Fiesp leva empresários à Summer Fancy Food, em Nova York

Carla Emiliana Rossetti, Agência Indusnet Fiesp

Entre 28 de junho e 4 de julho, 18 empresas brasileiras participaram da mais importante feira de alimentos e bebidas especiais das Américas, a Summer Fancy Food, em Nova York. Em ação coordenada pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp pelo quarto ano consecutivo, em parceria com a Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os empresários conheceram produtores, distribuidores e importadores do chamado ‘fancy food sector’, que concentra alimentos gourmet, regionais, orgânicos e naturais.

Em seminário com o cônsul comercial do Brasil em Nova York, ministro Roberto Ardenghy, o adido agrícola do Brasil nos Estados Unidos, Luiz Caruso, e o gerente do escritório da Apex-Brasil em Miami, Fernando Spohr, foram detalhados aos participantes os serviços de suporte das representações diplomáticas brasileiras locais, além do funcionamento do mercado norte-americano de alimentos e bebidas, suas tendências de consumo e possíveis canais e acesso e distribuição de produtos. Em 2017, a feira contou com 2,6 mil expositores de 57 países, 180 mil produtos e 23 mil visitantes.

A fundadora da My Sweet Brigadeiro, Paula Barbosa, e o dono da Sweet Corner Bakeshop, Rodolfo Gonçalves, compartilharam suas trajetórias de negócios nos EUA, contando sobre os desafios de adaptar produtos genuinamente brasileiros ao gosto norte-americano e de empreender em um cenário de forte concorrência.

Made in Brazil

O pavilhão brasileiro foi composto por diversas empresas que participaram da feira em anos anteriores, dando continuidade aos processos de internacionalização de suas marcas e produtos. Foram os casos da Guacira, que participou do evento em 2015, e da Alphabee, que esteve na edição de 2017.

Na avaliação de Davi e Piero de Sá, da Alphabee, a missão os auxiliou a entender o mercado norte-americano e a realizar as mudanças necessárias para a adaptação de seu produto, o mel, para o acesso a este mercado. Um dos exemplos citados por eles foi a mudança do nome da empresa nos EUA. Originalmente Isis Mel, a empresa teve que criar um outro nome para os negócios nos EUA, a Alphabee, devido à referência ao grupo terrorista islâmico ISIS. Atualmente, trabalham com nomes distintos para diferentes mercados.

De olho no futuro

Na feira, um espaço dedicado a imaginar os hábitos de consumo em 2043 chamou a atenção dos empresários brasileiros. O ‘Future Market’ trouxe ideias como a rastreabilidade da carne de frango com tecnologia de ‘blockchain’ e a adaptação de processos industriais de transformação de alimentos para uma experiência ‘homemade’, como moagem dos grãos de trigo e outros cereais em casa, seguindo a tendência de garantir alimentos frescos e sem conservantes.

Com foco na divulgação de produtos inovadores e incentivo ao empreendedorismo, aproximadamente 80 startups também tiveram a oportunidade de expor seus produtos no evento, por meio de incubadoras. Neste sentido, uma startup de sucos naturais que trabalha apenas com itens que seriam descartados, frutas e vegetais “fora do padrões”, mas em perfeito estado de consumo, serviu como exemplo de inovação admirada pela missão brasileira. O objetivo da startup em questão foi reduzir o impacto dos mais de 30 milhões de toneladas de alimentos que viram lixo nos EUA todos os anos.

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No total, 18 empresas brasileiras participaram da missão aos Estados Unidos. Foto: Divulgação/Fiesp

De olho na expansão dos negócios para os EUA, empresários participam do SelectUSA na Fiesp

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

Para auxiliar empresários brasileiros com interesse na expansão de seus negócios nos Estados Unidos, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp recebeu, nesta terça-feira (06/03), o SelectUSA, programa com sede no Departamento de Comércio americano que facilita informações e contatos para empresas estrangeiras que queiram investir no país.

Na abertura do evento, o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, falou sobre a importância da proximidade entre os mercados brasileiro e americano. “O Brasil investia um dólar para cada sete dólares que os americanos investiam no Brasil. Nos últimos anos essa relação passou de três para um, ou seja, cresceu bastante”, afirmou.

Segundo Zanotto, o SelectUSA funciona como uma importante porta de entrada para empresários de todos os setores que queiram uma assessoria completa sobre os Estados Unidos.

Para o cônsul-geral do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, Ricardo Zuniga, o Brasil e os Estados Unidos são parceiros históricos, com relacionamento comercial vibrante. Atualmente, o mercado brasileiro figura como um dos 15 maiores parceiros comerciais dos EUA. “O Brasil é uma fonte significativa de investimento estrangeiro direto nos Estados Unidos, algo em torno de US$ 36 bilhões. Em 2017, o país se tornou a sétima fonte de investimento em termos de crescimento nos EUA”, explicou.

O SelectUSA envolve o atendimento de individual de empresas interessadas em crescer no mercado americano, com auxílio sobre aspectos legais, regulações federais, incentivos e benefícios tributários e agências de fomento econômico, por exemplo.

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Zanotto, ao centro: mais investimentos de empresas brasileiras nos Estados Unidos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Economia Digital pode puxar crescimento econômico do Brasil, avalia embaixador norte-americano

Roseli Lopes, Agência Indusnet Fiesp

O momento atual para o Brasil discutir a economia digital é mais do que importante para sua recuperação econômica uma vez que o ritmo da inovação cresce a uma velocidade sem precedentes, revolucionando não apenas a maneira como nos comunicamos mas como fazemos negócios. E porque o Brasil é um dos cinco principais mercados para as maiores empresas de tecnologia do mundo, como Facebook, Netfix ou Salesforce. A opinião é de Michael McKinley, embaixador dos Estados Unidos no Brasil, que falou durante a Conferência sobre Economia Digital Brasil Estados Unidos, evento realizado nesta quinta-feira (26 de outubro) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em parceria com o governo dos Estados Unidos.

