NJE/Ciesp promove Feirão do Imposto para revelar peso das taxas no Brasil

Agência Ciesp de Notícias

Desde o início deste ano, os números do impostômetro não param de rodar. As crifras já ultrapassaram a quantia de R$ 1,130 trilhão de recolhimento de impostos municipais, estaduais e federais.  Com esse valor é possível pagar 64.623 meses de contas de luz de todos os brasileiros, construir mais de 841.562 quilômetros de estrada, fornecer medicamentos para toda a população do país por 374.861 meses e pagar mais de 1.555.939.650 salários mínimos à população.

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a alta carga tributária no Brasil, o Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) organiza o Feirão do Imposto.

Neste sábado (13/09), em oito cidades do Estado concomitantemente: Alta Noroeste (Araçatuba), Americana, Guarulhos, Jacareí, Jaú, Jundiaí, São Bernardo do Campo e Taubaté. Voluntários dos NJEs regionais e universitários estarão mostrando à população o quanto é recolhido em cada produto comprado ou serviço prestado.

Durante o Feirão, os visitantes receberão tabela que mostra o peso dos impostos em dezenas de itens de consumo. A lista mostra a carga que incide no açúcar, que é de 30,60%, leite (18,65%), medicamentos (33,87%), gasolina (53,03%), conta de luz (48,28%), água (24,02%), micro-ondas (59,37%) e também na dose de cachaça (81,87%), a mais alta da lista. Na média, o consumidor recolhe mais de 45% em impostos em cada produto ou serviço que adquire. Clique aqui para abrir as tabelas de produtos e impostos cobrados.

O Feirão do Imposto é uma iniciativa da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) e de entidades em São Paulo, como a Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), representados respectivamente pelo CJE e o NJE.

Transparência é principal destaque da lei que obriga registro dos impostos na nota fiscal, explica diretor da Fiesp

Guilherme Abati e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Desde a última segunda-feira (10/06), todas as empresas que operam no país são obrigadas a discriminar, nas notas fiscais, os impostos embutidos em cada compra realizada. A mudança é apoiada pela Lei Federal 12.741. Aprovada em dezembro de 2012 e tendo entrado em vigor nessa semana, a legislação permite ao consumidor saber o quanto exatamente está pagando de tributos. E qual o custo sem imposto do serviço ou mercadoria adquirido. A medida contou com o apoio e a mobilização da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“O principal ponto da medida é que ela favorece a transparência”, explica Sylvio Gomide, diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp.

Sylvio Gomide: consumidores poderão cobrar melhor o poder público. Foto: Everton Amaro

Sylvio Gomide: consumidores poderão cobrar melhor o poder público. Foto: Everton Amaro/Fiesp

De acordo com Gomide, a lei permite que, conscientes a respeito do volume de impostos que pagam, os cidadãos possam “cobrar melhor o uso do dinheiro público”.

“A medida mostra para a população o quanto ela paga de imposto. Muitas vezes, os consumidores não conseguem se dar conta disso”, afirma. “Uma motocicleta abaixo de 125 cilindradas, por exemplo, paga cerca de 50% de imposto. Ou seja, um motoboy, que é um empreendedor, nem percebe que é ‘sócio’ dos governos por conta dos tributos”, observa o titular do CJE/Fiesp.

>> População comemora a medida, mas critica alta carga tributária 

Pela lei, as notas fiscais devem trazer informações sobre sete impostos. O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), o PIS/Pasep (Contribuição para o Programa de Integração Social), o Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), o Cide (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico), o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e o ISS (Imposto sobre Serviços).

Detalhe de nota fiscal com o detalhamento do imposto. Foto: Julia Moraes

Detalhe de nota fiscal com o detalhamento dos impostos pagos. Foto: Julia Moraes

Na campanha pela aprovação da medida, a Fiesp realizou edições do chamado ‘Feirão do Imposto’, evento no qual apresentou à população, como se fosse um supermercado, o peso da carga tributária em cada produto. “Nos últimos quatro anos, o CJE/Fiesp realizou o Feirão do Imposto, que, até por ser na Avenida Paulista, teve um impacto grande”, destaca Gomide.

“Nossa visão é construir uma nova identidade empresarial, mostrar para os empreendedores que é preciso ter uma visão de país não só limitada ao próprio negócio ou ao setor”, explica o diretor da Fiesp.

