Fiesp realiza pesquisa sobre barreiras não tarifárias às exportações brasileiras

Agência Indusnet Fiesp

Com o objetivo de identificar as dificuldades enfrentadas pelo setor privado no acesso a mercados, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) elaborou um questionário destinado às empresas brasileiras exportadoras de bens.

Disponível no link abaixo, a pesquisa tem como foco o mapeamento de restrições não tarifárias, visando obter mais informações sobre sua natureza, obrigatoriedade e os mercados nos quais são aplicadas.

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O questionário é composto de seis etapas. Seu preenchimento não leva mais do que 10 minutos. A participação das empresas é fundamental para o mapeamento dos principais entraves às exportações, possibilitando um melhor endereçamento dos problemas enfrentados pelo exportador brasileiro.

As informações declaradas e o nome das empresas participantes serão preservados e mantidos sob sigilo.

Barreiras não tarifarias

Em um contexto de redução das tarifas aplicadas pelos países importadores, as barreiras não tarifárias constituem uma das principais medidas protecionistas da atualidade. Estas podem ser técnicas, sanitárias ou fitossanitárias, e seu cumprimento pode ser exigido por órgãos públicos ou privados.

Embora as prescrições técnicas, sanitárias ou fitossanitárias sejam permitidas e legítimas, sua aplicação tem, por vezes, o efeito de produzir restrições aos fluxos do comércio internacional de maneira desproporcional aos objetivos de interesse público ora defendidos.

Dúvidas e informações:

Tel: (11) 3549-4215 e (11) 3549-4561
E-mails: defesacomercial@fiesp.com e negociacoesinternacionais@fiesp.com

Produtos importados ainda são nó que falta desatar para competitividade, diz Roriz

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Ricardo Roriz, diretor-titular do Decomtec/Fiesp. Foto: Julia Moraes

Se um novo modelo econômico de crescimento não privilegiar a competitividade da indústria, o setor manufatureiro não será capaz de aproveitar o aumento da renda no Brasil, avaliou nesta segunda-feira (26/11) José Ricardo Roriz, diretor-titular do Departamento de Competitividade (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Quando aumenta a renda, o brasileiro quer comprar um carro, uma casa, um celular, uma roupa de melhor qualidade. Se nós não tivermos condição de produzir isso de maneira competitiva, quem vai capturar esse crescimento da nossa renda serão os produtos importados. Então, esse é um grande nó que temos de desatar”, afirmou Roriz ao divulgar um ranking anual da Fiesp sobre competitividade dos países.

De acordo com apurações do Índice de Competitividade da Fiesp (IC-Fiesp 2012), o Brasil subiu uma posição em 2011 para a 37ª colocação em um ranking com 43 países, os quais representam mais de 90% do PIB mundial.

“Em um balanço geral da nossa situação competitiva, nós melhoramos, mas não de uma maneira tão acelerada como a de outros países que concorrem com a gente”, avaliou Roriz sobre países como a China e a Coreia do Sul.

O ranking de competitividade da Fiesp mostra que os Estados Unidos estão em primeiro lugar, com 91,8 pontos, a região chinesa de Hong Kong em segundo, com 75,3 pontos, e a Coreia do Sul, em quinto, com 74,2 pontos.

Crise internacional

Apesar de reconhecer que o cenário internacional não ajuda o Brasil a escoar suas exportações, Roriz acredita que o maior problema é a grande disparidade entre as modestas exportações brasileiras de produto com valor agregado e a robusta importação de produtos manufaturados.

“O problema que aconteceu é que nós aumentamos muito as importações e diminuímos as exportações. Além disso, dentro da nossa matriz de exportações há produtos de baixo valor agregado, e isso pesa desfavoravelmente para o Brasil”, afirmou.

“Alguns países que melhoraram o ranking, embora estejam exportando menos em volume, estão exportando em produtos de maior valor agregado. A China passou a ser o maior exportador de produtos de alta tecnologia. Há dez anos, você nunca imaginaria isso”, analisou o diretor do Decomtec/Fiesp.

Clique aqui e veja ranking na íntegra.

Pesquisa da Fiesp revela queda nas exportações brasileiras à Argentina

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vem acompanhando de perto os números do comércio bilateral entre o Brasil e a Argentina, desde a entrada em vigor das barreiras comerciais impostas pelo país vizinho a partir de fevereiro. O volume de exportações brasileiras caiu 17% em fevereiro de 2012 na comparação com o mesmo mês de 2011, excluindo o item energia elétrica. As vendas do Brasil para a Argentina foram de US$ 1,350 bilhão em fev/2012 contra US$ 1,618 bilhão em fev/2011.

Levantamento inédito da entidade revela que diversos setores industriais do Brasil estão sendo prejudicados pelas medidas. Entre as chamadas Licenças Não-Automáticas (LNAs) e as Declarações Juradas Antecipadas de Importação (DJAIs), as barreiras ultrapassam os 187 milhões de dólares em produtos retidos nos setores consultados.

Há casos de licenças pendentes há mais de 500 dias, como no setor de ferramentas. As indústrias mais afetadas são das áreas de pneumáticos, com US$ 148,9 milhões em licenças pendentes; de calçados, US$ 41,7 milhões e de autopeças, com US$ 23,2 milhões em produtos retidos.

“Estamos muito preocupados com essa situação e vamos continuar liderando as negociações para encontrar uma solução que seja boa para os dois lados”, declarou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Nos próximos dias, Skaf deve voltar a Buenos Aires, onde, em fevereiro, já havia se reunido com a cúpula econômica argentina.

“Os argentinos são nossos vizinhos e importantes parceiros comerciais, mas não podemos aceitar que a indústria brasileira seja prejudicada por medidas unilaterais. Vamos trabalhar juntos para manter a harmonia nas relações e preservar a integração regional, tão importante para o desenvolvimento dos dois países”, concluiu.

Governo prevê aumento das exportações brasileiras no total das vendas mundiais para 1,25%

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

A projeção do governo federal para as exportações brasileiras para 2010 ficou pouco acima do resultado alcançado em 2007, de US$ 160,6 bilhões, e deverá fechar o próximo ano em US$ 168 bilhões. Esse resultado atingiria a meta do governo em aumentar a participação das exportações brasileiras no globo para 1,25%, ante o atual 1,18%.

Para o secretário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral, esta meta só não é mais ambiciosa porque é preciso levar em conta a queda das vendas externas mundiais.

Dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam para um arrefecimento de 25% das exportações globais. Já para 2010, a instituição prevê uma alta de 9,5%. De acordo com Barral, este crescimento será concentrado nos países em desenvolvimento, especialmente entre os asiáticos.

“Para o ano que vem, as ações do governo terão ênfase nas vendas externas de manufaturados à China e outros asiáticos, mas outros esforços serão direcionados às nações do Mercosul e da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi)”, afirmou o secretário durante seminário sobre avaliação da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), nesta quarta-feira, na Fiesp.