de algum projeto pode dar um show, desde que ele ensaie antes de se expor ao público. No entanto, treinar uma apresentação não dispensa o interlocutor de improvisos que são típicos de qualquer interação pública, alertou o especialista.

“Todo mundo pode dar um show, desde que treine antes”, disse. “O brasileiro não só adora como se orgulha de improvisar, mas o contraponto da improvisação é a preparação. Vá preparado e não se preocupe, você não vai acabar sua apresentação sem improvisar de alguma forma”, disse o especialista.

Como em qualquer show, o visual é essencial e Chequer defende o uso de imagens como apoio, mas que elas sirvam para sugestionar a audiência e não separar o interlocutor de seu público.

“Dependendo da imagem, a sua história pode criar emoção e isso pode ajudar a reter audiência, ou seja, quando a pessoa estiver tomando banho no fim do dia ela pode se lembrar daquela imagem que você mostrou”, disse. “Mas o apoio visual é para a audiência, não para você. Olho no olho, não use esses recursos visuais como muleta”, alertou.

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‘Presidir o Palmeiras é uma tarefa muito árdua, mas vemos as evoluções já acontecendo’, afirma presidente do clube no Festemp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Nobre, atual presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, ao lado do ex-goleiro Marcos e de Luís Carlos Brunoro, diretor executivo da equipe, estiveram reunidos nesta quarta-feira (25/09), no Festival de Empreendedorismo (Festemp), para falar sobre a atual situação do clube, disputa a Série B do Campeonato Brasileiro.

O Festemp é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), sendo coordenado pelo Comitê de  Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. Aberto nesta quarta-feira (25/09), no Anhembi, em São Paulo, o evento segue até esta quinta-feira (26/09).

“Sou palmeirense desde que me conheço por gente”, disse Nobre.  “Cheguei à presidência para levar profissionalismo para a parte administrativa do clube. Entendemos que a implantação do profissionalismo é fundamental para o sucesso do Palmeiras”.

Nobre: “Cheguei à presidência para levar profissionalismo para a parte administrativa do clube”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Nobre: profissionalismo para a parte administrativa do clube. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O presidente do time, que nas horas vagas corre de rali, avalia o Palmeiras como “uma grande multinacional, com um publico alvo de milhões de torcedores”.

Ele também falou sobre o início de sua gestão à frente do clube. “Está sendo uma tarefa muito árdua, mas vemos as evoluções já acontecendo em diversas áreas”, contou.

Nobre encerrou dando um recado aos jovens empreendedores que estiveram presentes ao encontro. “Acreditem em seus sonhos, como nós da diretoria acreditamos que podemos melhorar o Palmeiras”.

Ídolo palmeirense

Um dos maiores ídolos da torcida alviverde, o ex-goleiro Marcos falou em seguida e revelou que foi aluno de mecânica de automóveis na escola do Senai de Marília. “Mas não era bom aluno, então fui atrás do sonho de ser goleiro”.

Marcos: sonho de ser goleiro desde a escola. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Marcos: sonho de ser goleiro desde os tempos de aluno do Senai-SP em Marília. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Marcos falou sobre sua trajetória. “Nasci em Oriente, uma cidade muito pequena. Nunca esperei chegar tão longe”, lembrou. Segundo o ex-goleiro, vestir a camisa do Palmeiras já foi a realização de um sonho.”Para mim aquilo já era o bastante. Mas, com muita determinação, alcancei muito mais”, disse.

“A vida é dura. Mas se você tem uma meta e lutar, você irá alcançar. Não perca o foco, mesmo diante de contusões e xingamentos”, finalizou.

Programa Avanti

Luís Carlos Brunoro, que foi professor de educação física do Sesi-SP em Mogi das Cruzes no início de sua carreira, falou sobre a gestão de marketing do Palmeiras. “Profissionalismo é sempre procurar o sucesso – é isso que buscamos com esta atual gestão. Temos internamente um forte luta para balancear receita e despesa”.

Brunoro é reverenciado entre os torcedores. Foi ele o responsável por montar o histórico time que venceu o Campeonato Brasileiro em 1993 e 1994.

Brunoro: “Profissionalismo é sempre procurar o sucesso – é isso que buscamos com esta atual gestão”. Foto: Everton Amaro

Brunoro: “Profissionalismo é sempre procurar o sucesso – é isso que buscamos atual”. Foto: Everton Amaro


Segundo ele, com uma boa gestão financeira e muita responsabilidade, o Palmeiras poderá voltar a disputar títulos relevantes. De acordo com o dirigente, o clube quer ”atingir a excelência em gestão profissional, para voltar a ser vencedor”.

Em seguida, ele falou sobre o bem sucedido programa Avanti. “Saímos, com a criação do programa, de nove mil associados, em abril de 2013, para 33 mil, em setembro”.

O jornalista Mauro Beting, palmeirense declarado, mediou o encontro.

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Festemp promove debate sobre formas de investimento

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O Festival de Empreendedorismo (Festemp) reuniu, na tarde desta quarta-feira (25/09), três tipos de investidores para dar orientações e esclarecer dúvidas do público sobre o tema. Rafael Prado de Moraes, da Garan Ventures, falou sobre o investimento-anjo; Walter Elias Furtado, do banco BDMG, sobre investimento público e banco de desenvolvimento e João Antonio Lopes, do Portbank, sobre fundo de investimento privado.

O Festemp é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), sendo coordenado pelo Comitê de  Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. Aberto nesta quarta-feira (25/09), no Anhembi, em São Paulo, o evento segue até esta quinta-feira (26/09).

Os palestrantes falaram sobre suas trajetórias e experiências e também deram orientações aos empreendedores, inclusive sobre temas como sucesso e fracasso. “Não conheço nenhuma grande empresa brasileira que não tenha passado por vários fracassos e crises. Ninguém consegue construir uma empresa sólida sem ter passado por adversidades”, afirmou Lopes.

“No Brasil, não faltam dificuldades. Não é fácil implantar e desenvolver um negócio com o nível de burocracia e com a carga tributária que temos no Brasil”, disse. “Não é demérito nenhum fracassar. Mas não pode desistir. Quando eu estou analisando um projeto, se ele tiver um caso de fracasso, isso não muda em nada a nossa avaliação.”

Como investidor-anjo, Moraes falou sobre os setores nos quais está investindo no momento. “Da mesma forma que não faço restrições geográficas, também não invisto em setores específicos. No meu pipeline atual, tenho três empresas digitais de educação, uma de São Paulo, uma de Cuiabá e uma de Goiânia”, contou. “Isso não quer dizer que eu não esteja olhando para outros setores.”

Moraes também contou sobre o seu investimento na Hotelle Corporate, plataforma com hotéis de última hora e pacotes com preço corporativos. “O investimento aconteceu porque a empresa tem um empreendedor diferenciado, que já conhecia o setor, porque veio do Hotel Urbano. Quando a gente fala de start-up, o mais importante ainda é o empreendedor. É o que faz a diferença.”

Já Furtado comentou o atual momento do empreendedorismo brasileiro. “Quando você tinha a taxa de juros em 20, 30%, qualquer investidor colocava seu dinheiro na poupança e ficava na praia”, lembrou. “Mas, quando temos taxas de juros mais baixas, o investidor precisa fazer alguma coisa para rentabilizar esse dinheiro. Também é natural que as pessoas comecem a querer empreender”, afirmou. “Acredito que daqui para a frente, esse movimento de empreendedorismo vai crescer.”

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