Casos bem sucedidos de inovação tecnológica são debatidos em seminário na Fiesp nesta segunda-feira (21/10)

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Casos bem sucedidos de inovação tecnológica estiveram no centro dos debates do seminário “São Paulo: Cidade da Inovação”, na tarde desta segunda-feira (21/10), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).  Em painel específico sobre o tema, representantes do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), da Universidade de São Paulo (USP) e da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) apresentaram as suas reflexões e experiências na área. O encontro foi moderado pelo diretor geral do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), Antonio Octaviano. O Isitec é mantido pelo Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp).

Presidente do IPT, Fernando Landgraf explicou que as demandas do mercado ao instituto se dividem em quatro pontos principais: inovação, pesquisa e desenvolvimento; serviços tecnológicos; desenvolvimento e apoio metrológico e informação e educação em tecnologia. “No IPT, nós não concordamos com a ideia de que inovação é modismo”, afirmou.

De acordo com Landgraf, a indústria vem demandando cada vez mais o instituto quando o assunto é inovação. “Em 2010, a demanda da indústria por inovação no IPT foi responsável por 13% da nossa receita”, disse. “Em 2012, essa participação foi de 21% e, em 2013, deve chegar a 24%”.

Landgraf: cresce demanda da indústria por inovação no IPT. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Landgraf: cresce demanda da indústria por inovação no IPT. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Sementes protegidas

Entre os casos de inovação com a marca do IPT, Landgraf destacou ações como o lançamento aéreo de sementes protegidas na região da Serra do Mar, em São Paulo, nos anos 1980, por conta da ação das chuvas ácidas que “depenavam a área”. “É muito bom ver a área recuperada hoje, 30 anos depois”.

Outro exemplo citado foi a solução de monitoramento do nível de iluminação por unidade móvel aplicado em Garulhos, na Grande São Paulo, em 2010. “Com isso, melhoramos a eficiência da iluminação pública e ainda houve uma economia de R$ 5,2 milhões por ano na cidade”, contou.

O chamado laboratório móvel do IPT para o atendimento às micro e pequenas empresas também foi lembrado, assim como a oferta de projetos conceituais para a construção de novas fábricas com redução de energia, entre outros detalhes.

A USP e a Fiesp

Professor da Escola Politécnica da USP, José Lerosa de Siqueira, afirmou que o retorno financeiro da inovação pode até demorar um pouco para chegar, mas que “o retorno no desempenho é imediato”.

Ele lembrou ainda que a USP fará 80 anos em 2014 com a vocação de ser uma “universidade empreendedora”. “Espero que a USP seja uma oitentona bem sacudida”, brincou. “Vamos muito além da geração de recursos humanos e de conhecimento, tanto que temos estreitado o nosso relacionamento com a Fiesp nos últimos anos”, afirmou.

Nessa linha, o professor destacou o curso de aperfeiçoamento Gerenciamento e Execução de Projetos de Inovação Tecnológica em Empresas, oferecido em parceria com a federação. Segundo Siqueira, o curso tem 164 horas de aulas à distância e mais 40 presenciais.

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Na hora do cafezinho

A importância da discussão sobre a inovação foi um dos pontos citados pelo secretário executivo da Anpei, Naldo Dantas. “A inovação se faz na rua, na hora do cafezinho, no contato pessoal”, explicou. “Inovação boa nasce no mercado, olhando para o mercado”.

Dantas: inovação desenvolvida a partir da observação do mercado, com foco no mercado. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Dantas: inovação desenvolvida a partir da observação do mercado. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

De acordo com Dantas, é preciso “descrever o que se vai pesquisar”. “É importante fazer esse desenho do desenvolvimento de produtos”, disse.