Coordenado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) a Fiesp, o evento reuniu líderes dos setores público e privado para a discussão sobre o futuro da economia digital, suas oportunidades, desafios, competitividade e processos regulatórios, além dos impactos de sua implementação nas indústrias. Para o embaixador norte-americano, o Brasil não é apenas um dos cinco principais mercados como também apresenta enorme potencial de crescimento, já que apenas 60% da população brasileira está online atualmente. “Além de aumentar o investimento e acesso à internet, as tecnologias inovadoras podem elevar a produtividade. Hoje, setores inteiros estão se transformando e à medida que se tornam mais produtivos novas questões surge sobre o futuro do trabalho”, diz McKinley.

Holly Vineyard, primeira subscretária adjunta do Departamento de Comércio dos Estados Unidos lembrou que a economia digital é a economia mundial, reforçando a importância do encontro entre os dois países, a troca de experiências e a parceria com o Brasil para o desenvolvimento de uma regulação adequada para a economia digital. Também falou do potencial brasileiro dentro da tecnologia digital. Mario Marcolini, diretor-titular adjunto do Derex. ratificou a ideia dizendo que a economia digital talvez seja a mais importante hoje mundialmente e admite o atraso do Brasil em relação a sua implementação.

“Chama a atenção quando falamos em fluxos comerciais porque hoje eles já foram superados pelos fluxos digitais, que crescem 45 vezes desde 2005. Mas o Brasil, infelizmente, está um pouco atrasado tanto no debate quanto na execução de tudo o que é necessário para avançar nessa área da economia digital, diz Marcolini. Hoje, no Brasil, diz o diretor do Derex, olhando para a economia digital do ponto de vista das empresas, 43% delas não identificam quais tecnologias teriam potencial para alavancar a competitividade, ou seja, quase a metade delas desconhece as vantagens dessa evolução digital e como ela poderia melhorar sua competitividade.

“É aí que a Fiesp, por meio do Derex, vem trabalhando para tentar informar as empresas”, diz Marcolini. “Uma coisa que chama a atenção é a possibilidade que se tem hoje com a economia digital de ter micromultinacionais, empresas que são muito pequenas ou médias e que podem se conectar com o mundo inteiro.”, diz Marcolini. Segundo ele, há várias startups que já nascem multinacionais, mal nascem e já estão interagindo com o mundo. Sem falar, diz o executivo, do que tudo isso representa para a vida das pessoas:  são 900 milhões nas redes sociais e a contribuição dos fluxos digitais para o mundo também. Hoje, os fluxos digitais representem 10% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, estimados em US$ 7,8 trilhões.

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Oportunidades e desafios da economia digital foram discutidos em evento pomovido pela Fiesp em parceria com governo norte-americano. Foto: Hélcio Nagamine/Fiesp

No Brasil, perto de 48 milhões já fizeram ao menos uma compra virtual. Estamos falando de compras digitais de R$ 44 bilhões, ou 4% do varejo brasileiro, montante ainda muito baixo se comparado a outros países. “Uma coisa importante é que, infelizmente, quando o Brasil fizer tudo o que ele precisa fazer para estar no nível razoável na área digital, ainda assim ele estará apenas se  equiparando aos seus competidores. Não que isso se transformará em uma vantagem competitiva necessariamente. Temos uma lição de casa a fazer apenas para cegar onde outros que competem com o Brasil no mercado internacional já estão”, diz o diretor do Derex.

Thiago Carmargo Lopes, secretário de política de Informática (Sepin), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. reforça afirmando que este é o momento de fortalecer os objetivos comuns de Brasil e Estados Unidos. Lembrou que, no passado, discussões como a de proteção de dados, chegou a afastar o país do norte-americanos, mas que hoje a discussão aproxima os dois países. Falou do Plano Nacional da Internet das Coisas, em discussão dentro do BNDES, e da participação do governo nas discussões para a implementação do padrão de 5G junto com os Estados Unidos, o Japão e a Europa. “Discussão que o Brasil sempre saiu atrás, mas que agora faz parte dessa discussão”, concluiu.

O embaixador Mackinley lembrou que as inovações são inevitáveis e as politicas que escolhermos agora terão impacto significativo no crescimento da economia digital entre as principais economias, E, mais uma vez, citou o Brasil com destaque; “Entre as principais economias do mundo onde se prevê um grande crescimento da economia digital até 2020, o Brasil aparece em 5º lugar.

Skaf recebe na Fiesp o embaixador dos EUA no Brasil

Agência Indusnet Fiesp

P. Michael McKinley, embaixador dos Estados Unidos no Brasil, esteve na Fiesp nesta segunda-feira (13/2), para reunião com empresários. Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, recebeu McKinley.

Depois do encontro, o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Thomaz Zanotto, disse em entrevista coletiva que a visita do embaixador permitiu discutir a ideia de uma agenda propositiva, bastante pragmática, centrada em alguns itens de interesse de ambas as partes.

Há um potencial gigantesco de parceria com os EUA, disse Zanotto. “A questão maior é como focar naquelas iniciativas que darão resultado para ambos lados o mais rápido possível”, afirmou. “No caso do Brasil isso quer dizer acelerar esse processo de recuperação do emprego no Brasil. É a grande preocupação da Fiesp. Os Estados Unidos são parte importante disso.”

Paulo Skaf com P. Michael McKinley, embaixador dos EUA no Brasil. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Paulo Skaf com P. Michael McKinley, embaixador dos EUA no Brasil. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Manoel Messias, triatleta do Sesi-SP, é campeão mundial júnior nos EUA

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp

Mais uma vez consagrando-se promessa do Triathlon brasileiro, o atleta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Manoel Messias, conquistou nesta quinta-feira (17) o título de campeão Mundial de Triathlon na categoria júnior, disputado em Chicago, nos Estados Unidos. Ao completar a prova com o tempo de 51m50s, Messias tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar o campeonato mundial.

O brasileiro passou o alemão Peer Sönksen, segundo lugar com 51m51s, e o francês Léo Bergere, terceiro colocado com 52m01s.

Após conquistar o Campeonato Pan-Americano de 2014, garantindo vaga para o Mundial, Messias desembarcou em Chicago como um dos favoritos. E, devido às condições climáticas, a prova de triathlon, composta por natação, ciclismo e corrida virou um duathlon (com distâncias de 5km de corrida, 20km de ciclismo e mais 2.5km de corrida). Mesmo com a mudança, o atleta do Sesi-SP manteve o bom desempenho, garantindo mais um feito inédito para o seu currículo, já que atualmente é o bicampeão Sul-americano da categoria júnior.

