Tecnologia em segurança: seminário debate oportunidades de negócios e legislação do setor

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Quando o assunto é segurança, pública ou privada, os resultados vêm da junção de esforços – empresariais, de pesquisa e de realização das ações, com resultados que geram benefícios para a sociedade e para as organizações. A afirmação é de Ricardo Franco Coelho, diretor do Departamento de Segurança (Deseg) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), durante a abertura do “Seminário de Tecnologia em Segurança Brasil e Alemanha”, que aconteceu na manhã desta segunda-feira (10/09), na sede da entidade.

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Na foto, Sabine Honer, do ministério da Economia e Tecnologia da Alemanha; Humberto Barbato, presidente da Abinee; Selma Migliori, diretora do Deseg/Fiesp; Ricardo Franco Coelho, diretor do Deseg; e José Laercio Araujo. Foto: Everton Amaro

O evento apresentou números do setor nos dois países e mostrou diversas oportunidades de negócios neste mercado que é crescente no Brasil.

Selma Migliori, diretora do Deseg e presidente da Federação Interestadual de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Fenabese), abordou o mercado de sistemas eletrônicos e de segurança e a importância de sua regulamentação, ressaltando a representatividade do mercado nacional por regiões. “Há uma concentração muito grande na região sudeste do Brasil: 51%, em termos de faturamento e representatividade.”

Segundo a diretora do Deseg, há 18 mil empresas de sistemas eletrônicos de segurança em todo o Brasil, que trabalham efetivamente na instalação, manutenção, monitoramento e elaboração de projetos nessa área. “É interessante apontar que apenas em São Paulo há 10 mil empresas, um grande número”, destacou ao ressaltar que essas empresas geram cerca de 200 mil empregos diretos e 1,7 milhões de empregos indiretos.  A divisão entre os outros estados é de 22% na região sul, 13% no centro-oeste, 10% no nordeste e 4% na região norte.

De acordo com os dados fornecidos por Migliori, o mercado brasileiro de segurança eletrônica cresceu, em média, 11% nos últimos cinco anos. “É um mercado em pleno crescimento, mesmo sem regulamentação.”

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“No Brasil, mais de 80% do consumo de equipamentos [de sistemas eletrônicos de segurança] são originários do setor não residencial, o que é interessante por ser uma característica diferenciada que o Brasil possui”, explicou a diretora. De um total de 6,18 milhões de imóveis com possibilidade de receber sistema de segurança eletrônico, o setor atinge apenas pouco mais de 11%. “Isso representa um mercado em expansão e com grandes possibilidades de implantação.”

“Sistemas eletrônicos de segurança não se compram em balcão, pois são resultado de uma elaboração de um projeto específico e aplicação da tecnologia adequada para cada local. Então, é preciso um estudo muito bem elaborado”, afirmou.

Principais aplicações, tendências e oportunidades

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Selma Migliori, diretora do Deseg: 'Sistemas eletrônicos de segurança não se compram em balcão'. Foto: Everton Amaro

A presidente da Fenabese apresentou as principais tecnologias de sistemas eletrônicos de segurança, com maior aplicação para o sistema de câmeras e videomonitoramento, que representa 40% do total; seguido por sistemas de alarmes contra intrusão, com 26%; sistemas de controle de acesso, com 24%; equipamentos de detecção e combate a incêndio, com 10%.

Migliori destacou as grandes tendências do setor, como softwares inteligentes que integrem novas tecnologias, como detector de metais e explosivos; videomonitoramento de vias públicas de grandes eventos; dispositivos de identificação por biometria; e rastreamento de bens e seres vivos. “Há uma forte tendência no rastreamento de animais”, ressaltou.

A diretora do Deseg enxerga os grandes eventos que serão realizados no Brasil em 2014 (Copa do Mundo) e 2016 (Jogos Olímpicos) como excelentes oportunidades para o setor, que tem o papel de fornecer adequadamente as tecnologias de qualidade para os órgãos públicos no combate à violência. “Nós somos provedores de informação e temos a obrigação de levar aos órgãos públicos equipamentos de qualidade. Essa é uma grande preocupação”, afirmou.