Fiesp debate experiências de propriedade intelectual no Brasil e na Europa

Agência Indusnet Fiesp

Em mais uma ação com foco em inovação, o Comitê de Desburocratização da Fiesp promoveu na última quinta-feira (13/9) um encontro para compartilhar experiências sobre propriedade intelectual corporativa no Brasil e na Europa, especialmente em pequenas e médias indústrias. 

Para o presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz Coelho, os empresários devem atentar para a  importância do investimento, desenvolvimento e defesa da propriedade intelectual desde o início dos projetos, principalmente em companhias de perfil exportador. “Atualmente o ciclo de inovação é cada vez mais ágil, e essa rapidez deve ser incorporada no dia-a-dia das empresas”, afirmou durante sua fala de abertura no encontro. 

De acordo com o presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Luiz Otávio Pimentel, o entendimento sobre o valor deste serviço de defesa de ideias, marcas e patentes contribui para o crescimento da economia e do emprego. Da IP Key América Latina, Mariano Riccheri detalhou o funcionamento do projeto da União Europeia (UE) para a região Sul com o foco de otimizar as condições para o empreendedorismo e para negócios em igualdade de condições.

Também participaram do evento Natalia Barzilai, da IPR Helpdesk América Latina, Begoña Uriarte Valiente, chefe de seção de Operações do Instituto de Propriedade Intelectual da União Europeia (UE), María Coro Gutiérrez, chefe de seção de Apoio às Empresas do Instituto de Patentes e Marcas (OEPM), Henry Suzuki, empreendedor, inventor e membro fundador da Mentores do Brasil, e Daniel Adensohn, primeiro vice-presidente da Associação Paulista de Propriedade Intelectual.

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Especialistas falaram sobre a importância da defesa de marcas e patentes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Seminário destaca iniciativas de parceria entre Brasil e Europa para pesquisa e inovação

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O Velho Mundo está de portas abertas para os pesquisadores brasileiros, que são bem-vindos na tarefa de promover a inovação tecnológica. Para reforçar esse convite, foi realizado, na manhã desta quinta-feira (22/05), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, o Seminário Brasil – União Europeia, Cooperação para Inovação Tecnológica. O evento contou com a participação de representantes daquele continente, que vieram destacar ações na área de pesquisa como os programas Horizonte 2020 e Euraxess.

Coordenado pelo diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, o seminário teve a presença ainda do vice-presidente do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da federação, Roberto Paranhos do Rio Branco. O coordenador adjunto de Pesquisa para Inovação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Sérgio Queiroz, foi outro convidado.

“A inovação é a chave do progresso e da competitividade em nível global”, explicou a embaixadora da Delegação da União Europeia (UE) no Brasil, Ana Paula Zacarias. “Por isso, 3% do PIB [Produto Interno Bruto]  europeu até 2020 será voltado para ciência e inovação”.

Ana Paula: “A inovação é a chave do progresso e da competitividade em nível global”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ana Paula: “A inovação é a chave do progresso e da competitividade em nível global”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo ela, por isso, o esforço em divulgar as iniciativas europeias nesse sentido em todos os países. “Precisamos por em conjunto os centros de pesquisa”, disse. “Custa muito caro construir uma estrutura assim, por isso a importância das parcerias”.

Horizonte 2020

Em termos de pesquisa, inovação e parcerias, o programa Horizonte 2020 é destaque. A iniciativa prevê um montante de 80 bilhões de euros para o financiamento de atividades na área entre 2014 e 2020. “Não queremos que essas atividades fiquem restritas aos laboratórios, mas que cheguem ao povo”, explicou o chefe do setor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Delegação da União Europeia no Brasil, Piero Venturi.

De acordo com Venturi, a UE é hoje um destaque mundial em termos de inovação, ficando à frente de nações com muita tradição na área, como o Japão. “Estamos focados em pilares como excelência científica, desafio social e liderança industrial”, afirmou. “Também queremos oferecer subsídios e apoio para pequenas e médias empresas a partir desse trabalho”.

Venturi: “Também queremos oferecer subsídios e apoio para pequenas e médias empresas”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Venturi: “Também queremos oferecer subsídios e apoio para pequenas e médias empresas”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Dessa forma, o Horizonte 2020 “está aberto a todos os pesquisadores brasileiros dos setores público e privado”. “É preciso apenas seguir os requisitos do programa para participar”, disse Venturi.