Messias terminou a corrida, primeira parte da prova, na oitava colocação, bem próximo aos líderes. Na sequência, durante o ciclismo, o brasileiro não aparecia mais entre os dez primeiros do pelotão. Mas no último trecho da prova, quando os triatletas voltaram a correr, Messias voltou a se aproximar dos primeiros colocados, decidindo a disputa apenas na reta final.

Manoel Messias assume o primeiro lugar do pódio de triathlon em Chicago. Foto: ITU/Divulgação

Manoel Messias assume o primeiro lugar do pódio de triathlon em Chicago. Foto: ITU/Divulgação


Trajetória

O cearense Manoel Messias, 18 anos, desembarcou em São Carlos, interior de São Paulo, no início de 2013 para fazer parte da equipe de Triathlon do Sesi-SP, comandada pelos técnicos Eduardo Braz e Miguel Junio.

Com o título conquistado nos Estados Unidos, Messias entra para o hall dos melhores atletas de triathlon do mundo.

Em entrevista ao Globoesporte.com, o treinador Eduardo Braz, elogiou o bom desempenho que Messias vem apresentando nos últimos anos.

“Ele é um garoto muito centrado, dedicado e merecedor do que tem conquistado. O segredo do título é o trabalho que ele faz. No português claro, ele comeu o pão que o diabo amassou. Ele só tem o triatlo na vida. Por isso é um garoto merecedor”, comentou Braz.

Representantes dos EUA apresentam práticas de conformidade, revenda e reexportação

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sediou nesta quarta-feira (4/3) o seminário Controle de Exportação e Importação dos Estados Unidos e Brasil.

No encontro, os representantes norte-americanos apresentaram aos empresários brasileiros materiais controlados utilizados pelas indústrias de defesa e civil. Também foram discutidas a reforma do controle de exportação, importação e reexportação dos produtos de defesa dos Estados Unidos.

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Seminário da Fiesp discute práticas de revenda e conformidade na exportação. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O seminário contou com a participação do diretor-titular adjunto do Departamento de Defesa (Comdefesa) da Fiesp, Sérgio Vaquelli, do cônsul geral dos EUA, Dennis Hankins, do coordenador geral de Bens Sensíveis do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Sérgio Antônio Frazão Araujo, do diretor da Secretaria de Não-Proliferação e Observância dos Tratados, Alex Lopes e do secretário adjunto para a Administração de Exportação, Kevin Wolf.

Para Sérgio Vaquelli, o seminário é importante porque “traz novidades dos EUA, que é um grande parceiro”. Enquanto, o cônsul Hankins afirmou que é fundamental entender os principais problemas que a indústria brasileira enfrenta para importação de produtos.

Na avaliação de Alex Lopes, o encontro pode favorecer as conversações sobre exportação e importação de produtos entre os países.

“Esperamos que este seja um diálogo contínuo entre as agências, para que haja melhores práticas de comércio entre Brasil e EUA”, disse Lopes.

Os palestrantes concluíram o seminário mostrando as facilidades na exportação e importação. E o consulado dos EUA se colocou à disposição para eventuais dúvidas.


Foto: representantes do estado de Minnesota (EUA) visitam a Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

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Comitiva debateu possibilidades de melhorar relação entre o estado de Minnesota e a Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio de seu Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), recebeu nesta segunda-feira (08/12) a visita de representantes do Departamento de Desenvolvimento Econômico e Trabalho do estado de Minnesota (EUA).

A comitiva liderada pela diretora executiva do departamento, Kathleen Motzenbecker, teve como missão discutir formas de incrementar a relação entre a Fiesp e o estado de Minnesota.

Conjur debate acordo tributário entre Brasil e Estados Unidos

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Nesta segunda-feira (27/10), o Conselho Superior de Assuntos Jurídicos e Legislativos (Conjur) debateu o tema “Novo acordo internacional Brasil e Estados Unidos: Implicações para a Receita Federal, Sigilo Bancário e Contribuintes”, com especialistas na área tributária.

O coordenador-geral de Relações Internacionais da Secretaria da Receita Federal do Brasil, Flávio Antônio Gonçalves Martins Araújo (representando o Secretário Carlos Alberto Freitas Barreto), e o responsável pela implementação do acordo intergovernamental do FATCA [Foreign Account Tax Compliance], Paulo Cirilo Santos Mendes, falaram sobre assuntos como transparência e intercâmbio automático das informações para os fins tributários.

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Ministro Sidney Sanches coordenou os trabalhos durante a reunião do Conjur. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


De acordo com o padrão internacional de transparência, eles apresentaram os termos de referência para os seguintes acordos: intercâmbio de informações “presumivelmente relevantes”, não imposição de restrições ao intercâmbio por sigilo bancário ou por exigência de interesse tributário doméstico, disponibilidade de informações confiáveis e poderes administrativos de obtê-las, respeito aos direitos do contribuinte e confidencialidade estrita.

Com base em conceitos atribuídos aos países conforme sua transparência, o Brasil foi classificado como “altamente em conformidade” – o segundo entre os quatro conceitos possíveis. Isso significa que existem pequenas deficiências na implementação dos termos.

“Pelo peso de todos os quesitos, a nota do Brasil – “altamente em conformidade” – significa que ele está aprovado, ou seja, está comprometido com a transparência, tem os elementos, mas tem espaço para melhorar, na avaliação do cenário internacional”, explicou Araújo, que apresentou uma lista de países já avaliados.

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Flávio Antônio Gonçalves Martins Araújo: “Pelo peso de todos os quesitos, a nota do Brasil – “altamente em conformidade” – significa que ele está aprovado, ou seja, está comprometido com a transparência”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo ele, os países que não cumprem o padrão de transparência sofrem as consequências. “Pode ser colocado em uma lista cinza, ser submetido a pagar imposto de renda na fonte mais alto, ser banido das redes de acordo de dupla tributação, entre outras questões”, diz o coordenador-geral.

