‘Não vamos mudar a economia sem produtos que agreguem valor’, diz diretor da Abit

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A inovação têxtil e a necessidade de estimular o setor, inclusive com mudanças tributárias, estiveram no centro dos debates da reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na tarde desta terça-feira (15/04). Convidado a falar sobre o assunto, o diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) Fernando Pimentel apresentou os principais temas debatidos na última edição do “Fórum Internacional de Inovação Têxtil: Presente e Futuro”, realizado na capital carioca, nos dias 8 e 9 de abril.

“Poucos países do mundo têm a mesma estrutura da cadeia têxtil e de confecção do Brasil”, disse Pimentel. “Buscamos a agregação de valor para dar conta do recado. Não vamos transformar a economia sem produtos que agreguem valor”.

O diretor da Abit lembrou que o Brasil é o quarto maior produtor mundial do setor, com um faturamento de US$ 56 bilhões em 2013. Uma produção vendida em 140 mil lojas em todo o país, num cenário em que a participação dos importados no total comercializado chega a 12,5%.

Com foco na busca por maior valor agregado, Pimentel destacou as oportunidades nas áreas de fibras e fiação, com o crescimento das chamadas fibras químicas. Segundo Pimentel, setores como os de esportes, aeroespacial e de defesa oferecem muitas oportunidades para esses tecidos técnicos.

Pimentel: oportunidades oportunidades nas áreas de fibras e fiação, com o crescimento das fibras químicas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Pimentel: oportunidades são boas nas áreas de fibras e fiação. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

“Estamos oito anos atrasados em termos de tecnologia no Brasil”, afirmou o diretor da Abit. “É um atraso tecnológico. Com tantos problemas e uma carga tributária cavalar, sobra menos tempo e dinheiro para investir em outras áreas, mas o mundo não está parado esperando pela gente”, destacou.

Mediador do encontro, o vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comtextil, Elias Miguel Haddad, também reforçou a importância de ir em busca das oportunidades. “Entretanto, por estarmos defasados oito anos, isto significa que temos muito a crescer, é um desafio que teremos que superar”.

Regime Tributário Competitivo

Haddad: questão tributária merece toda a atenção e esforço. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Haddad: questão tributária merece toda a atenção e esforço. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Na segunda etapa da reunião, entrou em pauta o Regime Tributário Competitivo para a Confecção (RTCC). Para Haddad, o tema é “vital e merece toda a nossa atenção e esforço, já que resolverá grande parte dos nossos problemas”.

Do que se trata, afinal? “É uma espécie de Simples sem limite de tamanho de empresa”, explicou Pimentel.

Assim, conforme o diretor da Abit, se a carga tributária para o setor está hoje em 17%, com o RTCC pode ser de 5%. “Em 2025, com uma carga de 5%, a produção será 126% maior”, afirmou.

E mais: haveria ainda um incremento de 1,1 milhão de empregos formais e US$ 7,7 bilhões em investimentos no país por conta da mudança tributária.

Novo patamar cambial propicia conforto e será importante para alavancar investimento, diz ministro Pimentel

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O país superou a defasagem cambial que tem prejudicado a indústria desde 2009 e o câmbio alcançou um patamar confortável para o setor manufatureiro, além de importante para estimular investimentos, avaliou nesta terça-feira (03/09) o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

Na ocasião, o ministro participou do 5º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, no Centro de Convenções WTC Sheraton, na capital paulista. Esta edição do evento tem realização conjunta da Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

“Sentimos uma marola de pessimismo, mas eu não estou junto com esse sentimento. O novo patamar (do câmbio) propicia o conforto que não tivemos esses anos”, afirmou Pimentel.

Pimentel: mais otimista em relação ao desempenho da economia. Foto: Divulgação

O ministro Fernando Pimentel: mais otimista em relação ao desempenho da economia. Foto: Divulgação

 

Ele ainda afirmou que está otimista com o desempenho da economia do Brasil, uma vez que as contas públicas estão controladas e a possibilidade de qualquer salto da inflação foi afastada por uma política monetária bem executada.