Entre as áreas prioritárias para a participação dos brasileiros estão Agricultura e Bioeconomia, Energia e Ciências do Mar. Conforme Venturi, também foram firmados acordos com instituições brasileiras como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e o próprio Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).


>> ACESSE OS ARQUIVOS DAS APRESENTAÇÕES

Sobre o Euraxess

Oficialmente descrita como uma rede internacional para a mobilidade de pesquisadores, o programa Euraxess foi criado para estimular, proteger e fortalecer o ambiente de pesquisa e inovação a partir do apoio a esses agentes. Isso com a oferta de boas oportunidades de carreira para  esses profissionais.

Para isso, foi criado um portal de empregos online com ofertas de emprego e de financiamento de pesquisa com mais de 8 mil universidades e centros especializados inscritos. “Os brasileiros são bem-vindos”, disse um dos representantes nacional do Euraxess Links Brasil, Paulo Lopes.

Segundo Lopes, há 20 mil currículos cadastrados no portal.

Com o objetivo de divulgar a iniciativa no Brasil, estão sendo realizados workshops e ações como os “saraus científicos”, nos quais os pesquisadores apresentam seus trabalhos em dez minutos, para um público leigo, do modo mais descontraído possível. “Mostramos que ciência e inovação podem sim ser apresentadas de forma divertida”, explicou a outra representante do Euraxess Links Brasil, Charlotte Grawitz.

O exemplo da Fapesp

Coordenador adjunto de Pesquisa para Inovação da Fapesp, Sérgio Queiroz destacou que “é bom ver a indústria paulista engajada nesse esforço de desenvolver a inovação”.

E reforçou que, responsável por 34% do PIB nacional, o estado de São Paulo é dono de “50% da ciência brasileira”. “Hoje, 1,64% do PIB estadual está ligado à pesquisa e desenvolvimento, diante de 1,1% da média do país”, disse.

Nesse cenário, a Fapesp, criada em 1962 para apoiar a pesquisa em todas as áreas do conhecimento, responde por 46% dos recursos disponíveis para a área em São Paulo. A fundação tem orçamento anual em torno de R$ 1 bilhão. “Um terço disso é aplicado na concessão de bolsas”, explicou Queiroz.

Apoio às empresas

Com foco no mercado, a Fapesp possui programas como a Pesquisa Inovativa para a Pequena Empresa (Pipe). O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) é parceiro nessa iniciativa. “O Ciesp nos ajuda a divulgar as ações do Pipe no estado”, informou Queiroz.

Segundo Roberto Paranhos do Rio Branco, o Ciesp oferece, com recursos próprios, apoio a 42 projetos de pesquisa em empresas em São Paulo. “Com a aprovação do Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, foi feita essa opção”, explicou o vice-presidente do Conic.

Rio Branco: apoio do Ciesp à pesquisa nas empresas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Rio Branco: apoio do Ciesp à pesquisa nas empresas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

São realizados ainda trabalhos em conjunto com grandes corporações, como o Fapesp e Peugeot Citröen, de pesquisa sobre motores e biocombustíveis, e o Fapesp e Natura, com foco em bem estar e comportamento. “O desafio é estimular o desenvolvimento de pesquisas de alto impacto a partir dos temas apontados pelas empresas”, disse Queiroz.

Parceiros naturais  

Zanotto: “É  fundamental que as indústrias de São Paulo e do Brasil avancem com os europeus em inovação e tecnologia”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Zanotto: “É fundamental que as indústrias de São Paulo e do Brasil avancem com os europeus em inovação e tecnologia”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para Thomaz Zanotto, a Europa é uma “parceira natural do Brasil” devido, entre outros fatores, à presença de comunidades variadas de imigrantes com essa origem por aqui. “Por isso é fundamental que as indústrias de São Paulo e do Brasil avancem com os europeus em inovação e tecnologia”, disse o diretor titular do Derex.

“Temos que alavancar esse processo”, concluiu.

