Deconcic/Fiesp visita feira de sustentabilidade em Nova York

Agência Indusnet Fiesp 

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Da esq. p/ a dir.: Caio Amaral, Roberto Petrini, Rafael Cestero, Claudinei Florêncio e Stela Dallari, no momento da troca dos estudos técnicos do setor. Foto: Arquivo/Fiesp

O Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp marcou presença nesta sexta-feira (18) na Feira Green Buildings 2010, em Nova York. O grupo de empresários liderado pelo diretor-titular, José Carlos de Oliveira Lima, participou do evento que reúne construtores, arquitetos, especificadores e fornecedores de soluções para edificações residenciais e comerciais como público alvo.

A Feira tem como foco soluções para economia e eficiência energética com reúso da água e sistemas especiais de aquecimento. Entre os estandes, ganharam destaque: sistemas de janelas e pisos fabricados com termoacústicas e placas de materiais reciclados basicamente de pneus descartados – utilizados em coberturas e telhados que recebem vegetação natural.

Diante das novidades, Oliveira Lima lembrou que “no Brasil há muito que se fazer, mas já há consciência da adoção de materiais e de práticas voltadas para as questões de sustentabilidade nas edificações”.

Bom exemplo

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Caio Amaral, José Carlos de Oliveira Lima e Claudinei Florêncio. Foto: Arquivo/Fiesp

Aproveitando sua passagem por Nova York, a comitiva brasileira reuniu-se com representantes do “NYC Department of Housing Preservation and Development” para trocar informações sobre cases bem-sucedidos com habitações nos padrões sustentáveis do Brasil e dos Estados Unidos.

Na ocasião, foram apresentados quatro conceitos fundamentais do programa nova iorquino atualmente em desenvolvimento:

  • Alguns terrenos públicos farão parte dos projetos e serão vendidos a investidores/construtores por um valor simbólico (US$ 1). Em contrapartida, os compradores assumem o compromisso de construir empreendimentos nos padrões de qualidade, de sustentabilidade e voltados a famílias de menor renda.
  • Incentivo do governo federal em vincular o valor que o investidor pagaria de imposto de renda, direcionando o tributo para as construções. Em outras palavras, o investidor não paga o IR, mas aplica o mesmo valor nos empreendimentos
  • Fomento da redistribuição do zoneamento e revitalização de áreas industriais ou degradadas para empreendimentos sociais e desenvolvimento do entorno. Como parques, escolas, postos de saúde, linhas especiais de transporte, além dos incentivos às praticas esportivas: quadras, ciclovias etc.
  • Financiamento concedido pelo governo municipal, com juros de 1% ao ano, para estimular os construtores a executar seus projetos habitacionais de modo que, depois de prontos, atendam duas finalidades: venda direta a população e locação social.