“O juro pode cair quando for adequado e subir quando necessário, é isso que está sendo feito, não devemos nos surpreender porque a taxa de juros deve ser administrada para surtir esse efeito”, afirmou.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a Selic em 0,50 ponto percentual para 9% ao ano. Analistas estimam que a taxa deve chegar ao final de 2013 com 9,5 %, mas a projeção para 2014 foi elevada para 9,75% contra 9,50% previsto na semana anterior. As informações são do relatório Focus do Banco Central.

Questionado sobre a queda de 2% da produção industrial em julho versus junho registrada Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pimentel afirmou que o comportamento da indústria ainda é instável “mas se olharmos a curva de longo prazo,  estamos crescendo, isso que é importante”.

Segundo o IBGE, no acumulado dos sete primeiros meses do ano, a produção industrial subiu 2% na comparação com o mesmo período do ano anterior.


Inovação da Indústria

Ainda no evento, o ministro Pimentel informou que está previsto para este mês o lançamento do Pronatec  Brasil Maior. O projeto deriva do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) e é fruto de uma parceria da indústria com o Ministério da Educação e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para formação profissional com base em pesquisa sobre as principais necessidades de mão-de-obra no país.

“Utilizamos os conselhos de competitividade do Plano Brasil Maior e fizemos um mapeamento das necessidades de qualificação no país. São mais de 120 mil vagas que estão levantadas nesse mapeamento”, informou. “O Pronatec não é um programa extenso de qualificação profissional, agora ele é um programa que vai atender às necessidades de qualificação da indústria em todo o país”, completou.

Governo da Alemanha quer o Brasil como parceiro forte e com novos acordos comerciais

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O primeiro painel de discussões do 31º Encontro Econômico Brasil–Alemanha  – evento que acontece até esta terça-feira (14/05), na capital paulista – abordou o tema parceria estratégica e econômica entre os dois países e contou com a presença do ministro Fernando Pimentel, que analisou as formas de fomentar parcerias cada vez mais efetivas de lado a lado. No entendimento do ministro, há um forte impulso para o fortalecimento da cooperação (leia mais aqui).

Anne Ruth Herkes, secretária de Estado do Ministério de Economia e Tecnologia da Alemanha. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Anne Ruth Herkes, secretária de Estado do Ministério de Economia e Tecnologia da Alemanha, enfatizou o interesse de seu país em se engajar cada vez mais com o Brasil, criando novas parcerias e desenvolvimento. “Nosso objetivo é cada vez mais aprofundar nossas relações, com muito otimismo e trabalho”, disse.

Ela acrescentou: “Fazemos parte do mesmo sistema de valores. Queremos o Brasil como parceiro forte, com novos acordos comerciais, para trabalharmos ainda com mais profundidade. Precisamos identificar o que queremos para os nossos países. Um acordo de bitributação é importante neste momento”.

Robson Andrade, da Confederação Nacional das Indústrias. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade, destacou os benefícios que um intercâmbio com a Alemanha pode trazer ao Brasil. “A indústria brasileira passa por dificuldades em competitividade”, pontuou, acrescentando que a indústria alemã é “um exemplo a ser seguido por nós: preparada para concorrência com o mercado internacional, inovadora e avançada”.

Conforme Andrade, uma grande oportunidade é a criação de parceiras em inovação tecnológica. “O Brasil é grande oportunidade de investimentos para todos os países”, destacou, ressaltando que uma indústria forte e a criação de um acordo de tributação devem ser olhadas com atenção pelos governos.

Stefan Zoller, do BDI. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Já o presidente do Conselho para o Brasil do BDI, Stefan Zoller, enfatizou a expectativa de que as parcerias “adentrem uma nova dimensão, com relacionamentos novos e ainda mais produtivos”. De acordo com ele, as pautas entre os dois países são próximas, principalmente em tecnologias verdes: “O ambiente é muito propício para o desenvolvimento mútuo”, salientou.

Ao encerrar o painel, Ingo Ploger, presidente do Conselho Empresarial da América Latina, indicou as novas dimensões comerciais internacionais: “Deve haver um trabalho muito forte entre os governos brasileiro e alemão para tecermos acordos com visão a longo prazo”, concluiu.