“O G-20 tem demandado medidas ainda mais duras, porque há países refratários à transparência.”

Os especialistas também trataram do FATCA, novo acordo assinado recentemente pelo Brasil, conhecido como lei de conformidade tributária de contas no exterior. A partir de 2008, os Estados Unidos criaram uma legislação para aumentar a conformidade em combater evasão internacional e tomar conhecimento de ativos no exterior.

“Já há uma lista de cerca de 40 países que assinaram com os Estados Unidos em um modelo recíproco, em que vão mandar informações e também vão receber correspondentes dos Estados Unidos”, conta Araújo, que explicou que o Brasil deve entrar em 2018.

 TIEA

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Antonio Carlos Rodrigues do Amaral disse esperar que seja negociado o tratado com os EUA. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O presidente da Comissão de Direito e Negócios Internacionais da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP) e conselheiro do Conjur, Antonio Carlos Rodrigues do Amaral, falou sobre o TIEA [Tax Information Exchange Agreements]. Segundo ele, o Brasil já firmou sete tratados, sendo o único ratificado com os Estados Unidos.

“O TIEA é um acordo controverso, com vários pontos preocupantes. Em síntese, trata do intercâmbio de informações “a pedido”, que possam ser pertinentes para a determinação, lançamento, execução ou cobrança de tributos, para investigação ou instauração de processo relativo a questões tributárias, envolvendo nacionais do Brasil ou dos EUA”, explicou Amaral. Destacou que há muitas questões referentes à inconstitucionalidade de suas disposições, por potencial violação à estrutura do sistema jurídico pátrio e também à jurisprudência do STF.

Ademais, o Brasil firmou com os EUA o Intergovermental Agreement (IGA), decorrente do FATCA, no último mês de setembro. O especialista analisou os artigos dos acordosde intercâmbio de informações, comparando questões do TIEA, do IGA e do FATCA. Ele destacou a importância da reciprocidade, que é limitada no IGA e não atende, assim, a um dos princípios fundamentais do direito internacional.

O IGA, também alertou, é apenas um “acordo executivo” nos EUA. Isto significa que não será objeto de revisão e posterior ratificação pelo Congresso em Washington, D.C. Assim, “não é considerado lei nos Estados Unidos”. Por consequência, não é lei e, naquilo que contradiga ao TIEA, “como a exigência de intercâmbio automático de informações”, é sujeito a várias restrições legais. Apontou, ainda, várias inconsistências entre o TIEA e o IGA, sustentando que, no Brasil, o IGA precisará ser ratificado pelo Congresso Nacional. Com isso “deverá sofrer um forte escrutínio no parlamento pátrio”, ou que deveria levar a um processo legislativo conflituoso e demorado.

“O interesse público, que não se confunde necessariamente com o interesse da arrecadação, e os princípios constitucionais à luz da jurisprudência do STF, devem ser plenamente observados. Não é o que ocorre quando se estuda o TIEA, que é um acordo normalmente firmado com jurisdições de menor expressão e sem relevância no plano do comércio e da política mundial, e nem com o IGA, que não é um acordo com reciprocidade equivalente entre os dois países.”

O especialista destacou a importância da transparência nas relações entre os países para fins de fiscalização e luta contra a evasão fiscal, mas com observância e respeito à Constituição e às leis brasileiras. Concluiu com uma recomendação para que sejam estudadas com profundidade as divergências para ser firmado um tratado para evitar a dupla tributação com os Estados Unidos e outros países onde o Brasil ainda não tem esse acordo.

“Espero que seja negociado o tratado para evitar de dupla tributação, que, uma vez equacionados os pontos de divergência, seria positivo para o país, não só para que a troca de informações nasça dentro desse contexto dos tratados tributários  mas também para a maior equilíbrio dos investimentos internacionais.”

A reunião teve os trabalhos coordenados pelo presidente do Conjur, ministro Sydney Sanches, e teve a participação do vice-presidente da Fiesp Elias Miguel Haddad e do diretor titular do Departamento Jurídico (Dejur) da entidade, Helcio Honda.

Empresários não precisam esperar acordo oficial para remover barreiras no comércio Brasil-EUA, defende Rubens Barbosa

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Embaixador Rubens Barbosa: é preciso identificar oportunidades de melhorias e, depois, pedir ao governo para sacramentá-las sem barreiras. Foto: Julia Moraes/Fiesp

O interesse em incrementar o comércio bilateral entre o Brasil e Estados Unidos da América (EUA) não tem partido de órgãos de relações internacionais e de comércio exterior de ambos os governos. A análise é do embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Barbosa participou do “Fórum Brasil-Estados Unidos”, organizado nesta quinta-feira (06/06) pela Fiesp com o objetivo de apontar saídas para aproximar as relações comerciais entre os dois países.

“Os interesses concretos de parceria estão vindo, por exemplo, do US Brasil Business Council e de empresas americanas que vêm aqui pra tratar de defesa”, afirmou Barbosa. “Ou a gente identifica esses interesses concretos para que haja uma solda e depois vem o governo e concretiza, ou não vamos sair do lugar”, afirmou.

Segundo Barbosa, não há necessidade de esperar um acordo oficial de cooperação bilateral para discutir o tema e remover obstáculos concretos ao comércio de ambos os países. “São barreiras burocráticas. O acordo de comércio virá um dia. Hoje, sem nenhum acerto de garantia de investimento ou de bitributação, o nosso comércio com os Estados Unidos está em torno US$ 60 bilhões”, disse.

O embaixador acredita que o empresariado está no caminho certo, de buscar objetivamente facilidades para aumentar o comércio entre Brasil e EUA. E reforça que o mais apropriado no momento é “identificar as oportunidades concretas que existem e pedir depois ao governo para sacramentá-las sem barreiras.”

Infraestrutura brasileira é um dos alvos de missão comercial norte-americana, diz secretária Rebecca Blank

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Rebecca Blank e Paulo Skaf: fortalecimento dos laços entre EUA e Brasil. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Durante visita à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na manhã desta terça-feira (14/05), a secretária interina de Comércio dos Estados Unidos da América (EUA), Rebecca Blank, disse que um dos objetivos da missão comercial norte-americana é tratar da redução do passivo de infraestrutura brasileiro num cenário que prevê grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos Rio-2016.