Fim de preferências tarifárias com a União Europeia afeta exportações brasileiras

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

As exportações do Brasil para a União Europeia sofrerão o impacto da saída do país, desde janeiro de 2014, do chamado Sistema Geral de Preferências Tarifárias (SGP) do velho continente. Com isso, haverá um aumento na alíquota de importação de bens que equivalem a US$ 5 bilhões das nossas vendas externas. A conclusão é do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que realizou um estudo sobre o assunto.

De acordo com o Derex, é possível concluir que a diminuição tarifária obtida por meio do SGP beneficiou, ao longo dos anos, cadeias produtivas relevantes para a economia brasileira. Para se ter uma ideia, em 2012, o SGP representou em torno de 12% das exportações totais do Brasil para o bloco europeu.

>> Para ter acesso a última versão do estudo, clique aqui.

Nesse contexto, os principais produtos beneficiados pelo antigo benefício foram industrializados de médio e alto valor agregado, como químicos, máquinas e automóveis.

Assim, sem o SGP, essas vendas externas, que em 2012 somaram 4,1 bilhões de euros, se beneficiando de uma economia de 151,8 milhões de euros por conta das preferências tarifárias, vão sentir o impacto de um crescimento nas tarifas que pode variar entre 0,5 e 22 pontos percentuais. Com isso, podem perder espaço no mercado europeu. Afinal, outros países permanecem beneficiados no programa e ou pela assinatura de acordos preferenciais de comércio entre a União Europeia e outros parceiros.

O que fazer diante dessa situação? Conforme o Derex, o fato torna ainda mais importante a adoção de medidas que mantenham ou ampliem o acesso do Brasil ao mercado europeu, destino de nada mais nada menos que 20% das exportações brasileiras em 2012 e 2013.

Outro ponto da maior relevância, segundo o estudo, é o avanço na negociação do Acordo de Associação Birregional entre o Mercosul e a União Europeia, isso para garantir ou até ampliar o acesso privilegiado dos produtos brasileiros à Europa.

Sobre esse ponto específico, um estudo da Fiesp aponta que um acordo entre o Mercosul e a União Europeia geraria um aumento de 12% nas exportações brasileiras ao bloco europeu, o que, com base nos dados de 2013, representaria um ganho em torno de US$ 6 bilhões.

Segundo o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, a perda do SGP pode até não ser “dramática”, mas “vai mudar muito as exportações para o bloco europeu”. “Esse é um problema a mais em um momento frágil das nossas contas externas”, afirmou.

Zanotto: atrasos de pagamento se concentram entre exportadores menores. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Zanotto: um problema a mais em um momento frágil das nossas contas externas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Entenda a mudança

A Comissão Europeia anunciou, em maio de 2011, uma proposta para a elaboração de um novo regulamento sobre o SGP. Assim, o texto proposto alterava o critério de graduação de países elegíveis ao programa, concentrando o benefício tarifário apenas às economias mais pobres do mundo.

O regulamento final, de número 978/2012, foi adotado em outubro de 2012.  As mudanças entraram em prática em primeiro de janeiro de 2014.


Sesi-SP aproveita parada na Superliga para disputar torneio na Suíça com forças europeias

 Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

Aproveitando a parada de 21 de dezembro a 11 de janeiro na Superliga, o time feminino do Sesi-SP rumará para a Europa onde disputará o Top Volley International, torneio amistoso realizado em Basel, na Suíça, que está em sua 24ª edição.

A competição ocorrerá dentre os dias 27 a 29 de dezembro e contará com cinco equipes além do time da indústria: Volero Zurich (Suíça), Racing Club de Cannes (França), Dínamo Bucarest (Romênia), Galatasaray (Turquia) e Muszyna (Polônia). Para o técnico Talmo, o torneio virá em boa hora para manter o time ativo e testar as jogadoras em escolas diferentes do vôlei mundial.

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Estrelas do voleibol brasileiro, a levantadora Dani Lins (3) e a ponteira Fabiana. Foto: CBV


“Vamos disputar com forças e escolas diferentes, o que é um aprendizado constante. Manteremos o ritmo de jogo e enfrentaremos equipes interessantes, o que agregará experiências ao nosso time”, declarou o treinador, que já avisou que irá com o time completo para vencer. “Queremos vencer sim, e vamos com força máxima para isso. Os testes são importantes, mas ver o nome do Sesi-SP no topo é mais ainda”.