Com vetos pontuais, presidente Dilma sanciona projeto que obriga nota fiscal a informar volume de impostos

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Feirão do Imposto: evento em frente ao prédio da Fiesp apresentou aos pedestres o peso da carga tributária no preço de bens de consumo. Foto: Everton Amaro.

A presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto de lei 1472/07, que obriga a publicação nas notas fiscais dos tributos pagos na compra de produtos e serviços. A informação foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (10/12) e entrará em vigor em maio de 2013.

O projeto de lei, que contou com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), foi aprovado pela Câmara dos Deputados no mês de novembro. A medida tem como principal objetivo dar transparência no ato da compra, informando o consumidor sobre a carga tributária incidente nas mercadorias.

Dilma, no entanto, vetou os artigos que obrigavam a discriminação em nota do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). “A apuração dos tributos que incidem diretamente na formação do preço é de difícil implementação e a sanção desses dispositivos induziria a apresentação de valores muito discrepantes daqueles efetivamente recolhidos, em afronta à própria finalidade de trazer informação adequada ao consumidor final”, diz a mensagem da presidente.

O número excessivo de impostos embutidos na compra dos produtos tem impacto direto na mesa do brasileiro. Do valor total de um pacote de arroz, por exemplo, 18,65% representa cobrança de impostos. O tradicional peru, que custa em média R$ 58,80, sairia para o consumidor por R$ 41,72 sem a incidência de tributos. Já uma garrafa de espumante, com custo de R$ 22,00, valeria R$ 8,80 sem a cobrança dos impostos.

Com a sanção, deverão constar na nota fiscal os seguintes tributos: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Imposto sobre Serviços (ISS), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF), Contribuição Social para o Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

Mobilização

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Sylvio Gomide, titular do CJE/Fiesp, durante evento.

Com o intuito de sensibilizar a presidente Dilma e toda a população sobre a importância da discriminação dos impostos na nota fiscal, autoridades representantes de entidades de classe e trabalhadores realizaram na quarta-feira (05/12), no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), um ato público, batizado de “Não Veta Dilma”, organizado pela Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) , com o apoio da Fiesp e do Ciesp e de diversas entidades de classe, que colheram mais de 1.500 assinaturas.

Na ocasião, o diretor do Comitê dos Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, lembrou que as entidades da indústria paulista realizam, todos os anos, o Feirão do Imposto, que mostra à população o volume dos tributos embutidos em produtos e serviços.

“A Fiesp e o CJE, ao longo dos últimos quatro anos, organizaram o Feirão do Imposto, que é um braço deste projeto. Esta é uma forma de conscientizar, mobilizar e protestar contra alta carga tributária que nós temos”, afirmou.

Em setembro, o CJE promoveu, em frente ao prédio da Fiesp, o “Feirão do Imposto”, que reproduz um supermercado com itens de consumo do dia a dia como arroz, feijão, produtos de higiene e limpeza e outros, como eletrodomésticos e conta de telefone, cada um com seu preço real e a carga de imposto embutida.

Na Fiesp, Feirão do Imposto revela peso dos tributos e surpreende a população

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Saturado de pagar tantas taxas em produtos e serviços – às vezes sem saber –, o cidadão paulistano que passou em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta sexta-feira (14/09) ficou ainda mais indignado ao deparar com os números mostrados durante todo o dia no Feirão do Imposto.

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A diferença de preço dos produtos com e sem impostos chamou a atenção dos transeuntes que passaram em frente à Fiesp

O evento, promovido pelo Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp, é uma iniciativa da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) e reproduz um supermercado com itens de consumo do dia a dia como arroz, feijão, produtos de higiene e limpeza e outros, como eletrodomésticos e conta de telefone, cada um com seu preço real e a carga de imposto embutida.

Em cada gole de água, por exemplo, 45,1% de imposto escoam para os cofres do governo, além de uma série de itens tributados. O desodorante é outro tipo de produto com alto imposto, com 47,2%.

Sylvio Gomide, diretor-titular do CJE/Fiesp, explicou que este é o quarto ano consecutivo que a entidade realiza o Feirão do Imposto, de forma simples e objetiva. “Às vezes o pessoal assiste na televisão ou lê uma matéria no jornal sobre o assunto, de maneira complexa. E, aqui, a ideia é simplificar o entendimento com o supermercado montado e os produtos e serviços expostos.”