Blank assinalou que o momento é importante para fortalecer a relação entre EUA e o Brasil. “Acho que os elos que estão sendo construídos aqui são o progresso lógico na relação com o Brasil”, afirmou ela logo após apresentar cerca de 30 integrantes da comitiva formada por executivos ligados a empresas de setores como energia, aviação, construção e tecnologia da informação, entre outros.

A secretária lembrou ainda que, como parte do esforço de aproximação bilateral, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, tem programada uma visita ao Brasil na última semana de maio, e que as duas nações, como líderes dos negócios no hemisfério ocidental, devem melhorar suas relações. “Vamos ao trabalho”, exortou.

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Carlos Cavalcanti, Susan Kurland e Rebecca Blank. Diretor da Fiesp disse que Brasil tem oportunidades para empresas de planejamento, gestão de projetos, engenharia e grupos de investimento. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Outra representante do governo, a subsecretária de Aviação e Assuntos Internacionais dos EUA, Susan Kurland, disse estar muito animada com a aproximação entre os países. Ela recordou que o presidente Barack Obama visitou o Brasil em 2010, ocasião em que assinou um memorando de cooperação com duração de quatro anos. “Nesse período, já vimos o aumento do fluxo de passageiros para 2,3 milhões de viajantes e as empresas aéreas dos dois países aumentaram seus voos.”

Kurland informou que na véspera tivera encontros produtivos em Brasília com os ministros Wellington Moreira Franco (secretaria de Aviação Civil) e César Borges (Transportes). Entre os temas de pauta com Moreira Franco, as concessões em aeroportos. Com Borges, uma parceria para que os dois governos passem a se reunir para discutir temas de interesse comum.

Asubsecretária disse ainda que o governo norte-americano pretende investir em uma parceria com o Brasil no setor de aviação. “Identificamos 13 temas de interesse comum.”

Oportunidades

O diretor titular do Departamento de Infraestrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti, explicou algumas das mudanças anunciadas pelo governo federal, destacando que o regime de concessões em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos representa uma guinada em direção às políticas defendidas pela Fiesp – a participação do setor privado em investimentos e gestão de ativos de infraestrutura.

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Na foto, da esquerda para direita, na mesa: Carlos Cavalcanti, Susan Kurland, Rebecca Blank, Skaf, Thomas Shannon, Rubens Barbosa, Humberto Luis Ribeiro da Silva e Roberto Giannetti da Fonseca. Foto Ayrton Vignola/Fiesp

“Aqui é um país, com certeza, de grandes oportunidades para empresas de planejamento, de projetos, de gestão operacional e de fundos de investimentos, para não dizer de firmas de engenharia que venham a se instalar no Brasil e disponibilizar expertise para esse grande momento que o Brasil começa a viver, ainda arrumando a casa”, disse Cavalcanti.

Também participaram do encontro, entre outros, o secretário de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC),  Humberto Luiz Ribeiro da Silva; o presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex), embaixador Rubens Barbosa; o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Roberto Giannetti da Fonseca; e dois diretores titulares adjuntos do Derex: Thomaz Zanotto e Mario Marconini.

O evento contou ainda com uma mesa-redonda com empresas brasileiras de infraestrutura.

Encontro no gabinete

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Paulo Skaf, Rebecca Blank e Thomas Shannon. Foto: Junior Ruiz/Fiesp


Mais cedo, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recebeu em seu gabinete, para um encontro reservado, a secretária Rebecca Blank, a subsecretária Susan Kurland, o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon.


Foto: Fiesp recebe secretária de Comércio dos EUA, Rebecca Blank, e delegação de empresários

Agência Indusnet Fiesp

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Presidente Paulo Skaf dá as boas vindas à secretária de Comércio dos EUA, Rebecca Blank, e aos empresários americanos do setor de infraestrutura. Participaram do encontro o diretor-titular do Departamento de Infraestrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti; o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon; o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp; e Susan Kurland, subsecretária de Aviação e Assuntos Internacionais, entre outros. Foto: Ayrtn Vignola/Fiesp

Fiesp recebe parlamentares dos EUA em missão de intercâmbio

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu nesta sexta-feira (03/05) um grupo de cinco deputados norte-americanos em missão no Brasil desde sábado (27/04): o líder da delegação, Devin Gerald Nunes (Estado da Califórnia), Adrian Smith (Nebraska), Charles William Bouslany Jr (Louisiana), David Gonçalves Valadão (Califórnia) e Kenny Ewell Marchant (Texas).

Os cinco, acompanhados de assessores, permanecem no país até domingo (05/05) por meio do programa Mutual Education and Cultural Exchange Act (Mecea Visit ).

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Na foto, Charles William Bouslany (Louisiana), Josue Christiano Gomes da Silva (Fiesp), Devin Gerald Nunes (California), Adrian Smith (Nebraska) e Kenny Ewell Marchant (Texas). Foto: Helcio Nagamine/Fiesp.

O Mecea é um mecanismo previsto na lei dos EUA que permite o estabelecimento de programa de intercâmbio e a realização de viagens de congressistas e servidores públicos a convite de governos estrangeiros.

O Brasil estabeleceu programa no âmbito do Mecea em 2009, com o objetivo de  ajudar congressistas e assessores a conhecer melhor a realidade brasileira atual e, assim, criar vínculos de longo prazo com o país, visando aumentar a atenção no Congresso norte-americano para assuntos brasileiros.

A visita havia sido previamente acertada pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e pelo embaixador do Brasil em Washington, Mauro Vieira.

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Na mesa, da esquerda para a direita: Adrian Smith (Nebraska), Devin Gerald Nunes (California), Embaixador Rubens Barbosa (presidente do Coscex) e Thomaz Zanotto (diretor do Derex). Foto: Helcio Nagamine/Fiesp.

A comitiva foi recebida no gabinete pelo 3º vice-presidente da Fiesp, Josué Christiano Gomes da Silva.