Apesar da viagem rápida e de longa distância, Talmo acredita que o torneio ajudar no amadurecimento de algumas jogadoras. “Os times ficarão aqui treinando e nós estaremos em uma disputa forte. As mais jovens também ganham mais experiência e visualizam o vôlei como é jogado lá fora. Frio não nos preocupa, pois é tudo aquecido. E ao invés de treinarmos apenas, teremos ótimas partidas para jogar”, apontou. Quem também gostou da viagem foi a levantadora Dani Lins. Para a jogadora, encarar essas equipes é ampliar experiências. E ainda uma possibilidade de conhecer outros referenciais.

“Parece um bate e volta, mas não é. Vamos jogar um campeonato interessante e ainda ganhamos uma viagem para um lugar lindo. E como vamos com o time completo, fica melhor ainda. O aprendizado contra essas escolas, mesmo que em poucas partidas, é muito válido”, afirmou a camisa 03 do Sesi-SP.

A Superliga feminina terá uma pausa do dia 22/12 a 11/01 para as festas de fim de ano (a masculina não terá a quebra). Antes da viagem, o time do Sesi-SP enfrentará nesta sexta-feira (21/12), fora de casa, Unilever, no Rio de Janeiro. Na volta, no dia 11 de janeiro (sexta-feira), o adversário será o São Caetano, também fora de casa.

O Top Volley International é um torneio disputado desde 1989 com times de diversos países. Outras equipes brasileiras já participaram do Top Volley International, como o Unilever e o Osasco. A Bandsports transmitirá os jogos do Sesi-SP. Confira a tabela abaixo.

Serviço:
24º Top Volley International – Suíça – Dezembro de 2012
Local: ST. Jacob Hall
* Os times são divididos em dois grupos de três. Os dois melhores se classificam para as semifinais.

27 de dezembro (quinta-feira)
15h30 (horário do primeiro jogo. As demais partidas ocorrerão na sequência).
Dinamo Bucareste x Volero Zurich
Racing Club de Cannes x Galatasaray
Sesi-SP x Dínamo Bucareste
BPS Muszyna x Racing Club de Cannes

28 de dezembro (sexta-feira)
15h30
Volero Zurich x Sesi-SP
Galatasaray x BPS Muszyna
Primeira semifinal
Segunda semifinal

29 de dezembro (sábado)
17h00
Decisão de 5º e 6º
Decisão de 3º e 4º
Final

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Apex aponta mercados não tradicionais como oportunidade de negócios para exportadores brasileiros

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Ana Repezza, gerente geral da Apex, durante reunião do Coscex/Fiesp. Foto: Everton Amaro

Ana Repezza, gerente geral de negócios da Apex, durante reunião do Coscex/Fiesp. Foto: Everton Amaro

O crescimento das exportações para os mercados não tradicionais – formados pelos países da América Latina, Oriente Médio, África, China e Índia – pode ser uma excelente oportunidade de negócios para empresários brasileiros, na avaliação da gerente geral de negócios da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Ana Repezza.

Segundo ela, com as restrições dos produtos brasileiros nos mercados tradicionais – Estados Unidos e países da Europa –, a Apex adotou uma estratégia de explorar os mercados não tradicionais, que possibilitam o aumento do volume de vendas dos exportadores nacionais.

“Nós temos tido um sucesso muito grande com a chegada das empresas brasileiras [nos mercados não tradicionais], porque eles são pouco explorados e permitem que as nossas empresas entrem com uma posição mais competitiva”, disse Ana Repezza, durante a reunião mensal do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realizada nesta terça-feira (18/09).

A gerente geral Apex-Brasil deixou claro, porém, que Apex não abandonou os mercados tradicionais, que, no seu entendimento, têm um forte poder de compra. “Estamos buscando estratégias de diluir o risco com novas oportunidades”, explicou.

De acordo com Ana Repezza, atualmente o Brasil conta com 22 mil empresas exportadoras, dentre as quais 13 mil são atendidas pela Apex. Em 2011, informou, a instituição teve participação de 21,24% no índice de exportações indústrias do país – resultado dos 977 eventos realizados pela instituição que beneficiaram 81 setores produtivos. “Nós temos um desafio muito forte de sensibilizar os empresários para as oportunidades do mercado internacional”, enfatizou a gerente geral.