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Sylvio Gomide, diretor-titular do CJE/Fiesp, durante entrevista ao canal Globo News

Segundo o diretor, a mobilização é parte da pauta de ações do CJE e da Fiesp. “Nossa agenda de mobilizações conduzida pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, faz parte da tão esperada retomada da competitividade  da indústria brasileira”, afirmou Gomide, que lembrou as conquistas da entidade, como a extinção da CPMF em 2007 e a recente redução da tarifa de energia elétrica anunciada pela presidente Dilma Rousseff.

“Conseguimos esses resultados por meio dessas reivindicações, e esse Feirão do Imposto é uma forma de chocar e alertar as cerca de 10 mil pessoas que passaram por aqui hoje”, completou Gomide.

Surpresa e indignação popular

William Araújo passava em frente à Fiesp e  ficou revoltado com o “absurdo” dos encargos. “É muita coisa uma latinha de cerveja com 56% e o arroz com 18% de imposto. Estou surpreso”, declarou o jovem, que confessou só tomar conhecimento destes números ao passar pelo Feirão do Imposto.

Já Sandra Camargo se sente “roubada” com tamanha carga de taxa inclusa nos preços finais dos produtos. “Eu sabia desses impostos altos e acho humilhante o quanto somos explorados e roubados pelo governo deste país. E o pior: sem ver o resultado de tanta contribuição”, disparou.

Sandra acrescentou que a campanha é importantíssima e deveria ser realizada o ano todo. “A população precisa saber disso e ter a consciência de quanto lhes é roubado. Não existe outro termo a não ser roubo”, esbravejou.

Nesta sexta-feira (14/09), Feirão do Imposto revelará peso das taxas no Brasil

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Desde o início deste ano, os números do impostômetro não param de rodar e já ultrapassaram a quantia de R$ 1 trilhão de recolhimento de impostos municipais, estaduais e federais. Até o dia 13 de setembro, o equipamento marcava R$ 1,56 trilhão. Para se ter uma ideia do que representa a quantia recolhida em impostos, com esse valor é possível pagar 64.623 meses de contas de luz de todos os brasileiros, construir mais de 841.562 quilômetros de estrada, fornecer medicamentos para toda a população do país por 374.861 meses e pagar mais de 1.555.939.650 salários mínimos à população.

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a alta carga tributária no Brasil, o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) organiza o Feirão do Imposto.

Nesta sexta-feira (14/09), na Avenida Paulista, em frente ao prédio da Fiesp, serão instalados diversos estandes padronizados com gôndolas para exposição de vários produtos com destaque para impostos cobrados sobre eles.

A ideia é reproduzir um supermercado onde a população possa tirar dúvidas referentes aos encargos e se familiarizar com as taxas que fazem diferença em seu orçamento, mas que nem sempre são conhecidas.

O Feirão do Imposto é uma iniciativa da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) e de entidades em São Paulo, como a Fiesp e o Ciesp, representados respectivamente pelo CJE e o NJE.

Produtos e serviços com e sem impostos

Produto Imposto (%)
Amoxicilina 500 mg – 21 comprimidos 33,87%
Almoço em restaurante 32,31%
Aparelho de MP3 ou IPOD 49,45%
Arroz 17,24%
Café  19,98%
Cerveja (garrafa) 54,80%
Conta de água 24,02%
Conta de luz  48,28%
Conta de telefone  46,12%
Feijão 17,24%
Gás de cozinha 34,04%
Geladeira 36,98%
Leite 18,25%
Sabão em pó 40,80%

 Fonte: IBPT

O Feirão do Imposto será na entrada principal da Fiesp (Av. Paulista, 1313), das 8h às 18h.