Em seguida, as reuniões de trabalho tiveram a participação do Embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex), de quatro diretores titulares adjuntos do Derex – Thomaz Zanotto, Antonio Bessa, Mário Marconini e José Augusto Corrêa -, além de representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

Questionamento do Japão sobre vaca louca no Brasil deve obedecer à lógica comercialmente correta, diz sócio da MB Agro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A postura do Japão após confirmação da presença do agente causador da doença da vaca louca em uma fêmea que morreu em dezembro de 2010 no Paraná é legítima, mas deve estar dentro de uma logica comercialmente correta. A afirmação é do sócio-diretor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros.

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Alexandre Mendonça de Barros, sócio-diretor da MB Agro, durante reunião do Cosag/Fiesp

“É natural que surja um questionamento, mas também é muito fácil ser usado comercialmente esse tipo de problema”, alertou Barros, nesta segunda-feira (10/12), ao participar da reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp.

Após receber a notícia da confirmação de proteína contaminada com encefalopatia espongiforme bovina (EEB) – conhecida como mal da vaca louca –, o Japão proibiu no sábado (08/12) as importações de carne bovina brasileira. Segundo Ministério da Saúde japonês, essa é a primeira proibição de importações de carne bovina devido à doença desde dezembro de 2003.

Barros acredita, no entanto, que o incidente não deve afetar as exportações brasileiras. “Do ponto de vista do quadro de oferta mundial, a baixa oferta de carne vermelha dos Estados Unidos tem gerado preços muito altos e isso é uma pressão em todos os países do mundo”, explicou. “Não me parece que têm muitos outros países que possam fornecer carne de qualidade abaixo dos preços norte-americanos. Então, num momento de forte matéria-prima, cedo ou tarde [o mercado] acaba cedendo um pouco mais”, concluiu.

Segundo o especialista, o rebanho de bovinos norte-americano é o menor desde 1950 e, no próximo ano, os EUA devem contar com a menor oferta de bezerros desde 1942. “No caso da carne vermelha, há um desequilíbrio sem precedentes da pecuária norte-americana, sem nenhum exagero midiático”, afirmou. “Na medida em que a arroba nos EUA vai para US$ 80, ela sustenta preços altos no mundo todo.”

O executivo da MB Agro projeta para 2013 um cenário de preço elevado para proteína animal e para a ração, mas acredita que o Brasil deve enfrentar momentos melhores. “Tivemos esse fim de ano uma recessão muito grande da oferta de soja, chegando a preços absurdos, mas alguma acomodação de preços vai vir para o próximo ano, e isso tende a melhorar um pouco as margens do setor”, completou.

Governo mais agressivo

Na avaliação de Barros, o governo foi mais agressivo ao esclarecer para o mundo que a presença do agente causador de EEB foi um problema localizado e não um caso clássico. “A postura do Brasil normalmente é mais passiva”, salientou o sócio-diretor da MB Agro. “É alguma mutação e está longe de ser um fato generalizado”, concluiu.

Fiesp recebe Pat Quinn, governador de Illinois (EUA) na segunda, 24/09

Agência Indusnet Fiesp

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Pat Quinn. Foto: site do governo de Illinois

Em compromisso na manhã desta segunda-feira (24/09), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebe Pat Quinn, governador de Illinois, nos Estados Unidos da América (EUA).

O encontro deve ter a presença do embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex), e de Thomaz Zanotto, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex).

Também devem participar do diálogo o presidente do Illinois Science and Technology Coalition, Mark Harris; o cônsul geral dos EUA, Dennis Hankins; a presidente da Fin. Restructuring Group North America Baker & MacKenzie LLP; e vice-presidente da Associação de Industriais de Illinois, Andrew Faville.

Em seguida, às 11h, Quinn e uma comitiva de mais de 30 pessoas participam do seminário “Fazendo Negócios com Illinois”, evento que acontece no auditório do 4º andar da Fiesp sob a organização do Consulado Geral dos EUA em São Paulo .

Quinn chega ao Brasil na véspera (23/09) para uma missão de seis dias. O objetivo é o de reforçar as exportações de Illinois, promover a educação e impulsionar o turismo.

“A forte economia do Brasil e de classe média em expansão torna o país um mercado importante para Illinois”, disse Quinn no site oficial do governo de Illinois.

Ministério de Minas e Energia terá encontro com EUA para discutir energia e setor privado

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, aceitou o convite do vice-secretário de Energia dos Estados Unidos, Daniel Poneman, para uma rodada de conversações. O encontro acontecerá em outubro, dentro do âmbito do Diálogo Estratégico de Energia entre os dois países lançado em março de 2011.

A informação é de Francisco Romário Wokcickj, secretário-executivo-adjunto da pasta no Brasil, que participou nesta terça-feira (07/08) do segundo e último dia do 13º Encontro Internacional de Energia da Fiesp, em São Paulo.

Segundo Wokcickj, as autoridades brasileiras e norte-americanas conversaram na semana passada via teleconferência e, desta vez, as conversações podem ser ampliadas para o setor privado.

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Francisco Romário Wojcicki, secretário-executivo-adjunto do Ministério de Minas e Energia

“Vai ter uma nova rodada com secretário Zimmerman e o Daniel Boneman, onde serão discutidos os avanços obtidos até aqui com o Diálogo. Vai ser em outubro”, antecipou secretário-executivo-adjunto do Ministério de Minas e Energia, sem informar data específica.

Wokcickj acrescentou que o debate será ampliado para a iniciativa privada  em vários setores, inclusive o de petróleo e gás e biocombustíveis. “Essa é uma oportunidade de ampliar nossa discussão técnica para a discussão privada.”

Ao participar do painel “Diálogos Estratégicos sobre Energia Brasil-EUA”, Wojcicki listou quatro áreas de interesse do governo na relação bilateral com os Estados Unidos: petróleo e gás, biocombustíveis e biocombustível para aviação e cooperação em energia nuclear.

“No diálogo há também um aspecto mais amplo na parte nuclear. Nós, do Ministério, estamos tratando assim: cooperação de energia nuclear para fins civis”, afirmou o secretário-adjunto.