Parcerias comerciais com o Paraguai

Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex da Fiesp. Foto: Everton Amaro

Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex da Fiesp. Foto: Everton Amaro

O presidente do Coscex/Fiesp, embaixador Rubens Barbosa, aproveitou a oportunidade para relatar aos conselheiros sua visita ao Paraguai, onde conversou com empresários locais e concluiu que o país vizinho pode ser “um excelente parceiro comercial do Brasil”.

Algumas das vantagens apontadas pelo embaixador são os incentivos fiscais e “impostos baixíssimos” oferecidos pelo país. “Se fizermos isso, estaremos beneficiando a economia brasileira e ajudando um parceiro pequeno que, por uma série de questões políticas e ideológicas, sofreu uma violência muito grande”, salientou, referindo-se aos últimos conflitos políticos que desencadearam o impeachment do presidente Fernando Lugo.

Barbosa defendeu, por exemplo, a criação do corredor ferroviário interoceânico entre a cidade de Paranaguá (Brasil) até o município de Antofagasta (Chile): “Para o Paraguai é importante porque abre mais um canal para o Pacífico e Atlântico”, afirmou.

Opinião compartilhada pelo diretor-titular-adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto: “Nos precisamos enxergar o Paraguai como um instrumento da competitividade da indústria brasileira”, disse.

Bossaball agita final de semana nas unidades do Sesi em Jaú e Bauru

Rodrigo Marinheiro, Agência Indusnet Fiesp

O Sesi-SP levará neste sábado e domingo à população das cidades de Jaú e Bauru, respectivamente, a modalidade esportiva chamada Bossaball. Praticado em alguns países da Europa, o esporte foi criado em 2004 pelo produtor musical belga Filip Eyckmans.

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Bossaball, esporte que combina elementos do futebol, ginástica, vôlei e música

O nome Bossaball é uma homenagem à Bossa Nova, ritmo do qual Filip se tornou fã durante uma viagem que fez ao Brasil.

Quem quiser arriscar umas jogadas no Bossaball ou somente assistir à prática deste esporte inusitado deve aproveitar a quadra inflável que estará no Sesi Jaú no sábado (25) e no Sesi Bauru no domingo (26).

“Este é um daqueles programas de esporte, lazer e recreação que toda a família deve participar. Ações como esta unem a família e a comunidade e fazem bem para toda a sociedade”, ressalta o presidente do Sesi-SP e da Fiesp, Paulo Skaf. “O Sesi continuará estimulando a prática de atividades desportivas para toda a população porque sabemos que o esporte é um composto de educação e saúde. Espero que o Estado dê continuidade ao nosso trabalho e atenda às expectativas e necessidades da população”, completa.

O Sesi-SP levará o Bossaball para 53 de suas unidades, totalizando 49 cidades no Estado de São Paulo. Depois deste final de semana, a novidade viaja para Birigui e Araçatuba, respectivamente, nos dias 10 e 11 de março.

O jogo

Somente participantes com idade superior a 12 anos podem praticar deste novo esporte que combina elementos do futebol, ginástica, vôlei e música. No máximo cinco jogadores disputam de cada lado, em uma quadra formada por um grande colchão inflável e duas camas elásticas, separadas por uma rede de vôlei. Tudo ao som de muita música. Cada time pode tocar na bola até oito vezes consecutivas. A bola pode ser tocada por qualquer parte do corpo do jogador, mas apenas uma vez com a mão ou duas vezes seguidas com os pés ou com a cabeça.


Diferente do que acontece em outros esportes, os juízes não são hostilizados. No Bossaball, eles são parte admirável da disputa, uma vez que, além do clássico apito, os árbitros utilizam instrumentos de percussão e uma mesa de DJ.O objetivo do Bossaball é fazer com que cada equipe faça a bola cair no lado adversário. O time conquista um ponto quando a bola cai no campo inflável da equipe adversária. Se a bola cair na cama elástica no do outro lado da rede, o time que jogou a bola marca três pontos.

