Centro Cultural Fiesp abre exposição de arte ibero-americana; Paulo Skaf destaca diversidade do espaço

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Foi aberta nesta segunda-feira (14/10), para convidados, e na terça-feira (15/10) para o público, a exposição “Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana”, na Galeria de Arte do Sesi-SP. Parceria entre o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e o Fomento Cultural Banamex, do México, a exposição traz 1.330 obras de arte. No total, são mais de 2.300 peças de cerca de 600 artistas da América Latina, Espanha e Portugal.

É a primeira e maior mostra de arte ibero-americana no Brasil, oferecendo aos visitantes um panorama dos grandes mestres da arte popular desses países.

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Paulo Skaf entre o ministro Aldo Rebello (à esquerda) e Fernando Greiber (do Comcultura/Fiesp). Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

A cerimônia de abertura contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf; da embaixadora do México no Brasil, Beatriz Paredes; do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, do diretor de compromisso social do Fomento Cultural Banamex, Andrés Albo Márques, e do diretor do Comitê de Ação Cultural da Fiesp e Conselheiro do Sesi-SP, Fernando Greiber.

A importância da Galeria do Sesi-SP como espaço cultural de São Paulo foi destacada por Skaf. “É um acervo maravilhoso, que mostra a riqueza e a criatividade da arte desses 22 países”, disse o presidente. “Há pouco tempo, a Galeria recebeu o File, uma exposição de tecnologia. Agora, uma exposição de arte popular e artesanal. Essa variedade que enriquece o espaço.”

Aldo Rebelo também ficou impressionado com as peças que fazem parte da exposição.“É um serviço importante que a Fiesp presta à sociedade brasileira e também à educação, à cultura, à história, à geografia”, afirmou o ministro. “O Brasil está bem representado e de forma bem distribuída, desde as redes artesanais do Mato Grosso, até o artesanato de Alagoas, Pernambuco e Bahia e as cerâmicas marajoaras, uma representação ampla da arte do nosso país.”

Para a embaixadora do México no Brasil, a exposição é uma forma de aproximar os países. “Trazer essa exposição para o Brasil foi um esforço da Banamex e do governo mexicano para estarmos mais perto do Brasil. Temos muita identidade. Nossos povos têm muito em comum, gostam de futebol, de arte popular, de música. Por isso é muito importante a colaboração da Fiesp e do Sesi-SP para organizar essa exposição”, disse Beatriz, que classificou a mostra como “extraordinária”. “Sou conhecedora de arte popular e nunca vi uma exposição como essa.”

Sobre a mostra

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Paulo Skaf e ministro Aldo Rebello. Exposição tem 1.330 obras de arte. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


De acordo com a curadora da exposição, Cândida Fernández, a exposição nasceu em 1995, quando a Banamex realizou o projeto “Grandes Mestres da Artes Popular do México”. “Em um ano de crise econômica muito forte no país, pensei que era importante propor ao Conselho Diretivo um programa cultural com vértices sociais”, explicou.

“Por meio desse projeto, buscamos fazer um resgate cultural, por meio de fontes tradicionais da cultura mexicana, mais próximas do povo. Além disso, ao dar o devido reconhecimento a essas obras, por meio das exposições e dos livros, oferecemos aos artesãos mais oportunidades comerciais e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida.”

Depois de 12 anos de programa no México, em 2007, teve início a fase ibero-americana. Foram 32 viagens por 20 países da América Latina, além de Espanha e Portugal, que selecionaram trabalhos de 510 artistas selecionados e mais de 2.500 peças. O resultado desse trabalho está em exposição na Galeria do Sesi-SP. Depois segue para Argentina, Chile e Peru.

Serviço

Exposição Grandes Mestres da Arte Popular Ibero-Americana

Local: Galeria de Arte do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô).
Período expositivo: de 15 de outubro de 2013 a 19 de janeiro de 2014 – Diariamente, das 10h às 20h.
Classificação indicativa: livre
Informações: (11) 3146-7405 e 7406
Agendamentos de grupos e escolas: (11) 3146-7396, de segunda a sexta, das 10h às 13h e das 14h às 17h.
Entrada gratuita.
Espaços com acessibilidade.

Pinacoteca recebe réplicas em bronze desenvolvidas pelo Senai-SP

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Sina”, de Rodolpho Bernadelli. A peça original (à esquerda) e a réplica feita pelo Senai-SP (à direita). Foto: Juan Saavedra/Fiesp

Museu de arte mais antigo da capital paulista, a Pinacoteca do Estado de São Paulo acaba de ganhar duas novas peças para seu acervo. Em cerimônia na tarde de sábado (15/06), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) entregou à Pinacoteca duas réplicas em bronze das peças “Busto de Dom Pedro II”, de Zépherin Ferrez, e “Sina”, de Rodolpho Bernadelli, pertencentes ao acervo do museu.

Resultado de convênio entre as instituições, as peças foram esculpidas pelo Centro Técnico em Fundição Artística do Senai-SP, instalado na unidade Nadir Dias de Figueiredo, em Osasco, na grande São Paulo. O trabalho teve a coordenação técnica do artista plástico Israel Kislansky.

