Paulo Skaf reforça campanha para São Paulo sediar Expo 2020

Rodrigo Marinheiro, Agência Indusnet Fiesp

Em seu primeiro compromisso oficial no Brasil, o espanhol Vicente Loscertales, secretário-geral do Comitê Internacional de Exposições (Bureau International des Expositions, BIE), esteve nesta terça-feira (22/05) com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A pauta do encontro foi a candidatura da capital paulista para sediar a Expo 2020.

Presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, recebe o espanhol Vicente Loscertales, secretário-geral do Comitê Internacional de Exposições

Paulo Skaf recebe o espanhol Vicente Loscertales, secretário-geral do Comitê Internacional de Exposições

Vicente Loscertales é um dos responsáveis por avaliar os prós e contras de São Paulo e das demais cidades candidatas à Expo 2020: Ayutthaya (Tailândia), Dubai (Emirados Árabes Unidos), Esmirna (Turquia) e Iekaterinburgo (Rússia). A eleição da sede acontece em novembro de 2013, em Paris (França).

“São Paulo precisa preparar um grande projeto, atrativo para a comunidade internacional. Este projeto precisa ser voltado para o desenvolvimento da cidade e para o desenvolvimento regional, com impacto nacional”, destacou Loscertales.

Paulo Skaf acredita que esta é uma grande oportunidade para o Brasil. “O Brasil vive um momento positivo no cenário nacional, com grande expectativa para sediar grandes eventos, como a Copa 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Agora São Paulo é candidata a receber a Exposição Universal, que certamente será muito bem realizada pela cidade e trará enormes benefícios para a nossa sociedade”, afirmou Skaf.

O evento, que acontece de cinco em cinco anos, atraiu mais de 70 milhões de visitantes para a cidade de Xangai, na China, em sua última edição, no ano de 2010.

Projeto paulistano

A candidatura de São Paulo definiu o provável local da exibição caso seja eleita: um terreno de aproximadamente cinco quilômetros quadrados (três vezes maior que o parque Ibirapuera), entre o bairro de Pirituba e o parque estadual do Jaraguá, na zona norte.

O orçamento também não foi determinado – uma referencia são as obras em Milão (Itália), sede da Expo 2015, calculadas em cerca de R$ 9,6 bilhões.

“É importante que o povo da cidade apoie o projeto, que precisa ser pensado para os seis meses de exposição. O dinheiro investido deve ser empregado de forma que contribua para o futuro da cidade”, explicou Loscertales.

“O Brasil também vive um grande momento de sua história. O país é reconhecido no mundo como um grande país emergente. São todos elementos muito positivos que garantem ao Brasil grandes chances de vencer os outros países. São Paulo tem muitas possibilidades, é uma metrópole regional da América Latina”, concluiu o secretário-geral do Comitê Internacional de Exposições logo após apreciar a paisagem de São Paulo do alto do prédio da Fiesp, em plena Avenida Paulista.

História da Expo

A Exposição Universal, nome da Expo, surgiu em 1851 em Londres, com a finalidade de enaltecer o desenvolvimento da industrialização e divulgar inovações tecnológicas entre os países participantes.

Marcos arquitetônicos como a Torre Eiffel, em Paris, e o edifício Atomium, em Bruxelas, na Bélgica, são exemplos de projetos desenvolvidos especialmente para exposição na feira e que ficaram como legado para outras gerações. O telefone, por exemplo, teve sua primeira aparição pública na edição de 1876, na Filadélfia (EUA).

Atualmente, a exposição acontece a cada cinco anos, com seis meses de duração, reunindo dezenas de nações. O evento é ainda referência na troca de experiências em temas como urbanismo e sustentabilidade.