Como não poderia deixar de ser, a segurança dos jogadores é prioridade. Por isso, toda a quadra é feita com material inflável. Nas laterais da cama elástica, o material protetor tem três metros de largura, evitando que os jogadores caiam para fora do campo. A altura da rede que separa os dois lados da quadra é ajustada em diferentes níveis como, por exemplo, para homens, mulheres e crianças.

Serviço

Sesi Jaú
Sábado, 25 de fevereiro, das 9h às 16h.
Centro de Atividade (CAT) Ruy Martins Altenfelder Silva.
Av. João Lourenço Pires dos Campos, 600, Bairro Jardim Pedro Ometto, Jaú, SP

Sesi Bauru
Domingo, 26 de feveiro, das 8h às 15h
Centro de Atividade (CAT) Raphael Noschese
Rua Rubens Arruda, 08-50, Bairros Altos da Cidade, Bauru, SP

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“Precisamos da liderança do Brasil e da presidente Dilma”, afirma François Fillon

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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François Fillon, primeiro-ministro da França. Foto: Junior Ruiz

Em conferência realizada na Fiesp nesta quinta-feira (15), o primeiro-ministro francês François Fillon certificou que a liderança do Brasil é essencial para superar a crise de confiança que a Europa atravessa.

“Devemos precisamente agora captar o imenso potencial ofertado por esta parceria estratégica entre os dois países, e afirmo solenemente que precisamos da liderança do Brasil e de sua presidente Dilma Rousseff”, declarou para uma plateia de autoridades e empresários brasileiros e franceses.

Com a ideia de compartilhamento da visão de um mundo multipolar, Fillon disse que tanto seu país quanto o Brasil sempre se opuseram ao pensamento de dominação pelas superpotências. “Cada Estado deve se fazer ouvir em cada continente. Os países procuram uma solução comum aos problemas mundiais, e a França e o Brasil contribuem para a estabilidade internacional entre as grandes nações.”

Ele reforçou: “Isso vale para o G20 e para o FMI, e também para o conselho de segurança do ONU, onde a França pleiteia um assento permanente para o Brasil, como faz para a Alemanha, Japão e Índia, sem esquecer o local justo que deve ser dado no Conselho de Segurança das Nações Unidas ao continente africano”.

Ao comentar o projeto de aproximação comercial e econômica do Brasil com outros países da América Latina, o primeiro-ministro foi enfático: “Vocês sabem muito bem com que determinação devemos nos empenhar para poder chegar nesse objetivo”. E adicionou que “hoje a questão da zona do euro atrapalha esses interesses. “Acho evidente que há uma parte de ideologia e outra de oportunismo nos ataques a esta união monetária”.

Contenção da crise

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Foto: Junior Ruiz

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, elogiou a adoção de medidas por parte do governo francês para a contenção da crise.

“A crise europeia é de endividamento público. O governo da França está tomando providências que nem sempre são medidas politicamente populares, mas corretas, o que é um bom exemplo”, sublinhou.

Skaf destacou que a Europa é um mercado de 500 milhões de consumidores “que interessa a todos”. Ressaltou também que o Brasil e a França tradicionalmente têm realizado muitas parcerias. “Em 2010, tivemos mais de US$ 1 bilhão de investimentos brasileiros na França e uma troca de comércio que lógico, pode ser muito ampliada.”

Fiesp recebe vice-presidente da Comissão Europeia nesta 6ª feira, 16

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebe na manhã desta sexta-feira (16) o vice-presidente da Comissão Europeia, Antonio Tajani. No encontro, serão tratados temas como o desenvolvimento das pequenas e médias empresas e a cooperação econômica e comercial entre o Brasil e países da Europa.

Tajani é reconhecido por sua iniciativa em implementar uma nova cultura de empreendedorismo e inovação, de forma a criar um ambiente no qual os cidadãos não tenham receio de lançar novos projetos empresariais.

A delegação que acompanha o vice-presidente é composta por 22 empresas europeias, entidades representativas e de setores industriais e associações empresariais de quinze nacionalidades diferentes.

Crise europeia influencia o direito constitucional e administrativo

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

Para o professor Francisco Balaguer Callejón, da Universidade de Granada (Espanha), a crise na Europa afeta de maneira muito negativa o Direito Constitucional, as condições dos Estados-membros e a qualidade democrática dos países europeus.

