Senai-SP tem três projetos entre os finalistas do concurso Falling Walls Lab 2015 no Brasil

Isabela Barros

Foi um resultado e tanto: o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) teve três projetos entre os 14 finalistas brasileiros do concurso Falling Walls Lab 2015. Organizado pela fundação alemã Falling Walls e pela consultoria A.T.Kearney, a iniciativa premia ideias com alto potencial de impacto na sociedade, independentemente da área de conhecimento. Assim, na edição deste ano, alunos da Escola Senai Antônio Souza Nochese, em Santos, ficaram entre os 14 selecionados pela disputa, que elegeu dois projetos brasileiros para competir em nível mundial. O Senai-SP foi a única instituição de ensino técnico a chegar à reta final, junto com projetos de universidades como a USP, a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

“Nossos alunos, que tinham 16 e 17 anos, competiram de igual para igual com pesquisadores mais experientes dessas instituições”, afirma o diretor da Escola Senai Antônio Souza Nochese, Getúlio Rocha Júnior.

No Brasil, são co-realizadores do Falling Walls Lab 2015 o Centro Alemão de Ciência e Inovação e a Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Os projetos do Senai-SP que ficaram entre os finalistas foram o “Fast Way” (dispositivo que muda as fases dos semáforos para a passagem de veículos de emergência, como ambulâncias), a “Turbina Pelton” (de geração de energia adicional em situações específicas) e o “Piezobelt” (sistema de geração extra de energia nos processos industriais com a colocação das chamadas placas piezoelétricas debaixo das esteiras elétricas).

Cada equipe era formada por quatro alunos da unidade de Santos. A boa colocação na disputa animou estudantes e professores. “Vamos participar de novo em 2016”, conta Júnior.

Os dois projetos selecionados no Brasil para a etapa final do concurso foram um da UFF sobre a criação de jogos digitais para pessoas com necessidades especiais e outro do ITA sobre a captação de energia a partir de placas solares flutuantes em reservatórios de usinas hidrelétricas.

O Falling Walls Lab foi criado como forma de celebrar a queda do Muro de Berlim. Tanto que seu próprio nome remete, na tradução do inglês, à derrubada de muros no campo científico.

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