Feirão do Imposto alerta população sobre malefícios da alta carga tributária no país

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 70% da população brasileira não sabem que pagam impostos em itens de alimentação, remédios, veículos e bebidas e, muito menos, o seu impacto no custo do salário mínimo. Os dados foram divulgados pelo coordenador Nacional do Feirão do Imposto, Tiago Coelho, durante o lançamento da 10ª edição do Feirão do Imposto, realizado nesta terça-feira (11/09), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

O evento contou com a participação do presidente em exercício do Ciesp, Rafael Cervone; do ex-ministro de Infraestrutura e ex-presidente da Embraer e Petrobrás, Ozires Silva; do coordenador do Movimento Brasil Eficiente (MBE), Carlos Schneider; do presidente da Confederação Nacional dos Jovens Estudantes (Conaje), Marduk Duarte; do diretor do Núcleo Jovens Empreendedores do Ciesp (NJE), Tom Coelho; e do diretor-titular-adjunto do Comitê dos Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE), Marcos Zekcer.

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Rafael Cervone: "Temos que trabalhar por uma desoneração forte e não podemos continuar aceitando isso". Foto: Everton Amaro

Rafael Cervone ressaltou o empenho da Fiesp e do Ciesp, por meio do presidente Paulo Skaf, na luta por uma carga tributária mais justa. Cervone parabenizou os representantes do Conaje e os membros do NJE e CJE por conscientizar a população sobre o quanto a carga tributária representa no dia a dia da sociedade brasileira.

“Esse evento é fundamental para esclarecer a população e, mais do que isso, reduzir esta carga tributária. Nós temos que trabalhar por uma desoneração forte e não podemos continuar aceitando isso”, afirmou Cervone.

De acordo com o presidente da Conaje, Marduk Duarte, a realização da 10º edição do Feirão do Imposto – marcada para este sábado (15/09) em 200 municípios de 18 Estados brasileiros; no Estado de São Paulo a mobilização acontecerá nesta sexta-feira (14/09), à partir das 9h, em frente ao prédio da Fiesp – só foi possível graças à mobilização das entidades de classes e representantes da indústria de todo o país.

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Marduk Duarte, presidente do Conaje. Foto: Everton Amaro

“Está na hora de abrir este debate para toda a população. Eu tenho certeza de que com o apoio da sociedade, das entidades da indústria e de outros setores, todos unidos, vamos conseguir um resultado mais rápido”, salientou Duarte.

Desoneração do ensino

O ex-ministro Ozires Silva lembrou que o Brasil é um dos únicos no mundo que concede tributos na área educacional. Para ele, esta “medida equivocada” contribui para que o país perca espaço no mercado internacional.

“É um disparate tão grande tributar a educação. O país dá um tiro no pé do cidadão no instante em que ele está sendo preparado para se tornar um grande cidadão, pagador de imposto; ele acaba sendo derrubado pela própria tributação”, avaliou Silva. “Com essa estrutura educacional e incapacidade que estamos transmitindo para cada brasileiro nós não vamos construir o país que sonhamos.”

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Ozires Silva, ex-ministro de Infraestrutura. Foto: Everton Amaro

O ex-ministro acredita que a mobilização dos jovens empreendedores contribuirá para a adoção de políticas de qualidade de vida para as próximas gerações. “Fico triste de ver que o Brasil está sem plano de futuro, sem projeto, sem saber para onde ir. Nós precisamos mudar este país para assegurar às próximas gerações uma qualidade de vida que nós, agora, não estamos podendo desfrutar”, disse.

Para Carlos Schneider, coordenador do MBE, o evento ajudará a conscientizar a população sobre os malefícios da carga tributária, que, por sua vez, cobrará do governo transparência a correta aplicação destes recursos.

“Se a população for esclarecida, ela pode ser parceira neste esforço”, ressaltou. E completou: “O Brasil não tem senso de urgência para entender os problemas e resolver no tempo certo. À medida que a gente consiga melhorar a eficiência da gestão pública, o governo precisará de menos recursos”.

Feirão do Imposto será lançado nesta terça em São Paulo

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1542789826Representantes dos jovens empreendedores da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), diretores da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) e de movimentos de jovens empresários de todo o Brasil concedem entrevista à imprensa nesta terça-feira (11/9), às 14h, para anunciar as ações que serão desenvolvidas neste ano e alertar a população brasileira sobre a alta carga tributária que incide em produtos e serviços no País.

A 10ª edição do Feirão do Imposto acontecerá no dia 15 de setembro de 2012, em diversas regiões do país. Neste ano, a ação nacional terá a participação, até o momento, de 15 Estados e, aproximadamente, 200 cidades brasileiras. O foco é mostrar a quantidade de tributos inseridos em itens da alimentação, remédios, veículos, bebidas, serviços como telecomunicações e energia, além de revelar como esses impostos impactam no custo do salário mínimo.