Impulso para fortelecer cooperação entre Brasil e Alemanha é muito forte, afirma Fernando Pimentel

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Para o ministro Fernando Pimentel, a junção entre as duas economias se dará cada vez mais na área da Ciência, Tecnologia e Inovação. Foto: Everton Amaro

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Fernando Pimentel, analisou as formas de fomentar parcerias cada vez mais efetivas entre Brasil e Alemanha, ao abrir o primeiro painel de discussões do 31º Encontro Econômico Brasil–Alemanha, evento que acontece até esta terça-feira (14/05), na capital paulista.

Segundo ele, Brasil e Alemanha são economias complementares por natureza e devem estreitar ainda mais seus laços comerciais. “A junção entre as duas economias se dará cada vez mais na área da Ciência, Tecnologia e Inovação”, disse o ministro, acrescentando que é fundamental trazer para o Brasil o conhecimento e ensinamentos das pequenas e médias indústrias alemãs.

“O impulso que leva os dois países à cooperação é muito forte”, sublinhou. Pimentel mostrou otimismo no sentido de uma maior cooperação entre as economias. “Faremos nossa cooperação avançar. E avançar também em um acordo Mercosul – União Europeia”, afirmou o ministro, que considera indispensável uma parceria forte com a Alemanha no setor da inovação tecnológica para o avanço da indústria brasileira.

“Queremos colocar nossa economia no patamar do século 21, da inovação e da força tecnológica. A Alemanha tem muito a nos ajudar nesse sentido. É possível avançar muito em inovação tecnológica”, completou.

Ministro anuncia pacote de estímulos para a indústria brasileira no setor da saúde

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Em reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quinta-feira (11/04) um pacote de medidas que visa impulsionar a indústria brasileira no setor da saúde.

Ao centro, Ministro Alexandre Padilha. Foto: Everton Amaro/FIESP

De acordo com o ministro, serão firmadas oito parcerias entre laboratórios públicos e privados para produção nacional de medicamentos e equipamentos, gerando uma economia de R$ 354 milhões em cinco anos. Além disso, o governo federal disponibilizará R$ 7 bilhões para a concessão de crédito a empresas brasileiras com projetos inovadores no campo da saúde, além da injeção de R$ 1,3 bilhão na infraestrutura de laboratórios públicos.

No entendimento de Padilha, o pacote irá garantir o acesso a tratamento de alto custo, contribuindo com a ampliação do atendimento dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).  Segundo ele, com os novos acordos serão contabilizadas 63 parcerias entre 15 laboratórios públicos e 35 privados para produção nacional de 61 medicamentos e seis equipamentos.

“Produzir aqui no Brasil, através das PDPs [parceria para o desenvolvimento produtivo], significa economia do governo e redução de preço para o consumidor. Com estas 63 PDPs, o Ministério da Saúde economizará R$ 2,5 bilhões por ano”, afirmou Padilha.

Ministro Fernando Pimentel. Foto: Everton Amaro/FIESP

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, salientou que o novo pacote é o resultado da parceria entre três ministérios: da Saúde, da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

“Estamos muito satisfeitos com os resultados. O fato de nós termos hoje 52 empresas brasileiras e laboratórios públicos e privados envolvidos em pesquisa de produção de novos medicamentos, substituindo importações ou agregando conhecimento novo, por si só, já é um fato muito relevante para a nossa indústria”, disse Pimentel.

Transferência de tecnologia

Durante sua explanação, Padilha enfatizou que as parcerias preveem a transferência de tecnologia para produção de cinco medicamentos, uma vitamina e quatro equipamentos que atualmente são consumidos por 754 pessoas, permitindo, na visão do ministro, segurança para o paciente que faz uso contínuo do medicamento.

“O Brasil passar a produzir medicamentos de ponta, como para doença de Alzheimer, medicamentos para o câncer, doenças crônicas e outras relacionadas à pobreza, como malária e leishmaniose dá segurança para este paciente de que o medicamento vai ser produzido, independente de qualquer crise internacional ou cambial”, avaliou Padilha.

Além disso, de acordo com o ministro, a parceria com os laboratórios estrangeiros permitirá a transferência de tecnologia para a produção nacional de medicamentos e vacinas, dentro de um prazo de cinco anos.