“Este evento tem uma extrema significação. É parte de uma primeira etapa da colaboração entre a Pinacoteca e Senai-SP”, celebrou o diretor técnico da Pinacoteca, Ivo Mesquita, na solenidade realizada no segundo andar do edifício, marco arquitetônico da cidade. “O Centro técnico [do Senai-SP] vem desenvolvendo um trabalho importantíssimo no sentido da recuperação das técnicas e procedimentos na fundição artística, isto é, esculturas, monumentos, elementos arquitetônicos e decorativos, preservando uma tradição começada no Brasil no século XVII”, elogiou Mesquita.

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Na foto, com o Busto de Dom Pedro II, reprodução feita pelo Senai-SP, da esquerda para direita: Marcelo Araújo (secretário de Cultura do Estado de São Paulo), Ivo Mesquita (diretor técnico da Pinacoteca), Fernando Greiber (diretor do Comcultura/Fiesp) e Israel Kislansky (assessor técnico do Senai-SP). Foto: Juan Saavedra/Fiesp

Em seu rápido pronunciamento, o diretor do Comitê de Ação Cultural da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Fernando Greiber, disse que o convênio é resultado de uma diretriz da gestão do presidente das instituições, Paulo Skaf, de promover a integração das entidades à comunidade cultural e artística do Estado de São Paulo.

“São peças feitas em gesso e, na medida que tenhamos a possibilidade de fundi-las em bronze, nós estamos dando a elas vida eterna”, comentou Greiber. “Esse convênio nos enche de muita alegria. Que esse trabalho continue e dê frutos como essas peças em bronze”, completou.

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Pinacoteca mostrou confiança no Senai-SP, segundo Célio Jorge Deffendi, assessor do Sesi-SP para assuntos de Educação e Cultura. Foto: Juan Saavedra/Fiesp

Célio Jorge Deffendi, assessor do Sesi-SP para assuntos de Educação e Cultura,  lembrou que as duas peças integraram a exposição “Fundição Artística no Brasil”, aberta ao público no Centro Cultural Fiesp entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano.

“O presidente Paulo Skaf tem incentivado fortemente essa ação cultural. Nós tivemos uma exposição no início do ano. Essas coisas são extremamente importantes para a preservação do patrimônio histórico brasileiro”, destacou Deffendi, agradecendo a confiança da Pinacoteca ao ceder as peças originais ao Senai-SP para que ambas fossem trabalhadas em bronze. “Isso também é uma prova de confiança muito grande na competência técnica do pessoal do Senai-SP.”

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Secretário Marcelo Araújo destacou importância do Centro técnico do Senai-SP para os museus. Foto: Juan Saavedra/Fiesp

O secretário estadual de Cultura, Marcelo Araújo, disse que teve oportunidade de participar do projeto ainda na condição de diretor da Pinacoteca, e pediu a Greiber e Deffendi que transmitissem a Skaf seus cumprimentos pela iniciativa. “A importância desse projeto devolve para a realidade brasileira uma das linguagens mais tradicionais da arte que tinha praticamente desaparecido”, observou Araújo.

“A criação do Centro de fundição traz de volta essa possibilidade. É importante para os museus e para os artistas. E para a indústria, é uma atividade que tem imenso potencial. Tenho certeza de que o Centro de fundição tem um futuro brilhante em nome da memória e da cultura brasileira”, encerrou, sugerindo um novo desafio: a réplica em bronze da peça “O Brasileiro” (1940), de Raphael Galvez, escultura em gesso que é um dos destaques do acervo permanente da Pinacoteca.

O Centro Técnico em Fundição Artística do Senai-SP

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“Busto de Dom Pedro II”, de Zépherin Ferrez, réplica feita pelo Centro técnico em Fundição Artística do Senai-SP. Foto: Juan Saavedra/Fiesp

Dedicado à recuperação e modernização dos processos de fundição artística no Brasil, o Centro Técnico em Fundição Artística do Senai-SP funciona em Osasco, na grande São Paulo.

De acordo com Israel Kislansky, as peças entregues à Pinacoteca são resultado de um trabalho que começou em 2008, com um projeto de capacitação de uma equipe de técnicos do Senai-SP habilitados a adquirir o know-how de fundição em bronze.

“Fizemos uma série de ações como viagens a Europa, onde visitamos as principais fundições e os principais acervos, oferecemos cursos para esses técnicos de habilidades artísticas, como escultura, desenho, história da arte, e também tivemos um convênio com a Pinacoteca, em que, com a responsabilidade de reproduzir a obra de um grande autor, exigiu-se a preparação”, explicou. “Esses modelos foram usados para se adquirir o máximo de conhecimento possível”, completou Kislansky.

Além da capacitação e de investimento em equipamentos, a iniciativa abriu cursos especializados em fundição de obras de arte e originou dois livros sobre o assunto, lançados pela editora Senai-SP e editora Sesi-SP, respectivamente.