Indicador de Nível de Atividade da indústria paulista inicia 3º trimestre em queda de 2,2%

Cristina Carvalho, Agência Indusnet Fiesp

A atividade da indústria paulista iniciou o terceiro trimestre em queda. O Indicador de Nível de Atividade (INA) cedeu -2,2% em julho em relação a junho, na série com ajuste sazonal. A principal influência veio da variável total de vendas reais, que caiu -6,7%, seguida por horas trabalhadas na produção (-0,4%) e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada, que avançou (0,2 p.p.). Na série sem ajuste, o indicador também mostrou variação negativa no mês (-1,7%), na comparação com julho do ano anterior (-1,1%), enquanto no acumulado em 12 meses houve alta de 5%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30 de agosto) pela Fiesp e pelo Ciesp.

Segundo José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, o resultado de julho volta a mostrar a lenta retomada da atividade da indústria paulista, após a forte alta de junho, com o fim da greve dos caminhoneiros. “Retomamos aquele crescimento lento, inferior até ao que imaginávamos no começo do ano, o qual deve ser mantido nos próximos meses. O ambiente de negócios mudou bastante em decorrência de algumas variáveis, como o cenário eleitoral incerto e o dólar em alta, que embora ajude nas exportações, afeta muito as matérias-primas e o custo dos produtos intermediários. No entanto, não sentimos indicação de que vamos ter uma queda da atividade. Há uma estabilização de onde estamos até o final do ano”, avalia Roriz.

O recuo da atividade industrial paulista em julho foi disseminado, alcançando 15 dos 20 segmentos pesquisados, reforçando a fragilidade da recuperação neste ano.

Clique aqui para ter acesso à pesquisa na íntegra e a sua série histórica.

Sensor

A pesquisa Sensor de agosto, também produzida pelas entidades, marcou 52 pontos, ante os 53,7 pontos em julho, na leitura com ajuste sazonal. A marca mantém o Sensor acima dos 50 pontos pelo 13º mês consecutivo. Leituras acima de 50 pontos sinalizam expectativa de aumento da atividade industrial paulista para o mês.

Dos indicadores que compõem o Sensor, a variável de vendas recuou 7,1 pontos, para 54,2 pontos em agosto. O indicador de estoques caiu 4,1 pontos ante julho (51 pontos), marcando 46,9 pontos no mês de agosto, o que indica que os estoques estão acima do nível desejado.

Para a variável que capta as condições de mercado, o recuo foi de 2,3 pontos, passando de 55,2 pontos em julho para 52,9 pontos no mês de agosto. Por estar acima dos 50,0 pontos, indica expectativa de melhora das condições de mercado.

O indicador de emprego mostrou avanço, passando de 50,3 ponto, para 51,9 pontos no mês, sendo que resultados acima dos 50,0 pontos indicam expectativa de contratações para o mês. Assim também avançou o indicador de investimentos, que passou de 52,1 para 54 pontos.

Clique aqui para ter acesso ao levantamento na íntegra e a sua série histórica.

Ouça o boletim de áudio dessa notícia:

Perspectiva para o 2º semestre é de estabilidade com viés negativo, avaliam industriais paulistas

Agência Indusnet Fiesp

A avaliação da indústria paulista sobre o desempenho do 1º semestre deste ano foi de estabilidade. A quantidade de empresas que afirmaram que foi melhor que o mesmo período do ano anterior (36,6%) é praticamente igual à de empresas que afirmaram que foi pior (36,1%). Contudo há um viés positivo, já que a proporção de empresas que sentiram melhora é o maior desde 2011, segundo a pesquisa Rumos da Indústria Paulista Avaliação do 1º semestre e Expectativas para o 2º semestre de 2018, feita pela Fiesp e pelo Ciesp.

Nas empresas de médio e grande porte, a sensação de melhora (para 47,4% e 48,0% das empresas respectivamente) é maior que a de piora (28,1% e 28,0%), mas o quadro é o inverso nas de pequeno porte (39,6% apontam piora e 31,9%, melhora). Quando é avaliado o desempenho de variáveis específicas no 1º semestre, houve redução da produção para 36,1% e de vendas internas para36,5%, enquanto as exportações ficaram estáveis para 38% das empresas.