O lançamento da 10ª edição do Feirão do Imposto será realizado na sede da Fiesp e do Ciesp, na  Av. Paulista, 1313, 15º andar, espaço executivo, São Paulo, Capital.

Feirão do Imposto chama a atenção dos consumidores na Avenida Paulista

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Pelo terceiro ano em São Paulo, o Feirão do Imposto alertou a população nesta sexta-feira (24) sobre a excessiva carga de tributos embutida em produtos industrializados. Lançado oficialmente nesta data em 20 estados, o feirão realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp distribuiu 10 mil folders com os valores e alíquotas contida nos itens alimentícios, de limpeza, eletrodomésticos, materiais de construção, entre outros.

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Produtos como materiais de construção e eletrodomésticos da linha branca (refrigeradores, lavadoras) também ficaram expostos com as respectivas taxas incidentes. Foto: Marcel Santana

Prateleiras contendo produtos etiquetados foram montadas na entrada do edifício-sede da federação, o que atraiu a curiosidade das milhares de pessoas que por lá passam diariamente. Os alimentos básicos que mais sofrem incidência de taxas são o açúcar (40,4%), biscoito (38,5%) e o achocolatado (37,84%), enquanto arroz e feijão empatam em 18%.

O total pago em tributos pelos brasileiros passava dos R$ 880 bilhões arrecadados desde janeiro, como mostrava um impostômetro instalado no feirão. Até o fim do ano esta marca poderá ultrapassar R$ 1,265 trilhão.

ICMS, COFINS, ISS…

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Mercadinho revelou o peso de 60 impostos embutidos nos itens alimentícios. Foto: Marcel Santana

Cerca de 60 impostos são cobrados diretamente no preço final das mercadorias, o que causou espanto aos desavisados. “Desconhecia essa quantidade de taxas nos produtos. Se pelo menos tivéssemos o retorno destas cobranças em bons serviços públicos, seria justo pagarmos tanto”, afirmou a aposentada Maria Conceição Ramos.

Marcos Zekcer, membro do CJE, confirma que grande parte dos cidadãos é desinformada sobre o tema. “As reações são incríveis. As pessoas não sabem o quanto pagam, e quando veem a lista de tributos cobrados sobre os artigos, ficam assustadas. Muitos disseram que o Feirão do Imposto deveria ser realizado todos os dias”, relatou.

Feirão do Imposto, criado por um grupo de jovens empresários catarinenses, alcança mais de 65 cidades do País e se tornou uma ação nacional por meio da Confederação Nacional dos Jovens Empreendedores (Conaje), como iniciativa do Conselho Estadual de Jovens Empreendedores de SC.

Para ver a relação dos produtos e seus respectivos impostos, clique aqui.

Mercadinho em frente à Fiesp mostrará o quanto a população paga de impostos

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Nesta sexta-feira (24), vários produtos com preços e os impostos agregados serão expostos, das 9h às 18h, na Avenida Paulista. A iniciativa é da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) e ocorrerá, simultaneamente, em 20 estados e em mais de 65 cidades.

Serão distribuídos mais de 10 mil folders com informações sobre as taxas cobradas em diversos industrializados. Este é o terceiro ano em que o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza o Feirão do Imposto.

No ano passado, a inciativa alcançou mais de 10 mil pessoas que circulavam pela região. Criado em 2003, na cidade catarinense de Joinville, o evento mostra de maneira simples e objetiva, o peso da carga tributária que a população paga em forma de impostos nos principais produtos e serviços.

Alguns exemplos de quanto os impostos incidem sobre os produtos:

  • Arroz – 18,00%;
  • Borracha – 44,39%;
  • Cimento – 39,50%
  • Lápis – 36,19%;
  • Leite – 33,63%;
  • Motocicleta de até 125cc – 44,40%;
  • Motocicleta acima de 125cc – 49,78%;
  • Papel Sulfite – 38,97%.