“2011 foi um ano terrível para o Direito Constitucional, na Europa, porque a normatividade foi debilitada, a qualidade da democracia sofreu e o sistema passa por mudanças”, afirmou Callejón durante o seminário O Direito Administrativo Regulatório e os Direitos Fundamentais na Europa, realizado dia 22 de novembro, na sede da Fiesp.

Em palestra sobre “Constituição, Reforma Constitucional e os Direitos Fundamentais na Europa: Reflexões sobre os desafios da Atualidade”, Callejón explicou que a democracia vive do pluralismo, da alternativa e da possibilidade de formular políticas públicas diferenciadas de cada partido que vive da alternância do poder: “Essa ideia foi desenvolvida há séculos e concretizada através das constituições normativas, depois da Segunda Guerra Mundial, e está em cheque devido à crise europeia.”

Há uma involução importante com relação ao Direito Constitucional, segundo o professor: “É evidente que essa situação afeta a Europa, e felizmente não está afetando países como o Brasil”, analisou, ressaltando que, no Brasil, existe um constitucionalismo muito vivo, com perfil democrático social. “Existem os problemas produzidos dentro de qualquer contexto constitucional em uma democracia desenvolvida, mas certamente os problemas que estão acontecendo na Europa não refletem no Brasil.”

Direitos Fundamentais

No segundo painel, José Maria Porras Ramirez, da Universidade de Granada (Espanha) ministrou a palestra a “Integração Europeia e Organização Institucional: O Papel da Integração Europeia na Realização dos Direitos Fundamentais”. Ramirez falou sobre como se observam e garantem os direitos fundamentais no âmbito da União Europeia.

As comunidades europeias nasceram nos anos 50 para criar interesses compartilhados de caráter econômico entre diversos países do centro da Europa para que essas evitassem a ideia de repetir a guerra. Eram compostas pelas comunidades da energia atômica, do carvão e do aço, materiais estratégicos utilizados na guerra que estavam disponíveis em comum. Seu principal objetivo era econômico, e a integração entre elas foi um sucesso.

Durante muitos séculos, a Europa foi o centro do mundo. Porém, o eixo econômico e geopolítico mundial se transladou para a Ásia e a Europa tornou-se cada vez mais irrelevante para o mundo. “A exigência de constituir e agregar interesses, de criar organizações supra estatais superando aquele governo envelhecido de uma nação já não é mais algo obrigatório.”

Ramirez explicou que a China possui um regime de déspotas, onde convivem paradoxalmente com um regime de economia selvagem e não se respeitam os direitos do trabalho ou nenhum direito individual.

Fausto Vecchio, professor Italiano da Università di Enna (Itália), encerrou o seminário com a palestra a “A Arquitetura Institucional Europeia”. E ao tratar da questão do parlamento declarou: “A vontade do parlamento está acima de qualquer vontade normativa. O Parlamento pode modificar a constituição que é uma espécie de compromisso”.

Derrubar juros é o caminho para evitar PIB abaixo de 3%, diz economista

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

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Ilan Goldfanjn (ao centro), durante reunião do Cosec/Fiesp


Durante a 62ª Reunião do Conselho Superior de Economia (Cosec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na manhã desta segunda-feira (17), na sede da entidade, o economista-chefe do Itaú, Ilan Goldfajn, analisou o cenário econômico mundial e a posição do Brasil diante das dificuldades na Europa, possível calote da Grécia e esperada desaceleração da economia chinesa.

Brasil

Em sua análise sobre o Brasil, o economista demonstrou relativo otimismo. Previu aumento de investimentos do governo e do setor privado, maior esforço no controle dos gastos de custeio e queda importante nos juros básicos, sem grande ameaça inflacionária, em função da desaceleração mundial. “Nosso cenário básico é de crescimento menor, não de ruptura. Acreditamos que no Brasil a forma de mitigar o impacto negativo da crise externa será a redução da taxa de juros, para evitar que o PIB caia abaixo de 3%.” Ilan apontou que, no médio prazo, o Brasil volta aos 4% ou 5% de crescimento.