Outra medida anunciada neste pacote é o acordo com Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INIPI) que, segundo o ministro, dará prioridade à analise da patente de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Esperamos que patentes de novos medicamentos, sobretudo para o câncer e outras doenças crônicas, que às vezes demoram em média nove anos para o registro de patente, possa ter esse período reduzido para nove meses, que será o prazo máximo do registro de novas patentes nacionais no Inpi [Instituto Nacional de Propriedade Industrial] nesta parceria”, explicou Padilha.

Skaf participa de 18ª Conferência Industrial Argentina, evento com presença de Dilma e Cristina Kirchner

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da UIA, Jose Ignacio de Mendiguren e as presidentes Dilma Rousseff (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina). Foto: Junior Ruiz

Responsáveis por cerca de 70% do PIB da América do Sul, Brasil e Argentina tiveram na quarta-feira (27/11), em Los Cardales, a 60 kms de Buenos Aires, mais um passo de aproximação durante a 18ª Conferência Anual da União Industrial Argentina (UIA) – principal entidade representativa do setor no país vizinho.

Skaf participou da programação da manhã e do almoço de encerramento do evento, que reuniu as presidentes Dilma Rousseff (Brasil) e Cristina Kirchner (Argentina), ministros brasileros como Fernando Pimentel (do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil) e Antonio Patriota (Relações Exteriores) e diversas autoridades de primeiro escalão da República Argentina, além de lideranças empresariais.

Ao final do evento, as chefes do Executivo expressaram confiança mútua em aumentar a integração bilateral.

“Decidimos que vamos estabelecer mecanismos mais rápidos, políticas mais ativas de consulta, não tão protocolares”, anunciou a governante argentina, de acordo com o portal Terra.

“É necessária a integração de nossas estruturas produtivas para competir no mundo”, destacou a mandatária brasileira.

Paulo Skaf e os ministros Julio de Vido e Debora Giorgi. Foto: Junior Ruiz

De acordo com análise do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, logo após o encontro, a sintonia exibida pelas presidentes Dilma e Cristina Kirchner mostra que está no caminho correto o trabalho desenvolvido pela entidade ao longo de 2012 no sentido de incrementar as  relações comerciais entre os dois países – a Fiesp tomou a iniciativa de promover três rodadas de negócios no Brasil em parceria com o governo argentino.

Outros encontros

No evento, o presidente da Fiesp e do Ciesp teve encontros com o ministro do Planejamento Federal, Investimento Público e Serviços da Argentina, Julio de Vido, e com Debora Giorgi (ministra de Indústria da Argentina).

Também conversou com o presidente da UIA, Jose Ignacio de Mendiguren; com o Governador da Província de Buenos Aires, Daniel Osvaldo Scioli; e com o ministro da Produção, Ciência e Tecnologia da Província de Buenos Aires, Cristian Breitenstein.

Paulo Skaf com o o presidente da UIA, Jose Ignacio de Mendiguren; o Governador da Província de Buenos Aires, Daniel Osvaldo Scioli; e o ministro da Produção, Ciência e Tecnologia da Província de Buenos Aires, Cristian Breitenstein. Foto: Junior Ruiz

Agenda

Skaf cumpre agenda na Argentina até sexta-feira (30/11).

Nesta quinta (29/11), é um dos convidados de evento que celebra os 80 anos da Federação Argentina de Indústrias Têxteis. No dia seguinte, participa do seminário “O capitalismo nacional e integração regional”, evento que tem a realização da Secretaria de Comércio Interior e da Associação de Fábricas Argentinas de Autocomponentes.

Governo anuncia novo regime automotivo brasileiro

Agência Indusnet Fiesp

Ministros Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (MDIC) e Marco Antônio Raupp (MCTI) anunciam o novo regime automotivo brasileiro, o Inovar Auto. Foto: Jefferson Rudy

Em edição extra do Diário Oficial da União, o governo federal publicou na quarta-feira (03/10) o Decreto nº 7.819/2012, que regulamenta o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores.

O programa, chamado de Inovar-Auto, é o novo regime automotivo brasileiro. As medidas foram anunciadas nesta quinta-feira (04/10) pelos ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel, da Fazenda, Guido Mantega, e de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp.