Já para o 2º semestre deste ano, a maior parte das empresas espera que sua situação permaneça igual (43,9%). No entanto, há um viés negativo, já que, quando comparado a igual pesquisa realizada no 2º semestre de 2017, há mais empresas neutras (43,9% em 2018 e 40,4% em 2017) e pessimistas (27,7% em 2018 e 21,6% em 2017) e menos empresas otimistas (27,8% em 2018 e 35,7% em 2017).

Diante deste cenário, como a maioria das empresas espera que seu desempenho permaneça mais ou menos estável, 77% não pretendem ampliar seu quadro de empregados no 2º semestre deste ano. Esta expectativa é bem semelhante à do 2º semestre de 2016 e 2017, quando 81,1% e 78,0% não pretendiam ampliar o quadro, respectivamente. “É preocupante que 77% das empresas não pretendam contratar no segundo semestre”, afirma José Ricardo Roriz, presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp. “Isso agrava um pouco mais a situação do desemprego.”

Ouça o boletim dessa notícia:

As empresas de médio e grande porte estão menos pessimistas que as de pequeno porte em relação ao 2º semestre e, consequentemente, uma parcela maior delas pretende ampliar seu quadro de empregados (24,6% das médias e 24,0% das grandes pretendem ampliar o quadro ante apenas 18,7% das pequenas).

Apesar da percepção de estabilidade tanto no 1º quanto no 2º semestre, 39,4% das empresas esperam uma melhora das vendas este ano em relação a 2017. Na média, no entanto, o aumento esperado é de 2,9%, considerado bem moderado, mas que merece destaque por ser esse o melhor resultado desde 2013, quando a expectativa média de aumento era de 5,4%.

Quando questionadas se estão sentindo a recuperação das vendas que deixaram de ser realizadas durante a paralisação dos caminhoneiros, 41,7% das companhias afirmaram que estão recuperando parcialmente, enquanto apenas 5,4% das empresas estão sentindo uma recuperação total das vendas. As empresas de pequeno porte são as que menos estão sentindo a recuperação das vendas não realizadas durante a paralisação, com 31% não sentindo recuperando alguma. A pesquisa ouviu 465 empresas industriais no Estado de São Paulo.

Nível de atividade do setor paulista de construção cai em abril

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção de São Paulo voltou a apresentar queda no mês de abril, passando de 41,1 para 38,8 pontos e permanecendo abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos), o que sinaliza contração. No que se refere à mensuração da atividade em relação ao usual, o indicador também sofreu nova queda em relação ao mês anterior. A pontuação passou de 29,9 para 26,4 pontos.

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (25 de maio).

O índice de número de empregados do setor se contraiu em relação ao mês anterior, caindo para 38,5 pontos, ante 40,9 pontos. Já a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) atingiu 52,0% no mês, ficando abaixo do registrado em março (54,0%).

Os resultados das expectativas apontam para uma piora do quadro em abril. Neste mês de referência, o indicador de atividade para os próximos seis meses voltou a sinalizar contração, ao variar de 52,7 pontos em março para 44,5 pontos em abril. As expectativas para empreendimentos e serviços apresentaram forte queda, com 46,2 pontos alcançados, ante 53,7 pontos do mês anterior. O indicador de compras de matérias-primas agravou ainda mais seus sinais de contração, com a pontuação passando de 49,1 para 41,5 pontos.

O indicador de expectativa para tomada de investimento apresentou uma queda ainda maior na comparação com o mês anterior, variando de 30,0 para 26,4 pontos. Já nas novas contratações de empregados, também a exemplo dos demais, houve contração, de 45,3 para 42,0 pontos.

Pela primeira vez em três anos empresário da pequena indústria demonstra otimismo

Agência Indusnet Fiesp

Pela primeira vez em mais de três anos os empresários da pequena indústria paulista (a que tem de 10 a 49 empregados) mostram otimismo. Em novembro, o Índice de Confiança dos Empresários Industriais (Icei-SP), medido pela CNI e pela Fiesp, registrou 50,5 pontos, contra 48,5 em outubro. Desde fevereiro de 2013 o indicador não superava os 50 pontos, que sinalizam estabilidade.

Na avaliação de Milton Bogus, diretor titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp (Dempi), o resultado é muito importante. “O avanço da pequena indústria”, explica, “é reflexo da diminuição da queda de produção”. Ela vem melhorando, “inclusive com um forte aumento de Utilização de Capacidade Instalada e também avanço na queima de estoque”.

