Setor ferroviário: Senai-SP apresenta projeto do centro de formação profissional

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Da esquerda para a direita: Mario Seabra R. Bandeira, presidente da CPTM; José Antonio Martins, presidente do Simefre; Paulo Skaf , presidente da Fiesp e do Ciesp; Walter Vicioni Gonçalves, diretor do Senai-SP e superintendente do Sesi-SP; e Julio Diaz, diretor de Infraestrutura do Ciesp

O presidente da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, recebeu na manhã desta quinta-feira (02/08), na sede da federação, as principais lideranças  e representantes do setor ferroviário paulista. Durante a reunião, foi apresentado o projeto de implantação do centro de excelência do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) destinado à formação profissional de técnicos para o setor de construção, manutenção e operação ferroviária do Estado de São Paulo.

Skaf, que também preside o Sesi-SP e o Senai-SP,  falou sobre a importância do projeto: “Temos que nos antecipar aos fatos no sentido de ter aquilo que seja o melhor do mundo”, recomendando aos diretores das entidades a realização de visitas técnicas para conhecer a expertise de países líderes em tecnologia ferroviária, como China e Estados Unidos.

O diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Terra, detalhou a proposta do Senai-SP em resgatar a cultura ferroviária no Estado. Entre as premissas da instituição estão a criação da escola ferroviária, a reestruturação e modernização da oferta já disponível e a busca de parcerias para estruturar ambientes com as mais modernas tecnologias do setor.

Terra antecipou que a futura escola ferroviária abrangerá cursos em todos os níveis: cursos de aprendizagem industrial, curso técnico, curso superior e de formação inicial e continuada. Além disso, contemplará também a parte teórica da fabricação, manutenção e operação no transporte de cargas e passageiros.

Ainda de acordo com o diretor técnico do Senai-SP, o investimento previsto para o Centro Senai de atendimento ao setor ferroviário será da ordem de R$ 60 milhões. Esse valor abrange o custo com equipamentos e obras em área construída projetada de 20 mil metros quadrados e uma área total de terreno de 30 mil metros quadrados, incluindo um pátio para manobras e testes. O nome da cidade na qual será construído o Centro Senai  será revelado em setembro.

“Rodoviarização”

José Antonio Fernandes Martins, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre), afirmou que o Brasil é um país feito “fora dos trilhos”, em alusão à “rodoviarização” dos transportes.

“Segundo o Ministério das Cidades, a frota brasileira – que abrange ônibus, automóveis, caminhões e implementos rodoviários – cerca de 70 milhões de veículos”, revelou Martins, que comparou os dados aos parcos números de trens no Brasil: 100 mil de carga e 4 mil de passageiros. O presidente do Simefre finalizou comentando que a decisão da Fiesp, de liderar a formação profissional nas escolas do Senai-SP, será “um fato histórico na área ferroviária”.