De acordo com o governo, o principal objetivo do programa é criar condições de competitividade e incentivar as empresas a fabricar carros mais econômicos e mais seguros, investir na cadeia de fornecedores e em engenharia, tecnologia industrial básica, pesquisa e desenvolvimento e capacitação de fornecedores.

Ainda segundo o governo, são beneficiárias do novo regime as empresas que produzem veículos no país, as que não produzem, mas comercializam, e as empresas que apresentem projeto de investimento no setor automotivo.

Ministro Fernando Pimentel (MDIC) explica o novo regime. Foto: Jefferson Rudy

Regras

Para estarem habilitadas ao novo regime, as empresas terão de se comprometer com uma série de metas – entre elas, a de eficiência energética conforme níveis estabelecidos pelo programa. Uma vez credenciadas, poderão fazer jus a crédito presumido do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de até 30 pontos percentuais.

O Inovar-Auto estabelece ainda regras para a cadeia de autopeças. O cálculo do crédito presumido se dará pela multiplicação do valor gasto nas aquisições de insumos por um fator criado para medir a contribuição da empresa para os objetivos do regime automotivo.

O programa prevê ainda a concessão de créditos presumidos adicionais de IPI para incentivar as empresas a extrapolarem as metas estabelecidas para habilitação ao Inovar-Auto.

Também são fixadas regras específicas para os novos investimentos, estabelecendo condições para empresas que ainda não têm fábricas no Brasil, mas pretendem investir no País, ou a novas fábricas e novos projetos.

Veja mais informações sobre as medidas no site do MDIC.

O site do ministério disponibiliza ainda um vídeo com a coletiva e uma apresentação com as regras do Inovar-Auto

Paulo Skaf recebe ministro Fernando Pimentel (MDIC) na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

No encontro, entre outros temas, o presidente da Fiesp apresentou ao ministro Fernando Pimentel um balanço das atividades industriais. Foto: Junior Ruiz

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebeu nesta quinta-feira (04/10), na sede da federação, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Fernando Pimentel.

O encontro teve como tema a competitividade da indústria brasileira e o novo programa destinado ao setor automobilístico, anunciado pelo governo nesta quinta-feira, que deverá reduzir impostos de veículos com menor consumo de combustível e que utilizem insumos considerados estratégicos.

Skaf apresentou ao ministro um balanço das atividades industriais e a perspectiva de desempenho para os próximos meses.

Ele alertou também sobre a necessidade de o governo promover inovações no sistema tributário, como a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) interestadual em 4% para todos os produtos. E a continuidade do Reintegra, para o ano que vem, pois o final previsto é dezembro de 2012.

A definição da prorrogação é fundamental para as empresas que estão fechando seus contratos de exportação para o ano que vem.

 

 

‘Estou impactado’, diz ministro Fernando Pimentel sobre o Humanidade 2012

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

 

Fernando Pimentel: 'Estou impactado com o conteúdo do Humanidade'

Em visita ao Humanidade 2012 na manhã desta quarta-feira (20/02), o ministro Fernando Pimentel, titular do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), disse ter ficado impressionado com as instalações do evento, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e de outros parceiros que acontece até sexta-feira (22/06), em paralelo à Rio+20.

“Este belíssimo espaço, com a criatividade da cenógrafa Bia Lessa, nos faz refletir ainda mais o conceito de sustentabilidade. Estou impactado com o que vi aqui nesta visita, com o conteúdo e a concepção”, afirmou Pimentel, acrescentando que a iniciativa está à altura da indústria brasileira.

Outras visitas

Desde o primeiro dia de agenda, o Humanidade 2012 recebeu visitas de outras autoridades do primeiro escalão do governo federal.

Entre elas, as presenças do vice-presidente da República, Michel Temer, e de ministros de estado como Antonio Patriota (Relações Exteriores), Celso Amorim (Defesa), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Luiza Helena de Bairros (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Edison Lobão (Minas e Energia) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário).

Também passaram pelo espaço o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Humanidade 2012 

Humanidade 2012 é um evento da Fiesp e parceiros paralelo à Conferência das Nações Unidades sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que tem por objetivo realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável.