Agenda estratégica bilateral

No segundo e último dia de encontro, autoridades e representantes do setor de energia debateram sobre a agenda estratégica dos acordos bilaterais entre Brasil e Estados Unidos, a colaboração técnica entre os países, sobretudo, em biocombustíveis.

A participação do setor privado também foi discutida pela mesa, composta por autoridades do departamento de Energia dos Estados Unidos, do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e do Ministério de Minas e Energia.

“O objetivo é aumentar o intercâmbio de informações e oportunidades da aplicação de energia”, completou Wojcicki.

Brasil precisa retomar agenda comercial com EUA interrompida pela crise, diz ministro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Alessandro Teixeira, ministro interino do Mdic, durante seminário na Fiesp

O ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, afirmou na tarde desta segunda-feira (17) que a agenda de comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos foi interrompida pela crise financeira global e precisa ser retomada.

Teixeira participou do seminário “A Nova Agenda Brasil-Estados Unidos: Comércio, Negociações e Mecanismos de Defesa da Indústria”, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na sede da entidade.

“Nós temos uma nova agenda ou temos que retomar a agenda que interrompemos em determinado momento com a crise que castigou o mercado americano e europeu?”, questionou o ministro. Ele acrescentou que o Brasil deve bater o recorde em investimentos bilaterais. De janeiro a setembro de 2011, o valor já chega a US$ 42 bilhões.

“Na área de investimento, os Estados Unidos vinham perdendo espaço para economias emergentes. Este ano o Brasil vai ter recorde de atração de investimentos provavelmente acima da casa de 60 bilhões de dólares”, acrescentou a autoridade. Inve

Teixeira pontuou, no entanto, que o principal desafio para a indústria do País continua sendo fortalecimento da comercialização de produtos importados no mercado doméstico. “Quase 90% da pauta de importação é manufaturada. Isso é um problema? Não, desde que a gente consiga construir uma agenda forte. Este é um desafio.”

“Temos uma agenda a ser construída que inclui pontos fundamentais como as questões energética e de sustentabilidade, centrais para a economia norte-americana”, concluiu o ministro.

Susan Schwab classifica Doha como “deserto que impede o progresso”

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A ex-representante comercial da Presidência dos Estados Unidos, Susan Schwab, afirmou nesta segunda-feira (17) que as negociações da Rodada de Doha – das quais o Brasil faz parte desde a sua formação, em 2001 – estão congeladas e que o País precisa encontrar uma maneira de seguir em frente.

“Os políticos nunca vão conseguir declarar que Doha morreu, a não ser que insistamos nisso. Nós temos que ir além desse deserto que está impedindo o progresso e o desenvolvimento”, afirmou Schwab, atualmente consultora estratégica de Comércio Internacional e Relações Governamentais da consultoria Mayer Brown LLP.

“Não importa se existe desde 2001. Doha está congelada e, como resultado, todas as questões muito importantes que a Organização Mundial do Comércio (OMC) deveria estar discutindo também estão congeladas. Os países estão tendo que lidar com esses problemas que não se prestam a soluções unilaterais”, argumentou.

Schwab participou do seminário “A Nova Agenda Brasil-Estados Unidos: Comércio, Negociações e Mecanismos de Defesa da Indústria”, realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na sede da entidade.

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Da esq. p/ dir.: o embaixador dos EUA, Thomas Shannon, o presidente do Coscex da Fiesp, Rubens Barbosa, e a negociadora Susan Schwab

Ela reconheceu oportunidades de negócios bilaterais entre EUA e Brasil na pauta de segurança alimentar, energética e cooperações em formulação de política no Fundo Monetário Internacional (FMI). “São segmentos em que vemos potencial na relação comercial Brasil-Estados Unidos.”

A consultora alertou, no entanto, sobre as principais preocupações globais: a fracassada recuperação da crise financeira internacional e o consequente desequilíbrio global. “A liquidez de mercado afeta a todos nós. Formuladores de política têm trabalhado para conter isso.”

Obstáculos

Schwab avaliou ainda que o Brasil impõe alguns obstáculos para o progresso das relações bilaterais e multilaterais de comércio. “Temos 73 países que assinaram o acordo de Tecnologia da Informação, mas o Brasil não é um deles. Eu diria que isso atrapalhou a competitividade do País”, afirmou a consultora.

O Acordo da Tecnologia da Informação, de 1996, eliminou as tarifas entre os 73 países que respondem por mais de 97% do comércio mundial de produtos de tecnologia da informação.

“Nós temos a impressão que os exportadores brasileiros não são bons parceiros de negociação. O Brasil tem liberdade e acesso livre como exportador, mas se pune como consumidor”, disse Schwab.

Mais cedo, o ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Alessandro Teixeira, informou que quase 90% da pauta de importação é manufaturada. A Fiesp divulgou, em agosto, que a participação de produtos importados no mercado brasileiro chegou a um patamar recorde na série histórica iniciada em 1997, com 22,9%, indicando a dificuldade de concorrência dos produtos nacionais.

Vice-ministro norte-americano defende integração entre Brasil e EUA na área energética

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

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Poneman: "Não desperdiçar energia é a forma mais barata de reduzir as emissões de carbono e aumentar a oferta"

O vice-ministro de Energia dos Estados Unidos, Daniel Poneman, defendeu a integração cada vez maior entre Brasil e EUA como forma de ampliar o desenvolvimento da eficiência energética, com diversificação e limpeza da matriz nos dois países.

Durante o 12º Encontro Internacional de Energia, realizado nesta segunda-feira (15) pela Fiesp, ele ressaltou a importância dos entendimentos entre os presidentes Obama e Dilma, tanto na área nuclear como no desenvolvimento de energia limpa, para todas as utilizações, em especial na aviação por meio de biocombustíveis.

“Estados Unidos e Brasil compartilham uma forte amizade, baseada em valores e interesses comuns. O Brasil é um parceiro valioso, uma democracia com economia vibrante que emergiu no cenário internacional como potencia econômica e financeira. Com os eventos esportivos que virão, sua liderança só tende a aumentar”, ressaltou.

Poneman elogiou o intercâmbio de conhecimento e esforços de ambos os governos no sentido de formular políticas de uso racional de energia em novas construções e processos produtivos. “Não desperdiçar energia é a forma mais barata de reduzir as emissões de carbono e aumentar a oferta”, concluiu.