Feirão do Imposto, na Paulista, recebeu 7 mil pessoas

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Gôndolas de supermercado apresentam produtos e informam carga de tributos

O brasileiro atingiu na última sexta-feira (2) a marca de R$ 780 bilhões pagos no ano em impostos federais, estaduais e municipais, como indica o Impostômetro – painel eletrônico que contabiliza o total da arrecadação tributária no País.

Para mostrar à população o quanto ela paga de imposto em cada produto, o Comitê e o Núcleo de Jovens Empreendedores (CJE/NJE) da Fiesp e do Ciesp promoveram, na mesma data, o segundo


Feirão do Imposto em São Paulo


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Gôndolas de supermercado foram montadas na Avenida Paulista, no hall de entrada do edifício-sede das entidades, e revelaram a fatia de tributos embutida nos principais itens da cesta básica, bebidas, higiene pessoal e limpeza, material escolar, eletrodomésticos e eletrônicos, automóveis e construção civil, além das contas de consumo.

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Sylvio Gomide, diretor do CJE da Fiesp

“É uma forma prática e simples que encontramos de mostrar à população o quanto pagamos de carga tributária no dia a dia”, explicou Sylvio Gomide, diretor-titular do CJE da Fiesp.

Segundo ele, a expectativa era abordar 7 mil pessoas, público 20% maior que na edição anterior, em 2008, realizada em um sábado.

“As pessoas ficam espantadas. Todos sabem que a carga de impostos é muito alta no nosso país. Mas vendo os exemplos conseguimos uma conscientização. A ideia é fazer as pessoas lembrarem disso quando forem ao supermercado”, acrescentou Gomide.










Ouça aqui

 
entrevista concedida por Sylvio Gomide, diretor-titular do CJE da Fiesp, à Agência Radioweb.


Quanto se paga na prática



Dos itens da cesta básica, os impostos arrancam uma fatia maior dos seguintes produtos:

  • Açúcar (40,4%),

  • Óleo de soja (37,18%),

  • Café (36,52%),

  • Farinha (34,47%),

  • Leite (33,63%).

    Arroz e feijão têm 18% de impostos cada um; a carne bovina, 18,63%.

    Na lista de produtos básicos de higiene, destaque para xampu (52,35%), papel higiênico (40,5%), sabonete e pasta de dente (42%).

    Já na construção civil, os impostos respondem pela metade do preço de uma casa popular. Em um imóvel que custa R$ 45 mil, mais de R$ 22 mil são tributos.

    Em 2008, a carga tributária respondeu por 37% do PIB. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), os contribuintes brasileiros comprometerão 40,15% da renda bruta neste ano para o pagamento de tributos diretos e indiretos.

    “Neste ano, trabalhamos 148 dias apenas para pagar impostos. Não dá mais, temos que nos mobilizar e cobrar, e essa é a intenção do Feirão”, reforçou Sylvio Gomide.

    O evento, que acontece em mais 100 capitais neste sábado, dia 3 (


    veja aqui os endereços


    ), é feito em conjunto com outros núcleos jovens do País, com o apoio da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje).



    Clique aqui


     para ver o quanto de imposto incide sobre os produtos.

  • Feirão do Imposto revelará peso das taxas no Brasil, nesta sexta-feira (2)

    Com um aumento de 14% em 2008, sobre o ano anterior, a carga tributária brasileira correspondeu a 36,56% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), os contribuintes do País comprometerão 40,15% de sua renda bruta em 2009 para o pagamento de tributos diretos e indiretos. Em 2008, essa parcela foi de 40,51%.

    Com o objetivo de conscientizar a população sobre a alta carga tributária no Brasil, o Comitê de Jovens Empreendedores (CJE/NJE) da Fiesp e do Ciesp organiza o segundo

    Feirão do Imposto na Fiesp

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    Nesta sexta-feira (2), na Avenida Paulista, em frente à Fiesp, serão instalados diversos estandes padronizados com gôndolas para exposição de vários produtos com destaque para impostos cobrados sobre eles.

    A ideia é reproduzir um supermercado onde a população possa tirar dúvidas referentes aos encargos e se familiarizar com as taxas que fazem diferença em seu orçamento, mas que nem sempre são conhecidas.

    O

    Feirão do Imposto

    é uma iniciativa da Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje) e de entidades em São Paulo, como a Fiesp e o Ciesp, representados respectivamente pelo CJE e o NJE.