Com presença de presidente da Fiesp, FILE abre 15ª edição com esculturas e tecnologia

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Com artistas e convidados, a 15ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE) foi aberta na noite desta segunda-feira (25/08), no Centro Cultural Fiesp. O evento contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Benjamin Steinbruch. A solenidade teve ainda a participação da superintendente do Sesi-SP, Débora Cypriano Botelho, e do diretor titular do Comitê de Ação Cultural (Comcultura) da Fiesp, Fernando Greiber.

Benjamin Steinbruch (à esquerda) durante visita às instalações do FILE. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Maior do gênero na América Latina, o festival marca a reabertura da Galeria de Arte do Sesi-SP – o local passou por amplas reformas ao longo deste ano e ganhou uma loja.

“A reforma trouxe um olhar diferenciado para esse espaço”, comentou o diretor da Divisão de Educação e Cultura do Sesi-SP, Fernando Carvalho, para quem o FILE apresenta uma leitura à frente da tecnologia. “Estamos todos acostumados com o nosso celular, nosso tablete, mas o FILE sai da caixinha. E de uma forma repentina e arrojada.”

De acordo com a fundadora e organizadora do festival, Paula Perissinoto, o festival conta uma história “que vem se transformando”.

“No ano 2000, quando o festival começou, a proposta era explorar o ambiente da internet, que estava começando a existir no Brasil, ou seja, a gente começou descobrindo um nicho de produção estética para esse novo ambiente. E de lá para cá, a própria tecnologia se transformou. As interfaces mudaram radicalmente e hoje você entra na exposição e praticamente não vê computador, mas vê esculturas”, explicou Paula durante a festa de abertura.

Ela relembrou ainda que a parceria com o Sesi-SP nos últimos 10 anos de FILE trouxe substância ao projeto, principalmente na cena internacional.

“Hoje a gente representa uma plataforma cultural que é muito representativa na área das artes eletrônicas”, acrescentou.

Nesta primeira semana do evento (de 26 a 31 de agosto), a 15ª edição do festival apresenta performances interativas na calçada junto a três estações do Metrô: Consolação, Trianon-Masp e Brigadeiro.

Segundo Paula, as atrações do FILE são para todo tipo de público.

“A gente consegue atingir faixas etárias, classes sociais e formações diferentes. A pessoa, para aproveitar a exposição, não precisa ser um conhecedor das artes. Ela precisa estar disposta a vir porque uma vez que ela entrar ela vai curtir.”

Debora Cypriano Botelho, Fernando Carvalho e Fernando Greiber, diretor do Comcultura, na solenidade de abertura oficial. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Marco

A fundadora do FILE também afirmou que, ao longo de 15 anos, a mostra tem conseguido se projetar cada vez mais para fora de seu espaço de exposição.

“Ano passado a gente teve o marco da fachada, por exemplo, que foi uma novidade. Pra gente, marco também são as conquistas que escapam da galeria. Ir para a rua é um marco importante. A parceria com o Metrô, com o Sesi-SP, tudo isso são marcos que fazem a gente se desenvolver”, observou.

Este ano, o Centro Cultural Fiesp apresenta 28 instalações do FILE de 12 países. Os visitantes podem manipular os sons da floresta Amazônica por meio da réplica de um rio ou caminhar numa esteira de ginástica para movimentar figuras que representam a sociedade. Também podem ver os sons transformados em luz em outra obra interativa.

>> Saiba mais sobre as atrações da 15a edição do FILE 

Sesi-SP inaugura novas instalações da escola e do Centro de Atividades em Itu

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Itu 

Esta sexta-feira (09/05) foi um dia de muitas comemorações na cidade de Itu. Ampliados e modernizados, o Centro de Atividades (CAT) e a escola do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) foram inaugurados com novos espaços pedagógicos e instalações esportivas remodeladas, em um investimento de R$ 17,3 milhões.

Alunos do CAT de Itu: instalações reformadas e ampliadas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf, comentou que essa é a quarta escola que tem o privilégio de inaugurar na semana. “Mais uma em que a indústria de São Paulo investiu por meio do Sesi-SP e do Senai-SP [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo]”, disse.

“Posso afirmar que as nossas escolas são melhores do mundo, tanto a de Itu quanto as outras que inauguramos por todo o Estado. Não só por essa infraestrutura magnífica, mas pelos nossos educadores, que se realizam quando sentem que os alunos estão realmente aprendendo.”