Grécia

No caso da Grécia, Ilan comparou a possível quebra daquela economia a uma explosão nuclear. “Se acontecer debaixo da terra, de forma controlada, não se alastra e não prejudica ninguém. É isso que a Comunidade Europeia quer fazer em relação à Grécia”, afirmou o economista. “Que a Grécia vai dar calote em sua dívida, não há mais dúvidas. O que se discute é como fazer para não permitir que outros países sejam afetados pelas consequências negativas”, concluiu. Para ele, o pacote de resgate recém-aprovado, de 440 bilhões de euros – com possibilidade de alavancagem –, é uma forma de controlar essa explosão.

China

Quanto à China, Ilan acredita que o país deve desacelerar seu ritmo de crescimento para algo próximo a 8% ao ano, mas não abaixo disso. Segundo ele, a China está em processo de alteração do seu perfil comercial, de economia preponderantemente exportadora para voltar-se ao mercado interno e para novos consumidores: indianos e brasileiros, por exemplo. “Claro que dinamizar o mercado interno chinês é um processo mais longo, leva tempo, mas é uma mudança que já está em curso. A China já é menos exportadora e já tem um pouco mais de mercado interno do que antes”, disse.

Para Ilan, algumas reformas que estão na agenda chinesa como a da saúde e previdência vão redundar em maior disponibilidade de renda para consumo. “A alta poupança e baixo consumo dos chineses não é uma questão cultural, é incerteza em relação ao financiamento de uma doença e da aposentadoria. Com reformas nessas áreas, que garantam alguma assistência, o chinês passa a consumir.”

Cosec

Participaram da mesa do Cosec o presidente do Conselho, Antonio Delfim Neto; o vice-presidente, Boris Tabacof; o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo e conselheiro do Cosec, Andrea Calabi; o diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos e vice-presidente do Conselho, Paulo Francini; e o diretor-titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior, Roberto Giannetti da Fonseca.

Observatório europeu busca apoio da indústria brasileira para telescópio no Chile

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A principal organização intergovernamental da Europa para pesquisas em astronomia está de volta ao Brasil em busca de investimentos e negócios que viabilizem seus projetos de telescópio no Chile.

O Observatório Europeu Sul (ESO na sigla em inglês) participa de uma série de reuniões na sede da Fiesp, nesta terça-feira (23), com o objetivo de apresentar seu ambicioso projeto de telescópio de enorme dimensão, o European Extremely Large Telescope (E-ELT).

Em maio deste ano, a delegação da ESO, acompanhada por empresários chilenos, esteve na Fiesp com o mesmo intuito de discutir a adesão brasileira ao projeto.

“Eu diria que o grande negócio para o ESO é construir o maior olho no céu”, disse Alistair McPherson, responsável pelo projeto do E-ELT. Com 42 metros de diâmetro, o telescópio será construído no topo de uma montanha de 3.000 metros no deserto do Chile. As operações devem começar a partir de 2018.

Representantes do ESO apresentaram os planos da organização para executivos de empresas do setor de construção civil, como as construtoras OAS e Queiroz Galvão, e instituições de tecnologia, como a Rede Paulista de Inovação e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica. O Grupo Gerdau também participou do encontro.

“Nós temos cientistas para desenharem o projeto, mas é a indústria que entrará com a manufatura”, acrescentou McPherson.

Negócios

Ainda segundo McPherson, o projeto E-ELT oferece oportunidades de negócios para empresas de tecnologia, no desenvolvimento de softwares, hardwares, detectores e dispositivos de segurança para garantir a operação do maior telescópio do mundo.

Já a indústria de infraestrutura pode fechar negócios para a geração de energia ao projeto e revestimento das instalações. Empresas de construção civil ganham espaço na construção de estradas e de estruturas do telescópio como a cúpula.

Adesão ao ESO

Desde 2010 tramita um processo de entrada do Brasil no ESO, organização que hoje conta com 15 países-membros e opera telescópios principalmente na Cordilheira dos Andes, no Chile.

A adesão brasileira tem, no entanto, divido opiniões desde então. De um lado, especialistas temem o País competir em desigualdade com os europeus. Na outra ponta estão os argumentos favoráveis de que a entrada do Brasil na organização seria a melhor maneira de desenvolver a astronomia do País.