Sondagem da Construção mostra expectativas otimistas para 6 meses

Agência Indusnet Fiesp

Após registrar 52,2 pontos em janeiro, o nível de atividade do setor de construção paulista voltou a sinalizar contração, recuando na passagem mensal para 44,6 pontos em fevereiro. Na comparação com igual período de 2017, quando o indicador registrou 40,1 pontos, houve alta de 4,5 pontos.

O indicador número de empregados comparado ao mês anterior também recuou, saindo de 49,7 para 41,6 pontos em fevereiro. Abaixo da linha dos 50,0 pontos, o indicador também indica contração. O mesmo ocorreu com a Utilização da Capacidade de Operação (UCO), que passou de 60,0% em janeiro para 59,0% em fevereiro. Em termos interanuais, houve avanço para os dois indicadores: em janeiro de 2017, o número de empregados comparado ao mês anterior registrava 40,9 pontos, enquanto a Utilização da Capacidade de Operação (UCO) estava em 54,0%.

Os dados são da Sondagem da Construção do Estado de São Paulo, levantamento feito pela CNI e pela Fiesp, com o apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do Estado de São Paulo. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (27 de março).

Com queda de 35,4 pontos para 32,9 pontos, o nível de atividade em relação ao usual continua bem abaixo da linha dos 50,0 pontos. Em fevereiro de 2017, o indicador registrava 30,0 pontos.

O indicador de Expectativas para o nível de atividade para os próximos seis meses, que havia registrado 55,0 pontos em janeiro, voltou a cair. Apesar da queda, o indicador continua acima da linha dos 50,0 pontos, sinalizando otimismo em relação ao futuro. O mesmo ocorreu com os indicadores de Compras de matérias-primas e Novos Empreendimentos e Serviços, que ao passar de 54,5 e 54,3 pontos para 51,9 e 50,5 pontos, respectivamente, registraram queda, mas se mantiveram sinalizando otimismo no setor de construção paulista. A variável de Empregados, por sua vez, avançou na passagem mensal, de 50,0 para 53,1 pontos, reforçando a sinalização de otimismo do setor. O indicador de Investimentos, com nova queda em fevereiro (de 33,1 para 22,9 pontos) é o único indicador de expectativas que continua a sinalizar pessimismo no setor.