Sobre o investimento feito nas ampliações e reformas, o presidente do Sesi-SP ressaltou a importância de investir nas pessoas. “Não tem dinheiro que pague a educação de qualidade, a formação profissional. O melhor investimento que podemos fazer é nas pessoas.”

Skaf em Itu: reconhecimento do trabalho dos educadores. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Skaf em Itu: reconhecimento do trabalho dos educadores. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O prefeito de Itu, Antonio Luiz Carvalho Gomes, parabenizou o trabalho do Sesi-SP na cidade e em todo o Estado. “O trabalho do Sesi-SP e do Senai-SP é extremamente importante para o Estado de São Paulo. Os alunos entram aos seis anos e saem prontos para o mercado de trabalho e já empregados. Agradeço por poder ter a estrutura do Sesi-SP e do Senai-SP na nossa cidade.”

O diretor da Divisão de Educação e Cultura do Sesi-SP, Fernando Carvalho, falou sobre a meta de oferecer educação de excelência na rede Sesi-SP. “A indústria prioriza a qualidade na educação, tendo como objetivo principal o desenvolvimento integral dos nossos alunos. Todos nós, educadores, estamos motivados e comprometidos com esse ideal, de transformar a nossa rede, atualmente com 175 unidades, em escolas de excelência. E somos gratos por essa oportunidade.”

Na escola Sesi-SP de Itu foram reformadas e ampliadas 16 salas de aula, os laboratórios de informática, química, física e biologia e o de ciência e tecnologia, além da sala de múltiplo uso. Também foram construídos mais uma sala de aula e o segundo laboratório de informática. A biblioteca foi ampliada e a cozinha e o refeitório foram reestruturados.

Atualmente, a escola atende 1.109 estudantes, sendo 576 no ensino fundamental em tempo integral, 192 no ensino médio e 341 na educação de jovens e adultos (EJA).

O CAT ganhou novos espaços esportivos, como o campo de grama sintética e a quadra de vôlei de praia. A sala de dança, a academia e os quiosques foram reformados e a quadra poliesportiva ganhou uma cobertura.

Patrono

Na mesma cerimônia, mais dois motivos para comemorar. O primeiro foi a nomeação do ex-jogador de futebol Osvaldo Giroldo Junior, o Juninho Paulista, como patrono da quadra poliesportiva.

Juninho nasceu em São Paulo, mas começou sua carreira no Ituano, onde se profissionalizou e para onde voltou em 2010, para encerrar a carreira de jogador. Passou por grandes clubes como o São Paulo, o Middlesbrough (Inglaterra), o Atletico de Madri (Espanha) e o Vasco da Gama, além de ter sido convocado para a seleção brasileira várias vezes e ter feito parte do time campeão da Copa de 2002.

Hoje, Juninho é dirigente do Ituano, clube que foi campeão paulista este ano.

“As homenagens nos deixam emocionados e concretizam um sonho de criança. Quando a gente está em atividade, jogando, não sabe a importância do nosso papel. Quando para de jogar, é lembrado e recebe uma homenagem como essa, percebe o quanto foi importante a nossa dedicação ao longo dos anos, independente das dificuldades”, declarou o atleta.

“Com toda essa estrutura que o Sesi-SP oferece aos alunos, eles têm condições de concretizarem o sonho deles. Fico lisonjeado por fazer parte, um pouquinho, desse centro esportivo maravilhoso”, declarou o atleta.

PAF

As assinaturas do convênio do Programa Atleta do Futuro (PAF) com as cidades de Boituva, Cabreúva e Porto Feliz também foram celebradas durante o evento. Ao todo, serão atendidos 1.148 alunos dos três municípios. Os prefeitos das três cidades estiveram presentes na solenidade para assinarem o convênio com o presidente do Sesi-SP.

Na cidade de Porto Feliz, serão atendidos 688 crianças e jovens, nas modalidades basquete, capoeira, dama, futebol, futsal, ginástica artística e rítmica, handebol, judô, natação, tênis de mesa, vôlei e xadrez. Em Boituva, serão 300 alunos, que praticarão futebol, futsal e ginástica artística. Para Cabreúva, serão mais 160 praticantes, nas modalidades handebol e vôlei.