Leia mais:

Acompanhe a cobertura completa do 12º Encontro Internacional de Energia

Estados Unidos querem aprimorar preparo e avaliação de seus professores

Agência Indusnet Fiesp,

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Maria Helena Guimarães de Castro, presidente do Consocial/Fiesp

A educação é tema mais do discutido neste momento, não só pela fase eleitoral na qual vive o País, mas principalmente devido a discussão de um currículo mínimo nacional, foco das políticas públicas.

A avaliação feita por Maria Helena Guimarães de Castro, presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo deu o tom da sequência dos debates.

Formar professores de qualidade no século XXI é um desafio para países de dimensões continentais – como Brasil e Estados Unidos –, ao tentar atrelar metodologias que tenham efeitos práticos, resultados que possam ser mensuráveis e o uso de ferramentas tecnológicas.

“Às vezes, o ambiente familiar não é propício. Assim, o professor é figura fundamental para o desenvolvimento de um estudante”, avaliou Susan Fuhrman, que tratou do Cross-National trends in Education, as tendências na área educacional.

Também é presidente da Teachers College, Columbia University e da National Academy of Education, além de ser diretora não-executiva da Pearson plc. Consultora do projeto do Harlem, é uma das atuais assessoras do governo Barack Obama na área da educação.Através do Consortium for Policy Research in Education (CPRE), ela lidera e conduz variadas pesquisas que geram suporte financeiro substancial por parte do Departamento de Educação e Fundação Nacional de Ciências dos Estados Unidos e de empresas privadas.

Sua afirmação leva a outras encruzilhadas: como preparar um bom professor, como avaliá-lo e como medir o seu desempenho em classe. Nos Estados Unidos, o universo de professores é composto por três milhões de profissionais.


Excelência do professor
De acordo com Fuhrman, as pesquisas desenvolvidas nos EUA reforçam o que é senso comum: o professor e a qualidade de ensino são fatores fundamentais para o sucesso dos estudantes. Ela sublinhou os elos deste delicado processo:

  • Recrutamento,
  • Preparação,
  • Retenção,
  • Avaliação,

Desenvolvimento profissional.

A qualidade do educador importa mais do que o tamanho da sala de aula, da renda familiar e de composição das etnias. Ao promover a mudança do padrão dos professores que trabalham com alunos de baixa renda e de minorias na cidade de Nova York, constatou-se melhoria nos resultados.

Dentro desta verificação, o grande entrave é fazer um eficiente acompanhamento, pois os efeitos positivos são cumulativos ao longo dos anos, explicou Fuhrman.


Evasão
No cenário americano, algumas Organizações Não-Governamentais (ONGs) retêm os melhores egressos das faculdades a fim de treiná-los para as aulas. O Teachers for America é o que mais emprega, resolvendo um problema em escala, segundo a especialista, mas não o ponto crucial da questão.

“A metade de todos os novos professores abandona a profissão em cinco anos, o que chamamos de ‘balde furado’. Os profissionais que agregam as maiores pontuações, em testes padronizados, são os mais propensos a abandonar a sala. Os salários oferecidos também pesam nesta escolha. Na prática, menos de 1% dos professores é demitido”, contextualizou a assessora.

Mas, ela ressalta, lá há a mesma “curva de desprestígio” da profissão, como ocorre no Brasil, pois os professores estão subempregados. Um educador só toma posse definitiva do cargo após três anos de atuação.


Avaliação

Há hoje, nos Estados Unidos, um grande movimento para que se usem os “scores” dos provões realizados pelos alunos a fim de avaliar os que merecem estabilidade, o que gera controvérsias com os sindicatos.

Para Fuhrman, este trabalho de avaliação é um desafio, pois deve envolver o sucesso dos alunos em campo, em sua vida egressa, e conhecer quais práticas contribuíram para um resultado positivo.

Segundo a assessora, as universidades não fazem parte desta discussão política de construção de um currículo nacional, presente na agenda de políticas públicas do presidente Barack Obama. “Elas são defensivas e não construtivas, mas devem integrar esta solução”, criticou.


Incentivos e tecnologia
O sistema de premiação pecuniária, como existe no Brasil, também foi uma tentativa que não apresentou retornos concretos nos EUA, devido à falta de incentivos. Por isso, o foco deve ser a incorporação de pesquisas cognitivas para o aprendizado, a neurociência, ajudando a entender o que deve ser ensinado antes e o que vem depois a fim de obter excelência. Isto ainda não acontece nos EUA, apesar de toda a tecnologia existente.

Citando o exemplo do Teachers College, que congrega um universo de 5.500 pessoas, são feitos experimentos on-line, no campo da Matemática e da Geometria, e desenvolvidos aplicativos para o iPhone. A tecnologia é ferramenta de apoio até para perceber o quanto um aluno caminhou em termos de aprendizado, na opinião da assessora norte-americana.

Parte da solução pode vir de novas diretrizes que pensam em progressão do aprendizado e incentivos financeiros por parte do governo para que os consórcios locais desenvolvam seus padrões, segundo explicou Susan Fuhrman.

“Nos 16 mil distritos dos EUA há 16 mil currículos diferentes, ou seja, o sistema carece de uma padronização nacional. Estamos tentando este tipo de coerência a nível governamental. A gestão Obama está atenta a outros fatores desta equação: apoio nas escolas, liderança do gestor, cooperação entre professores e ambiente de trabalho positivo”, disse. “É preciso ter protocolos – como um cirurgião faz quando entra em cirurgia – para que o professor não faça o que melhor entender quando entra em sua sala de aula”, completou.


Diversidade
Susan Fuhrman reportou que há escolas, em Nova York, que convivem com cem línguas diferentes, em função do número de imigrantes presentes, um exemplo de convívio de universos múltiplos.

Na Califórnia, por exemplo, as minorias são maioria e a realidade é que grande parte dos professores é de cor branca. Ela citou ainda o caso de Harlem, onde a África foi incluída no currículo para que houvesse maior integração. “É preciso tocar a cultura de cada um”, ponderou.