O resultado positivo da pequena indústria paulista é reflexo de um avanço mais acentuado do indicador de condições atuais da empresa (mais 4,3 pontos, indo a 44,2 pontos) e do indicador de condições atuais da economia brasileira (5,5 pontos a mais na passagem do mês, para 43,1 pontos)

Expectativas

O indicador geral das expectativas para os próximos seis meses mostra que elas permanecem positivas para os próximos meses. Com avanço de 0,2 ponto, atingiu em novembro 53,8 pontos, acima da linha divisória.

O indicador de expectativas da empresa para os próximos seis meses apontou que 41,5% dos empresários estão confiantes. Houve avanço de 4,7 pontos percentuais em relação a outubro.

Médias em baixa

A confiança dos empresários da média indústria (50 a 249 empregados) recuou 0,8 ponto em novembro, registrando 48,5 pontos. É a segunda queda consecutiva do Icei nesse segmento, depois de cinco meses de avanço.

O indicador geral das condições da economia brasileira avançou 2,4 pontos, indo a 41,6 pontos em novembro. O indicador de condições da empresa permaneceu praticamente estável, recuando 0,1 ponto, para 40,4 pontos.

A queda dos indicadores de expectativas foi o fator preponderante para a retração da confiança em novembro. O indicador geral das expectativas para os próximos seis meses recuou 1,7 ponto, para 52,6 pontos em novembro, mas ainda acima da linha divisória.

Sondagem da Construção mostra melhora das expectativas do setor

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção de São Paulo em outubro registrou alta na comparação com o mês anterior. O indicador passou de 37,1 para 40,8 pontos, permanecendo abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos), o que sinaliza contração.

No que se refere à mensuração da atividade em relação ao usual, o indicador também apresentou alta, atingindo 25,6 pontos, ante 25,1 pontos. Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo e divulgado nesta quarta-feira (23/11).

O número de empregados do setor voltou a cair. O indicador passou de 36,9 pontos em setembro para 35,3 pontos em outubro, ainda bem abaixo da média histórica.

Com relação à Utilização da Capacidade Operação (UCO), foi registrada alta em outubro (58,0%, frente a 56,0% em setembro).

Expectativas

Os resultados da sondagem sinalizam que o pessimismo dos empresários da construção diminuiu em relação ao mês anterior. O índice de atividade para os próximos seis meses chegou a 45,6 pontos em outubro (contra 39,9 pontos em setembro). As expectativas para compras de matérias-primas também apresentaram melhora (de 38,1 para 45,0 pontos).

As expectativas para empreendimentos e serviços passaram de 39,8 para 43,4 pontos. Quanto às perspectivas do número de empregados, o índice de outubro atingiu 43,9 pontos, ante 42,4 pontos em setembro. Por fim, as perspectivas de investimento tiveram ligeira piora na comparação com a leitura anterior, passando de 27,4 para 27,3 pontos, permanecendo em contração por estarem abaixo dos 50,0 pontos.

Após cinco altas consecutivas, recua confiança do empresário da pequena e média indústria

Agência Indusnet Fiesp

O Índice de Confiança dos Empresários Industriais (Icei-SP) teve recuo na passagem de setembro para outubro tanto para as pequenas, com 10 a 49 empregados (48,5 pontos, com queda de 0,9 ponto) quanto para as médias, com 50 a 249 empregados, em que o indicador caiu 0,6 ponto e ficou em 49,3 pontos. Com esse resultado o indicador interrompe a série de alta dos cinco levantamentos anteriores feitos em parceria entre a CNI e a Fiesp. Apesar da variação negativa, o resultado não deslocou a tendência de alta, ou seja, os empresários continuam dentro da trajetória de fortalecimento da confiança.

O resultado da pequena indústria paulista é reflexo de uma queda mais acentuada do indicador de condições atuais da empresa e do indicador de expectativa da empresa, que também registrou um recuo significativo.

Já o indicador de expectativas para os próximos seis meses da pequena indústria permaneceu praticamente estável de setembro para outubro, em 53,6 pontos (0,1 ponto de recuo), ainda acima da linha divisória, sinalizando que as expectativas são positivas para os próximos meses. No indicador de expectativas da economia brasileira para os próximos seis meses houve recuo de 5,2 pontos percentuais, para 33,9%. Houve um avanço de 1,1 ponto percentual dos empresários que acreditam que a situação da economia brasileira deva permanecer na mesma situação, representado por 36,9% dos empresários.