Sesi-SP renova convênio de sistema de ensino com prefeitura de Iperó

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp, de Iperó

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e a prefeitura de Iperó, a 130 quilômetros da capital, renovaram, na tarde desta sexta-feira (07/03), a adoção do Sistema Sesi-SP de Ensino nas escolas públicas municipais na cidade.

Segundo o diretor de Educação do Sesi-SP, Fernando Carvalho,  o sistema de ensino da entidade já foi aplicado em 21 municípios do estado. “A ideia básica é contribuir para a melhoria do ensino da rede pública, afirmou o diretor.

Segundo ele, “a rede pública já tem os seus conhecimentos, a sua experiência”. “A prefeitura, utilizando a nossa metodologia, incorporando a tecnologia de educação que o Sesi-SP tem, com o nosso material didático e com os professores e gestores treinados pela equipe do Sesi-SP, pode melhorar a educação”.

Skaf, ao centro, na solenidade que renovou a adoção do Sistema Sesi de Ensino em Iperó. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf, ao centro, na solenidade que renovou a adoção do Sistema Sesi-SP de Ensino em Iperó. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

O diretor participou da assinatura do convênio e reiterou que esse se trata de “uma parceria”.

O presidente do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, assinou a renovação do convênio por mais um ano. Ele também ouviu alguns professores presentes no local sobre a qualidade do material e do método.

Também assinaram o convênio o prefeito da Iperó, Vanderlei Polizeli, a superintendente de ensino da cidade, Edivanda Botelho e o vereador Leonardo Folin, além de Fernando Carvalho, diretor de Educação do Sesi-SP.

Educadores debatem a relação dos jovens com o mercado de trabalho

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Professores, educadores de organizações da sociedade civil e profissionais que trabalham com jovens em situação de vulnerabilidade estiveram nesta segunda-feira (30/09) na reunião técnica “O Jovem e o Mercado de Trabalho”. O encontro foi organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e o Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“O Sesi-SP e o Senai-SP [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo] têm os olhos voltados para esses jovens e sua relação com o mercado de trabalho”, disse o diretor de Educação e Cultura do Sesi-SP, Fernando Carvalho, na abertura da reunião. “As habilidades básicas que foram ensinadas na educação básica não são as mesmas exigidas pelo mercado de trabalho. E é nosso papel entender esse processo e, de alguma forma, melhorar.”

 

Consultor Ricardo Martins apresenta o estudo 'Educação para o Mundo do Trabalho'. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

O professor e consultor legislativo Ricardo Martins, mestre em Educação pela Fundação Getúlio Vargas (RJ) e doutor em Ciência Política pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), fez uma palestra em que apresentou dados educacionais e o perfil do jovem que não estuda e não trabalha, chamado de “nem-nem”.

Ao mostrar os números do Produto Interno Bruto (Brasil é o 7º), do Índice de Desenvolvimento Humano (Brasil é o 84º) e dados educacionais do Brasil (país é o 53º entre os 65 países avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos), o professor falou sobre a importância da educação para a modernização e a competividade dos setores econômicos.

“Temos uma economia pujante, mas com alguns fatores que dificultam para que a gente continue se desenvolvendo de maneira justa e que contemple toda a sociedade. A questão básica são os problemas educacionais, que, no futuro, vão causar entraves sociais e econômicos para o país.”

Ações como a mudança curricular, a valorização do professor, a melhoria da gestão e da infraestrutura das escolas são algumas das propostas apresentadas para mudar a situação da educação brasileira. No entanto, lembrou o professor, só teriam resultados a médio e longo prazo.

“Essa garotada que está na escola hoje, ou fora dela, tem direito a ações do poder público e da sociedade civil organizada, que lhes dê condição de promoção. Essa é nossa preocupação”, declarou o professor, que citou como ações imediatas possíveis a identificação das causas que levam os jovens a deixar a escola, a avaliação de suas competências, a oferta de cursos de qualificação profissional com financiamento do Pronatec [Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego] e aulas de reforço de português e matemática.

Após a palestra, os participantes se reuniram em grupos para debater sugestões de ação em curto e médio prazo com a finalidade de aproximar o jovem “nem-nem” para o mundo da escola e do trabalho.

Os trabalhos vão colaborar com as ações educacionais do CNI e da Fiesp, por meio do Sesi-SP e do Senai-SP.