A iniciativa é resultado de uma realização conjunta da Fiesp, Sistema Firjan, Fundação Roberto Marinho, Sesi-Rio, Sesi-SP, Senai-Rio, Senai-SP, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal.

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Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em encontro na sede da federação

 

 

A indústria de transformação está sofrendo muito com os efeitos do real sobrevalorizado, do dólar barato e das importações intensas. O alerta foi dado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, após reunião com o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O encontro ocorreu na manhã desta terça-feira (16) na sede da entidade, em São Paulo.

Na avaliação de Skaf, o ministro entendeu o momento sensível vivido pela indústria e se comprometeu a conversar mais de perto, já na próxima semana, com os setores que tiveram a folha de pagamento desonerada recentemente. O ministro prometeu, ainda, levar as demandas dos empresários ao Ministério da Fazenda.

No plano Brasil Maior, anunciado pelo Governo Federal, os benefícios alcançaram quatro setores: calçados, móveis, confecções e software. Para Pimentel, é natural que se faça uma calibragem das medidas no momento de sua regulamentação, já que, segundo ele, elas ainda não têm formato final. “É o momento de recolher opiniões e discutir com os setores. E há um trabalho próximo com a Fiesp”, afirmou.

Pimentel descartou, por enquanto, a ampliação da lista dos contemplados pelo plano do governo. Skaf, porém, pediu atenção a outros setores com mão de obra intensiva, como o de fundição, por exemplo.

Na mesa de debates estiveram presentes temas como medidas para agilização da defesa comercial – como preços de referência – para produtos com importação aquecida nos últimos meses, como armações de óculos, escova de cabelo e pisos laminados. E, ainda, o Reintegra – devolução de parte do valor exportado às empresas.

Paulo Skaf pediu que o Reintegra fique na casa dos 3%. O porcentual definido no plano pode variar de 0,5% a 3%. “Considerando o dólar a menos de R$ 1,60, devolver 3% não resolve, mas ajuda. Mas menos de 3% ajuda pouco”, avaliou.

Skaf se reúne com Pimentel e pede fortalecimento da defesa comercial do País

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

Da esq. p/ dir.: Josué Gomes da Silva, Fernando Pimentel, Paulo Skaf, Benjamin Steinbruch, Ivan Zurita e Lawrence Pih, durante almoço na Fiesp

Em almoço nesta segunda-feira (7) com o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior, Fernando Pimentel, que contou com toda a diretoria titular da Fiesp, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, pediu maior atenção do ministério às ações de defesa comercial do País, para conter o surto de importações por conta do real valorizado e proteger a indústria nacional do comércio desleal.

Um levantamento da Fiesp mostra que, para este ano, a pasta de Pimental alocou  R$ 450 mil em recursos para o Departamento de Análises de Processos de Defesa Comercial. De acordo com a entidade, além de receber um dos menores orçamentos deste ministério, o valor é 10% inferior do que foi destinado no ano passado.

Para se ter uma ideia, a equipe de advogados do ministério que atua na defesa comercial do País é formada por 12 profissionais, enquanto o governo chinês mantém uma equipe de 4.000 profissionais.

“É preciso reforçar a área de defesa comercial e ter coragem para tomar decisões que fortaleçam e protejam a indústria nacional”, disse Skaf, durante encontro com o ministro.

O presidente da Fiesp ouviu de Fernando Pimentel que as medidas de contenção das exportações e o fortalecimento da defesa comercial do País serão não só obrigatórios como práticas frequentes do ministério.

Reforma tributária

Além do fortalecimento da pasta, a reforma tributária também foi um dos temas principais da conversa entre os dois. Pimentel disse que irá priorizar medidas de desoneração da Folha de Pagamento, créditos tributários e restituição tributária dos exportadores.

O presidente da Fiesp também pediu apoio do ministro para modificar a resolução do Senado, de autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), que zera o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do produto importado, quando ele é transferido de um Estado para outro. Já o produto nacional é taxado em 12%.

Na avaliação de Skaf, a resolução do Senado é positiva para o País, pois elimina impostos. No entanto, de acordo com ele, quando beneficia somente o produto importado, a desoneração incentiva as importações do País, diminuindo a competitividade da indústria nacional.