Entre as médias, o indicador de expectativas da empresa para os próximos seis meses teve 44,2% dos empresários apontando que estão confiantes para os próximos meses, avanço de 1,3 ponto percentual quando comparado com o mês de setembro. Nesse segmento, o indicador das condições da economia brasileira avançou 2 pontos (para 39,2) em outubro, mas ainda a 10,8 pontos da estabilidade.

Das médias empresas entrevistadas em outubro, 45% acreditam que as condições econômicas pioraram/pioraram muito, não houve alteração quando comparado com o mês de setembro.

Quando perguntado sobre as avaliações quanto as suas empresas, 39% dos empresários da média indústria acreditam que pioraram/pioraram muito no mês de outubro, e 11% apontaram que a situação melhorou.

Clique aqui para ter acesso à pesquisa completa.

Atividade da indústria paulista fecha o trimestre com queda de 2,3%

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545200226O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista fechou o terceiro trimestre do ano em queda de 2,3%, sem os efeito sazonais,  em relação ao trimestre anterior. Em setembro, a redução foi de 0,2%, se comparada ao resultado de agosto. Os dados são da pesquisa do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) divulgada nesta sexta-feira (28/10).

Segundo o diretor do Depecon, Paulo Francini, a manutenção do  fraco desempenho do setor altera a projeção do INA para o ano de 2016,  de 6,4% para 9,0% negativos.  “O ano vai terminar pior para a indústria do que 2015. Talvez o PIB não caia tanto quanto no ano passado, mas o comportamento da indústria vai ser pior em 2016”, diz.

Ao lembrar que o INA registrou quedas significativas em  2014 (-6%) e 2015 (-6,2%), Francini afirma que o quadro da atual economia  é recessivo e devastador, comum em países em guerra ou que sofreram por catástrofes naturais.   “Dois anos de queda na economia só encontramos em 1930,  não há situação paralela depois disto.”

Sobre expectativas para 2017, o diretor de Depecon afirma que não enxerga recuperação e lembra que  fatores que estimulariam a demanda, como emprego, e renda também estão em baixa, além do crédito, cada vez mais restritivo. “A economia  brasileira está em uma trajetória difícil. Para nós, 2016 terminou. Agora é torcer para o final do ano chegar logo, criar novas esperanças e ir em frente”, conclui.

>> Ouça boletim sobre o INA

Setores

Em setembro, o INA do setor de máquinas e materiais elétricos apresentou retração de 2,0%, se comparado ao mês anterior sem os efeitos sazonais. No Total de Vendas Reais a queda foi de 2,5%, enquanto nas Horas Trabalhadas na Produção o registro negativo foi de 2,3%. O NUCI (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) apresentou ligeira alta de 0,3 p.p.

O setor têxtil também apresentou queda, desta vez de 1,0%, na passagem de agosto para setembro, na série sazonalmente ajustada. Houve retração no Total Vendas Reais (-1,9%) e nas Horas Trabalhadas na Produção (-1,4%). Com resultado estável, a variação do Nuci ficou em 0,1 p.p.

Sensor

A pesquisa Sensor de outubro fechou em 48,1 pontos, na série livre de influências sazonais, número inferior ao de setembro, quando atingiu 48,9 pontos. Como está abaixo dos 50,0 pontos, o sensor sinaliza queda da atividade industrial para o mês.

No mês, os únicos avanços foram das variáveis emprego, que passou de 47,7 pontos no mês anterior para 48,8 pontos, e mercado, que passou de 46,9 para 48,8 pontos, mas os resultados abaixo dos 50,0 pontos ainda indicam expectativas pessimistas para o mês.

Depois de três meses de estoque ajustado, o indicador passou de 52,8 para 48,9 em outubro e, por ser inferior a 50,0 pontos indica que está em nível acima do desejável.

As variáveis vendas e investimentos também registraram queda de pontos no Sensor.

Clique aqui para ter acesso à pesquisa completa e à série histórica.

Sondagem da Construção de SP mostra melhora nos indicadores

Agência Indusnet Fiesp

A Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, divulgada nesta segunda-feira (26/9) pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), mostra melhora em todos os indicadores em agosto. O nível de atividade do setor de construção, por exemplo, passou para 41,8 pontos (contra 39,8 em julho), mas ainda continuou abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos), o que sinaliza contração. Na mensuração da atividade em relação ao usual, o indicador também apresentou elevação, atingindo 27,6 pontos (contra 25,0 no mês anterior). O número de empregados do setor subiu, com o indicador passando de 32,9 pontos em julho para 39,2 pontos em agosto, ainda muito abaixo da média histórica. A Utilização da Capacidade Operação (UCO) registrou elevação em agosto, ao atingir 61,0% (60,0% em julho).

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545200226

Os resultados da sondagem sinalizam diminuição do pessimismo dos empresários da construção. O índice de atividade para os próximos seis meses chegou a 46,1 pontos em agosto, contra 36,5 pontos em julho. As expectativas para compras de matérias-primas apresentaram forte alta (de 34,0 para 43,5 pontos). Nas expectativas para empreendimentos e serviços, o indicador passou de 35,3 para 42,0 pontos. Para as perspectivas quanto ao número de empregados, o índice de agosto atingiu 43,0 pontos (foi de 36,6 pontos em julho). E as perspectivas de investimento também apontaram melhora, de 19,2 para 24,5 pontos.

Na quinta alta consecutiva, confiança do pequeno empresário industrial se aproxima da estabilidade

Agência Indusnet Fiesp

 Na passagem para agosto, o Índice de Confiança dos Empresários Industriais (ICEI-SP) dos estabelecimentos de pequeno porte (10 a 49 empregados) de São Paulo subiu 2,3 pontos e atingiu 49,0 pontos, patamar que não era atingido desde setembro de 2013 e que chega muito perto da estabilidade, representada pelo nível de 50,0 pontos. O levantamento é feito pelo Departamento de Micro, Pequena e Média Industria da Fiesp (Dempi). A análise da evolução do ICEI-SP mostra que a recuperação da confiança se intensificou nos últimos meses, sugerindo que a economia esteja perto de uma possível retomada caso ultrapasse a linha divisória.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545200226


O indicador de condições da empresa para o mesmo segmento avançou 1,7 ponto e chegou a 41,7 pontos, sinal de menor intensidade na queda. O indicador das condições da economia brasileira avançou para 38,9 pontos em agosto (4,4 pontos acima da leitura anterior).

Expectativas

O indicador de expectativas para os próximos seis meses, que já tinha ultrapassado a linha indicadora de estabilidade, avançou mais 2,1 pontos e atingiu 53,3 pontos em agosto, sinal de expectativas positivas para os próximos meses.

No segmento das médias indústrias (50 a 249 empregados) também houve avanço no indicador de expectativas para os próximos seis meses. Em sua quarta alta consecutiva, chegou a 49,1 pontos em agosto (contra 48,1 em julho), aproximando-se ainda mais da linha de estabilidade e indicando uma possível reversão na expectativa nos próximos meses.

Em relação à confiança dos empresários da média indústria, agosto teve a quarta alta seguida, passando de 44,0 para 45,8 pontos.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545200226

Nível de atividade da construção paulista tem leve alta, mas expectativa continua a piorar

Agência Indusnet Fiesp

O nível de atividade do setor de construção de São Paulo em fevereiro registrou ligeira alta, de 25,4 para 26,1 pontos, mas continuou muito abaixo da linha de estabilidade (50,0 pontos). No que se refere à mensuração da atividade em relação ao usual, o indicador diminuiu, passando de 24,2 para 20,6 pontos. Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento mensal feito pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp (Depecon).

Houve ligeira melhora também no número de funcionários do setor. O indicador passou de 30,6 pontos em janeiro para 31,8 pontos em fevereiro, mantendo-se abaixo da média histórica (45,0 pontos).

Já na Utilização da Capacidade Operação (UCO) houve queda no mês de fevereiro, com índice de 54,0%, contra 60,0% no primeiro mês do ano de 2016.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545200226

Expectativas

Os resultados da sondagem sinalizam que os empresários da construção continuam sendo atingidos pelo cenário de incertezas, com piora na maior parte dos indicadores em relação ao mês anterior. O índice de atividade para os próximos seis meses chegou a 22,6 pontos em fevereiro (foi de 33,8 pontos em janeiro). As expectativas para compras de matérias-primas passaram de 29,6 pontos para 23,0 pontos, exibindo ainda mais pessimismo acerca da retração das compras de insumos.

No que tange a expectativas para empreendimentos e serviços, o indicador passou de 27,9 para 19,4 pontos, denotando queda na leitura atual. Em se tratando das perspectivas quanto ao número de empregados, o índice de janeiro atingiu 25,7 pontos, contra 30,4 pontos em dezembro. E as perspectivas de investimento apontaram piora em relação à leitura anterior, passando de 23,6 para 19,6 pontos.

Índice de Confiança dos Empresários Industriais, da Fiesp, mostra pessimismo entre pequenas e médias

Agência Indusnet Fiesp

Os empresários das pequenas e médias indústrias do Estado de São Paulo estão pessimistas. O Índice de Confiança dos Empresários Industriais (Icei-SP) mostra valores em fevereiro próximos ao mais baixo nível da série histórica para ambos os portes empresariais. Para os pequenos industriais (empresas com 10 a 49 funcionários), o índice ficou em 30,5 pontos em fevereiro, com elevação de 1,9 ponto na comparação com janeiro e muito distante da estabilidade da confiança (50,0 pontos). Em dezembro de 2015 o indicador atingiu seu menor nível histórico: 27,3 pontos.

Os empresários da média indústria (50 a 249 empregados) também seguem pessimistas, com 32,8 pontos no Icei em fevereiro, 1,0 ponto acima do valor de janeiro (31,8 pontos). Apesar da elevação na passagem de janeiro para fevereiro, o indicador está 17,2 pontos abaixo da estabilidade da confiança e longe da média histórica de 47,5 pontos.

O resultado desse pessimismo é a estagnação da economia. “Não há crescimento sem confiança”, afirma Milton Bogus, diretor titular do Departamento da Micro, Pequena, e Média Indústria da Fiesp (Dempi).

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545200226

Nas condições atuais da pequena indústria, na passagem de janeiro para fevereiro o indicador avançou 0,2 ponto, passando para 23,6 – ainda entre os menores níveis já registrados para a pequena indústria.

O índice de condições da empresa recuou de 26,6 para 26,0 pontos, indicando que a pequena indústria está pior que em janeiro. O indicador das condições da economia brasileira avançou, de 17,1 para 18,9 pontos, mas continua distante da média histórica (37,4 pontos) e da estabilidade (50 pontos).

Os empresários da pequena indústria seguem pessimistas com o futuro próximo. Nas expectativas para os próximos seis meses o indicador se mantém próximo a seus menores níveis históricos, apesar do pequeno avanço, de 31,7 pontos em janeiro para 33,9 pontos em fevereiro. Isso é reflexo de uma melhora no indicador de expectativas da economia brasileira, que avançou 4,0 pontos, para 27,4, e no de expectativas da empresa, que avançou 1,7 ponto, para 37,2.

Pior que em 2008

A avaliação das condições atuais para o empresário da média indústria mostra leve elevação na confiança. O indicador avançou 2,3 pontos, passando para 25,6 pontos em fevereiro, como reflexo do avanço na confiança das condições da economia brasileira, (13,6 para 17 pontos), e das condições da empresa (28,3 para 30,0 pontos). Apesar da pequena melhora, esses indicadores ecoam o pessimismo atual dos empresários industriais, pior que o verificado na crise de 2008, quando os piores níveis foram 47,7 pontos para as condições atuais, 44,6 pontos para as condições da economia brasileira e 49,4 pontos para as condições da empresa.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545200226


PIB fraco já era esperado, diz Paulo Skaf

Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo

Nota Oficial

“Os números só comprovam o que a Fiesp e o Ciesp vêm falando desde 2011: este é um ano de fraco desempenho da economia e retração para a indústria. O resultado do PIB está alinhado com nossas expectativas, que eram de exatamente 0,4%”, afirma Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

Com os resultados divulgados nesta sexta-feira (21/08) dos números do segundo trimestre do Produto Interno Bruto (PIB), a Fiesp fez novas projeções para 2012. “O crescimento do PIB para este ano será de apenas 1,4%. Já a indústria de transformação cairá 2,6%, isso só mostra o quanto o setor está atingido e que não temos mais tempo para reverter este cenário”, revelou Skaf.

Fraco desempenho também será sentido no emprego industrial, que encerrará o ano com queda de 2,2%.

Segundo o presidente da Fiesp, esse deve ser um momento de reflexão. “Chegamos num ponto em que o governo precisa ter coragem para transformar intenções em ações em prol da competitividade, da produção e do crescimento do Brasil. É hora de seguir firme com a queda dos juros, manter o câmbio acima de dois reais, reduzir os custos de gás, da energia, o peso da burocracia, dos tributos e melhorar a infraestrutura do país.”